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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

The Who 'Live at Leeds" (1970)




"O melhor álbum de rock ao vivo de todos os tempos."
The New York Times


Vim ouvindo hoje no carro The Who “Live at Leeds”. Pra mim o melhor álbum ao vivo de todos os tempos. The Who é rock puro na sua essência e certamente uma das mais influentes bandas para estilos e gerações que se seguiriam, tendo, por exemplo, uma música gravada posteriormente pelos Sex Pistols, “Substitute”.
O disco saiu originalmente em 1970 em LP com apenas seis faixas e com uma capa que era uma espécie de pacote de papel pardo. Quando lançado em CD em 1996 agregou o restante do show e consolidou o set-list definitivo. “Summertime Blues” de Eddie Cochram ganha uma ótima versão,“Young Man Blues” está “matadora”, com Keith Moon endiabrado no final, “My Generation” fica quilométrica e recheada por diversas inserções. O álbum original fecha “Magic Bus” é simplesmente mágica.
Em 2001 uma versão luxo trouxe um segundo CD com a ópera-rock Tommy, que é legal também mas o clássico mesmo é o CD-1.

The Who “Live at Leeds”
CD 1
  1. "Heaven and Hell" (Entwistle) – 5:09
  2. "I Can't Explain" (Townshend) – 2:26
  3. "Fortune Teller" (Neville and Spellman) – 3:22
  4. "Tattoo" (Townshend) – 3:00
  5. "Young Man Blues" (Allison) – 5:56
  6. "Substitute" (Townshend) – 3:04
  7. "Happy Jack" (Townshend) – 2:13
  8. "I'm a Boy" (Townshend) – 2:45
  9. "A Quick One, While He's Away" (Townshend) – 8:51
  10. "Summertime Blues" (Capehart and Cochran) – 3:34
  11. "Shakin' All Over" (Kidd) – 4:34
  12. "My Generation" (Townshend) – 15:24
  13. "Magic Bus" (Townshend) – 8:21
CD 2
Tommy
  1. "Overture" (Townshend) – 6:53
  2. "It's a Boy" (Townshend) – 0:31
  3. "1921" (Townshend) – 2:26
  4. "Amazing Journey" (Townshend) – 3:18
  5. "Sparks" (Townshend) – 4:23
  6. "Eyesight to the Blind" a.k.a. "Born Blind" (Sonny Boy Williamson) – 1:58
  7. "Christmas" (Townshend) – 3:19
  8. "The Acid Queen" (Townshend) – 3:35
  9. "Pinball Wizard" (Townshend) – 2:25
  10. "Do You Think It's Alright?" (Townshend) – 0:22
  11. "Fiddle About" (Entwistle) – 1:13
  12. "Tommy, Can You Hear Me?" (Townshend) – 0:55
  13. "There's a Doctor" (Townshend) – 0:23
  14. "Go to the Mirror!" (Townshend) – 3:24
  15. "Smash The Mirror" (Townshend) – 1:19
  16. "Miracle Cure" (Townshend) – 0:13
  17. "Sally Simpson" (Townshend) – 4:01
  18. "I'm Free" (Townshend) – 2:39
  19. "Tommy's Holiday Camp" (Keith Moon) – 1:00
  20. "We're Not Gonna Take It" (Townshend) – 8:48
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OUÇA:
The Who Live at Leeds Deluxe Edition


Cly Reis

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "O Meio-Voto"



Também aproveitarei este espaço para contar algumas histórias de um lugar mui, mui bonito, chamado Dois Morro. Trata-se é uma cidade que fica entre a Província Cisplatina e a Província de São Pedro, ali no Rio Grande. Muita gente diz que nem existe esse lugar, dada a grandiosidade dos acontecimentos que lá se passam. Não aparece no mapa, por problemas de direito de imagem, mas que existe, existe e existe bem!. Mas essas conversas da inexistência de Dois Morro é só inveja dessas outras cidadezinhas como Paris, Londres, Rio, que não chegam perto da grandiosidade de Dois Morro.
Pra falar a verdade eu nem vou contar os causos de Dois Morro. Vou deixar que um antigo morador da cidade, nascido e criado lá, se encarregue destes relatos históricos.
Contarei aqui a partir de hoje com a colaboração do meu compadre Chico Lorotta.
Com vocês os Causo de Dois Morro:

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Buenas! Coméquicêsvai?
Já qui tamo nessépoca de elegimento de prefeito e vereadorias, queria aproveitá pra contá um causo que eu sealembrei que aconteceu no preito de 1926. Cês tão achando que essa diferencia nos Rio de Janeiro foi apertada? Que aquilo ali foi eleiçã equilibrada? É porque cês num viro a de Dois Morro de milnovcentsvintceis!
Concorria o Coronel Agripino Roncoso, dono de terra, respeitado, home de bem e de muita poderância; e o Seu Hermenegildo da Farmácia, que não tinha tanto influenciamento e dinherância, mas tamém era mui respeitado e querido da populagem, por causa da sua boa prosa, simpaticismo, bondeza e por sê um home do povo, mesmo.
A campanhice eleitoresca foi desigualitária: o Coronel distribuía charque, dava churrascada e mais churrascada, fechava o putero e distribuía as chinoca pra peonada, enquanto que o Seu Hermenegildo fazia o que sempre feiz: trocava uma idéia com um ali no bolicho, tomava uma cachaça com outro ali adiante, dava um purgante de grátis pra quem tivesse de necessitamento e distribuía uns, tipo que uns, santinho com a fotografia dele e com o númbero pra votagem, que ele mandô fazê coas economia lá da drogaria.
Assim se seguiu o Coronel Roncoso fazendo uso de suas maneira e recur$$o pra ganhar a disputância e o Hermenegildo indo mais pela simpatia.
Até que chegou o dia do votacionamento! Aquele dia foi um alvorolço: as gente pra lá e pra cá de cavalo, de apé, de carroça, de tudo. Só pra ir votar.
No fim da tarde, quando acabou o troço, fôro pras apuaração. Contaro, contaro, contaro e era um voto aqui, otro ali. Um pro Coronel, otro pro Hermenegildo, um pro Hermenegildo, otro pro Coronel. Até qui quase seis meis dispois, porcaus do populamento sê muito grande, se chegou no último papelito (naquela época era a tar da célula eleitoral). Pois então que contaro tudo e não é que o Coronel Roncoso ganhou o preito por meio voto? Meio voto!!! Poi sim!
A festança foi grande. Teve, foi, uma bailanta que durou treis dia seguido. Coisa linda de se vê! A peonada tudo bêbada vomitando pelos canto.
Passada a festa foi que se veio a se sabê que a diferência de meio voto se deu-se por causdeque tinha um peão lá, um índio mui do indignado que não queria saber de votá no Coronel e tinha alardeado aos quatro vento, por todas as banda esse decisionamento, de modo a todo mundo tê sabiência.
Foi então que o Coronel resolveu aplicar um corretivo no tar. Foi éntão ele que mandou uns capanga dele cortá as perna do vivente de modo a ele não í votá. Mas adiantô? Que nada! Taura brabo, insitente, não ia se michá só por causa de um taiozinho nas perna.
Foi. Foi votá. Mal alcançô a urna mas conseguiu. O pobrema é que pramodefavorecimento do Coronel, o tar do juíz eleitorense, que já tava "no bolso", deu um jeito de só fazê valê só meio voto o do xirú de meio corpo. Aí que o preito que ia acabar empatado, foi vencido pelo Coronel Roncoso por meio voto, que aliás foi o nome pelo qual o gaudério ficou conhecido, Meio-voto.
Que barbaridade, hein! Judiação com o vivente!
Foi a disputa eleitorense mais peleada de Dois Morro e por conta do corretivo dado no cidadão o Coronel Roncoso se relegeu mais treis veiz até que veio a morrê com um tiro de espingarda, muitos anos dispois.



postado por Chico Lorotta

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Delicatessen", de Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro (1991)



Assisti ontem à noite mais uma vez ao ótimo “Delicatessen”.do diretor francês Jean-Pierre Jeunet em parceria com o também francês, Marc Caro.

É um barato aquele filme com seu visual exótico, quase pictórico com algo de expressionismo nos seus cenários. Uma comédia de humor-negro que se passa provavelmente num futuro devastado onde a comida ficou escassa e carne é coisa rara.

O filme passa-se numa espécie de pensão na qual funciona um açougue, e onde o açougueiro emprega lá seus “meios” para abastecê-lo. Neste prédio vai morar um ex-artista de circo que se envolve com a filha do açougueiro que também é o dono do prédio e por aí a coisa vai.

Um grande barato os personagens: a mulher que sempre tenta se suicidar, o velho do porão com seus sapos e lesmas, a filha míope, os Trogloditas e tudo mais.

Este visual ao qual me referi, pitoresco e obscuro, provavelmente impressionou aos produtores americanos da 20th. Century Fox e acabou rendendo ao diretor a condição de filmar uma das seqüências da série Aliens (“Aliens Ressurrection” de 1997). Parecia que a coisa na teoria daria certo mas na prática não foi bem assim e o 4° filme da franquia alienígena ficou bem abaixo das expectativas.

O diretor voltaria a impressionar com "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", mas isso já é outra história.

Cly Reis

domingo, 26 de outubro de 2008

The Ting Tings - "Shut up and Let me Go"

Uma das coisas que me chamaram a atenção nos últimos tempos foi o tal do The Ting Tings.
Vi o clipe meio que à distância em um bar onde eu estava que estava com a TV ligada no MTV Hits. Estava lá no tal bar para ouvir um blues mas enquanto não começava descobri esta bandinha que é uma dupla, ao contráaio dos White Stripes, com uma mulher nos vocais (e alguns instrumentos) e um carinha na bateria (complementando com outros instrumentos também).
A música? "Shut up and Let me Go".
Som interessante. Claramente pop, na sua excelência, mas evidentemente com qualidades. Lembra um pouco Talking Heads, num primeiro instante, guardadas as devidas proporções.
Ouvi o resto do álbum "We Started Nothing" pra ver se o restante seria tão bom quanto a que vi e ouvi no bar mas o resto não empolga. É legal, mas não empolga, não.

Quem quiser conferir o clipe, dê uma olhada aí.

sábado, 25 de outubro de 2008

MGMT - Tim Festival - Marina da Glória - Rio de Janeiro (24/10/0)




Marca do Festival na parte externa, recebendo o público


Conformei eu imaginava o tal do The Nationals não vale nada. Muito fraco.
O vocalista parece dispender um esforço hercúleo pra cantar e o pior é que não sai nada. Só fiquei torcendo para que acabesse de uma vez para eu ver o MGMT que eu esperva que confirmasse ao vivo a ótima impressão que me passaram no álbum.
Os caras corresponderam. Show competente e vibrante. E o que é legal: um show com alma. Poderia-se pensar que o show fosse frio por conta dos recursos eletrônicos que a dupla utiliza em estúdio, mas o caso é que eles vieram acompanhados de uma banda, aliás bem qualificada, que acabou por dar uma vibração muito legal pro show.
Achei que eles tinham gasto seu melhor cartucho quando tocaram o hit "Time to Pretend" lá pelo meio do show e que dali pra frente poderiam não sustentar muito bem. Que nada! Continuaram contagiados e contagiantes e encerraram maravilhosamente com "Kids".
MGMT no palco.
O MGMT tem um som muito peculiar no sentido de que traz muitas referências consigo sem, contudo, imitar efetivamente alguma coisa, estilo ou época. O som parece ir de Dylan a Bee Gees, de Rolling Stones a Stone Roses, de Cure a Pink Floyd e essa diversidade é um ingrediente interessantíssimo ao vivo.
A lamentar apenas a qualidade do som e duração do show. Curto demais. Mas também, neste caso, acho que eles não poderiam levar muito mais adiante, uma vez que só tem dois álbuns na carreira. Mas faltaram coisas, por exemplo, do último disco, "Oracular Spectacular" e mesmo que tocassem coisas mais desconhecidas do público do álbum de estréia , a galera tava curtindo e iria dar uma boa resposta.
Valeu o risco de ter ido ver uma novidade. Normalmente não arrisco assim.





Cly Reis