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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sangue de craque na família

O Rolo Compressor Colorado de 1945.
Tio Adão é o quarto agachado, da esq. para a dir.
Adão em destaque
na foto
Dando uma olhada no retrospecto dos jogos de Internacional e Estudiantes, que fazem o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana hoje à noite, descobri não só que o Colorado nunca perdeu para o clube argentino, como também que em um dos confrontos em 1948, meu tio em segundo grau, Adãozinho, marcou um dos gols na vitória por 3x1. Adão Nunes Dornelles era irmão de minha avó Isaura Dornelles que depois veio a ter acrescido o Reis do marido, sobrenome que herdo também.
É, por incrível que pareça eu que não jogo nada tive na família um tio que foi craque de futebol. Craque mesmo! Adãozinho, alcunhado como "o atacante satânico" por Ary Barroso, fez parte do time chamado "Rolo Compressor" do Internacional, na década de 40 com destaque, chegando inclusive à seleção brasileira que disputou a Copa de 50 na qual jogou duas partidas, tendo ainda uma passagem de sucesso pelo Flamengo após a Copa.
Bom jogar não jogo muito mesmo, mas talvez por causa desse sangue futebolista eu seja tão apaixonado por futebol.
Tomara que meu "achado" na internet seja um bom presságio para a decisão de hoje à noite.
Que o Tio Adão esteja lá em cima passando aquela energia positiva e iluminando o Nilmar pra meter uns golaços naqueles argentinos.

Cly Reis

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Inter na final da Sul-Americana


Há quem ache a Copa Sul-Americana desimportante, quem desdenhe dela, quem coloque times reservas e tudo mais. Realmente, é inegável que a grande competição da América do Sul é a Libertadores. Ninguém afirma o contrário. Mas acho que isso não invalida o fato de que a Copa Sul-Americana é a 2° competição mais importante do continente e sendo que neste ano, a primeira já tem seu campeão, cabe aos que tiveram direito à participação neste outro certame internacional, disputar honrosa e honradamente uma competição expressiva, lucrativa e de visibilidade, justificada até pelo mero fato de que a partida da última quarta-feira, semifinal entre Internacional e Chivas Guadalajara, foi transmitida para 64 países. E as cotas de TV? São baixas? Que nada! Tem as cotas e a premiação por fases alcançadas, que também não são tão altas quanto às da Libertadores, mas como eu já salientei, este torneio é o segundo em importância. Não poderia pagar mais ou igual. Estar abaixo da Libertadores não desvaloriza a Sul-Americana. Apenas coloca corretamente a hierarquia das competições.
O fato é que o Sport Club Internacional está na final desta copa e como qualquer um que venha a chagar em uma fase tão avançada, valoriza a competição na qual se encontra e concentra seus esforços nela.
Ora! O Internacional nos últimos dois anos conquistou o principal torneio continental, a Libertadores, e por extensão dela, teve o direito à disputa da Recopa Sul-Americana, a qual venceu também, e agora tem a possibilidade de conquistar o único título continental que não possui e que aliás, nenhum clube brasileiro conquistou. Cara, é mais um título internacional a se somar, além dos que citei, à Copa Dubai conquistada este ano e ao Mundial de Clubes de 2006.


Tem-se falado que ainda este ano por conta desta circunstância envolvendo uma possível punição à Federação Peruana abririam-se três vagas à Libertadores da América, e que uma delas poderia vir a ser do vencedor da Sulamericana. Olha, seria ótimo! Adoraria! E sei que o clube está se mobilizando para que a Conmebol homologue isto. Mas cá entre nós, por tudo isso que coloquei anteriormente: grana, visibilidade, hegemonia em todas as competições continentais em um curto período, mais um título na história, mais um título internacional, mais um título internacional no ano... Olha, por tudo isso, independente de dar vaga para a Libertadores ou não, eu quero ganhar a Sulamericana.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

As Melhores Capas de Discos








Grandes capas de discos. Aqui vai uma seleção das 10 melhores capas de discos, na minha modesta opinião.
No topo da minha lista está o Joy Division e seu "Unknown Pleasures" com sua capa minimalista, enigmática, que é na verdade um medidor de pulsos de uma estrela, em uma concepção de Peter Saville que aparece novamente na lista com a ótima capa de "Power, Corruption & Lies" do New Order, banda fruto do Joy, da qual o designer sempre foi colaborador.Outro que faz "dobradinha na minha lista é Andy Wahrol com a famosa capa do Velvet e com a provocante "Sticky Fingers" dos Stones.
Capas como as do PIL (Public Image Ltd.) "Metalbox" e a do Marley em seu "Catch a Fire" podem parecer muito simples numa primeira olhada mas sua concepção, conceito e formato as justificam. "Metalbox" vinha, efetivamente, em uma caixa de metal. O LP ficava em uma lata tipo rolo de filme que funcionava quase que como "proteção" ao ouvinte quanto ao material contido ali. "Catch a Fire", caso não dê pra notar, imita um isqueiro e aí, quanto ao conceito, em tratando-se de Bob Marley, não precisa falar mais nada. Uma curiosidade é que, assim como o álbum do PIL, este foi concebido para o formato vinil e sua capa abria como se fosse o isqueiro, mesmo, para cima.
A do Alice Cooper também pode se enquadrar nessas aparentemente comuns, mas note que a capa imita uma carteira de couro e as do "Sgt. Peppers..." e do "Dark Side..." dispensam comentários.

Dêem uma olhada na lista e se quiserem deixem a sua também.

Menções honrosas também para "Physical Graffiti" do Led com sua capa cheia de janelas, símbolos e enigmas, também para "Mezzanine" do Massive Attack, "Bandwagonesque" do Teenage Funclub, "Highway to Hell do ACDC, "Number of the Beast" do Iron, "In the court of King Crimson", "The Queen is Dead" dos Smiths, "Songs to Learn and Sing" do Echo com foto de Anton Corbjin e "Violator" do Depeche, concebida pelo mesmo, e ainda para a demoníaca "Live Evil" do Black Sabath com suas figuras simbolizando cada um dos seus clássicos.
ABAIXO, AS MINHAS 10 MELHORES:


1. Joy Division, "Unknown Pleasures"; 2. The Velvet Underground and Nico, "The Velvet Underground and Nico; 3. Nirvana, "Nevermind"; 4. PIL, "Metal Box"; 5. The Beatles, "Sargent Pepper's lonely Hearts Club Band"; 6. Alice Cooper, "Billion Dollar Babies; 7. bob Marley and the Wailers, "Catch a Fire"; 8. New Order, "Power, Corruption and Lies"; 9. Pink Floyd, "The Dark Side of the Moon"; 10. The Rolling Stones, "Sticky Fingers"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O bebê da capa de "Nevermind" continua perseguindo a nota de 1 dólar



Olha só que barato!
O bebê que aparece mergulhado numa piscina perseguindo uma nota de dólar na capa de "Nevermind" do Nirvana, uma das melhores de todos os tempos, reeditou a foto 17 anos depois posando novamente, praticamente na mesma pose. A diferença é que desta vez, Spencer Elden, o "bebê", aparece com uma bermuda e não como veio ao mundo, como na foto original.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fellini "O Adeus de Fellini", "Fellini Só Vive Duas Vezes", "3 Lugares Diferentes", "Amor Louco"e "Amanhã é Tarde"


Chegou, para mim, na semana passada uma encomenda que fiz do selo Baratos Afins de São Paulo que é o CD da banda Fellini com os álbuns "O Adeus de Fellini" e o "Fellini só vive duas vezes" juntos num 2 em 1.
Pra quem não sabe a Baratos Afins é uma gravadora independente que atuou mais intensamente nos anos 80 tendo em seu cast bandas como Mercenárias, Smack, Akira S e o próprio Fellini, além de outros nomes do underground do rock brasileiro.
O Fellini nunca foi conhecido do grande público, nunca estourou vendagens nem emplacou hits, mas gozava de um grande respeito de críticos, músicos e do pessoal alternativo desde o seu aparecimento. Lembro que a Bizz, que na época era a maior revista do segmento musical no Brasil, costumava eleger todos os anos os melhores em diversas categorias e na escolha do público dava, Titãs, Legião, Paralamas e para crítica, Fellini. Eu ficava curioso pra saber do que se tratava. Por que esta banda tinha tal simpatia dos especialistas? Só fui conhecer algum tempo depois, num especial na TVE de Porto Alegre, com trechos de um show, acho que realizado na Reitoria da UFRGS. Conheci ali gostei e fiz o processo retroativo, fui buscar os tais dos discos que a Bizz tanto elogiava e relamente não me decepcionaram.
Curiosamente o primeiro disco da banda chama-se "O Adeus de Fellini", um álbum de uma banda pretensiosa (num bom sentido), cheia de gás, ainda com respingos de punk e com bastante influência do rock inglês. Destacam-se "Funziona Senza Vapore", "Rock Europeu", a agressiva e sarcástica"Cultura" e a adorável "História do Fogo".
"Fellini só vive duas vezes", o segundo disco, gravado num mini-estúdio de 4 canais, apenas pelo núcleo da banda, o volcalista Cadão e pelo guitarrista Thomas Pappon, ainda traz esse rock inglês incorporado mas já apresenta alguma queda para o samba e para a bossa-nova, além de muitos experimentalismos, que se dão muito, em parte, por conta da limitação técnica de serem apenas os dois e uma bateria eletrônica, que ainda soa muito crua e pouco trabalhada neste disco.
"Tabu" é um poema declamado sobre uma base samba-canção, "Mãe dos Gatos" e "Socorro" e as duas "Padre Hippie" demonstram bem o experimentalismo e alguma inconseqüência do disco, que tem destaque para "Domingo de Páscoa", a melhor do disco, que também tem uma levada meio samba e traz o "trumpete-bucal" de Cadão Volpato, como ele mesmo definiu.
O resultado destas duas experiências anteriores chega preciso e afinado no terceiro álbum, "3 lugares diferentes", no qual o rock, o pop, o samba, a bassa-nova e os experimentalismos estão todos juntos mas com um produto final muito mais maduro.
Mesmo a batida eletrônica que soava crua para se fazer sambas, neste disco volta aparecer mas fica mais bem entrosada com os outros elementos e a proposta do samba/rock/bossa-nova fica maravilhosa em "Ambos Mundos", "Teu Inglês", "Lavorare Stanca" e "Rio-Bahia". As "doideiras" do disco anterior aparecem também neste mas neste, mais musicais, como em "Rosas" e "Onde o Sol se Esconde". "Massacres da Coletivização" lembra o pop-rock do primeiro disco, "Valsa de la Revolución" mistura espanhol com português com uma letra falada sobre uma base de bateria eletrônica e "Zum Zum Zum Zazoeira" com uns efeitos de bichos na introdução tem um sotaque meio nordestino e soa até meio regionalista.
Depois destes o Fellini trocou de gravadora, saiu da Baratos e foi para a Wop-Bop e lá lançou o bom disco "Amor Louco" no qual esta linguagem samba já estava bem consolidada. A ótima faixa título é doce e delicada, "Cidade Irmã" traz uma poesia urbana cheia de imagens e "Kandinsky Song" é arrebatadora.
Soube que o Fellini tentou ainda mais uma experiência posterior, com o álbum "Amanhã é Tarde", mas que não teria sido muito bem sucedida. Este eu não ouvi e não posso opinar, mas dos que conheço posso dizer que entendo perfeitamente porque a crítica tomava aquele rumo diferente da opinião geral, mesmo diante de álbuns como o "Dois" do Legião e o "Cabeça Dinossauro" dos Titãs, dos quais o ótimo "3 lugares diferentes", por exemplo, é contemporâneo.
Pra quem quiser dar uma conferida, abaixo links de dois trabalhos da banda: "O Adeus de Fellini" e "3 lugares diferentes".

















Ouça:
O Adeus de Fellini
Três Lugares Diferentes

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Coluna dEle #4


Novamente aquela participação toda especial de ninguém menos que Ele.

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Ôpa, tô chegando!
E aí, galera, beleza?
Andei vendo a lista da Première dos mais sexy do cinema e achei legal.
Gostei de ver a Marilyn na primeira posição. Considero uma das minhas boas obras do sexo feminino. Essa Eu dei uma enchidinha, ela ficou fofinha, meio Renascentista, mas ficou bem boa. Até hoje assisto “Quanto mais quente melhor” só por causa dela. Tá bem... Não é só por causa dela. O Lemmon vestido de mulher tá demais também nesse filme (hehehe).
Brando, Valentino, Dean, Clooney. Muito justo. Todos são foda, mesmo. Mas vamos nos ater às mulheres: Brigitte, Sophia com seus peitões, Liz Taylor que tá inexplicavelmente lá atrás na lista, Cardinalle (mmm!!!) e Ava, o melhor animal do mundo, como disse o Cocteau.
Com muito calo na mão Eu fiquei por causa delas... E olha que fui Eu mesmo que as fiz.
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E a corrida do domingo, hein!
Que coisa!
Eu fiquei aqui dizendo pro Pedrinho não abrir o registro. Não abre, não abre. Aí lá no final eu achei que seria só assim pro Massa ganhar e disse “então abre a torneira, Pedrinho”. Desabou a chuva e aí todo mundo viu o que aconteceu. Vettel passou o Hamilton mas o burro do Glock não trocou pneu. A água do Pedro ajudou um pouco mas não muito, né?
Mas de qualquer forma a corrida foi demais. Há muito tempo que eu não via uma assim.
Dizem que Eu sou brasileiro, que fico ajudando. Que nada! É só porque Eu acho o Massa mais piloto. Eu curto mais ver o Massa correr. E já que o Ayrton já tá aqui em cima comigo, acho justo, de repente, que vocês tenham outro cara bom por aí.
Mas aguardem. Eu lhes garanto que o Massa vai lhes dar muitas alegrias.
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Tenho recebido muita reza da torcida do Grêmio pedindo título brasileiro e coisa e tal.
Cara, tentei ajudar, minhas forças quase se esvaíram, mas não dá pra fazer mais que isso com um time daqueles. Tem uns caras muito ruins ali. Vou tentar dar uma força pra vocês irem pelo menos pra Libertadores, mas título, cara, aí nem Eu posso fazer milagre.
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Estréia 6ª. Feira o novo Bond, “Quantum of Solace”. Não gostei do nome. Gostava mais daqueles títulos mais impactantes, mais definitivos, meio dúbios e tal. Também não sou muito do Craig, sempre gostei mais do Roger Moore, que tinha uma cara de cínico do caramba. Mas vou assistir de qualquer maneira. Vi todos até hoje.
A “nêga veia” aqui não entende como é que Eu posso gostar tanto desses filmes de tiro, explosão e tudo mais. Digo pra ela que isso é coisa de homem. Ela não gosta das novelas dela? Então.
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Lembram que Eu comentei de ter lido numa revista aquele lance da Piovani com o Dolabella e de ter avisado que não ia dar certo?
Porra! Não precisava nem ser EU pra saber, né?
Mas sendo Eu quem sou, não tinha a menor dúvida de que a coisa ia mais ou menos por aí.
Eu que fiz os dois e sei o que tem ali dentro.
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E nos "Istêits" deu Obama.
Olha pode ser quem for, Obama, McCain, Schwarzenegger, qualquer um, desde que parem de Me atapalhar, já me serve. De repente a coisa tá meio desajustada em algum lugarejo no globo terrestre, uma coisinha qualquer que só precisaria de um papinho, uma gelada numa mesa, Eu já tô dando um jeitinho pras coisas voltarem às boas, quando chega o Presidente Americano e diz que vai "intervir". Pronto! Bombardeia, desembarca exército e o escambal.
Sabe que que é: é que o Coisa-Ruim, lá debaixo, vê a facilidade que é fazer a cabeça daqueles caras e aí, véio, chega no ouvidinho deles, sopra umas coisinhas e de repente eles estão "amigados" fazendo merda no mundo inteiro e perturbando a Minha ordem. O Bush Jr. é um desses que era muito amigo do Chifrudo.
De minha parte, vou tentar fazer com que o este novo presidente fique longe dessas companhias.

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Por hoje era Uílson!
Até a próxima, pessoal.
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contatos, sugestões, críticas pelo e-mal:

Os mais sexy do cinema



O site Première, especializado em cinema, publicou sua lista dos 100 mais sexy do cinema em todos os tempos. Dessa vez gostei da lista. Tirando uma coisinha aqui, outra ali fora de lugar, como pro exemplo a Halle Berry estar entre os 10, o que acho demais pra bolinha dela, se bem que ruim é que ela não é, né? (Vamos combinar).

James Dean pra mim seria o que viria imediatamente após os três do pódio e Russel Crowe não deveria estar sequer relacionado. Mas são apenas questões de preferência. A lista está boa no geral.

Na ponta a quentíssima Marylin, seguido por Brando e pela Bardot. Trinca insuperável essa, hein!

Vejam aí o top 10:


Marilyn, no topo da lista.
1. Marilyn Monroe

2. Marlon Brando

3. Brigitte Bardot

4. Rudolph Valentino

5. Angelina Jolie

6. James Dean

7. Sean Connery

8. Raquel Welch

9. Brad Pitt

10. Halle Berry


Confira o resto da lista no site da Première no link aí embaixo:


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "Por um tantinho assim"




Hamilton? Massa?
Cês acha qui aquilo foi corrida disputada? Qui aquilo foi final emocionativo?
Hmmff!!! Aquilo num foi, é, nada!
Carrera braba mesmo, com finarzinho de mareá os olho até de domador de touro chucro, foi a que se deu-se em 1849 em Dois Morro.
Naqueles tempo não tinha auto de motor ainda, entonce que a corrida era de carroça mesmo. Era cousa mui concorrida esse páreo e vinha gente do mundo intero pra ver o Grande Prêmio de Dois Morro. Vinha também gente das estranja pra corrê: vinha índio das Ulropa, das Constantinopla, das Pérsia, de Esparta e tudo mais quanto é lugar. Mas os nêgo bão mesmo era um tar de Luiz Amílton, que tinha um potro lindo que puxava a carroça, meio cinzentado que ele batizô Flecha de Prata, e um otro, um colono que chamavam de Felipe “Macarrão”, que tinha esse pelido por adorá um bom prato de massa com guizado. Esse aí tinha uma carroça vermelha, vistosa e um tordilho preto que puxava ela que ele chamava de Ferrado.
O causo é que o tar de Amílton tinha ganhado uma corrida a mais que o Macarrão e por causa disso podia até perdê que mesmo assim ganhava o prêmio, qui era um boi, ofrecimento generoso do Coronézinho . Isso porcausdeque tinha chegado uma vez a mais em segundo, e entonces que o Macarrão, que era mui querido das gente da cidade, tinha que ganhá e o Amílton completá só pra mais de tercêro. Em quátrimo, cínquimo... Qualqué cousa, só num podia ganhá nem sê segundo, nem tercêro.
Pois entonce que começô o troço e o Macarrão num tardô em sartá pra diante. O Flecha de Prata saiu meio que manquitolando mas mesmo assim fico em segundo.
Eles seguiro assim por umas 150 vorta (a corrida ia tê 165) até que começou uma chuvarada. Mais, meu Deus, um toró que tu não faizidéia! Aí, qui como os pangaré começaro a atolá, tivero que ir pras baia trocá as ferradura.
Foi aquele alvorolço: toda a peonada, moiada feito uns pinto, se apurando pra trocá os casco e dá água pros bicho.
E voltaro pra cancha. A peonada do Macarrão foi mais ligera e ele vortô inda na frente. O Amílton vortô atráis e ainda com o tar de Sebastião no cangote dele.
A corrida, foi, foi, até qui chegô a úrtima vorta. O tar do Luiz Amílton já tava atráis, com o tordilho dele rengueando e a água batendo forte, a ainda pra piorá o Sabastião, com seu pangaré meio avermeiado que levava o nome de Toro Encarnado, foi passando. Botô as fuça, botô meio-corpo, corpo intero e tava na frente dele. O Amílton tava em muitíssimo atrais e não ia ganhá mais de jeito manera.
O Macarrão tava mais forgado que peido em bombacha, lá na diantera quando aconteceu o acontecido: na reta derradêra um dos pangaré tropicô e os otro tudo foi junto. Foi aquela misturança de perna de cavalo pra tudo que era lado. Os que vinha traís caía junto. E era lama, bicho caído, carroça quebrada e nisso o Macarrão já tinha cruzado a faxa de ganhador. As gente, tudo encostada na cerca tava numa faceirice igual a piá qui levanta a saia de guria, quando o Amílton apareceu no início do retão só com um pangaré rengo na frente dele e do Sebastião, que já tinha passado ele antes. O potrinho esse, fraquinho que tava, não agüentava nem puxar mais a corroça, até qui o Sebastião foi passando, o Amílton passando, os dois passáro e o potrinho caiu sem força. Agora era só o Amílton comemorá! Não... não era. E não é que o Amílton me tropeça num otro qui tava caído? A claque que tava acabrunhada se ouriçô dinovo. Mas a pista tava mas encharcada que cuêro de nenê mijão e no caí no chão, o Amílton foi deslizando, deslizando, até que parô na berinha da linha de chegada. O povo vibrô di novo achando que não tinha dado pra ele. Mas aí o Intendente Geral que ia dá o aceno de lenço pro ganhador, desceu do palanque foi até a cancha e viu que a crina do bicho tinha passado da linha. E pronto: o Amílton chegou em tercêro por causa da crina do bicho.
O dia foi de muita tristeza pra gringaiada que queria vê o Macarrão ganhá. O Luiz Amílton comemorô feito lôco e carneou o boi qui ganhô pra fazer uma churrascada pros seus.
O Macarrão ficou sorumbático uns dia, mas logo se recompôs e depois ganhô muitas e muitas otras temporada.
Foi a carrera mais impressionante que teve em Dois Morro e em qualqué lugar do mundo, podetêcerteza.
Por uma crina de cavalo!


postado por Chico Lorotta