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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coluna dEle #5


Antes do Natal, nada melhor do que uma palavrinha dEle.
Com vocês... Vocês sabem quem.

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Olá! Boas!
Sei que, principalmente aí no Brasil, a coisa não tá lá muito boa com esse aguaceiro todo que tá caindo mas Eu juro que tô tentando dar um jeito. O Pedrinho e Eu, aqui, estamos tentando arrumar as coisas e daqui a pouquinho tudo vai voltar ao normal.
O pessoal implora por Mim, outros me põe a culpa, se perguntam como é que Eu posso estar fazendo uma coisa dessas, se Eu não estou vendo isso, olhando pra eles e tal, mas, galera, o papo é que tudo isso é culpa de vocês aí embaixo. Vocês detonam todo o sistema, acabam com a camada, superaquecem o troço... Pô! Daí o meu equipamento todo funde, cara!
Mas paciência, galera, e não percam a fé que o Pedro e a Bárbara, Yansã, para muitos, prometem dar um jeito em breve.
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Vi o show da Madonna aqui de cima.
Não consegui ingresso e, sinceramente, AINDA BEM, porque Eu não ia querer ficar naquelas filas enormes.
Legal o show! Preferia os discos anteriores mas esse não é mau, não. Discordo do dono do blog que diz que o disco é um lixo.
Curti mesmo "Like a Prayer". Essa levantou a galera. O pessoal acha que Eu não vou gostar por causa dessa coisa de religião e tal, mas isso é bobagem. Até senti falta daquela performance herética de "Live to Tell" da turnê anterior, que ela ficava, tipo, pregada numa cruz.
Sinistro!
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O Paulinho (São Paulo pra vocês) tá aqui todo feliz porque o time dele foi campeão.
Parabéns, aí, tricolores!
Dizem que Eu ajudo que trabalha e é verdade. Os caras são organizados, aplicam bem os recursos, se preparam e tudo mais, o resultado é esse. Na verdade Eu não ajudo, Eu só não atrapalho.
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E o Natal, hein! Correria, compras, shopping lotado, trânsito... Essa época é uma loucura!
Eu, cuidando desses problemas todos de enchentes, aqueles muçulmanos se matando uns aos outros e executivos se jogando de janelas por causa da crise mundial, nem tive tempo de comprar os presentes da família.
Vou tentar providenciar amanhã.
E o pior é que no Meu caso tenho que comprar um a mais. De Natal e de aniversário pro meu guri.
Pelo calendário de vocês ele tá fazendo 2008 aninhos.
Aí que Eu noto como tô velho.
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A propósito: não se esqueçam que este é o verdadeiro motivo do Natal. Cantem um parabéns pro meu filhote.
Mas pra quem não acredita, e eu dou todo o direito de não acreditarem, pelo menos entrem naquele clima de paz, falô?
Só na paz!
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Feliz Natal e um grande 2009 pra todo mundo.
De Minha parte vou fazer o possível para que seja muito bom
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Sugestões, críticas, súplicas, desejos, vontades pelo e-mail




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna, show de constrangimentos




Vi no filme "Na Cama com Madonna" o trechos da turnê Blonde Ambition e fiquei fascinado. Quis ver aquilo! No entanto a turnê seguinte, que acabou passando pelo Brasil, foi a Girlie Show, que apesar de não ser tão boa quanto a anterior, de não ter os figurinos do Gaultier nem a performance libidinosa de "Like a Virgin" foi um belo espetáculo e me proporcionou boas surpresas.
Anos depois resolvi ir ver novamente a Madonna ao vivo pelo mero fato de ser a Madonna. Sabia já que o álbum "Hard Candy" era um horror porém guardava a expectativa de que o SHOW, o ESPETÁCULO, o TUDO, valesse a pena.
Olha, foi um CIRCO DO LAMENTÁVEL. A começar pela chegada, entrada, acesso. Pra começar não divulgaram a hora de abertura dos portões (porque provavelmente ninguém, lá, tinha muita certeza, mesmo) e eu imaginando que para um show com todos os ingressos vendidos a meses, com gente dormindo na fila pra entrar, os portões fossem abertos pela manhã, talvez com boa vontade, às duas ou três da tarde. Não! Chego às 16:40 para um show que está previsto para as 20h, as filas serpenteiam o Maracanã e os portões ainda não estão abertos. A notícia era de que abririam às 17 e no entanto só abrem mesmo às 17:40. OK! Só que quando abrem, a fila não anda pelo mero fato de que ela tinha tantas voltas que criava vários pontos de "furo" e não havia sequer um cidadão de organização do evento pra orientar, ordenar a fila ou no mínimo se fazer presente para intimidar os bicões.
Cara, muita SORTE não ter havido um grande tumulto. Fosse pela pressa de entrada, uma vez que o tempo passava, a hora do evento se aproximava e nada do pessoal entrar, fosse pela desordem das filas e a irritação crescente.
Tá bem. Superado isso vem a espera pro show. Normal, nada demais e o show só começa com meia-hora de atraso (plenamente aceitável) só que debaixo de um 'caldo' que resolveu cair bem na hora do show.
Aí começam os micos do show em si: Madonna com 'medo' da chuva não sai de baixo da parte principal do palco durante toda a primeira música e parte da segunda, enquanto uns enxugadores ficam passando insistentemente panos na passarela do palco. Simplesmente ridículo!
E quando a loira resolve ir até a ponta da passarela, guitarra em punho, vai salvaguradada por um guarda-chuveiro. Isso mesmo. Um cidadão parado como um dois-de-paus atrás dela com um guarda-chuva. Nunca vi disso num show mesmo que estivesse caindo o mundo! Pior que isso mesmo só o tombo que a 'material girl' levou na tal da passarela molhada, com o segurança correndo imediata e inutilmente para socorrê-la.
Além desses maus momentos, por assim dizer, o show foi fraco. Não sei porque tive esperança que algumas faixas ruins crescessem ao vivo. Não, não aconteceu nem poderia. As músicas do último disco são piores do que as da Cristina Aguilera.
Os figurinos que normalmente são destaque nos espetáculos da blondie, estavam pouquíssimo elaborados e os cenários, se é que se pode chamar um conjunto de telões de cenário, eram pouquíssimo inspirados. Se bem que os telões do palco até que funcionaram bem na nova "Here comes the Rain Again" onde os efeitos de água ficaram muito bons e impressionantes, causando um excelente espetáculo visual e também deram sua contribuição em "She's not Me" que soou como uma despedida com Madonna renegando todas as imagens do seu passado, com bailarinas caracterizando suas fases no palco e com o telão passando todas suas antigas facetas.
Musicalmente destaque para a ótima versão pesadinha de "Borderline", que é uma música que não gosto originalmente, mas que cheia de guitarras e de ímpeto, ganhou outra cara. E também para a imortal "Vogue" que já foi executada de várias maneiras e desta vez sobreviveu ilesa a uma mistura com o novo hit "4 Minutes".
No mais, "Ray of Light" e principalmente "Like a Prayer" foram as que levantaram a galera, mas pra completar o festival de constrangimentos, o show fecha com a péssima "Give it 2 Me" na qual a rainha do pop resolve oferecer o microfone ao público mesmo com a canção sendo executada em playback. O resultado é a voz do público com voz de Madonna.
Lamentável!


Cly Reis

domingo, 14 de dezembro de 2008

Madonna no Maraca "Sticky & Sweet Tour"





Showzinho da Madonna hoje...
Como já dissera em outro momento não tenho maiores expectativas quanto à parte musical uma vez que o último disco é um lixo. Fica valendo pelas antigas.
Além disso, li em algum lugar que o show é bem monumental e cheio de parafernálias, o que de certa forma é sempre é o que se espera de um show da Madonna. Madonna não é só música (e muitas vezes nem isso, até por que sabemos das limitações dela), é muita performance, visual, coreografias, multimídia, glamour, figurinos e tudo mais. Sim, tudo isso também que grande parte do público quer ver.
Daqui a pouco estarei me encaminhando para lá. É aqui pertinho, no Maraca.
Amanhã lhes conto como é que foi.








Cly Reis

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lou Reed - "Berlin" (1973)



"As pessoas não gostaram de 'Berlin' porque ele é muito real."
Lou Reed


Fui hoje a caminho do trabalho ouvindo o grande "Berlin" do Lou Reed.
"Berlin" é um álbum que, é algo assim como, uma pequena ópera-rock na qual o cantor aborda faixa a faixa assuntos como desespero, tristeza e principalmente o suicídio, mas de uma maneira tão artística e melódica que o clima tão pesado acaba não se impondo, prevalecendo sim a beleza e sensibilidade da obra.
Após uma abertura cheia de ruídos e vozes, que é a faixa título "Berlin", o disco abre efetivamente com "Lady Day" com toda uma magnitude que uma faixa deve ter para abrir um álbum desse porte. O álbum encontra pontos altos nas duas "Caroline Says", em "Oh, Jim" que não por acaso remete muito ao Velvet, até por ser uma regravação de uma canção daquela banda, e na fantástica "The Kids" que conta com uma espécie de "solo" de choro infantil, isso sem falar da redundantemente triste "Sad Song" que fecha a obra.
E eu ainda me atrevo a falar em pontos altos...
Tudo são pontos altos!
É um grande disco da primeira à ultima.
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FAIXAS:
  1. "Berlin" – 3:23
  2. "Lady Day" – 3:40
  3. "Men of Good Fortune" – 4:37
  4. "Caroline Says I" – 3:57
  5. "How Do You Think It Feels" – 3:42
  6. "Oh, Jim" – 5:13
  7. "Caroline Says II" – 4:10
  8. "The Kids" – 7:55
  9. "The Bed" – 5:51
  10. "Sad Song" – 6:55
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Ouça:
Lou Reed Berlin


Cly Reis

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "O Doismorrense"




A despropósito desse conversê de futebór e tudo mais. Essas coisa de Internacionar ganhá essas copa americana, São Paulo ganhá treis veiz seguido e meia-dúzia no todo... Tudo isso é bobage! Pôca coisa! Bom mesmo era o time do Doismorrense de 1907. Que escrete aquele!!!
O golêro era o Cambraia. Prego, Marafo, Morrão e Panete fazío a defesa. Miscorete, Caiana e Restilo no meio. Uca, Xinapre e Zuninga fazia a linha. Cambraia não tinha uma das mão mas mesmo assim foi o melhor golquíper que eu já vi agarrá. Dos béque o Morrão era daqueles que deixava passá a bola mas nunca o atacante e o Marafo jogava mais na crasse. Nas lateral o Prego era magricela mas ligêro que nem sei, e Panete jogava com uma catiguria tar que foi até arremedada depois pelo tar de Nilton Santos. Os arf... Ah, os arf! Miscorete era um imperador no conduzimento da pelota, Caiana era agudo e Restilo aquele armador que pisava na bola, olhava e maquinava o jogo na cabeça. Na linha da frente o Uca era quase que um farso ponta-direita, Zuninga era rápido que nem que um corisco e o Xinapre não perdoava quando o caroço caía pingando pra ele na frente do golêro diversário.
Tudo isso com o comando do inesquecíver Arlindo Cachaça. Que treinêro! O homem que inovô no futebór. Nada de 4-4-2 ou de 3-5-2. Arlindo inventou o revolucionário esquema 1-10. Um pega cas mão e os otro chuta. Mais tarde o mesmo Arlindo Cachaça assombrô o mundo de novo, perfeiçoando o póprio sistema 1-10. Agora um podia pegar cas mão e os otro chutá só que PÁ FRENTE. Aquilo foi praticamente o princípio utilizado pela Laranja Mecânica muito tempo depois nas Copa de 74.
Inter campeão invictamente? São Paulo 18 jogos sem perdê? Hmmmfff!!! Faço pôco! O Doismorrense ficou 5 ano, dois mêis e 22 dia sem perdê. Foro 426 jôgo sem sabê o que era derrota. E mesmo assim no jogo que perdeu foi ladroage do juiz, que não se dava com o Arlindo Cachaça e quis prejudicá ele. Tanto foi ladroage que o póprio juiz, o Armando Feitosa Barros, feiz o gôlo da vitória do Província, entrando ele mesmo com a bola de baixo do braço dentro da golêra. Pode uma cousa dessa?
Foi uma revorta geral!
O jogo acabô em paulêra!
Aliáis nem acabô.
Teve invasão de campo, briga na torcida, 25 prisão e treis morte. Mas foi o jogo que ficô marcado pra sempre como o dia que o Doismorrense perdeu.
Robado! Robado!


postado por Chico Lorotta