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sábado, 24 de outubro de 2009

Prodigy "Smack my Bitch Up"

Um dos clipes mais polêmicos da história.

A MTV americana proibiu total, a brasileira passava depois das 11 da noite, depois flexibilizou um pouco mais.

No fim das contas, acho muito barulho por pouco. De forte, FORTE mesmo, tem a cena da "cheirada". No mais, umas porradas aqui, outras ali; uma bebedeira, uns peitinhos e foi tudo o que precisava pros diretores da MTV "quase terem um filho".

Já que o Prodigy é hoje à noite aqui no Rio, vai aí, se não o melhor, mas o mais bombástico clipe dos caras.

Berinjela Beligerante

Hoje estreando uma nova tirinha: a Beringela Beligerante.

"Como é que é?"
"Beligera Belingerante? Beringela Beringelante? Belingera Beligerante? Beri..."

Ahhh!!! Não importa.
O que importa é que o Beringela tá sempre puto e qualquer coisa é motivo pra sair na porrada.
Com vocês a partirde hoje, BERINGELA BELIGERANTE




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"Che 2- A Guerrilha", de Steve Soderbergh (2009)




Depois da boa surpresa que foi “Che – parte 1”, fui dar uma conferida na seqüência. Sem muito entusiasmo para falar a verdade. Com a impressão de que, por mais que a trajetória do líder guerrilheiro tenha sido rica, não seria o suficiente para sustentar, com força, uma segunda parte.

Dito e feito. Depois da conquista da ilha no primeiro longa ficou muito pouco por mostrar. A “carreira” de guerrilheiro não vai muito além do que fora mostrado anteriormente e não tinha nenhuma necessidade em ser realçada, caso esta fosse a intenção.
Nem o filme, a película propriamente dita se justifica enquanto obra. Soderbergh produz um filme muito inferior em técnica, recursos, roteiro e ousadia se comparado com o primeiro e não consegue dar ao novo nenhum brilho.

De positivo, a ótima interpretação de Benício Del Toro, como já havia acontecido na primeira parte, a cena de combate na mata boliviana e a cena da morte do revolucionário, onde o diretor usa a câmera como os olhos de Che vendo seu executor.

Tipo do filme desnecessário. Valia mais dar uns quinze minutos a mais de duração no anterior e acabar por ali, ou nem isso, simplesmente ao final do filme escurecer a tela e mostrar um texto na tela resumindo que Che, já legendário por conta da sua atuação em Cuba, vai para o Congo, entra ilegalmente na Bolívia para liderar a revolução naquele país e é capturado depois de um ano e executado pelos militares bolivianos associados à CIA.

Desculpem ter contado o final mas acho que todo mundo já sabia, não?





Cly Reis

Cotidianas #9 - "Cidade"





poema "Cidade"
de Augusto de Campos

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Terra em Transe", de Gláuber Rocha (1967)



Assisti no sábado, novamente, a um dos filmes mais significativos do Cinema Novo brasileiro: "Terra em Transe" de Gláuber Rocha.
"Terra em Transe" é ainda hoje uma das alegorias políticas mais notáveis do cinema com sua sugestão de comparação com um lugar fictício "muito parecido com o Brasil" chamado Eldorado.
Admirável pela sua fotografia com o preto-e-branco extremamente realçado nos contrastes, pelos enquadramentos na cara dos atores, pela atuação de Jardel Filho, "Terra em Transe, na minha opinião, acaba perdendo um pouco do brilho no texto, que, se por um lado é ousado e inovador, por outro tem um discurso extremamente direto em muitas situações, perdendo um pouco da poesia e passando quase que por um documento de protesto e denúncia. Podia até ser adequada e apropriada para a época, mas o prórpio diretor conseguiu ser tão contundente com mais sutileza em filmes como "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e o "Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro".
A poesia fica por conta da imagem do cinema de Gláuber, sempre muito artística e trabalhada, e com os textos intensos e marcantes do conflituado poeta Paulo Martins, contrastando com falas às vezes cruas demais. É com a angústia de um homem confuso sobre a sua condição de cidadão, sobre sua consciência política, se sentindo enganado por aqueles a quem devotou confiança, decepcionado com sua pátria, que, ferido, à beira da morte, o poeta grita: "É preciso resistir, resistir! Eu preciso cantar!"





Cly Reis

sábado, 10 de outubro de 2009

Coluna dEle #12


De volta hoje com a participação dAquele colunista que vocês tanto amam e que segundo diz, ama todos vocês.

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chagando, chegando.
E aí, na boa?
E esse negócio de Prêmio Nobel pro Obama, hein?
Não sei muito bem o que pensar disso ainda. Não sei se ele já deu alguma contribuiçãããão em nome da taaaal da paz até agora.
Tá certo, que o carinha mostrou uma boa vontade em tirar as tropas do Iraque, fechou Gunatánamo, tá... E daí?
Sei que vocês aí embaixo se animaram com o cara quando ele assumiu e tudo mais, mas Eu vou esperar pra ver esse negócio de paz quando pisarem nos calos dele e ele tiver que mandar bombardear alguém.
Vamos ver, vamos ver...

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O meu guri quando teve aí tentou esse troço de paz e boa vontade, de perdoar inimigos e o cacete, e vocês viram o que fizeram com ele.
Prêmio Nobel? Que nada! Deram uma cruz bem bonita com uns pregos desse tamanho.
Como diz o Dunga: “quem bate esquece, quem apanha não”.

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A propósito de Dunga, pra vocês aí que não davam nada pelo cara até que ele tá botando moral. E nem é ajuda minha,não. Eu só não atrapalho quem trabalha sério.
Não gosto muito de algumas escolhas do cara, tipo Maicon de titular, Felipe Melo que eu não sei de onde ele tirou, mas, vá lá. Tá dando certo, . Pra quem viu Carlos Alberto na lateral em 70 como Eu vi, não pode aceitar um Maicon da vida. Mas agora: o Lúcio mata a pau, hein! Dá gosto de ver o cara jogar.
Mas vou parar de falar de Seleção Brasileira porque dizem que Eu puxo muito pra vocês.

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Mas não posso deixar de falar do Dieguito.
(Que situação, hein!)
Usa a tal da “Mão de Deus” agora pra classificar teu timezinho, usa.
Aquele pessoalzinho lá do Prata fica elevando demais esse cheirador e ele fica se achando mesmo. Acho que ele acreditou que era Deus. Hohoho!
Mão de Deus só tem uma, meu velho. Aliás,... tenho duas.

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Ainda no esporte, acompanhei esse troço todo de Olimpíadas pra vocês aí do Rio.
Pelo que Eu vejo estou dispensado de todas as minhas tarefas aí. Ao que noto a Olimpíada vai resolver tudo. Li até que vai acabar com a desigualdade social. PUXA! Eu pensei que só nós aqui de cima que fazíamos milagre.
Mas em todo caso, boa sorte, galera. Sem brincadeira, de minha parte, no que Eu puder ajudar, tamos aí.
Se os caras de gravata tomarem vergonha nas suas caras deslavadas e não aproveitarem rios de verbas para roubarem muito, até que pode ser legal.

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Juízo, hein!
Juízo!


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Dúvidas, sugestões, reclamações, preces, súplicas, desejos
e-mails para o: god@voxdei.gov

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Death in Vegas "The Contino Sessions" (1999)


Não sei se agradeço ou se amaldiçôo a meu “livro da vida”, o “1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer” que cada vez mais faz aumentar minha discoteca. Meu espaço já está exíguo, minguado, quase acabando mas a minha bíblia dos discos sempre me apresenta alguma coisa nova fascinante.
Desta vez, estou eu lá percorrendo os “anos 90”, já no finalzinho -um dos últimos álbuns da década- e topo com um pessoalzinho que eu tinha ouvido falar bem por alto, de passagem mas que nem sabia do que se tratava. Aí vou lá e leio o que fala do disco: da mesma linha dos Chemical Brothers, com participação de Bob Gillespie do Primal Scream, com participação de Jim Reid do Jesus and Mary Chain, participação de Iggy Pop em uma que provavelmente é das suas melhores interpretações... Cara, que que é isso?
Aí fui eu lá ouvir os caras pra ver se era tudo isso mesmo e para minha agradável surpresa era melhor.
Dirge”, a faixa de abertura, é uma sinfonia catártica que vai-se montando a partir de um doce cantarolado que vai se repetindo enquanto elementos vão se juntando na canção até que tudo culmine num êxtase instrumental.
Soul Auctioneer” tem a marca de Bob Gillespie com aquele seu vocal relaxado e versos mal-encaixados, bem Primal Scream. “Death Threat” é outro dos pontos altos e assim como “Dirge” vai se montando aos poucos, mas aqui o ponto de partida é um efeito, um sampler, que acaba compondo uma base funkeada e que passa a ser o fio condutor desta música que remete claramente aos mestres do Kraftwerk por conta da utilização de sons de telégrafo como os de “Radioactivity”.
O insuportável mas genial Jim Reid dá sua grande contribuição a “Broken Little Sister”, conferindo aquele peso, aquela sonoridade do Jesus a uma base eletrônica que, por sinal, não soa como tal.
Iggy empresta sua voz, talento e carisma para “Aisha”, onde na verdade ele não canta, ele quase que declama, interpreta, se declara um serial-killer mas curiosamente sem toda a agressividade punk que o marcou durante toda a carreira. “Aisha” é um funk limpo, sofisticado, bem conduzido com uma linha de base muito bem escolhida.
Todas são ótimas, “Flying”, “Lever Street”, “Alladin Story” e a bela “Neptune City” que fecha com estilo o álbum.
Resultado: ouvi, adorei e foi mais um para a minha prateleira de CD’s.
Os espaços estão acabando.
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FAIXAS:
1."Dirge" - 5:44
2."Soul Auctioneer" – 5:59
3. "Death Threat" - 4:50
4."Flying" – 7:06
5."Aisha" - 5:54
6."Lever Street" – 3:39
7."Aladdin's Story" – 4:45
8."Broken Little Sister" – 5:18
9."Neptune City" – 4:43

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Ouça:
Death In Vegas The Contino Sessions


Cly Reis

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

cotidianas #8 - Conversa Entre Aspas


Crase morri, ontem
no pretérito perfeito
acometido de violenta interjeição.
Hifenizei, ponto final,
Tomei acento
Podia ser minha antiga conjunção.

Respirei fundo, tomei um substantivo
que um advérbio ali do lado me alcançou.
Levantei sentindo ainda meio oblíquo
Mas fui saindo sem demonstrar preposição

Despedi-me
e apanhei meu circunflexo
e as reticências que deixei cair no chão.
Ainda tonto procurando encontrar nexo
Saí na rua e ali na aliteração

A um sujeito que vendia artigos masculinos
Perguntei onde encontraria alguma próclise
Agradeci e fui ao etimologista
Que logo disse “ora, tudo se resolve”

Que lhe mostrasse minha língua portuguesa
e se não tinha nenhum vício de linguagem
Disse que não “Sei lá eu. É o que eu acho”
mas entre aspas entendi sua mensagem

“Serei direto”, disse, “não farei rodeios
e é melhor que o senhor desde já reze.”
“É que o senhor tem inflexão nos seus dois pontos,
E na verdade sofre de uma catacrese.”

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"Conversa Entre Aspas"
Samba-canção-chorinho-rock
da banda Hímen Elástico (Cly, Lúcio, , Lê, e Pereba)
letra Cly, música Cléber Leão
Porto Alegre (1999)