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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não deu!


Achava que dava, mas não deu!
E realmente tudo podia acontecer e aconteceu do Corinthians sair ganhando cedo e derrubar o restinho de ânimo do Colorado. E então com um altíssimo aproveitamento, chutar a segunda bola em gol e fazer o segundo gol. Aí, o que era difícil passou para a casa do impossível.
O time foi bravo no segundo tempo. Gostei da atitude e acho que poderíamos assustar um pouco mais se depois do segundo gol o carinha não tivesse feito aquela cêra, o D'Ale não tivesse caído na deles , sido expulso e com um a menos em campo sepultado qualquer chance até mesmo de um milagre.
Não gostei da formação inicial do Inter mantendo os três volantes. Preferia começar com Andrezinho desde o início. Acho que já seria uma mostra de intenções. Não gostei também da postura do início do jogo. Faltou uma "faca no dentes". Faltou ir realmente pra cima quase que inconsequentemente, sufocar, amassar, marcar firmememente a saída de bola. Se era para tomar 2x0 jogando o jogo, como acoteceu, que levasse nos contra-ataques por estar pressionando o adversário. Dava na mesma.
Apesar destas críticas, reconheço os méritos do atual plantel e do treinador, que mesmo com seus erros (e todos cometemos) tem grandes qualidades e na minha opinião deve continuar com respaldo à frente da comissão técnica do Internacional. Pois vejamos, desde que assumiu tirou o time de uma posição de quase rebaixamento no Brasileiro passado e deixou em sexto, com aproveitamento pessoal que colocaria no G4. No mesmo período levou o clube a uma final e título de torneio continental, a Sulamericana, que inegavelmente é menor que a Libertadores mas mesmo assim de relevância. Vence o Gaúcho de maneira implacável passando por cima de todo mundo, em um campeonato que pode não ser o "mais difícil do mundo", mas onde poucas vezes se viu um time ganhar invicto com uma altíssima média de gols, goleando quase todo mundo. O mesmo treinador leva o clube, 17 anos depois a uma final de Copa do Brasil, que Muricis, Abéis, Autuoris, não conseguiram levar. Ganhar contra outro clube grande em igualdade de condições, é outra história. Aí volta o negócio do tudo pode acontecer e foi o que se viu ontem.
Tenho confiança, sim, que se não se fizer terra arrasada, se o grupo mantiver o equilíbrio e a direção mantiver as convicções podemos ter uma conquista maior logo ali adiante. O Brasileiro que não conquistamos faz 30 anos e que seria a cereja no bolo do centenário.



Cly Reis

quarta-feira, 1 de julho de 2009

TUDO PODE


Perguntar-nos-emos: "O Internacional pode ser campeão esta noite?"
Puxa, vantagem de dois gols do adversário, jogar na obrigação, não poder levar gol...
Difícil, hein! Mas pode. Não pode?
O problema de um jogo com este é que tudo pode.
Pode o Internacional fazer um gol logo no início e ter o restante da partida interia para fazer um score corriqueiro entre times grandes, 2x0? Pode.
Pode lá pelas tantas fazer o segundo, levar para os pênaltis e ganhar? Pode.
Mas também pode fazer um gol logo no início, ter o restante da partida inteira pra fazer um score corriqueiro entre times grandes, o 2x0, levar para os pênaltis e perder, até porque o Corinthians tem um grande goleiro e pegador de penalidades. Não pode? Pode.
Pode também fazer um gol logo no início e ter o restante da partida inteira para fazer um score corriqueiro entre times grandes, um 2x0. Pode dar sorte de fazer o segundo gol logo no início do segundo tempo e ter 45 minutos para fazer o terceiro com sua torcida empurrando, com um adversário agora pressionado, meio abalado e lá pelas tantas na pressão fazer um terceiro gol e nem precisar de pênaltis. Pode? Pode.
Como pode também não fazer um gol logo de início, o tempo ir passando e a pressão aumentar. Nada de gol no primeiro tempo. Passar a ter apenas 45 minutos para fazer um score corriqueiro entre times grandes, um 2x0, mas agora com um tempo cada vez mais exíguo, com a torcida impaciente, o time pressionado e abalado e não conseguir levar nem para os pênaltis. Pode acontecer? Pode. Por que não?
Mas também pode de não fazer gol logo no início, o tempo ir passando e a pressão aumentando. Nada de gol no primeiro tempo. Passam a ser 45 minutos para fazer no mínimo, um placar corriqueiro entre times grandes, um 2x0, mas agora com tempo cada vez mais exíguo, mas com a torcida empurrando, o adversário pressionado, lá pelas tantas, 20 do segundo tempo sai um gol. O time ganha força, mais dez minutinhos 2x0. O adversário fica abalado, a torcida sente que dá e empurra, empurra e "no apagar das luzes", 3x0. Pode? Claro que pode.
Como também é claro que pode fazer um gol logo no início, ter o restante inteiro da partida para fazer um score corriqueiro entre times grandes, 2x0, mas aí o Corinthians não se abalar, não sair pro jogo, o time ir ficando tenso, nervoso, apressado, o tempo ir passando a pressão sobre o Inter aumentar, o time começar a errar por causa da ansiedade e nada de sair outro gol. Passar a ter apenas 45 minutos e nada de sair o segundo, nada, nada, torcida impaciente, acabar o jogo, o Inter vencer mas não levar a taça. Pode acontecer.
Por outro lado pode também fazer um gol logo no início, dar aquela tranqüilizada e desenvolver seu futebol pensando que tem um jogo inteiro para fazer um score completamente corriqueiro entre dois times grandes, um 2x0 no mínimo, com calma talvez 3. Toque de bola, jogadas trabalhadas e ali pelos 25 minutos do primeiro tempo, 2x0. Aí a tensão mudaria de lado. Os paulistas não poderiam só ficar atrás porque seriam amassados, teriam que sair da defesa e o Colorado, por sua vez já teria, cedo, nas mãos um placar que lhe interessaria. O Corinthians se abalaria um pouco, sairia pro jogo meio sem saber se deveria segurar os dois a zero contra ou se deveria tentar alguma coisa. Então sai, dá espaços e toma 3x0 no contra-ataque no finalzinho do primeiro tempo. Tudo o que não podia acontecer para eles: sair do primeiro tempo levando três. Passariam a ser 45 minutos para os paulistas tentarem fazer um gol para ficar com o título ou tomarem mais nos contragolpes e darem adeus de vez ao título.
Aí, tudo pode: pode o Corinthians no segundo tempo fazer unzinho, ficar com os 3x1 e levar a taça; pode o Inter aproveitando um eventual desespero e os espaços do campo e massacrar com 4x0 ou 5x0 ou 5x1 ou 5x2, pode o Colorado só tocar a bola e administrar os 3x0... Tudo pode! E por isso é que a decisão desta noite está em aberto. E por isso todos nós colorados estamos tão tensos, nervosos, ansiosos mas com muita confiança. Confiantes mas cientes de que em um clássico deste porte, o adversário é qualificado, tem uma vantagem constituída mas nós temos nossa torcida, nosso potencial e nossa garra. E aí TUDO PODE.
É torcer e esperar pra ver.

Boa sorte para nós.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Coluna dEle #9





Aquela ilustríssima participação neste blog.
Com vocês, Ele.


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Aê, galera! Cheguei!
Queria, primeiramente Me desculpar pela dor e sentimento de perda que causei a muitos ao trazer o Michael aqui pra cima comigo. Mas fazer o que? Todo mundo tem que vir pra cá um dia. E, cá entre nós, com a quantidade de bobagem que o cara tava fazendo e com a quantidade de remédios que ele tava tomando, Eu na ia ter muito como segurar, mesmo.
E outra: nunca mais fez nada de MUUUIIITO bom depois do “Thriller”, né? Ali Eu tenho que admitir que dei uma forcinha jogando aquela “luz’ em cima do cara. Aí deu no que deu. Discaço!
Mas não, não. Não estou reivindicando os méritos pra Mim. Ao contrário do dono deste blog, que não aprecia muito, eu curtia pra caralho o Jacko. Eu até tentava fazer aquela dancinha andando pra trás. Nunca consegui fazer direito. Só ele mesmo pra fazer.
Pra Mim foi o verdadeiro Deus do Pop.


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A propósito de obituário, quase passou batido por causa do MJ, a morte da pantera Farrah Fawcett. É a vida. Como eu disse, todo mundo vai embora um dia.
Muito assisti às Panteras nos anos 70, cara! Curtia de montão! E na época ela era gata, hein!
Vi muito Mulher Biônica, A Ilha da Fantasia, Chips. Puts! Todos aqueles enlatados. Me amarrava.


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E enquanto isso aí na terra do Pau-Brasil tenho visto neguinho ta pintando e bordando com nepotismo, viagem pra lá e pra cá, contratação de assessor fantasma, ato secreto... É a festa de sempre!
E o Zé Ribamar sabendo de tudo isso e ainda não quer que investiguem. E também não quer largar o osso.
Eu não agüento ver essas coisas daqui de cima e ficar quieto mas, olha, vocês que elegeram agora que agüentem esses caras
Só rindo pra não chorar, mesmo!


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Vendo um noticiário de vocês, dia desses levei um susto. O cara falando “Jesus vai desfilar no São Paulo Fashion Week”, “Jesus quer camarim exclusivo”,“Jesus na balada”. Eu, meio mal-informado fui tirar satisfação com o meu guri. Que história era essa de ficar se exibindo por aí? Desde aquele negócio de Ressurreição eu já tinha falado pra não ficar passeando lá por baixo. Aí que ele me explicou que o tal do Jesus é o novo “peguete” da Madonna. Cara! E eu que nem sabia disso!
Aliás que casal mais sugestivamente incestuoso, hein: Madonna e Jesus.
Deus nos livre e guarde... Ou melhor, Eu Nos livre e guarde... Ou... Eu os livre e guarde.
Haaaaa!!! Esquece!
Fiquem Comigo!


Duvidas, sugestões, desejos, súplicas, orações, pelo e-mail
god@voxdei.gov

sábado, 27 de junho de 2009

Fabric - Londres (09/05/09)





Ainda sobre a viagem e ainda sobre Londres, que como disse foi o lugar que mais me impressionou dentre minhas estações na Europa, não podia ter estado lá, na casa das raves e não ter ido em uma. Não foi exatamente daquelas "maratonas eletrônicas" de dias num sítio afastado, foi uma festa de música eletrônica. Também não quis ir em nenhuma muito "marginal", ainda que provavelmente estas sejam mais legais, mas hoje em dia, ao que parece a polícia está em cima e a maioria destas festas ilegais não acabam, recolhem tudo, confiscam equipamento às vezes e neste caso, na condição de estrangeiro, não quis me meter em roubada e (sabe-se lá, né...) ir preso junto, ser acusado de qualquer merda... Europeus já estão tão ressabidos de estrangeiros. Melhor não correr risco.
Sendo assim, procurei uma boa referência e na feirinha de Camden perguntei a um carinha que tinha um estandezinho de CD's de música eletrônica se poderia me recomendar alguma rave ou festa do gênero. Ele me deu um flyer de um lugar chamado Fabric. Vi as atrações da semana. Conhecia alguns que tinham tocado durante a semana e que tocariam lá no dia. Pareceu uma boa pedida. Depois, em casa, vi numa revista de programação de eventos, turismo, gastronomia e tudo mais, a TimeOut, que a tal da Fabric era o point do momento e tida como das melhores da noite londrina. Uhuu!!! É pra lá que eu vou.
Mesmo não sendo "da casa" não tive grandes dificuldades pra chegar no lugar à noite e de metrô. Fácil, seguro, tranqüilo.
O lugar realmente lembra uma instalação industrial. Por dentro aquele visual tijolinho inglês. Passsagens em arco, mezaninos metálicos, alguns corredores estreitos, meio labiríntico em alguns pontos. E grande o local! No dia que fui havia três pistas funcionando mas li que funcionam até cinco.
Das três pistas, curti mais a house da parte de cima (a pista 2), que estava mais vazia e me possibilitava DANÇAR, o que era impossível na pista 1, embaixo, que tocava um house mais popular, menos elaborado. Já a pista 3 estava um horror. Um eletro tão ruim que eu não consegui parar lá por muito tempo nenhuma das vezes que tentei. Talvez melhorasse mais tarde, mas saí de lá quase 4 da manhã e continuava um lixo. Acho que não melhorou, não.
Mas no geral me diverti. Não foi tudo o que esperava para uma rave inglesa, numa casa noturna inglesa. Já fui em festas melhores em Porto Alegre ainda que a casa em si, a Fabric, tenha sido com certeza bem impressionante.
Como curiosidade, é impressionante como, seja em Porto Alegre ou em Londres, o pessoal deve me achar com cara de chapado ou de traficante. Sei lá. Não raro vêm pessoas me perguntando se eu tenho "algo", se eu sei onde consegue e tal. Já me pediram alguma vezes em POA. Lá não foi diferente. Nada menos que 3 pessoas vieram a mim com esse interesse. Um rapaz perguntou se eu tinha Ecstasy, uma garota foi mais abrangente e perguntou se eu tinha drogas (essa topava o que fosse) e um outro, ouvindo a menina me perguntar, se aproximou interessado mas logo viu que eu era mais careta que o Primeiro-Ministro e começou a conversar de outras coisas. Falamos brevemente da Fabric, dos DJ's, da minha estada em Londres, de Camden e aí eu troquei de pista. Fui dançar.
Enfim, etapa obrigatória cumprida: Beats in London!



Cly Reis