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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pearl Jam, Clapton e Aerosmith no Brasil no segundo semestre



Pearl Jam de volta ao Brasil em setembro:
Garantia de showzaço!
O ano de eventos de rock está bombando mesmo. Além do retorno do Beatle Paul, do mega-festival Rock in Rio e mais alguns nomes interessantes que desembarcaram recentemente por aqui como Iron Maiden, U2 e Ozzy, o segundo semestre ainda nos trará as presenças de Pearl Jam, Eric Clapton e Aerosmith.
Datas, locais, valores ou tipo de apresentações (festival, shows solo, etc.), nada foi divulgado ainda mas ao que parece a informação é quente mesmo uma vez que o papo foi dado por um dos diretores da produtora que trará os artistas.
Bom, pra mim, particularmente, interessa mesmo o Pearl Jam, banda cujo show que fui em Porto Alegre foi simplesmente um dos melhores da minha vida; o Deus da Guitarra Eric Clapton por toda a lenda que representa também pode ser uma boa, dependendo muito do preço do ingresso; e o Aerosmith, sinceramente, não me interessa nem um pouco.
Agora é aguardar maiores informações e enquanto isso ir curtindo o que vem antes. Afinal, ainda tenho a noite do metal do rock in Rio para ir.


C.R.

cotidianas #77 - A melhor coisa do mundo




Na escola, o tema do dia era: "qual a melhor coisa do mundo?"

A professora então começa a perguntar para os aluninhos:
- Mariazinha, qual é a melhor coisa do mundo?
E a menina responde:
- A família, professora.
- Ah, muito bonito, Mariazinha. E para você, Pedrinho, qual é a melhor coisa do mundo?
- As flores, professora.
A professora achou meio 'suspeito' aquele negócio de flores mas mesmo assim, saudou a resposta do garoto e prosseguiu:
- Joãozinho, qual é a melhor coisa do mundo?
- Buceta, professora!
- Como é que é?
- Buceta!
- Já pra secretaria, descarado. Quero ver você repetir isso na frente da diretora.
E levou o moleque à presença da diretora:
- Quero ver agora. Repete o que você falou quando eu lhe perguntei qual era a melhor coisa do mundo, repete...
- Buceta, ué!
- Oh! - reagiu horrorizada - Menino malcriado! Isso não pode ficar assim! Vou chamar o seu pai aqui na escola.
Uma hora depois chega o pai muito sério, bem vestido e pergunta o que aconteceu, ao que a professora se antecipa à diretora e responde:
- Perguntei ao filho o que seria a melhor coisa do mundo e ele respondeu em plena sala de aula, "BUCETA".
O pai, como que tranquilizado pela falta de gravidade do fato, prontamente responde:
- Liga não, professora, é guri novo. Nunca comeu um cuzinho.

The Jesus and Mary Chain - "Automatic" (1989)

Vim ouvindo hoje, pro trabalho, o "Automatic" do The Jesus and Mary Chain, que mesmo não sendo a obra-prima da banda é um disco bem legal. É o primeiro desde a dissolução da banda de apoio, que contava como futuro-Primal Scream, Bobby Gillespie, permanecendo apenas os irmãos Jim e William Reid à frente de suas barulhentas e distorcidas guitarras, apoiados apenas, na maior parte das músicas por ritmadores eletrônicos e programações de bateria.
O fato de ter que recorrer a estes recursos não fez com que o disco soasse eletrônico ou artificial. Pelo contrário: "Automatic" é rock'n roll puro. É cheio daquelas influências de rockabilly, como em "Coast to Coast"; de Beach Boys, como em "Beetween Planets", e de punk rock em praticamente todas; tudo isso sem abandonar as tradicionais tempestades sonoras que já eram marca registrada da banda desde sua aparição, como na barulhenta "Gimme Hell" e de alguma forma sempre presente em várias outras dos disco."Take It", por exemplo, lá pela metade, parece estar fora de controle como se os ruídos, distorções e microfonias tivessem vontade própria, num exemplo clássico de como o bom e velho rock'n roll se transforma nas mãos dos irmãos Reid.
Mas o grande destaque do disco, e provavelmente o maior sucesso comercial da banda, é "Head On", uma gostosa canção com generosas pinceladas surf-music, que viria a ser gravada depois pelos Pixies e aqui no Brasil, pela Legião Urbana no seu acústico. Clássico!
Como eu disse, não é nenhum disco fora do comum, ainda mais se comparado ao fantástico "Psycho Candy", mas não deixa de ser um disco muito gostoso de ouvir.
E vou então me deliciando com ele hoje no carro.
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FAIXAS:
1."Here Comes Alice" – 3:52
2."Coast to Coast" – 4:13
3."Blues from a Gun" – 4:44
4."Between Planets" – 3:27
5."UV Ray" – 4:04
6."Her Way of Praying" – 3:46
7."Head On" – 4:11
8."Take It" – 4:34
9."Halfway to Crazy" – 3:41
10."Gimme Hell" – 3:18

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Ouça:
The Jesus and Mary Chain Automatic


C.R.

"O Cachorro que Jogava na Ponta Esquerda", de Luís Fernando Veríssimo - Coleção Gol de Letras - Ed. Rocco (2010)



Acabo de ler o delicioso livro “O Cachorro que Jogava na Ponta Esquerda” de Luís Fernando Veríssimo, escritor que como já, de hábito, cativa pela sua inteligência e bom humor, neste então, amante de futebol como é, chega a emocionar quem, pelo menos uma vez na vida já correu atrás de uma bola num campo de pelada.
Num livro como este, por mais que a gente saiba, parece que reforça o quanto cada campinho, cada joguinho de pelada, cada timezinho , cada meninada é praticamente igual.
Muda uma coisa aqui, um detalhe acolá, mas a essência do negócio é a mesma. As situações são, por exemplo, muito parecidas com diversas que aconteciam com meu time de bairro trazendo à lembrança com nostalgia e bom humor cada momento, situações engraçadas e dramáticas que passamos. O dono da bola, o craque do time, o pereba, os jogos importantes, os grandes momentos e claro, os tipos estranhos que aqui ficam incrivelmente representados na figura de um cachorro.
Muito legal. Divertidíssimo. Ri muito sozinho lendo no pátio da empresa e olhando pros lados para ver se não estava sendo observado por alguém que pudesse estar pensando, “que que aquele maluco tá rindo sozinho, ali embaixo daquela árvore?”. Bom, se alguém viu, azar! O fato é que estava muito bom e eu tava curtindo pra caramba.
Não é só recomendável mas indispensável para que já bateu uma bolinha quando criança. Traz de volta tudo aquilo de gostoso e puro que nossas infâncias deixaram pra trás. Aquilo era rico em experiências, lealdade, amizade, objetivos e formação de caráter, e de certa forma, com um conto singelo e de narrativa simples, Luís Fernando Veríssimo consegue nos fazer lembrar destes valores e curtir de novo aqueles momentos. Afinal de contas, tinha coisa mais legal do que ir jogar bola no campinho com os amigos?


Cly Reis