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segunda-feira, 13 de julho de 2026

COPA DO MUNDO JOY DIVISION - finalistas



Era emoção que vocês queriam? Então toma!

Não tinha como ser mais empolgante a decisão dos finalistas da Copa Joy Division! 

Olha foi tudo no detalhe...

Coube a cada dois árbitros-especialistas definir uma das semifinais e, é claro, deste modo o empate entre opiniões seria algo bem possível. 

Não quis avisar aos participantes mas, caso cada um optasse por uma vencedora, a decisão seria no saldo de gols. 

Ótimo! Isso resolveu em uma das semifinais. Sim, como eu disse, foi no detalhe.

Mas e na outra? 

Nem o saldo de gols resolveu tamanha a igualdade.

O que tivemos que fazer? Apelar para um outro especialista, de fora do nosso time de jurados para definir a parada.

Sim, amigos, nenhuma Copa do Mundo Rock do ClyBlog foi tão disputada assim!

E pensa que acabou? Que nada!

Ainda tem a final.

E quem vai para lá? Descubra agora com a definição no lance-a-lance dos nossos mestres joydivisianos:


⚽⚽⚽⚽⚽


TRANSMISSION x DECADES

  • Luna Gentile:

Transmission entrou com marcação alta desde o apito inicial. Com seu baixo pulsante sua a bateria precisa, a música transmite grandiosidade e abre espaços na defesa adversária para sair na frente no placar.

Decades respondeu com uma bela jogada coletiva trocando passes com seus sintetizadores envolventes diminuindo o placar. Considero uma das faixas mais sofisticadas de Closer que contêm uma atmosfera única, então garante mais um gol.

Mas a noite era de Transmission, um hino do pós-punk, com intensidade e um refrão que nunca perde a força. Transmission fecha conta em 4 a 2 fazendo um jogo perfeito.


  • Daniel Rodrigues:

O caminho de “Decades” nessa copa não tem sido nada fácil, hein? Na fase classificatória, fez valer sua estatura de faixa de encerramento de Closer sobre “Interzone”. Depois, despachou “I Remember Nothing” em vitória simples e, nas quartas, teve que se impor de novo para virar sobre “A Means to Na End”. E se pra “Decades” foi esse osso todo, imagina para “Transmission”?! Na preliminar, ok: não teve maiores problemas pra eliminar “No Love Lost” Mas, nas oitavas, de cara pegou “Shadowplay”, que ganhou numa vitória magra. Depois, pior: “Love Will Tear Us Apart”, mais pedreira ainda. Num jogo emocionante, com adversário saindo na frente e ampliando, “Transmission” teve que buscar o resultado. Ou seja: dois times que chegam desgastados e em pé de igualdade, seja em tamanho quanto em condições de jogo. Isso fez com que o 0 x 0 se estendesse por praticamente toda a partida, com os times se estudando e dando aquela estocada sempre que possível, mas calculada, pra não gerar contra-ataque. Pois foi justamente numa dessas investidas, depois de correr e marcar o jogo todo, que “Transmission” perdeu uma bola no meio de campo quando tentava armar uma jogada e viu o adversário tocar três vezes na bola e chegar na área, até ser duramente castigada. Bola na rede faltando apenas 3 minutos para o final, tempo que “Decades” segurou para garantir mais uma vitória sofrida, mas suficiente para se classificar: 1 x 0 e “Decades” na final!


*como consta no Art. 350125 Go! Exercise I, em caso de empate entre os votantes a decisão do classificado se dará pelo saldo de gols:

PLACAR FINAL - 

TRANSMISSION 4 X DECADES 3


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DISORDER x NEW DAWN FADES

  • Cly Reis:

Mais um clássico local do Unknown Pleasures.

A energia de Disorder contra a cadência de New Dawn Fades.

Aquele introdução pulsante de bateria, numa das grandes aberturas de um álbum na história do rock, garante um gol relâmpago para Disorder um gol relâmpago, logo nos primeiros segundos, abrindo o placar: 1x0.

Mas New Dawn Fades não se assusta e com seu jogo seguro, construído, parte por parte, com paciência, chega ao gol de empate: 1x1.

O jogo mais completo, mais equilibrado de NDF se impõe e o conjunto garante o gol da vitória. 2x1 num jogo incrível que justifica o tamanho dessas duas equipes na discografia da banda.


  • Roberto Sulzbach:

Bem amigos do ClyBlog, não tem jogo fácil à esta altura do campeonato. 

Disorder x New Dawn Fades são símbolos da qualidade e influência que a banda tem no cenário da música pop global. Ambas podem servir de argumento sobre como mudaram a música, mas a sensação de abrir a vitrola, colocar o LP e embarcar em uma viagem é transcendental. Jogo duro, plástico e aberto. Placar final: 3 a 2 Disorder

*como consta no Art. 350125 Go! Exercise I, em caso de empate entre os votantes a decisão do classificado se dará pelo saldo de gols:

PLACAR FINAL - 

DISORDER 4 X NEW DAWN FADES 4



JOGO EXTRA - DISORDER x NEW DAWN FADES:

*(como consta no regulamento da International Blog, ficando as equipes empatadas no saldo de gols, o jogo será decidido por um convidado também fã e especialista em Joy Division)


  • Jairo Alone:

Difícil, hein!

"Disorder" ganha. Por quê? Sonoramente, ela é mais influente. Dá para ver esse DNA desde bandas como The Cure como Legião Urbana. Se tivesse que apresentar uma das duas para alguém, seria essa. Num jogo? Dois a  um (2 X 1). Placar apertado e gol nos acréscimos. 


PLACAR FINAL JOGO EXTRA -
DISORDER 6 X NEW DAWN FADES 5






domingo, 12 de julho de 2026

COPA DO MUNDO JOY DIVISION - semifinais

 


Definidas as semifinais.

Dois confrontos de escolas diferentes.

Em ambos os jogos, embates entre uma da linha punk contra uma da linha mais 'gótica', entre uma frenética, elétrica, contra uma densa, arrastada... 

Talvez não só estejamos definindo a maior música do Joy Division, como também qual das suas facetas é a melhor.

Que responsa, hein!

Eis aí, então, os confrontos das semifinais... 


+  -  +  -  +  -  +  -  +  -  +  -  +  -




quinta-feira, 9 de julho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - quartas-de-finais - CLASSIFICADOS

Dois clássicos regionais, um clássico entre dois ícones da banda, um confronto de gigantes!

O que foram essas quartas-de-finais, meu amigo!!!

Nossos árbitros-especialistas tiveram muito mais dificuldade em definir os vencedores nessa fase. Mas é inevitável. Afunilou de vez e agora só tem camisa pesada.

Vamos ver então como foram as definições das quartas e os quatro classificados para as semifinais, segundo os critérios do nosso time de analistas:


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LUNA GENTILE

A Means to an End 1 x Decades 2 - Nesse clássico do Closer A Means to an End começou em alta, com seu baixo pulsante, bateria precisa e um ritmo pós-punk envolvente que dominou a posse de bola.
Mas Decades cresceu no segundo tempo: os sintetizadores atmosféricos, o andamento mais lento e a interpretação encantadora de Curtis deram outro peso ao jogo, controlando o ritmo até a virada.


ROBERTO SULZBACH

Disorder 4 x Candidate 2 - Disorder é frenética e organizada. A linha de baixo carrega a canção como um “8” talentoso. Seu riff icônico icônico tem a ousadia digna de Garrincha. Disciplina, ritmo e inventividade, todos em um só time. Candidate, segue com a marcação na sua metade do campo, esperando pela bola do jogo. A diferença é que em um jogo de dois timaços, não vem apenas uma bola do jogo. Então, Candidate tentou aproveitar ao máximo as chances que teve.
Teve "Trocação" franca, mas Disorder conseguiu se sobressair no ataque e na importância no catálogo do grupo. Apesar de suas valências, Candidate não foi capaz de superar a favorita.
4 x 2 Disorder.

DANIEL RODRIGUES

Transmission 3 x Love Will Tear Us Apart 2 - Outra baita jogo. Clássico joydivisiano! As duas entram em campo com esquema tático parecido, a se ver pelo mesmo conceito de abertura, que vem num crescendo, e marcam um gol cedo cada uma, um após o outro. 1 x 1. Love, mais atrevida, amplia logo depois. Mas Transmission é cascuda, com jogo bem armado, que não se apavora com qualquer adversário mesmo com bom futebol. E empata. 2 x 2. No intervalo para hidratação, porém, o técnico “transmite” aos jogadores as palavras certas e acerta a estratégia. Resultado: Transmission marca mais um e segura o placar até o final mesmo com o abafa do adversário. Final: Transmission 3 x Love Will Tear Us Apart 2. E teve novamente dancinha ao som do rádio.


CLY REIS

Atmosphere 0 x New Dawn Fades 1 - Sabe quando os times se perfilam antes do jogo para a execução dos hinos? Aqui New Dawn Fades se alinha e tem que cantar nada menos que seu próprio adversário.
Atmosphere é um hino do joy division!
E como se faz para superar um símbolo tão forte, tão marcante?
Ah, tem que fazer o jogo perfeito, e ninguém melhor que New Dawn Fades para executar essa tarefa. Talvez a música mais completa do Joy division.
Um esquema de jogo bem traçado, a estratégia bem desenvolvida e todos os setores funcionando perfeitamente. 
ali, ali, no detalhe, New Dawn Fades supera o hino e o transforma em réquiem (que de certa forma, sempre foi)
adeus, Atmosphere!

 


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - quartas-de-finais

 



Reta final da nossa copa do mundo musical.

Ficaram apenas oito times, são quatro jogos, estamos nas quartas-de-finais!

Se Unknown Pleasures entrou nas oitavas dominando, com metade dos participantes daquela fase, chega nesta agora praticamente em condições de igualdade com os demais, igualado com Closer e ambos apenas com um representante a mais que Substance.

A propósito de álbuns, os confrontos das quartas nos reservam dois clássicos regionais, A Means to An End contra Decades, pelo Closer, e Candidate versus Disorder, pelo Unknown Pleasures.

Os outros enfrentamentos podem não ser dérbis mas nem por isso são  menos encroados: duas clássicas, Transmission e Love Will Tear Us Apart se pegam entre si, e New Dawn Fades,  que eliminou uma das favoritas, She'sLost Control, enfrenta outra das mais marcantes da banda, a célebre Atmosphere.

Eis nossas quartas!

A sorte está lançada. Agora tudo está  nas mãos dos nossos especialistas.

Soa o apito. Começam as quartas-de-finais!


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C.R.

D.R.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - Oitavas-de-Finais - CLASSIFICADOS

 




Nossos especialistas em Joy Division cumpriram sua missão e definiram os últimos 8 classficados na Copa Eterna.

A fase de oitavas não teve nenhuma grande zebra, até porque agora só tem time grande e nenhum resultado é exatamente absurdo.

A cadenciada Candidates eliminando a quase neworderiana Isolation pode ser considerada uma surpresa para alguns, mas a eliminação She's Lost Control mesmo sendo uma das favoritas, passa longe de ser um resultado improvável considerando a qualidade do adversário, a espetacular New Dawn Fades.

Mas enfim, vamos às considerações de cada um dos nossos julgadores e a apreciação de cada confronto das oitavas-de-final definindo os classificados para a fase seguinte.

Restam 8!

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Daniel Rodrigues: 

Transmission 2 x Shadowplay 1

Quase uma final antecipada, ou pelo menos dois candidatos a campeão, que se pegam precocemente. “Shadowplay”, com seu jogo mais agressivo, marca primeiro. “Transmission”, no entanto, com seu estilo mais constante, não se apavora e empata já no primeiro tempo. O jogo vai para a segunda etapa nessa igualdade, com os dois times atacando, lá e cá. Encaminhando-se pro fim da partida, “Transmission” acha um pênalti. Gol de vitória apertada, com direito à comemoração de dancinha ao som do rádio.

Day of the Lords 1 x Love Will Tear Us Apart 3

Confronto pesado de “Unknown Pleaseures” vs. “Closer”. O primeiro, com forma de jogar mais convencional, mas não menos eficiente. O segundo com aquele futebol moderno, que lembra o futebol-total da Laranja Mecânica. Com um time de média de idade alta, “Day...” sabe o que faz e abre o placar numa jogada bem construída. Mas quando eles achavam que ia ser “o dia dos senhores”, o “amor” vem não para “separar”, mas para vencer. Com jogadas bonitas e tabelinha entre todos os integrantes, “Love...” vira o placar em poucos minutos e ainda acerta uma bucha no finzinho pra sacramentar. Na hora da comemoração, o atacante chama a câmera: “Closer! Closer!” E fez o gesto de coração com as mãos. É muito amor.


Roberto Sulzbach:

Candidate 2 x Isolation 1

Não foi fácil. Jogo duro, truncado e complicado. Isolation é formatada para trabalhar intensamente, marcação lá em cima, em um estilo "gen-pressing" que daria inveja ao ex-treinador do Liverpool, o alemão Jurgen Klopp. Já Candidate é mourinista: bloco baixo, jogando por uma bola. Mas, quando vem, é mortal. Isolation é talvez uma das músicas mais animadas de Closer. Segunda na track list, e seguida pelas batucadas envolventes de Atrocity Exhibition, acaba por acelerar o ritmo do disco. Candidate queima devagar; talvez seja a música que mais reforça a temática de UP ao longo da audição sequencial das faixas. Sendo assim, Candidate leva, por 2 a 1, em cima de Isolation.

I Remeber Nothing 0 x Decades 1

Duas canções que apostam no mesmo estilo: letras niilistas, envoltas em uma atmosfera manchesteriana. I Remember Nothing fecha UP de maneira magistral. Decades encerra Closer e te faz sentir em uma capela gótica do século XII, com seus órgãos sintetizados. A dinâmica é a mesma: estranheza e desconforto. Jogo muito parelho, mas Decades traz elementos únicos no catálogo da banda e acaba por levar o confronto.1 a 0, Decades.


luna gentile:

Something Must Break 1 x Disorder 3

Grande partida.Disorder abriu o placar com seu ritmo frenético e a energia inconfundível do baixo, mas Something Must Break reagiu com intensidade e clima sombrio.

No segundo tempo, o impacto histórico de Disorder fez a diferença marcando mais dois gols, garantindo a vitória.

Athrocity Exhibitions 1 x Atmosphere 2

Atrocity Exhibition assustou a defesa no início, mas a Atmosfera tomou conta do estádio e mudou completamente o clima da partida.

No segundo tempo, a pressão ficou no ar, a torcida respirou fundo e Atmosphere marcou o gol da virada nos acréscimos.


Cly reis:

Leader of men 0 x a means to an end 2

Jogo sem muita complicação. Leader of men é aquele time esforçado mas que não tem muito de onde tirar. por outro lado, A Means to An End é bem estruturada, tem um andamento embalado, um trabalho de bateria excelente e uma ótima interpretação de ian curtis. vitória tranquila de A means to an End. placar clássic: 2x0.

She's Lost Control 1 x New Dawn Fades 2

Dois grandes times. Duas camisas pesadas do Unknown Pleasures.

Estilos de jogo distintos. She's Lost Control com seu ritmo constante, jogada repetitiva, insistência. New Dawn Fades com mais alternativas, deslocamentos, variações de jogada.

Cada um à sua maneira, pelas virtudes de cada música, fazem um golfZnho no tempo normal. 1x1 nos 90 minutos.

O jogo vai para o tempo-extra e aí She's Lost Control não consegue controlar as investidas organizadas do adversário. A saída de bola com aquela introdução de bateria, o passe para o baixo, o ganho de intensidade, o solo da guitarra, a interpretação emocionante de Ian Curtis... New Dawn Fades chega com qualidade ao gol, tocando, e vence o jogo na prorrogação. Que jogaço,  senhoras e senhores! 



c.r
d.r.

domingo, 28 de junho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - Oitavas-de-Final

 

Isso virou Unknown Pleasures contra a rapa???

O álbum de estreia do Joy Division botou nada menos que metade dos participantes das oitavas-de-finais e, se quiséssemos daria até pra fazer essa fase com cabeças de chave somente deste disco, enfrentando os demais classificados.

Mas não!

Além de não mudarmos as regras no meio da competição, que previam sorteio sem restrição, queremos enrosco mesmo, queremos confusão.

E foi o que tivemos!

O sorteio, incrivelmente só nos deu UM confronto entre o mesmo álbum, apenas um clássico regional. Em compensação é um dérbi daqueles de entrar para a história.

She's Lost Control, uma das favoritas, pega uma das melhores e mais respeitadas músicas da banda, New Dawn Fades, neste que promete ser o grande clássico da rodada. Mas não pense que é só isso! Se não temos mais confrontos locais, temos outros entre os dois grandes álbuns também prometem agitar a rodada, como é o caso das equivalentes Candidate contra Isolation, e da boa Day of the Lords encarando a poderosa Love Will Tear Us Apart. Isso sem falar no clássico At-At, Atmosphere versus Athrocity Exhibitions que também traz duas fortes candidatas tendo que se matar logo cedo na competição.

Confira então aí todos os jogos das oitavas-de-final da Copa Eterna, a Copa Joy Division




terça-feira, 23 de junho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - primeira fase - CLASSIFICADOS

 


Restam 16!

Nossos especialistas em Joy Division até agora não tiveram grandes dificuldades para decidir vencedores. Algum jogo mais equilibrado aqui, outro mais enroscado ali, mas uma ordem bastante clara na hierarquia da qualidade e da ascendência das canções da banda vai definindo tudo com uma certa lógica na Copa Eterna.

Isso até agora! 

Porque agora afunilou. 

Salvando três da compilação Substance e uma do póstumo Still, o resto é dos dois grandes álbuns. Unknown Plasures domina plenamente e só não  colocou três de suas representantes nas oitavas, enquanto Closer, não deixando por muito menos, colocou metade das suas integrantes na próxima fase.
Confira aí todas as classificadas e como os julgadores do ClyBlog definiram os vencedores da primeira fase da 
Copa Joy Division.

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  • Roberto Sulzbach:

Something Must Break x Warsaw: Passa Something Must Break

Decades x Interzone: O confronto mais difícil mas Decades classifica

Novelty x Shadowplay : Dá Shadowplay. Barbada!

Walked in Line x She's Lost Control : O páreo foi bom, mas a favorita She's Lost Control levou.


  • Daniel Rodrigues: 

Insight x Transmission: Transmission ia golear, mas tirou o pé em respeito.

A Means to An EndWilderness: Wilderness passaria, não tivesse pego esse timaço pela frente

Athrocity Exhibitions x The Eternal: Foi, sim, uma exibição de atrocidades. Athrocity passa.

Leaders of Men x All of This For You: O mais parelho, mas deu Leaders


  • Luna Gentile:

Candidate x Twenty Four Hours: Disputa acirrada, foi difícil eliminar um. mas dá Candidate

Disorder x Incubation: Essa foi fácil demais. Disorder passa tranquilo.

Isolation x Colony: Deu Isolation nesse clássico local.

Day of the Lords x Heart and Soul: Passa Day of the Lords


  • Cly Reis:

I Remember Nothing x Dead Souls: Dois grandes times mas I Remeber Nothing vence bem.

Love Will Tear Us Apart x Passover: Dérbi local do Closer! Vitória de uma das grandes favoritas do torneio, LWTUA.

New Dawn Fades x Exercise One: Goleada! New Dawn Fades passa por cima!

Atmosphere x Glass: Glass foi quebrada em pedacinhos por Atmosphere.





C.R.

D.R. 


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - Confrontos da Primeira Fase

Agora é pra valer!

Não que antes não fosse, mas eram os aspirantes tentando um lugar entre os gigantes. As músicas de singles, coletâneas e inéditas tiveram que brigar entre si para terem o privilégio de disputar com as que saíram nos dois únicos álbuns da banda, e agora, efetivamente, então, temos a Primeira Fase da Copa Joy Division.

Sorteio feito, sem restrição de álbum, temos dois clássicos locais, três dérbis entre músicas do mesmo disco, todas envolvendo o disco Closer. The Eternal contra Athrocity Exhibitions, Isolation pega Colony, talvez no confronto mais difícil da fase, e Love Will Tear Us Apart (que é single mas saiu em edições do Closer) enfrenta a também fortíssima Passover.

De resto, a boa Walked in Line deu o azar de pegar uma das grandes, She's Lost Control, Something Must Break encara a emblemática Warsaw, e Heart And Soul e Day of the Lords, duas muito equivalentes, se enfrentam nesta primeira fase.

Então vamos lá. Os bloggers do ClyBlog e os convidados tem a missão de definir quem passa para as oitavas.

Confira abaixo todos os confrontos da Primeira fase:

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domingo, 14 de junho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - Fase Preliminar - CLASSIFICADOS

 


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E temos os classificados da fase pré da Copa Joy Division! 
A rigor, nenhuma grande surpresa. Alguém pode até se impressionar com a classificação de Novelty sobre Digital, a da instrumental Incubation sobre These Days, questionar o resultado do confronto equilibrado entre Ice Age e Walked in Line de características parecidas, mas de um modo geral, não tivemos nenhuma grande zebra nesta fase.
Por sinal, os times grandes que tiveram que disputar a pré-eliminatória, como Transmission e Atmosphere, confirmaram o favoritismo e passaram por cima de adversários que não faziam frente mesmo.
Confiram aí então os classificados da fase prévia e nos próximos dias teremos os confrontos sorteados da, efetivamente, primeira fase da 
Copa Joy Division, a Copa Eterna. 

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classificadas:
Warsaw, Dead Souls, Leaders of Men, Novelty, Incubation, All of This For You, Glass,
Something Must Break, Walked in Line, Exrcise One, Transmission, Atmosphere

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - Fase Preliminar

 


E rola a bola na Copa do Mundo Joy Division...

Mas calma, as 'grandes seleções' não entram ainda nesta fase. As que tiveram a honra de compor os únicos dois álbuns de estúdio lançados pela banda, terão o privilégio de entrar a partir da fase seguinte.

Nesta fase preliminar, os singles, inéditas e integrantes de coletâneas se enfrentam tentando seu lugar na elite. Eles que lutem!

É lógico que numa obra tão curta, algumas que deveriam ter entrado em álbuns mas não tiveram tempo para isso e mesmo assim ficaram eternizadas, terão que passar por essa pequena humilhação e enfrentar uma eliminatória, como é o caso de clássicos como "Atmosphere" e "Transmission", por exemplo. Mas imagino que não devam ter dificuldades para passar e devam se encontrar com suas iguais na fase seguinte...

Será? 

Futebol pode ser uma caixinha de surpresas.

Então que tal conhecermos quem serão os adversários desses clássicos que não deveriam estar na série B, e todos os outros confrontos dessa fase pré?

Confiram aí então os confrontos da fase preliminar da Copa Joy Division que nós, os blogueiros do ClyBlog, Clayton e Daniel, juntamente com nossos convidados entendedores da obra da banda, Luna Gentile e Roberto Sulzbach, definiremos os vencedores e que avançarão à fase seguinte:



sexta-feira, 5 de junho de 2026

Copa Joy Division 2026








E NOVAMENTE TEREMOS COPA DO MUNDO NO CLYBLOG!

MAIS UMA COPA MUSICAL NA QUAL CANÇÕES DE UM ARTISTA, UM CANTOR, UMA BANDA SÃO COLOCADAS FRENTE A FRENTE PARA UM EMBATE FUTEBOLÍSTICO-MUSICAL CUJO OBJETIVO É DEFINIR

QUAL SUA MELHOR MÚSICA.

E DESTA VEZ DESCOBRIREMOS QUAL A MAIOR MÚSICA DE UMA DAS BANDAS MAIS ICÔNICAS DE TODOS OS TEMPOS. GRUPO DE CURTA MAS DE CANÇÕES MARCANTES E ETERNAS, ESPECIALMENTE PARA SEUS FÃS.

E AQUI TEREMOS QUATRO DELS, QUATRO ADMIRADORES DESSA LENDA DE MANCHESTER, QUE COM SUAS PREFERÊNCIAS E CONHECIMENTO, AJUDARÃO A DEFINIR O QUE MUNITA GENTE SE PERGUNTA:

QUAL A MELHOR MÚSICA DO JOY DIVISION?

CLAYTON REIS E DANIEL RODRIGUES, TITULARES DO BLOG, E OS CONVIDADOS LUNA GENTILE E ROBERTO SULZBACH DEFINIRÃO OS VITORIOSOS EM MATA-MATAS SORTEADOS.

OS SINGLES, AS INÉDITAS E AS INTEGRANTES DE COMPILAÇÕES SE ENFRENTAM EM UMA FASE PRELIMINAR DE ONDE SAEM 12 QUE SE JUNTARÃO ÀS 20 CANÇÕES DOS ÚNICOS DOIS ÁLBUNS DA BANDA, QUE JÁ ESTARÃO ESPERANDO PARA, ENTÃO, FORMAR AS 32 QUE EM ELIMINATÓRIAS SIMPLES, SEMPRE SORTEADAS, SE ENFRENTARÃO ATÉ CHEGAR À GRANDE FINAL.

QUE COMECE A COPA!

A COPA ETERNA!


COPA JOY DIVISION






C.R.


sábado, 29 de outubro de 2022

The Mission e Gene Loves Jezebel - Espaço Sacadura 154 - Rio de Janeiro / RJ (23/10/2022)



Noite de rock oitentista
no Rio de Janeiro.
Fui ao show do The Mission, no último domingo, dia 23 de outubro, aqui no Rio, muito mais pelo fato de uma banda internacional dos 80's, do pós-punk, pintar por aqui, do que propriamente por ser um fã fervoroso. Gosto dos caras e tal, legal... Mas nada de mais.

No palco, bom show, competente, mas, também, nada empolgante. Devo admitir que fiquei mais impressionado com a energia e a performance do Gene Loves Jezebel, que fez a abertura, do que a banda de Wayne Russey que até se esforça, se contorce, se esgoela, mas não consegue tirar muito mais do que tem pra dar.
Destaque para "Beyond The Pale", "Dance on Glass", "Butterfly  on a Wheel", o hit "Severina" e a ótima "Tower of Strenght", que fechou a apresentação. Particularmente, senti falta de "Sacrilege" e "Bridges Burning" que, acredito, teriam incendiado a galera nos momentos mais mornos, mas infelizmente não rolaram e a galera, em alguns momentos, ficou esperando que rolasse alguma das badaladas pra reacender.
Não conhecia o espaço Sacadura 154, na antiga zona portuária do Rio, hoje revitalizada e gostei bastante do espaço amplo, organizado, com boa infraestrutura, mas, como é costumeiro nesse tipo de instalações, antigos galões ou armazéns, com problemas de acústica. Mas tudo bem. Devo voltar lá mais vezes.
Quanto ao The Mission, não vou dizer que não valeu a pena, até pela minha carência de shows internacionais, sobretudo depois de todo o período de pandemia, mas posso afirmar que eles só confirmaram porque serão sempre os dissidentes do Sisters of Mercyy e a segunda linha do gótico, quilômetros e quilômetros atrás de deuses como Teh Cure, Siouxsie, BauhausJoy Division.

Dá uma olhada, aí, na sequência, em um trecho dos hits "Desire", do Gene Loves Jezebel e "Severina" do The Mission, e imagens do evento.

Gene Loves Jezebel - "Desire"


The Mission - "Severina"



O Gene Loves Jezebel, e mdois momentos, aqui,
 não decepcionou e agitou a galera.

Aqui o The Mission, acabando de entrar no palco,
na primeira música da noite.

Wayne Russey e sua turma, em ação.


Mais uma dos caras, mandando ver.

The Mission fez um bom show, só não conseguiu ser empolgante
e não tinha um repertório tão cativante para sustentar o público o tempo inteiro.





por Cly Reis

domingo, 4 de setembro de 2022

cotidianas #768 - She's Lost Control

 




Joy Division - "She's Lost Control"



Vídeo reimaginado para She's Lost Control, do Joy Division.
Parte da série 'Unknown Pleasures: Reimagined' .

Vídeo dirigido por Lorraine Nicholson

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Música da Cabeça - Programa #125


Fernanda Young, que nos deixou essa semana, certamente estava puta da cara com as queimadas na Amazônia. O Música da Cabeça mantém o seu grito de revolta, falando sobre ela e sobre a terrível situação no pulmão do mundo. Mas também vai falar, claro, sobre música, que terá de bastante e muito variada: Louis Armstrong, Ratos de Porão, The Yardbirds, Joy Division, John Lennon e mais. Também o músico japonês Yuzo Toyama num novo quadro “Cabeção”.  Como sempre, é hoje às 21h, na Rádio Elétrica. Produção, apresentação (e zero de focos de incêndio): Daniel Rodrigues.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

"A Tábua de Esmeralda: Jorge Ben", de Paulo da Costa e Silva, coleção O Livro do Disco - editora Cobogó (2014)




"Quanto mais eu ouvia Jorge  Ben, mais eu percebia que sua música é capaz de induzir
a um determinado estado de espírito: um estado de plenitude e força,
capaz de inspirar uma atitude altiva perante a vida.
Não por acaso sua lira é recheada de incríveis heróis, obstinados e orgulhosos guerreiros."
Paulo da Costa e Silva


"Ele é um enigma, porque ninguém sabe de onde vem a música de Jorge Ben (...)
Não é Jackson do Pandeiro, não é o pessoal do samba tradicional, 
também não é um cara que "Ah, esse cara trouxe o rock pro Brasil",
como o Tim Maia trouxe o soul.
Ele faz samba com algum tempero de música pop, rock, que depois foi ampliando,
chegou até a juntar samba enredo com disco music, fez algumas fusões assim,
mas ele realmente é um enigma, porque foi a alquimia mental dele
que transformou o samba no que ele fez.
Ele criou um samba dentro do samba..."
Tárik de Souza
jornalista, escritor e crítico musical



Desde o primeiro momento em que dei de cara com os títulos da coleção "O Livro do Disco" fiquei enormemente empolgado com a ideia e com a iniciativa de examinar grandes discos de forma mais detida e aprofundada. Muito desse entusiasmo deve-se ao fato que o conceito da coisa é muito próximo ao que fazemos aqui no ClyBlog na seção ÁLBUNS FUNDAMENTAIS onde dissecamos grandes discos de todos os tempos e todos os estilos buscando enaltecer as grandes virtudes que fazem daquela obra um trabalho de exceção. O interessante é que, assim como a nossa seção aqui do blog, a coleção da editora Cobogó não se amarra a um formato apresentando linhas de construção e análise diferentes entre os autores, valorizando ainda mais o projeto e mantendo sempre renovado o interesse para a leitura dos demais números.
"Unknown Pleasures" do Joy Division, o primeiro que li, esmiuçado pelo jornalista Chris Ott, tinha uma abordagem um pouco mais precisa e técnica, fixando-se muitas vezes em números, datas, equipamentos, pormenores e etc., sem deixar no entanto de chamar atenção para letras, motivações e outros aspectos particulares da banda. Leitura extremamente válida e rica, especialmente para os interessados em cada detalhe da obra de uma banda que tinha um trabalho de pós-produção muito significativo em grande parte por conta de seu produtor, Martin Hannet, um gênio de estúdio que se por um lado era altamente excêntrico, por outro era extremamente profissional, perfeccionista e exigente.
"Daydream Nation" do Sonic Youth é mais emocional. O autor Matthew Stearns descreve cada elemento com um fervor e paixão admiráveis. Se o do Joy Division repassava tudo, inclusive os singles da época, neste do Sonic Youth, os capítulos formam os lados do LP e cada lado (de um disco duplo) apresenta cada uma das faixas.
O que trata do disco de Jorge Ben, "A Tábua de Esmeralda", do pesquisador  Paulo da Costa e Silva, me surpreendeu uma vez que a proposta do autor foi a de não falar especificamente do disco e de suas faixas e sim abordá-lo de um modo mais amplo, mencionando suas músicas, é claro, mas não ordenando o livro e analisando uma a uma. O autor examina o interesse do cantor pelos assuntos de alquimia, misticismo e astrologia e como estes elementos funcionam dentro de sua obra sob diversos prismas como o da inventividade, o da transformação, o do comportamento, o da filosofia, o da modernidade, o do medievalismo. Embora não se detenha faixa a faixa, o autor se debruça mais atentamente sobre "Os Alquimistas estão Chegando" e toda a questão químico-místico-científica-filosófica que a envolve e como estes itens se traduzem na música de Jorge Ben, e mais aprofundadamente ainda sobre a canção "O homem da gravata florida (A gravata florida de Paracelso)", utilizando-a como ponto de convergência de uma série de ideias do compositor presentes no disco, para isso dedicando um capítulo inteiro a ela.
Paulo da Costa e Silva, com muito respeito e admiração, ainda discorre sobre o lugar que Jorge Ben ocupa na música brasileira e o posto único e diferenciado que lhe é garantido por sua forma de composição absolutamente ímpar e sem precedentes. Ainda sobre isso destaca a valorização do heróis na obra do cantor e o rol de grandes personagens que o mesmo construiu ao longo de sua obra sempre enaltecendo a humildade, a coragem, a bondade, a sabedoria, o gesto nobre, como um verdadeiro cavaleiro medieval.
A propósito dos heróis da galeria jorgebeniana, um capítulo é dedicado especialmente a Zumbi dos Palmares, personagem emblemático na história da escravidão negra no Brasil e que mereceu de Jorge duas versões musicadas, uma delas com o característico balanço samba-rock e caráter "visual" altamente ilustrativo no disco em questão, "o Tábua de Esmeralda"; e outra de tom desafiador e agressivo no disco "África Brasil" de 1976. "Zumbi" é tomada como exemplo da exaltação da negritude, sempre presente na música de Jorge Ben, ao mesmo tempo que traduz algumas de suas características compositivas mais marcantes como a aglomeração, muitas vezes improvável, de versos; a espontaneidade quase aleatória de sua batida, a miscelânea funk, soul, samba, rock e blues; e a formação de uma fotografia musical capaz de congelar no espaço momentos, situações, imagens e paisagens como poucas vezes se fez na música brasileira (Aqui onde estão os homens/ de um lado cana de açúcar/ do outro lado imenso cafezal/ ao centro senhores sentados/ vendo a colheita do algodão branco/ sendo colhido por mãos negras").
Se os outros livros da coleção me causaram sensações de descoberta, de informação, de empolgação, este por toda a merecida reverência a um dos artistas mais originais da música nacional, pelas menções ao heroísmo nobre de seus personagens; e ainda pela identificação com a exaltação da dignidade da  negritude da qual Jorge Ben sempre procurou impregnar sua música, fizeram com que minha leitura fosse carregada de orgulho e emoção. Salve Jorge! Salve!



Cly Reis 


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Peter Hook & The Light - Teatro Rival Petrobrás - Rio de Janeiro/RJ (01/12/2016)



Peter Hook e sua banda, a The Light, numa noite de New Order e Joy Division.
No dia em que o New Order se apresentava em uma cidade e seu litigante ex-baixista em outra, tocando, a propósito, inclusive repertório desta sua ex-banda, mesmo não tenha visto ao vivo o grupo oriundo do Joy Division, por questão óbvia de localização acabei, sem muita hesitação optando por acompanhar mais uma vez o show de Peter Hook sua banda The Light. Não sei se o do New Order foi bom, até vi alguns comentários positivos em uma manchete que outra na internet mas o que posso afirmar é que dificilmente tenha sido melhor do que o que presenciei no Teatro Rival aqui no Rio de Janeiro. Peter Hook and The Light contagiaram o público com mais de duas horas de show desfilando na íntegra os álbuns "Substance" do New Order e do Joy Division e mais alguns B-sides de cada um deles. Energia pura! Emoção total! Afiadíssimos os músicos executaram impecavelmente a célebre coletânea do New Order considerada um dos clássicos dos anos 80, que numa impressão mais apressada pode parecer mais fácil por conta dos recursos eletrônicos, mas que exatamente por conta disso torna a execução ao vivo mais complexa exigindo uma sincronia mais perfeita com os instrumentos convencionais e nas transições para as intervenções de baixo do próprio Hook.
E foi exatamente com o repertório neworderiano que abriram a apresentação começando com três faixas menos conhecidas, lados B de singles e integrantes da edição completa do disco "Substance",  mas não por isso menos respeitadas pelos fãs e naõ menos festejadas assim que eram ouvidos seu primeiros acordes. Saíram com "Lonesome Tonight" canção meio raggae, nem tão vibrante assim mas que, como eu disse, não por isso deixou de ser empolgante; seguiram de "Procession", essa sim, uma transição potente entre as linguagens das bandas das quais o baixista fez parte, e completaram este, por assim dizer, prólogo com outra na mesma linha "Cries and Whispers", pegada e intensa mas já com os sinais do que viria a ser o New Order.
Um quase coadjuvante que revelou
grande aptidão para o protagonismo.
Mas aí sim começava o "Substance" com a faixa que abre do disco e que qualquer fã que sabe de cor e salteado aquela ordem sabe qual é: trata-se da hínica "Ceremony", canção ainda tocada pelo Joy Division nos últimos tempos antes da morte de Ian Curtis e que, ali no teatro, envolveu-nos a todos numa espécie de aura mágica à qual não fiquei incólume sendo irremediavelmente levado às lágrimas. "Everything Is Gone Green" de extrema competência, atenuou um pouco a emoção mas botou de vez lenha na fogueira; e a belíssima "Temptation" com sua inquieta programação-base encarregou-se de novamente carregar o lugar de uma energia diferenciada. "Blue Monday" um dos melhores exemplos da competência da banda e da perfeita integração do eletrônico com os instrumentos mais tradicionais, deu aquele ar de Festa Ploc* ao show com sua batida contagiante e ritmo convidativo. Seguiram "Confusion" mantendo no alto o clima e "Thieves Like Us", perfeita, baixando um pouco a rotação.
Como não poderia deixar de ser, um dos melhores momentos do show como um todo, independente de New Order ou Joy Division, foi "Perfect Kiss", na minha opinião uma das melhores obras do New Order e um momento grandioso no show. Uma daquelas que mesmo bem calcada no eletrônico tem participação fundamental e destacada do baixo solista e agudo de Peter Hook. Enquanto o filho, o competente John segurava as pontas no baixo fazendo a base, Papa Hook esmerilhava em linhas agressivas daquelas que só ele sabe fazer, com direito ainda a uma boa esticada no já maravilhoso final da música.
A sequência "Perfect Kiss", "Shellshock" e "Subculture" já é matadora no disco, ao vivo então mostrou-se catártica! Que coisa!!! Um petardo atrás do outro e a banda, volto a dizer, muito bem azeitada, praticamente emendava uma na outra não deixando tempo pr'a gente respirar demonstrando muito ensaio e total domínio do que fazia.
Veio a ótima "State of The Nation" de baixo marcante mas esta, na maior parte da música, mais por conta do filho John. A ela seguiu-se o clássico "Bizarre Love Triangle", talvez junto com "Blue Monday" a mais popular da banda. Redundância dizer que foi mais um show, não? Hook lacrou de novo! Música que, para muitos pode não parecer mas exige dele o tempo inteiro e na maior parte do tempo com aquela intensidade característica. "True Faith" despontou grandiosa para encerrar as faixas do álbum mas para minha grata surpresa ainda traria na carona mais uma "lado-B", a adorável "1963". E assim, saía o HookOrder e entrava o HookDivision. Ia começar o outro "Substance". Ia começar a festa punk.
Hook comandando a celebração dos "Substance".
Assim como na primeira parte, antecederam às faixas do disco algumas avulsas, na maioria músicas que não entraram em álbuns ou que só saíram em reedições do próprio "Substance". Mas em se tratando de Joy Division, banda de repertório relativamente curto dada a brevidade de sua existência e sendo tão cultuada como é, qualquer música é conhecida por seus fãs e tão respeitada quanto qualquer outra mais badalada. E não foi diferente com "No Love Lost" que abriu a segunda parte, recebida já nas primeiras notas do baixo com grande entusiasmo, estado de espírito que se traduziu para minha felicidade e, tenho certeza, para a satisfação de Peter Hook, que presenciou aquela grande cena punk inglesa dos final dos anos 70, numa selvagem e furiosa roda de pogo. Yeah!
"Shadowplay" que deu continuidade ao show foi juntamente com "Twenty Four Hours" que a seguiu exceções ao critério de músicas avulsas, tendo as duas aparecido nos dois únicos álbuns de carreira da banda, "Unknown Pleasures" e "Closer", respectivamente; mas "Komakino" e 'These Days" revalidaram o padrão de singles e completaram a sessão pré-substance.
Mas se o bicho já tava pegando, quando começou a "contagem" "3,5,0,1,2,5, Go!", o negócio veio abaixo! Era "Warsaw" a música que abre o "Substance" do Joy Division e um dos maiores símbolos da fase mais punk e crua do som da banda. Loucura era apelido!
E veio "Leaders of Men", outra paulada; e veio "Digital" com aquele "day in, day out" entoado em coro geral; veio "Autosuggestion" e nem nessa o pessoal da roda punk deu alívio aproveitando sua parte mais agitada pra mandar ver; e veio "Trasmission" também num coro selvagem para o famoso "dance, dance, dance, dance, dance to the radio".
"She's Lost Control", sempre ponto alto, parece ter uma entrega diferente de Hook tanto na performance instrumental quanto na vocal, destruindo no baixo e quase vociferando em alguns momentos. Espetacular!
"Incubation", punk instrumental originalmente pegado e cheio de energia, música da qual particularmente gosto muito, devo admitir que perdeu força funcionando quase apenas como uma música de transição, de preparação para o momento final. E, sim, e o momento final precisava mesmo de uma preparação, de alguns minutinhos pra respirar, pra pegar fôlego, pra preparar o coração. Seriam três atos finais de puro êxtase.
Conseguindo ainda transmitir toda aquela fúria angustiada de Ian Cutis, a perturbadora "Dead Souls" era apenas o primeiro desses três atos derradeiros que marcariam definitivamente aquela noite.
Sempre emocionante, a  elegíaca "Atmosphere" foi, muito apropriadamente, dedicada à Chapecoense, cujo acidente aéreo ocorrera havia uma semana, e como não podia deixar de ser comoveu a todos. E o ato final não poderia ser outro que não "Love Will Tear Us Apart", música que fecha o disco e que logicamente teria que dar ponto final `apresentação. Em termos de grande público certamente a mais conhecida e uma das que indicava uma linguagem que mais se aproximaria do que o New Order viria a assumir como identidade musical, "Love Will Tear Us Apart" teve seu refrão entoado entusiasticamente em coro pelo público e foi assim que tudo acabou: apenas com as vozes do publico. Depois que a banda já parara, se despedira e entrara para os camarins, lindamente as vozes continuaram "Love, love will tear us apart again/ love. love will tear us apart again...", até se desvanecerem aos poucos e morrerem na escuridão. Um final grandioso para um show grandioso.
Não sei como é que estava o show de lá mas não consigo imaginar que tenha sido melhor do que o daqui. Eu sempre digo (mentirosamente, eu sei, mas sempre digo) que não existe nada melhor do que New Order. Acho que esse show espetacular de Peter Hook, parte viva do Joy Division e integrante eterno do New Order, me fará ter que rever a minha afirmação ou, no mínimo, complementá-la. Talvez deva adaptá-la assim: Não existe nada melhor do que New Order... a não ser o próprio New Order.


"She's Lost Control" - Peter Hook and The Light
Teatro Rival - Rio de Janeiro -RJ



Cly Reis