Ó o Bezerra aí de novo. O cara era um profeta.
Depois daquela do "Defunto Grampeado", ou melhor, os noivos grampeados, agora uma plantação de maconha na varanda de um apê na barra. E, de novo, já tinha uma música pronta pra isso.
Saca só essa:
A Semente
(Bezerra da Silva)
Meu vizinho jogou
Uma semente no seu quintal
De repente brotou
Um tremendo matagal (Meu vizinho jogou...)
Quando alguém lhe perguntava
Que mato é esse que eu nunca vi?
Ele só respondia
Não sei, não conheço isso nasceu ai
Mas foi pintando sujeira
O patamo estava sempre na jogada
Porque o cheiro era bom
E ali sempre estava uma rapaziada
Os homens desconfiaram
Ao ver todo dia uma aglomeração
E deram o bote perfeito
E levaram todos eles para averiguação e daí...
Na hora do sapeca-ia-ia o safado gritou:
Não precisa me bater, que eu dou de bandeja tudo pro senhor
Olha aí eu conheço aquele mato, chefia
E também sei quem plantou
Quando os federais grampearam
E levaram o vizinho inocente
Na delegacia ele disse
Doutor não sou agricultor, desconheço a semente
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Ouça a música:
Bezerra da Silva_A Semente
Agora dêem uma conferida na notícia:
Plantação de maconha em cobertura de prédio no Rio
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Os Causo de Dois Morro - O Nemar
Eu tô vendo essa história toda de Nemar pra lá, Nemar pra cá. Piá passado esse!
Isso é falta de um relho no lombo em casa! Mas dexa isso pra lá...
Mas isso tudo me alembrô que em Dois Morro também tinha um Nemar e também era assim meio metido a besta que nem que esse aí.
Jogava no Doismorrense e tinha mania de contrariá as ordenação do véio Arlindo Cachaça (sardoso Arlindo Cachaça, que Deuzotenha). Um dia, num jogo lá, teve um penárti a nosso favor e como o guri, que na época ainda se era só conhecido como Argemiro Firula, tinha fazido umas frescura na hora de chutá e já ia pra uns trêis ou quatro os golo que ele tinha desprediçado, o véio Arlindo não dexô ele cobrá o friquique. Ah, mas aquele vivente ficô muito do brabo. Sortô cobras e largato pra cima do nosso treinador mas o nosso capitão, o Marafo, foi lá e paziguô a situação.
O Véio que não era de dexá as coza assim, tirô logo o piá da cancha. Aí que piorô de vêiz. Foi a gata d'água: o guri saiu falando tanto imporpério, tanto nome-feio que as gente que via o jogo ali na cerca, revortado, gritaro pra ele, "Não fala assim com os mais velho. Tu não tem ducação, anemar? É, tu é um anemar, mesmo". E foi que todo o resto do pessoar que companhava a peleja em vorta do campo gritaro "Nemar, nemar, nemar!!!", e aí que ele ficô conhecido como Nemar pro resto da vida.
Como depois do espisódico ninguém mais quis saber dele, de chamá ele pra jogar, ele largô do futebór. A úrtima notiça que se teve dele foi que se mudô pro Brasir, se entregô pra cachaça e morreu na pobreza.
Agora, imagina: desrespeitá o véio Arlindo Cachaça!
Piá abusado!
postado por Chico Lorotta
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"Resident Evil 4: O Recomeço", de Paul W.S. Anderson (2010)
Me prestei ontem a ir assistir ao "Resident Evil 4: O Recomeço".Nossa!!!
Pegaram duas xícaras cheias de "Matrix", quatro colheradas (de sopa) de "Madrugada dos Mortos", uma pitada de "Predador", botaram tudo num liquidificador e acrescentaram depois uma bela dose de 3D.
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| O monstrengo do machado. Quem é? o que é? De onde veio? Perguntas sem resposta. |
Só pra não deixar passar, vale a pena também pela Mila Jovovic, a Alice, que a propósito, começa a mostrar sinais de idade, mas que não a desvalorizam em nada - muito pelo contrário - tá, assim, que nem vinho: melhorando com a idade. Mas, marmanjos, boa mesmo é a coleguinha, a tal da Claire, interpretada por Ali Larter ("Premonição 1 e 2"). Se o filme não valesse por mais nada, valeria por ela. Muito gata!
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| A duplinha Larter/ Jovovic . É mole ou quer mais? |
Trailer: "Resident Evil 4: O Recomeço"
Cly Reis
domingo, 19 de setembro de 2010
cotidianas #50 - "A Gafieira do Mané João" *
Mané João
Lá na gafieira
De Mané João
Toda brincadeira
Acabou no chão
Tinha inimigo no meio do salão
Zé da Capoeira fazendo exibição
Tinha cabelo grande mas não tinha molho
Mané ficou de olho
Escondeu Margarida na cortina
E gritou ninguém transa com a menina
E só terminou a brincadeira
Com o sangue escorrendo na ladeira
E era muito sangue pra pouca ladeira
Lá na gafieira
* baseado na música "Mané João" de
Erasmo Carlos e Roberto Carlos (1972)
Ouça a música:
Mané João_Erasmo Carlos
terça-feira, 14 de setembro de 2010
cotidianas #49 - "Glória (Junkie-Bacana)"
Meu caro vizinho
Eu sou um cara legal
Meu telefone é 477 etc. e tal
Ontem à noite exagerei no barulho
Eu peço que me desculpe
Eu sei que é demaisMijar na janela
Chamando por Deus
E gritando o nome dela
Todo grande amor incomoda
E o mundo todo, todo, tem que saber
Que ela errou, e eu errei
Então eu declarei guerra
Paz na terra é só pra quem tem coragem
Quem perde no amor sempre faz papel de covarde
Faz bobagem, faz bobagem
Ho, ho!
Meu caro vizinho
Não me leve a mal
Depois que eu fiquei sozinho
Dei pra beber bem além do normal
E a fazer coisas meio sem sentido
E é desse jeito
Que eu tenho vivido
Não leve a mal
Um cara assim tão a perigo
E no mais, um abraço
Meu prezado amigo
Glória (Junkie-Bacana)
(Cazuza e Lobão)
do álbum "O Rock Errou" de Lobão (1986)
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