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segunda-feira, 6 de julho de 2009

"A Era do Gelo 3", de Carlos Saldanha (2009)




Fui ver, sábado, o Era do Gelo 3.
Ruim.
Sabe quando a série já deu tudo o que tinha que dar?
É.
É isso.
A piada do bichinho correndo atrás da noz já tá mais que gasta.
Sem falar da incoerência, mas isso eu nem cobro. Deixo aberto que uma obra de ficção possa ter essa "licença cinematográfica". Vimos os Flintstones a infância inteira e achávamos um barato o Fred conviver com os dinossauros. Sei que não tínhamos noção na época dessa mentira histórica mas o pior é que crescemos e continuamos achando um barato e perdoando a agradável mentira.
Por que não perdoar a Era do Gelo?
Sou mal-humorado mas nem tanto. Lógico que dá pra dar umas risadas mas nem nesse sentido é muito legal. Não consegue fazer rir com muita frequência. Uma piadinha aqui outra ali e só.
Pra completar o fracasso, fui ver em 3D pra pelo menos valer a pena. Pra piorar nem isso valeu.
Não sei se era a qualidade de projeção, se eram os óculos, se foi a concepção original em 3D mas não era aquela coisa de praticamente saltar da tela, de impressionar. Vi por exemplo o U23D e aquilo sim foi um grande barato. Esse não. A gente até via algumas cenas mais legaizinhas e tal mas via que podia ser mais bem explorado.


Cly Reis

ARQUIVOS DE VIAGEM (FLORENÇA)













Em Florença na Galeria dell'Academia, o notável Davi de Michelangelo. Não é à toa que tem toda essa notoriedade como das maiores obras de arte da humanidade. É simplesmente fantástico.
(a foto ficou assim tremida pq não podia fotografar lá dentro. foi o que deu pra conseguir)


Igualmente incrível é a Basílica de Santa Maria dei Fiori. Monumental, gigante, com sua poderosa e imponente cúpula.


Ao lado, vista da fachada ricamente detalhada e ornamentada com mármores variados.
















e a fachada lateral, mostrando a cúpula.







À esquerda, o belíssimo palácioVecchio e à direita, a entrada da Galleria dell'Uffizzi, com um Perseu e sua Medusa decapitada. Neste museu é onde fica a famosa 'Vênus' de Botticcelli.






Vista do Rio Arno e da ponte Vecchio, próxima ao palácio.

Atravessando a ponte Vecchio, um pouco adiante o Palazzo Pitti...




...no seu interior, o belíssimo e tranquilo Jardim
de Boboli









Dante Allighieri, filho ilustre da cidade.


As estreitas vielas da cidade e as bicicletas, meio de transporte totalmente comum entre os habitantes e muito apropriado para esta configuração urbana.

E, na praça do Mercado, o Monumento a Pinocchio, personagem do florentino Carlo Collodi.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Os Causo de Dois Morro - "A Cidade"





Me utilizo-me deste ilustroso espaço que o mui ilustroso bloguero me concede pra contá uns causo curioso da minha amada Dois Morro, mas acabo por não falando do lugar em simesmo que é uma belezura de lindeza.
Conformes já se falô no primeiro causo, lááá atrás, Dois Morro é uma cidade que fica ali entre a Província Cisplatina e a Província de São Pedro, fazendo fronteira com a Terra de Vera Cruz e a Terra de Santa Cruz, aqui no meu Rio Grande.
Tem uma vastitude de terra que é maior que os Estadozunido só que não aparece nos mapa de jografia por uns poblema de direito de image. Não quizero pagá o que Dois Morro merece, então não fazemo questã de aparece.
Zimportante mesmo é qui si tome conhecimento qui Dois Morro, por ezempo, foi a primeira capitar do Brasí; qui os mais antigo osso de anemar préstórico fôro achado em Dois Morro; qui Dois Morro sobreviveu-se ao grande alagamento que inundô Atrântida, e só resistiu porcausdeque como os morro são mui alto, mui acima do níver do mar, a água não chegô em nóis e nóis fiquemo tudo lá de cima do morro da direita se rindo nos atrântidense tudo boiando lá embaxo qui nem qui uns monte cocô na patente.
A despropósito dos morro, o mais arto é o da direita, conhecido por Morro da Direita e o ôtro, o da esquerda nóis chamamo de Morro da Esquerda. Procê tê uma idéia o Morro da Direita é tão arto, mais tão arto que nóis botamo uns peão lá no arto do morro, subido nuns banquinho, pra trabalhá consertando uns buraquinho que aparecero na camada d’ozônio.
Dois Morro tem o maior rio do universo que é o Rio Entremorros qui tem esse nome porcausdequê passa no meio dos Dois Morro e tem maior lagoa de água doce do mundo, a sanga da Coca-Cola que tem esse nome porcausdequê em vêis d’água tem Coca-Cola, mesmo. A piazada se farta nadando e tomando Coca-Cola na sanga. É uma coisa linda di si vê!
Dois Morro é conhecida mundialmente no mundo todo porcaus do seu produzimento agropecuariano. Lá tem as maior plantação de presunto, de sucrilhos, de churros e de spaggetti. O pé de spaggetti parece um chorão-choroso. Mui lindo.
E sem esquecê das famosa plantação de ovo qui são de uma vastitude, de uma belezura tamanha qui são até de fazê aguá no zóio do vivente. Liiindo! Branco até aonde a vista alcança!
Ah, e os bicho! As vaca dão uísque, os cavalo nasce nas árvre e os porquinho da Índia não tem porqui são da Índia e não são porquinho de Dois Morro.
Mas tem os famoso profiteróle de Dois Morro, mas dos profiteróle eu vou falar outra hora.
Por agora chega. Vou me encostar na sombra desse pezinho de buceteiro e bodiá o resto do dia todinho.
Com sua licença.


postado por Chico Lorotta

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Não deu!


Achava que dava, mas não deu!
E realmente tudo podia acontecer e aconteceu do Corinthians sair ganhando cedo e derrubar o restinho de ânimo do Colorado. E então com um altíssimo aproveitamento, chutar a segunda bola em gol e fazer o segundo gol. Aí, o que era difícil passou para a casa do impossível.
O time foi bravo no segundo tempo. Gostei da atitude e acho que poderíamos assustar um pouco mais se depois do segundo gol o carinha não tivesse feito aquela cêra, o D'Ale não tivesse caído na deles , sido expulso e com um a menos em campo sepultado qualquer chance até mesmo de um milagre.
Não gostei da formação inicial do Inter mantendo os três volantes. Preferia começar com Andrezinho desde o início. Acho que já seria uma mostra de intenções. Não gostei também da postura do início do jogo. Faltou uma "faca no dentes". Faltou ir realmente pra cima quase que inconsequentemente, sufocar, amassar, marcar firmememente a saída de bola. Se era para tomar 2x0 jogando o jogo, como acoteceu, que levasse nos contra-ataques por estar pressionando o adversário. Dava na mesma.
Apesar destas críticas, reconheço os méritos do atual plantel e do treinador, que mesmo com seus erros (e todos cometemos) tem grandes qualidades e na minha opinião deve continuar com respaldo à frente da comissão técnica do Internacional. Pois vejamos, desde que assumiu tirou o time de uma posição de quase rebaixamento no Brasileiro passado e deixou em sexto, com aproveitamento pessoal que colocaria no G4. No mesmo período levou o clube a uma final e título de torneio continental, a Sulamericana, que inegavelmente é menor que a Libertadores mas mesmo assim de relevância. Vence o Gaúcho de maneira implacável passando por cima de todo mundo, em um campeonato que pode não ser o "mais difícil do mundo", mas onde poucas vezes se viu um time ganhar invicto com uma altíssima média de gols, goleando quase todo mundo. O mesmo treinador leva o clube, 17 anos depois a uma final de Copa do Brasil, que Muricis, Abéis, Autuoris, não conseguiram levar. Ganhar contra outro clube grande em igualdade de condições, é outra história. Aí volta o negócio do tudo pode acontecer e foi o que se viu ontem.
Tenho confiança, sim, que se não se fizer terra arrasada, se o grupo mantiver o equilíbrio e a direção mantiver as convicções podemos ter uma conquista maior logo ali adiante. O Brasileiro que não conquistamos faz 30 anos e que seria a cereja no bolo do centenário.



Cly Reis

quarta-feira, 1 de julho de 2009

TUDO PODE


Perguntar-nos-emos: "O Internacional pode ser campeão esta noite?"
Puxa, vantagem de dois gols do adversário, jogar na obrigação, não poder levar gol...
Difícil, hein! Mas pode. Não pode?
O problema de um jogo com este é que tudo pode.
Pode o Internacional fazer um gol logo no início e ter o restante da partida interia para fazer um score corriqueiro entre times grandes, 2x0? Pode.
Pode lá pelas tantas fazer o segundo, levar para os pênaltis e ganhar? Pode.
Mas também pode fazer um gol logo no início, ter o restante da partida inteira pra fazer um score corriqueiro entre times grandes, o 2x0, levar para os pênaltis e perder, até porque o Corinthians tem um grande goleiro e pegador de penalidades. Não pode? Pode.
Pode também fazer um gol logo no início e ter o restante da partida inteira para fazer um score corriqueiro entre times grandes, um 2x0. Pode dar sorte de fazer o segundo gol logo no início do segundo tempo e ter 45 minutos para fazer o terceiro com sua torcida empurrando, com um adversário agora pressionado, meio abalado e lá pelas tantas na pressão fazer um terceiro gol e nem precisar de pênaltis. Pode? Pode.
Como pode também não fazer um gol logo de início, o tempo ir passando e a pressão aumentar. Nada de gol no primeiro tempo. Passar a ter apenas 45 minutos para fazer um score corriqueiro entre times grandes, um 2x0, mas agora com um tempo cada vez mais exíguo, com a torcida impaciente, o time pressionado e abalado e não conseguir levar nem para os pênaltis. Pode acontecer? Pode. Por que não?
Mas também pode de não fazer gol logo no início, o tempo ir passando e a pressão aumentando. Nada de gol no primeiro tempo. Passam a ser 45 minutos para fazer no mínimo, um placar corriqueiro entre times grandes, um 2x0, mas agora com tempo cada vez mais exíguo, mas com a torcida empurrando, o adversário pressionado, lá pelas tantas, 20 do segundo tempo sai um gol. O time ganha força, mais dez minutinhos 2x0. O adversário fica abalado, a torcida sente que dá e empurra, empurra e "no apagar das luzes", 3x0. Pode? Claro que pode.
Como também é claro que pode fazer um gol logo no início, ter o restante inteiro da partida para fazer um score corriqueiro entre times grandes, 2x0, mas aí o Corinthians não se abalar, não sair pro jogo, o time ir ficando tenso, nervoso, apressado, o tempo ir passando a pressão sobre o Inter aumentar, o time começar a errar por causa da ansiedade e nada de sair outro gol. Passar a ter apenas 45 minutos e nada de sair o segundo, nada, nada, torcida impaciente, acabar o jogo, o Inter vencer mas não levar a taça. Pode acontecer.
Por outro lado pode também fazer um gol logo no início, dar aquela tranqüilizada e desenvolver seu futebol pensando que tem um jogo inteiro para fazer um score completamente corriqueiro entre dois times grandes, um 2x0 no mínimo, com calma talvez 3. Toque de bola, jogadas trabalhadas e ali pelos 25 minutos do primeiro tempo, 2x0. Aí a tensão mudaria de lado. Os paulistas não poderiam só ficar atrás porque seriam amassados, teriam que sair da defesa e o Colorado, por sua vez já teria, cedo, nas mãos um placar que lhe interessaria. O Corinthians se abalaria um pouco, sairia pro jogo meio sem saber se deveria segurar os dois a zero contra ou se deveria tentar alguma coisa. Então sai, dá espaços e toma 3x0 no contra-ataque no finalzinho do primeiro tempo. Tudo o que não podia acontecer para eles: sair do primeiro tempo levando três. Passariam a ser 45 minutos para os paulistas tentarem fazer um gol para ficar com o título ou tomarem mais nos contragolpes e darem adeus de vez ao título.
Aí, tudo pode: pode o Corinthians no segundo tempo fazer unzinho, ficar com os 3x1 e levar a taça; pode o Inter aproveitando um eventual desespero e os espaços do campo e massacrar com 4x0 ou 5x0 ou 5x1 ou 5x2, pode o Colorado só tocar a bola e administrar os 3x0... Tudo pode! E por isso é que a decisão desta noite está em aberto. E por isso todos nós colorados estamos tão tensos, nervosos, ansiosos mas com muita confiança. Confiantes mas cientes de que em um clássico deste porte, o adversário é qualificado, tem uma vantagem constituída mas nós temos nossa torcida, nosso potencial e nossa garra. E aí TUDO PODE.
É torcer e esperar pra ver.

Boa sorte para nós.