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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cotidianas #17 - Sinal Fechado



Olá, como vai ?


Eu vou indo e você, tudo bem ?

Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?

Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe ...

Quanto tempo... pois é...

Quanto tempo...

Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios

Oh! Não tem de quê Eu também só ando a cem

Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí

Pra semana, prometo talvez nos vejamos

Quem sabe ?

Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)

Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas

Eu também tenho algo a dizer Mas me foge a lembrança

Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente

Pra semana

O sinal ...

Eu espero você

Vai abrir...

Por favor, não esqueça,

Adeus...

Adeus...


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"Sinal Fechado"

O Beijo da Década


 A loja de departamentos inglesa Selfridges encomendou uma pesquisa entre seus clientes para saber qual seria o Melhor Beijo da Década e deu na cabeça o sensualíssimo beijo de Madonna e Britney Spears no Video Music Awards de 2003, que deixou, inclusive, o ex de Britney, Justin Timberlake, com uma cara de bunda na platéia. Acho justa a escolha. O beijo foi excitante e a ex ninfeta com aquele modelito noivinha tava de enlouquecer. Pra deixar qualquer marmanjo com vontade de fazer um ménage à trois.
Coma medalha de prata ficou o já clássico beijo de ponta cabeça do Homem Aranha com Kirsten Dunst e com o bronze outro beijo homossexual, o do casal de vaqueiros de "O Segredo de Brokeback Montain".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Metallica "Metallica" (ou "Black Album") - 1991


Na onda dos shows do Metallica no Brasil, aproveito pra destacar um dos grandes discos da história do rock. O Metallica, depois de já ter mudado o rumo das coisas com “Master of Puppets”, revolucionava novamente o metal em 1991 com um álbum sem título, batizado pelo público de “Black Álbum” em virtude de sua capa toda negra apenas com pequenos detalhes quase invisíveis.
O “Álbum Negro” traz um Metallica extrapolando peso mas totalmente aceitável e audível mesmo para ouvidos mais delicados. Esta química sonora obtida no disco fez com que agradasse não só aos fãs como arrebatase de vez o público mais pop colocando a banda no topo das paradas.
O primeiro single, “Enter Sandman” era uma bomba pesada, destruidora, com um riff absolutamente marcante e um refrão certeiro, vociferado por Hatfield. Tornou-se logo um grande hit e impulsionou grandes vendas do álbum, ajudado por um clipe que transmitia toda a atmosfera pretendida na música. Um grande pesadelo assustador e sem saída. Serpentes embaixo da cama, quedas de prédios e precipícios, sonho dentro do sonho e a conjugação letra-música-imagem estava completa: “Enter Sandman” era um verdadeiro pesadelo.
O disco também traz as ótimas “Sad But True” com suas guitarras estourando e a longa balada “The Unforgiven” que igualmente figuraram nas paradas; além de muitos outros bons momentos menos conhecidos do grande público mas não menos valorosas e interessantes que mantinham a característica pesada do som da banda. A balada “Nothing Else Matters , outra que tocou bastante por aí, e que contou no álbum com acompanhamento orquestrado, ficou tão boa que acabou gerando a idéia de fazerem um álbum ao vivo com a Orquestra Sinfônica de São Francisco . O projeto, chamado “S&M”, vingou e contém diversas músicas do álbum negro, com destaque exatamente, para a já citada ‘Enter Sandman” que ganhou tons monumentais com o acréscimo das cordas de orquestra.

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FAIXAS:
1. ENTER SANDMAN
2. SAD BUT TRUE
3. HOLIER THAN THOU
4. THE UNFORGIVEN
5. WHEREVER I MAY ROAM
6. DONT TREAD ON ME
7. THROUGH THE NEVER
8. NOTHING ELSE MATTERS
9. OF WOLF AND MAN
10. THE GOD THAT FAILED
11. MY FRIEND OF MISERY
12. THE STRUGGLE WITHIN

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Ouça:
Metallica - Metallica (Black Album)



Cly Reis

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

cotidianas #16 - Estátua


- E então, o que é que você faz?

- O que? Não consigo ouvir. Tá muito barulho.

- O que é que você faz? Tipo, da vida? – pergunta ela praticamente gritando perto do ouvido do rapaz.

- Ah! Eu sou estátua.

- Como é que é?

- Estátua – confirma num tom meio constrangido quase como se se desculpasse por ser o que era.- Tu nunca viu na rua? Dessas que se mexem quando alguém põe uma moeda e tal, sabe?

- Hmmm. - fez ela com um ar que pareceu a ele algo entre o indiferente e o decepcionado.

Ele na verdade nem ouviu aquele “hmmm”, mas nem se deu ao trabalho de confirmar o que ela dissera porque praticamente adivinhou ou supôs que ela tivesse respondido algo desinteressado daquele tipo.

-Olha, só ,– chamou a garota, despertando-o da distração da visão dos corpos em movimento sob o som retumbante das batidas repetidas e mecânicas– vou ali no banheiro e já volto, tá? Tu me espera?

- Espero. Claro.

Pegou a bolsa, levantou num ímpeto e saiu rápido esgueirando-se por entre a massa dançante até sumir na multidão.

Tomou um gole da bebida. Que voltar que nada! No mínimo esperava um engenheiro, um médico. Não, não, um advogado. Elas adoram advogados. Pode ser uma besta, mas se o cara diz que é advogado, hmf!, é garantido. Mas estátua? Estátua?

“Tu me espera?, tu me espera?”. Ahan! Vou ficar esperando a noite toda. A vida toda. Bebeu o resto.

De repente:

- Demorei?

- Não, não. Foi rapidinho – respondeu indisfarçadamente pasmo. Será que ela notara que ele estava, assim, com cara de bobo, descrente desse seu retorno?

- E então, - agora encostando no ouvido dele para não precisar gritar – me fala mais desse lance de estátua.



Cly Reis

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Manchetes sobre Tessália

Particularmente, não gosto e não assito BBB, mas tenho ouvido falar tanto em Tessália, que eu nem sei quem é, nem o que faz e pra falar a verdade só há pouco soube que faz parte do ilustríssimo time de subcelebridades do tal programa. Mas, de qualquer forma, com um nome desses, podia ser qualquer coisa, como uma comida, um carro ou uma parte do corpo. Sendo assim aí vão manchetes diversas sobre Tessália, seja lá o que isso venha a ser:

-ONU AUTORIZA EUA A INVADIR A TESSÁLIA
situação na região está fora de controle e Obama deve ordenar embarque de tropas





















-DERCY GONÇALVES SERÁ SUBMETIDA A NOVA OPERAÇÃO NAS TESSÁLIAS
quadro da atriz continua estável

-FLAGRA: TESSÁLIA DO VESTIDINHO CAI E NANA PAGA CALCINHA
modelo se empolga em festa em boate da noite carioca


-TRAGÉDIA: MILHARES CONTAMINADOS PELO TESSÁLIO 39
vazamento na usina é o maior desde Chernobyl


-AVIÃO DA TESSALI AIR CAI NA BAÍA DO GOLFO
número de vítimas pode chegar a 200


-TESSALA ASSUME ATENTADO
grupo extemista assumiu atentado de ontem em Fiuk


-BOAS TESSÁLIAS PRA TODO MUNDO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

The Smiths - "The Smiths" (1984)



"Agora eu sei como Joana D'Arc se sentiu
Enquanto as chamas subiam até seu perfil romano
E seu walkman começava a derreter."
verso de "Bigmouth strikes Again"


A propósito de show cover dos Smiths, já postei aqui sobre discos de diversas bandas mas nunca desta que é uma das minhas preferidas. Há um certo consenso dos fãs em torno da preferência pelo álbum “The Queen Is Dead”, que inegavelmente é um discaço, com as clássicas “Bigmouth Strikes Again” e “There’s a Light that Never Goes Out”; mas particularmente, poucas vezes ouvi um disco de estréia tão notável quanto “The Smiths” de 1984. Chegando com um nome simples, em contraponto aos elaborados de outras bandas da época e com um som limpo e TOCADO, num contexto cheio de bandas que só ligavam os sintetizadores e a bateria eletrônica e o resultado acabava sendo quase o mesmo; o quarteto de jovens de Manchester não demorou nada a se destacar no cenário musical. Parecia que era tudo o que o pop precisava. Melodias, guitarras, sensibilidade, letras inteligentes e bem elaboradas, vocal singular e autêntico. Era finalmente uma banda de gente. De gente como a gente. Não à toa, logo os jovens perceberam que Morrissey se colocava muito próximo a eles nas suas angústias, nas suas aflições, no seu sarcasmo e medida agressividade e a relação fãs-banda, desde então, passou as ser mais do que meramente musical.

"The Smiths (1984)” é doce, é violento, é apaixonante e apaixonado. “Reel Around the Fountain” que abre a seleção traz um início com uma bateria marcada que logo deixa entrar a voz terna de Morrissey cantando sobre uma relação complicada que sofreu acusações de pedofilia na época do lançamento do álbum. Johnny Marr já mostra seu cartão de visitas, com uma melodia aparentemente simples mas, como o restante da obra virá a mostrar, é altamente bem elaborada mas sem espalhafato, distorções ou grandes solos. “Miserable Lie”, uma das minhas prediletas do álbum é quase uma exceção a obra dos caras, com sua estrutura diferenciada, partindo de uma levada lenta até explodir em fúria e passar daí a evoluções vocais extremamente afetadas. Tudo isso com uma bateria inapelavelmente punk e curiosamente com uma guitarra sem distorção.

“This Charming Man”, um dos grandes clássicos da banda, que não saiu na edição inglesa, é outra destas coisas primorosas da história do rock com aquele riff marcante e inconfundível de Johnny Marr e com aquele vocal totalmente auto-revelador de Morrissey.

“Still Ill” é outra das fantásticas! Esta mais vigorosa e com a verve potente de Moz. Falar da guitarra de Marr já é redundância. Ele simplesmente dilacera tudo do início ao fim.

“What Difference Does It Make?”, falando sobre rejeição provavelmente seja uma das que representam mais perfeitamente a mistura amor-ódio-sarcasmo do mestre . Talvez tenha as frases mais apaixonadas e frustradas da história do rock: “...eu me jogaria em frente a uma bala voando por você”, ou “eu roubei e menti (...) porque você me pediu”, trazem toda a dedicação e o desgosto com uma pessoa amada.

A rotação depois dela dá uma aliviada com as ótimas “I Don’t Owe You Anything” e “Suffer Little Children” com aquele final provocante com umas risadinhas safadas.

Ainda hoje, mais ou menos uns 12 ou 13 anos depois de tê-lo ouvido pela primeira vez, ainda me impressiona e me faz acabar a audição com um sorriso no rosto.

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FAIXAS:
1. Reel Around The Fountain 5:55
2. You've Got Everything Now 3:58
3. Miserable Lie 4:27
4. Pretty Girls Make Graves 3:41
5. The Hand That Rocks The Cradle 3:45
6. This Charming Man 2:52
7. Still Ill 3:19
8. Hand In Glove 3:23
9. What Difference Does It Make? 3:49
10. I Don't Owe You Anything 4:04
11. Suffer Little Children 5:29

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Ouça:
The Smiths 1984




Cly Reis

Globo de Ouro 2010 - Premiados



O badalado "Avatar de James Cameron
Saíram ontem os premiados com o Globo de Ouro, que sempre guarda mais expectativa pelo fato de ser considerado prévia dos Oscar do que por si só. Se assim for mesmo "Avatar" entra com tudo na disputa pela estatueta mais cobiçada do meio cinematogáfico. A superprodução de James Cameron (que eu não vi) arrebatou os prêmios de Melhor Filme de Drama e Melhor Direção. Já a veterana e competentíssima Meryl Streep levou mais um pra casa, desta vez o de Melhor atriz de Musical ou Comédia, com "Julie e Julia". E uma pedra que eu já venho cantando, - mas que não é de grande dificuldade em apostar - foi o Globo de Ouro de Ator Coadjuvante para Christoph Waltz, simplesmente incrível em "Bastardos Inglórios". Veja abaixo algumas das categorias pemiadas:



 Melhor filme de drama
Avatar, de James Cameron

Melhor atriz coadjuvante
Mo´Nique, por Preciosa

 Melhor atriz em série de TV (comédia ou musical)
Toni Colette, por United States of Tara

 Melhor ator coadjuvante em série de TV
John Lithgow, por Dexter

 Melhor animação
Up - Altas Aventuras

 Melhor ator em série de TV (drama)
Michael C. Hall, por Dexter

 Melhor atriz em série de TV (drama)
Julianna Margulies, por The Good Wife

 Melhor canção original
The Weary Kind, de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, do filme Crazy Heart

 Melhor trilha sonora
Up - Altas Aventuras, de Michael Giacchino

 Melhor minissérie ou filme feito para TV
Grey Gardens

 Melhor atriz de comédia ou musical
Meryl Streep, por Julie & Julia

 Melhor ator em minissérie ou filme para TV
Kevin Bacon, por Taking Chance

 Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore, por Grey Gardens

 Melhor Roteiro
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

 Melhor ator em série de TV comédia ou musical
Alec Baldwin, por 30 Rock

 Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

 Melhor série de TV drama
Mad Men

 Melhor atriz coadjuvante em série de TV, minissérie ou telefilme
Chlöe Sevigny, por Big Love

 Melhor ator coadjuvante em filme
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

 Homenagem do ano
Martin Scorsese, pelo conjunto da carreira

 Melhor diretor de cinema
James Cameron, por Avatar

 Melhor série de Tv de comédia ou musical
Glee

 Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber Não Case

 Melhor atriz de drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego

 Melhor ator de comédia ou musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

 Melhor ator de drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart

domingo, 17 de janeiro de 2010

The Smiths Cover - Rio Rock & Blues Club - Rio de Janeiro (16/01/10)



Na minha Porto Alegre, quando morava lá, costumava ir muito nas noites de terça-feira a um bar chamado 8 e 1/2, onde acontecia a "Terça Clássica", a noite com apresentações de bandas cover dos clássicos do rock. Lá vi covers de Doors, Hendrix, Pink Floyd, Stones, Raul; algumas muito boas, outras nem tanto. Mas de qualquer forma adorava ir ao 8 e 1/2 para ver fãs, como eu, tocando as músicas dos nossos heróis.
Logo que cheguei ao Rio de Janeiro senti falta de ter lugares deste tipo, com rock, covers de bandas e tal. Infelizmente, ainda que se encontre este tipo de programa, a cultura local predominante é samba e funk, e lugares qualificados com boa música não são assim tão fáceis e comuns.
Aqui, depois de alguma procura, depois de alguma demora, fui brindado com a existência do Rio Rock & Blues Club que me proporciona estas oportunidades, das quais com alguma frequência desfruto. Ontem, em especial tive uma das melhores experiências neste local. A casa apresentou uma banda cover do quarteto de Manchester, The Smiths. Pela fila, pela espera, pelas camisetas, pelos topetes já se via que não seria uma apresentação cover como as outras da casa. Quando se fala em The Smiths, em Morrissey, a gente sabe que existe aquela coisa meio "religiosa" dos fãs. E, de fato, foi um dos shows cover mais emocionantes que já assisti.
Contando com um vocalista simpaticíssimo e músicos competentes a banda empolgou mesmo os espectadores mais exigentes. O Morrissey-cover não se limitava às imitações de postura e trejeitos do original e mandou bem no microfone conseguindo se aproximar do timbre do inglês, e o nosso Johnny Marr, impressionantemente, não fez feio e segurou até algumas difíceis como "Still Ill", por exemplo. Tá certo que quando alguém pediu "Girl Afraid" o vocalista disse que aí teria que chamar o próprio Marr, mas a gente compreende. Seria complicado mesmo.
Pontos altos pra mim foram a ótima e muito bem executada "Handsome Devil"; a surpresa de "Headmaster Ritual" que não é das mais conhecidas e a já citada "Still Ill" que eu tinha mesmo expectativa de ouvir. Mas o ápice do show foi "Suedehead", da carreira solo de Morrissey, que o vocalista definiu como uma "quase Smiths". Eu já tinha visto pessoas cantarem juntas lá no RR&BC refrões conhecissimos e populares do rock como "can't buy me loooove" ou "smoooke on the water...", mas nunca tinha presenciado o bar todo em uníssono entoar um refrão, e assim foi com "i'm so sorry" de "Suedehead". Todos juntos. Lindíssimo. Verdadeiramente incrível!
Como se não bastasse tudo isso, me pegaram de surpresa com a inusitada "Last Night I Dreamt that Somebody Love Me" que invariavelmente me emociona. Nunca imaginei que fossem tocá-la até porque não foi dos hits da banda. O fato de ser a "cópia" dela não fez com que me tocasse menos e o resultado foi que quase cheguei às lágrimas.
Mas como disse o prórpio vocalista, Robeto Freitas, gostar de bandas como Smiths e Legião (que faria o show cover de fundo) não é pra qualquer um, "tem que ter sensibilidade" disse ele, ao que alguém respondeu de algum lugar da platéia, "tem que ter coração". E é mesmo. É por isso que um show assim consegue provocar todas estas reações. Os fãs de Smiths tem, sobretudo, coração.


Cly Reis

sábado, 16 de janeiro de 2010

cotidianas #15 - Cidade Irmã


Hora da faxina
(Quando o sol entrar pelos
fundos)
Você sai
na sua corrida maluca
Eu fico só
Amo Você como louco, louco
louco, louco


Nada que nos una
Vendo a lua saindo de um
prédio
Tantas luzes
Que piscam na zona sul
Estrelas mortas
Amo Você como louco, louco
louco, louco


Nada que nos una
Eu vejo navios
Paris no tempo do rei sol
Folheia um livro
Você toma banho de espuma
Eu fico só
Amo você como louco

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"Cidade Irmã"
(Cadão Volpato)

Ouça:
Fellini Cidade Irmã



*PS: A última estrofe aparece no encarte mas não foi gravada no álbum "Amor Louco" de 1989.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sex Pistols "Nevermind the Bollocks, Here's the Sex Pistols" (1977)



"Eu sou o anticristo
Eu sou um anarquista"
da letra de
"Anarchy in the U.K."



Um aquisição tardia, mas ainda muitíssimo válida foi a que fiz recentemente do clássico “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”. Já tivera por algum tempo o LP em minha casa mas não era meu, depois gravei numa fita cassete e adorava ouvir no walkman, agora finalmente o tenho em um formato decente, com qualidade, na versão remasterizada em CD.
Lançado em 1977, “Never Mind the Bollocks...” permanece ainda hoje como um dos álbuns mais importantes e influentes de todos os tempos, não se limitando à esfera musical; na qual diga-se de passagem, não teve grande contribuição técnica de qualidade, uma vez que os músicos eram extremamente amadores e fracos; mas estendeu-se a níveis até mesmo comportamentais e sociais; só que em dizendo-se que a música era pobre tecnicamente, não significa dizer eu não fosse boa. Pelo contrário. Os riffs simples, melodias criativas com três ou quatro notas, o peso, a crueza, a aspereza do som lhe conferiram o caráter eterno dentro do mundo da música. Legado valioso que permanece até hoje desde uma Lady GaGa até um Slipknot.
É certo que não foram os Pistols que criaram a fórmula. A coisa foi chegando até lá: Velvet, Doors, Stooges, Television, todos estes fizeram o caminho. Mas foi com o time do sagaz Johnny Rotten que se encontrou a química perfeita. “Nevermind the Bollocks...” tem a fúria, a sujeira, o sarcasmo e a audibilidade na medida certa.
O disco abre com sons de uma marcha de soldados, encaminhando “Holidays in the Sun” seguida da pedrada “Bodies” com sua letra crua sobre aborto. “Liar” é outra bomba, “Problems” é marcante principalmente pelo seu final maquinal, “EMI” é toda deboche à indústria fonogáfica, mas é em “Anarchy in the UK” que Johnny Rotten sintetiza toda a fúria punk quando cospe toda sua raiva vociferando “Eu sou o anticristo, eu sou um anarquista”. No fim das contas ouvindo a predição pessimista de “God Save the Queen”, é de se pensar o que teria sido do futuro sem ‘Nevermind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”?
Hoje sabemos. Ele precisava mesmo ter existido.
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FAIXAS:
01 - Holidays In The Sun
02 - Bodies
03 - No Feelings
04 - Liar
05 - Problems
06 - God Save The Queen
07 - Seventeen
08 - Anarchy In The U.K.
09 - Submission
10 - Pretty Vacant
11 - New York
12 - E.M.I

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Ouça:
Never Mind The Bollocks, Here The Sex Pistols


Cly Reis