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domingo, 4 de julho de 2010

Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro

12:09- Corridinha em volta da Lagoa. Dia maravilhoso de sol e um calor agradável. Depois de alguns dias com tempo meio cinzento, todo nundo veio pra rua pra caminhar, correr e passear.

sábado, 3 de julho de 2010

O maníaco da vuvuzela

Este ilustre blogueiro no estande da Sony no FIFA Fan Fest.
Rock'n Roll!!!
(o que é um homem quando perde a noção do ridículo, não?)




Veja outros vídeos do estande Sony na arena da FIFa na praia de Copacabana
http://www.youtube.com/ativacaobloggie

FIFA FAN FEST - Praia de Copacabana - Rio de Janeiro

DIRETO DA ARENA FIFA FAN FEST - Aproveitei hoje que diminuiu o movimento aqui no FIFA Fan Fest, por conta da desclassificação do Brasil pra assistir Paraguai e Espanha e conhecer a arena da Copa em Copacabana.
Bem legal! Pessoal na areia, choppinho, futebol. Só esperando gol do Paraguai.
Depois eu posto mais. Agora vou ver o jogo.

Novidades Animadas

Fiz recentemente duas aquisições relacionadas com o fascinante mundo dos desenhos animados, que de certa forma coloriram nossas infâncias e mesmo hoje ainda fazem mundo marmanjo parar na frente da TV e dar risada das "maldades" do Pica-Pau, do sadismo do Pernalonga ou do silêncio charmoso da Pantera-Cor-de-Rosa:

"ANIMAQ - O ALMANAQUE DOS DESENHOS ANIMADOS", de Paulo Gustavo Pereira

Um deles é "ANIMAQ - O Almanaque dos Desenhos Animados", uma publicação que acaba sendo um adorável exercício de nostalgia para os fãs de desenhos animados. Lembrar de desenhos esquecidos, de personagens queridos, seus gritos de guerra, seus bordões, seus uniformes. O livro faz uma linha de tempo, desde os anos 30 até hoje, com as datas de produção e exibição, com breves descrições do desenho citando origens, apetrechos, frases, temas musicais e em alguns casos episódios marcantes.
Bastante completo e bem pesquisado, vai desde Betty-Boop, passando pelos clássicos da Hanna-Barbera (Zé Colméia, Flintstones, Scooby-Doo), os da Warner Bros. (Pernalonga, Papa-Láguas, Patolino); os heróis da Marvel (Homem-Aranha, Homem-de-Ferro) e os da DC (Batman, Super-Amigos), citando mangás como Speed-Racer e Cavaleiros do Zodíaco, até chegar aos mais atuais como South Park, Dexter ou os Backyardigans.
Ponto negativo são as excessivas repetições de informação, tipo, se um desenho teve mais de uma versão em décadas diferentes, automaticamente alguma informação acaba sendo mencionada novamente no texto da outra temporada, bem como quando faz menção a desenhos relacionados (algo como, falar de Wally Gator na parte dedicada a ele e repetir a informação quando fala da Hiena Hardy porque fazia parte do Show do Wally Gator também) ou voltar a falar de todos eles nos textos especiais sobre as produtoras (HB, Warner Bros., Disney) o que acaba só acumulando linhas, páginas e deixando por vezes uma leitura ou pesquisa que deveria ser prazerosa, cansativa, repetitiva e meio chata. Mas este defeitinho não é suficiente pra derrubar o bom trabalho do autor, Paulo Gustavo Pereira, e no fim das contas o livro é uma viagem bem legal no túnel do tempo.
Nas páginas finais ainda tem uns extras com alguns textos das locuções de abertura de desenhos como o inesquecível da Corrida Maluca, "aqui estão agora os volantes mais birutas do mundo"; e letras das canções tema, como, por exemplo, a do divertido George da Floresta, "George, George, George of the Jungle/ Strong as he can be/ watch out for that tree!", aí ele dava aquele grito longo imitando Tarzã e dava com a cara na árvore.Lembram?
Pois é, o "ANIMAQ" nos traz este refresco de memória.
Um barato!

"SATURDAY MORNING - CARTOONS GREATEST HITS (1995)

E a propósito de canções de desenhos, a outra compra foi o CD "Saturday Morning", que tem trilhas de desenhos animados gravadas por diversas bandas de rock. Foi lançado em 1995 mas só agora o tenho de verdade. Tive em cassete há um tempo atrás, deixei de ter fitas, tentei baixar na internet e não encontrei, e agora como topei com ele por um precinho camarada, trouxe pra casa.
Nem tudo é MUITO BOM. Coisas como a trilha dos Banana Splits cantada por Liz Phair é bem mais-ou-menos, a dos Bugaloos com Colective Soul é outra bem fraquinha, e o Frente! tocando um tema dos Flintstones ("Open Up Your Heart and Let the Sun Shine In") é muito chato. Mas coisas como "Underdog", tema do Vira-Lata - O Super Cão, com os Butthole Surfers, "Gigantor" com o Helmet, o pequeno medley de "Johnny Quest e Pegue o Pombo" do Reverend Horton Heat, e principalmente a punkíssima versão de "Spiderman" dos Ramones, valem o CD.
Pra animar definitivamente as manhãs de sábado ou qualquer hora de qualquer outro dia da semana.

FAIXAS:
1. Tra la la Song (One Banana, Two Banana) [The Banana Splits] - Liz Phair with Material Issue
2. Go, Speed Racer, Go! [From Speed Racer] - Sponge
3. Sugar, Sugar [From the Archie Show] - Mary Lou Lord with Semisonic
4. Scooby-Doo, Where Are You? - Matthew Sweet
5. Josie and the Pussycats - Juliana Hatfield and Tania Donnely
6. The Bugaloos - Collective Soul
7. Underdog - Butthole Surfers
8. Gigantor - Helmet
9. Spiderman - Ramones
10. Johnny Quest/Stop That Pigeon - [from Dastardly and Muttley in their Flying Machines] The Reverend Horton Heat
11. Open Up Your Heart And Let The Sun Shine In - [from The Flintstones] Frente!
12. Eep Opp Ork Ah-Ah (Means I Love You) - [from The Jetsons] Violent Femmes
13. Fat Albert Theme - [from Fat Albert and The cosby Kids] Dig
14. I'm Popeye The Sailor Man - face to face
15. Friends/Sigmund And The Seamonsters - Tripping Daisy
16. Goolie Get-Together - [from The Groovie Goolies] Toadies
17. Hong Kong Phooey - Sublime
18. H.R. Pufnstuf - The Murmurs
19. Happy, Happy, Joy, Joy - [from Ren and Stimpy] Wax


Baixe para ouvir:
Saturday Morning Cartoon Greatest Hits (1995)


Cly Reis

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dessa laranja fazer uma laranjada

De todo o monte de baboseiras que a imprensa insistiu em dizer nestes últimos meses, eu, mesmo apoiando o trabalho do técnico Dunga, tenho que dar o braço a torcer e admitir que nesta Copa, já estava caindo de maduro que em algum momento a Seleção teria sérias dificuldades ao enfrentar um adversário bem armado que não permitisse brilhos individuais, sobretudo do trio Robinho, Kaká e Luís Fabiano; e que não teria opções ou variações para mudar um jogo em circunstâncias adversas. Intimamente torcia e imaginava que Dunga tivesse alguma carta na manga, que já tivesse um plano B para esta iminente situação. Mas não tinha.
O Brasil perdia o jogo e Dunga tinha já lançado todas as suas fichas e só restava insistir nelas pois olhava para o banco e não via ninguém que pudesse fazer alguma coisa diferente, mudar sua proposta, por uma singela razão: ele não levara este jogador.
Na época da convocação entendi os critérios de convocação  e somente me incomodava o fato de não ter sido levado outro jogador criativo de meio, algum como o Kaká; fosse quem fosse - Diego da Juventus, Alex do Fenerbache da Turquia, Ricardinho do Galo (mesmo veterano), o reclamado e talentosdo jovem Ganso, ou mesmo o irregular e pipoqueiro Ronaldinho Gaúcho. Achava que faltava um destes ali no banco pra uma hora dessas que o nosso meia fosse suspenso (como aconteceu), ou que faltasse criatividade, ou que precisasse dividir a atenção dos marcadores adversários; mas dava meu crédito para um grupo que tinha se virado bem até então com muitas vitórias e conquistas jogando deste jeito. Mas ficou previsível demais, infelizmente e todo mundo sabia que anulando Kaká, marcando Robinho, a bola não ia chegar no ataque e Luís Fabiano não sobreviveria sem ela.
Tá certo que o primeiro gol laranja foi um grande golpe de sorte da Holanda; mas sorte, acaso, cruzamentos diretos pro gol, choques entre goleiro e jogadores, acontecem num jogo de futebol e deve-se estar preparado para coisas assim, sobretudo psicologicamente, e no psicológico foi principalmente onde o Brasil demonstrou estar muito fraco, tendo desmoronado depois da virada, tornando-se presa fácil para um segundo gol e uma ameaça controlável para os holandeses depois dele. Mas, amigos, tudo isso sem esquecer de uma coisa muito importante: não jogamos contra qualquer um. E é bom salientar-se isso porque parece sempre em copas que o Brasil tem que entrar em campo só pra cumprir um protocolo, pois o jogo já está ganho só pela camiseta, e não é bem assim. Copa do Mundo tem adversários e muitos deles são qualificados, e quando o são, jogos são definidos em detalhes, táticos, físicos e até mesmo nos detalhes emocionais também.
Não sou dos que acham que tudo foi um lixo, um horror, que nada se justificou ou valeu à pena, mas inegavelmente a derrota acabou por confirmar algumas desconfianças, ainda que não desvalorizem de todo o bom trabalho realizado. Afinal de contas quantas seleções brasileiras de técnicos mais renomados também não morreram nas quartas? Telê por duas vezes, Parreira, Lazzaroni (pior, nas oitavas). Dunga era um novato e não foi pior do que qualquer um destes seja lá pelos motivos que for. Poderia ter sido melhor, sim, em desempenho, e este era o desafio. Infelizmente não vencido.
O que é necessário sim, é a partir desta derrota encontrar, para a Copa do Mundo do Brail em 2014, um meio-termo entre a seriedade quase rude do trabalho do Dunga e a excessiva "liberdade" da Copa na Alemanha; pegar como exemplo a união deste grupo, o jeito de "clube" que Dunga conseguiu dar a uma seleção que se reunia a cada três meses e acrescentar uma dose maior de talento individual como se tinha em 2006 com Ronaldo, Adriano, R. Gaúcho, mas que naquela oportunidade via-se apagada pelos interesses pessoais e bagunça geral do ambiente; talvez ter uma convocação final mais equilibrada, ter convicções, sim,mas não ser intransigente; não se deixar pisotear pela imprensa mas ter um pouco mais de classe; um pouco de cada coisa. Tirar lições, aprender com os erros e desta laranja, fazer, quem sabe uma bela laranjada.



Cly Reis