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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Internacional, 103 Anos

Inter, estarei contigo


Ainda lembro quando meu pai me exclamou certa vez entusiasmado, lá pelos idos de 1979, "tu torce pro maior time do Brasil!". Quando ele falou aquilo eu não tinha a total noção do que aquilo significava. Aquilo não era uma ordem de que ue deveria torcer para aquele time, uma determinação, era provavelmente, sim, uma conscientização. Eu era colorado quase que automaticamente, nunca isso fora posto em dúvida, tinha ganhado um uniforme do meu padrinho, ouvia falar de Internacional, via meu pai ouvindo os jogos, ouvia foguetórios e tudo mais, mas não tinha noção de que aquilo que ele me revelava era a mais absoluta realidade naquele momento. Não que o Sport club Internacional tenha deixado de ser tão grande, pelo contrário, mas hoje, Campeão de Tudo, divide estas honras de grandiosidade com os hexacampeonatos nacionais do São Paulo e do Flamengo; os tri de Libertadores do próprio São Paulo e do Santos; os brasileiros de Corinthians, Palmeiras, Vasco, só para citar alguns. Mas naquele momento era absoluto.  Em uma década de Campeonato Brasileiro o Internacional tinha conquistado o título duas vezes, havia sido terceiro colocado duas vezes também, e quarto em outras duas oportunidades e se encaminhava naquele ano, até então sem perder (o que se confirmou), para levantar a taça novamente. Sei que naquele ano de 79 fui duas vezes ao estádio na campanha do título invicto, uma contra o São Paulo de Rio Grande e outra contra o América do Rio. A lembrança é vaga, sei dos resultados mas não lembro deles. O que importa é que ali com 5 nos de idade se consolidava definitivamente minha paixão pelo Sport Club Internacional e começava a minha longa relação com o estádio Beira-Rio.
Desde então, salvo pequenos intervalos, nunca mais deixei de frequentar o nosso estádio. Lembro ( e aí lembro mesmo) que no segundo GreNal que fui assistir, em 1982, o Inter venceu por 3x1 com três gols do Geraldão. Nossa! Fiquei fã do Geraldão. Queria ser centroavante. Usar a 9. No início dos anos 80 o Colorado acumulara 4 títulos estaduais. Nem o Brasileiro conquistado pelo rival no início da década nos abatia. O que era um titulozinho contra os nossos TRÊS, sendo um INVICTO? Além disso ganhávamos torneios de prestígio no exterior, ganhamos o Juan Gamper na casa do Barcelona; nossos jogadores representavam o país em competições.
O problema é que do outro lado, o rival, aproveitando melhor uma oportunidade que o Internacional tivera antes em 1980, conquistava a Libertadores da América e aí, talvez o comparativo tenha desequilibrado as estruturas internas do clube. Tanto foi que a partir da metade da década de 80, acumulamos derrotas e fracassos. Vimos o rival empilhar 7 títulos regionais quase igualando nosso feito de oito conquistas seguidas; perdemos dois títulos nacionais um deles contra o pouco expressivo Bahia dentro de casa; fomos desclassificados numa improvável semifinal de Libertadores estando com a vantagem três vezes no jogo. Inacreditável. A maré era braba.
Mas em todos estes momentos eu estive lá com o Inter. Presenciei quase todas as derrotas estaduais do hepta do Grêmio, fui ao 1º jogo da final de 87 contra o Flamengo, à final de 88 contra o Bahia, à fatídica semifinal de 89 contra o Olímpia mas nunca deixei de ser torcedor. Digo isso porque é bem usual, principlamente do OUTRO lado que quando se está perdendo se desligue do futebol, se ocupe de outros assuntos, tente-se dar menos importância a uma coisa que para nós toredores tem TODA a importância do mundo. Não! Eu me orgulho de em todos estes anos de minha vida de colorado ter ido ao Beira-rio em praticamente todos eles e nunca ter desistido do meu time.
Mas não se enganem os que por acaso pensarem que sou um pé-frio e que sempre que estava lá levei o time à derrota: eu estava lá, na social do Beira-Rio, vendo o Nílson guardar duas neles no GreNal do Século; em 92 estava abaixado atrás do muro da coréia pra não ver a cobrança do pênalti do Célio Silva na final da Copa do Brasil (mas levantei pra ver); estava no jogo que impediu o rival de igualar nosso octa mesmo nunca tendo dado muita bola pra campeonato estadual; e mesmo quando não foi na nossa casa, no estádio deles presenciei o chocolate do 5x2.
Vi muitas coisas boas e muitas coisas ruins. Chorei de alegria e de tristeza. Prometi nunca mais pisar lá e semanas depois lá estava eu de novo. Estive lá sob calores senegalêzes, sob frios polares e sob chuvas torrenciais mas nunca deixei de estar com o Internacional.
Hoje no Rio de Janeiro acompanho o que posso daqui. Sempre vou ao Maracanã ou ao Engenhão ver o Inter e sempre que vou a Porto Alegre, programo minha viagem para que seja em algum dia que tenha jogo no Beira-rio para que eu possa ver meu time na NOSSA casa. Dos grandes momentos do clube, no Beira-Rio, só não vi a primeira final de Libertadores, pois já morava aqui e não tinha, na época, dinheiro para viajar; mas  asegunda, contra o Chivas, movi o mundo para estar no Beira-Rio e vi meu time ser Bicampeão da América.
Me orgulho de todos estes momentos. Dos felizes e dos tristes. De sempre estar com o Inter. Só me envergonho um pouco de um momento em que, devo admitir, não fui ao Beira-rio porque tive medo. Foi o jogo contra o Palmeiras que podia nos levar à segunda divisão.
Naquele jogo EU TIVE MEDO. Aliás tinha quase convicção que não conseguirÍamos e optei por não participar daquele momento triste para o clube. Era melhor que eu não estivesse lá. Ego´´ista, orgulhoso, não queria guardar isso no meu currículo de torcedor, nem presenciar tamanha decepção.
Felizmente o rebaixamento acabou não acontecendo. O Dunga fez aquele gol salvador e continuamos sendo o único clube gaúcho a não ter disputado uma série B do campeonato brasileiro, mas ficou em mim um pouco da vergonha pela covardia de quando o clube precisou de mim, eu não ter me prontificado a estar lá. Mas tenho certeza que ele me perdoa. O Internacional por certo perdoa esse filho que apesar daquela fraqueza sempre foi fiel.
Prometo nunca mais te abandonar.
Estarei sempre contigo.

Parabéns, Internacional
pelos 103 anos
de gloriosa existência.

Cly Reis

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Coluna dEle #24



Ôpa! Tô chegando!
E aí, belesma?
Por aqui tudo na Minha santa paz.
Não curto muito esse negócio de Páscoa por causa do que fizeram com o Meu guri mas já que tem feriadão vou aproveitar e tirar uns dias de folga.
Só vou ter que dar um jeito de resolver tudo até quarta-feira e pegar a estrada na quinta de manhã pra evitar engarrafamento.
Então já tão sabendo, né: nada de ficar Me enchendo o saco com orações, pedidos, milagres e essa coisa toda no feriadão porque Eu não tô, falei?
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E por falar em milagre, Eu só tô qui de olho nesse negócio todo de Copa e coisa e tal, obras, aeroportos, estradas e biriri-bororó. Fizeram tanta questão de ter a droga da Copa do Mundo e agora tão nessa lenga-lenga.
Depois não vem querer que Eu faça milagre na última hora pra essa merda toda aí dar certo.
(Eu digo que não ajudo mas vocês sabem que Eu sempre acabo dando uma forcinha. No fundo Eu tenho uma quedinha por esse lugar aí, né. Eu também não tenho vergonha nessa Minha cara.)
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Mas, agora, cá entre nós, não tem Santo que ajude com essa roubalheira nesse país!
Cruzes!
O cara tenta dar uma força pra vocês: tu olha em volta é praia, é montanha, é mata bonita; tu cava jorra petróleo, cava sai ouro, cata no pé e dá tudo que é fruta; as mulher são de primeira; o futebol é de primeira; o povo é festeiro ( se bem que às vezes Eu acho que exagerei), mas aí vocês só querem foder com tudo.
Porra!
Assim vocês não vão a lugar nenhum.
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E a propósito, também, Eu me esforço pra dar um talento artístico, uma musicalidade, uma genialidade tal pra vocês aí e tudo o que vocês conseguem me apresentar é Michel Teló?
Putaquipariu!
Esses dias Me apareceu o Natanael, um anjo da segurança aqui, ouvindo alto no celular essa tal de "Ai se eu te pego". (por que que pobre tem que ouvir celular alto sem fone de ouvido?) 
Nossa que horror aquela música!
Mandei desligar na hora. Pior é que não adiantou nada porque não é só ele que ouve isso. Tá todo mundo ouvido essa porcaria por aqui. Isso aqui tá um inferno!
Eu que me perdoe!
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E o tal do Wando veio aqui pro andar de cima.
Tenho certeza que não tava fazendo falta pra vocês, né?
Aqui também não está sendo muito bem-vindo, pra falar a verdade.
É que o malandro me chegou cheio de graça, cheio de olhares provocantes pra nêga véia. Pode?
Tive que dar uma enquadrada nele, tipo, "Ô, meu, tu não dá valor à vida, não?". Mas aí que Eu lembrei que  o fulano tava aqui em cima exatamente porque já tava morto e a parada de ameaçar ele de morte não ia pegar. 
Só sei que depois que ele chegou andei encontrando umas calcinhas novas no varal, aqui de casa.
Acho que vou ter que dar uma consultada no amigo lá de baixo e ver se ele aceita esse 'trambolho' antes que Eu me incomode com a patroa.
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Também andaram batendo aqui dois dos bons aí de vocês. Dois daqueles que quando Eu fiz, dei aquela caprichada.
Um deles é o Milton... Quero dizer Millôr. (eu sempre me confundo com aquele registro de nascimento)
Gênio, cara!
Gênio!
Adorei "A Bíblia do Caos".
E o salário...
Definitivo.
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O outro foi o Chico.
Não, não o Buarque. Esse ainda não.
Não, o Science já tá aqui.
O Anysio. O Anysio.
Gênio!
O ruim é que Eu trouxe ele e vieram junto mais 200 e poucos. Deu superlotação (hehe)
Sei que vocês não gostaram de ele ter vindo aqui pra cima mas já tava na hora. Um dia todo mundo vem.
E de mais a mais, vocês já curtiram bastante, agora deixa Eu ter a Escolinha aqui.
Praticamente só faltava o Professor Raimundo. Eu já tinha aqui o Rolando Lero, o Samuel Blaustein, o Baltazar da Rocha, a Dona Bela, o Sandoval Quaresma, o seu Eustáquio, o Galeão Cumbica, o Seu Gaudêncio, o Pedro Pedreira e o Seu Mazarito, que aliás... nossa... Aquelas piadas dele. Mas eu morro de rir quando ele faz a  bichinha (hahahaha!) Muito bom, muito bom.
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Eu, pra aguentar vocês é que tinha que usar o bordão do Professor Raimundo:
E o salário, ó!
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Olha, galera, fui!
Tenho que preparar as coisas pra viagem. Senão a patroa bronqueia.
Boa Páscoa pra vocês e não vão encher o rabo de chocolate, hein! (hehehe)
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Orações, pedidos, milagres e tudo mais para
god@voxdei.gov
(mas só vou responder qualquer coisa depois do feriadão)

Exposição 'METROPOLITANOS' - Casa de Cultura Mário Quintana - Porto Alegre - RS




por Valéria Luna


A mostra Metropolitanos – A Nova Urbanidade em Exposição, que abriu no último dia 15/03, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul - Casa de Cultura Mário Quintana, leva às dependências do Museu à arte das ruas pela expressão de 25 artistas gaúchos. Em Metropolitanos, a exposição nos trás a realidade exibida nos muros e viadutos, expostas ali diariamente e que, na maioria das vezes, passa despercebida aos olhos da população. Artista como: Pedro Gutierres, Carol W e Luciano Scherer levam seu trabalho “marginal” para as salas do museu, despertando uma dialética de boa discussão: "onde realmente é o lugar da arte?"
No cotidiano podemos nos deparar quase que em cada esquina com as manifestações do Cusco Rebel, Trampo e Xadalu, por exemplo. Porém a discussão acerca da mesma manifestação nas dependências do museu é a consolidação da manifestação urbana, a arte pela arte, e sua importância como obra, reforçando seu valor e todo o reflexo da arte Urbe-POA, por vezes perturbadora por ser tão explicita e singular.
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Exposição METROPOLITANOSA NOVA URBANIDADE EM EXPOSIÇÃO
ARTISTAS: Braziliano, Carla Barth,CarolW, Celo Pax, Cusco Rebel, Guilherme Nerd, Jotapê, Holie, Lidia Brancher, Luciano Scherer, Luciano Spinelli, Matheus Grimm, Nina Moraes, Paula Plim, Pablo Etchepare, Pedro Gutierres, Renan Santos, Ricardo Dias, Seilá Pax, Sergio Rodriguez, Talita Hoffmann, Trampo, Tridente, True e Xadalu

Local: Museu de Arte Contemporânea do RS, Rua dos Andradas 6° andar da Casa de Cultura Mario Quintana
Visitação: Até 15 de abril, Segunda das 14h às 19h, de Terça à Sexta das 10h às 19h, Sábados, Domingos e Feriados das 12h às 19h.



confira abaixo alguns trabalhos da exposição:

Carol W.


Carol W.


Luciano Scherer


Luciano Scherer


Luciano Scherer


Pedro Gutierres
 
Cusco Rebel

Trampo

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Valéria Luna é Relações Públicas formada pela ESURP – Escola Superior de Relações Públicas de Pernambuco. Teve seu exercício profissional pautado na Produção Executiva de Moda durante quase 10 anos de atuação no mercado do Nordeste, onde coordenou a Feira de Componentes Têxteis – COMTEX, por seis anos e, em 2008, criou a Rede ModaMercado – Rede de Profissionais de Moda, voltada para o agenciamento de profissionais em todo o país para a execução de ações de informação, como palestras, workshops e consultorias. Através da rede, realizou produção executiva de marcas e estilistas, ainda, eventos de moda pelo país.

quinta-feira, 29 de março de 2012

The Horrors - "Primary Colours" (2008)


"E quando eu lhe disse
que tinha uma outra garota
havia me chamado a atenção,
Ela chorou.
E eu a beijei,
com um beijo que
só poderia significar um adeus"
trecho de "Who Can Say"




Descobri o The Horrors em Londres.
Eu estava em uma loja de CD's, a HMV, quando ouço aquele som muito interessante tocar nos alto-falantes da loja. Puxa! Que bom isso, hein! Talvez até já fosse conhecido no Brasil, mas pra mim era novidade. Lembrava o som dos góticos dos anos 80 mas tinha identidade própria. A voz era algo entre um Ian Curtis e um Peter Murphy, o som tinha a crueza do punk do Joy Division, as atmosferas do The Cure, o barulho de Jesus and Mary Chain, o experimentalismo de um Sonic Youth. Bom isso, hein!
Perguntei a uma vendedora que som era aquele e ela me disse que era de uma banda chamada The Horrors, e me mostrou o CD que estava em destaque no balcão. Para minha surpresa, não apenas o som remetia aos darks oitentistas, a capa do álbum era uma referência clara (ou escura) ao disco clássico do The Cure, "Pornography" de 1982. Aí fui ver o nome das músicas e as referências àquele pessoal da minha época aumentava na medida que muitos dos nomes das canções remetiam de certa forma a títulos da banda Joy Division, como "The New Ice Age" (quase igual a "Ice Age" do Joy Division); Can You Remember (lembrando "I Remember Nothing", também do Joy); Three Decades, de certa forma remetendo a "Decades" e "I Can't Control Myself" ao controle perdido do clássico "She's Lost Control" da banda de Ian Curtis. Coincidência?
Até acho que não. Mas em defesa deles, deve-se dizer que mesmo os nomes tendo certa semelhança, tais faixas não tem nenhuma relação direta com a sua correspondente do grupo de Manchester.
Mas semelhanças à parte, o fato é que nem todas essas referências, homenagens, inspirações fazem de "Primary Colours" de 2008 um arremedo dos discos do pós-punk do início da década de 80. Com personalidade, com qualidade, com incremento de elementos mais atuais e com uma produção caprichada do Portishead Geoff Barrow, trouxeram de volta o climão pesado e sombrio de outrora, a melancolia barulhenta dos shoegazers e a tradicional psicodelia do rock britânico, em um dos melhores trabalhos de bandas dos últimos tempos.
Rigorosamente todas as faixas são ótimas mas em especial a de abertura, "Mirror's Image", ruidosa, perturbadora e viajante; "Who Can Say", canção de amor triste cheia de guitarras flutuantes ao melhor estilo My Bloody Valentine; a que dá nome ao disco, "Primary Colours", colorida sob os matizes do punk na faixa provavelmente mais pegada e básica do disco; e a excepcional "Sea Within' a Sea", faixa longa, de estrutura um pouco mais complexa, bem trabalhada e encantadoramente sombria que encerra de maneira gloriosa este ótimo álbum.
Soube depois que o grupo não era bem assim em seu primeiro disco, que passou por uma certa transformação e que era algo tipo um Strokes, um Libertines ou algo do tipo, só que ruim. Bom..., ainda bem que o que eu conheci foi a banda do segundo disco. Nunca me interessei em ouvir o trabalho anterior e nem preciso. Tenho certeza que não pode ser melhor que isso e que a transformação, que dizem ter ocorrido, por certo foi para melhor. E mesmo, se um dia 'der na veneta' e venham a desistir dessa linha, dessa sonoridade, mudem de ideia de novo, resolvam ser extremamente pop e fazer música para o grande público, já terão deixado um dos grandes discos deste início de século.
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FAIXAS:
1."Mirror's Image" – 4:51
2."Three Decades" – 2:50
3."Who Can Say" – 3:41
4."Do You Remember" – 3:28
5."New Ice Age" – 4:25
6."Scarlet Fields" – 4:43
7."I Only Think of You" – 7:07
8."I Can't Control Myself" – 3:28
9."Primary Colours" – 3:02
10."Sea Within a Sea" – 7:59
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Ouça:
The Horrors Primary Colours


Cly Reis