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terça-feira, 5 de maio de 2009

Prodigy - "Invaders Must Die"

De Olhos Fechados


Há pouco tempo atrás havia uma série de artistas ou bandas que assim que eu sabia que tinham lançado algo novo, eu saía para comprar de olhos fechados. Sim, saía para COMPRAR porque, via de regra, apesar das facilidades de download que se tem hoje em dia, não gosto muito da qualidade de CD's gravados. E quando digo que comprava de "olhos fechados" não exagero muito não. Na maioria das vezes não precisava nem ter ouvido o single, ter visto um clipe, ter lido uma crítica. Para Cure, Madonna, U2, New Order, Chemical Brothers, Prodigy, Morrissey eu sequer pestanejava. Não interesava!
Com o tempo e com a minha "chatice" aumentando passei a ficar menos tolerante com algumas coisas. Bandas que por mais que eu gostasse insitiam em se repetir, em se auto-imitar em lançar álbuns só por lançar, pra encher as burras de dinheiro ou pra cumprir compromisso com as gravadoras.
The Cure, que é provavelmente a minha banda preferida, desde o álbum "Wild Mood Swings" que eu adquiri logo de cara e que era um lixo, que eu não compro mais nada (nem baixo arquivos). Ainda dei chances. Me disseram que o tal do "Bloodflowers" era um bom álbum. Que nada! É insosso. Li em algum lugar que o álbum "The Cure" era interessante e tal... Hmmfff! Disquinho que não fede nem cheira. Não tem pegada, não tem novidade, não tem vida. Desde então desconsidero o Cure. Fico com a história dele.
Madonna é outra que desde o "American Life" que também é uma droga, vive numa montanha-russa de qualidade. Faz um disco interessantíssimo como o "Confessions on a Dance Floor" ceio de conceito, experimentação, ousadia e uma porcaria como "Hard Candy" onde ela se limita a imitar quem ela criou, aquele bando de loirinhas magricelas como a Britney, Aguilera e outras. Da Madonna eu não desisti, mas tenho que ouvir antes de botar meu dinheiro.
Outro dos meus preferidos é Stephen Morrissey, ex-vocalista dos Smiths que logo no seu primeiro trabalho solo, "Viva Hate", do qual todos duvidavam pela ausência de seu parceiro musical, Johnny Marr, faz um discaço. Seguem-se outros bons trabalhos, com diferentes produtores, idéias diferentes, mas que mantém o interesse. Mas nos últimos tempos também tem feito uns disquinhos meio que... sei lá. Parece que todas as músicas são iguais. É só a mesma lamentação, a mesma melosidade e o "algo mais" que é bom, nada! Até que,dando um desconto pro cara, este último disco lançado essse ano, "Years of Refusal" é legal, masaté então vinha de uns dois ou três que naõ faziam diferença no mundo. Ou seja: é outro que eu tenho que ouvir antes de encarar.
Mas falo tudo isso pra dizer que comprei sem ter ouvido nehuma faixa anteriormente, o novo disco do Prodigy. E, cara... É MATADOR!!!
Em "Invaders Must Die" o Prodigy parece que achou o ponto certo entre o estilo mais "pista" do início da carreira, a influência raggae, a house e a pancadaria do "Fat of the Land". O disco é pesado mas não é punk!
Tem inserções de samples de guitarras e efeitos o suficiente para carregar o som enão para ditar a linha do disco.
Exceção é "Piranha", faixa que é tão pesada que conta até mesmo com a bateria de David Grohl, do Foo Fighters e ex-Nirvana, mas que ainda assim ela é menos humana e mais autoática que a detonadora"Fuel my Fire", por exemplo de outra época mas com proposta semelhante. Um barato também é "Thunder" com seu vocal bem carregado de raggae, lembrando os tempos de 'Out of Space" do primeiro disco.
Mas minha preferida mesmo é "Omem" uma pedrada com a dupla Maxim e Flint matando a pau.
Prodigy comprovou que ainda goza de minha inteira confiança e que eu posso ir à loja e comprar de olhos fechados.

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FAIXAS:
01. Invaders Must Die
02. Omen
03. Thunder
04. Colours
05. Take Me To The Hospital
06. Warrior's Dance
07. Run With The Wolves
08. Omen Reprise
09. World's On Fire
10. Piranha
11. Stand Up

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Ouça:
Prodigy - Invaders Must Die

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Primal Scream "Screamadelica" (1991)




"We're gonna have a good time,
we're gonna have a party"



Peguei para ouvir hoje no carro o Primal Scream “Screamadelica” que, particularmente, considero um dos cinco melhores e mais influentes discos dos anos 90, e para o qual vejo constantemente minha opinião compartilhada por renomadas publicações, sites, blogs, críticos ou listas.
Normalmente vejo muito associado o grande mérito do disco ao fato de integrar efetivamente a house music ao pop/rock inglês mas no meu ponto de vista analisar por aí, é ver apenas a ponta do iceberg. É sim mérito um inegável este, e Bobby Gillespie e sua turma de amigos, DJ’s e produtores que recheiam todo o contexto desta obra, o fazem brilhantemente como na dançante e empolgante “Don’t Fight It, Feel It” por exemplo, ou no hit “Come Together” que mistura o psicodelismo à house, cheia de inserções de metais e vocais gospel, que também aparecem até com mais ênfase, na ótima abertura do álbum “Movin’ on Up” que lembra muito Stones. Mas até por conta desta complexidade de elementos, vê-se que não se limita a um disco de indie com uma pitada de house. Trata-se de um álbum extremamente bem trabalhado e diversificado.
O já citado psicodelismo encontra seu auge na versão de “Slip Inside this House” dos não menos psicodélicos 13th. Floor Elevators, em uma releitura que com méritos diferentes, não fica devendo nada à original. “Higher than the Sun”, também muito doida, tem duas versões no mesmo disco (que na verdade são três): uma primeira mais “musical”, por assim dizer, mais constante e regular, e uma outra, como diz o subtítulo, uma “sinfonia dub dividida em duas partes” na qual a primeira praticamente vai-se compondo elemento a elemento, instrumento a instrumento, parte a parte, até que se completa, se interrompe, pára e recomeça a segunda parte onde prevalece uma levada de baixo hipnótica.
“Loaded”, uma das melhores do disco, é na verdade uma remixagem de uma música da própria banda, “I'm Losing More than I'll Ever Have", do álbum anterior e que não faz questão de esconder o seu caráter de regravação por mostrar bem uma cara de RE-mix.
A acústica “Damaged” é adorável assim como “Shine Like Stars”, uma baladinha leve que fecha o disco com delicadeza depois de toda a alucinada viagem musical.
É um dos meus preferidos. Considero um disco muito influente porque vejo que aquela linguagem de pop/rock inglês do início dos anos 90 estava sem personalidade e sem qualidade. Tinha muita gente tentando fazer algo desse gênero como Jesus Jones, Soup Dragons, EMF mas meio sem rumo e com a falta daquele “algo mais”, e foi isso que o Primal Scream proprocionou com “Screamadelica”. Fez o que todos estes estavam tentando fazer mas com um toque superior de qualidade somada a muito psicodelismo, ousadia, tentativae experimentação que acabou sendo crucial para o que viria no pop britânico dali para a frente nos anos 90.

OUTROS TOQUES:
* O álbum conta com diversos produtores para as propostas diferentes do que pretendia-se na mesma obra. Produziram o disco: The Orb, Hyphnotoe, Andrew Weatherall, Hugo Nichelson, Jimmy Miller; A remixagem de “I’m Losing More than I’ll Ever Have” que gerou “Loaded” foi feita por Andrew Weatherall;
* A abertura de “Loaded” conta com sampler da voz de Peter Fonda no filme ‘Wild Angels’;
* A grande linha de baixo da segunda parte da segunda versão de “Higher tahn the Sun” é executada por Jah Wabble, ex-PIL;
* Informação adicional, apenas pra quem não sabe ou para os menos avisados: Bobby Gillespie, líder e mentor do Primal Scream é o antigo bateirista do Jesus & Mary Chain. Grande banda, mas que, cá entre nós, estava desperdiçando todo o talento do cara lá no fundo do palco.

FAIXAS:
  1. "Movin' on Up" – 3:47
  2. "Slip Inside this House" – 5:14 (Ericson, Hall)*
  3. "Don't Fight It, Feel It" – 6:51
  4. "Higher Than the Sun" – 3:36
  5. "Inner Flight" – 5:00 (instrumental)
  6. "Come Together" – 10:21
  7. "Loaded" – 7:01
  8. "Damaged" – 5:37
  9. "I'm Comin' Down" – 5:59
  10. "Higher Than the Sun [A Dub Symphony In Two Parts]" – 7:37
  11. "Shine Like Stars" – 3:45  
*dos 13th. Floor Elevators do álbum “Easter Everywhere”

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Baixe e ouça:

sexta-feira, 24 de abril de 2009

"Che", de Steven Soderbergh (2008)



Fiquei positivamente impressionado com o filme “Che” de Steven Soderberg que retrata a vida do guerrilheiro revolucionário argentino Ernesto Guevara. Tinha boa expectativa mas ela foi superada.
Muitíssimo bem dirigida, a obra apresenta um roteiro bem elaborado no qual, a partir da cenas da visita aos Estados Unidos para o discurso nas Nações Unidas, onde Che concede uma entrevista a jornalistas americanos, o diretor faz com que as perguntas e respostas funcionem quase que como um fio condutor do filme, intercalando breves cenas desta entrevista, diferenciando a película (sempre em preto e branco neste caso), com cenas da sua formação como guerrilheiro, treinamentos, as batalhas nas matas cubanas, além de diálogos e situações que vão moldando a imagem do homem que viraria uma lenda em um país que nem era seu por origem, apresentando-nos seus princípios de revolucionário, de cidadão e sobretudo de homem. Tudo isso muito bem caracterizado na pele de Benício Del Toro, que faz um Ernesto Guevara irrepreensível.
Destaque também para o ótimo Fidel, representado por Demián Bichir e para a apagada atuação do brazuca Rodrigo Santoro como Raúl Castro.
Mérito também para odiretor em ACABAR um filme apresentado previamente como tendo duas partes. Ainda que saibamos que o filme “Che – parte 1” continua, há um encerramento da primeira parte e não fica aquela sensação de que paramos para os comerciais.
Posso-lhes dizer que fiquei ansioso para assistir a segunda parte, que tem estréia prevista para julho no Brasil.


Cly Reis

sexta-feira, 17 de abril de 2009

"Tony Manero", de Pablo Larrain (2008)





O elogiado e bem recomendado filme chileno Tony Manero merece em parte as deferências da qual é objeto. Bom filme, sim, mas não é tudo isso.
O filme centra sua ação no personagem Raúl Peralta que é obcecado pelo filme "Os embalos de sábado à noite" e sobretudo no personagem vivido por John Travolta, que inspira o nome do filme e também as ações, trejeitos e coreografias do protagonista. Às voltas com sua fixação em realizar, em um bar de última categoria, a coreografia do filme, juntamente com seu "corpo de dança" (igualmente miserável), Raúl vai se mostrando uma pessoa vazia, seca e eventualmente violenta, revelando-se uma espécie de serial-killer inconsequente, matando por qualquer motivo que lhe contrarie ou que vá contra seus interesses, que, a rigor, baseiam-se quase que exclusivamente na encenação da dança do filme. Tudo isso em meio à ditadura Pinochet e todo aquele clima de medo e terror que pairava no ar em todas as ditaduras sulamericanas.
No fundo, no fundo a realidade de Raúl é mais ou menos a do seu país naquele momento: um vazio, uma falta de esperança, um horizonte de fascínio e de beleza muito distante para ser alcançado e que naquelas condições não poderia de forma alguma tornar-se realidade. Na trama, elementos representados por Travolta, pelas luzes, pelas roupas, pelo american way of life, que de uma forma ou de outra acabam também não se afastando muito simbolicamente das aspirações das ditaduras daquela época.
Nisso também pode-se comparar a violência do dançarino com a do Chile de Pinochet, como uma espécie de indiferença ao restante, uma falta de respeito, uma busca de "superioridade" pela força, disposto a passar por cima do que estiver no caminho para se firmar, se estabelecer.
No caso do aspirante a Travolta, esta questão fica evidenciada com a idéia de montar um palco imitando o chão luminoso do filme para seu grupo de dança e principalemente com sua intenção em disputar um concurso de Tonys Maneros em um programa de TV que é o ponto no qual culmina o filme, lembrando um pouco, neste momento, o "Ginger e Fred" de Fellini, com os bastidores do programa, os candidatos, a expectativa a apresentação e tudo mais.
Não é um filme fácil mas se for assistir, vá sem preconceitos nem conceitos, porque certamente o diretor não o fez pensando em obedecer padrões, sobretudo de caracterizações.


Cly Reis

terça-feira, 14 de abril de 2009

RPM - "Revoluções por Minuto" (1985)




O DISCO QUE ME FEZ GOSTAR DE ROCK

Disputar em cada frequência
O espaço nosso nessa decadência
da letra de "Radio Pirata"



Meus discos são inegavelmente parte importantíssima da minha vida. Só que alguns deles, em especial, tem papel importante na minha trajetória, por marcarem fases, episódios, vínculos, etc.
O “Revoluções por Minuto” do RPM é um destes discos que carrega uma marca importante em relação à minha vida: foi o disco que me mostrou que eu gostava de rock.
Não foi o primeiro disco que eu ouvi, não foi o primeiro que comprei, não é o melhor álbum nacional e todos os tempos, muito menos o melhor-melhor mesmo de todos, só que ele apareceu em um momento de descobertas. Muita gente começou com Beatles, outros com os Pistols. Descobertas relevantes, por certo. Eu comecei com RPM.
O trouxe hoje para ouvir no carro e ainda hoje percebo o porquê de ter-me despertado para algo que nunca mais me abandonaria, e que eu também não abandonaria mais. O rock.
Mesmo com seu apelo pop quase que pré-fabricado, serviu para despertar a sensibilidade para os elementos básicos do rock, guitarra-baixo-bateria, ainda que a grande estrela instrumental da banda fosse um tecladista, Luiz Schiavon, e que os outros instrumentistas fossem bastante limitados. Mas o fato é que ali se via um vigor de banda e nela os elementos que sempre estiveram presentes no gênero através dos tempos, como a rebeldia, o protesto, a ironia, a sensualidade e até mesmo esse apelo popular mesmo (por que não?) que sempre esteve presente desde que os ídolos são ídolos.
Tudo foi meticulosamente estudado para dar certo. Paulo Ricardo, o frontman da banda, fizera na época uma espécie de estágio em Londres para compor a receita que tinha que dar certo, e fez isso em cima de fórmulas já utilizadas nas últimas décadas e a partir do cenário local do momento que era extremamente criativo e dinâmico. Figuravam naquele momento Smiths, U2, Talking Heads, Cure, rolava o finzinho da new-eave, o fim do punk, o gótico estava na moda e no fundo no fundo o RPM tinha um pouco de tudo isso.
A primeira parte do álbum, que correspondia ao que seria o lado A do LP é a parte mais pop do disco. É onde encontram-se todos os grandes hits . Um riff de guitarra marcante e pungente seguido de um teclado cuidadosamente pegajoso abrem o disco e aí está “Rádio Pirata” com um aviso de que a invasão é inevitável. “Olhar 43”, talvez o maior hit tem um tecladão meio monocórdio, soando meio automatizado, bem grave e forte no início, encaminhando para uma letra totalmente sensual e envolvente que acaba num “tesão” que na época as rádios hesitavam em deixar que aparecesse. Segue “A Cruz e a Espada” baladinha com um clarinete e que falava sobre inocência, primeira vez, e essas coisas bem identificáveis para a meninada da época. “Estação no Inferno” um pouco mais soturna que só veio a ser sucesso mesmo no ábum ao vivo que seguiu este, tinha um clima meio soturno, meio que uma influência daquele cenário londrino estudado por Paulo Ricardo. O lado A fechava com “Loiras Geladas”, outro baita sucesso também muito sensual com o teclado em destaque numa espécie de The Doors/new-wave.
Curiosamente o que correspondia ao lado B, a segunda metade do disco, que não tocou no rádio era mais criativa e complexa como por exemplo a interessante “Liberdade/Guerra Fria” meio darkzinha com toques orientais, e a excelente e dramática ode ao país “Juvenília”. “Pr’esse Vício”, talvez a mais agressiva do disco, soa bem atual com suas referências a terrorismo e confrontos religiosos, e fechando o disco, completamente sintonizada com os dias de hoje, quase 15 anos depois, vem “Revoluções por Minuto” falando de caos econômico, globalização, drogas, consumo, num mundo girando a 78 RPM.
Depois disso o álbum “Rádio Prata Ao Vivo” vendeu como água, a banda fez megashows como nenhuma outra banda nacional havia feito, deu um tempo, voltou e ainda produziu um ótimo disco, “Os Quatro Coiotes”, mas que não teve boa aceitação do grande público. Aí a banda mudou de integrantes, voltou pra alguns caça-níqueis e era isso. O que pode resumir bem a situação atual é o fato de que o criativo e bom tecladista Luiz Schiavon toca atualmente na banda do Domingão do Faustão. Precisa dizer mais?
Depois do RPM descobri que uma banda que eu achava legal mas não sabia o nome era o tal de The Smiths, que uns carinhas de preto todos descabelados eram do The Cure e assim por diante, conheci outras e gostei mais de outras. Mesmo no cenário nacional, logo veio o “Cabeça Dinossauro” e abafou o “Revoluções...”, mas não deixo de ser extremamente grato ao álbum “Revoluções por Minuto” que foi o disco que me fez gostar de rock.
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FAIXAS:
01- Radio Pirata
02- Olhar 43
03- A Cruz e a Espada
04- Estação No Inferno
05- A Furia do Sexo Fragil Contra o Dragão da Maldade
06- Louras Geladas
07- Liberdade, Guerra Fria
08- Sob a Luz do Sol
09- Juvenilia
10- Presse Vicio
11- Revoluções Por Minuto

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Ouça:
RPM Revoluções Por Minuto


Cly Reis

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coluna dEle #8


Pedi pro cara escrever antes da Páscoa mas não o localizei.
Só hoje Ele me aparece com o texto.
É foda! To achando que vou ter que dispensar o colaborador.
De todo modo, aí vai:

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FELIZ PÁSCOA, atrasado, pra todo mundo!
Desculpa aí, galera, Eu não ter postado antes, mas aproveitei o feriadão e fui viajar com a patroa. Afinal de contas Eu também sou filho... Bom... Na verdade Eu não sou exatamante o filho... Bom, não dizem que é tudo a mesma coisa, O Pai, o Filho e o Espírito Santo? Então Eu também sou filho de Deus. Que seja!
O negócio é que a data é mesmo por causa do meu filhão e isso é que importa.
Mas o importante mesmo é que na Sexta-Feira fiz um salmãozinho na brasa e ontem me entupi de chocolate (hehehe).
O pior é que depois Eu, mesmo com toda essa idade, fico todo cheio de espinhas na cara.
Pode?


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Podem achar irresponsabilidade Minha ter viajado nesse momento delicado lá na Itália, com esses tremores e tal, mas deixei uma equipe cuidando desse assunto.
Mas ocaso é que sei que quem deve se pronunciar oficialmente, no fim das contas sou Eu mesmo e queria dizer que lamento muito mas isso tá meio que além do meu controle, atualmente.
São essas rachaduras, aí, ó. E quando roça uma na outra aí é foda! A gente aqui em cima tenta dar um jeito, amenizar, evitar que aconteça, mas vocês aí tem que compreender que não é que nem uma rachadura no teto da casa que é só dar uma massa, uma pintura e tá novo. É um pouco mais delicado que isso. E realmente a “casa” aí, ta ficando velha, cara. E como toda a casa velha, começa a dar problema. É vazamento, é piso soltando e é rachaura também.
Vocês já viram aquela lá nos States que quase atravessa a Califórnia? Putz!
Saint Andreas Fault eles chamam, não? Quando essa começar a mexer mesmo vai me dar trabalho. E o pior é não tenho muito o que fazer a essas alturas.


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Mudando de assunto: E o tal do Adriano, hein?
Esses caras Me racham a cara de vergonha!
A gente ajuda, sabe... Menino pobre, sabe jogar bola, vai crescendo, crescendo, chega em time grande, e é Seleção, e aí o fulano resolve que não quer mais nada disso. Quer ficar soltando pipa na favela.
Ah, tá de sacanagem!
Depois dizem que Eu dou biscoito pra quem não tem dente e talvez seja verdade. Acho que vou cuidar melhor de para quem dar os biscoitos.
Depois não vem pedir que Eu ajude e papapapá e toda aquela conversa fiada.
Tá rasgando dinheiro, vai acabar na merda!


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Outro que não se ajuda é o tal do Hamilton.
Já falei sobre esse filho aqui, né?
Ô caraterzinho, hein!
Já não é a primeira nem a segunda...
Toma jeito, rapaz!


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Era isso aí que Eu queria comentar.
A gente se encontra na próxima.
Juízo, hein!
Que Eu lhes abençoe e fiquem Comigo.


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contatos, sugestões, súplicas, pedidos ou preces
pelo e-mail:
god@voxdei.gov

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O melhor Inter de todos os tempos

Ainda no clima do Centenário Colorado, e acompanhando uma idéia corrente de se montar o time de todos os tempos, aí vai o meu:
Taffarel, Paulinho, Figueroa, Mauro Galvão e Oreco; Dunga, Falcão e Fernandão (que desloquei para o meio para poder fazer parte do time); Tesourinha, Larry e Carlitos.



em pé: Paulinho, Taffarel, Figueroa, Falcão, Mauro Galvão e Oreco.
agachados: Tesourinha, Dunga, Larry, Fernandão e Carlitos.

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Destes só vi jogar mesmo Taffarel, Falcão, Galvão, Dunga e Fernandão. Taffarel ainda que não tenha conquistado grandes títulos no clube e tenha uma marca negativa em clássicos, foi dos maiores goleiros da história do futebol, constantemente citado por grandes goleiros da atualidade como referência.
Falcão, me contaram que fui ver no Beira-Rio quando era pequeno (o que não lembro), mas recordo mesmo de ver na Roma e na Seleção. Jogador sem comentários, um extra-classe, além disso decisivo nas conquistas dos anos 70 do Inter.
Mesmo com craques da zaga como Gamarra, o lendário Nena, o preciso Campeão do Mundo Fabiano Eller e o atual guerreiro Índio, ainda fico com Mauro Galvão para formar dupla com Figueroa. Preciso no desarme, técnico na saída de bola, Campeão Brasileiro invicto com 17 anos e com uma carreira profissional impecável (que infelizmente passou pelo Grêmio com o mesmo êxito).
Em Dunga voto mais pelo valor dele no futebol brasileiro e mundial. O Capitão do tetra, símbolo de garra e liderança e que no Inter também teve participação fundamental na sua segunda passagem pelo clube com o gol salvador pra evirtar a queda para a segunda divisão. Será eternamente idolatrado.
E Fernandão. Sobre Fernandão o que dizer? Além de todo o aspecto mítico acerca do fato de ter sido o capitão das grandes conquistas, tem o fato de ter sido no clube um jogador envolvido, e decisivo. Goleador de Libertadores com gol em uma final, carrasco em greNal marcando o histórico gol 1000 logo na sua estéia, jogador que não tremia na frente do gol, além de extremamente identificado com o clube e com a cidade. Jogador histórico da nova geração!
Os outros, os que não vi, o que preciso dizer de Figueroa? Que foi um dos melhores zagueiros de todos os tempos segundo a FIFA? Do legendário Paulinho? Do incontestável craque Tesourinha? Posso dizer que alguns afirmam que teria sido melhor que Garrincha. Sobre Oreco? Que foi campeão mundial em 58 e que só foi reserva porque o titular era nada mais nada menos que Nilton Santos, a "Enciclopédia do Futebol". O que dizer do "Cerebral' Larry matador de greNal? Posso dizer que simplesmente ele fez 4 gols no principal rival na inauguração do estádio deles. E sobre Carlitos? Simplesmente o maior goleador da história do clube.
Mesmo não os tendo visto jogar, seus nomes, seus números, suas marcas e suas lendas os justificam.
Infelizmente só posso escalar 11 neste simbólico time principal. Muitos ficam de fora como Tinga, Nena, Valdomiro, Índio, Manga, meu tio Adãozinho, Dadá Maravilha, Sóbis, entre tantos outros. Mas igualmente tem lugar reservado na história alvi-rubra hoje e nos próximos cem anos. E nos próximos cem, e nos próximos, e nos próximos...


Cly Reis

quarta-feira, 1 de abril de 2009

100 anos do Sport Club Internacional


Visitando o site do meu clube do coração, esta semana, encontrei lá destacado um texto do jornalista Mauro Beting homenagenado o clube que completará 100 anos de fundação no próximo sábado.

Na condição de colorado fanático não posso deixar de ficar emocionado com textos como este e de exibí-lo aqui.


INTERNACIONAL, 100



Naquela noite de 1969, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio. Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas. Era a última cerimônica antes da inauguração do Beira-Rio. Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006.
Ficou tudo escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele entrevado ano brasileiro de 1969. Em 14 de dezembro de 1975, a tarde de Porto Alegre estava cinza. Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70. O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979.
0 Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Tentaram jogar bola no clube alemão – não deixaram. Tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais.
Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado. Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante no Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais. Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola.
Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril. Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo inovador no preparo atlético e no apetite por gols. O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru. Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro, com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio, gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair.
Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário. Aquele time de excluídos que, em 100 anos, hoje tem o sétimo maior número de sócios do planeta. São mais de 83 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento. Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto. Uma bandeira vermelha pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente. Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste 4 de abril vai nascer mais vermelho.



Mauro Betting

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Entre os muros da escola", de Laurent Cantet (2008)



Fui assistir ontem ao filme “Entre os muros da escola”, premiado na edição 2008 do Festival de Cannes com a Palma de Ouro. Já vi grandes filmes que receberam esta premiação e vi também outros que me passaram a impressão de que o prêmio fora “muita areia para o caminhãozinho” daquela obra. Acho que nunca vi um Palma de Ouro terrível. Vi alguns contestáveis como “Yol” ou “A enguia”, só para citar alguns, e este “Entre os muros da escola” acho que se esquadra nesta categoria.
Tem lá seus méritos, uma boa intenção, mas me parece que o ingrediente CINEMA fica para trás. Pois vejamos, então: o filme na maior parte do tempo se passa dentro de uma sala de aula com situações corriqueiras do dia-a-dia de uma escola pública (a minha surpresa ficou na verdade por conta de que em uma escola pública francesa, a situação fosse tão parecida com as brasileiras). Mas até aí não é mérito nem demérito. O problema que eu vejo, enquanto filme, é que estas cenas de sala de aula, praticamente não tem nada de especial e as vendo repetidamente o filme fica desgastante e cansativo.
É como se uma sala de aula de uma escola brasileira tivesse um circuito interno e assistíssemos a situações cotidianas de deficiência de aprendizado, indisciplina, desinteresse e comportamento, só que o diretor transforma estas situações em uma longa mas com pouco arrojo cinematográfico.
Pode-se argumentar que um espaço restrito como uma sala de aula não permite arroubos nem ousadias e é verdade mas pode ter cortes mais bem articulados, captação de emoções nos rostos, entre outros recursos que, mesmo quando aparecem, são um tanto mal explorados. Pode-se também argumentar que o enfoque, a ênfase do filme reside nos dilemas, conflitos, temas levantados, o ensino, a diversidade cultural, etc., mas colocado de maneira tão superficial não sei se atende ao que se propõe.
Da maneira como foi filmado e com os temas tão crus, fica parecendo meramente um documentário. E quando digo crus, não reclamo pelo fato de serem temas eventualmente polêmicos, fortes, relevantes ou impactantes. Os classifico assim exatamente porque são pouco aprofundados. Não precisa-se fazer uma dissertação sobre cada um deles, mas se não os leva um pouco adiante, fica um pouco vazio.
As questões extraclasse que influem no rendimento, no aprendizado, no comportamento dos alunos, os sinais dos tempos, os hábitos e as personalidades dos indivíduos tudo isso tem seu valor no filme, seu valor humano e seu valor de análise, assim como é um barato e até um espelho o fato de remeter à nossa época de escola (principalmente para quem como eu estudou em escola pública). Só fico com a impressão de que é um FILME superestimado e que mesmo com o mérito de levar-nos à constatação inevitável, que a situação em uma escola pública de um país desenvolvido de primeiro-mundo é muito parecida com a daqui, e provavelmente com a de vários outros lugares do mundo, não vejo isto como sendo suficiente para sustentar o filme.


Cly Reis

segunda-feira, 23 de março de 2009

Kraftwerk - Festival Just A Fest - Praça da Apoteose - RJ (20/03/09)




Há algum tempo atrás fui assistir a uma apresentação "despretensiosa" em um domingo de manhã no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, de Paulinho da Viola e surpreendentemente, pra mim que já tinha visto U2, Madonna, Cure ao vivo, aquele pequeno show superou em qualidade estes de monstros do pop rock, os quais aprecio muitíssimo. O show do sambista brasiliero só veio a ser superado na minha avaliação, pelo do Pearl Jam em Porto Alegre em 2005. Nem gostava tanto dos caras na época mas fui ver só porque há tempos não havia um show grande em POA e aquela era uma oportunidade, e, NOSSA!, o Pearl Jam destruiu! Quase pôs a baixo o Gigantinho. Um repertório consagrado e de tirar o fôlego, com uma intensidade, vibração e garra que foram de arrepiar, incrementado pela participação de Marky Ramone tocando bateria em "I believe in miracle" dos próprios Ramones. Aquilo foi quase inacreditável.

E eis que na última sexta-feira o Peral Jam perdeu o seu trono!

Sempre tivera grande expectativa para ver ao vivo o Kraftwerk, mas às vezes, a própria expectativa exagerada frustra. Que nada!!! Kraftwerk ao vivo foi tudo o que eu imaginava, queria ver e ouvir ( e + um pouco ainda!).
Pra quem acha que um show do Kraftwerk não passa de quatro caras parados mexendo nos seus laptops com programações pré-gravadas e com um monte imagens passando num telão ao fundo, não nota, com certeza, a profundidade, a penetração, o trabalho de composições que são preciosas e elaboradas, e que são executadas AO VIVO (sim) com a precisão de um relógio, de uma máquina, que é exatamente o conceito com o qual o grupo trabalha, e que é lógico, traz bases pré-gavadas também, mas até mesmo o próprio Radiohead que viria depois apresentava este recurso também. As imagens projetadas, por sua vez, são parte componente do espetáculo, uma vez que estão sincronizadas às letras, a ruidos, às batidas de forma ativa e integrada e se por uma lado, não se vê uma performance ativa e vibrante dos membros da banda, o contexto visual o faz por eles. E é essa a idéia!
"The Man Machine" na abertura já sai dando esse recado: nós somos "homens-máquina", e daí pra frente são só clássicos e composições geniais. "Radioactivity" destruidora com seu conceito RADIO-RADIOATIVIDADE-ENERGIA perfeitamente integrado em som, imagem e performance, "Trans-Europe Express" emenda "Metal on Metal" em outra seqüência de arrepiar, "Aerodynamic" como parte de "Tour de France" trouxe fotos antigas e trechos de filmes antigos da volta ciclística da França, que interagiam admiravelmente com a música. "Showroom Dummies" cantada em francês virou "Les Manequins" e completou o passeio musical de moda e estilo da banda com "The Model".
Depois de um intervalinho em que a banda sai do palco, eles retornam em roupas com detalhes fosfluorescentes lembrando o visual do disco "Electric Café" e, acabam o show exatamente com uma música deste álbum, "Music Non Stop", como sempre toda misturada com "Boing Boom Tschak" e Technopop".
A propósito deste intervalo, todo mundo está careca de saber que em algum momento os robôs vão ser colocados no palco e vão se mover naquela espécie de balé mecânico, mas é sempre uma expectativa vê-los e é um barato quando eles substituem a banda no palco durante "Robots", pelo tempo suficiente para aquela pausinha para a água. Afinal de contas, eles também são gente. (?)

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OUTROS TOQUES:

1. Nem com o Cure que é minha banda do coração fiquei tão REPLETO quanto, agora, assistindo ao show do Kraftwerk.

2. Felizmente cheguei ao Sambódromo já ao final do show do Los Hermanos e só tive que agüentar duas músicas. Nossa! Eles me impressionaram! São muito PIORES do que pareciam.
É muito ruim!

3. Minha intenção antes de ver o show dos alemães era a de ficar mais um pouco no show do Radiohead, pelo menos pra ver os caras tocando "Creep", mas acabando o show dos "robôs", me pergunta se eu, com a alma cheia, vou ficar vendo Radiohead? Quem vê Kraftwerk não fica pra ver Radiohead.

4. Não fui o único a ir embora. É lógico que não esvaziou o local, não ficou às moscas, mas notei pelos menos umas 50, 60 pessoas indo embora. Outros que, como eu, não precisavam de mais nada.

5. Todo mundo sabe da influência do Kraftwerk para a música eletrônica em geral, mas por esses dias, vendo as publicações que faziam referência ao show, li algumas manifestações impressionantes, mas que não ficam muito longe da verdade, como por exemplo que o Kraftwerk seria possivelmente a banda mais influentes do século passado ao lado apenas dos Beatles e também li que figuraria entre as cinco maiores bandas de pop/rock de todos os tempos. Exagero? Provavelmente não.

6. Complemento dizendo que na minha opinião a música do Kraftwerk é a continuidade da tradição alemã de música clássica representada por nomes como Händel, Bach, Orff entre outros, tendo dado o passo adiante em modernidade que é necessário em todas as épocas, para todas as artes, em todas as culturas, fazendo a interação de linguagens como a arquitetura, as artes-plásticas, o design e a tecnologia alemãs, traduzindo todos estes elementos em MÚSICA.


Cly Reis

sexta-feira, 20 de março de 2009

Coluna dEle #7


Hoje conto novamente com a ilustre participação dEle

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Tô na área, se derrubar é pênalti!
E aí, falou? Beleza?
Por falar em área e pênalti, fico contente em ver o Ronaldo se recuperando. Venho tentando ajudar mas mesmo com toda a "ferramenta" que Eu dei pro cara jogar toda aquela bola, parece que ele insiste em estragar tudo, ora comendo demais, ora comendo traveco na rua.
Mas sou fã do Ronaldo. Sou fã, mesmo. Torço pra que se recupere legal, mas, cá entre nós, pra quem Eu apontei o dedo e disse "esse é o cara", foi outro.
Mas, tem uma coisa, né, só quem fez as coisas que eu faria se estivesse aí embaixo foi o 10 do Santos.
O negão era foda jogando! Até dei aquela "mãozinha" pro Maradona em 86, mas só quem teve os meus superpoderes, aí, foi o Édson.
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Vamos ver o Ronaldo contra o Santos. Vou ficar ligado atentamente ao clássico do domingo.
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A propósito de representantes Meus na Terra, tem neguinho Me rachando a cara de vergonha!
Esses caras, aí, de batina que dizem que estão falando em Meu nome quando afirmam que aborto é pior do estupro.
Peraí um pouquinho! Deve ser porque ele não é mulher. Ou quem sabe até seja, lá, pros coroinhas e menininhos de seminário, mas mesmo assim com certeza não sabe o que é um marmanjo podre abusando do que se tem de mais Sagrado: o seu corpo. Bom... Talvez ele saiba e goste.
Mas o caso é o seguinte. Nessas aí, não falem em meu nome. Me incluam fora dessa
Eu é que excomungo esse fulano.
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Estranho é parece que só agora o mundo inteiro descobriu que tem barbado sem-vergonha comendo criancinha.
Cara, Me cobram muito de como é que Eu deixo fazerem isso, como é que Eu deixo isso acontecer, mas, véio, não posso ficar intereferindo em tudo o tempo inteiro senão as coisas aí embaixo não andam. É um pouco com vocês também de tomarem juízo e pararem de fazer merda e de darem um jeito de fazer a justiça de verdade. E olha que quando eu digo FAZEREM JUSTIÇA não estou sugerindo "nada" específico, ainda que às vezes até Eu mesmo tenha vontade de arrancar o pau desses filhas-das-puta. Mas Eu deixo a bola rolar, deixo o jogo seguir. Um dia, independente do que você, meu leitor, acredite, a conta vai ser cobrada, cara. Seja Comigo no Juízo Final pra quem acha que é assim, seja na outra vida pra quem acha que tudo continua, seja lá embaixo com o Coisa-Ruim pra quem tem medo dele... Ah, mas que tem volta tem!
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E falando em morrer, porra, e o Clodovil morreu, hein!
Não tô lamentando pela morte dele, não. Tô lamentando porque agora quem vai ter que agüentar o cara sou Eu aqui em cima.
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Bom, vou parando por aqui hoje.
A Maria, aqui tá reclamando que eu ecrevi muito palavrão dessa vez.
Vou tentar me conter mais nas próximas se é que o dono do blog vai voltar a me convidar pra escrever depois de ter desfilado todos esse vocabulário "bonito".
Fui!!!

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contatos, sugestões, dúvidas, pedidos, bençãos, orações e súplicas para o e-mail
god@voxdei.gov

Siouxsie & the Banshees "Nocturne" (1983)


"Siouxsie and the Banshees 
é uma das poucas bandas 
que se pode recomendar
 toda a discografia."
Kid Vinil



Vim ouvindo no carro entusiasmadamente o "Nocturne", álbum ao vivo da Siouxsie & the Banshees.
Cara, o que é aquele álbum?
Gravado no Royal Albert Hall em Londres, é outro dos que certamente figuram entre os melhores discos ao vivo da hist´ria do rock.
A "doida" introdução de Stravinsky - fantástica-, abre "Israel" que já entra com o baixo marcante e seguro de Steve Severin, no primeiro momento do disco e já dos pontos altos.
"Paradise Place" é uma pedrada agressiva e certeira. "Melt" mesmo sem os bandolins da original mantém o clima sombrio e sensual, muito graças à habilidade e técnica de Robert Smith do Cure, que participa dese álbum e curiosamente toca como jamais tocou antes mesmo na própria banda.
"Slowdive" por exemplo que tinha violino na sua versão original, nem sente falta desse elemento, uma vez que a guitarra de Smith dá conta do recado e confere mais "pegada" à canção.
Em "Cascade" o show fica por conta de Budgie que destrói com sua batida complexa e elaborada que invariavelmente aparece com grande qualidade em quase todas as faixas.
"Helter Skelter" é outro grande momento, "Nightshift" também é destaque, e "Eve White, Eve Black" introduzindo para a longa "Voodoo Dolly" é verdadeiramente sinistra e estas fecham o show e o álbum em grande estilo.
O show também resultou num filme da banda no qual se pode notar a presença de Robert Smith que, estranhamente, apesar da grande performance musical, quase não se mexe no palco. Mas ele não é dançarino, mesmo...

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FAIXAS:
  1. Intro - The Rite Of Spring
  2. Israel
  3. Dear Prudence
  4. Paradise Place
  5. Melt!
  6. Cascade
  7. Pulled To Bits
  8. Nightshift
  9. Sin In My Heart
  10. Slowdive
  11. Painted Bird
  12. Happy House
  13. Switch
  14. Spellbound
  15. Helter Skelter
  16. Eve White / Eve Black
  17. Voodoo Dolly

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Ouça:



Cly Reis


terça-feira, 17 de março de 2009

The 13th. Floor Elevators "The Psychedelic Sounds of the 13th. Floor Elevators" (1966)




"Rocky Erikson e seus 13th. Floor Elevators
 foram basicamente a primeira banda de rock psicodélico
lá por 1965.
Johhny Depp, ator e músico




Não sei como é que eu cheguei até aqui na minha vida sem ter ouvido The 13th. Floor Elevators!
Fiquei curioso para ouvi-los depois que li sobre o álbum ‘The Psychedelic Sounds of the 13th. Floor Elevators”, no livro “1001 Discos para ouvir antes de morrer”, que mencionava, por exemplo, o fato do Primal Scream ter gravado a música deles “Slip Inside this House”. Achei que só pelo fato de ter merecido uma releitura em 1992 de uma banda tão vanguarda como o Primal Scream, já recomendaria bem a música em questão e a própria banda.
Não me enganei!
“Slip Inside this House” é realmente grandiosa e é tão boa quanto sua versão posterior (cada uma com méritos diferentes, é claro), só que não era do mesmo disco. Esta compõe o álbum “Easter Everywhere” e o que eu queria era ouvir o “Psychedelic Sounds...”.
Fui ouvir o tal do disco e é simplesmente demais. A capa já é uma viagem e dá uma mostra do que nos espera. O álbum com todo seu psicodelismo, é praticamente um precursor do que se chamou de “madchester”, cenário no qual figuraram bandas como o próprio Primal Scream, Stone Roses, Ride e outros tantos. Criativos, doidos, ousados, fizeram uma mistura sonora que ia desde um ensaio de progressivo a uma tendência punk. Músicas como “Reverberation”, também regravada pelo Jesus & Mary Chain, mostram claramente que os Elevators foram uma das fontes que os irmãos Reid beberam para consolidar sua sonoridade. “You’re Gonna Miss Me” é fantástica, “Kingdom of Heaven” é um blues ácido psicodélico, “Roller Coaster” é uma verdadeira montanha-russa com sua inconstância de ritmo e “Fire Engine” mantém a doideira mas com uma veia de surf music tradicional.
Imperdoável que nunca tivesse ouvido falar nessa banda vendo hoje o quão influentes eles foram e continuam sendo.
Bom, antes tarde do que nunca para eu ter descoberto o 13th. Floor Elevators.
Acesso pelo elevador principal pros caras!
Destino: décimo terceiro andar.
Sobe, sobe, sobe... até ficar bem alto.

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FAIXAS:
  1. "You Don't Know (How Young You Are)" (Powell St. John)
  2. "Through the Rhythm" (T. Hall, S. Sutherland)
  3. "Monkey Island" (Powell St. John)
  4. "Roller Coaster" (T. Hall, R. Erickson)
  5. "Fire Engine" (T. Hall, S. Sutherland, R. Erickson)
  6. "Reverberation" (T. Hall, S. Sutherland. R. Erickson)
  7. "Tried to Hide"* (T. Hall, S. Sutherland)
  8. "You're Gonna Miss Me" (R. Erickson)
  9. "I've Seen Your Face Before (Splash 1)" (C. Hall, R. Erickson)
  10. "Don't Fall Down" (T. Hall, R. Erickson)
  11. "The Kingdom Of Heaven (Is Within You)" (Powell St. John)  
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Ouça:

segunda-feira, 16 de março de 2009

"Estômago", de Marcos Jorge (2007)




Bom, como já disse em outra ocasião, não tenho muito compromisso com os “atualismos”, e sendo assim me dou ao direito de comentar algo passado com a mesma intensidade de uma estréia, ainda que você, eventual leitor, já esteja careca de conhecer, ter visto, ouvido falar, escutado e etc.
Vi finalmente no sábado, em DVD, o elogiadíssimo “Estômago”, do diretor Marcos Jorge pelo qual guardava grande expectativa.
Multiindicado a prêmios e multipremiado, “Estômago” é um bom filme. Nada excepcional, mas um bom filme. Méritos principalmte para o roteiro bem elaborado, intercalando a introdução ao personagem, um nordestino recém chegado a São Paulo, ao seu destino em um presídio. O filme vai nos dando as peças no decorrer deste jogo de tempo, para desvendarmos o porquê e Nonato ter acabado na cadeia. Entre se apaixonar por uma prostituta, ver seu talento para cozinhar descoberto por um dono de restaurante italiano numa espelunca onde começou a trabalhar quase que por acaso, vemos Nonato já na cadeia, igualmente conquistando brutos presidiários com o sabor da sua comida.
Não é uma comédia chega a ser divertido até mesmo por conta da inocência do protagonista em diversas situações.
No fim das contas o filme acaba nos mostrando que para sobreviver, quem puder engolir o outro, tem que engolir, senão será engolido.

AVISO: Almoce, jante ou faça um lanche antes de ver o filme, porque senão vai dar uma fome!


Cly Reis

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ministry - "Psalm 69 - The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs" (1992)


A melhor música de todos os tempos


"...com o walkman derretendo nos ouvidos, eu tenho a impressão de estar ouvindo a melhor música de todos os tempos"

André Barcinski, crítico musical, sobre "Jesus Built My Hot Rod"



Sempre lembro desta crítica do André Barcinski na ShowBizz quando ouço "Jesus Built my Hotrod" do Ministry. Exagero! Mas compreendo a empolgação do colunista ouvindo aquela loucura acelerada hardcore quase inconsequente, com o vocal bêbado e praticamente descontrolado do amigo e convidado da banda, Gibby Haynes, numa composição que curiosamente remete muito ao rock'n roll mais clássico lá do início de tudo.
O disco do qual faz parte, "Psalm 69" de 1992, já abre com a pedrada "N.W.O." com diversas inserções eletrônicas, aparecendo até um sample de uma fala do Bush-pai, compondo com as pesadíssimas guitarras e o vocal rouco rasgado, uma verdadeira avalanche sonora.
Segue com a igualmente pesadíssima "Just One Fix" com sua bateria estourando, "Hero" com sua levada bem hardcore e "TV II", um thrash metal aceleradíssimo que se interrompe para a entrada de um vocal berrado. O curioso é que, mesmo com toda essa fúria, "TV II" sempre me lembrou "Ego Sum Abbas", uma das partes de "Carmina Burana" de Carl Orff, por sua composição de interromper a melodia e entrar voz e assim continuamente; além de uma certa agressividade e "peso" que mesmo a composição clássica apresenta.
"Scarecrow" parece um longo sobrevôo de uma ave sobre uma presa com seus 8 minutos de duração conduzidos numa batida pesada e quase marcial.
A faixa título do álbum, "Psalm 69" é uma obra de arte de metal e industrial com sua mistura de elementos de música clássica, coral e metal . A introdução, como se fosse o côro do fim-do-mundo com camadas de colagens de vozes de pregações religiosas, é interrompida por uma estridente guitarra que entra de sola e introduz um vocal cavernoso entremeado por samples.
Depois disso ainda vem "Corrosion", outra tempesatade sonora, porém esta mais com ênfase na bateria, preenchida com samples, efeitos e um constante alarme nuclear ao fundo funcionando como base da música.
O álbum fecha com "Grace", uma sobreposição de efeitos e colagens que serve quase que como vinheta de encerramento de uma grande disco.
Não, não! "Jesus Built My Hotrod" não é uma música tão fantástica assim. Talvez para os padrões do que representa: metal, industrial, peso, etc. Não sei. Mas, graças ao Sr. André Barcinski, assim que Gibby Haynes começa a balbuciar no início da faixa, logo vem à minha cabeça "vai começar a melhor música de todos os tempos".
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FAIXAS:
  1. "N.W.O." - 5:31 (Jourgensen, Barker)
  2. "Just One Fix" - 5:11 (Jourgensen, Barker, Rieflin, Balch)
  3. "TV II" - 3:04 (Jourgensen, Barker, Scaccia, Rieflin, Connelly)
  4. "Hero" - 4:13 (Jourgensen, Barker, Rieflin)
  5. "Jesus Built My Hotrod" - 4:51 (Jourgensen, Barker, Balch, Rieflin, Haynes)
  6. "Scare Crow" - 8:21 (Jourgensen, Barker, Scaccia, Rieflin, Balch)
  7. "Psalm 69" - 5:29 (Jourgensen, Barker)
  8. "Corrosion" - 4:56 (Jourgensen, Barker)
  9. "Grace" - 3:05 (Jourgensen, Barker)
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Ouça:
Ministry Psalm 69


Cly Reis



segunda-feira, 9 de março de 2009

"Quem quer ser um milionário?", de Danny Boyle (2008)



Sábado fui ver o "Quem quer ser um milionário?".
O filme é bom, mesmo. Bem legal.
Consegue reunir ingredientes interessantes o suficiente para "pegar" o espectador.
Com imagens bem realistas de uma favela indiana e da pobreza em que vivem seus habitantes, o filme apresenta um retrato social cru, retratando toda a dificuldade da vida nas ruas e a violência desse universo, contrapondo no entanto com bom humor em algumas situações inusitadas e divertidas, e com o romance vivido pelo protagonista Jamal e sua amada Latika.
Além destes elementos que garantem o interesse crescente, fica no ar, intercalando com o decorrer da trama, a expectativa sobre o desfecho da participação de Jamal, já adulto, em um programa milionário de perguntas e respostas na TV, no qual ele está prestes a se tornar um milinário, e cujas cenas são apresentados de forma brilhante pelo diretor Danny Boyle (Trainspotting) ora como bastidores, ora como se estivéssemos assistindo na TV, também.
Não é o melhor filme de todos os tempos, não é sequer o melhor dos útimos tempos mas tem méritos os suficiente para ter ganho os prêmios que ganhou neste ano se comparado, por exemplo, ao seu mais forte concorrente "Benjamim Button".
Tenso, forte, dinâmico, romântico, colorido e divertido!
Vale o ingresso.

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Anotem o que eu digo:
um filme assim, com este tipo de retrato social, ganhando a categoria principal do Oscar, acaba de abrir definitivamente as portas para que um filme brasileiro ganhe em breve uma estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, que é tão aspirada por nós brasileiros nos últimos tempos, mas que às vezes dá na trave exatamente porque a academia não gostam muito dessa coisa de realidade social de países mais pobres.
Talvez caia o preconceito, afinal este ano mesmo já cairam alguns como, por exemplo, um deste filme mesmo, que falado parcialmente em outra língua, coisa que eles não aprovam muito para a categoria principal; ou mesmo o tabu de Heath Ledger que foi premiado por uma produção inspirada em quadrinhos, o que também não é muito do gosto da Academia de Artes Ciematogáraficas de Hollwood, além do fato de ser um prêmio póstumo, o que também era uma barreira até então.


Cly Reis

domingo, 8 de março de 2009

PRESENTES

Fui adoravelemente agraciado nestes últimos dias com "mimos" do meu pessoal lá do Sul, mais especificamente meu irmão Daniel e meus primos coloradíssimos, Lê e Lucas.


Do meu irmão recebi pelas mãos da nossa "véia" um CD com tributos a Joy Division/ New Order e ainda do The Smiths do projeto The Strings Quarter Tribute que costuma fazer regravações deste tipo, adaptadas para violinos, de bandas de pop e rock.

Uma jóia!
A execução em cordas das canções do Joy só demonstram o quanto, na sua simplicidade, a banda compunha obras riquíssimas; e no caso do New Order mostra tudo que, eventualmente, algum sintetizador ou programação eletrônica pudessem ter vindo a esconder.
Quanto aos Smiths todo mundo sabe e nota o primor com que Johnny Marr sempre compôs cada melodia e esta qualidade só fica mais evidenciada com este tipo de interpretação.





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Dos primos recebi um maravilhoso livro que para nós da família Reis todo um valor emocional além do aspecto clubístico relevante, por se tratar de uma publicação sobre o S.C. Internacional.
Trata-se do livro "Rolo Compressor", do jornalista gaúcho Kenny Braga, que resgata a história da máquina de jogar futebol dos anos 40, no qual figurou com destaque o craque Adãozinho, nada mais nada menos do que nosso tio.
Não só por conta do tio Adão mas a leitura é deleitosa para qualquer apreciador de futebol e sobremaneira para um colorado.

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Adorei os presentes!
Obrigado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

cotidianas #86 - Carnaval




Segue abaixo um trecho de "Serafim Ponte-Grande" de Oswald de Andrade, que considero uma figura muito bonita sobre o tema, além, é claro de brilhantemente escrita:

"Negros martelam metralhadoras.
Uma trincheira real onde se digere pinga-com-pólvora!
Famílias dinastas d'África, que perderam tudo no eito das fazendas -fausto, dignidade carnavalesca e humana, liberdade e fome
- uma noite acordando com as garras no sonho de uma bateria.
Viva a negrada! Sapeca fogo."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Frango Atirador


Oscar 2009




Gostei muito de ver que Heath Ledger, com sua brilhante atuação como Coringa em "O Cavaleiro das Trevas", levou o Oscar de coadjuvante derrubando as restrições da Academia, não apenas quanto a homenagens póstumas mas também quanto a personagens de quadrinhos.
Mais que merecida premiação.

Também gostei do fato de "O Curioso Caso de Benjamin Button" não ter ganho os principais prêmios, principalmente o de melhor filme. Ainda que reconheça o valor da direção de David Fincher, e mesmo sem ter visto ainda o grande vencedor "Quem quer ser um milionário", no qual aposto mais na qualidade, tenho certeza desde que assisti que "O Curioso Caso..." não tinha essa bola toda pra levar a grande estatueta da noite.

De resto achei a festa meio pobrinha. O Mestre de Cerimônias, Hugh "Wolverine" Jackman até brincou com a situação atual de crise mundial em um dos números musicais mas a coisa toda não me parece ter ficado só no campo da sátira. Acho que a contenção de gastos chegou a Hollywood também.

No geral, mesmo não tendo visto ainda todos os vencedores, me pareceu sem muitas grandes injustiças a premiação.