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domingo, 2 de maio de 2010

ARQUIVO DE VIAGEM (BUENOS AIRES)


Bons ventos me levaram a Buenos Aires.
A capital argentina é verdadeiramente encantadora com seu ar europeu, seu estilo, com suas tradições, seu tango, sua gastronomia.
Passear por Recoleta, visitar a Boca, comprar na Florida, curtir a noite em Palermo são programas essenciais pra quem visita a cidade.
O Microcentro como chamam, parece-se com a maioria das áreas centrais de cidades grandes: comércio, bancos, ambulantes, mas com o incremento dos belos e agradáveis cafés e dos prédios antigos e de dançarinos de Tango ao longo das ruas. Edificações também são destaque em Recoleta; bairro charmosíssimo com suas fachadas neoclássicas, ruas arborizadas, belas praças e suas lojas de grifes.
Palermo, ali próximo, também deve parte do seu charme às lojas chiques, mas muito aos restaurantes e casas noturnas. Caminhadas agradabilíssimas por suas ruas e parques, principalmente o do Rozedal que é admirável.
Programa imperdível no domingo é a Feira de San Telmo. A rigor não dá pra comprar muita coisa. Vendem muita quinquilharia e muita coisa inútil, mas é um barato pelas lojas de antiguidades, artesanatos e diversidade de manifestações culturais (música andina, rock no meio da rua, dançarinos de tango, trovadores, etc.)
O bairro da Boca é um espetáculo à parte a começar pelo inusitado e curioso colorido das casinhas de Caminito, com seus letreiros característicos dos nomes dos restaurantes à frente dos quais, invariavelmente, encontram-se casais de dançarinos de Tango. Isso tudo sem falar no legendário estádio da Bombonera que pela proximidade da torcida com o campo, justifica mesmo o pavor que os adversários têm de jogar lá.
Dêem uma olhada em alguns cliques da capital argentina:

A Galeria Pacífico no centro da cidade. Um belíssimo centro comercial construído em 1889.


 
Tango na feira de San Telmo

O poder: A famosa Casa Rosada

Programa sinistro mas obrigatório é visitar o clássico Cemitério de Recoleta, onde está enterrada Evita Perón. Na outra foto, um dos tradicionais casarios de estilo eclético do bairro.


Caminito no bairro da Boca com suas casinhas multicoloridas


Puerto Madero; área portuária revitalizada e modernizada


E os belíssimos bosques de Palermo
Tem muito mais a mostrar e para se falar a respeito mas postarei mais nos próximos dias falando sobre comida, futebol, tangos, conversas e outros passeios.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bs As

BUENOS AIRES- É, o que era pra ser apenas um plano B, acabou revelando-se uma bela pedida e um grande programa.
Buenos Aires é uma cidade linda e fascinante. Verdadeiramente, um pedaço da Europa na América do Sul. A arquitetura é belíssima, as ruas limpas e o povo, ao contrário do que pode-se imaginar no Brasil, é bem educado, atencioso e gentil.
A propósito, é um barato conversar com taxistas sobre futebol. Como nós brasileiros, eles são verdadeiramente apaixonados e, tb surpreendentemente, respehtam muito o futecol brasileiro.
Ah! Quarta-feira pretendo ir ver Banfield x Inter aqui em Buenos Aires pela Libertadores. Tomara que dê certo.
Por hora é isto. Posto mais qdo voltar.
Tchau!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

cotidianas #23 - "Pneumotórax"


Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire.
........................................................................
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Pneumotórax (1930)
de Manuel Bandeira

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A volta do The Smiths Cover - Rio Rock & Blues Club - Lapa - Rio de Janeiro 17/04/2010


A competentíssima banda que homenageio os Smiths.
Em princípio nem deveria ir. Tinha uma viagem marcada para o outro dia e ainda que não tivesse exatamente que acordar CEDO, voltar de madrugada de um showzinho num bar sempre é um pouco desgastante, deixa sonos atrasados, aquela ressaca e tal. Mas como na véspera, por conta da fumaça do vulcão islandês, já se anunciava um provável cancelamento de voo, fui, aí sim mais tranquilo, sem muito daquele peso de ter que acordar bem no outro dia. Outro motivo foi quis levar meu grande amigo Júnior, que mostrara-se um tanto decepcionado por ter perdido a apresentação anterior para a qual eu o convidara e à qual eu elogiara tanto, e que agora sim, desta vez, poderia ir. Mas além disso tudo, tem também outro fato: incrivelmente acabou-se criando um vínculo legal dos integrantes da banda comigo. Tudo por causa da despretensiosa postagem sobre o show anterior dos caras lá mesmo no RR&BC, que segundo eles elevou o nome da banda, fez uma baita propaganda e tudo mais. Fico satisfeito. Como disse ao vocalista Roberto, de modo algum era a intenção rasgar-seda pra ninguém, nem divulgar nada, até porque nem os conhecia e mesmo porque meu blogzinho não tem todo esse alcance pra levar o nome de alguém aos 4 cantos do mundo.


Devidamente fardado.
Mas vamos ao que interessa que foi o show em si. Desta vez, apesar de contar com o palco principal, com uma casa mais cheia e com o status de um dos melhores shows da casa, tiveram que ganhar o público aos poucos. Da outra vez, a resposta foi mais imediata, me parece. Deve-se um pouco ao fato de que muitos que estava ali foram pelo boca-a-boca e tiveram que ser convencidos, tiveram que ver justificado o alarde. Mas pela reação ao final com "Bigmouth Strikes Again", sendo entoada pela galera em peso, acho que não se decepcionaram.
O espaço mais amplo no palco e, creio, uma maior auto-confiança depois da aprovação da primeira apresentação no bar, fizeram bem para o Morrissey-Cover que desta vez se soltou mais nos trejeitos, poses e caracterizações do ídolo inglês, imitando-o muito bem.
Olha eu aí com o Morrisey
(e não é que parece mesmo?)
Nosso Johnny "Flávio Chaves" Marr matou a pau principalmente com "Girl Afraid", que foi graciosamente oferecida a mim, mas que espero que não pelas razões erradas de entenderem que eu tivesse duvidado que conseguissem executá-la bem. Se bem me lembro a própria banda relutou em tocá-la da outra vez duvidando um pouco do seu próprio potencial. Obrigadão, mas não duvidei de vocês! Posso interpretar que fui o grande homenageado da noite. Além da canção já mencionada e um pequeno discurso de agradecimento pela postagem no blog, recebi ainda "Rubber Ring" que eu havia pedido na comunidade do Orkut e que ficou espetacular.
Show foda mais uma vez.
O Júnior que estava comigo, pelas manifestações para mim mesmo, e no Orkut, parece também ter gostado muitíssimo.
Ótimo show novamente. Parabéns, amigos (acho que posso chamá-los assim, não?).



Cly Reis

Björk - "Jòga"

E no fim das contas não deu pra viajar!
O Eyjafallajokull resolveu jorrar seu magma e espalhar sua nuvem de fumaça por toda a Europa deixando o continente praticamente isolado.
A força da natureza foi maior do que os nossos desejos, vontades, necessidades, expectativas. (E não é sempre assim?)
Mas tudo bem. Acontece. E, aliás, tem acontecido por toda a parte e com cada vez maior frequência.
É, amigos, enchentes monstruosas, terremotos cada vez mais intensos, nevascas brutais e vulcões furiosos devem ser sinal de alguma coisa.
Nem sou tão trágico ou alarmista a ponto de estar prenunciando um final dos tempos, mas digo, sim, que a Terra está gritando, pedindo socorro, reclamando do quanto a tratamos mal até hoje.

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Como disse no post anterior, a Islândia só estava no mapa-múndi até hoje por causa da existência da Björk, e como disse um amigo meu, já que a erupção de criatividade dela cessou, o Eyjafallajokull, por sua vez, resolveu botar pra quebrar.
Essa coisa toda de Islândia, Björk, vulcão, Terra pedindo socorro, força da natureza, me lembrou o ótimo clipe de "Jòga" que tem muito a ver com tudo isso, pelas imagens e pela sutileza da mensagem contida.
Como diz a letra, "estado de emergência".

Agora é replanejar o restinho de férias.
Mas vam'lá!
Sem problemas.


"Björk - Jòga"



C.R.