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sexta-feira, 24 de junho de 2016

cotidianas #444




"Não acredito nisso." Pensou, enquanto lia a mensagem sem desbloquear a tela do smartphone. Era ela. A "menina má" - apelido que pensou depois de ler um livro do Llosa -, que o importunava a cada período de tempo. Eles ficaram uma vez. Há muito tempo. Ele se importou. Até pensou em ter algo a mais - o que sempre refutou diante da sua posição de solteirão convicto. Mas ela desapareceu - não respondeu mais suas mensagens, na verdade. Até que ressurgiu e, com seus beijos, despertou de novo os mesmos sentimentos. Para desaparecer em seguida. Isso se repetia. E ele sempre caía. Ela era um estorvo. Um demônio. Uma maldição. Um vício. Ele estava decidido a não lhe dar mais nenhuma chance. "Eu sei q vc já viu a msg, bom menino. Ñ se faz", dizia o outro recado. Não. Ele não ia mais cair na sua lábia. De jeito nenhum. Nunca mais!, jurava ele já digitando a resposta: "Ooi, menina má :)"



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