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sexta-feira, 1 de março de 2013

Rio de Janeiro - 448 Anos






 





No dia do aniversário de 448 anos do Rio de Janiro, algumas imagens da cidade no século XIX, pelas lentes do fotógrafo Marc Ferrez.
As imagens são do livro "O Rio de Janeiro do fotógrafo Marc Ferrez", num trabalho do pesquisador Milton Teixeira.



























































quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

The Smiths - "Meat is Murder" (1985) - ÁLBUNS FUNDAMENTAIS ESPECIAL nº200




"Quando escutei 'Meat is Murder'
então veio a constatação:
um clássico instantâneo!(...)
Eu tive a certeza que ali estava
o registro musical mais contundente
que a minha juventude poderia ter."
Zeca Camargo, jornalista




Sem conhecer muito da história da banda The Smiths, em 1996 comprei meu primeiro vinil da banda mais pela capa que me chamava atenção. Na época estava fazendo prova para o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e aquele soldado na capa do disco me deixou curioso e de uma certa forma confuso. Fiz o mais importante, influenciei os vizinhos de tanto escutar. Levava para as festas de amigos , onde de cara "The Headmaster a Ritual" deixava a galera eufórica e quem não conhecia a banda passava a gostar. No meu mundo particular , as canções "Well I Wonder", "Hoow Soon is Now?" (apesar desta canção não fazer parte do LP original, foi adicionada em lançamentos subseqüentes), "I Want the I One Can't Have" e "Meat is Murder" eram as mais cantadas e assobiadas pelos cantos naquela época e hoje ficam as lembranças quando as ouço em casa. Com o passar do tempo fui completando a minha coleção e resolvi comprar na ordem de lançamentos: primeiro o LP "The Smiths" , depois "The Queen is Dead" (que também gosto muito) e na sequência as coletâneas "The World Won't Listen", "Hatfow of Hollow", o ao vivo "Rank" e depois o " 'Strangeways, Here We Come" . Cada dia eu me deliciava com um diferente, eram momentos bons, ruins, tristes ou felizes.. Sei lá, tudo era motivo para ouvir The Smiths na época em que sonhava em ter uma banda.
Na época do álbum "Meat is Murder"
As pessoas sempre me perguntam até hoje qual a minha musica preferida dos Smiths e eu respondo sem pensar muito :"Não tenho apenas uma tenho pelo menos umas dez e a maioria estão no álbum "Meat is Murder" ". Na minha modesta opinião este álbum foi mais estridente e político do que seu antecessor e soube também que na Inglaterra  foi o único álbum da banda (exceto coletâneas) a alcançar o número um nas paradas de sucesso.
Hoje quando assisto o vídeo "The Smiths Live in Madri" (lançamento da divulgação do álbum "Meat is Murder") eu fico pensando como gostaria de estar presente naquela multidão, vendo de perto um show com a maoiria das musicas que gosto dos Smiths e vendo eles divulgarem seu trabalho sem saber que um dia seria a melhor banda de todos os tempos. Viva os Smiths , viva a simplicidade , a harmonia e a voz de veludo do nosso amado Morrissey.
Aqui deixo meu depoimento, com muito carinho.





por Roberto Freitas


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FAIXAS:
 1 – The Headmaster Ritual
2 – Rusholme Ruffians
3 – I Want The Onde I Can’t Have
4 – What She Said
5 – That Joke Isn’t Funny Anymore
6 – Nowhere Fast
7 – Well I Wonder
8 – Barbarism Begins at Home
9 – Meat is Murder


*a edição original americana e versões posteriores em CD tiveram o acréscimo da faixa
"How Soon Is Now?"
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Roberto Freitas é vocalista da banda The Smiths Cover Brasil , uma das mais bem conceituadas no seu âmbito no Rio de Janeiro e mesmo no Brasil. É empresário, tem 42 anos, é natural de Fortaleza (CE) mas reside no Rio de Janeiro. Além de Smiths gosta de MPB e rock dos anos 80 em geral, e além de música gosta de natação e futebol, sendo botafoguense de coração.











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Ouça:

cotidianas #206 - O Ritual do Diretor



cena de "Os incompreendidos", de François Truffaut
Vampiros Beligerantes
Administram as escolas de Manchester
Suínos covardes
Mentes feitas de Cimento
Sr. lidera as tropas
Invejoso da juventude
O mesmo antigo terno desde 1962
Ele faz a marcha militar
Em cima da minha nuca
Eu quero ir pra casa
Eu não quero ficar
Entregam a educação
Como um erro
Eles estão nos campos
O sr. te deixa pelos joelhos
Te chuta na virilha
Cotovelo na cara
Machucados maiores que pratos de jantar
Eu quero ir pra casa
Eu não quero ficar

Vampiros beligerantes
Dirigem as escolas de Manchester
Covardes idiotas, todos...
Sr. lidera as tropas
Invejoso da juventude
As mesmas velhas piadas desde 1902
Ele faz a marcha militar
Em cima da minha nuca
Eu quero ir pra casa
Eu não quero ficar
Entregam a vida
Como um erro
Por favor, me libere da aula de educação física
Eu pressinto uma gripe terrível se aproximando
Ele agarra e devora
Ele me chuta no chuveiro
Me chuta no chuveiro
E ele agarra e devora
Eu quero ir pra casa
Eu não quero ficar

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trad. da letra de "The Headmaster Ritual"
The Smiths
(letra: Morrissey, música: Johnny Marr)

Ouça;
The Smiths - "The Headmaster Ritual"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Teorema", de Pier Paolo Pasolini (1968)





"Proposição que, para ser aceita como evidente,
 precisa ser demonstrada."
definição de Teorema


Ganhei do meu irmão e parceiro de blog, há algum tempo atrás, um monte de filmes em DVD. Coisas interessantíssimas, filmes excelentes mas que como ele tinha os pares resolveu dar bom destino. Até pelo ritmo de vida, correria, prioridades, sono, outras coisas na TV, futebol, etc., estou assistindo-os aos poucos e muitos deles nem vi ainda. Muitos deles já conhecia mas são daqueles de paixão, daqueles pra ter em casa e ver e rever até cansar, outros são inéditos para mim, como era o caso de “Teorema” de Pier Paolo Pasolini, filme que eu sempre ouvira falar a respeito e me despertava muita curiosidade.

Assisti dia desses, com grande interesse e de fato, esta obra de Pasolini justifica todos os bons predicados que lhe são atribuídos. Numa obra de sutileza, contundência e ironia, o anárquico Pasolini demonstra todo seu desprezo pelo formato tradicional de família burguesa, desmoralizando-a de forma inteligente e mordaz.

Terence Stamp, o misterioso 'anjo' sedutor
Utilizando-se de um elemento externo ao meio familiar ortodoxo, um visitante anônimo, Pasolini faz desmoronar os pilares mais sólidos daquela estrutura, a começar pela questão da ‘moral’ uma vez que a porta de entrada para toda a corrupção de cada um dos elementos da família é o sexo, inclusive entre os homens da família. Um hóspede misterioso, instalado na casa da família de um rico industrial seduz silenciosamente, sutilmente, sem esforço algum, cada um dos membros da casa, desde a velha empregada católica, passando pela filha até então pudica, pela esposa reprimida, até os homens da casa, o filho artista plástico e o patriarca, até então certo de sua sexualidade. O resultado de cada relação, após a despedida do estranho, é uma transformação em cada um dos personagens, com reações de diferentes grandezas e proporções, mas todos com a marca da revelação interior, apenas descortinando coisas que já estava impregnadas naquele meio mas que a partir de sua chegada, ficaram evidentes.
Em alguns, como no filho, estudante de arte, que, a partir da noite que passa com o visitante parece querer tirar o que há de mais profundo e criativo de suas confusões e conflitos pessoais colocando tudo isso em suas obras, a consequência pode-se dizer, acaba sendo de certa forma produtiva, embora o rapaz não consiga resultados satisfatórios de seu ímpeto repentino. Ou no caso da esposa que, após o ocorrido com o enigmático visitante, começa uma espécie de busca descriteriosa por prazer em homens na rua, tendo a interferência o poder de despertar para uma descoberta interior, alertar que alguma coisa estava faltando em sua vida vazia. Já nos casos da empregada e da filha a consequência acabara por ser mais traumática. Na velha, fazendo-a abandonar a casa e retornar a seu povoado de origem onde proporciona uma espécie de milagre, sendo idolatrada como uma santa, mas desde então mostrando-se afogada em uma infinita melancolia. Já na menina, uma adolescente virginal, a experiência causa uma letargia irreversível, uma imobilidade, uma desistência da vida, que assim pode significar uma satisfação tamanha que a fizesse preferir não viver mais, mas pode também indicar a incapacidade de conviver com a culpa por ter permitido que seu princípio fundamental fosse destruído, num remorso insustentável e doloroso.

Já o pai, o dono da família, o industrial, o símbolo da família burguesa, vê-se nu. Vê-se destituído de tudo o que sempre acreditou, entregando-se a uma espécie de exílio, a uma espécie de inferno.

Embora tenha ido longe na minha exposição, o que é inevitável em se pretendendo falar algo a seu respeito, não se preocupe o eventual leitor pois tenho certeza que não fui até o final e ainda deixo coisas a serem vistas, descobertas e interpretadas no filme. Mas no que diz respeito a um conceito, a meu juízo, este elemento transformador apresentado por Pasolini, um homem sem nome que cuja presença e a beleza seduz a tal ponto de pessoas com diretrizes concretas básicas bem formadas, abandonarem esses valores de maneira cega e inconseqüente, me parece que entre toda a crítica social, as preferências políticas, os conceitos religiosos e todos os outros elementos presentes, há acima de tudo uma referência à Arte. Que elemento teria força para modificar a sociedade de maneira tão pacífica, através da beleza, do amor? Que elemento é capaz de desenterrar sentimentos, emoções de dentro das pessoas pela mera presença? O que é capaz de mostrar realmente o que somos? O filme é repleto de significados, símbolos e metáforas, mas me parece que, além de todas as referências políticas, posições sociais e formação comunista do diretor, a interferência da arte de forma fundamental na sociedade é uma outra interpretação válida e nada desprezível até mesmo pela sua condição de artista transgressor, que de alguma forma, sempre ansiou por transformar o que estava à sua volta.


Cly Reis

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013 - Os Vencedores



Cada vez menos tenho dado bola pra 'quem ganhou tal Oscar' ou 'quantos Oscar tal filme levou' mas dei uma olhada na festa de ontem, um pouco pelo glamour, um pouco pelo espetáculo, um pouco pela curiosidade e outro tanto, naturalmente, pelo meu gosto por cinema. O favorito para melhor filme era "Argo" e ele não contrariou as expectativas, embora já se soubesse que não ganharia melhor direção, pelo simples fato de seu realizador, Ben Affleck, não ter sido indicado; assim, Ang Lee por "As Aventuras de Pi", levou esta  premiação, que somadas a outras 3 estatuetas de seu filme, fizeram da aventura fantástica do jovem Pi, o grande ganhador da noite.
Confira abaixo os demais vencedores:


foto: Mario Anzuoni/Reuters

Filme: “Argo”, de Ben Affleck
Diretor: Ang Lee (“As aventuras de Pi”)
Atriz: “Jennifer Lawrence (“O lado bom da vida”)
Ator: Daniel Day-Lewis (“Lincoln”)
Atriz coadjuvante: Anne Hathaway (“Os miseráveis”)
Ator coadjuvante: Christoph Waltz (“Django livre”)
Roteiro original: “Django livre”
Roteiro adaptado: “Argo”
Filme estrangeiro: “Amor”, de Michael Haneke (Áustria)
Fotografia: “As aventuras de Pi”
Montagem: “Argo”
Figurino: “Anna Karenina”
Maquiagem e penteado: “Os miseráveis”
Documentário: “Searching for Sugar Man”,de Malik Bendjelloul
Longa de animação: "Valente", de Mark Andrews, Brenda Chapman e Steve Purcell
Efeitos especiais: “As aventuras de Pi”
Trilha sonora: “As aventuras de Pi”
Canção original: “Skyfall”, de “007 — Operação Skyfall”, de Adele
Direção de arte (Design de produção):“Lincoln”
Curta-metragem de ficção: "Curfew", de Shawn Christensen,“Paperman” (animação) e “Inocente”, de Sean Fine e Andrea Nix (documentário)
Mixagem do som: “Os miseráveis”
Edição de som: “007 — Operação Skyfall”e “A hora mais escura” (empate)

domingo, 24 de fevereiro de 2013