
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Coluna dEle #13
Desculpa aí Eu ter estado fora todo esse tempo mas estive bem ocupado ultimamente e, afinal de contas, Eu tenho uma mulher e 7 bilhões de filhos pra criar.Não é mole.
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Tive que cuidar, por exemplo, dessa merda toda que aconteceu aí no Rio.
Cacete! Vocês não conseguem sossegar o rabo um minuto? Vocês fazem, fazem, se matam, incendeiam ônibus, derrubam helicóptero e depois Eu é que tenho que dar um jeito de acalmar a situação.
Tenho um monte de coisas pra cuidar; é tsunami, é Zelaya, é pirata na África, mas volta e meia Eu tenho que parar todo Meu trabalho pra me ocupar do Rio de Janeiro.
Eu não trabalho só pra vocês aí, viu?
Tô vendo que Eu vou ter muito trabalho pra tal de Olimpíada sair direito.
Tive que cuidar, por exemplo, dessa merda toda que aconteceu aí no Rio.
Cacete! Vocês não conseguem sossegar o rabo um minuto? Vocês fazem, fazem, se matam, incendeiam ônibus, derrubam helicóptero e depois Eu é que tenho que dar um jeito de acalmar a situação.
Tenho um monte de coisas pra cuidar; é tsunami, é Zelaya, é pirata na África, mas volta e meia Eu tenho que parar todo Meu trabalho pra me ocupar do Rio de Janeiro.
Eu não trabalho só pra vocês aí, viu?
Tô vendo que Eu vou ter muito trabalho pra tal de Olimpíada sair direito.
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Mudando de assunto, e a tal da minissaia da fulana lá da Uniban, hein? Geysa, né? (meio “fofinha” ela, não?)
Na boa, pode até não ter levantado a saia como o pessoal da universidade afirmou, mas, curtinha daquele jeito, mesmo daqui de cima, Eu vi TUDO.
Se a fulana queria aparecer conseguiu. Teve seus quinze minutos de fama (até bem mais do que quinze, por sinal).
Parabéns! Com essa publicidade toda vai acabar fazendo um pornozinho por aí. Um “Brasileirinhas”.
Mudando de assunto, e a tal da minissaia da fulana lá da Uniban, hein? Geysa, né? (meio “fofinha” ela, não?)
Na boa, pode até não ter levantado a saia como o pessoal da universidade afirmou, mas, curtinha daquele jeito, mesmo daqui de cima, Eu vi TUDO.
Se a fulana queria aparecer conseguiu. Teve seus quinze minutos de fama (até bem mais do que quinze, por sinal).
Parabéns! Com essa publicidade toda vai acabar fazendo um pornozinho por aí. Um “Brasileirinhas”.
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Desde o tempo do Império Romano que Eu não via tanta notícia com o nome do Meu guri.
É Jesus pra cá, Jesus pra lá! Só que naquele tempo as manchetes eram “Jesus lota comício na montanha”, “Jesus condenado à crucificação”; agora é “Jesus faz compras no Leblon com Madonna”, “Jesus comanda as 'pick-ups' na noite carioca”.
Eu sempre acabo ficando meio confuso quando leio essas notícias. Tipo: será que o Meu guri já ta querendo aparecer de novo? Mas não. Não é ele. É só esse outro aí. Que, também, vou te dizer, ó: não sei a que que veio. Mas a Dona “Like a Virgin” é que sabe. Pra quem já namorou o Denis Rodmann...
Desde o tempo do Império Romano que Eu não via tanta notícia com o nome do Meu guri.
É Jesus pra cá, Jesus pra lá! Só que naquele tempo as manchetes eram “Jesus lota comício na montanha”, “Jesus condenado à crucificação”; agora é “Jesus faz compras no Leblon com Madonna”, “Jesus comanda as 'pick-ups' na noite carioca”.
Eu sempre acabo ficando meio confuso quando leio essas notícias. Tipo: será que o Meu guri já ta querendo aparecer de novo? Mas não. Não é ele. É só esse outro aí. Que, também, vou te dizer, ó: não sei a que que veio. Mas a Dona “Like a Virgin” é que sabe. Pra quem já namorou o Denis Rodmann...
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A propósito do Meu filho, mês que vem já é Natal, hein!
(Como o ano passou rápido! A gente vê e já é dezembro)
Dia 25 tem festinha aqui em casa pro aniversário do guri.
E ainda tem que comprar o presente do níver dele e de todo mundo pro Natal. Ufff!!!
E o pior é que eu vou ter que deixar pra última hora porque Eu tô até aqui de serviço até o fianl do ano. Só de pensar em entrar em shopping eu já desanimo.
(Como o ano passou rápido! A gente vê e já é dezembro)
Dia 25 tem festinha aqui em casa pro aniversário do guri.
E ainda tem que comprar o presente do níver dele e de todo mundo pro Natal. Ufff!!!
E o pior é que eu vou ter que deixar pra última hora porque Eu tô até aqui de serviço até o fianl do ano. Só de pensar em entrar em shopping eu já desanimo.
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Então era isso.
Escreverei assim que puder.
Então era isso.
Escreverei assim que puder.
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Sugestões, opiniões, pitacos, palpites
pelo e-mail god@voxdei.gov
terça-feira, 10 de novembro de 2009
"Morrissey: The Pageant of His Bleeding Heart", de Gavin Hopps - ed. Continuum (2009)
Morrissey é o melhor letrista britânico de todos os tempos


Li hoje uma pequena matéria na Internet que confirma uma impressão que sempre tive desde que comecei a ouvir os Smiths e me interessei em saber o que diziam as letras que acompanhavam aquelas melodias encantadoras e cantadas daquele jeito tão emocional: Morrissey é o melhor letrista do mundo da música! É o que também afirma o sr. Gavin Hopps, palestrante da Universidade St Andrews, e especialista em romantismo britânico que escreveu o livro Morrissey: The Pageant of His Bleeding Heart. Segundo o ensaísta, que já discorreu em outras oportunidades sobre o mundo pop-rock, a qualidade do ex-Smiths pode ser comparada à de mestres das letras inglesas, inclusive a um dos ídolos do cantor (e meu também), Oscar Wilde.
Principalmente quando descobri Smiths ficava vendo aquelas letras e percebia que aquilo era algo diferente. Tinha conteúdo, tinha sensibilidade, poesia, tinha texto e qualidade de escrita. Muito raramente se vê boa qualidade de escrita em música. Muitos tem contundência, muitos tem mensagem, muitos tem boa construção mas tudo junto, somado a um bom texto, não sei..., talvez só Dylan tenha.
Mas ainda que admita que outros tenham letras tão boas, Mozz tem ainda um diferencial: o jeito que canta. Poucas vezes eu senti alguém conferir tão perfeitamente o significado das palavras, expressões, das frases. Seja extremamente triste, seja cínico, seja apaixonad
o, irado, ele coloca a entonação exata no que canta.
Mas no que diz respeito às letras, em particular, considerava exatamente isso que afirma o professor Hopps, sem a mesma bagagem de estudo dele, de que Morrissey é um genuíno herdeiro da grande tradição de letras britânica. Em Londres mesmo, em uma revista li também algo a respeito reverenciando esta verve literário-poética deste inglês; recentemente li também o crítico, ex-roqueiro, Kid Vinil também tecer loas à pena de Morrissey.
É legal para fã ver este tipo de análise qualificada. Não que a do fã não tenha qualidade -pode ter, sim-, mas muitas vezes nos perguntamos até que ponto a admiração nos conduz, nos cega e acaba elevando o ídolo mais alto do que ele mereça. No caso de Morrissey cada vez mais fica evidente que nós fãs não estamos enxergando demais. É isso aí, mesmo. Morrissey escreve como ninguém.
Principalmente quando descobri Smiths ficava vendo aquelas letras e percebia que aquilo era algo diferente. Tinha conteúdo, tinha sensibilidade, poesia, tinha texto e qualidade de escrita. Muito raramente se vê boa qualidade de escrita em música. Muitos tem contundência, muitos tem mensagem, muitos tem boa construção mas tudo junto, somado a um bom texto, não sei..., talvez só Dylan tenha.
Mas ainda que admita que outros tenham letras tão boas, Mozz tem ainda um diferencial: o jeito que canta. Poucas vezes eu senti alguém conferir tão perfeitamente o significado das palavras, expressões, das frases. Seja extremamente triste, seja cínico, seja apaixonad
o, irado, ele coloca a entonação exata no que canta.Mas no que diz respeito às letras, em particular, considerava exatamente isso que afirma o professor Hopps, sem a mesma bagagem de estudo dele, de que Morrissey é um genuíno herdeiro da grande tradição de letras britânica. Em Londres mesmo, em uma revista li também algo a respeito reverenciando esta verve literário-poética deste inglês; recentemente li também o crítico, ex-roqueiro, Kid Vinil também tecer loas à pena de Morrissey.
É legal para fã ver este tipo de análise qualificada. Não que a do fã não tenha qualidade -pode ter, sim-, mas muitas vezes nos perguntamos até que ponto a admiração nos conduz, nos cega e acaba elevando o ídolo mais alto do que ele mereça. No caso de Morrissey cada vez mais fica evidente que nós fãs não estamos enxergando demais. É isso aí, mesmo. Morrissey escreve como ninguém.
Cly Reis
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
New Order - "Brotherhood" (1986)

Eu tenho uma teoria (mentirosa) que não existe nada melhor do que New Order. É a sensação que eu tenho no auge do solo de baixo de “Perfect Kiss”, curtindo a melodia de “Bizarre Love Triangle”, no início da bateria eletrônica clássica de “Blue Monday”, enfim, parece que enquanto se está ouvindo New Order a sensação é de que aquilo é a melhor coisa do mundo. Lógico que aí vem à cabeça um Kraftwerk, os Stones, uns Smiths da vida e a gente cai na real e vê que não é tanto assim. Mas que é demais é. Principalmente ouvindo o excelente “Brotherhood”, de 1986, que mais do que qualquer outro da banda passa essa sensação. Com “Brotherhood” parece que o New Order acha o meio termo entre suas experimentações eletrônicas e seu veio de banda de rock, encontrando o melhor entrosamento entre teclados-sintetizadores-bateria eletrônica com guitarra-baixo-bateria.
“Paradise” que abre o disco já dá mostra disso, com uma entrada de bataria falando alto, uma base eletrônica mas com aquele vocal melodioso de Barney Sumner e com o baixo de Peter Hook, como de costume, funcionando como uma guitarra; no que aliás ele é singular.
As seguintes seguem também esta linha de interação de elementos, com uma curiosa, até então, atenção para as guitarras que não costumavam figurar na música dos caras.
Um dos maiores hits da banda “Bizarre Love Triangle” não foge à esta regra e embora tenha predominância de elementos eletrônicos, vale a pena desviar a audição dos teclados e tudo mais para se ouvir o contrabaixo de Hook conduzindo a música com uma beleza admirável.
“All Day Long” que a segue é um dos pontos altos com seu final apoteótico com teclados soando como uma orquestra de violinos; e a próxima, “Angel Dust” é uma viagem dançante com uns samples de vozes em árabe, e que culmina num surpreendente e empolgante solo de guitarra.
O disco fecha com a quase acústica “Every Little Counts”, leve e descontraída a ponto de Bernard Sumner rir da própria letra durante a música, que acaba estranha e curiosamente com uma mistura de ruídos, como de uma agulha arranhando um vinil.
Muita gente prefere o álbum anterior, “Low Life”, que direciona mais para esta tendência eletrônica da banda, mas que na minha opinião ainda fica devendo no acabamento da idéia; outros preferem o posterior, também excelente, “Technique”, que é uma lapidação e uma mistura dos conceitos dos dois anteriores, mas ainda fico com o “Brotherhood” que é tão bom, que quando a banda quis retormar o rumo, foi nele que buscou referências para fazer o, também interessante, álbum “Get Ready” de 2001. “Brotherhood” é meio rock, meio eletrônico, meio acústico, meio Joy Division, mas sobretudo é totalmente New Order e a história acabou provando isso e fazendo justiça a esse álbum que quando lançado não teve tão boa receptividade. Tanto que a mal recebida “Bizarre Love Triangle” é hoje, provavelmente o “cartão de visitas” da banda em qualquer lugar no mundo.
Sei que ouvindo o êxtase da “orquestra” de “All Day Long”, o inusitado solo de guitarra vibrante em “Angel Dust”, aquele incrível baixo sempre solando soando como uma guitarra, aquela integração de percussão eletrônica com acústica como só Stephen Morris sabe fazer desde os tempos do Joy, afirmo que, pra mim “Brotherhood” é sim, o melhor disco da banda e, digo-lhes também, senhores, que não existe nada melhor do que New Order.
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FAIXAS:
“Paradise” que abre o disco já dá mostra disso, com uma entrada de bataria falando alto, uma base eletrônica mas com aquele vocal melodioso de Barney Sumner e com o baixo de Peter Hook, como de costume, funcionando como uma guitarra; no que aliás ele é singular.
As seguintes seguem também esta linha de interação de elementos, com uma curiosa, até então, atenção para as guitarras que não costumavam figurar na música dos caras.
Um dos maiores hits da banda “Bizarre Love Triangle” não foge à esta regra e embora tenha predominância de elementos eletrônicos, vale a pena desviar a audição dos teclados e tudo mais para se ouvir o contrabaixo de Hook conduzindo a música com uma beleza admirável.
“All Day Long” que a segue é um dos pontos altos com seu final apoteótico com teclados soando como uma orquestra de violinos; e a próxima, “Angel Dust” é uma viagem dançante com uns samples de vozes em árabe, e que culmina num surpreendente e empolgante solo de guitarra.
O disco fecha com a quase acústica “Every Little Counts”, leve e descontraída a ponto de Bernard Sumner rir da própria letra durante a música, que acaba estranha e curiosamente com uma mistura de ruídos, como de uma agulha arranhando um vinil.
Muita gente prefere o álbum anterior, “Low Life”, que direciona mais para esta tendência eletrônica da banda, mas que na minha opinião ainda fica devendo no acabamento da idéia; outros preferem o posterior, também excelente, “Technique”, que é uma lapidação e uma mistura dos conceitos dos dois anteriores, mas ainda fico com o “Brotherhood” que é tão bom, que quando a banda quis retormar o rumo, foi nele que buscou referências para fazer o, também interessante, álbum “Get Ready” de 2001. “Brotherhood” é meio rock, meio eletrônico, meio acústico, meio Joy Division, mas sobretudo é totalmente New Order e a história acabou provando isso e fazendo justiça a esse álbum que quando lançado não teve tão boa receptividade. Tanto que a mal recebida “Bizarre Love Triangle” é hoje, provavelmente o “cartão de visitas” da banda em qualquer lugar no mundo.
Sei que ouvindo o êxtase da “orquestra” de “All Day Long”, o inusitado solo de guitarra vibrante em “Angel Dust”, aquele incrível baixo sempre solando soando como uma guitarra, aquela integração de percussão eletrônica com acústica como só Stephen Morris sabe fazer desde os tempos do Joy, afirmo que, pra mim “Brotherhood” é sim, o melhor disco da banda e, digo-lhes também, senhores, que não existe nada melhor do que New Order.
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FAIXAS:
1."Paradise" – 3:50
2."Weirdo" – 3:52
3."As It Is When It Was" – 3:46
4."Broken Promise" – 3:47
5."Way of Life" – 4:06
6."Bizarre Love Triangle" – 4:22
7."All Day Long" – 5:12
8."Angel Dust" – 3:44
9."Every Little Counts" – 4:28
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Ouça:
New Order Brotherhood
2."Weirdo" – 3:52
3."As It Is When It Was" – 3:46
4."Broken Promise" – 3:47
5."Way of Life" – 4:06
6."Bizarre Love Triangle" – 4:22
7."All Day Long" – 5:12
8."Angel Dust" – 3:44
9."Every Little Counts" – 4:28
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Ouça:
New Order Brotherhood
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
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