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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Copa do Mundo The Cure - Semifinais

"Acerte o seu aqui que eu arredondo o meu aqui!"
Vão começar as semifinais do torneio musical mais empolgante da internet. A Copa do Mundo The Cure chega à sua reta final.
Foram sorteados os confrontos da penúltima fase e, como era inevitável, só saiu caroço.
A surpreendente M, que derrubou Just Like Heven na fase anterior pega a forte The Walk que, confirmando sua condiçaõ de um dos grandes hits da banda, tirou do caminho algumas grandes candidatas; e a favorita A forest pega a impecável Push que conta com grande torcida.
Nesta fase, todos os quatro cureólogos, Daniel Rodrigues, Christian Ordoque, Anderson Reis e Cly Reis, analisaraão as duas partidas e chegarão a um consenso sobre os finalistas, e é claro, levaremos em consideração as manisfestações, predileções, palpites e torcidas dos amigos pelo Facebook.
Confira abaixo a tabela das semis e o clipe de cada uma para que você também faça sua escolha.
"Está valendo!"







M

X

THE WALK
 





PUSH

 X


A FOREST
 

domingo, 13 de abril de 2014

John Lee Hooker - "House of the Blues" (1959)



"John Lee Hooker é um daqueles caras
 que sabe o que é ter o blues,
e como mostrá-lo. 
A prova de que ele pode fazer isso
com estilo individual, força dramática e balanço crescente pode ser comprovado nesta coletânea, que deve ser considerada como um dos grandes álbuns de blues dos últimos anos."
nota da contracapa do
LP origianl de 1959


A voz rouca, o estilo quase falado de cantar, a marcação com o pé, um blues ao mesmo tempo primário e sofisticado, todas estas são marcas registradas de John Lee Hooker, uma das maiores lendas do blues e um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Em 1959 esse cara lançava seu primeiro álbum, "House of the Blues", na verdade, uma coletânea de gravações avulsas realizadas de 1951 a 1955, com algumas faixas impressionantemente muito bem produzido e mixadas para os recursos da época, o que, de forma alguma, pelo bom aparato técnico, fazia perder a característica bem 'raiz', da música do cantor.
Como cartão de visitas, o disco abre com "Walkin' the Boogie ", um blues elétrico, experimental, que um ouvinte menos avisado poderia tranquilamente confundir com Jimmi Hendrix, e que revela bem essa ambiguidade entreo apro técnico e crueza. Também é exemplo de boa produção, a ótima "It's My Fault" com seus efeitos na voz e na guitarra e acompanhamento de piano ao fundo.
"Union State Blues", com seu solo insistente de guitarra; a belíssima "Sugar Mama" e a ótima "Louise" fazem a linha mais tradicional do cantor, em canções mais básicas, mais cruas, no modelo voz, guitarra, e marcação.
Ainda valem destaque a boa "Rumblin' by Myself" que inicia já com aquele 'mugido' característico de Hooker; o show do violão no blues acústico "Grounfd Hog Blues"; o bles/rock embalado "High Priced Woman"; e o rock'n roll de beira de estrada, quase à Chuck Berry, "Women and Money", que fecha a conta.
Grande disco de blues/rock que sempre tive vontade de ter e que, dia desses, passando pelos usados de uma loja que frenquento, dou de cara. "Ôpa! Só se for agora". Mais um ÁLBUNS FUNDAMENTAIS para a prateleira. Tá lá.
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FAIXAS:

  1. Walkin’ The Boogie
  2. Love Blues
  3. Union Station Blues
  4. It’s My Own Fault
  5. Leave My Wife Alone
  6. Ramblin’ By Myself
  7. Sugar Mama
  8. Down At The Landing
  9. Louise
  10. Ground Hog Blues
  11. High Priced Woman
  12. Women And Money
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Projeto para Estádio do E. C. Cruzeiro de Porto Alegre - de Clayton Reis (2002)








Em tempos de Copa Do Mundo, de reinauguração de estádio em Porto Alegre e da consolidação de novas arenas esportivas pelo Brasil afora, aproveito aqui a seção de arte do blog para mostrar os croquis do meu trabalho de diplomação no curso de Arquitetura e Urbanismo, apresentado em 2002. Trata-se de um projeto hipotético no qual eu propunha a utilização da área do tradicional estádio do Cruzeiro, conhecido como Estrelão, no Morro Santana, com uma expansão para o terreno baldio atrás dele, para a construção de uma nova arena multiuso com capacidade para 28 mil pessoas, que seria utilizada (ficticiamente, é claro) pelo clube podendo abrigar jogos da dupla Grenal, da Seleção Brasileira, shows ou outros eventos. É claro que o Cruzeiro de Porto Alegre, carinhosamente chamado de Cruzeirinho, não teria nem torcida o suficiente para colocar numa arena como esta. Volto a frisar que tratava-se de um projeto de conclusão e que, como proposta deveria se fundamentar e se justificar. Meu material final acabou se extraviando em parte, mas apresento aqui alguns croquis perspectivo que ilustram o projeto:

O grande largo de acesso pelo lado da Avenida protásio Alves

Vista interna das tribunas de honra

Vista do nível do campo

Vista do estádio pelo lado do estacionamento

REIS, Cly
(técnica mista - 
grafite, esferográfica, caneta nanquim,
hidrocor e lápis aquarelado)
2002


cotidianas #285 - Linha de Passe



Toca de tatu, lingüiça e paio e boi zebu
Rabada com angu, rabo-de-saia
Naco de peru, lombo de porco com tutu
E bolo de fubá, barriga d'água
Há um diz que tem e no balaio tem também
Um som bordão bordando o som, dedão, violação
Diz um diz que viu e no balaio viu também
Um pega lá no toma-lá-dá-cá, do samba
Um caldo de feijão, um vatapá, e coração
Boca de siri, um namorado e um mexilhão
Água de benzê, linha de passe e chimarrão
Babaluaê, rabo de arraia e confusão...
Eh, yeah, yeah . . .
(Valeu, valeu, Dirceu do seu gado deu...)
Cana e cafuné, fandango e cassulê
Sereno e pé no chão, bala, camdomblé
E o meu café, cadê? Não tem, vai pão com pão
Já era Tirolesa, o Garrincha, a Galeria
A Mayrink Veiga, o Vai-da-Valsa, e hoje em dia
Rola a bola, é sola, esfola, cola, é pau a pau
E lá vem Portela que nem Marquês de Pombal
Mal, isso assim vai mal, mas viva o carnaval
Lights e sarongs, bondes, louras, King-Kongs
Meu pirão primeiro é muita marmelada
Puxa saco, cata-resto, pato, jogo-de-cabresto
E a pedalada
Quebra outro nariz, na cara do juiz
Aí, e há quem faça uma cachorrada
E fique na banheira, ou jogue pra torcida
Feliz da vida
Toca de tatu, lingüiça e paio e boi zebu
Rabada com angu, rabo-de-saia
Naco de peru, lombo de porco com tutu
E bolo de fubá, barriga d'água
Há um diz que tem e no balaio tem também
Um som bordão bordando o som, dedão, violação
Diz um diz que viu e no balaio viu também
Um pega lá no toma-lá-dá-cá do samba
Do samba, do samba, do samba, do samba
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"Linha de Passe"
(letra: Aldir Blanc, música: João Bosco)

sábado, 12 de abril de 2014

Copa do Mundo The Cure - Semifinais

Bem amigos do clyblog,chegamos às semifinais do torneio mais espetacular da internet brasileira, a Copa do Mundo THE CURE.
Apenas quatro sobreviveram e chegaram até esse momento decisivo. Se até agora os jogos eram divididos igualmente entre os cureólogos estudiosos, nas semifinais, todos decidem todos os jogos. É aguradar pra ver o que vai dar
Na análise dos nossos comentaristas, conheçam os quatro classificados:


Daniel Rodrigues :
LOVESONG x THE WALK
"Na lógica. “The Walk”, que desclassificou uma forte concorrente e até melhor do que esta nova adversária, “Lullaby”, na fase anterior, faz prevalecer seu volume de jogo. Vitória de 2 x 1 sem contestação."
THE WALK CLASSIFICA.


Anderson Reis:
PUSH x THE HANGING GARDEN
"Nossa! Foi dificil mas "Push" passa. Ela foi mais especial pra mim."
PUSH CLASSIFICA

Christian Ordoque :
FRIDAY I'M IN LOVE x A FOREST
"Música do disco Wish, "Friday" foi importante no renascimento pop/comercial do Cure. Música solar, faceira e alegre ! Perde feio para A Forest. A desigualdade é tamanha que A Forest mete 5 a 0 e só não fez mais pq tirou o pé de acelerador e colocou vários reservas no meio do segundo tempo. Foi um massacre. Time grande contra time faceiro dá nisso. A Forest chega com consistência nas Semi-Finais por ser uma música que melhora ano após ano."
A FOREST CLASSIFICA


JUST LIKE HEVEN x M
"Just Lik Heaven é uma música perfeita. Boa introdução, refrão gostoso, um riff tão legal que é quase um mini-solo, um teclado lindo, etéreo e divinal, e uma interpretação bárbara do Bob. Talvez por isso tudo tenha entrado em campo se achando, imaginando que a qualquer momento mataria o jogo. Mas, não! M bate no peito e diz, "o que é que eu tenho menos que esses caras?". M tem uma introdução fantástica com aquele riff que culmina na entrada do efeito de sintetizador, uma levada belíssima e contagiante sempre entremeada pela quabra no synth, uma interpretação vocal igualmente espetacular, um teclado discreto mas preciso e um final crescente e empolgante. Junto com Play for Today, que já caiu, talvez sejam os melhores exemplos do pós-punk do Cure. Enquanto JLH fica naquele "You-u-u...", M destroça naquele solo final majestoso e faz 1X0, no apagar das luzes."
M CLASSIFICA



classificadas: THE WALK, PUSH, A FOREST e M
*os confrontos das semifinais  serão conhecidos por sorteio.

Aguardem!



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Pix

Copa do Mundo The Cure - quartas-de-final

E saíram os confrontos das quartas-de-final da Copa do Mundo The Cure:
Uma das favoritas, LOVESONG encara a valente THE WALK que vem derrubando bons adversários; outra das cotadas para o título, JUST LIKE HEAVEN pega M, uma das poucas que vieram da pré-fase; PUSH,que também veio desde a preliminar, e já derrubou gigantes como why Can't I Be You, encara a forte HANGING GARDEN; e, por fim, o favoritismo de A FOREST será finalmente posto à prova contra a fortíssima FRIDAY I'M IN LOVE, no confronto que, me parece, o mais difícil da fase. Mas todos são dureza. Não tem mais refrsco para ninguém.
Apenas como curiosidade, como M e A FOREST não se encontraram nessas 4ª.-de-final, ainda é possível haver 'clássico local', ou seja, músicas do mesmo disco, numa final. vamos ver o que vai dar.
As decisões, como desde o início da comeptição, estão nas maões de 4 cureólogos especializados, este ilustre blogueiro que vos escreveDaniel RodriguesChristian Ordoque e Anderson Reis, cabendo, nesse caso, um jogo para cada: LOVESONG x THE WALK para o Daniel, FRIDAY I'M IN LOVE x A FOREST para o Christian, PUSH x THE HANGING GARDEN com Anderson Reis e JUST LIKE HEAVEN x M, cabendo a mim.
Confira abaixo a tabela das quartas-de-final da Copa The Cure:



“Antonio Dias – Potência da Pintura” – Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre/RS







"Estudos pictóricos de antônio Dias"
Estivemos Leocádia Costa e eu numa das exposições daquelas que nos dissemos: “não podemos deixar de ir”. Pois a referida mostra é “Potência da Pintura”, do artista plástico paraibano Antonio Dias, que está na Fundação Iberê Camargo até 18 de maio. Vimos obras deste craque da arte contemporânea em dois momentos quando estivemos no Rio de Janeiro em 2013: na grande (e até dispersiva) mostra coletiva “O Colecionador”, no MAR (Museu de Artes do Rio de Janeiro), no Rio, e na sucinta (mas bela) exposição "Biografia Incompleta", no MAC (Museu de Arte Contemporânea), em Niterói, a qual me motivou a escrever sobre à época. Portanto, a oportunidade de rever Antonio Dias e numa individual na nossa cidade é um programa dos que consideramos imperdíveis. 
De fato, valeu a pena a visita. Com curadoria do crítico e historiador Paulo Sergio Duarte, apresenta um recorte da produção mais recente de Dias. São pinturas e esculturas produzidas entre 1999 e 2011 que revelam os questionamentos atuais do artista, que se volta com força para as questões pictóricas do pigmento, do plano e da composição. Porém, não deixando de lado a ideia de tridimensionalidade (característicos de sua produção dos anos 60 e 70, mais conhecida pelo público), uma vez que usa elementos da estrutura de objetos bidimensionais de forma sutil em quadros e esculturas que se descolam do tempo, do simples “aqui e agora”, reelaborando outra (e talvez improvável) dimensão temporal. As linhas dos quadros, impositivamente retas, se conjugam entre si ora para trás, ora para frente, criando duas ou até três “camadas” de tempo, encaixando-se, sobrepondo-se, desafiando-se umas às outras.
"Gigante dormindo e cachorro latindo"
No texto do curador, este questiona com perspicácia o “valor” cronológico da recentidade das obras de Dias, subjetivando tal aspecto: “O que temos diante de nossos olhos não é uma acumulação de trabalho, nem a acumulação de um patrimônio tal como o capital de um portfólio de aplicações nas bolsas de valores; o que temos é o resultado mais recente de uma luta simbólica entre a matéria e o pensamento que atravessou muitas brigas até chegar a esse ponto; esse é o trabalho do artista”.
Criada na geração de artistas dos anos 50/60 que reelaboraram a maneira de ver a modernidade e seus ícones: sexo, violência, capitalismo, tecnologia, segregação político-social, indústria cultural e outros (antevendo, aliás, com olhar bastante mordaz a pós-modernidade), Antonio Dias segue com seu olhar perspicaz sobre o funcionamento desequilibrado da sociedade atual – basta verificar o precário equilíbrio das latas na obra “Duas Torres” (2002), que, embora não seja brilhante em termos de execução, remete claramente à fácil sujeição dos seres humanos ao perigo vista nos ataques terroristas do 11 de Setembro.
Em termos de técnica, são interessantíssimas as texturas e sensações pictóricas distintas e até díspares (do vermelho-sangue puro à psicodelia hi-tech e a aparência envelhecida). Já as pequenas esculturas em bronze e cerâmica (“Gigante dormindo e cachorro latindo” e “O bem e o mal”, por exemplo) dão-nos a verdadeira noção da vacuidade da era “big brother”: casas que, sem telhado, abertas à devassidão da privacidade, nos abrigam a espiar as formas desproporcionais de objetos e seres soltos no vazio e na secura monótona da vida alheia.
Passado, presente e futuro dialogando
em um possível equilíbrio
Se tais obras refletem o pensamento crítico de Dias, não poderia faltar o sarcasmo que marca toda a boa geração de artistas plásticos a qual ele pertence (leia-se: Rubens Gerchman, Hélio Oiticica, Rogério Duarte e outros). O artista usa seu humor de maneira mais aguda na obra saborosamente intitulada “Seu marido”. Embora deslocada do restante da mostra (foi colocada no átrio da Fundação, inclusive, longe quatro andares das restantes), constitui-se num retrato divertido e crítico do homem contemporâneo. Trata-se de um boneco cujas formas de cabeça, pernas, braços, tronco e rabo (?!) se indistinguem: todas repetem o mesmo formato de uma espécie de bastão amarelo e peludo. Aparentemente apático, de tempos em tempos o “bicho” desperta, sacudindo-se todo de forma patética e despropositada por alguns instantes, até que volta àquela insossa imobilidade inicial.

Seria este sacolejo estúpido o único movimento possível da defasada figura do macho doméstico nos dias de hoje? Forte suposição. Com meu respeito a todas as senhoras: qualquer semelhança conceitual (e, quem sabe, até corpórea...) com seus homens de dentro de casa não é mera coincidência. 

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Eu e "Seu Marido"


SERVIÇO:

exposição: "Antonio Dias – Potência da Pintura"
onde: Fundação Iberê Camargo  (Av. Padre Cacique, 2000 – Porto Alegre/RS)
até: 18 de maio de 2014
horário: terça a domingo, das 12h às 19h, quintas até as 21h (entrada gratuita)
Curadoria: Paulo Sergio Duarte













cotidianas #284 - Semente



Uma laranja verde
um pé de manga

Uma rosa branca,
Violeta!

Ah,
ficaste vermelha
como um tomate




Cly Reis

quinta-feira, 10 de abril de 2014

MGMT - "Oracular Spectacular" (2007)



"Nós não estávamos tentando montar uma banda.
Nós queríamos mostrar a música que gostamos"
Benjamin Goldwasser,
tecladista e guitarrista da banda


O século XXI, musicalmente, devo dizer, que não me entusiasma, absolutamente. De tanto em tanto surgem alguns bons nomes, algumas grandes canções, alguma promessa, mas poucas bandas e artistas que mantenham uma discografia coesa e uma obra regular, e por conseguinte, temos poucos grandes álbuns nestes últimos tempos. Mas de vez em quando aparece um que chama a atenção e é o caso do MGMT, com seu "Oracular Spectacular" de 2007, um dos melhores álbuns que pintaram por aí nos últimos anos, sem que, no entanto, a banda tenha conseguido manter um trabalho do mesmo nível nos discos seguintes, o que só confirma a infeliz tendência desses novos tempos.
Mesmo com uma proposta ousada de pop, rock, indie, folk, psicoldelismo, eletrônico, a dupla americana conseguiu um produto final absolutamente coerente e equilibrado, proporcionado uma audição ao mesmo tempo saborosa, intrigante e estimulante. A primeira faixa do disco e primeira música de trabalho do grupo, "Time to Pretend" já impressiona com sua introdução eletrônica, sua bateria pesada, seu vocal doce quase frágil e seu ar hyppie-hi tech. "Weekend Wars " que a segue sai de uma forma acústica, vai agregando elementos até virar uma espécia de celabração no final; "The Youth", um grito juvenil de libertação, é cantada leve e docemente envolta em ecos e efeitos; "Electric Feel", outra das grandes do álbum é uma disco-soul carregada da mais pura psicodelia; e  a ótima "Kids" é um pop altamente dançável e cativante.
A hare-khrishna, "4yh. Dimensional Transition" é bem voltada para a percussão ; "Pieces of What" um folk quase todo acústico que ganha teclados viajantes no final; e "Of Moons, Birds and Monsters" é um rock mutante lisérgico que finaliza com um solo de guitarra melancólico .
A excelente "The Handshake", mais uma das que merece destaque especial, com sua estrutura variável cheia de nuances; e "Future Reflections" fecha o disco com competência, sendo que, em algumas edições, ainda lá adiante, depois de um longo tempo de silêncio, a faixa oculta "Shagaraga Feelings".
Infelizmente depois de sua brilhante estreia, o MGMT achou que fosse os Beatles, os Beach Boys, o Pink Floyd ou algo parecido e lançaram um álbum extremamente pretensioso, insosso e chato, mas ai já era tarde, já tinham garantido seu lugar na história com um dos melhores discos deste início de século XXI.
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FAIXAS:
  1. "Time to Pretend" – 4:21
  2. "Weekend Wars" – 4:12
  3. "The Youth" – 3:48
  4. "Electric Feel" – 3:49
  5. "Kids" – 5:02
  6. "4th Dimensional Transition" – 3:58
  7. "Pieces of What" – 2:43
  8. "Of Moons, Birds & Monsters" – 4:46
  9. "The Handshake" – 3:39
  10. "Future Reflections" – 4:00
  11. "Shagaraga Feelings" (Hidden Track) - 9:34
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Ouça:

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Copa do Mundo The Cure - Classificados das oitavas-de-final

Afunilou a coisa.
Agora só restam oito.
Algumas das possíveis favoritas como "Lullaby" e "Inbetween Days" ficaram pelo caminho, o sonho da franco-atiradora "This  Twlight Garden" de figurar entre as maiores músicas da banda, simplesmente desmoronou, e no clássico local, "The Hanging Garden" triunfou sobre "The Figurehead". No mais fortes candidatas ao título como "Friday I'm in Love", "Lovesong" e "A Forest" continuam  passando por cima de quem vem pela frente.
É mas essas aí que não pensem que vão ter vida fácil. Não tem mais moleza!
Agora são só 4 jogos. Quatro confrontos mortais. Quatro clássicos.
Veja abaixo quias são os oito classificados, destacados em vermelho:


Exposição Giro - Galeria Mamute - Porto Alegre (05/04/2014)










Tive a oportunidade, no último sábado, 05/04, de conhecer a Galeria Mamute, cujos projetos são gerenciados pela minha cunhada e colaboradora deste blog Leocádia Costa, e de, por acaso, participar da abertura da exposição "Giro", que conta com trabalhos em vídeo de 7 artistas e uma dupla, inaugurando a programação do novo projeto da galeria, Vídeoresidência Território Expandido, aprovado pelo Funarte. Um espaço cultural muito bacana, trabalhos interessantes com muita gente representativa do cenário cultural local presente. Vale uma conferida.
Para quem estiver interessado, seguem abaixo maiores informações:



Exposição GIRO
Obras de videoarte de André Parente, Caetano Dias, Dirceu Maués, Jailton Moreira, Katia Maciel, Mariana Manhães, Sara Ramo, e Gisela Motta em parceria com Leandro Lima.
Curadoria: André Parente (UFRJ)
Produção Executiva: Leocádia Costa
Visitação: 08 de abril a 02 de maio de 2014
Local: Galeria Mamute - Rua Caldas Júnior, 375,
Centro Histórico - Porto Alegre



Abaixo, algumas imagens da exposição:
"Circuladô" - André Parente

"Anti-horário" - Gisela Mota e Leandro Lima

"Feito Poeira ao Vento" - Dirceu Maués

Da esquerda para a direita: a ex-Plastic Dream, Marion Velasco,
os clyblogueiros Daniel Rodrigues,
Leocádia Costa, e eu

Cly Reis


terça-feira, 8 de abril de 2014

Gigante da Beira-Rio - Jogo de Reinauguração 06/04/2014


Já tinha tido o prazer de conhecer um dos estádios que sediará a Copa do Mundo, o Maracanã reformado, mas agora tive a especial emoção de entrar no Novo Beira-Rio, que depois de 2 longos anos praticamente fechado, enfim ressurge belo, imponente e grandioso. O Beira-Rio está uma joia, um primor. A cobertura lhe confere um ar majestoso, os acessos internos estão fáceis e amplos, as circulações na plateia garantem bom fluxo, os banheiros espaçosos, limpos e organizados, e o aspecto geral do interior do estádio é simplesmente esplendoroso. Como eu já havia dito a respeito do maracanã, e agora afirmo em relação ao Beira-Rio, é uma verdadeira casa de espetáculos. Um teatro, um Opera, um Royal Albert Hall a serviço do futebol. é lógico, não vou esconder de ninguém que a área externa precisa ainda de muitos cuidados, de uma pavimentação adequada,  delimitações, sinalização, etc., mas pelo que vejo não são trabalhos que não devam apresentar grandes dificuldades e, provavelmente, em pouco tempo estejam satisfatoriamente executados.
Lindo ver o meu Gigante, já cheio de histórias, pronto para mais muitos anos de glórias e novos capítulos dessa história grandiosa do Sport Club Internacional. Meu pai viu a inauguração de 1969 no Gigante e eu dou continuidade a isso comparecendo à nova de 2014 e, assim, passando de geração para geração, o amor pelo Internacional e o respeito por essa casa que é de todos os colorados, e que verdadeiramente tem alma, tem coração, fazemos com que ontem, hoje e sempre, por nossos laços, o Gigante permaneça eterno.
Parabéns, Gigante da Beira-Rio, parabéns Internacional e parabéns torcida colorada pelo nosso belíssimo e reformulado estádio. Que venha a Copa do Mundo e depois, que venham mais gols colorados, mais emoções e mais glórias.

A visão do estádio na chegada pela Padre Cacique

O movimento dos torcedores procurando seus acessos

A parte externa, próxima ao edifício-garagem,
ainda precisando de pavimentação

Acessos e circulações internas bastante amplos

Times perfilados para os hinos

Bola rolando
A bela cobertura, vista do interior do estádio


Este ilustre blogueiro na social do Beira-Rio


Cly Reis




sábado, 5 de abril de 2014

Copa do Mundo The Cure - Oitavas-de-Final

Saíram os confrontos das oitavas!
Apenas 16 chegaram até aqui e daqui pra frente não tem mais moleza, é ferro e ferro!
Curiosidade é que saiu o primeiro clássico local: teremos um The Hanging Garden x The Figurehead. Vai sair faísca!
Confira abaixo os outros confrontos:

Jeff Beck - "Blow by Blow" (1974)




“A música deste disco
preenche a lacuna entre
o rock branco e Mahavishnu Orchestra,
ou jazz-rock” 
Jeff Beck



Há muito tempo, tinha vontade de escrever sobre minhas preferências musicais. Agora, depois dos 50 (um pouco depois, na verdade), resolvi tomar coragem e colocar no "papel virtual" minhas impressões sobre aqueles discos que significam muito pra mim. Um de suma importância é um clássico do fusion, que foi a minha porta de entrada no jazz propriamente dito: "Blow by Blow", do guitarrista inglês Jeff Beck.

Pra começar, um pouquinho de história. Jeff Beck foi um daqueles talentos da guitarra que surgiram na década de 60 em Londres, ao lado de Eric Clapton, Peter Green e Jimmy Page, entre outros. Ele integrou os Yardbirds, fez um disco de blues considerado clássico chamado “Truth” com a Jeff Beck Group e montou outras diversas bandas (entre elas, um power trio Beck, Bogert & Appice). Em 1974, porém, Beck estava numa encruzilhada: tinha desmontado o JB Group e o BBA e tinha ficado fascinado com a sonoridade conseguida no jazz-rock ou fusion de um colega guitarrista, o também inglês John McLauglhin, mentor e criador da Mahavishnu Orchestra. Ele monta então um quarteto para gravar seu novo disco no Air Studios, de propriedade de George Martin. Ao lado de Max Middleton nos teclados; Phil Chen no baixo e Richard Bailey na bateria, Beck viria a fazer história. O resultado foi “Blow by Blow”. O disco começa com um funk-jazz de primeira chamado "You Know What I Mean", que é uma espécie de carta de intenções do guitarrista. O swing é irresistível, mas ele não descuida do trabalho em grupo. Todos brilham. Na sequência, começa a aparecer a influência de Martin na produção: "She's a Woman", do repertório dos Beatles, composta por John Lennon e McCartney. Numa levada reggae, Beck acrescenta o som muito em moda na época do talk box, popularizado um ano depois por Peter Frampton em "Show me the Way".

Depois, vem uma música em que o título diz tudo: "Constipated Duck" ou pato resfriado. Munido de um pedal wah-wah e muitos efeitos, Beck brinca com a sonoridade de sua guitarra. Pra fechar o lado 1 (é, eu sou do tempo do LP e da fita cassete), uma dupla explosiva: "Air Blower", composta pela banda, e "Scatterbrain", de Beck e Middleton. Nestas duas faixas, sem intervalos entre uma e outra, o guitarrista exercita todo seu talento e exige uma performance além da conta de sua banda. Destaque absoluto pro baterista Richard Bailey, que faz coisas incríveis em seu instrumento, acompanhando as maluquices engendradas por Beck. No final de segunda, inclusive, Martin consegue romper o cerco e coloca sua orquestra pra dar um molho todo especial na pauleira fusion do quarteto. Depois de todo este virtuosismo, Beck nos brinda com uma das gravações mais bonitas que eu já ouvi em meus quase 53 anos de vida: "Cause We've Ended as Lovers", uma balada maravilhosa composta por ninguém menos do que Stevie Wonder. A relação entre os dois começou quando Beck gravou um solo no disco "Talking Book" de Stevie (já resenhado por Eduardo Wolff aqui nos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS). Depois, com o Beck, Bogert & Appice, fez uma versão da clássica "Superstition", que foi o grande sucesso do disco. Nesta balada, Beck geme, esperneia, se entorta todo com sua guitarra mostrando toda a tristeza que Stevie quis passar na canção. De tirar o fôlego.

Após isso, só mesmo um funkão em homenagem ao mestre Thelonious Monk pra gente poder respirar. Em "Thelonious", Stevie faz sua participação especial no clavinete. Em seguida, vem uma faixa estradeira, talvez a faixa mais roqueira do disco, chamada "Freeway Jam". O baixo de Phil Chen segura todas, enquanto o resto se esbalda na jam session. E, pra encerrar, um momento sublime do disco: "Diamond Dust". Outra balada, desta vez com as cordas arranjadas e regidas por Martin fazendo o contraponto à guitarra límpida de Beck. “Blow By Blow” é um disco seminal que eu não me canso de ouvir há exatos 38 anos.

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Curiosidades: Jeff Beck sempre montou bandas extraordinárias. Uma delas, a do disco “Truth” com Rod Stewart no vocal e Ron Wood no baixo. E Rod nunca se cansou de roubar os músicos de Beck. Primeiro foi o baterista Carmine Appice e, depois, o baixista Phil Chen. Os dois tocam no disco "Blondes Have More Fun", de 78, que tem o "sucesso" roubado de Jorge Ben, "Do Ya Think I'm Sexy".

Ganhei “Blow By Blow” em cassete do meu querido e saudoso primo José Carlos De Andrade Ribeiro, o popular Chico Caroço, que foi um pouco responsável pela minha educação musical. Mas esta é outra história...

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FAIXAS:
1. "You Know What I Mean" (Jeff Beck/Max Middleton) - 4:05
2. "She's a Woman" (John Lennon/Paul McCartney) - 4:31
3. "Constipated Duck" (Beck) - 2:48
4. "Air Blower" (Beck/Middleton/Phil Chen/Richard Bailey) - 5:09
5. "Scatterbrain" (Beck/Middleton) - 5:39
6. "Cause We've Ended as Lovers" (Stevie Wonder) - 5:52
7. "Thelonius" (Wonder) - 3:16
8. "Freeway Jam" (Middleton) - 4:58
9. "Diamond Dust" (Bernie Holland) - 8:26

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OUÇA O DISCO





sexta-feira, 4 de abril de 2014

Uma História Sem Fim - Internacional 105 Anos




Assim que eu soube da classificação do Internacional para a final da Copa Libertadores da América, eu tratei de comprar minha passagem para Porto Alegre. Bom, aqui, ainda cedo na narrativa, é necessário que eu já a interrompa pois faz-se necessário um parêntese para duas explicações: uma delas é que quando digo que SOUBE da classificação, não falo por força de expressão, fui informado sobre ela. Estava eu viajando? Trabalhando? Náufrago numa ilha deserta? Não. Antes fosse, pois me garantiria a total ignorância dos fatos que se passavam no Estádio do Morumbi naquela noite. Sim, eu, torcedor daqueles que não deixa de ver nenhum jogo do time do coração, renunciei a assistir a uma semifinal de Libertadores para poupar o coração. Evitar o sofrimento. Saí de casa antes de começar o jogo e me meti numa sessão de cinema que só acabasse depois de terminado o jogo e desliguei o celular. Logicamente, a desinformação não excluiu minha ansiedade, pois a cabeça estava lá no futebol. Assim que saí da sessão, tremendo, não resisti e liguei o celular. E lá estava a mensagem da minha irmã. Estávamos classificados. Mas, amigos, acho que acertei na minha decisão de evitar aquele desgaste emocional: soube mais tarde que a partida fora, efetivamente, de fortíssimas emoções com expulsão, frango do goleiro, virada, pressão e o escambau. Mas, enfim, estávamos em outra final de Libertadores.
Morando no Rio de Janeiro, desde 2006, e não tendo presenciado ao vivo a primeira conquista continental do clube, já havia prometido, e tornado sabido a quem interessasse, que se o Inter fosse à final eu compraria minha passagem para assistir ao jogo no Beira-Rio para, desta vez, ver o meu time Campeão da América. E aqui entra a segunda explicação necessária: quando digo que compraria a passagem, o faria sem ter ainda o ingresso na mão, aliás, antes mesmo de terem começado a ser vendidos. Era o tipo da coisa que não interessava: quando abrissem as vendas pela internet eu compraria. É, isso se eu estivesse na frente do computador durante as poucas horas que os ingressos estiveram à venda. Acabaram em pouco tempo e além do mais, eu trabalhando na rua, só soube depois que as vendas haviam aberto e já encerrado. E então? O que fazer? Bom, para mim não havia dúvidas quanto ao que fazer. Era ir para Porto Alegre com uma boa quantia de dinheiro e dar um jeito de comprar o ingresso, custasse o que custasse.
Mas ainda tinha outro probleminha, o jogo caía numa quarta-feira e eu teria que dar um jeito de faltar ao trabalho. O que eu faria? Que desculpa inventaria? Nenhuma. Simplesmente cheguei para o meu chefe, que sabe o quento eu sou fanático, e disse: "Joaquim, eu podia inventar que estou com problemas pessoais, problemas de saúde, que um tio meu morreu, mas o negócio é que eu vou pra Porto Alegre pra ver a decisão da Libertadores". Foi menos doloroso do que eu podia pensar. Ele fez uma cara de que já imaginava e disse, "Tudo bem".
Embarcava eu então, no dia do jogo, poucas horas antes, para minha cidade para ver o meu Inter ser campeão. Eu precisava daquilo. Tinha passado por toda aquela seca dos anos 90, tinha presenciado o fracasso para o Bahia numa final de brasileiro e a derrota para o Olímpia numa semifinal de Libertadores. Eu tinha que ver um grande título no Beira-Rio. Até tinha visto o título da Copa do Brasil, ali, de pé na coréia, mas depois de tantas eliminações estúpidas ara times inexpressivos naquela competição, aquilo parecia quase um acidente de percurso, sem falar que é um título bem menos relevante, até mesmo no âmbito nacional.
Desembarquei no aeroporto Salgado Filho por volta das 17 horas, sem ingresso, sendo que o jogo seria às 22h, ou seja, dali a cinco horas. Peguei um táxi que me levaria à casa de um amigo que morava no Menino Deus, próximo ao estádio, que me serviria de base para trocar de roupa, deixar minhas coisas e dormir depois do jogo, e durante a viagem expus minha situação ao taxista, por sorte colorado, perguntando se conhecia alguém que, impossibilitado não pudesse ir ao jogo e quisesse vender o ingresso, se conhecia algum cambista, algum dono de camarote que estivesse disposto a colocar mais uma pessoa lá dentro por uma boa quantia, ou qualquer coisa do tipo. Ele, percebendo minha tamanha dsposição para entrar no estádio a qualquer custo, perguntou quanto eu estaria disposto a pagar pelo ingresso. Eu disse que tinha R$ 750, 00 dedicados apenas para isso e que este era o meu limite. Ele cresceu o olho! Se interessou mais ainda pela minha situação. Especulou então se desse um jeito de que eu conseguisse, se ganharia uma parte do dinheiro. Ora, para mim, o que importava ir ao jogo, assim, claro que concordei em dar-lhe 150 pratas se conseguisse. O cidadão então tentou de todas as maneiras: ligou para um, conversou com outro taxista pela janela, tentou negociar com um grupo que se dirigia para o estádio e...nada. Deixou-me na Rua Botafogo, eu sem o ingresso e ele sem sua participação. Eu ainda tinha um problema. Um grande problema.
Meu amigo, Giuliano, que não iria ao jogo, sabia da coisa toda e começou a fazer contatos. Um não tinha, outro também não, outro ia ver, até que ligou para a namorada dele na época, que tinha bons contatos e ia ver o que conseguia. O tempo passava a hora do jogo se aproximava e não tinha como entrar ainda, até que ela ligou. Conhecia um cara que talvez tivesse ingressos. Passou o número dele para que fizéssemos contato. Liguei. Ele tinha! "Quanto vai ser?" R$500,00. Feito! Não tive dúvidas. Me encontraria perto do estádio mais ou menos uma hora antes do jogo. Eu estava quase tranquilo. Parecia que tinha conseguido. mas só ficaria completamente calmo quando estivesse com o ingresso em mãos. Do apartamento do Giuliano, pertinho, fomos à pé, eu para minha decisão e ele só para acompanhar, curtindo toda aquela movimentação pré-jogo. As pessoas indo pro estádio, as ruas iluminadas de vermelho e branco, as bandeiras nas janelas, as buzinas festivas.
No pátio do estádio, tomamos umas cervejas, participamos de uma enquete de placar do jogo e numa hora combinada, fizemos novo contato com o cambista de modo a escolher um lugar para passar o ingresso onde não houvesse nenhum risco de sermos interceptados pela polícia. Mais um motivo para tensão. Mas fomos até o local então, perto do posto de gasolina onde por alguma descrição o identificaríamos. Encontramos o cara, paguei, me deu o bilhete, sempre aquela desconfiança de "será que não é falso?". "Não, cara, pode ficar tranquilo que isso é cortesia da Federação. Não dá nada.". Então tá. Me despedi do Giuliano, fui com a multidão, subi a rampa do estádio, passei o ingresso, girei a catraca e... Bom, o final da história todo mundo já sabe.


Cly Reis

Copa do Mundo The Cure - Classificados Segunda Fase

E acabou a segunda-fase. A coisa encrespou, grandes ficaram pelo caminho e agora só restam 16. Veja aí quem passou para as oitavas-de-final. Os classificados estão destacados em vermelho: