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segunda-feira, 29 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

Treino classificatório para o GP Brasil Class 1 de Motonáutica - Enseada de Botafogo - Rio de Janeiro (27/03/10)

Estava eu almoçando no Porcão Rio's (que luxo, hein!) e aproveitei, de quebra pra dar uma olhada nos "barquinhos" que cruzavam a enseada de Botafogo em altíssima velocidade nos treinos para o 1° Grande Prêmio Brasil de Motonáutica, classe 1. Foram só os treinos hoje. A prova mesmo é amanhã, mas já deu pra tirar uma febre de como é a parada. Como eu imaginava, apesar da velocidade e do excitante barulho dos motores, não é tão emocionante. Não fiquei ligadaço. Dei uma olhada, curti um pouquinho e voltei pra dentro, para o almoço.
Provavelmente amanhã, na corrida mesmo, esteja mais vibrante. Espero que a organização incremente a coisa com telões, DJ's, narração, como aconteceu, há uns dois anos atrás, no Red Bull Air Racing, ali mesmo, na Praia de Botafogo.
Mas, de todo modo, não vou lá amanhã ver a prova. Se tanto, vou conferir no SporTV.


C.R.

terça-feira, 23 de março de 2010

ESG - "Come Away With ESG" (1983)


Meu amigo Júnior, que volta e meia me vem com alguma coisa bem interessante para ouvir ou para ver, desta vez me recomendou que ouvisse uma tal de ESG. O mote era que se tratava de algo meio jazz, mas bem contemporâneo com elementos eletrônicos e tal. E, cara, não é que o negócio é bom pra caramba?

Bem por aí, mesmo: loops básicos e irados de baixo muito funk, percussões quase afro-latinas, uma pegada super disco-music, e com uma improvável mas verdadeira influência do punk que em nada torna agressivo ou forte demais o som da banda; e tudo isso conduzido por uma voz feminina descontraída e jovial muito próximo ao que viria a ser o estilo house anos depois.
A influência do punk é mais atestada ainda pelos antecedentes da banda, que além de ser contemporânea do final do movimento, chegou a ser produzida por Martin Hannet (Joy Division e Magazine) no seu primeiro EP de 1981.
“Come Away With ESG” de 1983 que é todo esse liquidificador de estilos, tem como destaques a ótima e super-dançante “Dance” e a melhor ainda “Moody (Spaced Out)”, mas todo o disco é muito bom.
Escutado hoje, à distância da época de seu lançamento, faz-nos notar toda a importância do ESG em formações de estilos posteriores como o já mencionado house e outras vertentes da música eletrônica como o trip-hop, além do rap, do hip-hop e de diversos estilos dentro da música pop em geral.
Como é que eu nunca tinha ouvido falar do ESG antes, hein???
(Bom… Antes tarde do que nunca)
Já chega para mim com status de disco fundamental.
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FAIXAS:
  1. "Come Away" – 3:15
  2. "Dance" – 4:32
  3. "Parking Lot Blues" – 2:53
  4. "You Make No Sense" – 2:20
  5. "Chistelle" – 1:54
  6. "About You" – 2:05
  7. "It's Alright" – 2:38
  8. "Moody (Spaced Out)" – 4:18
  9. "Tiny Sticks" – 3:02
  10. "The Beat" – 2:17
  11. "My Love for You" – 2:54

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Ouça:
Come Away With ESG

Cly Reis

"[REC]" de Jaume Balagueró e Paco Plaza (2007)







" 'Continua gravando TUDO!
'Por tu puta madre' ".





Puta que pariu! Alucinante, frenético, assutador, claustrofóbico. Tudo isso é pouco pra descrever o ótimo terror "[REC]” dos espanhóis Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Estava há tempo pra pegar esse filme na locadora mas deixava pra depois, pegava algum lançamento, priorizava algum que minha mulher pudesse ver também (ela não gosta de terror) e ia deixando este pra trás. Por que demorei tanto?
É um daqueles poucos filmes de terror que verdadeiramente me deram “cagaço”. Me deixou com o coração saindo pela boca de ansiedade e expectativa, principalmente nos dez minutos finais quando o cerco se fecha. Talvez, ao lado do “Atividade Paranormal” tenha sido destes filmes de “cinema-verdade” com câmera na mão o tempo todo, o que mais me impressionou.
O lance todo é o seguinte: uma repórter e o câmera-man, vão fazer uma matéria sobre a rotina da noite de um corpo de bombeiros para um desses programas da madrugada. Ela está completamente entediada e sem expectativa, mas entende que algum chamado importante para os bombeiros, estando ela ali, pode ser a chance profissional da sua vida. Acontece uma ocorrência e ela e o câmera vão acompanhar dois bombeiros a um edifício onde uma senhora, ao que parece se trancara no apartamento sem querer sair. Aparentemente uma chamada pequena, insignificante.
Que nada!
Aí é que o bicho pega!
No socorro a velha ataca e morde um policial, joga um bombeiro mordido pelo vão da escada e como, de fora, as autoridades trancam, lacram o prédio e não permitem que o grupo de policiais, bombeiros, moradores, a equipe de reportagem e o ferido saiam do prédio, já em pânico todos começam a se perguntar o que está acontecendo ali.
Se revela uma espécie de infecção transmitida pela saliva, o que faz com que todos os atacados passem a agir da mesma forma agressiva transformando o prédio numa espécie de casa dos horrores pois aos poucos os infectados vão atacando a outros e a legião de zumbis vai aumentando num espaço, pequeno, restrito do qual não se tem pra onde fugir. É só escadaria pra cima e pra baixo com a câmera na mão.
O barato é que o recurso “documentário” nessa correria desenfreada, em “[REC]” faz com que o espectador sinta-se dentro do filme, praticamente percorrendo os corredores estreitos, sentindo a expectativa de entrar em um apartamento, ou esquivando-se na poltrona pra não ser agarrado por um morto-vivo.
O legal também, que eu soube depois é que para manter o medo, a surpresa, a sensação dos próprios atores, os diretores não liberavam todo o script para o elenco antes, passando a eles as cenas apenas na última hora. O artifício deu certo, mesmo. Tem cenas que a gente vê que os próprios atores levam susto. Ficou muito real e natural.
Pra piorar (ou melhorar) tem a surpresa da tal Menina-Medeiros que está presa num apartamento isolado. Nossa! Não vou contar muito pra não estragar pra quem não viu, mas aquilo ali é repugnante, terrível e assutador; e esta parte do filme; é LITERALMENTE de tirar o fôlego.
Dos melhores e mais assustadores filmes de terror que já vi na vida. Daqueles de ficar desconfiado ao andar no corredor da própria casa no escuro.
Muito Foda!



Cly Reis