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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Música da Cabeça -Programa #468


A Copa tá se encaminhando para a decisão, mas não adianta: todos os chaveamentos levam ao MDC desta semana. Não poderia ser diferente, afinal temos também "protagonistas", como Lou Reed, Cornelius, Milton Nascimento, Cocteau Twins, Parliament e mais. No quadro especial, um Cabeça dos Outros. Aparecendo na hora que precisa, o programa põe a bola no campo às 21h na decisiva Rádio Elétrica. Produção, apresentação e apostas abertas: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com

segunda-feira, 13 de julho de 2026

COPA DO MUNDO JOY DIVISION - finalistas



Era emoção que vocês queriam? Então toma!

Não tinha como ser mais empolgante a decisão dos finalistas da Copa Joy Division! 

Olha foi tudo no detalhe...

Coube a cada dois árbitros-especialistas definir uma das semifinais e, é claro, deste modo o empate entre opiniões seria algo bem possível. 

Não quis avisar aos participantes mas, caso cada um optasse por uma vencedora, a decisão seria no saldo de gols. 

Ótimo! Isso resolveu em uma das semifinais. Sim, como eu disse, foi no detalhe.

Mas e na outra? 

Nem o saldo de gols resolveu tamanha a igualdade.

O que tivemos que fazer? Apelar para um outro especialista, de fora do nosso time de jurados para definir a parada.

Sim, amigos, nenhuma Copa do Mundo Rock do ClyBlog foi tão disputada assim!

E pensa que acabou? Que nada!

Ainda tem a final.

E quem vai para lá? Descubra agora com a definição no lance-a-lance dos nossos mestres joydivisianos:


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TRANSMISSION x DECADES

  • Luna Gentile:

Transmission entrou com marcação alta desde o apito inicial. Com seu baixo pulsante sua a bateria precisa, a música transmite grandiosidade e abre espaços na defesa adversária para sair na frente no placar.

Decades respondeu com uma bela jogada coletiva trocando passes com seus sintetizadores envolventes diminuindo o placar. Considero uma das faixas mais sofisticadas de Closer que contêm uma atmosfera única, então garante mais um gol.

Mas a noite era de Transmission, um hino do pós-punk, com intensidade e um refrão que nunca perde a força. Transmission fecha conta em 4 a 2 fazendo um jogo perfeito.


  • Daniel Rodrigues:

O caminho de “Decades” nessa copa não tem sido nada fácil, hein? Na fase classificatória, fez valer sua estatura de faixa de encerramento de Closer sobre “Interzone”. Depois, despachou “I Remember Nothing” em vitória simples e, nas quartas, teve que se impor de novo para virar sobre “A Means to Na End”. E se pra “Decades” foi esse osso todo, imagina para “Transmission”?! Na preliminar, ok: não teve maiores problemas pra eliminar “No Love Lost” Mas, nas oitavas, de cara pegou “Shadowplay”, que ganhou numa vitória magra. Depois, pior: “Love Will Tear Us Apart”, mais pedreira ainda. Num jogo emocionante, com adversário saindo na frente e ampliando, “Transmission” teve que buscar o resultado. Ou seja: dois times que chegam desgastados e em pé de igualdade, seja em tamanho quanto em condições de jogo. Isso fez com que o 0 x 0 se estendesse por praticamente toda a partida, com os times se estudando e dando aquela estocada sempre que possível, mas calculada, pra não gerar contra-ataque. Pois foi justamente numa dessas investidas, depois de correr e marcar o jogo todo, que “Transmission” perdeu uma bola no meio de campo quando tentava armar uma jogada e viu o adversário tocar três vezes na bola e chegar na área, até ser duramente castigada. Bola na rede faltando apenas 3 minutos para o final, tempo que “Decades” segurou para garantir mais uma vitória sofrida, mas suficiente para se classificar: 1 x 0 e “Decades” na final!


*como consta no Art. 350125 Go! Exercise I, em caso de empate entre os votantes a decisão do classificado se dará pelo saldo de gols:

PLACAR FINAL - 

TRANSMISSION 4 X DECADES 3


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DISORDER x NEW DAWN FADES

  • Cly Reis:

Mais um clássico local do Unknown Pleasures.

A energia de Disorder contra a cadência de New Dawn Fades.

Aquele introdução pulsante de bateria, numa das grandes aberturas de um álbum na história do rock, garante um gol relâmpago para Disorder um gol relâmpago, logo nos primeiros segundos, abrindo o placar: 1x0.

Mas New Dawn Fades não se assusta e com seu jogo seguro, construído, parte por parte, com paciência, chega ao gol de empate: 1x1.

O jogo mais completo, mais equilibrado de NDF se impõe e o conjunto garante o gol da vitória. 2x1 num jogo incrível que justifica o tamanho dessas duas equipes na discografia da banda.


  • Roberto Sulzbach:

Bem amigos do ClyBlog, não tem jogo fácil à esta altura do campeonato. 

Disorder x New Dawn Fades são símbolos da qualidade e influência que a banda tem no cenário da música pop global. Ambas podem servir de argumento sobre como mudaram a música, mas a sensação de abrir a vitrola, colocar o LP e embarcar em uma viagem é transcendental. Jogo duro, plástico e aberto. Placar final: 3 a 2 Disorder

*como consta no Art. 350125 Go! Exercise I, em caso de empate entre os votantes a decisão do classificado se dará pelo saldo de gols:

PLACAR FINAL - 

DISORDER 4 X NEW DAWN FADES 4



JOGO EXTRA - DISORDER x NEW DAWN FADES:

*(como consta no regulamento da International Blog, ficando as equipes empatadas no saldo de gols, o jogo será decidido por um convidado também fã e especialista em Joy Division)


  • Jairo Alone:

Difícil, hein!

"Disorder" ganha. Por quê? Sonoramente, ela é mais influente. Dá para ver esse DNA desde bandas como The Cure como Legião Urbana. Se tivesse que apresentar uma das duas para alguém, seria essa. Num jogo? Dois a  um (2 X 1). Placar apertado e gol nos acréscimos. 


PLACAR FINAL JOGO EXTRA -
DISORDER 6 X NEW DAWN FADES 5






COTIDIANAS Especial nº900 - O Tio Adão

 



Desde pequeno ouvia minha mãe contar que nossa família tivera um grande jogador de futebol que havia jogado inclusive pela Seleção Brasileira e participado de uma Copa do Mundo.

Por mais que sempre gostasse muito de futebol, quando garoto, a informação não se fazia totalmente relevante para mim, até porque, meio desencontrada e incompleta, parecia carente de precisão e confirmação. Não que minha mãe, minhas tias e outros parentes estivessem inventando, mentindo, mas talvez aquilo não fosse tão grande quanto colocavam. Minha mãe contava das aventuras dele em países nórdicos, suas fotos com as louras, com delegações de jogadores, mas ninguém sabia ao certo se havia jogado na Copa da Suécia, da Suíça, ou se havia realmente chegado a jogar uma Copa do Mundo. Já era motivo de orgulho por ter jogado na Seleção, e isso era fato, mas talvez tivesse sido um torneio de juniores, uma excursão avulsa ou algo  do tipo. Mas de todo modo, o Tio Adão sempre habitava nossa memória afetiva coletiva como o craque da família.

A era da informação e da Internet trouxe dados mais precisos que eliminaram aquelas imprecisões e só fizeram crescer minha admiração e colocá-lo no lugar de destaque que sempre mereceu.

Tio Adão para nós, ou Adãozinho, como era conhecido no mundo do futebol, fora um atacante de alto nível que atuara no meu time do coração, o Sport Club Internacional, e que entre diversas participações com a seleção nacional, integrou o grupo que participou da fatídica Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Jogara mesmo uma Copa, como se contava! Mas fora por aqui mesmo, no próprio país.

Integrante da segunda formação da lendária equipe do Internacional chamada de Rolo Compressor, Adãozinho, imparável, veloz e artilheiro, tamanha era sua volúpia e indomabilidade fora alcunhado de Atacante Satânico. Seu prestígio permanece intacto, atravessa gerações tanto que, hoje, minha filha, colorada, admira e também se orgulha de ter um parente, mesmo que distante, representante das cores do nosso time da lendária camiseta brasileira.

As histórias com louras europeias deviam ser de algum torneio, amistoso ou uma convocação eventual, mas o fato é que a própria participação em um Mundial já atesta não se tratar de um jogador qualquer. Se hoje em dia qualquer jogador mediano, sem coração, veste a camisa da seleção, Tio Adão jogara em uma época repleta de craques na qual a concorrência era grande, além de ser um tempo em que o amor à camiseta que se vestia representava tudo.

Nada pode mudar isso: um dos nossos, do nosso sangue, fora um craque de Seleção Brasileira e jogara uma Copa do Mundo!


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Cly Reis