Chega a ser ridículo pensar hoje que, em 1995, mesmo ano em que o Brasil hipócrita achava engraçadinho os filhinhos-de-papai dos Mamonas Assassinas fazerem apologia ao bacanal e à felação para crianças (pra ficar em apenas dois exemplos incabíveis), os pretos da periferia carioca do Planet Hemp eram taxados de perigosos. Isso porque seu discurso não tinha a intenção de apenas vender falando qualquer baboseira apelativa, mas, sim, de ir à raiz do problema, sem meio-termo. Com palavras-de-ordem como “Legalize Já”, “Fazendo a sua cabeça” e “Aprenda a dizer não”, os caras fizeram um álbum revolucionário que quebrou barreiras sonoras e comportamentais no Brasil democrático e globalizado dos anos 90: “Usuário”. A bandeira não era só a da liberação da maconha, mas também da desigualdade social, da discriminação racial, da midiatização e da corrupção policial e política numa fala altamente engajada e denunciadora. Tudo com muita agressividade, articulação e pegada.
O Planet Hemp foi algo totalmente novo no mercado fonográfico mundial. A começar, tinha nada menos que três rappers como protagonistas. Um deles era o hoje popular Marcelo D2, então um verdadeiro prosador urbano, um poeta do subúrbio cuja lírica alia o grito de revolta do rap à malemolência consciente dos partideiros do samba. Igualmente, BNegão, dono de uma voz possante e ideias não menos, inteligentíssimo e mordaz. Para completar, Black Alien, outro feroz rapper-repentista. A banda se autodefinia como um Raprocknrollpsicodeliahardcoreragga, o que, na verdade, apenas mostra sua diversidade musical. Uniam com desenvoltura rap ao hardcore, funk, reggae, ragga, surf, punk entre outros, mas, como se não bastasse, ainda incluíam ritmos brasileiros. É inegável que se parecem com e não existiriam não fossem Rage Against the Machine, Beastie Boys, Body Counte Cypress Hill, mas essa levada de raiz é um grande diferencial do Planet não só no som, mas na maneira de cantar, no fraseado e nas letras.
Prova dessa gama de influências é a faixa inicial do disco: “Não Compre, Plante”, um funk-rock-soul que podia muito bem integrar algum dos volumes do Tim Maia Racional não fossem os scratches modernos do DJ Zé Gonzales, perfeitos e cirúrgicos como em todo o disco. Na sequência, “Porcos Fardados”, rap com batida sampleada de James Brown, um tiro de escopeta em forma de palavras contra a polícia. Além de citar um dos ídolos de D2 e da banda, Bezerra da Silva ("Você com o revólver na mão é um bicho feroz/ Sem ele anda rebolando e até muda de voz"), manda o recado no refrão: “porcos fardados: seus dias estão contados”.
Depois, a pesada e pegajosa “Legalize Já”, polêmico megasucesso que foi um dos responsáveis por fazer “Usuário” vender 150 mil de cópias. “Deisdasseis”, das melhores, é uma vinheta sustentada só nas vozes e no beat box mas que, pasmem!, não tem ritmo de rap, mas de baião. Sim! Parece um desafio nordestino, mas com sotaque de gurizada carioca (e, claro, com apologia à marijuana). Genial. Esta já emenda com “Phunky Buddha”, um rap-hardcore com scratches fenomenais e a ótima guitarra de Rafael Crespo, além de Bacalhau, na bateria, e Formigão, no baixo, segurando a base super bem – como, aliás, fazem em todo o disco.
“Maryjane”, outra ótima, alterna um hardcore rápido a um funk carregado. A diversidade sonora do grupo surpreende novamente em “Futuro do País”, que começa com um sample de pagode e o canto malandro de D2. A letra, crítica, põe o dedo na ferida, dizendo: “Mas eu queria somente lembrar/ que milhões de crianças sem lar/ São frutos do mal que floriu/ Num país que jamais repartiu (Pátria amada, Brasil)”. Isso, claro, não podia “terminar em samba”. Pois que uma guitarra distorcidíssima surge ao fundo até que, ao final da última estrofe, entra, como se estivesse socando, uma massa sonora de guitarras, baixo, bateria e samples, transformando-a num rock que parece as melhores e mais pesadas coisas do Ministry.
Outro hit, a clássica “Mantenha o Respeito”, traz um refrão poderoso, daqueles que incendeiam qualquer show. “Mutha Fuckin' Racists”, em inglês e bem ao estilo Body Count , alternando hip hop, heavy metal e hardcore, antecede a, para mim, melhor do disco e da banda. “Dig Dig Dig (Hempa)” é, sem dúvida, um dos clássicos do rock nacional. Primeiro que só rock não é a melhor definição. Ela começa com uma batida marcada de baião, até que, no primeiro refrão, muda radicalmente para um reggae. O ritmo nordestino retorna na segunda sessão de versos, mas, no refrão seguinte, surgem as guitarras possantes e pesadíssimas para formar um funk-rock de tirar o fôlego. Outra ideia genial é que a letra do refrão varia. No segundo, por exemplo, D2 cita nada mais, nada menos que versos de “Zumbi”, o clássico samba-rock do LP "Tábua de Esmeraldas" de Jorge Ben, fazendo referência não só ao som do mestre, mas à negritude e à importância histórico-social do líder negro para o discurso contemporâneo do Planet.
Mudando totalmente a textura sonora apurada, o craque produtor Mario Caldato Jr. (corresponsável por toda a engenharia de estúdio dos Beastie Boys pôs a banda ao vivo no estúdio para tocar a instrumental “Skunk”, com show de guitarras de Crespo e que ficou, propositalmente, com cara de faixa demo. “A Culpa É de Quem?” cai no rap novamente, e aí quem se destaca, além dos rappers, é Zé Gonzales, que varia o tipo de batida e os elementos sonoros. Para terminar, o hardcore acelerado “Bala Perdida”. Perfeita.
Afora as polêmicas, prisões e censuras que gerou, é evidente que “Usuário” trouxe à tona discussões então superficializadas ou até evitadas, denunciando a infinidade de coisas erradas que o sistema político do Brasil faz questão de manter para poder explorar. Dentro disso, mordazes e desafiadores, os rapazes do Planet Hemp foram muito além da imagem de adolescentes maconheiros querendo fumar sua cannabis sem parecer criminosos, pois colocaram na mesa uma série de questionamentos fundamentais para quem quer um mínimo de igualdade social em terras brasileiras. Lá pelas tantas, eles dizem: “Não vou ficar calado porque está tudo errado/ Políticos cruzam os braços e o país está uma merda/ Trabalho pra caralho e fumo minha erva/ E aí eu te pergunto/ A culpa é de quem?”
E aí eu lhes pergunto: a culpa é de quem?
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FAIXAS: 1. "Não Compre, Plante!" 4:12 2. "Porcos Fardados" 3:06 3. "Legalize Já" 3:01 4. "Deisdazseis" 0:46 5. "Phunky Buddha" 2:50 6. "Maryjane" 2:10 7. "Planet Hemp" 0:26 8. "Fazendo a Cabeça" 3:20 9. "Futuro do País" 3:39 10. "Mantenha o Respeito" 3:17 11. "P... Disfarçada" 2:26 12. "Speed Funk" 1:24 13. "Mutha Fuckin' Racists" 3:45 14. "Dig Dig Dig (Hempa)" 1:53 15. "Skunk" 3:35 16. "A Culpa É de Quem?" 3:48 17. "Bala Perdida" 2:33 18. "Sem título" (faixa oculta no final do álbum) 1:26
Merry Christmas at all, folks!!
O ano e 1957. O frio e a nevasca natalina consolidam um ano
de prosperidade norte-americana.
Assim como foi 1956, e seriam 1958, 59, 60 e por ai adiante…
O avanço ‘tecnológico’, a supervalorização econômica, a
sistematização urbanística e viária a todo o vapor, atravessam as imensidões
latifundiárias e as planícies desérticas do país mais promissor do planeta
naquele período de ressaca pós a segunda Grande Guerra.
A maior festa cristã sempre foi levada muito a sério e com
muita tradição de norte a sul dos Estado Unidos. Por falar em sul, e justo lá
que a grande ironia natalina se faz presente. Sob mensagens de paz, amor e
respeito ao próximo que sempre bordaram o conceito do natal cristão, as
diferenças e o preconceito racial permanecem alheios a tudo e a todos. Santa
Claus dos brancos não e o mesmo Santa Claus dos negros – mas que antagonismo
provinciano, não!?
Pois eis que o grande representante da simbiose musical
sulista traz ao comércio, e consequentemente, para dentro da casa de cada
cristão desenganado a estes tão significativos detalhes, uma rajada de peso,
agressividade, lamento, oração e ternura.
Quem mais poderia naquele momento se fazer infiltrar nos
lares mais reacionários e conservadores, justo no natal, com esse coquetel de
elementos ‘nefastos’ em um álbum musical natalino?!
PoisElvis Presley , já bem amadurecido dos seus primórdios
anos; 1953 e 1954, quando ainda era nada mais que um ‘hillbilly cat’, lança o primeiro de dois álbuns natalinos de sua
carreira, e abre a primeira faixa do lado A do “Elvis Christmas Álbum” com um
verdadeiro tiro de bazuca no pinheirinho de natal: "Santa Claus is Back in
Town", justamente foi escolhida pelo próprio para ser a faixa de abertura.
Um Rhythm n’ Blues de pegada forte; bateria marcante e cadência ritmada por um
piano travestido de ‘menino bonzinho’
aos primeiros segundos de arranjo com os vocais; já na sequência, como faixa 2,
para amenizar uma possível aterradora impressão, sua voz ganha suavidade e
ternura na talvez a mais clássica e tradicional canção de natal norte-americana
de todos os tempos: "White Cristmas".
Basicamente sob este enfoque elementar, este álbum reúne
doze canções natalinas na sua maioria seculares, das quais seis se encontram no
lado A, somando-se a duas no lado B, mais quatro canções gospel, das quais duas
se encontram anteriormente presentes no seu álbum "Peace In The
Valley".
"Elvis Christmas Album", acima de tudo, não tem
compromisso com o Natal do católico ou do mórmom, muito menos com o do branco,
do índio ou do negro, este ÁLBUM FUNDAMENTAL tem compromisso com a síntese de
uma obra de rock atemporal. Reconhecer Elvis Presley como base da sustentação
do Rock n’Roll e acima de tudo um dever cívico. E antecedentes históricos
mostram, que este foi o grande expoente de uma geração que ainda engatinhava sobre
os processos compositivos musicais e tecnológicos de estúdio e gravação, que
ainda hoje, passado meio século de existência, buscam essa fonte como
inspiradora.
porGulherme Liedke
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FAIXAS:
1. Santa Claus Is Back In Town 2. White Christmas 3. Here Comes Santa Claus (Right Down Santa Claus Lane) 4. I'll Be Home For Christmas 5. Blue Christmas 6. Santa Bring My Baby Back (To Me) 7. O Little Town Of Bethlehem 8. Medley 9. (There'll Be) Peace In The Valley (For Me) 10. I Believe 11. Take My Hand, Precious Lord 12. It Is No Secret (What God Can Do)
Formação em 1957:
Elvis Presley – vocals, guitar
Scotty Moore – guitar Gordon Stoker - piano, backing vocals Dudley Brooks - piano Hoyt Hawkins - organ Marvin Hughes - piano Bill Black – bass D. J. Fontana - drums Millie Kirkham - backing vocals The Jordanaires - backing vocal
Guilherme Liedke é artista gráfico e musico; formado em arquitetura, trabalha com ilustração, edição e pintura. Sua veia artística se estende também à área musical fundamentada nas vertentes dos anos 40 e 50. Nascido e criado em Porto Alegre, foi também uma das vozes ativas, nos duros anos 80 e 90 da torcida colorada na Zona Norte da capital; quarto distrito. Grande amigo, talentosíssimo, inteligente e bem-humorado cuja participação em meu blog muito me honra. Que venham outras. O espaço estará sempre à disposição.
As pancadas de um espancamento que vão-se acelerando até se
incorporarem à batida de “Mr. Self Destruction”, música que dá início ao disco “The Downward Spiral” (1994), servem de
aviso para prevenir que o que virá a partir de então é uma pancadaria total.
Aliás, o próprio nome desta primeira faixa também é muito sintomático e
anunciatório sobre o teor e conteúdo da obra: as letras dolorosas,
desesperadas, inconsequentes, desesperançosas afiançam, sem esforço, a
auto-destruição anunciada por Trent Raznor.
Sob atmosferas de caos sonoro, peso absurdo, guitarras
distorcidas ao extremo, torrentes de ruídos e efeitos, Trent Raznor, o “Homem-NIN” visita estilos como o hip-hop, o dance, o gótico, o punk sem em
momento algum deixar de ser impactante, inquietante, perturbador.
A mencionada “Mr. Self Destruction” é uma sinfonia do caos
com suas guitarras barulhentas juntando-se ao que parece ser todos os efeitos
e ruídos de estúdio possíveis que alguém conseguisse produzir, até explodir em
êxtases infernais. “Piggy”, cuja inspiração, o assassinato de Sharon Tate pelo grupo fanático de Charles Manson, já pode ser considerada no mínimo sinistra , gravada inclusive, como
todo o restante do álbum, na casa onde o crime aconteceu,
é lenta, às vezes quase sussurrada, mas ao final irrompe em evoluções ensandecidas
de bateria, num solo primoroso e inspirado do próprio Trent.
“Ruiner” abre com um batidão rap mas logo ganha contornos
naturalmente furiosos com um refrão impiedosamente gritado, extraído do ponto
mais fundo de sua garganta. A acelerada “March of Pigs” impressiona pela
selvageria e pelo seu tempo de bateria completamente inusitado, ao passo que o
hit “Closer”, com seu ritmo compassado e bases eletrônicas variadas, quase
choca pela agressividade da letra pervertida, sádica, masoquista e explícita.
O caráter predominantemente eletrônico de “The Becoming”
talvez esconda o primor da composição extremamente elaborada e bem arranjada, mostrando
toda a capacidade de um músico de formação clássica que faz barulho porque quer
e não porque não sabe fazer música, como muitas vezes se pensa de roqueiros.
Introduzida por sons de um elevador, “Reptile” é um exemplar bem característico
do chamado metal industrial, numa composição inteligente fundindo peso, tecnologia e ritmo. Outra nesta linha, cheia de sons mecânicos, ruídos, barulhos estranhos e maquinários, é a do título do disco, "The Downward Spiral", uma peça bem experimental que remete ao solo de piano do final de "Closer" e, de certa forma ao violão de "Hurt".
Outra que merece referência especial é “I Do Not Want This” com seus loops de
bateria interessantíssimos, muito bem elaborada, evoluindo e culminando em outro final ensurdecedor, numa fusão aterradora de efeitos, guitarras e ruídos como o NIN, acima de qualquer outro, é especialista em fazer. Ainda temos “Big Man With a Gun” insana, gritada,
frenética, selvagem; a ótima instrumental, “A Warm Place”, que é um pequeno oásis de tranquilidade em meio ao apocalipse; “Eraser”,
muitíssimo bem construída; e a já clássica, “Hurt”, que viria a ser imortalizada
anos depois por Johnny Cash, fechando o disco sussurrada entre o som de um
piano e o barulho do vento, numa canção lamentosa e dolorida.
Se o Nine
Inch Nails já tinha produzido o
melhor exemplar de música industrial com o EP "Broken"
, neste álbum, “The Downward Spiral”, aprimorava então a fórmula e apresentava
um trabalho mais completo, encorpado e definidor. Aquilo era o tamanho do
potencial de Trent Raznor, aquilo era o melhor do industrial e, sobretudo,
aquilo era definitivamente Nine Inch Nails.
E aí, cambada, já fizeram tudo o que tinham pra fazer?
Já passaram a mão na bunda daquela vizinha gostosa? Já compraram uma Ferrari pra pagar em duas prestações? Já mandaram o chefe pr'aquele lugar?
Não?
Então aproveitem e façam tudo o que tiverem pra fazer porque amanhã Eu vou acabar com essa palhaçada toda.
Ah, quer saber: cansei disso tudo!
Administrar um mundo dá muito trabalho. Essa merda vive dando problema de inundação de tremor, de tubulação de lava vazando, problema disso e daquilo. Meu Eu, Assim não tem Santo que aguente!
Até pedi pro Jobs, o Steve, que saca dessas coisas de tecnologia e tal, quando subiu pra cá, pra dar uma olhada no sistema, ver o que dava pra fazer, pra consertar isso tudo. Aí ele me disse que o software era muito antigo, que tava ultrapassado e que ia ter que reformatar, limpar o HD e coisa e tal. Até tentei olhar vocês e perguntei se teria como dar um SAVE pelo menos no programa cerumano.exe que eu tinha criado com tanto carinho, mas ele me disse que exatamente esse é que era o pior, que dava pau toda hora (mas também dava outras coisas), que tava cheio de defeitos, de vírus (HIV, Ebola, Gripe Suína do Frango, etc.) e que não tinha mais Salvação. Aí, ó, optei por deletar TUDO e reinicializar com um programa mais avançado que o pessoal tá desenvolvendo aqui, o GodEarth2.
Perdoem este Senhor, mas Eu sei o que faço. Não dá mais.
Além do mais... tá tudo uma bagunça:
Ele é ela e ela é ele; se matam porque esse reza pra um e aquele reza pra outro; quando tá calor reclamam que tá calor, quando tá frio reclamam que tá frio; o Corinthians foi campeão da Libertadores; um argentino é o melhor jogador do mundo; um coreano é o maior sucesso pop do momento com um dança ridícula; tem homem tão raspando peito, suvaco e a bunda e ainda acham que é macho; tem Tchu e tem tchá; o Big Brother tá aí de volta... Ó, quer saber? Larguei!!!
Desisto.
É com muito pesar que faço isso porque apesar disso tudo Eu gosto disso aí. Ficou bom. As montanhas, o mar, todas as espécies, cada partezinha do corpo de vocês trabalhando como um relógio. E as mulheres? Ah, as mulheres... Vocês tem que admitir que eu me superei, não? E bastou só uma costelinha do Dandão (que é como eu chamava o Adão, na época) pra fazer essas obras primas. Bom, a cabeça Eu nunca consegui regular muito bem, mas isso é só um detalhe.
Mas isso tudo Fui Eu que criei. Sozinho e em sete dias. Bom,... em seis porque no domingo eu sentei pra assistir futebol porque Eu também sou filho de... Bom, eu não sou filho, quero dizer, Eu sou... Ah, deixa pra lá!
Dá uma pena de... Puff!!! Mandar tudo pelos ares (se bem que Eu ainda não decidi como é que vou fazer. Se vai ser uma nova glaciação, uma super explosão, um novo dilúvio...).
Sei lá... Tenho recebido tantos pedidos, rezas, súplicas, orações que até tô pensando em, de repente, deixar pra próxima. No fundo sou um sentimental. O mundo é ruim mas é bom. No fundo, vocês Me divertem. Me divertem, é serio!
Vamos ver, vamos ver. Vou pensar até amanhã.
**************************************** Últimos desejos, recados, confissões, arrependimentoscontrições para god@voxdei.gov
Editora Multifoco lança coletânea em homenagem ao Sport Club Internacional
O
livro "Colorados – Nada Vai Nos Separar"
reúne textos de torcedores apaixonados pelo Inter de Porto Alegre.
.
A partir da segunda quinzena do mês de dezembro de 2012 estará disponível
para venda a coletânea Colorados – Nada
Vai Nos Separar, o mais recente lançamento da Editora Multifoco. O livro
reúne 19 textos de torcedores do Sport Club Internacional, cada qual contando
suas histórias de amor e fidelidade pelo colorado.
A ideia surgiu da cabeça – e, segundo a própria, principalmente do
coração – de Jana Lauxen, escritora, editora e, sobretudo, colorada, que
decidiu homenagear seu time fazendo aquilo que gosta de fazer: escrevendo.
- Não é de hoje que escrevo sobre o Inter e, na internet, tive a
oportunidade de conhecer outros autores colorados e blogs, alguns inclusive
especializados no Internacional, e achei que, assim como eu, haviam outros
torcedores com muitas aventuras e desventuras para contar sobre o Inter.
Segundo a organizadora da obra, o livro relata um pouco sobre a história
do clube, fundado em 1909, a
partir da visão e da vivência de sua torcida:
- A história do Inter é incrível. Trata-se de um clube criado justamente
por que o povo (negros, estrangeiros, pobres e renegados em geral) não
encontrava espaço nem para torcer, nem para jogar no coirmão Grêmio, que era,
na época, um clube de elite. Logo, a história do Inter é também a história de
seus torcedores, pois os colorados sempre participaram como protagonistas na biografia
de seu time. Não somente viram a história acontecer, mas fizeram esta história acontecer.
O título da obra reproduz um dos cânticos mais populares da torcida do Internacional,
que diz ‘colorado, colorado, nada vai nos
separar, somos todos teus seguidores, para sempre eu vou te amar’.
Mas por que colorados, no plural, e não colorado, no singular, como é no
original da canção?
- É uma alusão, uma homenagem ao torcedor colorado. Costumo dizer que,
por trás de um grande time, sempre há uma grande torcida. Se o torcedor é o
décimo segundo jogador, é fundamental que ele honre esta condição, vista de
fato a camiseta e colabore para levar seu time para frente, para cima; nunca
para baixo.
Os textos reunidos na obra vão desde a gloriosa conquista do Campeonato
Brasileiro em 1976, passando pelo Mundial de Clubes FIFA em 2006 e da
Libertadores 2010, até os tragicômicos anos 90, sempre sob a ótica do
torcedor.
O que termina por aproximar o leitor dos autores, pois todas as histórias
narradas no livro poderiam ter sido contadas em uma roda de amigos, em uma mesa
de bar.
- O mais legal é esta justaposição, esta identificação. Enquanto recebia
os textos, na fase seletiva da coletânea, ia lendo e me divertindo, pois também
vivi aquelas emoções; logo, entendia as histórias de maneira muito peculiar.
Você se identifica, se aproxima do autor, e é como se, enquanto colorados,
tivéssemos vivido juntos aquelas histórias. E vivemos. Agora elas ficarão
registradas em livro, para que colorados de gerações futuras possam ler e
conhecer seu time sob a visão de sua torcida.
Jana Lauxen ainda sublinha o fato de o livro reunir textos de colorados
de 60, e de 15 anos também, o que torna a obra ainda mais especial, já que tem
histórias de todas as fases do clube.
Em formato pocket, a coletânea Colorados
– Nada Vai Nos Separar custa R$25, e pode ser adquirida através do site da Editora Multifoco,
ou através do e-mail clyreis@gmail.com.
Todas as estantes coloradas deste Brasil merecem guardar este registro
extraoficial e cheio de dedicação, feito pelos grandes torcedores, deste grande
time que é o Sport Club Internacional.
Participam da coletânea "Colorados
– Nada Vai nos Separar"os seguintes autores:
Clayton Reis Rodrigues * Beto Canales * Caroline de Souza Matos * Cícero Pereira da Silva * EduardoSauner * Eliane Becker * FábioAraujo * Jana Lauxen * Jeremias Soares * Jorge Dimas Carlet * José
Paulo Pinto * Luciana Lima da Silva * Lulu Penteado * MárcioMórGiongo * MaxPeixoto * Natalia Hoffmann
* Poliana Patricia Glienke * Rosália
Speck * Sinara Foss
Assisti ontem a “O
Espetacular Homem-Aranha” que de espetacular não tem nada. Ruim, ruim,
ruim, ruim,... e eu poderia ficar escrevendo ruim ao longo do texto inteiro e
ainda assim não exprimiria o quanto o filme é terrível. Com quinze minutos de filme eu já estava desesperado! Só assisti até o final pra ver onde é que aquela porcaria ia dar. Não tem nenhum ganho, benefício,
vantagem em relação à franquia anterior dirigida por Sam Raimi. Pra que um remake (ou reeboot, chamem como quiserem) de um filme como este, de sucesso,
que não decepcionou, que não deu prejuíííízo, tão cedo? Me diz? Sob o tolo
pretexto de rejuvenescer o personagem entraram na onda dos ‘crepúsculos’ da
vida e fizeram mais um filmeco juvenil cheio de briguinhas, conflitos, punhetas,
namoradinhas e espinhas na cara e,... sinceramente, olha, eu não tenho mais
idade pra isso.
Uma pena mesmo foi o promissor diretor Marc Webb, de "(500) Dias com Ela" ter se sujeitado a isso, a embarcar numa porcaria dessas, desperdiçando toda a
capacidade que havia mostrado, por exemplo, de desestruturar um
roteiro, de explorar as relações humanas, de conduzir bem as personagens, características
estas que não passam nem perto desse tal “Espetacular”. É, Hollywood é assim mesmo...
Pra não dizer que não achei
nada bom, a caracterização física do Lagarto ficou bastante boa, ganhando a
dose certa entre o humano e o aterrorizante; e algumas cenas com câmera on-board no próprio aracnídeo mascarado
que ficaram bem interessantes e deram uma dinâmica diferente, aí sim, criando algum
diferencial em relação ao Aranha anterior, mas acho que o recurso poderia ter
sido mais bem explorado e utilizado mais vezes. Só isso. No mais...
Conheci esse disco no antigo programa “Base Sonora" da
Ipanema FM de Porto Alegre. Tocou na íntegra e gravei em cassete na época. Só
agora, anos depois, tomei vergonha na cara e comprei o CDzinho que, inclusive
traz uma série de bônus.
Sempre curti muito esse disco, o "A Quick One", de 1966, porque, embora goste de toda a
elaboração do som do Who, este disco soa mais básico, mais rápido, canções mais
agitadas, mais curtas, ainda sem toda aquela complexidade quase operística que
marcaria posteriormente o trabalho da banda. Exceção feita à músioca que empresta o nome ao disco,
mais longa e complexa com partes e entrepartes, o resto é rock’n roll básico
com influências de surf-music, rockabilly, de cultura pop e é claro, de blues, como não podia deixar
de ser no trabalho da banda, mas aqui bem mais sutilmente.
Conferidas especiais em “Run, Run, Run” bem 'surfistinha'; na
engraçada “Boris the Spider”, do baixista John Entwistle com seu instrumento bem em
evidência, bastante grave e acentuado; na esquisita, psicodélica e teatral “Cobwebs and Strange” com show
particular na bateria do autor, Keith Moon; para a cover de Martha and the Vandellas,“Heatwave”; e para o rock gostoso “Don’t Look
Away”de Townsend.
O detalhe é que a reedição de 1995 também traz ótimos
registros como a ótima “Doctor, Doctor”, também de Entwistle; as covers muito
legais “Bucket T” e “Barbara Ann”; “Happy Jack” numa versão acústica; uma
versão alternativa de “My Generation” misturado com o hino "Land of Hope and Glory"; além de uma regravação muito bacana do
tema do seriado Batman de Neal Hefti. De primeira!
A fase óperas-rock
do Who é genial, é certo, mas um disco como este, “A Quick One” bem simples,
mais cru, mais bobinho, menos pretencioso, de composições mais variadas, também é muito legal de se curtir. Recomendo.
E então,.. topam essa 'rapidinha'?
Finda a 58ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, no último dia 18 de novembro, o Daniel Rodrigues, meu irmão e parceiro de blog me mandou este poema inspirado no cortejo final da feira, no último dia do evento. Eu, blogueiro negligente, esqueci do e-mail na minha caixa de mensagens e não o publiquei em tempo, nos dias seguites ao encerramento, o que daria um sentido mais presente ao texto. No entanto, revelando ao autor meu descuido e fazendo minha mea-culpa a ele, perdoando-me, chegou à conclusão que seu poema tem elementos tão naturalmente cotidianos que não se prenderiam necessariamente àquele evento que refere, com o que eu concordo plenamente, Enfim, embora, um pouco atrasado, mas ainda muito válido, segue o poema "Fim de Feira" de Daniel Rodrigues.
Fim de Feira
Rua Pinheiro Machado, Porto Alegre, 1915
Palma espalmada sobre a vulva
Dela E um leve sorriso desinibido. O vento lufa quente, esquentando, frio E da lá da matilha algum preto do povo grita Aquilo que sai como um canto:
- Tava ditráis do banco!
E os olhos se arregalam Comixam os colhões Pedra quente na palma, ajuntada dali
Nossa: Quanta esbórnia! Isso tudo por que Estavam cortejando a praça.