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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

10 Dúvidas Sobre a Cerveja

O ClyBlog vem numserviço de utilidade pública esclarecer algumas dúvidas e derrubar alguns mitos sobre o consumo de cerveja.

10 dúvidas sobre a cerveja

1. A CERVEJA MATA?


Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com
garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por
uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea.
Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados
as propagandas de cervejas com modelos boazudas.


2. A BEBIDA ENVELHECE?

Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar
uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em
aproximadamente quinze minutos.


3. CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?


Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.


4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?


Sim.. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste do bafômetro
pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta,
sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.


5. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?


Não.. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma
caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um
diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.


6. O USO CONTINUO DO ALCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?

Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca
de 900 gramas.


7. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?


Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas
com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.


8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?


Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas
indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.


9. CERVEJA ENGORDA?


Não. Quem engorda é você.


10. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?


Que eu me lembre, não.


Agora sim você pode continuar saboreando sua gelada sem culpa nem arrependimento.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"O Último Grande Herói", de John McTiernan (1993)


Acabo de assitir pela enésima vez um filme que curto de montão e que considero injustiçado pelo fato de não ter recebido a devida atenção, elogios nem reconhecimento que é "O Último Grande Herói", de John McTiernan. Pode-se subestimar inicialmente esta película pelo fato de ser estrelada pelo grandalhão monossilábico (mas carismático) Arnold Shwarzenegger mas no fundo, o filme cheio de ação e de "mentiras" típicas de cinema, é uma grande declaração de amor à Sétima Arte com todas as suas referências a clássicos, homenagens, ridicularizações de clichês, brincadeiras com a própria indústria cinematográfica, e participações especiais.
Além de manter um bom ritmo de ação e interesse, pelas mãos do diretor que já havia nos tirado o fôlego em "Duro de Matar 2", "O Último Grande Herói" ainda nos  põe frente-a-frente com a tela e faz questão de nos lembrar que vida real é uma coisa e cinema é outra, reforçando seus argumentos pelos exageros do mundo da ficção (durante o tempo em que o filme se passa lá) e pela impotência dos personagens ficcionais no mundo real, onde, aliás, respinga até uma crítica à nossa sociedade quando se sugere que aqui, na realidade, os vilões podem vencer.
O negócio todo deste trânsito entre real e irreal é que um garoto, aficcionado por filmes, ganha de um velho porteiro e projetista do cinema que freqüenta, um suposto ingresso mágico, e por incrível que pareça o tal bilhete funciona e dá passagem da relaidade para um mundo paralelo. O lance é que o guri está dentro do cinema e acaba caindo exatamente no filme do seu grande ídolo, Jack Slater, interpretado por Shwarzenegger. Lá, do outro lado da tela, o garoto, Danny, tenta argumentar de todas as formas com o herói que tudo aquilo é um filme e por isso as coisdas sempre dão certo, carros explodem com um tiro, vidros são quebrados com socos sem que se sinta dor, e as mulheres são todas perfeitas; além do fato, é claro, de tentar convencê-lo que é apenas um personagem interpretado pelo astro Arnold Shwarzenegger que o herói, é claro, nunca ouvira falar.
As homenagens ao mundo do cinema vão desde uma passadinha rápida por Catherine Trammel de "Instinto Selvagem"entrando na delegacia, uma visita à locadora à procura de "O Exterminador do Futuro II" (ali estrelado por Stallone), passando pela menção a "Amadeus" de Milos Forman no qual o personagem de F. Murray Abraham é lembrado por ter matado Mozart; mas é mais bacana ainda principalmente quando A Morte de "O Sétimo Selo", clássico de Ingmar Bergmann, sai da tela e diz a Danny que Jack Slater não está na sua lista pois não trata com ficção.
Outro barato é na festa de lançamento do filme dentro do filme, "Jack Slater IV", as pontas de Jean-Claude Van Damme, MC Hammer, James Belushi e Little Richard no tapete vermelho da premiére.
Não é um clássico absoluto, não é um cult-movie - com boa vontade, na minha concepção um candidato a cult - mas com certeza figura, ali, junto com filmes como "Ed Wood", "Cinema Paradiso" e mais recentemente "Bastardos Inglórios, como um destes filmes de ode ao cinema. Filme de apaixonados pela arte.


Cly Reis

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

The Rolling Stones "Let It Bleed" (1969)


“Todos precisamos de alguém
para sangrar em cima
Se você quiser
pode sangrar em mim.”

Mick Jagger - letra de "Let It Bleed"



Independente da qualidade da contribuição musical dos Beatles ao mundo da música através dos tempos, inegável e fundamental, sempre tive para mim a impressão de que os Garotos de Liverpool eram os bons moços e os Rolling Stones os maus. Ainda que os Beatles também possuam polêmicas, episódios com mulheres e tal, a conduta de Mick Jagger e companhia sempre me pareceu muito mais roqueira. Até o jeito de cantar, de vestir, da postura do palco, tudo. Talvez por tudo isso sempre tenha gostado mais dos Stones.
O próprio título deste disco já é mostra desta diferença. É dasafiador e irônico em relação ao “Let It Be” dos Beatles. Algo como, “vocês fazem isso? nós fazemos ISSO!”.
E verdadeiramente o disco é TUDO ISSO. Uma obra admirável e grandiosa quase que sem igual na história do rock.
Pra começar, abre com “Gimme Shelter” que na minha opinião é a melhor canção de rock de todos os tempos. Jagger com um vocal impetuoso, quase agressivo; os vocais femininos de arrepiar, a guitarra precisa de Richards e aquele tom apocalítico da letra fazem de “Gimme Shelter” algo mágico e superior.
“Love in Vain” que vem na seqüência é demonstração evidente de uma das influências mais fundamentais da banda, o blues, e particularmente, Robert Johnson, que imortalizou a canção. A propósito, os chatos (mas bons) irmãos Reid do Jesus and Mary Chain, chegaram a afirmar que os Stones eram apenas “a melhor banda de blues do mundo”, e quando dizem APENAS de blues, quer dizer que não consideram uma banda de rock. Mas tirando essa antipatia dos Reid, eu compreendo a afirmação, pois no fim das contas os Rolling Stones incrementaram seu rock com muito blues e deram ao blues traços mais roqueiros e fizeram isso como ninguém.
O blues se faz presente em vários momentos no disco e outros bons exemplos no disco são a ótima “Midnight Rambler”, mais agitada, forte e vibrante, e a faixa título “Let It Bleed”, mais melancólica.
O álbum fecha com a grandiosa “You Can’t Always Get What You Want” pontuada por um belíssimo coral gospel, num crescendo mejestoso que confere um final digno a uma obra fantástica como esta. Se eu até posso não ter sempre o que quero, não sei, mas a sensação que se tem ao ouvir “Let It Bleed” é de que não se precisa de mais nada.

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FAIXAS:
  1. "Gimme Shelter" – 4:32
  2. "Love in Vain" (Robert Johnson) – 4:22
  3. "Country Honk" – 3:10
  4. "Live with Me" – 3:36
  5. "Let It Bleed" – 5:34
  6. "Midnight Rambler" – 6:57
  7. "You Got the Silver" – 2:54
  8. "Monkey Man" – 4:15
  9. "You Can't Always Get What You Want" – 7:30
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Ouça:

O Frango Atirador

Coluna dEle #16

Eu sei, eu sei que ta todo mundo puto Comigo por causa desse negócio de Haiti, mas vocês tem que entender que essa droga desse planeta de vocês, é cheio de rachaduras por baixo e que quando Eu tento consertar um lado pra não movimentar, outro mexe e daí fudeu . Além disso essa casa toda aí ta uma bagunça, né? Eu sei. Tá dando defeito em tudo quanto é lugar. É água demais, é gelo demais é calor demais. Tudo que Eu recebo são reclamações, reclamações e reclamações. O meu pessoal aqui tá se esforçando mas não tamo conseguindo dar conta de tudo.
Mas já tô providenciando pra consertar isso aí. Tô tirando uns orçamentos pra manutenção mas o pessoal tá “caprichando” no preço, hein! É cada facada!
Chamei a empreiteira que trabalhou na construção disso aí - o Mundo. Como a garantia de 5000 anos já acabou vou ter que pagar pelo serviço.
Só não vou revelar os valores pra não expôr muito as finaças aqui da administração, mas vocês não fazem idéa do que esses caras tiveram a cara de pau de Me cobrar. Esse mundo tá perdido!
em todo o caso dêem uma olhada nos serviços que realizaremos nos próximos mesmes. Pediremos desculpas por quaisquer transtornos, mas estaremos trabalhando para vosso bem estar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

cotidianas #21 - Os Passistas



Essa coisa toda de Carnaval me lembrou passistas, que me lembrou essa música do Caetano que considero ser uma das grandes letras deste maravilhoso compositor. Notem a perfeição da língua portuguesa empregada nesta letra e o cuidado formal. Chega  a ser um preciosismo gramatical em uma música as mesóclises e a pronominação precisa, mas é algo que só um grande escritor conseguiria fazer e musicar.
Isso sem falar nos palíndromos rebatidos de um verso para outro em "Roda:" e "A dor"; "Amor" para "Roma" e em "Amas" com "Mas, ah".
Mas tudo isso é só por causa dos passistas do Carnaval, dos passistas das avenidas e passarelas do samba.




Vem,
Eu vou pousar a mão no teu quadril
Multiplicar-te os pés por muitos mil
Fita o céu,
Roda:
A dor
Define nossa vida toda
Mas estes passos lançam moda
E dirão ao mundo por onde ir.
Ás vezes tu te voltas para mim
Na dança, sem te dares conta enfim
Que também
Amas
Mas, ah!
Somos apenas dois mulatos
Fazendo poses nos retratos
Que a luz da vida imprimiu de nós.


Se desbotássemos, outros revelar-nos-íamos no Carnaval.
Roubemo-nos ao deus Tempo e nos demos de graça “a beleza total, vem.


Nós,
Cartão Postal com touros em Madri,
O Corcovado e o Redentor daqui,
Salvador,
Roma
Amor,
Onde quer que estejamos juntos
Multiplicar-se-ão assuntos de mãos e pés
E desvãos do ser.
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"Os Passistas"
(Caetano Veloso)

Ouça:
Caetano Veloso Os Passistas

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Devassa

Vocês viram quem será a garota propaganda da Devassa na próxima campanha?
É! Paris Hilton.
Tudo a ver. Ainda mais depois daqueles vídeos e tudo mais...
Gosto muito do chopp Devassa mas a cerveja não é tudo isso. É mais ou menos que nem a loirinha aí: é muuuito barulho pra pouca coisa. Bonitinha, gostosinha, é claro que eu comeria mas... era isso. A cerveja Devassa vai tranqüilo num dia de calor ou se não tiver outra na casa, mas se puder escolher outra melhor, eu troco.
Mas a campanha, capitaneada pelo cineasta Fernando Meirelles, de "Cidade de Deus" e "Ensaio sobre a Cegueira", foi bem sacada, com certeza.


C.R.

O Frango Atirador

Berinjela Beligerante

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Chéri", de Stephen Frears (2010)





Sempre gostei de Stephen Frears. Da sua maneira calculada de filmar, do seu estilo limpo, da natureza sórdida de seus personagens. "Chéri", que assisti na semana passada, o personagem que dá nome ao filme, é mais um destes protagonistas de caráter pouco elogiável na filmografia do diretor. Mas sua conduta e atitudes não são culpa exclusiva dele. Muito se devem ao meio no qual vive: a aristocracia francesa do final do século XIX, ou melhor, o segundo escalão desta classe, uma vez que nosso herói, um rapazote bon vivant é filho de uma cortesã "aposentada", digamos assim. A mãe do rapaz (Kathy Bates) bem como sua amiga, a outra protagonista, Léa, vivida por Michelle Pfeiffer, já estão meio "passadinhas" e agora apenas desfrutam do luxo e dinheiro obtidos no tempo de "labuta" entre os lençóis mais nobres da França.

O caso todo é que a mãe do rapaz pede a Léa que lhe sirva de tutora por algum tempo a fim de afastá-lo dos hábitos mundanos  e encaminhá-lo melhor. O problema é que mesmo com toda a experiência e frieza da profissão a ex-cortesã acaba-se deixando envolver pelo garoto e de repente ambos estão apaixonados, só que este envolvimento não significa que mudem suas naturezas vaidosas, egoístas e vis. Acrescente-se a isso ainda a grande diferença de idade entre os dois e a coisa toda fica complicada de verdade.
Frears, de certa forma, revive seu bom "Ligações Perigosas", desta vez porém, com menos crueldade que naquele. Mas as obras guardam semelhanças, sim, muito, até pela retomada do filme de época na filmografia do diretor e do retorno a Paris.
Boa pedida.


Cly Reis

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bar Duke - Ipanema - Rio de Janeiro (06/02/2010)

Tive notícias de um bar interessante, com características bem rock'n roll, tocando música legal que abrira em Ipanema e fui dar uma conferida. O lugar em questão, o Duke, acabou revelando-se não extamente isso. A informação que tinha, de que sua temática remetia ao ano de 1979, no som e na decoração, não procede totalmente. O ano de '79 é importante sim no que diz respeito à concepção do bar, mas basicamente no que diz respeito aos acontecimentos ligados à vida do fundador: sua primeira viagem à Inglaterra, seu primeiro beijo, sua mudança para NY,  a adoção do seu cão, o seriado que via na TV americana. Tudo isso de alguma forma ligado ao nome Duke que, por justiça, acabou batizando o estabelecimento.
De rock da época, só alguma menção no breve histórico que aparece no cardápio; e mesmo o som que toca lá é mais contemporâneo e não muito qualificado.
O chopp é bom, da marca Eisenbahn, e a comida é bem mais ou menos e com preços meio salgados. Mas aí que está: se é pra ouvir rock e tomar chopp em Ipanema, prefiro cotinuar mantendo as velhas tradições e hábitos, indo ao bom e velho Empório, o que além de tudo sai mais barato.
Valeu pra conhecer o tal do Duke - bonitinho, limpo, bom atendimento - mas não preciso voltar.

Tour da Taça da Copa do Mundo FIFA - Forte de Copacabana - Rio de Janeiro (07/02/2010)

Fui ver ontem a Taça FIFA, que está em tour mundial para visitação antes da Copa do Mundo da África do Sul, que começa em junho. A parte que interessa mesmo que é VER  a taça, é muito rápida. A gente para ao lado do troféu um cara tira uma foto e já manda a fila seguir. Vale mesmo pelo circuito que inclui um mini-museu das copas com imagens e víeos; uma sala de jogos e interatividade, cuja duração de permanência também achei muito curta; e o cineminha 3D que exibiu um filmezinho bem legal com cenas dos mundiais passados em uma máquina do tempo construída por meninos africanos pobres que pretendiam sintonizar algum jogo da Copa. Legal é que a máquina deles, por algum fenômeno, vai pulando no tempo e acaba levando ao futuro, para a Copa de 2022, com uma animação tipo mangá em 3D que aí sim, acabou valorizando bem este recurso de projeção.
No mais, na sala interativa, tinha um quiz sobre copas do mundo. Fui lá só pra ver até que ponto as perguntas poderiam ser desafiadoras pra mim. Hmmf!!! Barbada! Cinco perguntas, cinco acertos. Tem que ser muito difícil pra eu não saber alguma coisa das Copas do Mundo.