Enchente?
Ah! Uma vez teve uma grande em Dois Morro.
Mas foi temporal, temporal, mesmo! Coisa séria! Não esses chusvisco que deu nos Rio de Janêro.
Muita família perdeu tudo, muita gente morta perdeu até a vida. Coisa triste de se vê.
Muita gente dasabrigada porque deixaro os abrigo no varal e as água levo.
Quem morava no costado do morro da direita, principarmente, ficaro tudo debaxo da terra desbarrancada e os que moravo no costado do morro da esquerda... tamém.
Quem pôde se sarvá subiu pros alto dos morro purqui lá a água não arcançava, mas pors que não correro a tempo...
Sem mentira, choveu 25 dia e 24 noite seguida, sem pará. As gente tudo já tavo inté que achando que ío virá sapo. Foi aí qui apareceu um senhor de idade, numa barca grande, cheia de bicho. Só pedimo pr’ele sarvá os anemar da cidade que nóis se virava. Nóis ficava lá, bem em cima do morro da esquerda, qui é 2 centímetro mais arto, e não tinha pobrema. Mas os bicho, coitado, num ío tê chance com um aguacêro daqueles.
Então o véio esse que se chamava-se Noé, botô um casarzinho de cada bicho na barca: um profiteróle fêmeo e um profiteróle macho; um muffin fêmeo e um muffin macho,; uma vaca (daquelas que dava uísque pelas teta) fêmea e um vaco macho, e assim foi com ôtros bicho da rica falna doismorrense.
Quando a água deu de baixá, o Seu Noé trôsse os bicho de vorta. Os profiteróle, sem vergonha qui éro, já tinho feito muito remelexo no barco do véio e já tinho té procriado mais uns vinte. Os mãfi se comportaro direito e dexaro pra fazê senvergonhice qunado chegasse nas toca deles; mas o importante foi que a bicharada de Dois Morro se sarvô e depois que a chuva passô, tudo vortô alnormal.
Muito tempo dispois qui a Nhá Benta, uma senhôra mui religiosa, quase santa, nos contô qui leu num Livro Santo qui o tar de Noé era o Noé mesmo, duma Arca famosa e coisa e tar; e que aquela água toda era um tar de Delúver... Delúveo... de luva... É. Arguma coisa’ssim.
postado por Chico Lorotta
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Morre Malcolm McLaren
Um oportunista? Um visionário? Um filha-da-puta? Um gênio? Um talento?
Um pouco de tudo isso.
McLaren, entre tantas incursões no mundo pop, tentativas, sucessos, fracassos, teve sobremaneira, o mérito de inventar o Sex Pistols e dar uma cara para o punk.
Não, ele não criou um guarda-roupa, não criou um estilo, nem uma linguagem. Ela estava ali! A coisa toda era um porcesso. Ele só viu isso no momento certo e encontrou os "instrumentos" certos: quatro jovens de classe pobre, operéria, cheios de indignação e um líder-vocalista, cheio de fúria e verso rascante. Deu no que deu: Sex Pistols. E "Nevermind The Bollocks", deles, não só mudou a história da música, como também do comportamento. E Malcolm McLaren, por mais chato que fosse (e era), foi parte importantíssima de tudo isso.
Aos 64 anos e vítima de um câncer, McLaren foi fazer companhia a seu pupilo Syd Vicious.
C.R.
Chemical Brothers "Escape Velocity"
Saiu nova música dos Bródi!
É!
O novo álbum, que se chamará "Further", e que terá um curta-metragem para cada uma das suas 8 faixas, só sai mesmo em junho, mas por enquanto, nós fãs já podemos ir curtindo uma palhinha do que será o novo disco.
Não trata-se de um clipe, exatamente; é apenas o áudio com um gráfico. Mas o que importa é o som mesmo, não?
Então, saca aí:
É!
O novo álbum, que se chamará "Further", e que terá um curta-metragem para cada uma das suas 8 faixas, só sai mesmo em junho, mas por enquanto, nós fãs já podemos ir curtindo uma palhinha do que será o novo disco.
Não trata-se de um clipe, exatamente; é apenas o áudio com um gráfico. Mas o que importa é o som mesmo, não?
Então, saca aí:
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Editors "Papillon"
Conheci ontem na VH1 Mega Hits e achei um barato - tanto a música quanto o video - "Papillon" do Editors.
Vou tentar ouvir mais coisas dos caras mas a primeira impressão é boa.
Fiquem com o clipe:
Vou tentar ouvir mais coisas dos caras mas a primeira impressão é boa.
Fiquem com o clipe:
quarta-feira, 31 de março de 2010
"Ilha do Medo", de Martin Scorsese (2010)
Fã de Martin Scorsese como sou, fui no último sábado assistir a "Ilha do Medo", no cinema.
Mais um bom filme deste que é um dos maiores diretores de todos os tempos. Não entra na lista das suas grandes obras como "Taxi Driver", "Os Bons Companheiros" ou "Touro Indomnável", mas não faz feio, não.Scorsese constrói em "Ilha do Medo" um verdadeiro labitinto psicológico e nos convida a entrar nele. Montando magistralmente e com calma a teia da trama, aos poucos coloca o espectador de tal forma diante dos fatos, que acaba por nos causar as mesmas confusões que afligem a cabaça do detetive Daniels, vivido por Leonardo DiCaprio. No filme, o Detetive Tedy Daniels é chamado a uma instituição penal para presos com distúrbios mentais, situada em uma ilha, a fim de solucionar o desaparecimento ou fuga de uma paciente. Desde sua chegada tudo parece muito estranho e vai ficando mais ainda: os médicos, a paciente, as circunstâncias da fuga, os métodos da entidade, e o próprio detetive Daniels e sua cabeça perturbada pela morte, anos antes, da esposa. A ilha presídio é mostrada sempre com um aspecto sinistro, quase macabro, com pedras escuras, mar revolto, névoas densas, céu cor de chumbo, deixando invariavelmente as cenas e imagens pesadíssimas.
Mesmo não sendo uma obra-prima deste mestre do cinema, mostra com certeza, que ele não se acomodou com um Oscar na estante e à sombra dele passou a fazer filminhos pra "galera". O que se vê em "Ilha do Medo" é exatamente o contrário: um cineasta que mesmo já tendo conquistado tudo, e que ao longo de sua carreira conseguiu agradar o público mais exigente e o público comum, e além disso é saudado pela crítica (o que é difícil), ainda se mostra inquieto, arrisca e busca novos caminhos. E, diga-se de passagem, se sai muito bem nesta experiência.
Ponto negativo, pra mim, é essa preferência do diretor por Leonardo DiCaprio em todos os seus últimos filmes.
Cara, não consigo ver nele um grande ator e nem vê-lo com perfil para um papel com este da "Ilha do Medo", por exemplo. Um detetive durão, violento, veterano da 2° guerra. Não sei... Não me cai.
Pode ser um pouco de preconceito meu por tê-lo visto com cara de garoto fazendo papeis de menino bonito, como "rei do mundo" em "Titanic", mas devo dizer que tento não associar a estas coisas e sim enxergar porquê Martin Scorsese gosta tanto de DiCaprio.Ainda não consegui.
Cly Reis
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Treino classificatório para o GP Brasil Class 1 de Motonáutica - Enseada de Botafogo - Rio de Janeiro (27/03/10)
Estava eu almoçando no Porcão Rio's (que luxo, hein!) e aproveitei, de quebra pra dar uma olhada nos "barquinhos" que cruzavam a enseada de Botafogo em altíssima velocidade nos treinos para o 1° Grande Prêmio Brasil de Motonáutica, classe 1. Foram só os treinos hoje. A prova mesmo é amanhã, mas já deu pra tirar uma febre de como é a parada. Como eu imaginava, apesar da velocidade e do excitante barulho dos motores, não é tão emocionante. Não fiquei ligadaço. Dei uma olhada, curti um pouquinho e voltei pra dentro, para o almoço.
Provavelmente amanhã, na corrida mesmo, esteja mais vibrante. Espero que a organização incremente a coisa com telões, DJ's, narração, como aconteceu, há uns dois anos atrás, no Red Bull Air Racing, ali mesmo, na Praia de Botafogo.
Mas, de todo modo, não vou lá amanhã ver a prova. Se tanto, vou conferir no SporTV.
Provavelmente amanhã, na corrida mesmo, esteja mais vibrante. Espero que a organização incremente a coisa com telões, DJ's, narração, como aconteceu, há uns dois anos atrás, no Red Bull Air Racing, ali mesmo, na Praia de Botafogo.
C.R.
terça-feira, 23 de março de 2010
ESG - "Come Away With ESG" (1983)
Meu amigo Júnior, que volta e meia me vem com alguma coisa bem interessante para ouvir ou para ver, desta vez me recomendou que ouvisse uma tal de ESG. O mote era que se tratava de algo meio jazz, mas bem contemporâneo com elementos eletrônicos e tal. E, cara, não é que o negócio é bom pra caramba?
Bem por aí, mesmo: loops básicos e irados de baixo muito funk, percussões quase afro-latinas, uma pegada super disco-music, e com uma improvável mas verdadeira influência do punk que em nada torna agressivo ou forte demais o som da banda; e tudo isso conduzido por uma voz feminina descontraída e jovial muito próximo ao que viria a ser o estilo house anos depois.
A influência do punk é mais atestada ainda pelos antecedentes da banda, que além de ser contemporânea do final do movimento, chegou a ser produzida por Martin Hannet (Joy Division e Magazine) no seu primeiro EP de 1981.
“Come Away With ESG” de 1983 que é todo esse liquidificador de estilos, tem como destaques a ótima e super-dançante “Dance” e a melhor ainda “Moody (Spaced Out)”, mas todo o disco é muito bom.
Escutado hoje, à distância da época de seu lançamento, faz-nos notar toda a importância do ESG em formações de estilos posteriores como o já mencionado house e outras vertentes da música eletrônica como o trip-hop, além do rap, do hip-hop e de diversos estilos dentro da música pop em geral.
Como é que eu nunca tinha ouvido falar do ESG antes, hein???
(Bom… Antes tarde do que nunca)
Já chega para mim com status de disco fundamental.
*********************************FAIXAS:
- "Come Away" – 3:15
- "Dance" – 4:32
- "Parking Lot Blues" – 2:53
- "You Make No Sense" – 2:20
- "Chistelle" – 1:54
- "About You" – 2:05
- "It's Alright" – 2:38
- "Moody (Spaced Out)" – 4:18
- "Tiny Sticks" – 3:02
- "The Beat" – 2:17
- "My Love for You" – 2:54
********************************
Ouça:
Come Away With ESG
Cly Reis
"[REC]" de Jaume Balagueró e Paco Plaza (2007)

" 'Continua gravando TUDO!
'Por tu puta madre' ".
Puta que pariu! Alucinante, frenético, assutador, claustrofóbico. Tudo isso é pouco pra descrever o ótimo terror "[REC]” dos espanhóis Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Estava há tempo pra pegar esse filme na locadora mas deixava pra depois, pegava algum lançamento, priorizava algum que minha mulher pudesse ver também (ela não gosta de terror) e ia deixando este pra trás. Por que demorei tanto?
É um daqueles poucos filmes de terror que verdadeiramente me deram “cagaço”. Me deixou com o coração saindo pela boca de ansiedade e expectativa, principalmente nos dez minutos finais quando o cerco se fecha. Talvez, ao lado do “Atividade Paranormal” tenha sido destes filmes de “cinema-verdade” com câmera na mão o tempo todo, o que mais me impressionou.
O lance todo é o seguinte: uma repórter e o câmera-man, vão fazer uma matéria sobre a rotina da noite de um corpo de bombeiros para um desses programas da madrugada. Ela está completamente entediada e sem expectativa, mas entende que algum chamado importante para os bombeiros, estando ela ali, pode ser a chance profissional da sua vida. Acontece uma ocorrência e ela e o câmera vão acompanhar dois bombeiros a um edifício onde uma senhora, ao que parece se trancara no apartamento sem querer sair. Aparentemente uma chamada pequena, insignificante.
Que nada!
Aí é que o bicho pega!
No socorro a velha ataca e morde um policial, joga um bombeiro mordido pelo vão da escada e como, de fora, as autoridades trancam, lacram o prédio e não permitem que o grupo de policiais, bombeiros, moradores, a equipe de reportagem e o ferido saiam do prédio, já em pânico todos começam a se perguntar o que está acontecendo ali.
Se revela uma espécie de infecção transmitida pela saliva, o que faz com que todos os atacados passem a agir da mesma forma agressiva transformando o prédio numa espécie de casa dos horrores pois aos poucos os infectados vão atacando a outros e a legião de zumbis vai aumentando num espaço, pequeno, restrito do qual não se tem pra onde fugir. É só escadaria pra cima e pra baixo com a câmera na mão.
O barato é que o recurso “documentário” nessa correria desenfreada, em “[REC]” faz com que o espectador sinta-se dentro do filme, praticamente percorrendo os corredores estreitos, sentindo a expectativa de entrar em um apartamento, ou esquivando-se na poltrona pra não ser agarrado por um morto-vivo.
O legal também, que eu soube depois é que para manter o medo, a surpresa, a sensação dos próprios atores, os diretores não liberavam todo o script para o elenco antes, passando a eles as cenas apenas na última hora. O artifício deu certo, mesmo. Tem cenas que a gente vê que os próprios atores levam susto. Ficou muito real e natural.
Pra piorar (ou melhorar) tem a surpresa da tal Menina-Medeiros que está presa num apartamento isolado. Nossa! Não vou contar muito pra não estragar pra quem não viu, mas aquilo ali é repugnante, terrível e assutador; e esta parte do filme; é LITERALMENTE de tirar o fôlego.Muito Foda!
Cly Reis
segunda-feira, 22 de março de 2010
"Andrei Rublev" de Andrei Tarkovsky (1966)
A fotografia e beleza plástica
da cena do cavalo
|
“Andrei Rublev”, como de costume na carreira do diretor, traça um grande painel psicológico de personagens complexos; traz em si um exercício artístico-estético profundo e uma reflexão sobre as motivações do artista. Ainda prefiro os últimos filmes do diretor, falecido em 1986, como “Stalker”, “Nostalgia” e o já citado “O Sacrifício”, mas “Andei Rublev”, em absoluto, não decepciona e apresenta as características que veríamos posteriormente bem aperfeiçoadas e solidificadas como marcas registradas de Tarkovski, que é para mim e para um monte de criticos e amantes do cinema, um dos mais importantes diretores de todos os tempos.
Cly Reis
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