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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Manchetes sobre Tessália

Particularmente, não gosto e não assito BBB, mas tenho ouvido falar tanto em Tessália, que eu nem sei quem é, nem o que faz e pra falar a verdade só há pouco soube que faz parte do ilustríssimo time de subcelebridades do tal programa. Mas, de qualquer forma, com um nome desses, podia ser qualquer coisa, como uma comida, um carro ou uma parte do corpo. Sendo assim aí vão manchetes diversas sobre Tessália, seja lá o que isso venha a ser:

-ONU AUTORIZA EUA A INVADIR A TESSÁLIA
situação na região está fora de controle e Obama deve ordenar embarque de tropas





















-DERCY GONÇALVES SERÁ SUBMETIDA A NOVA OPERAÇÃO NAS TESSÁLIAS
quadro da atriz continua estável

-FLAGRA: TESSÁLIA DO VESTIDINHO CAI E NANA PAGA CALCINHA
modelo se empolga em festa em boate da noite carioca


-TRAGÉDIA: MILHARES CONTAMINADOS PELO TESSÁLIO 39
vazamento na usina é o maior desde Chernobyl


-AVIÃO DA TESSALI AIR CAI NA BAÍA DO GOLFO
número de vítimas pode chegar a 200


-TESSALA ASSUME ATENTADO
grupo extemista assumiu atentado de ontem em Fiuk


-BOAS TESSÁLIAS PRA TODO MUNDO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

The Smiths - "The Smiths" (1984)



"Agora eu sei como Joana D'Arc se sentiu
Enquanto as chamas subiam até seu perfil romano
E seu walkman começava a derreter."
verso de "Bigmouth strikes Again"


A propósito de show cover dos Smiths, já postei aqui sobre discos de diversas bandas mas nunca desta que é uma das minhas preferidas. Há um certo consenso dos fãs em torno da preferência pelo álbum “The Queen Is Dead”, que inegavelmente é um discaço, com as clássicas “Bigmouth Strikes Again” e “There’s a Light that Never Goes Out”; mas particularmente, poucas vezes ouvi um disco de estréia tão notável quanto “The Smiths” de 1984. Chegando com um nome simples, em contraponto aos elaborados de outras bandas da época e com um som limpo e TOCADO, num contexto cheio de bandas que só ligavam os sintetizadores e a bateria eletrônica e o resultado acabava sendo quase o mesmo; o quarteto de jovens de Manchester não demorou nada a se destacar no cenário musical. Parecia que era tudo o que o pop precisava. Melodias, guitarras, sensibilidade, letras inteligentes e bem elaboradas, vocal singular e autêntico. Era finalmente uma banda de gente. De gente como a gente. Não à toa, logo os jovens perceberam que Morrissey se colocava muito próximo a eles nas suas angústias, nas suas aflições, no seu sarcasmo e medida agressividade e a relação fãs-banda, desde então, passou as ser mais do que meramente musical.

"The Smiths (1984)” é doce, é violento, é apaixonante e apaixonado. “Reel Around the Fountain” que abre a seleção traz um início com uma bateria marcada que logo deixa entrar a voz terna de Morrissey cantando sobre uma relação complicada que sofreu acusações de pedofilia na época do lançamento do álbum. Johnny Marr já mostra seu cartão de visitas, com uma melodia aparentemente simples mas, como o restante da obra virá a mostrar, é altamente bem elaborada mas sem espalhafato, distorções ou grandes solos. “Miserable Lie”, uma das minhas prediletas do álbum é quase uma exceção a obra dos caras, com sua estrutura diferenciada, partindo de uma levada lenta até explodir em fúria e passar daí a evoluções vocais extremamente afetadas. Tudo isso com uma bateria inapelavelmente punk e curiosamente com uma guitarra sem distorção.

“This Charming Man”, um dos grandes clássicos da banda, que não saiu na edição inglesa, é outra destas coisas primorosas da história do rock com aquele riff marcante e inconfundível de Johnny Marr e com aquele vocal totalmente auto-revelador de Morrissey.

“Still Ill” é outra das fantásticas! Esta mais vigorosa e com a verve potente de Moz. Falar da guitarra de Marr já é redundância. Ele simplesmente dilacera tudo do início ao fim.

“What Difference Does It Make?”, falando sobre rejeição provavelmente seja uma das que representam mais perfeitamente a mistura amor-ódio-sarcasmo do mestre . Talvez tenha as frases mais apaixonadas e frustradas da história do rock: “...eu me jogaria em frente a uma bala voando por você”, ou “eu roubei e menti (...) porque você me pediu”, trazem toda a dedicação e o desgosto com uma pessoa amada.

A rotação depois dela dá uma aliviada com as ótimas “I Don’t Owe You Anything” e “Suffer Little Children” com aquele final provocante com umas risadinhas safadas.

Ainda hoje, mais ou menos uns 12 ou 13 anos depois de tê-lo ouvido pela primeira vez, ainda me impressiona e me faz acabar a audição com um sorriso no rosto.

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FAIXAS:
1. Reel Around The Fountain 5:55
2. You've Got Everything Now 3:58
3. Miserable Lie 4:27
4. Pretty Girls Make Graves 3:41
5. The Hand That Rocks The Cradle 3:45
6. This Charming Man 2:52
7. Still Ill 3:19
8. Hand In Glove 3:23
9. What Difference Does It Make? 3:49
10. I Don't Owe You Anything 4:04
11. Suffer Little Children 5:29

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Ouça:
The Smiths 1984




Cly Reis

Globo de Ouro 2010 - Premiados



O badalado "Avatar de James Cameron
Saíram ontem os premiados com o Globo de Ouro, que sempre guarda mais expectativa pelo fato de ser considerado prévia dos Oscar do que por si só. Se assim for mesmo "Avatar" entra com tudo na disputa pela estatueta mais cobiçada do meio cinematogáfico. A superprodução de James Cameron (que eu não vi) arrebatou os prêmios de Melhor Filme de Drama e Melhor Direção. Já a veterana e competentíssima Meryl Streep levou mais um pra casa, desta vez o de Melhor atriz de Musical ou Comédia, com "Julie e Julia". E uma pedra que eu já venho cantando, - mas que não é de grande dificuldade em apostar - foi o Globo de Ouro de Ator Coadjuvante para Christoph Waltz, simplesmente incrível em "Bastardos Inglórios". Veja abaixo algumas das categorias pemiadas:



 Melhor filme de drama
Avatar, de James Cameron

Melhor atriz coadjuvante
Mo´Nique, por Preciosa

 Melhor atriz em série de TV (comédia ou musical)
Toni Colette, por United States of Tara

 Melhor ator coadjuvante em série de TV
John Lithgow, por Dexter

 Melhor animação
Up - Altas Aventuras

 Melhor ator em série de TV (drama)
Michael C. Hall, por Dexter

 Melhor atriz em série de TV (drama)
Julianna Margulies, por The Good Wife

 Melhor canção original
The Weary Kind, de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, do filme Crazy Heart

 Melhor trilha sonora
Up - Altas Aventuras, de Michael Giacchino

 Melhor minissérie ou filme feito para TV
Grey Gardens

 Melhor atriz de comédia ou musical
Meryl Streep, por Julie & Julia

 Melhor ator em minissérie ou filme para TV
Kevin Bacon, por Taking Chance

 Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore, por Grey Gardens

 Melhor Roteiro
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

 Melhor ator em série de TV comédia ou musical
Alec Baldwin, por 30 Rock

 Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

 Melhor série de TV drama
Mad Men

 Melhor atriz coadjuvante em série de TV, minissérie ou telefilme
Chlöe Sevigny, por Big Love

 Melhor ator coadjuvante em filme
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

 Homenagem do ano
Martin Scorsese, pelo conjunto da carreira

 Melhor diretor de cinema
James Cameron, por Avatar

 Melhor série de Tv de comédia ou musical
Glee

 Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber Não Case

 Melhor atriz de drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego

 Melhor ator de comédia ou musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

 Melhor ator de drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart