Olhe para o céu! Que beleza, né? Ah, você pensou que estávamos falando do eclipse? Que nada, pois bonito mesmo está o MDC desta semana. Como um corpo em passagem pela frente do sol, o programa se ilumina com a música de Nirvana, Tim Maia, Elza Soares, The Who e Dorival Caymmi, além de um Sete-List a ver, justamente, com o eclipse. Promovendo o encontro dos astros, o MDC pode ser observado a olhos nu hoje, 21h, na astronômica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e fenômeno raro: Daniel Rodrigues
Tá certo que o Gavi já tinha se sagrado campeão com sua Espanha, mas que a situação dele não tá totalmente fácil aí, não tá. Assim é o MDC também: vencedor, mas matando um leão por dia. Agora que a Copa acabou, a gente segue nossa vida com o perrengue nosso de cada dia, mas sempre com música e, desta vez, na companhia de Stereolab, Jorge Benjor, Rolling Stones, Arthur Verocai, Prince e mais. No quatro, especial, um rescaldo da Copa em um Sete-List. Sem dedo na cara, o programa vai ao ar hoje às 21h na pacífica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e esquece Copa, que agora tudo é Eleições: Daniel Rodrigues
A Copa tá se encaminhando para a decisão, mas não adianta: todos os chaveamentos levam ao MDC desta semana. Não poderia ser diferente, afinal temos também "protagonistas", como Lou Reed, Cornelius, Milton Nascimento, Cocteau Twins, Parliament e mais. No quadro especial, um Cabeça dos Outros. Aparecendo na hora que precisa, o programa põe a bola no campo às 21h na decisiva Rádio Elétrica. Produção, apresentação e apostas abertas: Daniel Rodrigues
Prontos para mais uma apresentação de craques? Então, preparem-se, pois é o MDC que põe seu time em campo! Um dia antes de começar a Copa do Mundo, o programa escala seu time com talentos dos mais variados países, como a França de Françoise Hardy, a Inglaterra da The Cure e da Lush, os Estados Unidos de Iggy Pop e, claro, os brasileiros pentacampeões Fernanda Abreu, Carlinhos Brown, Erasmo Carlos e mais. No quadro especial, Um Cabeça dos Outros. Com a equipe formada, o programa dá o pontapé inicial às 21h na futebolística Rádio Elétrica. Produção, apresentação e golaços: Daniel Rodrigues
Estamos na semana do Oscar na torcida pelo nosso O Agente Secreto. Mas o que se vê lá no final do tapete vermelho?! É... o MDC desta semana! Humm, isso pode ser um bom presságio! Assim como é rodar Tim Maia, Morcheeba, The The, Public Enemy e Les Étolies. No quadro especial, Um Sete-List, claro, a ver com os brasileiros no Oscar. Louquinho por mais uma estatueta, o programa vai ao ar às 21h na oscarizável Rádio Elétrica. Produção, apresentação e espumante já gelando: Daniel Rodrigues.
Estão vendo essas imagens? É da ação da polilaminina sobre os nossos neurônios que regenera lesões musculares. Entenderam? Pra falar a verdade, nós não, mas estamos, isso sim, celebrando no MDC o pioneirismo da ciência brasileira. E, claro, a gente celebra com música, que desta vez será de The Cure, Peter Tosh, Rita Lee, Chico Buarque, Ace of Base e mais. Torcendo pelo primeiro Nobel brasileiro para a bióloga Tatiana Sampaio, o programa cruza os dedos hoje às 21h na científica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e louvor à pesquisa: Daniel Rodrigues
Maldito é uma espécie de bendito ao contrário. É nessa lógica que vamos falar da perda de Jards Macalé: ao invés de lamentar, celebraremos! Afinal, temos muito sempre a exaltar de Macau, a começar pela entrevista que ele nos prestou em 2011 para a edição especial de nº 200 do MDC, que iremos reprisar hoje. Também, nesta Semana da Consciência Negra, teremos outros artistas e ainda mais Jards, seja em forma de notícia, letra ou nos abençoando com sua maldição. Desafiando o coro dos contentes, o programa não vai ficar no porto chorando, não, pois às 21h embarca naquele velho navio da Rádio Elétrica. Produção e apresentação american black do Brás do Brasil: Daniel Rodrigues
Deixemos um pouco de lado os homens sórdidos e os ratos mortos na praça. Nesta semana em que a nuvem cigana levou Lô Borges, o MDC celebra ele e também dá lugar a Miles Davis, Ivan Lins, Camisa de Vênus, Body Count, Radiohead e muito mais. No Cabeça dos Outros, o Sol também bate, pois lembramos novamente Lô. Da janela lateral dará para ouvir o programa de hoje às 21h no trem azul da Rádio Elétrica. Produção, apresentação e sonhos que não envelhecem: Daniel Rodrigues.
Será mesmo que a polícia francesa não se deu conta de que o roubo das joias do Louvre é coisa do Arsène Lupin? Intrépido e certeiro assim como o personagem de Leblanc é o MDC, que terá somente joias preciosas na edição de hoje. The Beatles, Cypress Hill, Vitor Ramil, Talking Heads e Miúcha são alguns dos que vão brilhar. Reluzindo igualmente, o ouro negro Grande Otelo, que completa 110 anos de seu nascimento. Roubando a atenção de muita gente, o programa vai entrar pelas janelas às 21h na sorrateira Rádio Elétrica. Produção, apresentação e joias bem escondidas: Daniel Rodrigues
A pergunta que não quer calar: quem vai ouvir o MDC de hoje? Enquanto uns param na frente da TV para tentar saber quem matou Odete Roitman, os espertos sintonizam no programa para ouvir a edição especial de nº 430. Quem vier conosco vai ganhar uma recompensa em DOSE DUPLA, estamos avisando! Sem motivos pra matar ninguém, entramos no ar no horário da novela das 9 na insuspeita Rádio Elétrica. Produção e apresentação: Daniel Rodrigues (mas quem será mesmo que atirou?...)
Ei, você, que não tem medo de Lei Magnitsky e que não arreda um centímetro pra perdoar bandido, este programa é feito pra você! Numa "excelente química", o MDC de hoje convoca House of Pain, Antônio Adolfo, Luiz Melodia, The Stooges, Air e outros, digamos, "caras legais". Também tem um novo Cabeção, desta vez celebrando os 90 anos do compositor estoniano Arvo Pärt. Contra qualquer blindagem ou anistia, o programa reúne milhares em ato às 21h na manifestante Rádio Elétrica. Produção, apresentação e soberania inegociável: Daniel Rodrigues.
Eu se fosse você ia na pilha do SIG, viu? Afinal, o MDC desta semana está adoravelmente neurótico. Vai ter de Public Enemy a Clementina de Jesus, de Pequeno Cidadão a Curtis Mayfield, de Keith Richards a Maria Bethânia. E tem também Cabeça dos Outros, igual o SIGmund Freud, que cuidava exatamente disso. Saudando e com saudades de Jaguar, o programa vai ao ar às 21h na satírica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e mais uma dose pra salvar Jaguar: Daniel Rodrigues.
Esta é a impressão digital mais antiga da humanidade até então desconhecida. Mas se você prestar bem atenção vai ver que, na verdade, não é tão desconhecida assim. Afinal, música tá no DNA do MDC desde os primórdios. Deixando seu datilograma hoje temos João Donato, George Benson, Henri Mancini, Alien Sex Fiend, Marisa Monte e mais. Também, salves para os 80 de Anthony Braxton e de Ivan Lins e uma despedida a Bira Presidente. Na ponta dos dedos, o programa hoje vai ao ar às 21h na autêntica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e marca original: Daniel Rodrigues
Sebastião Salgado, esse gênio que nos deixou, cantava enquanto fazia fotografias. E a gente, para chegar perto de Deus como ele, canta também. No MDC desta semana, ele será motivo de música, assim como o serão The Cure, Daniel Salinas, Cocteau Twins, frevo, Lou Reed e outros. No Palavra, Lê, também louvamos Bob Dylan, que sempre é hora. O programa aponta suas lentes às 21h em direção à amazônica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e pés na terra: Daniel Rodrigues
O homem vai, mas o seu exemplo fica. Seguindo o legado de Pepe Mujica, nossa revolução dos afetos se dá através da música, seja na de João Donato, Tracy Chapman, Tom Zé, Tânia Maria, Brian Eno ou outros. Também tem Cabeça dos Outros, pra gente exercitar a empatia como fez Mujica. Libertário, o MDC de hoje vai ao ar às 21h na militante Rádio Elétrica. Produção, apresentação e moléculas sonoras: Daniel Rodrigues
“É nessa parte que eu ganho tudo o que eu sempre quis? Quem disse isso? Posso receber meu dinheiro de volta?”
Trecho de Bored In The USA
Falar sobre amor em músicas é clichê, certo? Convivemos com artistas cantando sobre o tema há séculos, oferecendo diversos pontos de vista (que muitas vezes se repetem) sobre esse sentimento único da experiência humana. Um álbum conceitual também soa como um lugar-comum à essa altura do século XXI, não? Pois bem: em 2015, um multi-instrumentista nascido em Maryland, com parte de sua carreira na cena de Seattle e vivendo em Los Angeles, Josh Tillman, lançou sob sua persona Father John Misty sua grande obra (até o momento): "I Love You, Honeybear".
Proveniente de uma família evangélica, Tillman cresceu em um ambiente culturalmente opressivo, onde não pôde escutar música "secular" até sair de casa. A única exceção que conseguiu abrir foi quando já era adolescente e convenceu seus pais que Bob Dylan era um artista cristão, por conta do álbum "Slow Train Coming".
Antes do sucesso, o artista lançou diversos discos sob o nome J. Tillman, que tiveram uma recepção modesta na cena indie-folk americana. Em 2008 se tornou baterista da banda Fleet Foxes e após quatro anos com o grupo, Josh deixou o grupo e se mudou para Los Angeles numa espécie de última tentativa (ou desespero). Lá, durante uma bad trip de LSD, passou dias sob efeito da droga e, ao retornar à plena consciência, surgiu com inúmeras inspirações musicais — além de um novo alter ego: sábio, irônico e quase messiânico: o Father John Misty.
Em 2012, lançou seu primeiro disco sob o seu pseudônimo: Fear Fun, pelo selo Sub Pop (com o qual segue até hoje). O álbum recebeu avaliações positivas e trouxe a Tillman mais visibilidade do que seus 10 anos anteriores de carreira. Canções como "Nancy From Now On" e "I'm Writing a Novel" revelam seu estilo: recheadas de sarcasmo e auto-descobrimento, com letras inspiradas por experiências pessoais e viagens psicodélicas.
Já no segundo disco, é notável uma evolução. Um passo além em relação ao trabalho anterior, "I Love You, Honeybear" foi presença frequente nas listas de "melhores do ano" de 2015. Tillman estava claramente imerso na realidade de seu recém-celebrado casamento com a fotógrafa Emma Elizabeth Garr. Mas o álbum vai além da paixão intensa daquele momento: ele também reflete sobre a sociedade americana, o “American Way of Life” do momento e a consolidação da cultura hipster — que ele mesmo ironicamente personifica. Tudo isso engarrafado com doses de humor sem soar forçado.
Musicalmente, a obra transita entre soul, rock, folk e baladas no estilo crooner. Em vinil, "ILYHB" foi lançado como disco duplo em 45 RPM, acompanhado de um encarte riquíssimo, cheio de fotos das cartas que trocou com sua esposa, fotos da lua de mel e mais algumas imagens. Aliás, Tillman faz questão que todos os seus álbuns estejam disponíveis em vinil e até fita K7.
Destaco aqui a faixa-título, que abre o disco com uma intensidade tão grande que já nos coloca dentro do universo que o autor vivia naquele momento. A letra fala de um amor visceral: “nus, ficamos chapados no colchão, enquanto o mercado financeiro global colapsava”, e, ironicamente, chama sua parceira de “ursinho de pelúcia”. "Chateau Lobby #4 (in C for Two Virgins)" faz referência ao icônico Chateau Marmont, em Los Angeles, onde ele e Emma passaram a lua de mel. Contudo, a canção mescla realidade e ficção, abordando a perda da virgindade de maneira quase lúdica e finalizada com um belíssimo solo de trompetes.
"The Night Josh Tillman Came To Our Apt". nos traz sua melhor mimica de Velvet Underground, em que Misty conta, com enormes doses de sarcasmo a história de uma menina pretensiosa que o foi visitar, a qual ele detesta por achar que sabe de tudo, além de “ter ideias modernas e cantar igual a Sarah Vaughan”, a qual nosso locutor retruca com "Eu odeio essa levitação sentimental que garotas brancas fazem”. "The Ideal Husband" nos traz um relato de tudo que um marido ideal não deve fazer, desde mentir, sexo desprotegido e dizer coisas horríveis às pessoas que ama.
"Bored In The USA" é uma sátira amarga ao contexto do americano médio no capitalismo tardio. Diferente do Boss, Tillman inicia com um piano lastimoso, abordando sobre a amargura de um americano médio, que vive para trabalhar e pagar seu empréstimo sub-prime (típico dos EUA para compra de casas), além de citar o apego do povo estadunidense com seus símbolos, enquanto afunda em remédios para conseguir lidar com sua realidade e suas dívidas. Ao fundo, é possível escutar risos, como se ridicularizasse as situações de vida do nosso narrador.
Em "Holy Shit", nosso “pastor” segue o embalo crítica social e traz um tópico matriz da sua existência, aliado com o tópico matriz do disco: a religião e o amor. Na canção, ele cita e ilustra diversos conceitos da sociedade ocidental, os colocando em perspectiva quando comparado com o que realmente deveria significar ser humano, ou viver em uma sociedade, como no verso “talvez o amor seja uma instituição baseada na escassez de recursos; mas eu falho em entender o que isso tem a ver com você e eu".
Apesar de pessoal, a obra é extremamente universal, e é justamente o contexto de Josh Tillman que faz com que o Father John Misty traga uma nova perspectiva ao assunto. É sincera, sexy, e apaixonada, como o amor deve ser. O último verso do álbum é, supostamente, composto das primeiras palavras que disse a sua esposa: “te vejo por aí! Qual seu nome?”.
"I Love You, Honeybear" é, acima de tudo, um retrato honesto da contradição de existir: amar profundamente em um mundo cada vez mais cínico. Tillman transforma suas neuroses, senso de humor e ironia em algo que soa universal, mesmo que parta de um lugar profundamente íntimo. É um disco sobre amar e abraçar vulnerabilidades, e sobre tentar manter a sanidade quando tudo em volta parece implodir.
Clipe de"The Night Josh Tillman Came To Our Apartment", deFather John Misty
*********************
FAIXAS:
1. 'I Love You, Honeybear" - 4:39
2. "Chateau Lobby #4 (In C For Two Virgins)" - 2:51
3. "True Affection" - 3:57
4. "The Night Josh Tillman Came To Our Apt." - 3:36
5. "When You're Smiling And Astride Me" - 4:34
6. "Nothing Good Ever Happens At The Goddamn Thirsty Crow" - 4:35
É sério essa febre de colorir desenho de ursinho? É cada coisa que me aparece... Sem muito saco pra pintar, mas convicto em dar seu recado, o MDC traz uma galera com passatempos muito mais proveitosos, como Luiz Melodia, Tom Jobim, Nick Drake, Ira!, Gabriel Yared e outros. Ainda, um Cabeça dos Outros igualmente, digamos, edificante. Colorindo a vida com notas musicais, o programa pinta por aqui às 21h na paleta da Rádio Elétrica. Produção, apresentação e coisa melhor para fazer: Daniel Rodrigues.
Vamos dar um tempo para as delações do Golpe, as eleições na Alemanha ou as negociações de cessar-fogo na Ucrânia. Hoje, a gente completa 400 edições do MDC. Para celebrar, trazemos uma entrevista especial com o músico, jornalista e produtor Thomas Pappon. Lenda do underground paulistano, ele é uma das principais cabeças por trás de bandas icônicas do rock alternativo dos anos 80 e 90, como Fellini, 3 Hombres, Smack, Voluntários da Pátria e The Gilbertos. Não percam então: hoje, 21h, na Rádio Elétrica. Produção, apresentação e quatro centenas de alegrias: Daniel Rodrigues
É guerra de tarifa pra cá, é retaliação pra lá... Olha, se continuar assim, vão sobretaxar até quem escuta o MDC. Enquanto o Trump não se dá conta disso, a gente traz um programa tipo exportação saído de fábrica. João Bosco, Karnak, R.E.M., Cátia de França e um Cabeção à memória de Alban Berg só fazem dar mais valor agregado à nossa carga. Livre de impostos, a edição entra em rota a partir das 21h pelos mares musicais da portuária Rádio Elétrica. Produção, apresentação e contêineres de música boa: Daniel Rodrigues.
Será que a estatueta dourada vem desta vez, Fernandinha? O que a gente tem certeza é que o MDC, este sim, está reluzindo como ouro. Tem Ryuichi Sakamoto, Iggy Pop, Television, Erasmo Carlos e um Cabeção celebrando os 80 anos de Robert Wyatt. É ou não é ouro em pó?! Totalmente indicado, o programa é anunciado às 21h na oscarizável Rádio Elétrica. Produção, apresentação e clima de Copa do Mundo: Daniel Rodrigues