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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Estarei fora nos próximos dias, até depois da virada de ano, e até por isso gostaria de deixar, desde, já minha saudação de ano-novo aos meus amigos e eventuais leitores.

domingo, 28 de dezembro de 2008

"Cloverfield-Monstro", de Matt Reeves (2008)




Peguei pra ver neste feriadão de Natal "Cloverfield- Monstro" que já me impressionara por um pequeno trailer que havia visto. A idéia de câmera na mão já recomendava bem o filme. Além disso o fato de aparecer freqüentemente nem listas de melhores do ano, boas críticas e tudo mais, me deixavam curioso para vê-lo mas ácabava sempre protelando e passando outros na frente na hora da locação.

Realmente "Cloverfield" justifica as boas opiniões a seu respeito.

O conceito documental não fica vazio uma vez que a proposta é que ele pareça quase casual. O documentarista de uma festa de despedida, de repente topa com um fato maior e passa a registrá-lo como qualquer um de nós faria se, por exemplo, estivessemos em um aniversário e vissemos aterrisar um disco voador. Evidentemente iríamos voltar a lente da câmera para o momento histórico e talvez único. É o que acontece quando depois de um tremor todo mundo sai pra rua e vê qua alguma coisa está destruindo Nova Iorque. O câmera-man, o irmão do homenageado, que ficou de gaiato nessa função não desliga o equipamento e passa a filmar tudo, ciente de que aquilo poderia vir a ser um registro futuro importante.

O barato deste formato de filmagem é o realismo das cenas, a tensão quase como se estivéssemos presentes na correria, na fuga, no desespero.

O monstro em si, mesmo aparecendo meio de relance nos primeiros momentos, já se mostra assustador e confirma mais ainda esse terror quando é mostrado integralmente mais adiante no filme e traduz satisfatóriamente aquela vontade dos produtores de ter um monstro americano aos moldes do que um Godzila representa para o Japão, ainda nos dias de hoje. Sua origem é desconhecida, no entanto, em determinado momento o "filmador" levanta a possibilidade deste ser uma criação do próprio governo, dada a maneira como as autoridades tentam conduzir a coisa toda.

Um outro barato, que é fundamental principalmente na concepção do final do filme, é o fato de que a fita na qual está sendo gravada a festinha e por conseqüência onde acabam sendo registradas a tragédia, a fuga e tudo mais, era uma fita particular do dono da casa onde estavam registrados momentos íntimos dele com a garota pela qual ele estava apaixonado. Várias vezes no filme há pequenas inserções "casuais" desse fundo da fita, bem como se fosse uma gravação amadora na qual a última gravação ficou ali. Na maior parte das vezes estes flashes do "resto" da gravação não tem importância alguma, mas no final acaba fechando bem o filme e dando algum significado.

Um cena bem legal é a da cabeça da estátua da Liberdade caindo sobre a rua, passando pertinho do cara da câmera.

Nada fora do comum, genial ou esetacular. "Cloverfield - Monstro" é  um bom entretenimento, sem arrependimento.


Cly Reis

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Madagascar 2 - A Grande Escapada", de Tom McGrath e Erc Darnell (2008)



Assisti na semana passada a "Madagascar 2" com uma boa expectativa gerada pela surpreendente qualidade do primeiro.
Saí meio decepcionado.
Vale como entretenimento e meramente por isso. Ele não acrescenta qause nada ao primeiro e por isso acaba não justificando sua existência.
Ora, sabemos o porquê da sua existência: As cifras astronômicas geradas pelo original. Cifras estas que vão se repetindo e superando, mas que creio, em grande parte, por espectadores como eu que acharam naquela história infantil do primeiro, algo mais que um filme só PARA CRIANÇAS.
Neste segundo, percebendo que o original foi atingiu um público além do que os idealizadores imaginavam, focaram a seqüência também nesta fatia de público e aí se perderam um pouco.
Não fica inocente e primário o suficiente para ser infantil, não chega a ser adolescente e fica abaixo de qualquer exigência para um público adulto, no que diz respeito à história, personagens , roteiro, etc.
Essa confusão de público-alvo gera até algumas situações embaraçosas quanto ao "politicamente correto" (e aí não falo só em relação às crianças), como por exemplo nas partes em que o leão Alex tem uma briga com a velhinha da estação do primeiro filme (que aparece sem propósito neste outro) e BATE nesta senhora. É lógico que o bicho perde a briga mas não me parece muito adequado como exemplo, lição ou postura, mostrar que um personagem carismático da história bata deliberadamente numa senhora idosa. Em outra os pingüins organizados e malandros que agem em grupo, e que também ganham mais destaque do que mereciam na seqüência, simulam um acidente para ROUBAR turistas e também jogam a velha de um carro em movimento. E ainda em outra situação os turistas novaiorquinos já refeitos e organizados no meio da floresta capturam o leão e planejam comê-lo. Matar um animal de uma reserva e comê-lo? Peraí um pouquinho! Que que é isso?
Fraco e além disso, excessivamente politicamente incorreto.

Cly Reis

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coluna dEle #5


Antes do Natal, nada melhor do que uma palavrinha dEle.
Com vocês... Vocês sabem quem.

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Olá! Boas!
Sei que, principalmente aí no Brasil, a coisa não tá lá muito boa com esse aguaceiro todo que tá caindo mas Eu juro que tô tentando dar um jeito. O Pedrinho e Eu, aqui, estamos tentando arrumar as coisas e daqui a pouquinho tudo vai voltar ao normal.
O pessoal implora por Mim, outros me põe a culpa, se perguntam como é que Eu posso estar fazendo uma coisa dessas, se Eu não estou vendo isso, olhando pra eles e tal, mas, galera, o papo é que tudo isso é culpa de vocês aí embaixo. Vocês detonam todo o sistema, acabam com a camada, superaquecem o troço... Pô! Daí o meu equipamento todo funde, cara!
Mas paciência, galera, e não percam a fé que o Pedro e a Bárbara, Yansã, para muitos, prometem dar um jeito em breve.
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Vi o show da Madonna aqui de cima.
Não consegui ingresso e, sinceramente, AINDA BEM, porque Eu não ia querer ficar naquelas filas enormes.
Legal o show! Preferia os discos anteriores mas esse não é mau, não. Discordo do dono do blog que diz que o disco é um lixo.
Curti mesmo "Like a Prayer". Essa levantou a galera. O pessoal acha que Eu não vou gostar por causa dessa coisa de religião e tal, mas isso é bobagem. Até senti falta daquela performance herética de "Live to Tell" da turnê anterior, que ela ficava, tipo, pregada numa cruz.
Sinistro!
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O Paulinho (São Paulo pra vocês) tá aqui todo feliz porque o time dele foi campeão.
Parabéns, aí, tricolores!
Dizem que Eu ajudo que trabalha e é verdade. Os caras são organizados, aplicam bem os recursos, se preparam e tudo mais, o resultado é esse. Na verdade Eu não ajudo, Eu só não atrapalho.
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E o Natal, hein! Correria, compras, shopping lotado, trânsito... Essa época é uma loucura!
Eu, cuidando desses problemas todos de enchentes, aqueles muçulmanos se matando uns aos outros e executivos se jogando de janelas por causa da crise mundial, nem tive tempo de comprar os presentes da família.
Vou tentar providenciar amanhã.
E o pior é que no Meu caso tenho que comprar um a mais. De Natal e de aniversário pro meu guri.
Pelo calendário de vocês ele tá fazendo 2008 aninhos.
Aí que Eu noto como tô velho.
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A propósito: não se esqueçam que este é o verdadeiro motivo do Natal. Cantem um parabéns pro meu filhote.
Mas pra quem não acredita, e eu dou todo o direito de não acreditarem, pelo menos entrem naquele clima de paz, falô?
Só na paz!
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Feliz Natal e um grande 2009 pra todo mundo.
De Minha parte vou fazer o possível para que seja muito bom
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Sugestões, críticas, súplicas, desejos, vontades pelo e-mail




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna, show de constrangimentos




Vi no filme "Na Cama com Madonna" o trechos da turnê Blonde Ambition e fiquei fascinado. Quis ver aquilo! No entanto a turnê seguinte, que acabou passando pelo Brasil, foi a Girlie Show, que apesar de não ser tão boa quanto a anterior, de não ter os figurinos do Gaultier nem a performance libidinosa de "Like a Virgin" foi um belo espetáculo e me proporcionou boas surpresas.
Anos depois resolvi ir ver novamente a Madonna ao vivo pelo mero fato de ser a Madonna. Sabia já que o álbum "Hard Candy" era um horror porém guardava a expectativa de que o SHOW, o ESPETÁCULO, o TUDO, valesse a pena.
Olha, foi um CIRCO DO LAMENTÁVEL. A começar pela chegada, entrada, acesso. Pra começar não divulgaram a hora de abertura dos portões (porque provavelmente ninguém, lá, tinha muita certeza, mesmo) e eu imaginando que para um show com todos os ingressos vendidos a meses, com gente dormindo na fila pra entrar, os portões fossem abertos pela manhã, talvez com boa vontade, às duas ou três da tarde. Não! Chego às 16:40 para um show que está previsto para as 20h, as filas serpenteiam o Maracanã e os portões ainda não estão abertos. A notícia era de que abririam às 17 e no entanto só abrem mesmo às 17:40. OK! Só que quando abrem, a fila não anda pelo mero fato de que ela tinha tantas voltas que criava vários pontos de "furo" e não havia sequer um cidadão de organização do evento pra orientar, ordenar a fila ou no mínimo se fazer presente para intimidar os bicões.
Cara, muita SORTE não ter havido um grande tumulto. Fosse pela pressa de entrada, uma vez que o tempo passava, a hora do evento se aproximava e nada do pessoal entrar, fosse pela desordem das filas e a irritação crescente.
Tá bem. Superado isso vem a espera pro show. Normal, nada demais e o show só começa com meia-hora de atraso (plenamente aceitável) só que debaixo de um 'caldo' que resolveu cair bem na hora do show.
Aí começam os micos do show em si: Madonna com 'medo' da chuva não sai de baixo da parte principal do palco durante toda a primeira música e parte da segunda, enquanto uns enxugadores ficam passando insistentemente panos na passarela do palco. Simplesmente ridículo!
E quando a loira resolve ir até a ponta da passarela, guitarra em punho, vai salvaguradada por um guarda-chuveiro. Isso mesmo. Um cidadão parado como um dois-de-paus atrás dela com um guarda-chuva. Nunca vi disso num show mesmo que estivesse caindo o mundo! Pior que isso mesmo só o tombo que a 'material girl' levou na tal da passarela molhada, com o segurança correndo imediata e inutilmente para socorrê-la.
Além desses maus momentos, por assim dizer, o show foi fraco. Não sei porque tive esperança que algumas faixas ruins crescessem ao vivo. Não, não aconteceu nem poderia. As músicas do último disco são piores do que as da Cristina Aguilera.
Os figurinos que normalmente são destaque nos espetáculos da blondie, estavam pouquíssimo elaborados e os cenários, se é que se pode chamar um conjunto de telões de cenário, eram pouquíssimo inspirados. Se bem que os telões do palco até que funcionaram bem na nova "Here comes the Rain Again" onde os efeitos de água ficaram muito bons e impressionantes, causando um excelente espetáculo visual e também deram sua contribuição em "She's not Me" que soou como uma despedida com Madonna renegando todas as imagens do seu passado, com bailarinas caracterizando suas fases no palco e com o telão passando todas suas antigas facetas.
Musicalmente destaque para a ótima versão pesadinha de "Borderline", que é uma música que não gosto originalmente, mas que cheia de guitarras e de ímpeto, ganhou outra cara. E também para a imortal "Vogue" que já foi executada de várias maneiras e desta vez sobreviveu ilesa a uma mistura com o novo hit "4 Minutes".
No mais, "Ray of Light" e principalmente "Like a Prayer" foram as que levantaram a galera, mas pra completar o festival de constrangimentos, o show fecha com a péssima "Give it 2 Me" na qual a rainha do pop resolve oferecer o microfone ao público mesmo com a canção sendo executada em playback. O resultado é a voz do público com voz de Madonna.
Lamentável!


Cly Reis