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terça-feira, 16 de março de 2010

Morrissey - "Ganglord"

Para nós, fãs do cantor inglês, o novo clipe da música que fazia parte do single "The Youngest Was the most Loved", lançado em 2006 e que agora faz parte da coletânea de lados B e bootlegs chamada "Swords".
Curta aí:

segunda-feira, 15 de março de 2010

"O Segredo de Seus Olhos", de Juan José Campanella (2009)




Um envolvente misto de suspense, romance e policial, com deliciosas pitadas de humor e uma leve cutucada política, é um pouco do que pode-se dizer sobre "O Segredo de Seus Olhos", vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.
A trama toda é a de um ex-funcionário de um tribunal que resolve escrever um romance sobre um crime que investigou há anos atrás e recorre às suas memórias para refazer a trajetória dos fatos, se deparar novamente com eles e, de certa forma, ter a chance de reescrever a história.
O roteiro bem elaborado com uma ótima condução da trama, as caracterizações muitíssimo bem construídas dos personagens, diálogos naturalíssimos e bem cotidianos, e as brilhantes atuações da trinca principal de atores, sobretudo do bêbado (hilário) Sandoval, são alguns dos grandes méritos desta produção argentina que não à toa alcançou o que alcançou.
Por incrível que possa parecer, minha curiosidade inicial pelo filme deu-se porque li sobre um plano-sequência longo que se passava dentro do estádio do Racing. Não era só pelo fato de ser num estádio de futebol, o que já era interessante para mim que sou um apaixonado, mas também porque adoro os clássicos planos-sequência como o do início de "A Marca da Maldade" do Welles, o de "Boogie-Nights" ou o d"O Jogador" do Altmann. Este, de "O Segredo de Seus Olhos" certamente pode-se incluir desde já entre os melhores da catagoria, vindo desde uma tomada aérea sobre o estádio, entrando no campo, indo pra arquibancada, explodindo num momento de gol entre a torcida, e culminando numa perseguição às correrias pelo interior e escadarias do estádio, até acabar dentro do campo rente ao gramado. Demais!
Vale pelo plano sequência mas vale por todo o resto. O interesse do filme não se resume a isso.




Cly Reis

São Paulo Indy 300 - Um fiasco!

E a Fórmula Indy em São Paulo, hein!
Lamentável!
O mico do ano!
Um pista totalmente sem condições, originalmente imprópria para a prática da modalidade e não adequada para recebê-la.
(e o impressionante foi a organização do envento, os técnicos, os diretores de prova, seja lá quem for, não terem percebido que a pista era assim e que a coisa podia ficar daquele jeito.
E a transmissão da Band? Nossa!
Amadora! Amadoríssima.
Desinformação, cortes contínuos, tomadas inúteis e ridículas. Nunca mostravam a reta principal inteira, provavelmente por causa da poeira que levantava quando os carros passavam. Isso tudo sem falar que, pra não carregar nas críticas à pista e à organização (da qual a Band fazia parte), ficavam tentando tapar o sol com a peneira e desviar dos assuntos relevantes ou amenizar a coisa. E falar em "sol com a peneira" também só pode ser brincadeira da minha parte, né? Só se fosse a CHUVA com a peneira - e aliás, que chuva. O que só piorou a droga da pista que se já estava sem aderência virou um sabãozinho só, e ainda depois que parou de chover, não escoava a água. Cruzes!
O pessoal do twitter muito inteligente e oportunamente chamou a prova de SP Curling 300. é, tava mais pra curling, mesmo. Aliás o twitter era só zoação.
E esa foi a primeira prova de Indy no Brasil: pilotos reclamando, twitteiros zoando, o Luciano do Valle constrangidamente empolgado, a pista poeirenta, depois alagada.
Será que teremos no ano que vem?

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Nem vou falar da prova porque na verdade nem gosto uito de Fórmula Indy. Assisti mais pela curiosidade de ver uma prova em circuito de rua em São Paulo.
Em todo caso, a que possa interessar, vai aí a colocação:

1º) Will Power (AUS/Team Penske), 2h00min59s5693


2º) Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport), a 1s8581

3º) Vitor Meira (BRA/A.J. Foyt Racing), a 9s7094

4º) Raphael Matos (BRA/Luczo Dragon-de Ferran), a 10s4235

5º) Dan Wheldon (ING/Panther Racing), a 10s8883

6º) Scott Dixon (NZL/Target Chip Ganassi), a 11s3473

7º) Dario Franchitti (ESC/Target Chip Ganassi), a 12s0579

8º) Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold Racing), a 12s1654

9º) Helio Castroneves (BRA/Team Penske), a 12s7411

10º) Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport), a 13s4850

O Beijo no Gramado

A cena do volante Willians, do Flamengo, dando um beijo de desculpas no atacante Phillipe Coutinho, em quem acabara de cometer pênalti, numa falta grotesca, no cássico Vasco x Flamengo, disputado ontem no Maracanã, lembrou-me muito à do filme "O Beijo no Asfalto", onde Tarcísio Meira se abaixa no meio da rua e dá um beijo na boca de Ney Latorraca, recém um atropelado.
Curiosamente, o fato atual se assemelha também ao filme por igualmente suscitar piadinhas e especulações preconceituosas, mas no fundo, salvo algum exagero do volante, ou alguma preservação que ele devesse ter guardado contra as línguas afiadas, achei legal uma atitude dessas no futebol de hoje. Um cuidado quanto a ter cometido um exagero de virilidade, uma preocupação com a integridde física do outro. Isso é legal!
Willians demonstrou saber que falta é do jogo. Acontece! Só não precisa tirar a perna do outro fora. Mostrou que ali todos são colegas de profissão e que está todo mundo no mesmo barco, e que poderia ser ele, Willians, estendido no gramado. Enfim, um beijo cheio de significados mas todos eles positivos.