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domingo, 18 de julho de 2010

"À Prova de Morte", de Quentin Tarantino (2007)



Fui assistir ontem a "À Prova de Morte", de Quentin Tarantino e,... nossa, por que ainda tentei?
O filme é muito ruim. RUIM, RUIM, RUIM!
Dir-me-ão que a proposta era esta, de fazer um filme com referências nos filmes de 5° categoria, exploitation, grindhouse, etc., sim, eu sei de tudo isso. Agora, então se a ideia era a de fazer um filme horrível, Tarantino teve sucesso, porque o troço é um lixo. (E escreve aqui alguém que gosta muito e admira este diretor)
Dirão muitos que provavelmente gosto de seus filmes pelos motivos errados, que não sei apreciar as sutilezas, sua estética própria e particular, seus diálogos e tal, mas neste projeto nem isso é bom.
Acabou acontecendo com "À Prova de Morte" o que eu temia que acontecesse, e por isso relutei em assistir a "Bastardos Inglórios"; uma mera repetição de tarantinismos: um amontoado de referências cinematográficas, uma série de exercícios estilísticos, auto-referências de uma marca consolidada, brincadeiras como as marcas de cigarro e fast-foods, violência extrema chocante, e aquela famosa "encheção de linguiça" dos diálogos longos e didáticos. Não estou desfazendo destes elementos que, no mais das vezes nas obras anteriores, aprecio muitíssimo, mas neste, ficam desvalorizados parecendo apenas ter intenção de homenagear ao próprio cinema e confirmar sua assinatura e grife. Os diálogos longos, então, outrora tão interessantes e instigantes (tome-se o do Cel. Hans Landa no início de "Bastardos Inglórios" ou a conversa sobre o Super-Homem de "Kill Bill 2" como exemplos), em "Death Proof" são absolutamente cansativos e improdutivos. Na metade do filme eu já estava impaciente para saber quando é que ia acabar aquela celeuma.
De bom mesmo, tem as duas cenas clímax das duas metades, por assim dizer, em que o filme se divide, pois praticamente consiste em duas enrolações longas com um ápice em cada uma; na primeira com a fantástica e hiper-real colisão dos carros, e no final da segunda metade com a empolgante perseguição na auto-estrada. Legal também o tipão do personagem principal, o Dublê Mike, o dono do carrão à prova de morte, que tirando a cicatriz, ficou parecido como Morrissey (hehehe).
Felizmente fui ver o posterior "Bastardos Inglórios" antes deste famigerado "À Prova de Morte". Acabou funcionando como uma espécie de máquina do tempo, pela qual fui ao futuro, dei uma espiadinha no que Tarantino faria depois e voltei ao presente. No presente vi ISSO mas sabendo o que "virá" depois, fico bem mais tranquilo.



PS.:(e só para lembrar, eu adoro Tarantino)


trailer "À Prova de Morte"




Cly Reis

Um comentário:

  1. Ahhhh... bom, razao vc tem... mas eu gostei muito. hehehe

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