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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coluna dEle #6


Consegui, ainda antes do Carnaval, mais uma daquelas tão esperadas participações neste blog.
Com vocês: Ele.


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E aí foliões e folioas!
Tudo na boa?Se preparando pro Carnaval e tudo mais? É isso aí.
Não vou dar aqule monte de recomendações que as autoridades dão, tipo, não beber demais, não trepar sem camisinha e tal, porque todo mundo tá careca de saber e se vão fazer o certo ou não, tá na cabeça de cada um. Pra isso que Eu dei o livre arbítrio pra vocês.
O que Eu sei mesmo é que Eu é que não vou pagar uma fortuna pelo ingresso no Rio ou ficar sendo esmagado nas ruas de Salvador. Vou é aproveitar esses diazinhos, aí, e dar uma descansada. Afinal de contas Eu também sou filho de Deus... Quer dizer, não sou exatamente filho... Bom, vocês entenderam.
Sei que tem umas "coisinhas" pra resolver pelo mundo afora- a ronha lá em Israel, a eliminação do Vasco, crise mundial- mas vou deixar um pouco na mão do Meu pessoal de apoio pra manter tudo, no mínimo, sob controle que daí na volta a gente vê.
Pelo menos as chuvas aqui no Brasil a gente já deu uma estancada, só que agora Me pareceu aquele probleminha de neve lá pra cima. Deixei com o Pedrinho pra ele se virar com essa bonca.
Ai, ai! Eu que me acuda!

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Ainda a propósito de Carnaval, sei que ninguém tá dando a mínima pra isso mas, a rigor mesmo, assim que acabarem os festejos, na quarta-feira de cinzas, começa a Quaresma, viu aí, galera?
E aí começa a contagem regressiva pra Páscoa, que marca o momento que, depois da barbaridade que fizeram com meu o guri, Eu o chamei pra vir pra cá Comigo onde é a verdadeira casa dele, só que algumas pessoas viram quando ele acordou e tal depois da curcificação e aí a coisa se espalhou e o evento ficou famoso e tradicional.
Oficialmente, a partir de quarta-feira até o Sábado de Aleluia não se pode comer carne. Então, aí galera, vamos respeitar a tradição cristã, valeu?
Hehe!!! Bem capaz! Tô de sacanagem, só.
Vou deixar de fazer o Meu churrasquinho todo domingo por causa de tradição?
No máximo, no máximo, na Sexta-feira Santa um Salmãozinho no forno, mas até lá...

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Começou outro BBB, né?
Cara, eu não assisto até porque eu já tenho o Meu BBB e pode crer que tem muitos participantes numa casa bem grande pra Eu cuidar.
De todo modo, já não aguento esse mais esse programa de tanto que se comenta por aí. Quem beijou quem, quem fez sexo com quem, quem tá tramando contra quem... Que coisa pequena, pessoal! Eu observo tudo isso no meu BBB mas por questões profissionais.
O ruim do meu Big Brother é que às vezes alguns que Eu não quero, acabam sendo eliminados e outros que tenho vontade de mandar embora, acabam ficando.
É que Eu não gosto de jogar sujo e detonar os caras só porque não vou com a lata deles.
Vocês acham que Eu não tinha vontade de botar o Bush num paredão, por exemplo?

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E a propósito de pessoas que poderiam ir pro paredão: e o tal do Deputado Edimar, lá de Minas, hein?
Putz! Aquele castelo do cara acho que é maior do que a Minha morada celestial aqui em cima.

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Bom, conforme disse vou tirar uma folga por esses dias.
Já que é Carnaval, vou deixar tudo nas mãos do Rei Momo.

Fui!




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ELVIS

Sempre gostei de desenhar.
Qualquer coisa.
Desenho técnico, que é da minha área; desenho artístico (até pinto uns quadros de vez em quando); um rabisco qualquer num pedaço de papel que se transforma em alguma coisa; ou quadrinhos, no que me arrisco também às vezes.
Desde pequeno leio HQ's e adorava, na época, copiar a pose dos super-heróis, os movimentos dos corpos, as anatomias e tudo mais. Às vezes copiava a revista inteira só pra ver se conseguia fazer igual.
Mais tarde, por brincadeira, fazia no trabalho tirinhas de situações que aconteciam com amigos. Fatos engraçados, contados por eles mesmos, contados por outros, "lendas" que se espalhavam e mentiras deslavadas que viravam fato nas minhas "historinhas". Alguém tropeçava, caía da escada, brigava com o namorado... Pronto: virava quadrinhos e todo mundo via.
Sempre fui estimulado a fazer disso algo profissional ou rentável, mas na verdade ainda que considere que tem algum valor, nunca tive a intenção de ir tão longe. Sempre foi hobby ou brincadeira.
O mais "profissional" que cheguei foi quando participei de um site muito qualificado, tipo revista eletrônica, chamado 359 On Line, de um pessoal do jornalismo da PUC/RS.
Na época, fazia as tirinhas de um peixinho chamado Pix que até era bem apreciada, até onde sei, mas com o surgimento do "Procurando Nemo" achei que fossem me julgar um imitador, ainda que o meu Pix tenha sido criado antes dele.
Bom, hoje como criei este espaço para minha livre e total expressão em todas as formas, volto às tirinhas, desta vez com um personagem que sempre tive na cabeça mas que nunca tinha conseguido saber exatamente como funcionaria. Tinha algum esboço, uma tirinha experimental que outra, e agora, na ausência do Pix, resolvi pô-lo pra funcionar.


Com vocês a partir de hoje, o ELVIS:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher (2009)




Fui ao cinema neste último final de semana assistir ao tal "O Curioso Caso de Benjamin Button".

Legalzinho. Nada demais. Não saí arependido do cinema, mas também não saí empolgado.

O barato de contar a vida de trás pra frente faz pensar que, no fim das contas, tudo é só uma questão de ordem e que o processo basicamente é o mesmo, e que de uma forma ou de outra tudo tem seu tempo.

Brad Pitt não convence. É um ator em evidente evolução desde suas primeiras aparições, mas mesmo em um papel tão favorável para se consolidar como um grande ator, faz um "feijãozinho com arroz" bem mais ou menos. Quanto ao diretor David Fincher, este sim , mostra claros progressos enquanto cineasta e não apenas como ex-diretor de clipes da Madonna. Não eu que não tivesse gostado de filmes como "Seven", por exemplo, que acho um dos melhores filmes dos últimos 20 anos, mas ali ainda parece muito agarrado a uma fórmula MTV de filmar.

Resumindo: não vale as 13 indicações que recebeu ao Oscar.

Bonzinho. Só isso.


Cly Reis

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Massive Attack "Blue Lines" (1991)



"O que nós estávamos tentando fazer era criar dance music para a cabeça, e não para os pés."
Daddy G


Há alguns anos atrás quando ouvi o "Mezzanine" do Massive Attack fiquei muito impressionado. A sensual "Angel", a doce "Teardrop", o climão de "Inertia Creeps" fazem deste um álbum de primeira linha no gênero que foi batizado como Trip-Hop, do qual o Massive á um dos precursores. Anos depois acabei, por boas referências, ouvindo o primeiro álbum, "Blue Lines" de 1991, que para minha surpresa é ainda melhor.
"Blue Lines" tem uma linha mais soul, mais swingada, com influências mais evidentes de jazz e raggae. O baixo matador e agressivo de "Safe from Harm", com o vocal feminino poderosos da convidada Shara Nelson, já dá o cartão de visitas do que vai ser o álbum. A mesma cantora também empresta sua bela voz para "Unfinished Sympathy", "Lately" e "Daydreaming", sendo que esta última conta com a participação de Tricky, que por sua vez ainda aparece em "Five Man Army" e Blue Lines".
"One Love" com vocal de outro convidado, Horace Andy, é outro destaque e "Lately", propositalmente primária com sua programação de base repetitiva é adorável e graciosa. "Hymn of the Big Wheel", com participação de Neneh Cherry, fecha o disco em mais um exemplar grandioso desta fusão de elementos que a banda consegue criar.
Acordei com "Hymn..." na cabeça hoje e "Blue Lines" do Massive Attack está sendo minha trilha sonora do carro.
Ótima trilha!

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FAIXAS:
  1. Safe from Harm
  2. One Love
  3. Blue Lines
  4. Be Thankful for What You’ve Got
  5. Five Man Army
  6. Unfinished Sympathy
  7. Daydreaming
  8. Lately
  9. Hymn of the Big Wheel
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MASSIVE ATTACK:
Robert "3D" Del Naja : vocais - teclados
Grantley "Daddy G" Marshall :  vocais
Andrew "Mushroom" Vowles :  teclados
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Ouça:
Massive Attack Blue Lines



Cly Reis

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"A Marca da Maldade", de Orson Welles (1958)





"A Marca da Maldade"
("Touch of Evil") de Orson Welles, para mim, o melhor filme do diretor, contrariando a opinião geral que exalta "Cidadão Kane", tem um Welles mais maduro atrás das câmeras e por consequência tem um produto final mais bem acabado. 
O filme traz a investigação de um policial intruso num meio completamente viciado em corrupções e esquemas na fronteira dos Estados Unidos com o México. 
Um jogo genial de luz e sombras, de movimentos, de tomadas e planos, de fotografia, além de uma atuação impecável de Welles como o asqueroso policial corrupto Quinlan tornam esse clássico algo único. Isso sem falar no famoso plano-sequência inicial, um dos mais famosos e emblemáticos desta técnica na história do cinema. A cena toda, por si só, já é uma verdadeira bomba-relógio: a ação começa com uma bomba sendo acionada e colocada debaixo de um carro que parte e ao qual passamos a acompanhar enquanto ao seu redor desenrolam-se situações corriqueiras como a de um casal conversando, que no caso é o do detetive Vargas (Charlton Heston) e sua esposa (Janeth Leigh), prestes a cruzarem a fronteira do México para os Estados Unidos. Numa coreografia mágica de elementos em cena e um magistral jogo de luz e sombras, embalados pela precisa trilha sonora de Henry Mancini, depois de estabelecida a tensão pela existência de uma bomba e a expectativa pelo momento de sua explosão, pelo entra e sai do carro no enquadramento, a cena só é interrompida pela explosão que desencadeia então toda a ação do filme. Obra prima do genial Orson Welles.
Com certeza "Touch of Evil" faz parte da minha lista dos 10 mais do cinema.

O honesto detetive Vargas (Charlton Heston) só de olho no corrupto Quinlan (Welles)


 



Cly Reis