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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bs As

BUENOS AIRES- É, o que era pra ser apenas um plano B, acabou revelando-se uma bela pedida e um grande programa.
Buenos Aires é uma cidade linda e fascinante. Verdadeiramente, um pedaço da Europa na América do Sul. A arquitetura é belíssima, as ruas limpas e o povo, ao contrário do que pode-se imaginar no Brasil, é bem educado, atencioso e gentil.
A propósito, é um barato conversar com taxistas sobre futebol. Como nós brasileiros, eles são verdadeiramente apaixonados e, tb surpreendentemente, respehtam muito o futecol brasileiro.
Ah! Quarta-feira pretendo ir ver Banfield x Inter aqui em Buenos Aires pela Libertadores. Tomara que dê certo.
Por hora é isto. Posto mais qdo voltar.
Tchau!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

cotidianas #23 - "Pneumotórax"


Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire.
........................................................................
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Pneumotórax (1930)
de Manuel Bandeira

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A volta do The Smiths Cover - Rio Rock & Blues Club - Lapa - Rio de Janeiro 17/04/2010


A competentíssima banda que homenageio os Smiths.
Em princípio nem deveria ir. Tinha uma viagem marcada para o outro dia e ainda que não tivesse exatamente que acordar CEDO, voltar de madrugada de um showzinho num bar sempre é um pouco desgastante, deixa sonos atrasados, aquela ressaca e tal. Mas como na véspera, por conta da fumaça do vulcão islandês, já se anunciava um provável cancelamento de voo, fui, aí sim mais tranquilo, sem muito daquele peso de ter que acordar bem no outro dia. Outro motivo foi quis levar meu grande amigo Júnior, que mostrara-se um tanto decepcionado por ter perdido a apresentação anterior para a qual eu o convidara e à qual eu elogiara tanto, e que agora sim, desta vez, poderia ir. Mas além disso tudo, tem também outro fato: incrivelmente acabou-se criando um vínculo legal dos integrantes da banda comigo. Tudo por causa da despretensiosa postagem sobre o show anterior dos caras lá mesmo no RR&BC, que segundo eles elevou o nome da banda, fez uma baita propaganda e tudo mais. Fico satisfeito. Como disse ao vocalista Roberto, de modo algum era a intenção rasgar-seda pra ninguém, nem divulgar nada, até porque nem os conhecia e mesmo porque meu blogzinho não tem todo esse alcance pra levar o nome de alguém aos 4 cantos do mundo.


Devidamente fardado.
Mas vamos ao que interessa que foi o show em si. Desta vez, apesar de contar com o palco principal, com uma casa mais cheia e com o status de um dos melhores shows da casa, tiveram que ganhar o público aos poucos. Da outra vez, a resposta foi mais imediata, me parece. Deve-se um pouco ao fato de que muitos que estava ali foram pelo boca-a-boca e tiveram que ser convencidos, tiveram que ver justificado o alarde. Mas pela reação ao final com "Bigmouth Strikes Again", sendo entoada pela galera em peso, acho que não se decepcionaram.
O espaço mais amplo no palco e, creio, uma maior auto-confiança depois da aprovação da primeira apresentação no bar, fizeram bem para o Morrissey-Cover que desta vez se soltou mais nos trejeitos, poses e caracterizações do ídolo inglês, imitando-o muito bem.
Olha eu aí com o Morrisey
(e não é que parece mesmo?)
Nosso Johnny "Flávio Chaves" Marr matou a pau principalmente com "Girl Afraid", que foi graciosamente oferecida a mim, mas que espero que não pelas razões erradas de entenderem que eu tivesse duvidado que conseguissem executá-la bem. Se bem me lembro a própria banda relutou em tocá-la da outra vez duvidando um pouco do seu próprio potencial. Obrigadão, mas não duvidei de vocês! Posso interpretar que fui o grande homenageado da noite. Além da canção já mencionada e um pequeno discurso de agradecimento pela postagem no blog, recebi ainda "Rubber Ring" que eu havia pedido na comunidade do Orkut e que ficou espetacular.
Show foda mais uma vez.
O Júnior que estava comigo, pelas manifestações para mim mesmo, e no Orkut, parece também ter gostado muitíssimo.
Ótimo show novamente. Parabéns, amigos (acho que posso chamá-los assim, não?).



Cly Reis

Björk - "Jòga"

E no fim das contas não deu pra viajar!
O Eyjafallajokull resolveu jorrar seu magma e espalhar sua nuvem de fumaça por toda a Europa deixando o continente praticamente isolado.
A força da natureza foi maior do que os nossos desejos, vontades, necessidades, expectativas. (E não é sempre assim?)
Mas tudo bem. Acontece. E, aliás, tem acontecido por toda a parte e com cada vez maior frequência.
É, amigos, enchentes monstruosas, terremotos cada vez mais intensos, nevascas brutais e vulcões furiosos devem ser sinal de alguma coisa.
Nem sou tão trágico ou alarmista a ponto de estar prenunciando um final dos tempos, mas digo, sim, que a Terra está gritando, pedindo socorro, reclamando do quanto a tratamos mal até hoje.

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Como disse no post anterior, a Islândia só estava no mapa-múndi até hoje por causa da existência da Björk, e como disse um amigo meu, já que a erupção de criatividade dela cessou, o Eyjafallajokull, por sua vez, resolveu botar pra quebrar.
Essa coisa toda de Islândia, Björk, vulcão, Terra pedindo socorro, força da natureza, me lembrou o ótimo clipe de "Jòga" que tem muito a ver com tudo isso, pelas imagens e pela sutileza da mensagem contida.
Como diz a letra, "estado de emergência".

Agora é replanejar o restinho de férias.
Mas vam'lá!
Sem problemas.


"Björk - Jòga"



C.R.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

ELVIS

Caetano Veloso - "Transa" (1972)

"Chamei os amigos para gravar em Londres(...) "Transa" foi  meu primeiro disco de grupo, gravado quase como um show ao vivo".
Caetano Veloso



 No embalo do meu retorno a Londres, deu vontade de falar de um dos grandes discos brasileiros de todos os tempos, intimamente ligado à capital inglesa: “Transa” de Caetano Veloso, de 1972.
Gravado no exílio do cantor na época da ditadura militar, álbum é uma fantástica mistura de sons, tendências, línguas e costumes. Tem regionalismos junto com rock’n roll, inglês com português, gíria com poesia, berimbau com guitarra... Tudo resultado de uma criatividade que estava prenhe, precisando ser expelida, manifestada. Uma vontade de ser brasileiro mesmo estando fora. E parece que é exatamente isto que Caetano consegue transmitir quando mistura as línguas e linguagens: assimilar, experimentar, sem perder suas raízes.
O início, com “You Don’t Know Me”, uma balada que vai se encorpando aos poucos, tem sua letra em inglês toda “invadida” por pedaços em português, como o trecho de “A Hora do Adeus” de Luiz Gonzaga, e ‘Saudosismo” do próprio Caetano, com a voz de Bebel Gilberto.
“Nine Out of Ten” que a segue, é espetacular em sua sonoridade toda cheia de embalo e ritmo. Caetano mesmo afirma ser esta sua melhor letra em inglês. Em inglês, sim, mas, assim como na anterior, com incursões em português, mas nesta, genialmente mais integradas na letra (“I’m Alive and VIVO, MUITO VIVO, VIVO, VIVO”). Caetano diz sobre esta música: “Tem a Nine out of Ten, a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim. Muito antes de John Lennon, de Mick Jagger e até de Paul McCartney. Eu e o Péricles Cavalcanti descobrimos o reggae em Portobelo Road e me encantou logo. Bob Marley e The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70.”
Caetano utiliza-se da poesia barroca de Gregório de Mattos para compor “Triste Bahia”, a mais experimental do disco, repleta de idas e vindas sonoras, regionalismos, linguagem coloquial, versos de folclore e cantigas populares.
Em “It’s a Long Way”, uma doce e melancólica canção, minha favorita do disco aliás, volta a se utilizar muito fortemente do recurso bilíngüe, depois dos primeiros versos totalmente em inglês, passa para a língua natal novamente com linguagem coloquial, dísticos populares e jogos de roda (“os olhos da cobra verde/ hoje foi que ARREPAREI/ se ARREPARASSE a mais tempo/ não amava quem amei”)
Sobre “Mora na Filosofia”, de Monsueto Menezes, um samba lento, marcado no violão, Caetano diz: “Mora na Filosofia, que é um grande samba, uma grande letra e o Monsueto é um gênio. Me orgulho imensamente deste som que a gente tirou em grupo".
Segue “Neolithic Man”, que é a que gosto menos no disco e fecha com o ótimo e embalado rock’n roll acústico e curtinho "Nostalgia (That's What Rock'n Roll Is All About)".
O álbum contou com arranjos e participações especialíssimas de amigos que estavam em Londres na época, entre eles Jards Macalé e Péricles Cavalcanti, mas que, curiosamente, por negligência no acabamento gráfico, não foram creditados no encarte original. O fato é que o próprio Caetano faz questão de lembrar estas participações e salientar que elas foram extremamente estimulantes para o trabalho em torno do álbum naquelas circunstâncias de exílio, saudades, solidão; e, ouvindo “Transa”, não é difícil notar o quanto as companhias contribuíram para a qualidade e resultado final da obra.

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FAIXAS:
  1. "You Don't Know Me" (Caetano Veloso) – 3:49
  2. "Nine Out of Ten" (Caetano Veloso) – 4:57
  3. "Triste Bahia" (Gregório de Matos Guerra, Caetano Veloso) – 9:47
  4. "It's a Long Way" (Caetano Veloso) – 6:07
  5. "Mora na Filosofia" (Monsueto Menezes, Arnaldo Passos) – 6:16
  6. "Neolithic Man" (Caetano Veloso) – 4:55
  7. "Nostalgia (That's What Rock'n Roll Is All About)" (Caetano Veloso) – 1:22
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Ouça:
Caetano Veloso Transa


Cly Reis

terça-feira, 13 de abril de 2010

Moby - "Play" (1999)

Moby é certamente um dos artistas mais criativos e importantes das últimas décadas no cenário musical geral e não apenas no eletrônico. Moby já transcendeu a isso. Não pelo fato, que eu nem aprovo muito, de estar pegando em guitarras e se aventurando mais do que devia nos microfones ultimamente, mas sim porque a extensão do que produz como música, como sonoridade, como possibilidades, chega muito mais longe do que uma pick-up, um deck, uma rave.
Acompanho Moby mais ou menos desde que pintou por aí, e desde a badalada “Go”, passando por ‘Next is the E”, “UHF”, “Thousand’, viu-se então o cara chegar ao seu grau máximo de qualidade em “Play”.
“Play” é daqueles álbuns que o artista acertou. Pensou em alguma coisa e deu certo, tentou uma evolução em relação ao próprio som e deu também, brincou com elementos diferentes e pimba! Golaço.
O álbum abre em grande estilo, já com uma das melhores do disco, a descontraidíssima “Honey”, seguida da excelente “Find My Baby”, com aquele sampler de vocal blues que não perde a raiz mesmo com a batida eletrônica.
“Why Does my Heart Feel So Bad” ao contrário de “Honey”, é melancólica, mas não menos excitante a seu modo. Notável na sua tristeza, é extremamente bem trabalhada em cada detalhe contando com um belíssimo vocal gospel.
"Bodyrock” é, como sugere o nome e como confirma o clipe, pra não parar de mexer. É mesmo um corpo em movimento pela música, ou música movendo o corpo, ou música em movimento. Tudo isso! É elétrica, empolgante, entusiasmante.
“Natural Blues”, mais uma das minhas favoritas, com seu sampler de vocal bluseiro, é outra das boas misturas que Moby arrisca na obra e o resultado fica admirável.
Ao longo de suas 18 faixas Moby vai intercalando momentos de introspecção, como “Guitar, Flute & Strings”, faixas mais vibrantes, como “Machete” e algumas experimentações sonoras como em "7" ou "If Things Were Perfect", contudo, incrivelmente conseguindo manter uma unidade e uma identidade, fazendo assim de “Play” um disco singular no âmbito da música eletrônica e um marco no gênero.
Depois de tudo isso o encerramento e daqueles que justificam um grande disco: “My Weekness”com seu coro celestial numa atmosfera etérea fazem uma despedida relaxante.
Elogia-se muito o álbum “18”, sucessor de “Play”. Particularmente não gosto tanto, e como disse, acho que ele anda se aventurando demais nos microfones, mas não invalida todo o talento e inovação deste que é um dos principais nomes da música nos últimos anos.
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FAIXAS:
1."Honey" 3:27
2."Find My Baby" 3:58
3."Porcelain" 4:01
4."Why Does My Heart Feel So Bad?" 4:23
5."South Side" 3:48
6."Rushing" 2:58
7."Bodyrock" 3:34
8."Natural Blues" 4:12
9."Machete" 3:36
10."7" 1:00
11."Run On" 3:44
12."Down Slow" 1:32
13."If Things Were Perfect" 4:16
14."Everloving" 3:24
15."Inside" 4:46
16."Guitar Flute & String" 2:07
17."The Sky Is Broken" 4:16
18."My Weakness" 3:37


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Ouça:
Moby Play


Cly Reis

Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore (1988)




Hoje, no dia do beijo, nada melhor do que falar de um dos grandes filmes das últimas décadas, o belo "Cinema Paradiso".
O que que ele tem a ver com beijo?
Ah! A belíssima cena final na qual o protagonista, Toto, recebe o que o projecionista da cidadezinha, onde morou quando criança, havia deixado para ele antes de morrer. Sabendo da morte do amigo do cinema, Toto, já um homem, retorna à sua cidade natal para uma última homenagem àquele que, mesmo turrão, bravo às vezes, lhe incitara na paixão pelo cinema estimulando-o incllusive a ser um diretor de sucesso. Lá vem à memória suas lembranças de infância, alegrias e tristezas do lugar onde nascera e vivera boa parte da vida.
Na época, no cinema, o padre local fiscalizava, por assim dizer, as sessões de cinema, mandando parar as projeções e cortar das películas todas as cenas de beijo ou mais insinuantes, deixando, na época, a criançada doida de curiosidade para ver. Como um último presente ao garoto preferido, anos depois, o projecionista Alfredo deixa uma encomenda para que fosse entregue a Toto quando falecesse. E o que Toto recebe é uma edição com as cenas 'proibidas" do padre.
Cara, eu, apaixonado por cinema como sou, sempre choro na cena em que Toto vê o filme que Alfredo deixou pra ele. Lindíssimo.
Uma belíssima homenagem ao cinema. Filme de apaixonados pela sétima-arte.
Muito clássico, muito neo-realista, muito Rosselini, muito Fellini. Um baita filme!
Ganhou uma pá de prêmios por aí mas destaque, mesmo, é para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
"Cinema Paradiso" é um daqueles que tem seu lugar de destaque garantido na história do cinema.
Curta aí a cena dos beijos proibidos:



titulo original: (Nuovo Cinema Paradiso)
lançamento: 1988 (Itália)
direção: Giuseppe Tornatore
duração: 123 min
gênero: Drama




Cly Reis

sábado, 10 de abril de 2010

cotidianas #22- "Um estranho chamado João" *



* baseada na canção "Matita Perê",
de Tom Jobim e Paulo César Pìnheiro



Matita Perê
No jardim das rosas
De sonho e medo
Pelos canteiros de espinhos e flores
Lá, quero ver você
Olerê, Olará, você me pegar

Madrugada fria de estranho sonho
Acordou João, cachorro latia
João abriu a porta
O sonho existia

Que João fugisse
Que João partisse
Que João sumisse do mundo
De nem Deus achar, Ierê

Manhã noiteira de força viagem
Leva em dianteira um dia de vantagem
Folha de palmeira apaga a passagem
O chão, na palma da mão, o chão, o chão

E manhã redonda de pedras altas
Cruzou fronteira de servidão
Olerê, quero ver
Olerê

E por maus caminhos de toda sorte
Buscando a vida, encontrando a morte
Pela meia rosa do quadrante Norte
João, João

Um tal de Chico chamado Antônio
Num cavalo baio que era um burro velho
Que na barra fria já cruzado o rio
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
Aliás Horácio, vulgo Simão
Lá um chamado Tião
Chamado João

Recebendo aviso entortou caminho
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Na meia vida de adiadas mortes
Um estranho chamado João

No clarão das águas
No deserto negro
A perder mais nada
Corajoso medo
Lá quero ver você

Por sete caminhos de setenta sortes
Setecentas vidas e sete mil mortes
Esse um, João, João
E deu dia claro
E deu noite escura
E deu meia-noite no coração
Olerê, quero ver
Olerê

Passa sete serras
Passa cana brava
No brejo das almas
Tudo terminava
No caminho velho onde a lama trava
Lá no todo-fim-é-bom
Se acabou João

No Jardim das rosas
De sonho e medo
No clarão das águas
No deserto negro
Lá, quero ver você
Lerê, lará
Você me pegar

sexta-feira, 9 de abril de 2010

The Cure relança "Disintegration" em edição de luxo

O The Cure vai lançar em maio uma reedição pra lá de especial do ótimo álbum “Disintegration” de 1989. A super-edição de luxo vem com três CD’s: o álbum original (já com as 2 faixas que não saíram no LP da época, Last Dance e Homesick); um outro disco com raridades e demos; e ainda o álbum ao vivo “Entreat” mais completo que na sua edição original, com o show do Wembley Arena, na íntegra.

Disintegration” é considerado um dos melhores álbuns da banda e juntamente com “Pornography” e “Bloodflowers”, compõe um espécie de trilogia dark, que inclusive rendeu o DVD ao vivo “Trilogy” no qual a banda toca as músicas destes três álbuns.
Nunca esquecendo que Kyle, do South Park, no episódio da Barbra Streisend Mecha, declarou para o próprio Robert Smith que “Disintegration” é o melhor disco do mundo.
Nem tanto, Kyle. Nem tanto.
Mas é um baita disco!

Confira abaixo o que vem no álbum triplo “Disintegration – deluxe edition” que sai em 24 de maio:

Disc 1: Disintegration

1. “Plainsong”
2. “Pictures Of You”
3. “Closedown”
4. “Lovesong”
5. “Last Dance”
6. “Lullaby”
7. “Fascination Street”
8. “Prayers For Rain”
9. “The Same Deep Water As You”
10. “Disintegration”
11. “Homesick”
12. “Untitled”

Disc 2: Rarities (1988-1989)

1. “Prayers For Rain” rs Home Demo (instrumental) 04/88
2. “Pictures Of You” rs Home Demo (instrumental) 04/88
3. “Fascination Street” rs Home Demo (instrumental) 04/88
4. “Homesick” band Rehearsal (instrumental) 06/88
5. “Fear Of Ghosts” band Rehearsal (instrumental) 06/88
6. “Noheart” band Rehearsal (instrumental) 06/88*
7. “Esten” band Demo (instrumental) 09/88*
8. “Closedown” band Demo (instrumental) 09/88
9. “Lovesong” band Demo (instrumental) 09/88
10. “2late (alt Version)” band Demo (instrumental) 09/88
11. “The Same Deep Water As You” band Demo (instrumental) 09/88
12. “Disintegration” band Demo (instrumental) 09/88
13. “Untitled (alt Version)” studio Rough (instrumental) 11/88
14. “Babble (alt Version)” studio Rough (instrumental) 11/88
15. “Plainsong” studio Rough (guide Vocal) 11/88
16. “Last Dance” studio Rough (guide Vocal) 11/88
17. “Lullaby” studio Rough (guide Vocal) 11/88
18. “Out Of Mind” studio Rough (guide Vocal) 11/88
19. “Delirious Night” rough Mix (vocal) 12/88*
20. “Pirate Ships” (rs Solo) Rough Mix (vocal) 12/89*

All previously unreleased versions
(*Previously unreleased song)

Disc 3: Entreat Plus

1. “Plainsong”*
2. “Pictures Of You”
3. “Closedown”
4. “Lovesong”*
5. “Last Dance”
6. “Lullaby”*
7. “Fascination Street”
8. “Prayers For Rain”
9. “The Same Deep Water As You”*
10. “Disintegration”
11. “Homesick”
12. “Untitled”

Recorded live at Wembley Arena 1989; remixed by Rs 2009


C.R.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Frango Atirador

Os Causo de Dois Morro - A Maió Enchente de Tod'os Tempo

Enchente?
Ah! Uma vez teve uma grande em Dois Morro.
Mas foi temporal, temporal, mesmo! Coisa séria! Não esses chusvisco que deu nos Rio de Janêro.
Muita família perdeu tudo, muita gente morta perdeu até a vida. Coisa triste de se vê.
Muita gente dasabrigada porque deixaro os abrigo no varal e as água levo.
Quem morava no costado do morro da direita, principarmente, ficaro tudo debaxo da terra desbarrancada e os que moravo no costado do morro da esquerda... tamém.
Quem pôde se sarvá subiu pros alto dos morro purqui lá a água não arcançava, mas pors que não correro a tempo...
Sem mentira, choveu 25 dia e 24 noite seguida, sem pará. As gente tudo já tavo inté que achando que ío virá sapo. Foi aí qui apareceu um senhor de idade, numa barca grande, cheia de bicho. Só pedimo pr’ele sarvá os anemar da cidade que nóis se virava. Nóis ficava lá, bem em cima do morro da esquerda, qui é 2 centímetro mais arto, e não tinha pobrema. Mas os bicho, coitado, num ío tê chance com um aguacêro daqueles.
Então o véio esse que se chamava-se Noé, botô um casarzinho de cada bicho na barca: um profiteróle fêmeo e um profiteróle macho; um muffin fêmeo e um muffin macho,; uma vaca (daquelas que dava uísque pelas teta) fêmea e um vaco macho, e assim foi com ôtros bicho da rica falna doismorrense.
Quando a água deu de baixá, o Seu Noé trôsse os bicho de vorta. Os profiteróle, sem vergonha qui éro, já tinho feito muito remelexo no barco do véio e já tinho té procriado mais uns vinte. Os mãfi se comportaro direito e dexaro pra fazê senvergonhice qunado chegasse nas toca deles; mas o importante foi que a bicharada de Dois Morro se sarvô e depois que a chuva passô, tudo vortô alnormal.
Muito tempo dispois qui a Nhá Benta, uma senhôra mui religiosa, quase santa, nos contô qui leu num Livro Santo qui o tar de Noé era o Noé mesmo, duma Arca famosa e coisa e tar; e que aquela água toda era um tar de Delúver... Delúveo... de luva... É. Arguma coisa’ssim.


postado por Chico Lorotta

Morre Malcolm McLaren

E morreu Malcolm McLaren.
Um oportunista? Um visionário? Um filha-da-puta? Um gênio? Um talento?
Um pouco de tudo isso.
McLaren, entre tantas incursões no mundo pop, tentativas, sucessos, fracassos, teve sobremaneira, o mérito de inventar o Sex Pistols e dar uma cara para o punk.
Não, ele não criou um guarda-roupa, não criou um estilo, nem uma linguagem. Ela estava ali! A coisa toda era um porcesso. Ele só viu isso no momento certo e encontrou os "instrumentos" certos: quatro jovens de classe pobre, operéria, cheios de indignação e um líder-vocalista, cheio de fúria e verso rascante. Deu no que deu: Sex Pistols. E "Nevermind The Bollocks", deles, não só mudou a história da música, como também do comportamento. E Malcolm McLaren, por mais chato que fosse (e era), foi parte importantíssima de tudo isso.
Aos 64 anos e vítima de um câncer, McLaren foi fazer companhia a seu pupilo Syd Vicious.





C.R.

Chemical Brothers "Escape Velocity"

Saiu nova música dos Bródi!
É!
O novo álbum, que se chamará "Further", e que terá um curta-metragem para cada uma das suas 8 faixas, só sai mesmo em junho, mas por enquanto, nós fãs já podemos ir curtindo uma palhinha do que será o novo disco.
Não trata-se de um clipe, exatamente; é apenas o áudio com um gráfico. Mas o que importa é o som mesmo, não?
Então, saca aí:

sábado, 3 de abril de 2010

Editors "Papillon"

Conheci ontem na VH1 Mega Hits e achei um barato - tanto a música quanto o video - "Papillon" do Editors.
Vou tentar ouvir mais coisas dos caras mas a primeira impressão é boa.
Fiquem com o clipe: