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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Bode Espiatório

David Bowie - "The Rise and the Fall of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars" (1972)

"Ziggy tocava guitarra
Improvisando com Weird and Gilly
E os Aranhas de Marte"


Um gênio capaz de se reinventar constantemente, capaz de criar estilos, mudar conceitos, influenciar comportamentos, transformar a própria arte e a dos outros também, e tudo isso sem preder a própria identidade. Assim David Bowie vem atravessando década após década sempre inquieto e inovador. Este espírito desassossegado foi que fez com que em 1972, este artista multifacetado criasse uma das obras mais originais e marcantes da história do rock. Com "The Rise and the Fall of Ziggy Stardust & The Spiders from Mars", Bowie criou o artista dentro do artista, o mito por trás do mito, a banda dentro da banda, e acima de tudo, uma lenda.
Este marco do que viria a ser batizado de glam rock, traz um Bowie totalmente andrógino encarnando o personagem Ziggy Stardust; frontman de uma banda fictícia, um rockstar pirado; num álbum que funciona quase que como uma pequena ópera-rock na qual é contada e 'encenada' a trajetória de Ziggy.
Das faixas, destaque para o rock'n roll alucinante de "Suffragette City", a não menos empolgante "Star", a belíssima "Starman", que ganhou até versão em português (lembram de "Astronauta de Mármore" do Nenhum de Nós?), e para a clássica faixa que inspira o tema da obra, "Ziggy Stardust".

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Apenas a título de curiosidade, há pouco tempo atrás em uma lista de um site musical na Internet o álbum foi escolhido por gays ilustres do mundo da música e artes, o mais gay de todos os tempos. Ainda que eu ache que existem outros exemplares mais representativos na categoria, compreendo a escolha pelo apelo sexual do disco, a androginia e a homossexualidade declarada do cantor na época (e hoje desmentida pelo próprio Bowie), que inevitavelmente acabou por criar na época uma forte identidade dos homossexuais com a obra e com o artista.
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Também como curiosidade e informação adicional, o disco "Ziggy Stardust and the Spiders from Mars" ganhou duas reedições com extras e bônus, uma em 1990 com o acréscimo de cinco faixas, e outra em 2002, esta comemorativa dos 30 anos da obra, como CD duplo, sendo um deles só de demos, extras e raridades.

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E outra ainda: pra quem não conhece, a canção "Ziggy Stardust" tem uma regravação bem legal com a banda "gótica" Bauhaus. Vale conferir.

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FAIXAS (originais):
  1. " Five Years "- 4:43
  2. " Soul Love " – 3:33
  3. " Moonage Daydream " – 4:35 
  4. " Starman " – 4:16 
  5. " It Ain't Easy " (Ron Davies) – 2:56
  6. " Lady Stardust " – 3:20
  7. " Star " – 2:47
  8. " Hang on to Yourself " – 2:37 
  9. " Ziggy Stardust " – 3:13
  10. " Suffragette City " – 3:19
  11. " Rock 'n' Roll Suicide " – 2:57 
 todas as músicas de Bowie, exceto a indicada

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Ouça:
David Bowie The Rise and The Fall Of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars


Cly Reis

sábado, 31 de julho de 2010

The Chemical Brothers - "Dig Your Own Hole" (1997)




“Os eletrônicos que todo roqueiro deveria ouvir”


Quem disse que música eletrônica é só tunsch-tunsch?
Os Chemical Brothers, juntamente com um pequeno grupo de artistas criativos da cena eletrônica britânica, tratou de mostrar que não era bem assim.
Depois de uma interessante estreia com o elogiado álbum "Exit Planet Dust", a dupla de DJ's Tom Rowlands e Ed Simons, simplesmente concebeu um ÁLBUM com música eletrônica e não apenas uma série de repetições, samples e batidas para tocar em festas.
"Dig Your Own Hole" tem conceito, convicção, intenção, sonoridades variadas e influências diversas. É trabalhado faixa a faixa como se fosse um álbum de uma banda de rock com muitos instrumentisatas. Tudo tem seu lugar  e seu detalhe.
O início é destruidor com "Block Rockin' Beats" e seu sampler empolgante - só um cartão de visitas do que está por vir. "Elektrobank", outro ponto alto, é um funk cheio de ritmo com um vocal alucinado, tudo isso num ritmo de tirar o fôlego.
Em "It Doesn't  Matter", sim, eles fazem uma daquelas músicas bem pra pista de dança mesmo; legítimo trabalho de DJ; com batida básica e sampler repetido, mas não por isso menos bacana e interessante. É uma das minhas favoritas do disco, a propósito.
Com "Setting Sun" eles reinventam "Tomorrow Never Knows" dos Beatles, com uma composição (propositalmente) muito semelhante à original porém mais agressiva, contando com os vocais de Noel Gallagher do Oasis, exatamente o cara que supõe ser a reencarnação de John Lennon (o que, neste caso, ficou até bem apropriado, não?).
"Lost in the K-Hole" tem uma base envolvente e um sample-vocal sensual quase sussurado; "Where Do I Begin" começa com um sampler genial e extremamente bem trabalhado levemente chegado ao country até explodir logo adiante e dar uma reviravolta; e "Private Psychedelic Reel" que fecha o disco, é um épico chapado de 10 minutos com tons árabes, hindus, orientais, que faz mesmo quem não tenha tomado nada, ter a impressão de estar curtindo a maior viagem. Um final monumental para um álbum fantástico.
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FAIXAS:
  1. "Block Rockin' Beats" (Rowlands, Simons e Jesse Weaver) – 5:14
  2. "Dig Your Own Hole" – 5:27
  3. "Elektrobank" – 8:18
  4. "Piku" – 4:54
  5. "Setting Sun" (Rowlands, Simons e Noel Gallagher) – 5:29
  6. "It Doesn't Matter" (Rowlands, Simons, Conly, Emelin, Slye, Ford e King) – 6:14
  7. "Don't Stop the Rock" – 4:48
  8. "Get Up on It Like This" (Rowlands, Simons e Jones) – 2:48
  9. "Lost in the K-Hole" – 3:51
  10. "Where Do I Begin" – 6:51
  11. "The Private Psychedelic Reel" (Rowlands, Simons e Jonathan Donahue) – 9:28 
 todas as músicas, Rowlands/Simons, exceto as indicadas
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Ouça:
Chemical Brothers Dig Your Own Hole

Cly Reis

Berinjela Beligerante

O Bode Espiatório

quarta-feira, 28 de julho de 2010

cotidianas #37 - verde-coincidência


"Dize que virás
co'aqueles teus
olhos verdes
Dize...

Combinam tão bem
Com aquela
tua blusa.

verde-coincidência"


Cly Reis

ARQUIVO DE VIAGEM - Nova Friburgo - RJ (25, 26 e 27/07/2010)



O início do percurso do teleférico...

Fiz uma espécie de retiro nas montanhas nos últimos três dias. Fui conhecer, descansar e curtir um pouquinho de frio em Nova Friburgo, cidadezinha de colonização germânico-suíça na serra fluminense.
Nova Friburgo é simpática, tem um aspecto semi-rural e, na verdade, não tem grandes atrativos turísticos. Nota-se, pela quantidades de lojas ao longo da estrada e por todo o município, grande ênfase na produção e venda de lingeries, o que, em virtude do bom preço, acaba atraindo muitos turistas revendedores da capital e de outros estados.
De legal mesmo tem o teleférico na Praça do Suspiro, no centro da cidade, a cascata do Véu-da-Noiva e o Pico da Caledônia, ponto elevadíssimo com bela vista para toda a região serrana.
No mais, valeu por matar um pouquinho da saudade do frio sulista.

...e aqui a vista chegando lá no topo


 
A belíssima Cascata do "Véu-da-Noiva"
já mais afastada da área central

Paisagens bucólicas bem comuns
mais para dentro da cidade


A vista do alto do Pico da Caledônia

Valeu mesmo pelo descanso em um agradável hotel fazenda com verde, ovelinhas, passarinhos, frio e lareira.
Só calmaria.




Cly Reis

domingo, 25 de julho de 2010

O Frango Atirador

Para os que acham o Frango Atirador politicamente incorreto, amoral, imoral, antiético, preconceituoso, racista, fascista, indecente, estúpido, cruel e tantas outras coisas mais, resolvemos dar uma oportunidade para alguns calouros, aventureiros, candidatos tentarem a sorte no seu lugar, a fim de tentarem a simpatia da plateia.
Com vocês...






Hmm!!!, acho melhor ficar com o Frango Atirador mesmo, não?

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sábado, 24 de julho de 2010

Animamundi - CCBB, Centro Cultural dos Correios e Casa França-Brasil - Rio(23/07/2010)





















Vim dar uma conferida no Animamundi 2010. Muito movimentado, muita criançada e por isso, muitas filas pras oficinas, das quais acabei não participando exatamente por não ter a menor paciência.
No fim das contas, acabei, agora há pouco assistindo a algumas animações bem legais nos Correios.
Depois posto mais alguma coisa a respeito. Agora vou voltar ao CCBB e ver se já diminuiu o movimento por lá.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Van Morrison - "Astral Weeks" (1968)



"As canções de Astral Weeks" ... eram de outro tipo de lugar nada óbvio. Elas são poesia e reflexões míticas canalizadas da minha imaginação."
Van Morrison


Uma obra inusitada!
Em seu segundo álbum solo, após deixar o Them, Van Morrison surpreende com um álbum acústico acompanhado por músicos de jazz e rythm'n blues, recheado de improvisações e virtuosismo.
Composições belas e de rara inspiração; interpretações emocionantes; uma sonoridade singular. Tudo isso faz de "Astral Weeks" um dos meus discos preferidos.
Destaques para a excelente primeira faixa, que dá nome ao álbum; para a tocante "Beside You", para "The Way Young Lovers Do" que ainda traz ecos do Them e para "Slim Slow Slider" que fecha com chave-de-ouro.
"Astral Weeks" de Van Morrison, amigos: Básico!
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FAIXAS:
  1. "Astral Weeks" – 7:06
  2. "Beside You" – 5:16
  3. "Sweet Thing" – 4:25
  4. "Cyprus Avenue" – 7:00
  5. "Afterwards"
  6. "The Way Young Lovers Do" – 3:18
  7. "Madame George" – 9:45
  8. "Ballerina" – 7:03
  9. "Slim Slow Slider" – 3:17
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Ouça:
Van Morrison Astral Weeks


Cly Reis