quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
The Pogues - "Peace & Love (1989)
"Essa porra de mundo tem dez anos para se ajeitar. Dez anos."
Shane McGowan
Num primeiro momento pode parecer apenas um bando de irlandeses bêbados. Talvez porque seja realmente um bando de irlandeses bêbados.
Não, não. É uma maldade afirmar isso além de ser apenas parte da verdade: digo que não é toda a vadede porque alguns membros da banda são ingleses e ademais, de bêbado mesmo, efetivamente, só se pode chamar o vocalista e líder da banda Shane McGowan que já foi internado várias vezes, já sumiu e foi dado como desaparecido, entre outros fatos de menor relevância.
Mas não deixe-se levar pelas fanfarras nas músicas, pelo vocal embriagado de Shane ou pelos eventuais temas de bebedeiras, rum e vidas vazias. Tudo isso esconde na verdade um som interessantíssimo oriundo do punk rock britânico, mas incrementado com sons de música tradicional irlandesa, raízes celtas, com toques do country rock americano, o melhor do folk e do southern rock yankee; doses de jazz; inspiração nas trilhas de filmes-noir e muitas experimentações instrumentais diversas de origens e etnias diferentes. E "Peace and Love", álbum do The Pogues lançado em 1989, pouco conhecido pelo grande público mas um dos mais bacanas daquele período ali do final dos 80, tem um pouquinho de cada um desses elementos, resultando num trabalho bem diversificado e eclético dentro da proposta da banda.
"Gridlock", a instrumental que abre o disco poderia ser tranquilamente tema de um filme antigo policial ou de espioagem; "White City" que a segue é um country-rock de levada descontraída; já "Young Ned of the Hill" nos leva a sons árabes e ciganos; e a bonita "Misty Morning, Albert Hill" é praticamente uma canção tradicional irlandesa considerando seu arranjo e instrumentação.
"Cotton Fields" um punk-rock acelerado acompanhado de um acordeão que parece uma locomotiva é uma das grandes dos disco; "Blue Heaven" é alegre, ensolarada e traz elementos de música latina e salsa; e "Down all the Days" baixa um pouco a rotação numa belíssima canção aparentemente simples mas muito bem arranjada e bem trabalhada pelo produtor Steve Lillywhite.
Em "Lorelei", ma canção nada mais que simpática, McGowan retoma a parceria com Kirsty McColl com que gravou o maior sucesso da banda "If I Should Fall from Grace with God" e com quem gravaria depois ainda uma faixa para o projeto Red Hot +Blue, chamada "Just One of Those Things".
"Gartloney Rats" é divertidíssima com seu estilão cancan de cabaré; assim como a acelerada "Boat Train", exemplo perfeito daquilo que eu havia mencionado no início: um bando de bêbados irlandeses. Na misteriosa "Tombstone' voltam a explorar ritmos orientais; o disco contnua com "Night Train to Lorca", outra muito legal, trazendo todo um climão de filmes western; e homenageiam Londres em "London You're a Lady", um belíssimo valseado conduzido pela voz ébria de McGowan. Mas é "USA" a grande música do disco. Uma canção intensa, bem percussionada destacando bem a bateria, em uma interpretação admirável de McGowan e uma harmônica matando a pau durante toda a música. Show de bola!
A capa tem uma curiosidade interessante: note que o boxeador tem 6 dedos na mão direita, o que permite que se escreva a palavra PEACE do título do álbum com uma letra em cada um deles, exceto o polegar.
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FAIXAS:
1."Gridlock" (Jem Finer, Andrew Ranken) - 3:33
2."White City" (Shane MacGowan) - 2:31
3."Young Ned Of The Hill" (Terry Woods, Ron Kavana) - 2:45
4."Misty Morning, Albert Bridge" (Finer) - 3:01
5."Cotton Fields" (MacGowan) - 2:51
6."Blue Heaven" (Phil Chevron, Darryl Hunt) - 3:36
7."Down All The Days" (MacGowan) - 3:45
8."USA" (MacGowan) - 4:52
9."Lorelei" (Chevron) - 3:33
10."Gartloney Rats" (Woods) - 2:32
11."Boat Train" (MacGowan) - 2:40
12."Tombstone" (Finer) - 2:57
13."Night Train to Lorca" (Finer) - 3:29
14."London You're A Lady" (MacGowan) - 2:56
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Ouça:
Pogues Peace and Love
Cly Reis
terça-feira, 20 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Os Causo de Dois Morro - Grandes nome nascido em Dois Morro
Pôca gente sabe mas Dois Morro é responsáver por grande número de gente importante e personalidade istórica.
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Diz que Betovo também seria um Doismorrense. Mas sempre que alguém perguntava p'ele se era ou não ele num ouvia, entonce que persiste a dúvida. |
Marilin Mão-Rói tomém nasceu lá. Sim, senhor! Essa alemoa tinha mania de roê as unha. Roía, roía até ficá em carne viva. Por isso o pessoar da cidade chamavo ela assim: Marilin Mão-Rói. Era tão nervosa que dispois passô a tomá uns remédio e morreu-se por causa disso.
O tar de Aírto da Sirva que corria umas carrera de cancha-reta lá pelas grota e um dia ganhou na Mega-Sena e passaro a chamé ele de Airto Senna; tinha uns metido a artista: o tar do Van Grogue, um maluco que pintava uns quadro tudo esquisito e qui era chamado assim, de Grogue, porque vivia sempre tragueado. Bebia tanto, tanto qui um dia tentando fazê as barba, errô e cabô tirando um do zovido; e ôtro sujador-de-parede que nasceu pras nossas banda lá foi o tar do Miguel Ângelo. Um pintorzinho assim meio mais ou meno, que pintô o teto da igrejinha de Dois Morro. Té qui não ficô muito feio.
Ah, tem tamém o Chega-e-espirra que escreveu aquele conto sobre a goiabada com quejo chamado “Romeu e Julieta” e ganhou esse pelido porcaus'deque tava sempre pestiado e já chegava na cas dos ôtro espirrando; tem tomém o Graão Béu que invencionô o telefone celulósico; a Cleópa aquela bonitona que foi mora nos Egípcios; o Curto Cabaia que era um guri que cantava uma música barulhenta chamada "Cheira a Catinga Juvenir" e que, como era cobaia, morreu-se numa experiênça de atirar no própio quengo só pra vê o que 'contecia; O Napoleão que era um maluco que vivia dizendo que era Napoelão... Ah, muita gente buena!
Como cês pode percebê, Dois Morro tem paper fundamentar não só na ciênssa, como nas arte, como na conomia e em todos os campo da história da umanidade.
Mas o grande nome mesmo da hestória de Dois Morro e até mesmo da humanidade foi José Maria Catulino Azambuja Nepomuceno de Almeida Soares Santos Silva da Silva Zung Tsei da Silva Roosevelt Czrlyck Pereira Ferreira Macieira Pedreira Moreira Oliveira Arantes do Nascimento da Anunciação Cambraia Zuninga Xinapre Rodrigues Brasileiro Doismorrense de Orleans e Bragança.
Grande nome.
Mas nóis chamava ele só de Tico.
Mas que era um dos maior nome da estórea, isso era.
postado por Chico Lorotta
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