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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nossas Mãos Sinistras

Hoje é o Dia do Canhoto!
E não podiam ter-nos jogado em outro dia mesmo. Tinha que ser num 13 de agosto. Treze, dia dito aziago; agosto, mês renegado, maldito. Lógico; nunca fomos bem vistos. Aleijados, anormais, errados, esquisitos, estranhos... Atribuíram-nos tudo isso. Tanto que chamam a esquerda de SINISTRA. Mas não. Nada disso. Somos sim, diferentes. Talvez mais criativos que a maioria por causa da nossa perfeita ligação de membros ao lado direito do cérebro; talvez transmitamos melhor nossas emoções; talvez consigamos fazer isso transformando estas sensações em arte; talvez tenhamos uma visão diferente das coisas. Talvez...
Mas o fato é que durante toda a história da humanidade tentaram nos corrigir, punir-nos, amarrar nossas mãos, cortá-las por vezes, mas não adiantou; nossos membros sinistros, nossos pés e mãos, sempre estiveram de forma brilhante à serviço da cultura, da arte, da política, do esporte.

Abaixo uma pequena lista de canhotos célebres que emprestaram suas mãos (ou pés) esquerdos à História:
Alexandre Magno
Ramsés II
Leonardo da Vinci
Napoleão Bonaparte
Júlio César (o imperador romano)
Júlio César (o goleiro)
Rivelino
Tostão
Ludwig Van Beethoven
Machado de Assis
Benjamin Franklin
Albert Einstein
Michelangelo
Pablo Picasso
Jimi Hendrix
Charlie Chaplin
Robert Redford
Judy Garland
Marilyn Monroe
Winston Churchill
Harry Truman
Nelson Rockfeller
Ronald Reagan
George Bush - pai (bom, também temos estas más companhias)
Bill Clinton
Gandhi
Bob Dylan
Ringo Starr
Paul McCartney
Tom Cruise
Neil Armstrong
Diego Maradona
Jimmy Connors
John McEnroe
Ayrton Senna

e por aí vai...

Parabéns a nós!

Parabéns a todos os canhotos!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

cotidianas #39




Desceu do ônibus e deu uma olhada em volta para ver se havia alguém meio suspeito na rua.
Ninguém.
Também, às 4 da manhã não ia ter uma viva alma na rua mesmo.
Começou a andar a caminho de casa. Do ponto de ônibus dava três quadras e uma esquina. Fazia sempre aquele caminho. De dia tudo bem, mas e esta hora...
Por um momento pensou ter escutado um barulho.
Alguém?
Voltou a cabeça e teve a impressão de ver um vulto.
Apressou o passo. Olhou de novo. Era alguém sim. Apressou mais ainda e teve a sensação de que a outra pessoa também apressava.
Devia ter pêgo um táxi. Mas estava tão pertinho. Eram só três quadras e uma esquina. E além do mais, que táxi ia encontrar ali às 4 da manhã?
Continuou andando rápido; estava chegando. O outro não estava tão próximo e faltava só meio quarteirão. Quase lá. Dobrou então a esquina e...


Cly Reis

Dr. Feelgood - "Malpractice" (1975)

  
 
"Você me pôs pra fora esta manhã
mas você sabe que eu estarei
de volta à noite"
letra de "Back in the Night"



Um blues diferente, um blues ácido, forte, um blues levado ao extremo. Tão ao extremo que fica ali na cara do gol pro punk.
Assim é "Malpractice" do Dr. Feelgood, surgido na cena pré-punk da metado dos anos 70  carregando na raiz blueseira e nos clássicos do rock só que com uma leitura um pouco mais suja, podre, desleixada e já com cara de punk.
Para ouvidos mais desavisados pode parcer básico demais, muito simples... E é!
O barato deste disco é exatamente soar simples, cru, básico... Rock'n roll.
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FAIXAS:
1. I Can Tell - 2:46
2. Going Back Home - 4:00
3. Back in the Night - 3:15
4. Another Man - 2:55
5. Rolling and Tumbling - 3:11
6. Don't Let Your Daddy Know - 2:56
7. Watch Your Step - 3:24
8. Don't You Just Know It - 3:51
9. Riot in Cell Block #9 - 3:30
10. Because You're Mine - 4:40
11. You Shouldn't Call the Doctor (If You Can't Afford the Bills) - 2:33
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Ouça:
Dr Feelgood Malpractice


Cly Reis