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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Coluna dEle #2

Hoje, novamente aquela participação especialíssima do meu colunista convidado.
Vocês sabem quem é. Dispensa apresentações...




E aê, galera! Tô na área. Se derrubar é pênalti.
A propósito de pênalti tenho ouvido muita reza pra fulano ser campeão brasileiro, cicrano não cair e coisa e tal. Olha, Eu tento não me meter muito nessas coisas, sabe. Só acompanho. Se Eu for atender reza de todo mundo, como dizem naquele jargão do futebol, o campeonato baiano acabava empatado se fosse por tanta macumba. Aí, é mais ou menos isso: os caras entram em campo, fazem uma corrente, rezam um Pai Nosso como se fosse um jogral e querem que Eu ajude eles a ganhar. O outro lá, ajoelha debaixo das traves, ergue as mãos pro céu, fecha os olhos e quer que eu evite que ele tome os gols. Vem outro e dá entrevista e fala no Meu nome pra cada duas palavras, tipo “se Deus quizé, se Deus ajudá pra nóis saí vencedô e coquistá os treis ponto”. Ah, cara! Parem de encher o saco e vão jogar bola.
Não vou negar que tenho uma certa predileção pelo Santos, por motivos óbvios, mas vcs hão de convir comigo que Eu não to ajudando. Vão se virar sozinhos. Se meteram aí, que saiam.
O Paulinho, aqui, tem pedido que Eu ajude o São Paulo. Por mais que seja camarada dele, já disse, não meto a mão nessas coisas. Tudo que o Tricolor do Morumbi ganhou nos últimos tempos foi por que fez por merecer.Bom, aí qdo Eu vejo que merece, Eu até dou uma força, que nem naquele jogo do Liverpool, lá em Yokohama. Sem Mim, ali, teria sido uns 4x1 pros caras. Ou mais.

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Acordei cedão ontem, em pleno domingo, pra ver a corrida. Cara, o moleque, esse, Hamilton é bom pra caralho, mesmo, hein! Dei talento pro menino, mas que ele é abusado por si só, é, não é mesmo?
Só tem mesmo é que melhorar o comportamento. Jogar os outros pra fora da pista não tá legal, não.

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Tenho dado uma olhada no horário eleitoral, aí de vocês. Como sempre tem uns tipos bizarros, mas também, tenho tomados cuidado pra colocar alguns mais qualificados pra vocês escolherem. Sei que com aquela geração mais antiga, os Malufs e ACM’s da vida, chegava uma hora que não tinha muito pra onde correr. Até por isso entrou uma galerinha mais jovem de uns tempos pra cá. Tô tentando botar na cabeça deles um pouco mais de juízo, ética, valores, etc. Vamos ver se dá certo. Pelo menos pra dar opção pra vocês, aí.
Agora... Só que os melhorzinhos ainda estão misturados com os outros, né. Aí é com vocês de saberem escolher direito. Olhem lá o que vão fazer. Depois não venham me culpar.
Mas o problema, também, e Eu sei bem disso, é que Me esforço tanto pra fazer a cabeça dos caras pra uma coisa boa, mas quando chegam lá eles mudam tanto. Aí é foda e nem Eu posso fazer nada.

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Tava, esses dias, na sala de espera do dentista e peguei um dessas revistas de fofoca pra folhear (só tinha destas) e vi que o tal do Dado Dollabella deu um carrão de sei lá quantos mil pra Luana Piovani. Tão noivos e tal...
Cara! Já sabe como é que ela vai retribuir isso, né? Com um belo chapéu no otário!É só o Paulo Vilhena, por exemplo, dar um pulinho no Rio que vai lá e dá uma carimbada.
Pô! Tem cara que não enxerga ou não quer enxergar! Tem mulher de ficar e mulher de casar. Essa não é pra casar. Homem também, homem também, antes que as minhas leitoras fiquem furiosas. É verdade.
E esse também não é lá flor que se cheire. Quero ver no que é que vai dar isso.
Na próxima consulta ao dentista Eu vejo como isso acabou.
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Subiu pra cá, hoje, o Rick Wright do Pink Floyd.
Que que eu posso fazer? Uma hora os caras vão ter que vir. Compreendam.
Eu também adoro Pink Floyd mas aos poucos Eu vou ter que ir chamando a galera.
E daqui a pouco também vão ter que vir outros da antiga: Page, Fripp, Gillan, Watts, Ringo.
O Paul vcs sabem que já veio, né? O que está aí é... Bom vcs viram a capa do Abbey Road.
Difícil mesmo é o tal do Richards. Tô chamando ele há tempos mas ele não vem de jeito nenhum. É um fenômeno!


Vazei, galera!
Té + e que Eu lhes abençoe.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"U23D", de Catherine Owens e Mark Pellington (2008)



Olha, perdi minha paciência com o U2 já faz algum tempo. Mais precisamente desde o Achtung Baby, um disco pop no pior sentido da expressão, fraquíssimo com uma banda que tinha perdido sua identidade. Desde então, salvo o discaço Zooropa, levado nas costas por Brian Eno, que sempre produziu as melhores coisas da banda, não fizeram nada que relamente valesse algum entusiasmo. Depois de virarem umas caricaturas de si próprios resolveram retomar um caminho que tinham renegado quando, segundo o próprio Bono, não queriam ser salvadores do mundo. Resultado: uma banda que é o retrato da demagogia.

Já tinha visto pela TV o show de São Paulo da turne Vertigo, com direito a Katilce subindo no palco e tudo mais já sabendo que não podia esperar grande coisa do show em si. Fui então ver o "U23D" mais por causa do tal 3D.

Cara, e não é que valeu a pena!

A sensação de um show de rock, com imagens extremamente bem estudadas e captadas com primor, com este tipo de tecnologia e recurso, é simplesmente fantástica.

É logico, que tem que se gostar minimamente da banda pra curtir o que se está assistindo e apesar da minhas restrições, curto muito as músicas mais antigas que acabam salvando um repertório de altos e baixos. Acaba enchendo o saco, um pouco, aquela baboseira de "bom moço" do Bono. Blá, blá, blá, direitos humanos, a guerra, a igualdade, quando na verdade só tá preocupado em encher as burras de dinheiro.

Mas enquanto filme, tudo isso é compensado pela clima de estar praticamente na primeira fila, praticamente no palco, com a sensação de se poder tocar nas cordas do baixo do The Edge ou do Clayton, bater nos pratos do Mullen Jr., ou abraçar o Bono, ou talvez esfaqueá-lo...


Cly Reis

domingo, 7 de setembro de 2008

"A Espiã", de Paul Verhoeven (2006)




Perdi no cinema, mas locamos ontem para ver "A Espiã" do holandês Paul Verhoeven, que havia sido muito elogiado quando do seu lançamento.

Muito bom filme. Muito bom, mesmo.

Envolvente, tenso, mantém o clima, mantém a a tensão e o interesse.

Me parece a reabilitação do diretor depois de uma jornada americana de altos e baixos, com filmes interessantes como Robocop e Vingador do Futuro e o ótimo Instinto Selvagem e horríveis como Tropas Estrelares e o lixo-cult Showgirls.

Trata da história de uma judia que depois de perder a família numa emboscada dos nazistas, trabalha para a resistência holandesa infiltrada no escritório alemão após seduzir e se envolver com um dos oficiais.

Tem todos os elementos de Verhoeven americano mas com o toque de Verhoeven europeu: violência, sensualidade, ação e um roteiro envolvente. O curioso é que tem uma surpresa que se espera que aconteça, mas que não acontece como se poderia prever, o que valoriza o suspense.

Bem legal. Ótima sessão do meu sábado à noite.


Cly Reis

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Medeia", de Pier-Paolo Pasolini (1969)




Assisti no sábado, na despedida do cinema Paissandu, que esta' fechando suas portas, a "Medeia" de Pier Paolo Pasolini. A programacao era extensa com grandes classicos mas optei por conferir este porque era um dos filmes deste cineasta que nao tinha visto ainda, ja' tendo boas referencias de filmes como Canterbury Tales e do excelente e fortissimo Salo'. No entanto, esta adaptação da tragedia clássica de Eurípedes não me agradou como os anteriores do diretor.
Mesmo considerando o caráter alternativo da obra e a visão particular de um artista incomum, não pode-se deixar de se exigir mais qualidade no produto final. O filme e' muito mal acabado. E quando digo isso nao me refiro a recursos financeiros, produção ou algo assim. E' tosco em elementos básicos para um cineasta. Em alguns momentos parece dirigido com um desleixo que não pode ser atribuído somente a uma eventual precariedade e sim a deficiências e limitações do diretor. Ve-se que ele tentou fazer uma coisa e ficou assim... então ficou. Em nome da 'pureza'? Hmmm... Na
ão sei se se justifica o suficiente.
Isso serve também para os atores que, por serem amadores, ao invés de conferir uma crueza `as cenas, o que talvez fosse a intenção, acabam comprometendo a qualidade de uma obra que com um texto tao rico, teria um ganho enorme com interpretações que fossem no minimo boas.
A gente sabe que o cinema autoral, muitas vezes opta pela ideia em si, mais do que a forma. Nao tenho duvida disso. Mas parece que a ideia em si fica comprometida nestas condições.
É claro que um pouco deste improviso, deste desapego formal tem a ver com a linha cinematográfica do diretor, muito próxima do nosso Cinema Novo, no caso especifico deste filme, mas que dentro do todo da obra se perdem em meio a artifícios fragilíssimos e pobres e aí já não sabemos mais o que era acaso, intenção e consequentemente o que e' mérito.
No meu ponto de vista, há mérito na desconstrução que Pasolini faz da narrativa, ainda que um tanto confusa, em parte pela já citada limitação dos atores e outra por uma certa "pressa" na montagem que faz com que elementos fiquem desconexos demais, sobretudo na primeira metade.
Outra virtude do filme é a não utilização de cenários artificiais e isto feito com muita qualidade, com panorâmicas e planos abertos sobre cenários naturais contendo significados e simbolismos. Mas, sobremaneira, me agradaram os figurinos e a direcao de arte. Muito criativa, utilizando galhos, flores, fibras naturais e tecidos leves inserindo `a sua maneira, sutilmente, um contexto sugerido.
Destaque também para a unica aparição dramática em cinema da soprano Maria Callas interpretando a personagem titulo.
Como eu costumo dizer: Vale conferir. Foi o que eu disse a mim mesmo depois do filme. "Valeu conferir".
No entanto recomendo mesmo, Salo'- ou os 120 dias de Sodoma também do Pasolini, mas que, advirto, deve ser visto com muito "estomago" e tolerância.



Cly Reis



Madonna no Rio




Começa hoje a venda de ingressos para o show de Madonna aqui no Rio. Passei agora pela manha ao lado do Maracanã e me impressionei com a fila.

Me assustei um pouco qto à possibilidade de acabar perdendo o show, caso aconteça algo semelhante à final da Libertadores, qdo em poucas horas não tinha mais nada de ingressos.

Vou nesse show (se conseguir ingresso) pq é a Madonna. Gosto muito e tal. Mas tudo que ouvi deste novo álbum me pareceu meio "sem sal-sem açucar", chato, fraco. Vou lá mesmo ver as antigas, as que eu curto, as performances de palco e etc., mas realmente o repertorio das novas, provavelmente não irá me seduzir muito, mesmo ao vivo.

Dêem uma olhada nas informações do site Globo Online Cultura, no link abaixo: