segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Primal Scream - "Screamadelica 20th Anniversary Tour" - Circo Voador - Rio de Janeiro (23/09/2011)
Nesta última sexta-feira acontecu a primeira noite de apresentações do Rock in Rio....
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Bom, e dai?
Azar de quem foi à tal Cidade do Rock e não estava na Lapa, como eu, delirando com o show da turnê de aniversário de 20 anos do álbum "Screamadelica" do Primal Scream.
Que Rock in Rio que nada! O verdadeiro rock no Rio de Janeiro estava acontecendo lá no Circo Voador. E se toda a cidade estava mobilizada para assistir às rihanas e cláudiasleittes da vida, ali na Lapa, um pequeno grupo de fieis assistia a um show histórico, que diga-se de passagem, foi, com louvor, proporcionado por eles mesmos, que num esforço incomum fizeram trazer ao Rio uma atração que estava praticamente descartada para cá.
Talvez (e provavelmente) em retribuição a este esforço do público para vê-los, o que se viu no palco foi uma banda vibrante e pilhada, com Bobby Gillespie absolutamente simpático e empenhado.
Fugindo um pouco à regra deste tipo de show comemorativo de álbum, não tocaram as músicas exatamente na ordem do disco, deixando para o final seus grandes clássicos, "Loaded" e "Come Together", com execuções memoráveis, para êxtase geral e catarse coletiva.
Um barato também "Higher Than the Sun" numa versão psicodelíssima e esticaaaaada pra caramba, e para o vocal poderoso da negrona que simplesmente detonou na dançante e empogante "Don't Fight It, Feel It". Ponto negativo, a meu ver foi a ausência no set-list de "Shine Like Stars", a última do álbum que acabou não sendo tocada, e num show com este tipo de proposta, entendo que não devesse ficar nenhuma de fora. Mas isso foi mero detalhe. Diante de todo o resto isso foi ferimento leve.
Showzaço.
Showzaço!
Showzaço!!!
Daqueles pra entrar pra minha história. Tipo, "eu vi o Primal Scream tocar o "Screamadelica!".
(entra imediatamente para a lista dos grandes shows que tive o prazer de assistir)
Que Rock in Rio que nada!
Em lugar nenhum eu poderia estar melhor do que ali, na Lapa, no Circo, diante do Primal Scream naquela noite.
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| Toda a psicodelia do Primal Scream no palco. |
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| Bobby Gillespie comandando a festa. |
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| Loucura total! |
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| Um show para guardar na memória. |
Cly Reis
sábado, 24 de setembro de 2011
Exposição 'Queremos Miles!' - CCBB- Rio de Janeiro (18/09/2011)
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| capa de "Tutu", álbum da popularização definitivada obra de Miles |
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| Miles ainda menino |
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| Os instrumentos da banda dos anos 70 |
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| Painel com o estilo Miles dos anos 80 |
A personalidade camaleônica de Miles Davis, que nunca teve medo de mudar e progredir ao longo dos anos fica evidente, principalmente no aspecto visual: os finíssimos trajes bem cortados que vestia nos anos 40 e 50, transformariam-se, nos 60 e 70, na estética psicodélica da juventude. Igualmente, a bem elaborada curadoria de Vincent Bessières soube destacar muito bem os pontos impostantes da obra de Miles, como a fascinante trilha sonora do filme “Ascensor para o Cadafalso”, de 1957, a parceria com o pianista e maestro Gil Evans, que gerou os históricos “Miles Ahead” e “Porgy and Bess” (1957 e 59, respectivamente), ou as salas especiais dos discos clássicos: "Kind of Blue", sobre o qual comentei aqui neste blog tempo atrás; “In a Silent Way” e “Bitches Brew”, ambos de 1969 e marcos do jazz fusion; "A Tribute to Jack Johnson" (1971), a memorável trilha para o documentário sobre o boxeador a quem Miles tanto admirava; e “On the Corner”, de 1972, quando Miles introduziu de vez o som do funk que vinha dos guetos americanos em sua música.
A única falha, por assim dizer, é a não inclusão do seu último disco, o póstumo “Doo-Bop”, de 1991. Sei que os puristas torcem a cara para este trabalho por sua mistura de hip-hop com jazz, o que aparentemente motivou a organização da mostra a não referi-lo – evidenciando a menor importância a que geralmente lhe atribuem. Eu, particularmente, gosto bastante deste disco não só por sua qualidade musical como por sua importância dentro da música pop diante do que se faria a partir de então no mundo do entretenimento. Quando os norte-americanos do Us3 surgiram com aquele seu jazz-rap em 1993, embora tenha gostado da banda, não segui o estardalhaço em torno do grupo como sendo algo revolucionário justamente por já ter escutado tudo aquilo em “Doo-Bop”. A justificativa dos críticos é a de que os produtores que finalizaram “Doo-Bop” o teriam feito sem a qualidade que Miles imprimiria se estivesse vivo. Sinceramente, acredito que, se o músico tivesse morrido depois da feitura do álbum, o conteúdo seria praticamente o mesmo e muitos dos detratores certamente o louvariam hoje (talvez até mais do que o disco merecesse). Preconceito ou não, falta de critério ou não, o fato é que, até por seu caráter póstumo, considero este momento importante na biografia do artista, por isso a falta dentro da exposição. Mas, entre tantos acertos que “Queremos Miles” traz, isso é o de menos. Mais fácil eu pegar meu “Doo-Bop” e me deliciar sozinho em casa.*********************
Queremos Miles
Até 28 de Setembro
Local: Térreo e 1º andar | CCBB RJ
Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h
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por Daniel Rodrigues
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Philip Glass e Tim Fain- Teatro Municipal - Rio de Janeiro (15/09/2011)
Terminou no último dia 19 a série de recitais para piano e violino que o maestro e compositor norte-americano Philip Glass fez no Brasil neste mês de setembro nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. Na companhia de minha mãe – que até pouco tempo não o conhecia, mas é uma boa curiosa –, pude conferir a apresentação carioca, em pleno Teatro Municipal. Um luxo e um prazer a todos que puderam admirar um pouco da vasta e incomparável obra deste que é um dos maiores gênios vivos da música moderna, uma alma revolucionária e transformadora.
O fato de se restringir a apenas dois instrumentos não tirou a graça em nenhum momento da apresentação. Muito pelo contrário. Acostumado a compor para grandes orquestras ou mesmo conjuntos de câmara, Glass, inventivo compositor e exímio pianista, é também autor de magníficas obras solo, e foi este o recheio do que pôde ser apreciado pelo público. Estavam lá, só em piano e/ou violino, suas marcas: os acordes repetidos, as estruturas minimalistas, as melodias circulares, as variações tonais escritas com perfeição. A música de Glass flerta com o rock, com a música eletrônica, com a simplicidade saudável do pop, mas sempre com o pé firme no clássico. Ou seja: uma música completa para os nossos tempos. Para que outros instrumentos, né?
Com repertório todo de sua autoria, ele e o violinista norte-americano Tim Fain presentearam, em pouco mais de uma hora e meia, a numerosa plateia com dez números, começando pela inédita e “Três Estudos para Piano”, cujo primeiro movimento é simplesmente espetacular. Seguiu-se a longa e variante “Partita para violino solo”, escrita por Glass especialmente para as mãos hábeis e de pura sensibilidade de Fain. Depois do intervalo, vieram “Metamorphosis”, para piano, e a brilhante “Music from The Screens”, para piano e violino. A primeira parte, “The Orchard”, toda em contraponto, remete direto às fugas de Bach, porém com cores que modernizam o barroco. “France” e “The French Lieutenant” completaram esta que foi das mais aplaudidas da noite.
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| Glass e seu piano magistral |
Show terminado, minutos de aplausos. Mas viria mais. No bis, Glass anunciou em português (aliás, como fizera sempre que falava ao microfone, lendo ou não) duas de suas obras-primas: “Opening/Closing”, da célebre série das “Glassworks”, gravadas por ele em 1981. Fui com grande expectativa para que tocasse essa. E ele tocou. Uma peça onde lirismo romântico e modernismo estão incrivelmente bem casados. Depois desta, podia até ir embora que já me dava por satisfeito. Mas aí Fain sacou seu violino e mandou ver a hipnótica e cáustica “Knee 4”, da “ópera-punk” "Einstein on the Beach" um dos ÁLBUNS FUNDAMENTAIS deste blog. Mesmo sem as vozes do coral, e tocando apenas uma parte da original, o violinista finalizou o recital em alto estilo com esta peça de difícil execução e requerente de muita técnica e velocidade.
Agora não precisava mais nada. Piano, violino e a magistral música de Philip Glass, além da beleza redentora do Municipal e a calorosa companhia de minha mãe. Noite de gala.
por Daniel Rodrigues
cotidianas #105 - "Só Tetele"
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música "Só Tetele"
Os Mulheres Negras
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