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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fazendo Turismo na Cidade Onde Vivo #2 - Cinelândia -Rio de Janeiro







Feriadinho de Nossa Senhora Aparecida ou de Dia das Crianças, como prefiram. Fui ao centro do Rio e aproveitei que estava vazio, quase civilizado, para apreciar melhor os belos prédios e a arquitetura histórica da Cinelândia.
O prédioda Assembleia Legislativa

O belíssimo Teatro Municipal e sua fachada recentemente restaurada

E a fachada lateral com os capiteis dourados nas colunas
A imponente Biblioteca Nacional

E o Museu de Belas Artes
No interior do Belas Artes,
 esculturas em mármore

Salas de exposição com as artes plásticas
brasileiras através dos tempos
Obras importantes da pintura nacional
('Baile à fantasia' de Rodolpho Chambelland)
E um painel fantástico de Di Cavalcanti


Cly Reis

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Legião Urbana - "Dois" (1986)


“Eu não falo porque quero salvar alguém. Eu falo porque gosto. Quem sou eu para salvar alguém? Eu é que tenho que me salvar!”

“Minha geração sempre foi tachada de vazia e idiota. Eu não podia fazer uma besteira.”
Renato Russo


Lembro que ganhei o “Dois” em cassete num Natal. O rock Brasil estava em plena efervescência, “Tempo Perdido” tinha estourado havia pouco tempo e todo mundo queria ter discos de Titãs, RPM, Legião. Pedimos de presente então, eu, o novo do Legião Urbana, e meu irmão, o “Selvagem?” dos Paralamas. Lembro que botamos a fita pra tocar, ali, ainda naquela noite. Iniciava com um ruído de sintonia radiofônica que passava brevemente por “Será”, como que anunciasse exatamente que ali estava uma continuação melhorada do bom álbum de estréia. E “Daniel na Cova dos Leões”, começava então, confirmando bem o refinamento e aperfeiçoamento em relação ao que haviam feito anteriormente, num rock preciso, intenso, numa composição forte claramente mais elaborada que os punks quase crus do disco anterior, com um final clássico com um piano cheio de dramaticidade.
“Quase sem Querer” que a seguia, apresentava uma faceta meio cancioneira que o público não conhecia até então dada a característica do disco anterior. Com um rock acústico de letra introspectiva e intimista Renato expunha sentimentos de tal forma que músicas como esta seriam fundamentais para consolidar a proximidade que o público viria a assumir a partir dali cada vez mais com a banda.
A terceira, “Acrilic On Canvas” tinha um arranjo duro, baixo, com vocal forçado nos graves. Tem como maior mérito o interessante paralelo, cheio de matáforas, entre uma desilusão amorosa e a concepção e pintura de um quadro. Talvez seja a mais amarga e dolorosa do disco.
Já a seguinte, “Eduardo e Mônica”, com sua levada acústica, foi sucesso imediato apesar de sua letra longa, sem refrão e sua historinha de amor. Meio piegas, meio breguinha, é verdade, mas provavelmente fora exatamente isto o que cativara tanto as pessoas. Uma história contada de forma objetiva e direta cheia de ternura e bom humor versando sobre pessoas comuns; comuns como nós.
“Central do Brasil” era um pequeno interlúdio; um lamento acústico, meio sertenejo, breve, servindo praticamente de entrada para um dos grandes hits da banda, “Tempo Perdido”, esta por sua vez, um dos maiores ‘hinos’ da Legião. Talvez seja a que tenha conquistado o público de vez e que tenha efetivamente impulsionado o disco e a popularidade do quarteto de Brasília. Forte, intensa, cheia de sentimento, “Tempo Perdido” mostrava uma levada bem próxima ao som do The Smiths, que na época era influência forte de Renato Russo, desde a sonoridade, passando pelo jeito de dançar no palco e pelas flores que carregava em shows e fotos, assim como Morrissey. Mas “Tempo Perdido” era mais que uma “imitação” de Smiths, era algo como um grito desesperado da juventude e Renato Russo aparecia como uma espécie de representante. Todos nos identificamos na época com Renato porque ele se colocava no nosso mesmo barco e lamentava o fato de que ainda éramos tão jovens e já havíamos perdido tanta coisa.
A seqüência do disco era destruidora com duas pancadas sonoras, “Metrópole” e “Plantas Embaixo do Aquário”, especialmente a primeira, um punk-rock agressivo no melhor estilo Aborto Elétrico.
Seguia então com “Música Urbana 2”, um blues acústico lamentoso e amargo que a seu modo resumia o dia-a-dia nas cidades grandes; e “Andréa Doria”, que vinha em seguida, funcionava como uma de gêmea de “Acrilic On Canvas”, apenas um pouco mais leve sonoramente mas tão triste, infeliz e com o coração tão partido quanto na outra.
“Fábrica”, a seguinte, também lembrava Smiths no som - mais de leve, mas lembrava -, e era uma das mais belas e emocionantes do disco com Renato novamente se colocando junto com a massa, exigindo justiça e elevando valores como honestidade, bondade, igualdade. Era uma espécie de Messias?
Mas seu 'messianismo' ainda estava por mostrar-se mesmo na última faixa, “Índios”, uma letra longa, difícil, construída a partir de uma anáfora cujo verso repetido passaria a ser emblemático para a banda: “quem me dera ao menos uma vez”. “Índios” era um canto de esperança e desesperança ao mesmo tempo, uma demonstração de inocência traída, um clamor de justiça, uma declaração de amor ao país e um pedido de algo em troca. E nós nos sentíamos aqueles índios. Nós éramos a partir de então os índios, e todos sabíamos disso.
Não à toa, a partir daí passou-se a chamar, informalmente e extraoficialmente, os fãs do Legião Urbana de “tribo” e a banda de A legião, como se aquilo tudo do que fazíamos parte fosse uma espécie de seita, de religião.
E era mais ou menos isso, e por incrível que pareça, hoje exatamente 14 anos depois da morte de Renato Russo, não é muito diferente. Já não somos mais crianças, já não somos mais tão jovens quanto o próprio Renato cantou, sabemos que não somos fiéis de ninguém e que essa coisa de líder messiânico é bobagem, mas, independentemente disso, A Legião Urbana, sobretudo na figura de seu líder, ainda preserva essa aura de ascendência sobre uma geração. A geração Coca-Cola.

Renato Russo era soropositivo desde 1989 e morreu em virtude complicações causadas pela AIDS em 11/10/1996.
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FAIXAS:
  1. "Daniel na Cova dos Leões" (Renato Russo/Renato Rocha) – 4:04
  2. "Quase Sem Querer" (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Renato Rocha) – 4:42
  3. "Acrilic on Canvas" (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Renato Rocha/Marcelo Bonfá) – 4:43
  4. "Eduardo e Mônica" (Renato Russo) – 4:31
  5. "Central do Brasil" (Renato Russo) – 1:34
  6. "Tempo Perdido" (Renato Russo) – 5:03
  7. "Metrópole" (Renato Russo) – 2:42
  8. "Plantas Embaixo do Aquário" (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Renato Rocha/Marcelo Bonfá) – 2:53
  9. "Música Urbana 2" (Renato Russo) – 2:40
  10. "Andrea Doria" (Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá) – 4:53
  11. "Fábrica" (Renato Russo) – 4:55
  12. ""Índios"" (Renato Russo) – 4:17
* o formato cassete trazia ainda a faixa "Química" que depois vira a fazer parte do álbum seguinte, "Que País é Este".
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Ouça:
Legião Urbana Dois



Cly Reis

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

cotidianas #52



"Tomou três chopes duplos, comeu queijo picado pensando: viver é tão simples e eu não sabia: tomar chope e comer queijo é viver; viu uma moça de verde: ver uma moça de minissaia verde é viver e ver as pessoas atravessando a rua de noite também é viver. 
Tudo tão simples e eu não sabia. 
Lembrou do pé-de-moleque que a mãe fazia - comer pé-de-moleque que a mãe da gente faz também é viver, mas eu não sabia."

trecho do conto "A outra margem"
de Roberto Drummond


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Roky Erickson - "True Love Cast All Evil" (2010)

Soube que o doidão ex-13th Floor Elevators, Roky Erickson, mais de 40 anos depois do fim da banda lançou um novo álbum. Fui ouvir o lance e o cara não perdeu a qualidade.
Depois de muitas drogas pesadas, prisões, internações, eletrochoques, tratamentos, "True Love Cast Out All Evil" meio que funcionou como uma terapia de recuperação e válvula de escape para a mente ainda meio perturbada de Erickson.
O som vai mais na linha do folk, esbarra no blues, no country mas não abandona o toque psicodélico dos 13th. Floor Elevators. Destaque para as faixas "Goodbye Sweet Dreams" e "John Lawman", as melhores na minha opinião.
Um reinício na vida de Roky Erickson e, por sinal, um belo reinício.





fique com o áudio de "Goodbye Sweet Dreams"


Cly Reis

Janelle Monáe - "The ArchAndroid" (2010)

Um amigo me apresentou e achei bem bacana.
Janelle Monae, cantora americana, em seu primeiro álbum, "The ArchAndroid" faz um pop bem diversificado atacando por várias praias, tendências e estilos sem fazer feio em nenhum. O legal é que é bem variado, eclético, mas não soa pretensioso ou pedante . O disco abre, por exemplo, com uma composição clássica que lembra uma trilha de filme meio épico, meio ficção-científica chamada "Suite II - Overture" confirmando o visual da capa que remete a" Metropolis"; mas o álbum depois vai passar por uma disco-music, "Locked Inside"; por  um jazz acelerado meio rackabilly ("Come Alive"), pela psicodélica "Mushrooms & Roses; ou pela etérea "57821". Às vezes chaga aparecer uma coletânea de vários artistas tal a diversidade, mas o interessante é que de alguma forma a obra não perde a unidade.
Destaque pra mim, além das já mencionadas, para "Cold War", um pouco mais roqueira, para a balada cool "Say You'll Go", bem à Marvin Gaye ou Michael Jackson (negro), e para a que fecha o disco, "BaBopByeYa", algo que seria como uma 'trilha-mutante' para um James Bond.
Para um primeiro álbum é um cartão de visitas e tanto.

Confiram aí o clipe da minha preferida do disco, "Cold War".





C.R.

domingo, 3 de outubro de 2010

"Baarìa - A Porta do Vento", de Giuseppe Tornatore (2010)



Fui assistir a "Baarìa - A Porta do Vento" de Giuseppe Tornatore (de"Cinema Paradiso") , na semana passada.
Bom. Competente e tal.
Mas comunzinho.
Tornatore nos conta a trajetória de uma família da Bagheria, na região da Sicília ao longo do século XX, suas dificuldades, a pobreza, o pós-guerra, a política, os amores, as alegrias e os dissabores, tudo com um fundo autobiográfico, mas se esforçando demasiado em nos emocionar. Chega a ser artificial o empenho em tocar o espectador, mas tenho certeza que a olhos mais despreparados e corações mais emotivos que o meu, deve atingir.
Não sei se está em pré-lista para o Oscar estrangeiro, mas se estiver, leva a estatueta. É bem ao gosto de Hollywood. Só faltava ser falado em inglês pra levar o prêmio principal.
Falando assim parece ter só defeitos. Não. Como comecei falando, é bom, competente e não se sai arrependido do cinema mesmo não achando lá toda essa coisa. Como programa, entretenimento, agrado pra 'patroa', vale.
A se destacar, além da conhecida boa mão do diretor, a fotografia excelente.

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Só pra não deixar passar, boa também é a pequena ponta de Monica Bellucci, sempre gostosíssima, sendo bolinada por um pedreiro e espiada pelos alunos de uma escola próxima a uma construção. Afinal de contas,Monica Bellucci é sempre Monica Bellucci, mesmo que por poucos segundos na tela.


Trailer "Baarìa - A Porta do Vento"




C.R.

Vinil é Cultura - CCBB/ Rio de Janeiro








Centro Cultural Banco do Brasil - 15:35 - Ao som da discotecagem de um dos ícones da cultura de rua do Brasil dos anos 80, o DJ Hum, que ao lado de Thaíde, divulgou o RAP e o Hip-hop pelo país, vou desfilando entre as capas dos 'bolachões' que embalaram minha adolescência. Capas de trilhas, de equipes de som, de épocas marcantes para o formato vinil ; como os anos 80 no Brasil e a explosão do BR-Rock naquele momento (foto).
Sinceramente, esperava mais visualmente da exposição, mas nos quesitos 'revival' e nostalgia, é legal de todo modo.

O som do brasil nos anos 80


Cly Reis

sábado, 2 de outubro de 2010

Andrea Dutra - TribOz - Rio de Janeiro (02/10/2010)




TribOz - Lapa/ RJ - 22:10- Sábado musical.
Sábado jazz.
No palco, Andrea Dutra e sua banda fazendo aquele samba-jazz.
Som mais 'noite', mais boêmio, mais 'marginal''.
Legal.

Samba Jazz Trio - Modern Sound Copacabana (02/10/2010)






JAM -Jazz Aroud Mid-day

Modern Sound - Copacabana - RJ - Neste exato momento, 13:30, almoçando no Allegro Bistrô na loja Modern Sound e curtindo a Samba Jazz Trio num sábado de homenagem a Miles Davis. Desfilando o repertório do gênio com coisas do 'Kind of blue', do 'Bitches Brew' ou do 'Tutu'.
O baterista, então, é um monstro! No aquecimento ele estava executando as músicas sozinho. Tocando trumpete e bateria ao mesmo tempo. Incrível!
Grande banda!
Grande som!
Deleite completo.








Cly Reis

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Hey Girl, Hey Boy











"Hey Girl"
(óleo e acrílico sobre tela - 20 x 10cm)

"Hey Boy"
(óleo e acrílico sobre tela - 20 x 10cm)
Reis, Cly (2008)

Deep Purple - "Machine Head" (1972)


"Tantantaan-tantantaraan
tantantaan-tantaan"



Deep Purple!
"Machine Head"!
Força, potência, vivacidade, energia. Tudo isso! Guitarras altas, transbordando mas sem deixar de lado a técnica.
Talvez o precursor mais direto e importante do que conhecemos como metal. Mas não se limitava a isso. O som deles era blues, era hard, era progressivo, era simplesmente rock.
Discaço! Bomba! Arrasador!
O que temos nele?
"Highway Star", por exemplo. Provavelmente a música que mais incite um motorista a pisar fundo. Impossível ouví-la sem botar o pé no fundo. Multa certa!
E o que mais?
Que tal "Smoke on the Water"? Sempre lembrado em todas as listas dos riffs mais famosos de todos os tempos. Até por escrito a gente sabe qual é a música: tantantaan-tantantaram-tantantaan-tantaan.
Lembrou?
Como não lembrar.

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FAIXAS:
1. Highway Star – 6:09
2. Maybe I'm a Leo – 4:52
3. Pictures of Home – 5:08
4. Never Before – 4:01
5. Smoke on the Water – 5:42
6. Lazy – 7:23
7. Space Truckin' – 4:34

todas as faixas Blackmore, Gillan, Glover, Lord e Paice
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Ouça:
Deep Purple_Machine Head


Cly Reis

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

cotidianas #51 - Plantação de maconha em cobertura de prédio no Rio

Ó o Bezerra aí de novo. O cara era um profeta.
Depois daquela do "Defunto Grampeado", ou melhor, os noivos grampeados, agora uma plantação de maconha na varanda de um apê na barra. E, de novo, já tinha uma música pronta pra isso.
Saca só essa:

A Semente
(Bezerra da Silva)

Meu vizinho jogou
Uma semente no seu quintal
De repente brotou
Um tremendo matagal (Meu vizinho jogou...)


Quando alguém lhe perguntava
Que mato é esse que eu nunca vi?
Ele só respondia
Não sei, não conheço isso nasceu ai


Mas foi pintando sujeira
O patamo estava sempre na jogada
Porque o cheiro era bom
E ali sempre estava uma rapaziada


Os homens desconfiaram
Ao ver todo dia uma aglomeração
E deram o bote perfeito
E levaram todos eles para averiguação e daí...


Na hora do sapeca-ia-ia o safado gritou:
Não precisa me bater, que eu dou de bandeja tudo pro senhor
Olha aí eu conheço aquele mato, chefia
E também sei quem plantou


Quando os federais grampearam
E levaram o vizinho inocente
Na delegacia ele disse
Doutor não sou agricultor, desconheço a semente

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Ouça a música:
Bezerra da Silva_A Semente


Agora dêem uma conferida na notícia:
Plantação de maconha em cobertura de prédio no Rio



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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Os Causo de Dois Morro - O Nemar


Eu tô vendo essa história toda de Nemar pra lá, Nemar pra cá. Piá passado esse!
Isso é falta de um relho no lombo em casa! Mas dexa isso pra lá...
Mas isso tudo me alembrô que em Dois Morro também tinha um Nemar e também era assim meio metido a besta que nem que esse aí.
Jogava no Doismorrense e tinha mania de contrariá as ordenação do véio Arlindo Cachaça (sardoso Arlindo Cachaça, que Deuzotenha). Um dia, num jogo lá, teve um penárti a nosso favor e como o guri, que na época ainda se era só conhecido como Argemiro Firula, tinha fazido umas frescura na hora de chutá e já ia pra  uns trêis ou quatro os golo que ele tinha desprediçado, o véio Arlindo não dexô ele cobrá o friquique. Ah, mas aquele vivente ficô muito do brabo. Sortô cobras e largato pra cima do nosso treinador mas o nosso capitão, o Marafo, foi lá e paziguô a situação.
O Véio que não era de dexá as coza assim, tirô logo o piá da cancha. Aí que piorô de vêiz. Foi a gata d'água: o guri saiu falando tanto imporpério, tanto nome-feio que as gente que via o jogo ali na cerca, revortado, gritaro pra ele, "Não fala assim com os mais velho. Tu não tem ducação, anemar? É, tu é um anemar, mesmo". E foi que todo o resto do pessoar que companhava a peleja em vorta do campo gritaro "Nemar, nemar, nemar!!!", e aí que ele ficô conhecido como Nemar pro resto da vida.
Como depois do espisódico ninguém mais quis saber dele, de chamá ele pra jogar, ele largô do futebór. A úrtima notiça que se teve dele foi que se mudô pro Brasir, se entregô pra cachaça e morreu na pobreza.
Agora, imagina: desrespeitá o véio Arlindo Cachaça!
Piá abusado!

postado por Chico Lorotta


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"Resident Evil 4: O Recomeço", de Paul W.S. Anderson (2010)



Me prestei ontem a ir assistir ao "Resident Evil 4: O Recomeço".
Nossa!!!
Pegaram duas xícaras cheias de "Matrix", quatro colheradas (de sopa) de "Madrugada dos Mortos", uma pitada de "Predador", botaram tudo num liquidificador e acrescentaram depois uma bela dose de 3D.
O monstrengo do machado. Quem é? o que é?
De onde veio? Perguntas sem resposta.
Só não é um completo lixo porque ainda consegue se sustentar no próprio argumento original da  série, embora este, cá entre nós, já seja bem fraco. Mas mesmo assim se garantindo em pé a duras penas deixa uma série de lacunas, interrogações e novidades injustificadas como as línguas-ramificações-tentáculos (?) ou algo do tipo que os zumbis agora apresentam e que não mostravam em nenhum dos filmes anteriores; ou um zumbi grandalhão com um machado que ninguém sabe de onde veio, por quê é mais forte, por quê é enorme; ou um presidiário misterioso que se diz irmão de uma das fugitivas. Parece roteiro escrito às pressas ou subestimando totalmente o público, tipo, "ah, põe qualquer merda aí que eles vão gostar".
Só pra não deixar passar, vale a pena também pela Mila Jovovic, a Alice, que a propósito, começa a mostrar sinais de idade, mas que não a desvalorizam em nada - muito pelo contrário - tá, assim, que nem vinho: melhorando com a idade. Mas, marmanjos, boa mesmo é a coleguinha, a tal da Claire, interpretada por Ali Larter ("Premonição 1 e 2").  Se o filme não valesse por mais nada, valeria por ela. Muito gata!
A duplinha  Larter/ Jovovic . É mole ou quer mais?
No mais, se sustenta mesmo no 3D, que por sinal é de primeira! Mas eu, que me recusei a ver "Avatar" exatamente porque considerava que só valeria pelos efeitos e pela tecnologia, volto a me questionar até que ponto vale a pena ir a um cinema apenas apoiado no fato de um filme ser em 3D? E me respondo, bem no início desta era do cinema, que para mim já não vale quase nada. Será necessário, muito em breve, que se alie a este recurso técnico notável, interessantíssimo e espetacular, qualidade. Bons roteiros, boas histórias, situações que realmente requeiram ou permitam sua utilização de maneira produtiva para o filme, para a história e não simplesmente para causar sensação. Mais ou menos o que Christopher Nolan fez com "A Origem" em relação a efeitos especiais que já começavam a ficar fúteis. Ali se fez um FILME que utilizava (brilhantemente) efeitos especiais e não um filme DE ou PARA efeitos especiais. Tomara que se faça isso com o 3D. acho que far-se-á. O cinema depois de ondas comerciais sempre acaba incorporando qualidade às inovações por que passa. Coisas como a que Nolan fez são uma espécie de luz no fim do túnel.


Trailer: "Resident Evil 4: O Recomeço"



Cly Reis

domingo, 19 de setembro de 2010

cotidianas #50 - "A Gafieira do Mané João" *



Mané João
Lá na gafieira
De Mané João
Toda brincadeira
Acabou no chão
Tinha inimigo no meio do salão
Zé da Capoeira fazendo exibição


Tinha cabelo grande mas não tinha molho
Mané ficou de olho
Escondeu Margarida na cortina
E gritou ninguém transa com a menina
E só terminou a brincadeira
Com o sangue escorrendo na ladeira
E era muito sangue pra pouca ladeira
Lá na gafieira


* baseado na música "Mané João" de
Erasmo Carlos e Roberto Carlos (1972)

Ouça a música:
Mané João_Erasmo Carlos