terça-feira, 12 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
COTIDIANAS n° 368 ESPECIAL DIA DAS MÃES - "Mãe"
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"A Vida" - REIS, Cly
grafite sobre sulfite com manip. digital
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Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!
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"Mãe"
Mário Quintana
sábado, 9 de maio de 2015
Quadrinhos no Cinema #1 - "Barbarella", de Roger Vadim (1968)
Barbarella, A primeira superprodução e primeiro grande filme das HQ's
por Vagner Rodrigues
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Inocência, beleza e sensualidade.
Tudo isso na maravilhosa Jane Fonda
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Barbarella (Jane Fonda) é uma agente espacial que viaja pelo universo fazendo
missões especiais a pedido do presidente da Terra. A história se
passa durante uma das missões de Barbarella, onde ela vai atrás do
perigoso Dr. Durand Durand (sim, foi daqui que a famosa banda tirou
seu nome). Ao longo de sua jornada ela vai se deparando com
diferentes raças e planetas, no meio deste intercâmbio cultural,
ela descobre os prazeres do sexo, daí a ficção científica vai
para o espaço (entenderam a piada?) e o filme e só Barbarella
conhecendo diferentes homens e fazendo sexo com eles. Não tem nada
explícito, o filme é sensual, desde seu início, a cena de abertura
é um strip-tease de Jane Fonda, de dar inveja a Sandra Bullock em 'Gravidade".
Fonda
é pura sensualidade nesta obra. O seu ar inocente (beirando ao
estereótipo de loira burra), combinado com suas roupas provocantes,
levam os homens a loucura, só por isso o filme já merece ser
assistido.
O
roteiro é uma bagunça, as falas são horríveis, muitos diálogos
sem sentido, e os efeitos até mesmo para época são muito ruins.
Não é um bom filme tecnicamente falando, o som é ruim, atuações
quase amadoras, mas você consegue tirar algo de positivo do filme.
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Os muitos uniformes de Barbarella.
Muito práticos para viagens espaciais.
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Não
se engane com o que você leu até aqui, pode parecer uma obra
machista, mas não é. Roger Vadim acerta em cheio em sua adaptação,
ao deixar sua obra exalando sexualidade, pois este é o espírito da
HQ, o filme e a HQ são da época de força da luta do feminismo, do
direito de igualdade e liberdade da mulher, no filme é retratado a
liberdade sexual da mulher. Barbarella não é um objeto, ela quer
prazer, por isso procura os homens, e não o contrário. Ela seduz
(mesmo sem querer), mas não é seduzida, ela é inocente em alguns
momentos, mas nunca inferiorizada. Claro, é um filme de um diretor
homem, baseado em uma HQ de escritores homens, para o público em sua
maioria de homens, por isso há um exagero ao mostrar a sensualidade
de Barbarella, você pode assistir o filme com essa visão, de um
filme soft erótico, está no seu direito, mas aconselho a superar
essa camada, que irá aproveitar muito mais.
Foi
isso, essas camadas do filme que me fascinaram. Você pode velo como
um “filme machista”, que utiliza da sensualidade de Jane Fonda ao
extremo (e usa maravilhosamente bem), pode também olhar um filme com
a coragem de colocar uma heroína como personagem principal, o que
ainda é difícil nos dias de hoje, ou simplesmente um filme tosco,
sem sentido, o importante é: Assista ao filme e faça sua escolha,
pretty! pretty!.
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| O striptease da abertura. E que abertura! |
Lucas Arruda – “Sambadi” (2013)
“Musicalmente
falando, eu acho que o que estou fazendo é, basicamente, a
continuação de uma estética de linguagem musical que existe no
Brasil desde os anos 60 e 70, mas que de repente ficou meio esquecida
por aqui.”
Lucas Arruda
”Esse
cara é um gênio. Para mim, ele salva esse cenário supermedíocre
de hoje”.
Ed Motta
Ano
passado publiquei aqui no Clyblog uma lista dos meus melhores discos instrumentais brasileiros de todos os tempos. Salvo a minha
ignorância de não listado a obra-prima de Robson Jorge e Lincoln
Olivetti, de 1982 (menção esta aqui com a qual me sinto agora livre
do justo espancamento), um que não incluí, pois ainda não o
conhecia nem o entendia suficientemente devido à sua recência, é
“Sambadi”, de Lucas Arruda, de 2013. Considero, no
entanto, que desfaço agora duplamente a injustiça ao sagrá-lo como
um ÁLBUNS FUNDAMENTAIS, tanto por destacá-lo assim, exclusivamente,
como pelo fato de ser o álbum mais recente sobre o qual já escrevi
entre os meus mais de 40 para esta seção.
O
certo é que esse destaque não se sustenta por um sentimento de
culpa. “Sambadi” é que é muito bom. Primeiro disco deste
talentoso jovem capixaba multi-instrumentista radicado no Rio de
Janeiro, é ao mesmo tempo um trabalho autoral e raro na música
brasileira dos últimos 20 anos como também uma homenagem aos ídolos
da soul music e do samba-jazz brasileiro, forte nos anos 60 e
70 mas gradativamente desvalorizado a partir dos 80. O resultado é
um disco semi-instrumental altamente sofisticado pela habilidade de
Lucas, responsável por praticamente todos os instrumentos (a
bateria, único que ele não toca, é de seu irmão, Thiago Arruda).
As referências vão dos mestres norte-americanos Stevie Wonder,
Curtis Mayfield e George Duke aos brasileiros Tamba Trio, Azimuth,
Marcos Valle, Black Rio, Sambrasa Trio, Ed Motta, os próprios Robson
Jorge, Olivetti, entre outros dentre os que dominam o legado da MPB e
o manancial estético oferecido pelo jazz e o R&B.
“Physis”
dá a cara da abertura com uma linha de sintetizador marcando acordes
que vão e voltam, acompanhados por vocalises de Lucas. Ao fundo, um
clima muito brasileiro se forma com sons da natureza de nossa flora e
fauna. Prenúncio da brasilidade que se sentirá fortemente a partir
dali. Sem dar tempo de respirar, a primeira faixa emenda com “Tamba”,
um samba-funk gostoso e sofisticado no qual Lucas manda ver em
lindos improvisos de seus teclados (piano, Fender Rhodes e
sintetizador). Nos tons médios, a guitarra, numa levada de mexer o
esqueleto, sustenta a base junto com o Rhodes e a batida sincopada da
caixa, enquanto o baixo e o bumbo mantém a seção grave. Afora a
visível homenagem ao famoso trio de bossa-jazz dos anos 60 comandado
pelo pianista Luiz Eça, a sonoridade remete mesmo durante todo o
disco fortemente à Azimuth, outra grande banda da mistura de jazz e
MPB, porém esta, já setentista, com o espírito fusion de
então.
Aliás,
a arquitetura timbrística de “Sambadi” respira o tempo todo a
Rio de Janeiro e a essa atmosfera da Azimuth, e isso por dois
motivos. Primeiro, pelo arranjo e produção serem do próprio Lucas
Arruda, que encerra todas as músicas do disco dentro do mesmo
conceito sonoro: bateria e/ou percussão e/ou programação de ritmo
(uma ou duas juntas no máximo), guitarra, baixo, piano elétrico e
sintetizador ou Fender Rhodes. Fora um ou outro instrumento ocasional
(cavaquinho, violão) ou voz, as texturas do disco são
permanentemente essas, o que lhe dá bastante coesão. E essa
sonoridade é muito Azimith, principalmente no mitológico "Light as a Feather", de 1979, porém adicionando a isso a limpidez dos estúdios digitais de hoje. Segundo: quem executa tudo é apenas um
músico: o próprio autor – fora a bateria, que também vêm de
alguém do sangue Arruda. E com tamanho talento, tudo funciona
redondinho. “Batuque” (outra referência a seus mestres, nesse
caso, o clássico “Batucada Surgiu”, dos irmãos Valle, de 1967)
acelera o ritmo mas mantém a mesma malemolência e elegância. Na
percussão, além da bateria, um agogô joga o ouvinte pra dentro de
um terreiro de samba. Nesta, Lucas investe em solos não só de seus
teclados, mas também da guitarra, tudo sob uma linha de baixo 4/4
maravilhosa a la Ron Carter que lembra as realizadas pelo
baixista norte-americano nas memoráveis gravações com os
brasileiros Airto Moreira, Tom Jobim e Hermeto Paschoal.
A
black music ganha um preito especial em “Who’s that Lady”,
de autoria de O'Kelly Isley, do grupo soul norte-americano
Isley Brothers, das poucas cantadas do disco. Clima sensual e
charmoso nesse AOR que podia rodar em qualquer rádio retrô tipo
Continental que os desavisados achariam que foi gravada nos anos 70.
Sem percussão, apenas no piano elétrico e sintetizador, “Rio
Afternoon”, na sequência, é quase uma vinheta atmosférica como a
inicial “Physis”, demarcando agora o começo de uma nova seção
do disco, como se o CD tivesse o lado B do vinil. Essa segunda parte
começa com a também curta “Na Feira”, um baião hi-tech,
provando o quanto Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira são sofisticados.
Tudo
isso faz cama para a excepcional faixa-título em seus cerca de cinco
minutos de puro desenvolvimento de solos e perícia nas linhas de
base. O espírito nordestino se mantém na marcação metálica de um
triângulo, que vem com os keyboards espaciais do Rhodes e uma
rica linha de guitarra ao estilo Nile Rodgers. Uma programação
eletrônica, associada à bateria e a percussões, aponta o ritmo. O
baixo, entretanto, é um destaque à parte, denotando o quanto Lucas
é ouvinte atento de suas fontes. Com uma letra quase incidental, ele
canta versos que mais fazem dar sentido melódico à ideia de “samba
de” (“Sambadi balada/sambadi quebrada/ sambadi embolada/
sambadi linha do mar...") do que para inventar poesia. A
melodia, swingada e requintada, algo entre o samba e o funk, dá
espaço tanto para os solos quanto para floreios dos instrumentos,
principalmente da guitarra e do Rhodes.
Outra
aberta lembrança à Azimuth, “Carnival” (alusão à “Jazz
Carnival”, sucesso da banda de José Roberto Bertrami) põe ainda
mais groove no samba. Já “Alma Nova” faz cair novamente o
ritmo para aclimatar uma bela bossa-nova romântica, a última com
letra de verdade. Lucas canta com leveza e afinação sobre uma
batida de violão sincopada, característica do estilo, somada a um
acompanhamento na bateria do irmão Thiago digno de um Milton Banana
ou um João Palma. O piano e o Rhodes estão ali funcionando no
arranjo como integradores da faixa ao restante do repertório mesmo
com a estética distinta que a bossa-nova impõe. Para arrematar, uma
nova sequência de “Tamba”, finalizando o álbum novamente com um
instrumental de alto virtuosismo.
Festejado
por gente do calibre de Ed Motta, por quem a admiração é
recíproca, o surgimento de Lucas Arruda vem como um raiar de
esperança na música brasileira contemporânea tão infestada pelo
medíocre, conformada com o mediano e, quando melhor que isso, ainda
ditada por artistas de gerações (bem) anteriores. Ironicamente, o
que acontece com Lucas Arruda é a repetição do que muitas vezes já
se viu em terras tupiniquins: seu trabalho foi apreciado antes no
exterior (no caso dele, Europa e Japão) para depois receber atenção
aqui. Pouca, diga-se de passagem. E se a galera da MPB pós-bossa-bova
está toda na faixa dos 70 anos, o aparecimento de um guri de apenas
32 de idade (30 quando gravou “Sambadi”) é no mínimo alentador.
Com uma estreia luminosa como essa isso se torna ainda mais
promissor. Neste sentido, não parece coincidência que seu novo CD,
lançado em março desse ano (novamente primeiro no exterior) traga
um título consideravelmente simbólico: “Solar”.
Lucas Arruda - Sambadi (Radio Edit)
**************
FAIXAS:
1.
Physis - 1:15
2.
Tamba, Pt. 1 - 7:10
3.
Batuque - 5:38
4. Who's That Lady (O'Kelly Isley) - 3:40
5. Rio
Afternoon - 1:37
6. Na
Feira - 1:29
7.
Sambadi - 5:18
8.
Carnival - 3:30
9.
Alma Nova (Arruda/Fabricio Di Monaco) - 5:33
10.
Tamba, Pt. 2 - 4:41
todas
as composições de autoria de Lucas Arruda, exceto indicadas.
*********************
OUÇA
O DISCO
por Daniel Rodrigues
quinta-feira, 7 de maio de 2015
cotidianas #367 - O Diabo Não é Tão Feio Quanto Parece
Aquele cara comum, absolutamente comum, ficou simplesmente embasbacado quando aquela mulher fantástica, linda, de formas estonteantes sentou-se à sua frente naquela mesa de lanchonete, afinal não era acostumado a que mulheres lhe dessem alguma bola, quanto mais uma daquelas. O que aquele monumento poderia querer na mesa dele? Provavelmente o confundira com alguém.
Mas ela sentara e permanecera ali. Encarando-o com insistência.
Após um curto momento de silêncio no qual ficou questionando para si próprio a que devia tamanha sorte, ou se aquilo seria alguma sacanagem de um colega da faculdade, brincadeira de programa de TV ou algo do tipo, ficou mais intrigado ainda quando a loira de olhos incrivelmente azuis disparou:
- E então?
- E então o quê? - respondendo à pergunta com outra pergunta, verdadeiramente confuso.
- Você me chamou. - respondeu um tanto evasivamente deixando espaço para que o rapaz pensasse.
- Eu chamei?
O olhar penetrante daqueles olhos profundamente azuis combinado com uma insinuante erguida de uma das sobrancelhas tratou de esclarecer a situação.
- É você? - perguntou verdadeiramente espantado o garoto apesar de já ter a resposta - Mas eu achei que fosse...
- Um homem - completou a loira interrompendo-o - Eu assumo muitas formas: mulher, homem, serpente, fogo, árvore.
- Desculpe, mas é que você me deixou um pouco... É que assim está... lindo... linda.
- Viu, o Diabo pode não ser tão feio quanto parece. - e riu da própria graça.
- Não esperava que fosse assim, aqui.
- Podia ser em qualquer lugar. Quis que fosse bem casual. Pra você ficar mais relaxado. Mas vamos lá, - mudando o rumo da conversa - o que é que vai ser?
- Como assim?
- O que você quer de mim? Para que me chamou? Em que posso ajudá-lo? - quis saber a loira.
- O de sempre: fama, dinheiro, mulheres.
- Bom, - fez uma pausa - vou te dar a fama. O dinheiro e as mulheres ficam por sua conta. Pode estar certo, vão vir naturalmente.
O rapaz assentiu com satisfação mas logo em seguida desfez o sorriso e completou:
- Mas pra você? O que que vai ser?
- O de sempre. Você sabe.
- Sim. Já imaginava. Sem problema. Não vale muita coisa.
- Pode não valer agora que você é ninguém, mas pode ter certeza que vai valer muito quando o mundo estiver atrás de você. É bom pensar bem, porque quando eu voltar pra cobrar, eu quero. E aí não tem volta... - deixou a frase aberta esperando resposta do rapaz.
- Eu tenho certeza do que quero. Tenho certeza do que estou fazendo.
- Tá bom - disse o mulheraço pegando um guardanapo, anotando alguma coisa e logo em seguida arrastando-o na mesa para o lado do carinha. - Esse é o nome que vai usar daqui pra frente.
O rapaz olhou e pela expressão deu a entender que gostara do batismo.
- Estamos fechados? - quis garantir a moça.
- Fechados. Mas, só como curiosidade, - emendou - posso saber o que pretende fazer com tantas?
- Almas?
Ele assentiu com a cabeça.
- Ah, eu estou preparando algo grande. Grande mesmo. - explicou mal conseguindo disfarçar a satisfação.
À pequena exultação daquela divindade seguiu-se um breve novo momento de silêncio que foi oportunamente quebrado pelo rapaz:
- Bom, acho que era isso...
- Pois é - concordou a mulher - Tenho que ir. Tenho muitas coisas pra fazer. Você nem faz ideia - repetindo o intrigante levantar de sobrancelha.
Levantou-se e dirigiu-se à saída num andar serpenteante absolutamente hipnótico que o rapaz acompanhou atentamente virando o pescoço do lugar onde estava para poder acompanhar todo o percurso daquela deusa até a porta.
Depois disso permaneceu por mais algum momento na mesa ainda repassando mentalmente o que acabara de acontecer. Pegou o guardanapo de papel da mesa e saboreou seu novo nome mais uma vez. Um dia todos o conheceriam. Todos saberiam quem era. Sorriu para si mesmo, deixou o dinheiro para pagar o café que tomara, pensou em levar a anotação da mulher, mas deixou na mesa aquele documento informal que trazia seu novo batismo. Não tinha necessidade de levá-lo. Não esqueceria seu novo nome. O nome que o mundo inteiro conheceria e respeitaria. Em breve.
Com um sorriso bobo no rosto, também dirigiu-se à porta de saída e, na rua, perdeu-se entre os tantos na multidão da cidade.
No bar, a garçonete chegou até a mesa, recolheu a xícara, passou um pano, pegou o dinheiro e o lixo. Notou que um dos guardanapos trazia um nome escrito. Não lhe dizia nada. Não conhecia ninguém com aquele nome. Amassou o pedaço de papel e o colocou junto com os outros sujos na bandeja.
Cly Reis
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