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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tour da Taça da Copa do Mundo FIFA - Forte de Copacabana - Rio de Janeiro (07/02/2010)

Fui ver ontem a Taça FIFA, que está em tour mundial para visitação antes da Copa do Mundo da África do Sul, que começa em junho. A parte que interessa mesmo que é VER  a taça, é muito rápida. A gente para ao lado do troféu um cara tira uma foto e já manda a fila seguir. Vale mesmo pelo circuito que inclui um mini-museu das copas com imagens e víeos; uma sala de jogos e interatividade, cuja duração de permanência também achei muito curta; e o cineminha 3D que exibiu um filmezinho bem legal com cenas dos mundiais passados em uma máquina do tempo construída por meninos africanos pobres que pretendiam sintonizar algum jogo da Copa. Legal é que a máquina deles, por algum fenômeno, vai pulando no tempo e acaba levando ao futuro, para a Copa de 2022, com uma animação tipo mangá em 3D que aí sim, acabou valorizando bem este recurso de projeção.
No mais, na sala interativa, tinha um quiz sobre copas do mundo. Fui lá só pra ver até que ponto as perguntas poderiam ser desafiadoras pra mim. Hmmf!!! Barbada! Cinco perguntas, cinco acertos. Tem que ser muito difícil pra eu não saber alguma coisa das Copas do Mundo.




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Imelda May - "Johnny's Got a Boom Boom"

Conheci há pouco tempo e fiquei bem impressionado com Imelda May e com seu som meio jazz, rockabilli, contemporâneo. Vai aí pra a galera curtir "Johnny's Got a Boom Boom". Bem legal!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Jards Macalé "O Q Faço é Música" (1998)

Procurava há algum tempo e encontrei agora o cd "O Q Faço é Música" de Jards Macalé.
Muito bom disco!
Jards com seu samba bem eclético dentro das vastas possibilidades do gênero, apresenta uma visão bem humorada, irônica e apaixonada do Rio de Janeiro. Bons exemplos são "Rei de Janeiro", um belo samba-exaltação, composto sobre texto de Glauber Rocha; a crítica social de "Favela" e a escrachada "Cidade Lagoa" cuja letra, dos anos 50,sujere que o cidadão carioca tenha um barco para os dias mesmo de pouca chuva. E não sem propósito, não?
De quebra tem uma versão impagável sambada de "Blues Suede Shoes"; tem ótima "Coração do Brasil", uma perfeita combinação letra-música-conceito com seu surdo numa marcação praticamente cardíaca; e ainda o já clássico da MPB, "Vapor Barato" na versão do próprio autor, muito mais melancólica e sentida do que as outras gravações populares que se ouve por aí.
Críticos costumam apontar "Let's Play That" como o melhor álbum de Jards, eu, no entanto, fico com "O Q Faço é Música".




segue a letra debochada de "Cidade Lagoa":
CIDADE LAGOA
(Sebastião fonseca e Cícero Nunes)

Essa cidade que ainda é maravilhosa
Tão cantada em verso e prosa
Desde o tempo da vovó
Tem um problema vitalício e renitente
Qualquer chuva causa enchente
Não precisa ser toró
Basta que chova mais ou menos meia hora
É batata, não demora
Enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cahoeira
Que da praça da Bandeira
Vou de lancha a Catumbi

Que maravilha nossa linda Guanabara
Tudo enguiça, tudo para
Todo trânsito engarrafa
Quem tiver pressa seja velho ou seja moço
Entre n'água até o pescoço
E peça a deus pra ser girafa
Por isso agora já comprei minha canoa
Pra remar nessa lagoa
Cada vez que a chuva cai
E se uma boa me pedir uma carona
Com prazer eu levo a dona
Na canoa do papai

(breque)
Ai meu Deus,. Mas que toró... Vou meter uma roupa de escafandro
pra atravessar essa lagoa.

Berinjela Beligerante

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cotidianas #17 - Sinal Fechado



Olá, como vai ?


Eu vou indo e você, tudo bem ?

Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?

Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe ...

Quanto tempo... pois é...

Quanto tempo...

Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios

Oh! Não tem de quê Eu também só ando a cem

Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí

Pra semana, prometo talvez nos vejamos

Quem sabe ?

Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)

Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas

Eu também tenho algo a dizer Mas me foge a lembrança

Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente

Pra semana

O sinal ...

Eu espero você

Vai abrir...

Por favor, não esqueça,

Adeus...

Adeus...


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"Sinal Fechado"

O Beijo da Década


 A loja de departamentos inglesa Selfridges encomendou uma pesquisa entre seus clientes para saber qual seria o Melhor Beijo da Década e deu na cabeça o sensualíssimo beijo de Madonna e Britney Spears no Video Music Awards de 2003, que deixou, inclusive, o ex de Britney, Justin Timberlake, com uma cara de bunda na platéia. Acho justa a escolha. O beijo foi excitante e a ex ninfeta com aquele modelito noivinha tava de enlouquecer. Pra deixar qualquer marmanjo com vontade de fazer um ménage à trois.
Coma medalha de prata ficou o já clássico beijo de ponta cabeça do Homem Aranha com Kirsten Dunst e com o bronze outro beijo homossexual, o do casal de vaqueiros de "O Segredo de Brokeback Montain".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Metallica "Metallica" (ou "Black Album") - 1991


Na onda dos shows do Metallica no Brasil, aproveito pra destacar um dos grandes discos da história do rock. O Metallica, depois de já ter mudado o rumo das coisas com “Master of Puppets”, revolucionava novamente o metal em 1991 com um álbum sem título, batizado pelo público de “Black Álbum” em virtude de sua capa toda negra apenas com pequenos detalhes quase invisíveis.
O “Álbum Negro” traz um Metallica extrapolando peso mas totalmente aceitável e audível mesmo para ouvidos mais delicados. Esta química sonora obtida no disco fez com que agradasse não só aos fãs como arrebatase de vez o público mais pop colocando a banda no topo das paradas.
O primeiro single, “Enter Sandman” era uma bomba pesada, destruidora, com um riff absolutamente marcante e um refrão certeiro, vociferado por Hatfield. Tornou-se logo um grande hit e impulsionou grandes vendas do álbum, ajudado por um clipe que transmitia toda a atmosfera pretendida na música. Um grande pesadelo assustador e sem saída. Serpentes embaixo da cama, quedas de prédios e precipícios, sonho dentro do sonho e a conjugação letra-música-imagem estava completa: “Enter Sandman” era um verdadeiro pesadelo.
O disco também traz as ótimas “Sad But True” com suas guitarras estourando e a longa balada “The Unforgiven” que igualmente figuraram nas paradas; além de muitos outros bons momentos menos conhecidos do grande público mas não menos valorosas e interessantes que mantinham a característica pesada do som da banda. A balada “Nothing Else Matters , outra que tocou bastante por aí, e que contou no álbum com acompanhamento orquestrado, ficou tão boa que acabou gerando a idéia de fazerem um álbum ao vivo com a Orquestra Sinfônica de São Francisco . O projeto, chamado “S&M”, vingou e contém diversas músicas do álbum negro, com destaque exatamente, para a já citada ‘Enter Sandman” que ganhou tons monumentais com o acréscimo das cordas de orquestra.

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FAIXAS:
1. ENTER SANDMAN
2. SAD BUT TRUE
3. HOLIER THAN THOU
4. THE UNFORGIVEN
5. WHEREVER I MAY ROAM
6. DONT TREAD ON ME
7. THROUGH THE NEVER
8. NOTHING ELSE MATTERS
9. OF WOLF AND MAN
10. THE GOD THAT FAILED
11. MY FRIEND OF MISERY
12. THE STRUGGLE WITHIN

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Ouça:
Metallica - Metallica (Black Album)



Cly Reis

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

cotidianas #16 - Estátua


- E então, o que é que você faz?

- O que? Não consigo ouvir. Tá muito barulho.

- O que é que você faz? Tipo, da vida? – pergunta ela praticamente gritando perto do ouvido do rapaz.

- Ah! Eu sou estátua.

- Como é que é?

- Estátua – confirma num tom meio constrangido quase como se se desculpasse por ser o que era.- Tu nunca viu na rua? Dessas que se mexem quando alguém põe uma moeda e tal, sabe?

- Hmmm. - fez ela com um ar que pareceu a ele algo entre o indiferente e o decepcionado.

Ele na verdade nem ouviu aquele “hmmm”, mas nem se deu ao trabalho de confirmar o que ela dissera porque praticamente adivinhou ou supôs que ela tivesse respondido algo desinteressado daquele tipo.

-Olha, só ,– chamou a garota, despertando-o da distração da visão dos corpos em movimento sob o som retumbante das batidas repetidas e mecânicas– vou ali no banheiro e já volto, tá? Tu me espera?

- Espero. Claro.

Pegou a bolsa, levantou num ímpeto e saiu rápido esgueirando-se por entre a massa dançante até sumir na multidão.

Tomou um gole da bebida. Que voltar que nada! No mínimo esperava um engenheiro, um médico. Não, não, um advogado. Elas adoram advogados. Pode ser uma besta, mas se o cara diz que é advogado, hmf!, é garantido. Mas estátua? Estátua?

“Tu me espera?, tu me espera?”. Ahan! Vou ficar esperando a noite toda. A vida toda. Bebeu o resto.

De repente:

- Demorei?

- Não, não. Foi rapidinho – respondeu indisfarçadamente pasmo. Será que ela notara que ele estava, assim, com cara de bobo, descrente desse seu retorno?

- E então, - agora encostando no ouvido dele para não precisar gritar – me fala mais desse lance de estátua.



Cly Reis

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Manchetes sobre Tessália

Particularmente, não gosto e não assito BBB, mas tenho ouvido falar tanto em Tessália, que eu nem sei quem é, nem o que faz e pra falar a verdade só há pouco soube que faz parte do ilustríssimo time de subcelebridades do tal programa. Mas, de qualquer forma, com um nome desses, podia ser qualquer coisa, como uma comida, um carro ou uma parte do corpo. Sendo assim aí vão manchetes diversas sobre Tessália, seja lá o que isso venha a ser:

-ONU AUTORIZA EUA A INVADIR A TESSÁLIA
situação na região está fora de controle e Obama deve ordenar embarque de tropas





















-DERCY GONÇALVES SERÁ SUBMETIDA A NOVA OPERAÇÃO NAS TESSÁLIAS
quadro da atriz continua estável

-FLAGRA: TESSÁLIA DO VESTIDINHO CAI E NANA PAGA CALCINHA
modelo se empolga em festa em boate da noite carioca


-TRAGÉDIA: MILHARES CONTAMINADOS PELO TESSÁLIO 39
vazamento na usina é o maior desde Chernobyl


-AVIÃO DA TESSALI AIR CAI NA BAÍA DO GOLFO
número de vítimas pode chegar a 200


-TESSALA ASSUME ATENTADO
grupo extemista assumiu atentado de ontem em Fiuk


-BOAS TESSÁLIAS PRA TODO MUNDO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

The Smiths - "The Smiths" (1984)



"Agora eu sei como Joana D'Arc se sentiu
Enquanto as chamas subiam até seu perfil romano
E seu walkman começava a derreter."
verso de "Bigmouth strikes Again"


A propósito de show cover dos Smiths, já postei aqui sobre discos de diversas bandas mas nunca desta que é uma das minhas preferidas. Há um certo consenso dos fãs em torno da preferência pelo álbum “The Queen Is Dead”, que inegavelmente é um discaço, com as clássicas “Bigmouth Strikes Again” e “There’s a Light that Never Goes Out”; mas particularmente, poucas vezes ouvi um disco de estréia tão notável quanto “The Smiths” de 1984. Chegando com um nome simples, em contraponto aos elaborados de outras bandas da época e com um som limpo e TOCADO, num contexto cheio de bandas que só ligavam os sintetizadores e a bateria eletrônica e o resultado acabava sendo quase o mesmo; o quarteto de jovens de Manchester não demorou nada a se destacar no cenário musical. Parecia que era tudo o que o pop precisava. Melodias, guitarras, sensibilidade, letras inteligentes e bem elaboradas, vocal singular e autêntico. Era finalmente uma banda de gente. De gente como a gente. Não à toa, logo os jovens perceberam que Morrissey se colocava muito próximo a eles nas suas angústias, nas suas aflições, no seu sarcasmo e medida agressividade e a relação fãs-banda, desde então, passou as ser mais do que meramente musical.

"The Smiths (1984)” é doce, é violento, é apaixonante e apaixonado. “Reel Around the Fountain” que abre a seleção traz um início com uma bateria marcada que logo deixa entrar a voz terna de Morrissey cantando sobre uma relação complicada que sofreu acusações de pedofilia na época do lançamento do álbum. Johnny Marr já mostra seu cartão de visitas, com uma melodia aparentemente simples mas, como o restante da obra virá a mostrar, é altamente bem elaborada mas sem espalhafato, distorções ou grandes solos. “Miserable Lie”, uma das minhas prediletas do álbum é quase uma exceção a obra dos caras, com sua estrutura diferenciada, partindo de uma levada lenta até explodir em fúria e passar daí a evoluções vocais extremamente afetadas. Tudo isso com uma bateria inapelavelmente punk e curiosamente com uma guitarra sem distorção.

“This Charming Man”, um dos grandes clássicos da banda, que não saiu na edição inglesa, é outra destas coisas primorosas da história do rock com aquele riff marcante e inconfundível de Johnny Marr e com aquele vocal totalmente auto-revelador de Morrissey.

“Still Ill” é outra das fantásticas! Esta mais vigorosa e com a verve potente de Moz. Falar da guitarra de Marr já é redundância. Ele simplesmente dilacera tudo do início ao fim.

“What Difference Does It Make?”, falando sobre rejeição provavelmente seja uma das que representam mais perfeitamente a mistura amor-ódio-sarcasmo do mestre . Talvez tenha as frases mais apaixonadas e frustradas da história do rock: “...eu me jogaria em frente a uma bala voando por você”, ou “eu roubei e menti (...) porque você me pediu”, trazem toda a dedicação e o desgosto com uma pessoa amada.

A rotação depois dela dá uma aliviada com as ótimas “I Don’t Owe You Anything” e “Suffer Little Children” com aquele final provocante com umas risadinhas safadas.

Ainda hoje, mais ou menos uns 12 ou 13 anos depois de tê-lo ouvido pela primeira vez, ainda me impressiona e me faz acabar a audição com um sorriso no rosto.

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FAIXAS:
1. Reel Around The Fountain 5:55
2. You've Got Everything Now 3:58
3. Miserable Lie 4:27
4. Pretty Girls Make Graves 3:41
5. The Hand That Rocks The Cradle 3:45
6. This Charming Man 2:52
7. Still Ill 3:19
8. Hand In Glove 3:23
9. What Difference Does It Make? 3:49
10. I Don't Owe You Anything 4:04
11. Suffer Little Children 5:29

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Ouça:
The Smiths 1984




Cly Reis

Globo de Ouro 2010 - Premiados



O badalado "Avatar de James Cameron
Saíram ontem os premiados com o Globo de Ouro, que sempre guarda mais expectativa pelo fato de ser considerado prévia dos Oscar do que por si só. Se assim for mesmo "Avatar" entra com tudo na disputa pela estatueta mais cobiçada do meio cinematogáfico. A superprodução de James Cameron (que eu não vi) arrebatou os prêmios de Melhor Filme de Drama e Melhor Direção. Já a veterana e competentíssima Meryl Streep levou mais um pra casa, desta vez o de Melhor atriz de Musical ou Comédia, com "Julie e Julia". E uma pedra que eu já venho cantando, - mas que não é de grande dificuldade em apostar - foi o Globo de Ouro de Ator Coadjuvante para Christoph Waltz, simplesmente incrível em "Bastardos Inglórios". Veja abaixo algumas das categorias pemiadas:



 Melhor filme de drama
Avatar, de James Cameron

Melhor atriz coadjuvante
Mo´Nique, por Preciosa

 Melhor atriz em série de TV (comédia ou musical)
Toni Colette, por United States of Tara

 Melhor ator coadjuvante em série de TV
John Lithgow, por Dexter

 Melhor animação
Up - Altas Aventuras

 Melhor ator em série de TV (drama)
Michael C. Hall, por Dexter

 Melhor atriz em série de TV (drama)
Julianna Margulies, por The Good Wife

 Melhor canção original
The Weary Kind, de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, do filme Crazy Heart

 Melhor trilha sonora
Up - Altas Aventuras, de Michael Giacchino

 Melhor minissérie ou filme feito para TV
Grey Gardens

 Melhor atriz de comédia ou musical
Meryl Streep, por Julie & Julia

 Melhor ator em minissérie ou filme para TV
Kevin Bacon, por Taking Chance

 Melhor atriz em minissérie ou filme para TV
Drew Barrymore, por Grey Gardens

 Melhor Roteiro
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

 Melhor ator em série de TV comédia ou musical
Alec Baldwin, por 30 Rock

 Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

 Melhor série de TV drama
Mad Men

 Melhor atriz coadjuvante em série de TV, minissérie ou telefilme
Chlöe Sevigny, por Big Love

 Melhor ator coadjuvante em filme
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

 Homenagem do ano
Martin Scorsese, pelo conjunto da carreira

 Melhor diretor de cinema
James Cameron, por Avatar

 Melhor série de Tv de comédia ou musical
Glee

 Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber Não Case

 Melhor atriz de drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego

 Melhor ator de comédia ou musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

 Melhor ator de drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart

domingo, 17 de janeiro de 2010

The Smiths Cover - Rio Rock & Blues Club - Rio de Janeiro (16/01/10)



Na minha Porto Alegre, quando morava lá, costumava ir muito nas noites de terça-feira a um bar chamado 8 e 1/2, onde acontecia a "Terça Clássica", a noite com apresentações de bandas cover dos clássicos do rock. Lá vi covers de Doors, Hendrix, Pink Floyd, Stones, Raul; algumas muito boas, outras nem tanto. Mas de qualquer forma adorava ir ao 8 e 1/2 para ver fãs, como eu, tocando as músicas dos nossos heróis.
Logo que cheguei ao Rio de Janeiro senti falta de ter lugares deste tipo, com rock, covers de bandas e tal. Infelizmente, ainda que se encontre este tipo de programa, a cultura local predominante é samba e funk, e lugares qualificados com boa música não são assim tão fáceis e comuns.
Aqui, depois de alguma procura, depois de alguma demora, fui brindado com a existência do Rio Rock & Blues Club que me proporciona estas oportunidades, das quais com alguma frequência desfruto. Ontem, em especial tive uma das melhores experiências neste local. A casa apresentou uma banda cover do quarteto de Manchester, The Smiths. Pela fila, pela espera, pelas camisetas, pelos topetes já se via que não seria uma apresentação cover como as outras da casa. Quando se fala em The Smiths, em Morrissey, a gente sabe que existe aquela coisa meio "religiosa" dos fãs. E, de fato, foi um dos shows cover mais emocionantes que já assisti.
Contando com um vocalista simpaticíssimo e músicos competentes a banda empolgou mesmo os espectadores mais exigentes. O Morrissey-cover não se limitava às imitações de postura e trejeitos do original e mandou bem no microfone conseguindo se aproximar do timbre do inglês, e o nosso Johnny Marr, impressionantemente, não fez feio e segurou até algumas difíceis como "Still Ill", por exemplo. Tá certo que quando alguém pediu "Girl Afraid" o vocalista disse que aí teria que chamar o próprio Marr, mas a gente compreende. Seria complicado mesmo.
Pontos altos pra mim foram a ótima e muito bem executada "Handsome Devil"; a surpresa de "Headmaster Ritual" que não é das mais conhecidas e a já citada "Still Ill" que eu tinha mesmo expectativa de ouvir. Mas o ápice do show foi "Suedehead", da carreira solo de Morrissey, que o vocalista definiu como uma "quase Smiths". Eu já tinha visto pessoas cantarem juntas lá no RR&BC refrões conhecissimos e populares do rock como "can't buy me loooove" ou "smoooke on the water...", mas nunca tinha presenciado o bar todo em uníssono entoar um refrão, e assim foi com "i'm so sorry" de "Suedehead". Todos juntos. Lindíssimo. Verdadeiramente incrível!
Como se não bastasse tudo isso, me pegaram de surpresa com a inusitada "Last Night I Dreamt that Somebody Love Me" que invariavelmente me emociona. Nunca imaginei que fossem tocá-la até porque não foi dos hits da banda. O fato de ser a "cópia" dela não fez com que me tocasse menos e o resultado foi que quase cheguei às lágrimas.
Mas como disse o prórpio vocalista, Robeto Freitas, gostar de bandas como Smiths e Legião (que faria o show cover de fundo) não é pra qualquer um, "tem que ter sensibilidade" disse ele, ao que alguém respondeu de algum lugar da platéia, "tem que ter coração". E é mesmo. É por isso que um show assim consegue provocar todas estas reações. Os fãs de Smiths tem, sobretudo, coração.


Cly Reis

sábado, 16 de janeiro de 2010

cotidianas #15 - Cidade Irmã


Hora da faxina
(Quando o sol entrar pelos
fundos)
Você sai
na sua corrida maluca
Eu fico só
Amo Você como louco, louco
louco, louco


Nada que nos una
Vendo a lua saindo de um
prédio
Tantas luzes
Que piscam na zona sul
Estrelas mortas
Amo Você como louco, louco
louco, louco


Nada que nos una
Eu vejo navios
Paris no tempo do rei sol
Folheia um livro
Você toma banho de espuma
Eu fico só
Amo você como louco

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"Cidade Irmã"
(Cadão Volpato)

Ouça:
Fellini Cidade Irmã



*PS: A última estrofe aparece no encarte mas não foi gravada no álbum "Amor Louco" de 1989.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sex Pistols "Nevermind the Bollocks, Here's the Sex Pistols" (1977)



"Eu sou o anticristo
Eu sou um anarquista"
da letra de
"Anarchy in the U.K."



Um aquisição tardia, mas ainda muitíssimo válida foi a que fiz recentemente do clássico “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”. Já tivera por algum tempo o LP em minha casa mas não era meu, depois gravei numa fita cassete e adorava ouvir no walkman, agora finalmente o tenho em um formato decente, com qualidade, na versão remasterizada em CD.
Lançado em 1977, “Never Mind the Bollocks...” permanece ainda hoje como um dos álbuns mais importantes e influentes de todos os tempos, não se limitando à esfera musical; na qual diga-se de passagem, não teve grande contribuição técnica de qualidade, uma vez que os músicos eram extremamente amadores e fracos; mas estendeu-se a níveis até mesmo comportamentais e sociais; só que em dizendo-se que a música era pobre tecnicamente, não significa dizer eu não fosse boa. Pelo contrário. Os riffs simples, melodias criativas com três ou quatro notas, o peso, a crueza, a aspereza do som lhe conferiram o caráter eterno dentro do mundo da música. Legado valioso que permanece até hoje desde uma Lady GaGa até um Slipknot.
É certo que não foram os Pistols que criaram a fórmula. A coisa foi chegando até lá: Velvet, Doors, Stooges, Television, todos estes fizeram o caminho. Mas foi com o time do sagaz Johnny Rotten que se encontrou a química perfeita. “Nevermind the Bollocks...” tem a fúria, a sujeira, o sarcasmo e a audibilidade na medida certa.
O disco abre com sons de uma marcha de soldados, encaminhando “Holidays in the Sun” seguida da pedrada “Bodies” com sua letra crua sobre aborto. “Liar” é outra bomba, “Problems” é marcante principalmente pelo seu final maquinal, “EMI” é toda deboche à indústria fonogáfica, mas é em “Anarchy in the UK” que Johnny Rotten sintetiza toda a fúria punk quando cospe toda sua raiva vociferando “Eu sou o anticristo, eu sou um anarquista”. No fim das contas ouvindo a predição pessimista de “God Save the Queen”, é de se pensar o que teria sido do futuro sem ‘Nevermind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”?
Hoje sabemos. Ele precisava mesmo ter existido.
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FAIXAS:
01 - Holidays In The Sun
02 - Bodies
03 - No Feelings
04 - Liar
05 - Problems
06 - God Save The Queen
07 - Seventeen
08 - Anarchy In The U.K.
09 - Submission
10 - Pretty Vacant
11 - New York
12 - E.M.I

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Ouça:
Never Mind The Bollocks, Here The Sex Pistols


Cly Reis

sábado, 9 de janeiro de 2010

Christopher Lee, aos 87 anos, encarna Carlos Magno e grava álbum de metal

E não é que Christopher Lee, talvez o mais conhecido e lendário Drácula do cinema, vai gravar um disco de heavy metal? Pois é!
Também conhecido mais recentemente como o Saruman da trilogia "O Senhor dos Anéis", o ator aos 87 anos de idade, depois de emprestar sua voz soturna a alguns projetos de outros artistas resolveu fazer o seu disquinho!
O cara que se diz descendente direto de Carlos Magno, pretende realizar um projeto temático sobre o imperador saxônico numa linha metal com orquestrações que receberá o nome de "Charmelagne: By the Sword and the Cross" e você pode dar uma conferida aqui.
Particularmente não curto muito o som mas vale pela curiosidade.




C.R.

ELVIS


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

The White Stripes - "Conquest"

Conheci ontem e adorei este clipe de uma das bandas que valem algo a pena nos últimos tempos, White Stripes. Com vocês o divertido clipe de "Conquest" do álbum "Icky Thump".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Coluna dEle #15 - Revelações 2010


Galera, Comigo não tem dessas de previsão, tarô, búzios, numerologia, até porque Eu não preciso disso. Eu SEI o que vai acontecer e vou, aqui neste prestigiadíssimo blog revelar a vocês os acontecimentos do ano que recém se inicia:

REVELAÇÕES 2010
  • Não é querer ser urubuzento mas tenho que contar a vocês que em 2010 vão rolar aí umas catástrofes naturais matando neguinho adoidado. Tsunamis na Indonésia, terremotos no Japão e enchentes aí no Brasil;
  • Também não posso deixar de lhes contar que outro avião vai cair e a tripulação inteira vai morrer. Outras aeronaves também vão pro chão (e pra água) mas teremos variações: em alguns casos morrerá a metade, em outros casos só um ou dois e em outros Eu intercederei e vai sair todo mundo na boa;
  • Também teremos terroristas, mas que não terão sucesso em aviões. No entanto, haverá um atentado suicida matando civis cuja autoria será reivindicada pelo Al-Qaeda;
  • Fãs, preparem-se porque vou trazer pra cá pra cima um grande nome da música, mas não revelarei agora pra vocês não saírem comprando discos que nem loucos;
  • Em compensação uma grande banda vai se reunir pra uma turnê e vai se apresentar na América do Sul, inclusive no Brasil. Só vou avisando que é só caça-níqueis, viu. Eles estão todos duros e vão desembarcar aí porque sabem que vocês ainda pagam pra ver. Mas... vai quem quer.
  • Também vem aqui pra cima um grande nome do cinema. Todos lamentarão mas vão acabar concordando que já estava na hora. A vantagem é que os canais de TV e as salas de cinema vão fazer ciclos especiais;
  • No BBB a Globo vai manipular de novo o resultado do troço mas vocês vão acreditar que deu o que vocês queriam. No fim das contas AFIRMO, com certeza que pelo menos uma paticipante gostosa vai posar nua para a Playboy;
  • Em ano de Copa do Mundo, como o que mais recebo são preces, orações, e-mails, bilhetes, scraps pedindo pro Brasil ser campeão vou lhes contar o que vai acontecer: A Seleção terá dificuldades no primeiro jogo por nervosismo mas vai ganhar, depois melhora e passa com alguma facilidade pela primeira fase; terá um confronto dificil nas 8as. ou nas 4as. mas posso assegurar que é uma das favoritas ao título. Mais que isso não posso dizer. Já Me "acusam" de ser brasileiro, imagina se Eu adianto alguma coisa mais concreta;
  • A propósito de futebol, aí do Brasil, um clube de São Paulo ganhará uma das competições nacionais e no Campeonato Brasileiro com certeza um dos gaúchos será vice e pelo menos um carioca brigará pra não cair. É batata!;
  • Ainda no mundo da bola, um craque revelação do futebol brasileiro será vendido para o exterior por cifras que parecerão grande coisa para vocês mas que não farão nem "cosquinhas" no bolso dos europeus. Por conta da saída de jogadores na "janela" de transferências comentariastas chatos vão lamentar o baixo nível técnico do futebol nacional e blablablablablá;
  • E quanto à outra paixão da galera aí no Brasil, o Carnaval; no Rio, debaixo de muita chuva a Beija-Flor vai ganhar (de novo). É, não posso fazer nada. E na Bahia, Ivete Sangalo pulará uma semana inteira, sem dormir, em todos os trios-elétricos possíveis, só parando pra dar de mamar à sua cria, isso se parar;
E ainda:
  • Explodirá mais um grande escândalo financeiro na esfera política brasileira;
  • Lula vai continuar falando besteira mas sua popularidade vai continuar alta;
  • Caetano dará uma declaração polêmica;
  • Pelé terá um desentendimento verbal com Maradona;
  • Não será este ano ainda que um filme brasileiro ganhará o Oscar de Filme Estrangeiro;
  • O verão vai ser de muuuuito calor;
  • A Coréia do Norte vai cotinuar, sim, fazendo testes nucleares;
  • Os EUA não vão arredar mesmo o pé do Iraque;
  • E, não tem jeito, Israelenses e Palestinos vão continuar se matando.
Espero não ter feito o ano perder a graça. Fiz?

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Depois disso tudo, quem tiver dúvidas, perguntas, questões, interpelações, medos, temores, desesperos,
manifeste-se pelo e-mail: god@voxdei.gov

Que Eu lhes abencôe e fiquem Comigo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

The Cult "Love" (1985)




Ganhei de Natal, sem surpresa pois eu havia pedido para Papai Noel, a edição especial do álbum "Love" do The Cult. Vem com um disco extra só de lados-B de singles e algumas versões remixadas. Existe ainda uma outra com 4 discos, que além destes dois tem mais um ao vivo e um de demos, mas preferi este formato(sinceramente) para ocupar menos espaço na prateleira. "Love" para mim configura-se como um dos melhores e mais importantes discos dos anos 80. Depois do Cult ter sido meio punk, meio gótico, meio metal-poser, fez um discaço com tudo isso "junto e misturado" com uma combinação coesa e equilibrada mas sem abrir mão da força e energia. Características de metal com tons pop conferiram ao álbum virtudes que o fizeram ter bom trânsito entre diversas tribos e ter até mesmo entrado nas paradas de sucesso, além de ter imortalizado o clássico "She Sells Sanctuary", um rock apoteótico envolto numa aura toda meio xamãnica e mística. Aliás esta é a cara do álbum. Todo meio indígena, espiritual, ocultista, indígena; e isso está espalhado por todo ele, desde a capa se extendendo à maioria das faixas.
"Nirvana" que abre o disco é uma mostra disso. Tem peso, tem energia, mas tem melodia e um refrão fantasticamente conduzido na voz de Ian Astbury. Segue com a ótima "Big Neon Glitter" com seu riff  hipnótico de guitarra do início num crescendo arrebatador. E por aí vamos com a grande faixa-título "Love"; com a balada "Brother Wolf, Sister Moon"; as guitarradas de "Rain"; a boa "The Phoenix"; até chegar em outra das minhas preferidas, "Hollow Man" com outro grande riff inicial e uma pegada e tanto.
"Revolution", na sequêcia foi outra que visitou as paradas de sucesso e também é bem legal. O discão fecha com "Black Angel" outra baladinha que faz encerrar a obra com um seco e quase abrupto "goodbye" de Ian Astbury.
Como já tinha escrito aqui, quando do show do Cult aqui no Rio, os caras me agradam principalmente por um motivo. Ficam à parte de qualquer rotulação: hard-rock, metal, gótico, pop... Não! O Cult é uma banda de rock e sobremaneira, "Love" seu melhor trabalho é um GRANDE ÁLBUM DE ROCK.

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 FAIXAS:

 Álbum Original (1985)
  1. "Nirvana" – 5:24
  2. "Big Neon Glitter" – 4:45
  3. "Love" – 5:35
  4. "Brother Wolf, Sister Moon" – 6:49
  5. "Rain" – 3:55
  6. "The Phoenix" – 5:06
  7. "Hollow Man" – 4:45
  8. "Revolution" – 5:20
  9. "She Sells Sanctuary" – 4:23
  10. "Black Angel" - 5:22

 "Expanded Edition" (2009) CD 2
  1. "She Sells Sanctuary" (Long Version) - 6:59
  2. "No. 13" - 4:40
  3. "The Snake" - 8:09
  4. "Here Comes the Rain" - 6:19
  5. "Little Face" - 4:54
  6. "Revolution" (Full Length Remix) - 5:29
  7. "Judith" - 5:29
  8. "Sunrise" - 5:11
  9. "All Souls Avenue" - 4:45
  10. "She Sells Sanctuary" (Howling Mix) - 8:26
  11. "Assault on Sanctuary" - 7:31
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Ouça:


Cly Reis

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

"Abraços Partidos" de Pedro Almodóvar (2009)




Eu, sendo um daqueles que fica indignado quando vai ao cinema e assiste uma porcaria tão grande a ponto de ter a impressão de ter desperdiçado duas horas da vida e ter jogado algumas notas de Real numa fogueira, fui assistir "Abraços Partidos" do Almodóvar sem muito interesse, mas exatamente porque, de uma forma ou de outra, a gente sabe que Almodóvar nunca é um lixo e era provável que mesmo sem empolgação no programa, não desejasse cortar os pulsos ao final da sessão.
Pois foi mais ou menos isso. O filme tem as qualidades que o diretor espanhol sempre mostrou, a estética, algumas antigas características de filmagem, outras novas incorporadas e no conjunto acaba-se digerindo bem; mas não posso esconder que desde que o diretor caiu na linha mais melodramática agradou-me menos e este, em especial, é bem característico desta fase atual.
Acho que deixei (ou reduzi) de ver seus filmes exatamente a partir do que dizem ser seu GRANDE filme, "Tudo sobre minha mãe"; também não vi o seguinte, "Fale com Ela", até dei uma chance a "Maus Hábitos" e simplesmente fui ao cinema como companhia para assistir "Volver". Na ânsia de explicar, exorcizar, se entender, externar aspectos de sua infância, seu homessexualismo, sua religiosidade, Almodóvar vai ficando cada vez mais chato nas suas temáticas e roteiros com fundos autobiográficos viram novelões.
"Abraços Partidos" é assim. É um "eu amo outro" pra cá, "fulano é seu filho" pra lá", "guardei isso por anos na consciência" acolá, num roteiro estapafúrdio que, bem como a história que o personagem roteirista Harry Caine, elabora com o rapaz que lhe faz companhia, Diego, parece fruto de um entusiamo repentino e incontido lançado para o papel deixando-se levar pela próxima idéia e pela próxima e pela próxima. O resultado são clichês de ações, personagens, revelações forçadas fora de hora, choradeira e romancezinho piegas. Talvez fosse mais interessante se ele realmente filmasse a história proposta na conversa com o garoto, um filme absurdo de vampiros chamado "Doa Sangue" pois ao menos teria-se justificado esta despreocupação com a qualidade do texto e certamente seria mais engraçado.
Principalmente é disso que sinto falta em Almodóvar: ele era divertido. E acho que dirigia melhor seus filmes quando era assim mais alegre, mais vivo e menos rançoso. É lógico que ainda hoje coloca situações engraçadas nas histórias, tem diálogos sagazes e faz uso de seus figurinos exagerados e cores vibrantes mas isso parece às vezes vir, assim, quase que como um resquício, uma sombra; algo só pra que não reste dúvidas de que trata-se de um filme seu.
De minha parte, verdadeiramente, ainda que não de todo desagradado, saí do cinema com vontade mesmo de ter visto o filme-dentro-do-filme "Garotas e Malas" que o protagonista Harry Caine havia filmado. Aquilo sim, era o velho Almodóvar. Talvez seja um sinal de que ele volte e filmar assim. Tomara!


Cly Reis


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Frango Atirador



Blues no Arpoador - Suburblues (Pq. Garota de Ipanema - 20/12/09)



Belo programa para um final de tarde de domingo: Praia do Arpoador, pôr-do-sol e um blues.
Minha relação com rock é absolutamente aapixonada mas com o blues, sei lá por quê, tem algo de especial. Se tem uma coisa que me faz bem, me revitaliza, me preenche com uma energia muito boa é o blues.
Pois que descobri pela manhã, no jornal, que a banda Suburblues ia dar um showzinho free no Parque Garota de Ipanema. Eu, sempre ávido por algum blues rolando por aí, certamente não podia perder essa! Não conhecia a banda e para minha boa surpresa tratava-se de excelentes músicos com participações de convidados que mais valorizaram o evento. Desfilaram um repertórtio bem versátil, sem abandonar a tônica da banda, passeando desde os clássicos, como Robert Johnson, até atuais, como a inusitada Joss Stone.
Enfim, baita programa! Gostoso, tranqüilo e de quebra, num belo cenário.


Cly Reis


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

cotidianas #14 - CONSTRUÇÃO

Coluna dEle #14



Fala aí, galera, beleza?
Arranjei um tempinho no meio dessa confusão que é essa época do ano pr’a gente trocar uma idéia sobre essas paradas que estão acontecendo por aí.
Em primeiro lugar, mesmo já passado o final do Brasileirão, não poderia deixar de dedicar algumas linhas aqui , até porque fui muito cobrado pela torcida do Internacional que desde o início do ano me pediu uma atençãozinha especial por causa do Centenário, de 30 anos sem título brasileiro e tudo mais. Tenho que admitir que não pude fazer nada na Copa do Brasil contra o Ronaldo, que ali nas 4 linhas, é, com certeza, maior do que Eu; mas no Brasileiro, ô coloradada, eu ajudei pra caramba. Fizeram todas as merdas possíveis e eu fazia todo mundo tropeçar pra dar uma chance pra vocês; perdiam, empatavam e tal e eu nunca deixava que saíssem do G4; chegou no finalzinho, mexi aqui, mexi ali e ainda consegui dar um jeito de colocar vocês na briga por título. Só que como a tabela já tava feita Eu não contava que o principal concorrente de vocês ao caneco, o Flamengo, chegasse na última contra o rival de morte. Ah, aí, cara, nem Eu poderia fazer nada pra convencer um gremista a ajudar vocês.
Em todo caso, parabéns, Nação Rubro-Negra!


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Mudando de assunto radicalmente, e esse negócio de dinheiro nas meias, compra de panetones, mensalão? Esse pessoal não toma vergonha na cara mesmo, hein!
E ainda tem a cara de pau de pedir pra Eu proteger e abençoar o tal do Durval. Eu fora!
Ficam metendo Meu nome nessas coisas, depois Eu acabo implicado. Sou citado várias vezes, pedem pra eu dar cobertura. Me incluam fora dessa!
Eu sou do tempo que fazer o PÉ DE MEIA era guardar um dinheirinho ou ser contemplado na loteria. Pelo visto esses aí resolveram levar Pé de meia ao pé da letra.


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E parece que Eu vou ter que tomar umas aulas com o Lula, aí. Soube que disse que quer tirar o povo da merda. Eu também quero, Lula! Tenho um monte de gente pra tirar da merda.
Quando descobrir como, Me ensina.


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E a lá na tal da Conferência do Clima parece que se discute, se discute e não se chega a nada, né?
Os que mais detonam a Casa são os que mais lavam as mãos e fazem de conta que o negócio não é com eles.
É o seguinte, ó, se não Me ajudarem agora depois Eu não vou poder fazer nada. Aí vai ser tempestade, geleira derretendo, tsunami e os cambal.
Depois vão dizer que é castigo. Castigo o cacete. É que vai chegar uma hora que Eu não vou conseguir controlar mais. Eu to segurando, to segurando...




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Trouxe pra cá pra cima esse mês o Lombardi, aquele do vozeirão do Sílvio Santos.
Sempre tive a maior inveja dele chamando o Sílvio de patrão. Agora vou fazer ele me chamar assim também (hehehe).
Já a Leila Lopes Eu vou ter que deixar vagando por aí. Como vocês sabem não aceitamos suicidas aqui em cima. Ah, mas pensando bem, um a mais um a menos, que diferença vai fazer, né? O Kurt já tá aqui, mesmo, e estourou os miolos.
E além do mais tem outra, ela, mesmo com pornô e tudo, sempre será a eterna professorinha.

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Recebi muitos desaforos por causa do que falei da gorda da Uniban, a Geysy. Disseram que Eu era que nem os alunos, um porco, um machista e coisa e tal. Tudo porque Eu disse que ela ia acabar fazendo um Brasileirinhas da vida. Isso não rolou ainda mas já vai sair de destaque em escola de samba, recebeu proposta da Playboy e tudo mais. Como eu havia dito...
Agora, não aprovei em momento algum aquela cambada de tarados que nunca viram umas pernas de fora fazendo todo aquele alvoroço. Sem contar que foi por causa daquelas pernas gordas (Hmmff!!!).
De uma forma ou de outra, conseguiu bem mais que os 15 minutos de fama.
(mas Playboy??? Tá de sacanagem!!!)


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Pra quem Eu não falar mais até lá, Feliz Natal, não precisa de presentes pro filhão, só a lembrança de vocês já é um presente; e Feliz 2010. Cuidem-se muita paz (POR FAVOR), juízo e se forem dirigir não bebam, se forem beber Me convidem.
Abraços de Natal e Ano Novo a todos vocês, filharada.

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Manifestações, xingamentos, desaforos, ofensas, injúrias
pelo e-mail god@voxdei.com