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domingo, 31 de outubro de 2010

Banda Black Dog - Rio Rock & Blues Club - Rio de Janeiro (30/10/2010)






Fui ontem ver a Black Dog, banda cover do Led Zeppelin, no Rio Rock & Blues Club, meu local favorito da noite do Rio de Janeiro, onde mais uma vez assisti a um belo show.
Banda excelente!
Grandes músicos, time entrosadíssimo, ótimo vocalista.
Para minha agradável surpresa, após duas músicas iniciais no show começaram a tocar, "Black Dog" (feroz!), depois "Rock'n Roll" destruidora, "Battle of Evermore" muitíssimo bem executada. Ôpa! Eu conheço esta sequência... Aproveitei na parte sem bateria de "Stairway to Heaven", que o bateirista saíra do palco e perguntei se ia rolar "When the Levee Breaks". Aí que ele me disse que iam tocar mesmo o disco inteiro.
Cara! Eles tocaram o "Led Zeppelin IV" na íntegra!!!
(Êxtase, êxtase, êxtase!)
E por ter perguntado, quando tocaram "When the Levee Breakes", vi aquela sinalização lá do fundo do palco, do bateirista pra mim, como quem diz, "toma aí, então!". E soltaram a bomba! Aquela batida pesada, marcada, dava início ao último ato do "Led IV". Um petardo demolidor.
O show meio que se perdeu na sua segunda parte quando tocaram outras coisas como Deep Purple por exemplo, não foram tão felizes na escolha do repertório e a meu ver se alongaram um pouco além da conta em algumas improvisações; por outro lado, há de se destacar nesta segunda metade, após a execução do disco do velho, a excelente performance da banda para a monumental "Kashmir" conseguindo reproduzir toda sua grandiosidade.
Mais uma grande noite de rock'n roll no RR&BC.



Cly Reis

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

cotidianas #55 - A Brutal


- Olha lá, olha lá!
- Lá vem ela.
- Brutal.
- Brutal...
- Brutal!!! - Concordavam os três.
Viviam babando por ela no pátio do colégio. Devia ser do terceiro ano, tinha já jeito de mulher, de mulherão. Não sabiam sequer o nome da garota. Achavam-na tão fantástica, tão fora do comum, de uma lindeza tal que poderia aniquilar todas as outras a um mero desejo, que a batizaram simplesmente de "Brutal". Era um apelido, uma alcunha e ao mesmo tempo um adjetivo, uma definição para qualquer ato que ela tivesse.
Observavam cada movimento dela nos corredores da escola, no bar, no ponto do ônibus, como se fossem praticados de uma maneira diferente de qualquer outro ser humano, ou pelo menos muito mais sensualmente do que qualquer mulher os faria. Tipo:
- Olha aquilo: ela tá tomando refrigerante... Mmn! Brutal, cara!
- Brutal...
- Brutaaal!!!!
Outra hora era:
- Olha o jeito que ela anda... Nooossa!
- Brutal , hein!
E os outros concordavam: Brutal! Brutal!
Depois:
- Cara tu perdeu ela bocejando.
- Puta merda! Como é que foi?
- Brutal, cara! Brutal.
- Puta que pariu, - lamentou - perdi isso!
Podia ser subir a escada, comer um sanduíche, pentear o cabelo, embarcar no ônibus; tudo se resumia a uma palavra para aquela musa: Brutal!
Certa vez, já babando e tendo pronunciado a palavra 'brutal' umas 30 vezes e atribuindo-a a cada pequena ação da moça tal como piscar, respirar, etc., tiveram a impressão que ela se encaminhava na direção deles no pátio. "Impressão nossa", disse um. Só quando ela estava a uns três metros, estupefatos, tiveram certeza, sim, ela ia falar alguma coisa com eles. "O que que ela poderia querer com a gente?".
Foi então que ela perguntou:
- Algum de vocês sabe se a secretaria abre hoje?
- Pô, não sei dizer, não - respondeu o primeiro meio embaraçado.
- Também não - disse o outro.
- Aí, ... tipo... Não sei, mesmo - confirmou também o último.
- Ah...Tá bom. 'Brigadinho. Tchau!
- Tchau - em uníssono.
Assim que ela se afastou um pouco, sem sair completamente do transe, um deles conseguiu falar:
- Vocês viram isso?
- Se vi... - exclamação que saiu entre uma espécie de suspiro.
- Brutal!!!
- Brutal...
- Brutal.


Cly Reis

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Atividade Paranormal 2", de Tod Williams (2010)



Depois de ter ficado olhando pros cantos do quarto com "Atividade Paranormal" (2009), fui tentar o segundo da franquia dando alguma chance, botando alguma fé. Mas é bem inferior que o primeiro. Muito inferior.
Não tem nada de novo!
Repete a mesma história, as mesmas cenas, não traz nenhuma sensação ou emoção nova, não incute mais medo, nem passa tanta tensão. Só tem mais câmeras que o primeiro por causa do circuito interno da casa mas, a rigor,  isso não se traduz em vantagem alguma. Este é até pior no que tange ao 'pseudo-realismo' proposto uma vez que muitas cenas não se justificam estarem sendo filmadas com câmera na mão, no modelo documentário.
De legal mesmo tem o fato de neste ter um cachorro e uma criança; o animal sempre é legal nestes casos pelo fato do instinto do bicho, de ter seus sentidos mais aguçados inclusive para o invisível, e uma criança sempre dá um ar mais inocente, , queridinho, comiserativo porém aterrorizante.
Mas é fraco, amigos. É fraco.
A vantagem é que vou passar uma noite tranquila.

Cly Reis

domingo, 24 de outubro de 2010

Public Enemy - "Apocalypse 91... The Enemy Strikes Back" (1991)


O INIMIGO PÚBLICO NÚMERO 1


"Combata o poder."
Public Enemy



Desde moleque eu tinha uma mente meio rebelde; nada muito pesado, mas eu já pensava em fazer coisas diferentes. Jamais pensei que um dia conheceria o PE.
Foi em meados de 1991/1992 eu acho, enquanto o mundo ainda vagava pela Acid-house, ou pelo Grunge , eu misturava o Rap com Hardcore, influenciado por uma música que tinha escutado. Eu pensava em mudar o mundo junto com mais alguns malucos e, ao mesmo tempo que isso acontecia na minha mente, estava acontecendo no mundo uma outra revolução: o Hip-hop. E junto a uma avalanche de artistas um grupo em especial me chamou a atenção: o PUBLIC ENEMY.
O grupo nasceu quando o estudante de design gráfico e fã de hip hop, Chuck D  resolveu criar um projeto musical com cujos objetivos eram basicamente modernizar as bases e batidas do rap e levar para o gênero as discussões políticas e sociais dos EUA. Para isso contou com Terminator X., Professor Griff e Flavor Flav. Em 1987 lançavam seu primeiro álbum, "Yo! Bum Rush the Show" e já o ano seguinte, apareceram com "It Takes A Nation of Millions to Hold Us Back". Com os sucessos "Don't Believe the Hype" e "Rebel without a Pause", alcançaram sucesso de crítica e extrapolaram as fronteiras do hip hop. Com "Fight de Power", presente na trilha de "Faça a Coisa Certa" (89), de Spike Lee, o Public Enemy atacava ídolos brancos, como John Wayne e Elvis Presley (o grupo depois iria amenizar essas críticas). No mesmo ano, Professor Griff era expulso da banda após supostas declarações anti-semitas dadas ao jornal "The Washington Post" mas a banda continuaria a conservar sucesso de crítica e público com "Fear of a Black Planet" (90) e "Apocalypse 91...The Enemy Strikes Black" (91). Em 1992, causaramm polêmica com o clipe "By the Time I Get to Arizona", que protestava contra o Arizona, um dos dois estados dos EUA que não consideravam feriado a data de aniversário do líder negro Martin Luther King (1929-68). A partir daí, a banda entrou em recesso criativo, lançando álbuns irregulares, o melhor deles sendo "He Got Game" de 1998.
Eu os conheci com o álbum "Fear of a Black Planet", e esse álbum me fez rever conceitos, e tenho certeza que de muitas pessoas também. A meu ver, foi o responsável pelo sucesso dos caras para o mundo, com músicas como "Fight the Power" e "911 is a Joke".
Depois comprei o "Apocalypse 91... The Enemy Strikes Back", e é desse álbum que vou falar:
Esse disco foi o que eu precisava ouvir para me sentir uma pessoa melhor, e acreditar finalmente que era possível ser um negro sem precisar empunhar uma arma, ou ter que sofrer com o preconceito.O movimento brasileiro de Hip-Hop, que vem aumentando até hoje e melhorando musicalmente, foi o que resgatou essa auto-estima de vários jovens pelo Brasil
Foi com o "duplão" dos PE que embalei boas sessions de skate pelos parques da capital gaúcha e mais tarde rolei em alguns campeonatos. Cara esse disco faz parte da minha vida até hoje carrego na case por onde vou.
Destaque para "Rebirth", "Shut Em Down" e "Bring The Noise", esta última gravada junto com a banda de metal Anthrax, o que daria início a mais uma revolução... mas isso é assunto pra outro texto.

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FAIXAS:
1. Lost At Birth
2. Rebirth
3. Night train
4. Can’t Truss It
5. I Don’t Wanna Be Called Yo Niga
6. How To Kill A Radio Consultant
7. By the Time I Get To Arizona
8. Move!
9. 1 Million Bottle bags
10. More News At 11
11. Shut Em Down
12. A Letter to the New York Post
13. Get the F— Outta Dodge
14. Bring the Noise

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Ouça:
Public Enemy Apocalipse 91... The Enemy Strikes Black



por Lúcio Agacê




Luciano Reis Freitas (Lúcio Agacê) é músico, DJ, produtor e radialista. Inquieto, está constantemente atuando em diversos projetos simultâneos especialmente na região metropolitana de PortoAlegre. Tem raízes musicais sobremaneira no punk, no rap, hip-hop, no funk e suas origens mas mantém sempre as antenas ligadas em todo o som que acontece à sua volta. Foi integrante, entre tantas outras, das bandas HímenElástico, Código Penal, Caixa Preta e atualmente está ligado às bandas Digue, Porlacalle, Grosseria e mais outros tantos projetos paralelos.
Sites dele:
http://meugritofazvocepensar.blogspot.com/
http://djbrasil.ning.com/profiles/profile/show?id=lucioagace&xg_source=facebookshare
http://www.myspace.com/lucioagace


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

cotidianas #54 - O Candidato Caô *



* adaptação da letra de "Candidato Caô Caô"
interpretada por O Rappa com Bezerra da Silva (1994)


Candidato Caô Caô
(Walter Meninão e Pedro Butina)
Caô, caô a justiça chegou ...
Ele subiu o morro sem gravata
dizendo que gostava da raça, foi lá
na tendinha, bebeu cachaça e até
bagulho fumou


Foi no meu barracão, e lá
usou lata de goiabada como prato
eu logo percebi é mais um candidato
As próximas eleições
As próximas eleições
As próximas eleições


Fez questão de beber água da chuva
foi lá na macumba e pediu ajuda
bateu a cabeça no gongá
"deu azar"...
A entidade que estava incorporada disse:
- Esse político é safado cuidado na hora de votar !
também disse ...


- Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater ...
- Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe prender ...
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a policia lhe bater ...
eu falei prá você, "viu"?


(falado por Bezerra da Silva)
Esse político é safadão hein !!!
Nesse país que se divide
em quem tem e quem não tem,
sempre o sacrifício cai no braço operário
Eu olho para um lado, eu olho para o outro
vejo desemprego e vejo quem manda no jogo
E você vem, vem, pede mais de mim
diz que tudo mudou e agora vai ter fim,
mas eu sei quem você é e ainda confio em mim
Esse jogo é muito sujo mas eu não desisto assim ...


Você me deve ... Ah ah ah ah !!!
Malandro é malandro e mané é mané !!!
Você me deve ....
Você me deve seu banana prata !!!

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Ouça a Música:
Candidato Caô Caô - O Rappa (partic. esp. Bezerra da Silva)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um sábado com Antonioni



Porto Alegre tem dessas coisas magníficas. Sábado passado, estive em uma sessão comentada de um clássico do cinema cult e da contracultura dos anos 60: “Blow-Up: Depois Daquele Beijo”, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, de 1966.
A atração foi promovida no Museu Julio de Castilhos (Duque de Caxias - Centro), pela produtora Curta o Circuito, que já programou outro encontro sobre a montagem fílmica de Jean-Luc Godard, dia 6 de novembro. (Mais informação aos interessados em: http://www.curtaocircuito.art.br/)
Museu Júlio de Castilhos
em Porto Alegre
O debate foi ministrado pelo diretor, crítico e professor de cinema Fabiano de Souza, que já me deu aula na faculdade. Fiquei bem impressionado com a fluência, didática e coesão das ideias que Fabiano nos apresentou, principalmente em se tratando de um filme tão complexo, subjetivo e que suscita muitas, mas muitas interpretações
É sempre surpreendente rever “Blow-Up”, meu Antonioni preferido, coisa que não fazia há uns três anos. Um verdadeiro caldeirão de elementos pop, desde a moda (época do auge do nascimento do Prét-à-Porter), passando pela arquitetura, design e música, aqui, especialmente composta pelo mestre Herbie Hancock.
Em meio à efervescência da Swingin’ London, o filme narra o envolvimento de um fotógrafo em um possível crime, o qual suspeita ter acontecido ao ampliar fotos feitas por ele em um enigmático parque. Obcecado por aquele acontecimento, ele começa a investigar e tenta elucidar o caso cercado de mistérios, sem, no entanto, chegar a uma conclusão concreta. Nem ele e nem o espectador, graças à genial condução de Antonioni, que levanta propositalmente mais dúvidas do que certezas.
A exposição de Fabiano e as intervenções do público me fizeram reforçar alguns conceitos e elucidar outros sobre o filme, às vezes perceptíveis só inconscientemente, mas que, postos assim, ficam muito mais claros e reveladores.
Fora as sequências incríveis da montagem/desmontagem do possível crime através das fotos impressas, ou a famosa cena do “braço da guitarra” de Jeff Beck no show dos Yardbirds,



 dois aspectos me chamaram bastante atenção desta vez. Um deles é que “Blow-Up” parece, nas palavras de Fabiano, um “filme de portais”. A sensação labiríntica tanto das ruas de Londres quanto do próprio estúdio do fotógrafo-protagonista é constantemente reforçada por imagens em profundidade, pessoas cumprindo a função de objetos dentro do espaço, superenquadramentos (plano onde se enquadra, por exemplo, uma porta, que, por sua vez, “enquadra” outro elemento) e, principalmente, pela presença marcante – ao longo das aproximadamente 24 horas em que a história se desenrola – de portas, janelas, portões, basculantes – muitas vezes entreabertos, como se avisando que algo não está “fechado”; que ainda há algo a se descobrir.
Moda, estética, comportamento:
O fotógrafo (Cummings) em atividade
em seu estúdio.
Isso tudo tem ver com a própria narrativa que, através de uma aura misteriosa e subjetiva, traz à tona, no fundo, a busca do protagonista por algum sentido na vida. Típico filho da sociedade pós-moderna, amoral, perdido e cético, ele vive num mundo de abstração, onde a imagem e a estética são supervalorizadas. Obviamente, a vida deste cara é vazia, sem significado, o que se evidencia em sua dificuldade de se relacionar e na mentirosa máscara de pessoa bem resolvida consigo. Porém, ao defrontar-se com a morte (ou a possibilidade da), um paradigma se abre à sua frente. A obsessão pela resolução daquele caso no parque simboliza a busca interior dele e de toda uma geração pós-baby boom, pessoas voltadas para as coisas frívolas que a sociedade de consumo oferece à mancheia. É aí, então, que o talentoso e amoral fotógrafo, sempre tão poderoso ao manipular como um deus as imagens, é surpreendido por ela, que parece, agora, vingar-se dele.
O final, com o grupo de mímicos fingindo jogar tênis no mesmo parque onde ele “presenciou” o assassinato é tão emblemática quanto múltipla em sentidos, rendendo até hoje teses e mais teses do que de fato aconteceu e o que a cena significa. Antonioni é genial neste desfecho, pois coloca ao mesmo tempo diversos olhares em confronto: o dos mímicos, o do fotógrafo, o do espectador e o próprio olho da câmera, o olhar do filme, O que é real e o que é imaginação ali? Será que aquela bolinha de tênis existia e só nós espectadores que não vemos? O que a tal bolinha simboliza ideologicamente? Seria, talvez, a realidade mais abstrata do que a julgamos?
Afora o marco estético e comportamental que “Blow-Up” certamente é, a fragmentação dos personagens, dos objetos e da própria realidade fazem da obra-prima de Antonioni um divisor de águas também no campo dos questionamentos sociais e psicológicos do final do século 20, pondo em discussão o valor da sociedade de consumo em que vivemos desde aqueles idos de 66.


trailer "BLOW-UP" de Michelangelo Antonioni (1966)







quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PIL - "Album" (1986)

"Ele (John Lydon) canta como eu toco trumpete."
Miles Davis


Uma superbanda, um disco cujo título é seu formato, um hit com a cara dos anos 80 com refrão fácil e inconfundível e um’ frontman’ que havia sido nada mais nada menos que o rei do punk. O cara: John Lydon, ex-Johnny Rotten do Sex Pistols; o álbum: bom, o nome do álbum era “Album” mesmo. E todo o panorama em torno dele e seu lançamento pode ser justificado com o nome de outro disco da banda: “Isso é o que vocês querem, isso é o que vocês terão”. Com “Album”, John Lydon dava à industria pop o que ela queria, e o PIL, sempre avesso às regras do sistema, por sua vez aproveitava então para ganhar dinheiro com a brincadeira. E por que não?
Como o PIL na verdade é John Lydon, ou, John Lydon é o PIL (não importa), depois de brigar com um integrante aqui, dispensar outro ali, convocar outro lá, resolveu então chamar um timaço de feras para reforçar a IMAGEM PÚBLICA da banda: Ruyichy Sakamoto nos teclados; o multicolaborador de inúmeras bandas Jonas Hellborg no baixo; Steve Vai (que dispensa apresentações) nas guitarras; Tony Williams (da banda de Miles Davis) e Ginger Baker (ex-Cream) para a bateria, tudo sob a batuta do produtor Bill Laswell.
Laswell era conhecido por trabalhos de funk, ligações com o jazz tendo conduzido um trabalho interessantíssimo com Herbie Hankock pouco antes. Trabalhara também produzindo o Time Zone, parceria de Lydon com Afrika Bambaata, o suficiente para convencer o ‘anticristo’ a convidar o cara para produzir seu novo projeto. A escolha mostrou-se perfeita! Laswell dava ao projeto de Lydon o tempero que ele precisava acertando em cheio logo de cara com o sucesso “Rise” composto pelos dois. Quem não lembra daquele refrão “I could be wrong, I could be wright”?
“Album” provavelmente consegue o melhor resultado daquilo que se costuma chamar “superbanda”, normalmente grupos com muito nome, pouca qualidade e resultado bastante insuficiente. Neste não: Ginger Baker destrói na bateria, sempre soando alta e estourando, com destaque especial para “Round”que por ser enfática para a percussão permite-lhe um showzinho à parte. Sakamoto e Tony Willimas são aqueles que não aparecem muito pra torcida mas jogam um bolão; sempre discretos mas competententíssimos, sendo que o japonês pode, sim, ser destacado em “Ease”, épico que fecha o disco, na qual aliás todos matam-a-pau. Em “Ease” Ginger volta a estourar o couro da bateria, Lydon está inspirado, mas nesta especialmente Steve Vai, que na maior parte das faixas empresta seu talento com disciplina e discrição, aqui estraçalha e esmirilha num solo final arrepiante.
Se por um lado Lydon parece com “Album” ter-se rendido de vez à indústria fonográfica, dando o que ela queria; por outro mantém nas letras seu tradicional fel e violência pouco palatáveis para rádio e deixa uma dose implícita de cinismo quando, ao invés de uma capa colorida, chamativa, com a banda posando fodona, simplesmente nos apresenta uma capa branca com o nome do formato escrito grande. (Bem pouco comercial, não?) Algo como uma caixa de medicamento, uma embalagem... um produto.
Mas tal simplicidade da capa, de certa forma, se justifica plenamente: o que mais precisaria-se dizer de um disco como este, afinal?
Basta dizer apenas que é O ÁLBUM.

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(O disco efetivamente leva o nome do formato, tanto que a versão em fita chamava-se "Cassete" e o CD chama-se "Compact Disc", mas é conhecido e referido na maioria das vezes, independente da forma como se apresenta, como "ALBUM")
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FAIXAS (listadas na contracapa como "Ingredientes") :
  1. "F.F.F." (John Lydon, Bill Laswell) – 5:32
  2. "Rise" (Lydon, Laswell) – 6:04
  3. "Fishing" (Lydon, Jebin Bruni, Mark Schulz) – 5:20
  4. "Round" (Lydon, Schulz) – 4:24
  5. "Bags" (Lydon, Bruni, Schulz) – 5:28
  6. "Home" (Lydon, Laswell) – 5:49
  7. "Ease" (Lydon, Bruni) – 8:09
Músicos:
John Lydon - vocais
Tony Williams - bateria em "FFF", "Rise" e "Home"
Ginger Baker - bateria na "Fishing", "Round", "Bags" e "Ease"
Bernard Fowler - backing vocals em todas as faixas
Ryuichi Sakamoto - Fairlight CMI em "Rise", "Fishing", "Bags" e "Ease"
Nicky Skopelitis - guitarra em todas, exceto "Ease"
Steve Vai - guitarra em todas as faixas
Jonas Hellborg - baixo em todas as faixas

pessoal adicional
Shankar - violino elétrico de "Rise" e "Round"
Bernie Worrell - órgão em "FFF", "Round" e "Home", Yamaha DX7 em "Fishing"
Malaquias Favores - baixo acústico em "Fishing" e "Bags"
Steve Turre - didjeridu em "Ease"
Aïyb Dieng - tambores em "Round"


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Ouça:
PIL Album



Cly Reis

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

cotidianas #53 - "Incompatibilidade de Gênios"


Dotô,
jogava o Flamengo, eu queria escutar.
Chegou,
Mudou de estação, começou a cantar.
Tem mais,
Um cisco no olho, ela em vez de assoprar,
Sem dó falou,
sem dó falou, que por ela eu podia cegar.
Se eu dou,
Um pulo, um pulinho, um instantinho no bar,
Bastou,
Durante dez noites me faz jejuar
Levou,
As minhas cuecas pro bruxo rezar.
Coou,
Meu café na calça prá me segurar
Se eu tô
Devendo dinheiro e vem um me cobrar
Dotô,
A peste abre a porta e ainda manda sentar
Depois,
Se eu mudo de emprego que é prá melhorar
Vê só,
Convida a mãe dela prá ir morar lá
Dotô,
Se eu peço feijão ela deixa salgar
Calor,
Mas veste o casaco prá me atazanar
E ontem,
Sonhando comigo mandou eu jogar
No burro,
E deu na cabeça a centena e o milhar
Ai, quero me separar

"Incompatibilidade de gênios"
João Bosco/Aldir Blanc
*************
Ouça:
João Bosco Incompatibilidade de Gênios

O Adeus ao Bispo

“Quando olho para trás na minha vida, eu vejo todos os meus amigos que já partiram para outra jornada, então é hora de fazer tudo que posso.”
Solomon Burke (1940-2010)


Nesta última semana morreu, aos 70 anos, um dos principais cantores da música americana e um dos criadores da soul music, difundida aos quatro cantos do planeta a partir dos anos 50. Trata-se de Solomon Burke, o ex-pastor que saiu do altar das igrejas para demarcar seu lugar no showbizz, considerado pelo produtor musical Jerry Wexler como o "o melhor cantor de soul de todos os tempos". Vitimado por causas naturais, o Bispo, como era conhecido, partiu desta para melhor depois de chegar ao aeroporto Schipol, em Amsterdã. Além de músicas, deixou na Terra 21 filhos, 90 netos e 19 bisnetos. Poxa!...
Burke morreu menos conhecido que outras lendas do rythm’ n’ blues, como Otis Reding, James Brown, Ray Charles e Sam Cooke, todos de grande sucesso e até idolatria. Com seu barítono romântico cheio de groove e carregado de tradição gospel, embora de importância inegável para a música pop, não foi um campeão de hits como seus contemporâneos. Seu maior sucesso nas paradas foi “Just Out of Reach”, de 1961. Depois disso, teve outras de impacto ora bom ora mediano, como “The Price”, inspirada em um sermão, e “Cry to Me”, uma das duas músicas de seu repertório gravada pelos já antenados Rolling Stones no primeiro disco da banda, de 1964. A outra, “Everybody Needs Somebody to Love”, além da versão dos ingleses, também aparece cantada por John Belushi e Dan Akroyd no divertido filme-homenagem à soul music "Irmãos Cara-de-Pau" , de 1980.
Há muito Burke vinha produzindo bastante, porém sem vendagens significativas. Até que Deus interveio. O Todo-Poderoso não poderia deixar de dar, em vida, uma graça a um filho tão talentoso – ainda mais a um que O propagandeou tão bem como líder religioso fora e dentro dos palcos. Em 2002, já aos 62 anos, a independente Fat Possum Records, aproveitando de sua boa saúde – principalmente vocal –, resolveu prestar-lhe uma grata homenagem. Resgatando-o do ostracismo e oferecendo-lhe um aparato técnico de qualidade, a gravadora produziu um CD onde o Bispo interpreta canções de outros compositores, todas inéditas e feitas especialmente para aquela ocasião. O disco chama-se “Don’t Give Up to Me” (“Não desista de mim”, título bem apropriado).
Olhem só o time de feras chamado para este serviço: Bob Dylan, Van Morrison, Tom Waits, Elvis Costello, Brian Wilson, entre outros. O resultado não poderia ser diferente: um discaço! Não tenho muita noção de outros discos de carreira de Burke, mas provavelmente este é seu melhor trabalho. De produção cuidadosa, valoriza sua voz ao mesmo tempo em que imprime uma sonoridade entre o retrô e o moderno, transpassando a ideia não só de resgate da cultura negra americana mas, também, do quanto aquele Solomon Burke ainda era potente, vivo, às novas gerações. “Don’t Give...” deu-lhe, enfim, o primeiro grande reconhecimento: o prêmio Grammy, em 2003.
Deste disco, destaco a sensível “Diamonds in Your Mind” (de Waits), a lindíssima faixa-título – cartão de visita ao abrir em clima de balada a la Atlantic Records dos anos 50/60 – e o bluesão “Stepchild”, de Dylan, que parece tê-la escrito e dito (naquele seu jeitão presunçosamente carinhoso): “Toma aí, velho: manda ver!”.
Mas a obra-prima mesmo é “Fast Train”, uma das duas compostas por Van Morrison (a outra é “Only a Dream”). Uma balada arrasadora: amor, vida, morte, passagem do tempo; tudo está nela. Pincelada por agudas frases de órgão típico das igrejas negras nas quais Burke tanto pregou, e interpretada com intensidade na sua voz levemente envelhecida mas incrivelmente vigorosa, “Fast.Train” – como toda boa balada – começa calma e prossegue num crescendo de emoção. Vão se adicionando aos poucos um coro feminino, e os elementos sonoros se intensificam até o clímax, quando começa a decrescer lentamente, diminuindo e subtraindo cada um dos sons, como se já saciado e feliz. Como se aquele “rápido trem” tivesse, enfim, chegado á estação final, até sumir no horizonte com um último – e afinadíssimo – sopro de voz do Bispo-cantor.

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Dos registros antigos, certamente o melhor deles está compilado no CD “The Very Best of Solomon Burke”, de 1998. Como sempre, a caprichada edição do selo Rhino remasterizou as matrizes originais e traz todos os principais hits do cara.
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Coincidentemente, comentaram-me esta semana (por um outro motivo) sobre o filme “Alta Fidelidade”, que conta a história de um dono de uma loja de música à beira da falência (interpretado por John Cusack), um profundo conhecedor da música pop e fiel aos discos de vinil. Mas a referência a Burke está no livro ao qual o filme é inspirado, que tem "Got to Get You (Off My Mind)" como tema-chave.

Ouça o disco:
Solomon Burke Don't Give Up On Me

postado por Daniel Rodrigues

sábado, 16 de outubro de 2010

Flamengo x Inter - Engenhão - Rio de Janeiro/RJ












18:00 - Vim ver meu time e aproveitar para conhecer o Engenhão. O estádio é melhor do que eu imaginava, boas circulações, confortável, bonito, só é realmente meio ruim pra se chegar, distante da avenida principal do bairro e com ruas de acesso estreitas e 'esquisitas'.
Quanto ao jogo, o Internacional está numa fase melhor, temos um time melhor e não estamos pressionados como eles. Na teoria tudo a favor, mas como diz o sábio, futebol se resolve dentro das 4 linhas.
Depois do jogo a gente vê...



Cly Reis

Exposição Keith Haring - Caixa Cultural - Rio de Janeiro









"Em minha vida fiz muitas coisa, ganhei muito dinheiro e me diverti muito. Mas também vivi em Nova Iorque nos anos do ápice da promiscuidade sexual. Se eu não pegar AIDS, ninguém mais pegará."




Este ilustre blogueiro
na exposiçã
Visitei também no último feriado a expoição de Keith Haring, no Centro Caixa Cultural, aqui no rio de Janeiro.
Conhecia pouco do trabalho do cara, achava legal o que tinha visto por aí e tal, mas é mais apreciável ainda vendo assim em exposição, entendendo o conceito do trabalho, as sequências temáticas, as experimentações, os métodos e técnicas.
Muita cor, muito movimento, traços espessos típicos de grafiteiro, conceitos pop, um jeito irônico, inquieto e inconformado de ver o mundo, com mensagens e atitude expressas em cada gravura. Show de bola!
Um barato uma exposição dessas aqui, ao nosso alcance. Que outras como esta venham mais vezes.



Keith Haring (Reading, 4 de maio de 1958 – Nova Iorque, 16 de fevereiro de 1990) foi um artista gráfico e activista estadunidense. Seu trabalho reflecte a cultura nova-iorquina dos anos 1980.
Nascido no estado de Pensilvânia, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas. De 1976 até 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transfere-se para Nova Iorque, onde seria grandemente influenciado pelos graffitis, inscrevendo-se na School of Visual Arts. Homossexual assumido, o seu trabalho reflecte também um conjunto de temas homo-eróticos.
Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metro de Nova Iorque. As suas primeiras exposições formam,michelleis acontele era gayecem a partir de 1980 no Club 57, que se torna um ponto de encontro da elite vanguardista.
Na mesma década, participou em diversas bienais e pintou diversos murais pelo mundo - de Sydney a Amsterdão e mesmo no Muro de Berlim. Amigo pessoal de Grace Jones, foi ele quem lhe pintou o corpo para o videoclip "I'm Not Perfect".
Em 1988, abre um Pop Shop em Tóquio. Na ocasião, afirma: "Em minha vida fiz muitas coisa, ganhei muito dinheiro e me diverti muito. Mas também vivi em Nova Iorque nos anos do ápice da promiscuidade sexual. Se eu não pegar AIDS, ninguém mais pegará."
Meses depois declara em entrevista à revista Rolling Stone que tem o vírus HIV. Em seguida, cria a Keith Haring Foundation, em favor das crianças vítimas da AIDS.
Em 1989, perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, Itália, executa a sua última obra pública - o grande mural intitulado 'Tuttomondo[1]', dedicado à paz universal.
Haring morreu aos 31 anos de idade, vítima de complicações de saúde relacionadas a AIDS, tendo sido um forte activista contra a doença, que abordou mais que uma vez em suas pinturas.
fonte: Wikipédia

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Exposição com 94 obras de Keith Haring
de 28/09 a 28/11
Terças, Quartas, Quintas, Sextas e Sábados das 10:00 às 22:00
Domingos das 10:00 às 21:00
(não é permitido fotografar)
Caixa Cultural - Rio de Janeiro (RJ)
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25. Centro - Rio de Janeiro (RJ) .

"Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro", de José Padilha (2010)



É legal ver o cinema nacional produzindo uma boa sequência como esta!
Com ousadia, coerência e qualidade.
O apresentador sensacionalista
Fortunato (André Mattos)
à frente do seu "Mira Geral"
Na minha opinião "Tropa de elite 2 - O Inimigo Agora é Outro" não chega a superar o primeiro, mas quantas continuações conseguiram ser melhores que os originais? "O Poderoso Chefão 2", provavelmente; os "Star Wars"; "Exterminador do Futuro 2", talvez; "Onze (Doze e Treze) Homens e um Segredo"?, pode ser; talvez mais um ou outro por aí. Assim sendo, podemos combinar que não é demérito algum não superar seu antecessor, ok? Na realidade, se formos para pra analisar, este segundo é até melhor no que diz respeito à produção no seu todo, é também mais bem acabado, talvez mais bem desenvolvido, mas o anterior tem a favor de si a condução quase documental, o realismo, a crueza e o impacto causado, não que este não tenha estes elementos ou parte deles, mas a surpresa, a novidade, a sensação, ficaram por conta do outro que a partir do momento que teve suas cópias pirateadas e foi visto em milhares de lares ilegalmente, até ser revisto no cinema por livre espontânea vontade por mais tantos (como eu) já se transformava num marco do cinema brasileiro.
A sequência tem todo este envolvimento político, de gabinete, do submundo, do que está por baixo dos panos e por trás das cortinas, e talvez por isso, em determinado momento perca um pouco de ritmo, mas certamente não de interesse; mesmo não sendo exclusivamente um filme de ação, o diretor José Padilha não perde o espectador em momento algum e por um interesse ou outro dentro da história permanecemos grudados na cadeira e vidrados na tela.
Seu Jorge mandando bem como líder da
rebelião em Bangu 1
Wagner Moura novamente muito bem como o carismático Capitão Nascimento; Seu Jorge faz uma ponta muito  legal ainda no início do filme; mas destaque mesmo para o humorista André Mattos fazendo papel de um destes apresentadores de noticiários policias sensacionalistas, com uma caracterização que lembra muuuito um tal de Wágner Montes. Coincidência? Aliás muitos personagens desta ficção lembram personlidades de meios políticos, sociais e jornalisticos. Tente identificar.
Baita filme, galera!
Corram pra ver!





Cly Reis

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

The Chemical Brothers - "Further" (2010)

Comprei no último sábado, finalmente, o último Chemical Brothers, o "Further" . Demorei um pouco pra comprar desde o lançamento pois tinha lido algumas coisas que davam conta de uma certa mudança de comportamento, variações de sonoridade, viagens transcedentais e tal, e levei um pouco de medo.
(E pensar que eu hesitei...)
Cara, é chover no molhado dizer que Tom Rowlands e Ed Simons não são apenas DJ's, que não são apenas uma dupla de eletrônico, que são músicos, compositores criativos, artistas, mas neste, "Further", eles vão um pouco além de onde já chegaram.
Cada faixa é construída com paciência, com cuidado, com requinte, com arte. O álbum tem um quê de rock progressivo até, psicodélico, com a maior parte das faixas apenas instrumentais e quase todas bem longas e trabalhadas, mas contraditoriamente é mais eletrônico e futurista de todos que já fizeram até então.
"Escape Velocity", que foi a primeira faixa de divulgação do álbum, por exemplo, é uma longa sinfonia eletrônica de 12 minutos, montada, moldada aos poucos, depois caprichosamente desmoldada, ganhando então outra cara, outra nuance a todo instante. Assim como incorpora elementos os perde, assim como acelera, desacelera, num jogo longo e envolvente.
Em "Snow" que abre o disco, o início maquinal, eletrônico quase que desordenado, não parece que possa trazer dali a diante, assim que a faixa toma corpo, uma das canções mais doces da dupla. Um primor. Uma sonoridade leve como neve.
"Dissolve" namora o hard-rock com suas explosões sonoras que chegam a lembrar as guitarras do The Who; em "K+D+B" o legal é aquela percussão e bruta, pesada; e "Swoon", uma house embalada e contagiante, que remete um pouco mais os trabalhos anteriores dos caras, é uma das melhores do disco.
Mas o melhor ainda não é isso: "Horse Power", a minha favorita do disco, é um petardo eletrônico que justifica plenamente o nome que leva: é pura potência. Pronta pras pistas! Daquelas de fechar os olhos e dançar, dançar, dançar até não se saber mais onde se está nem quem é. Tem pelo menos uns 2500CV!
Posso afirmar sem medo que "Further" junta-se a "Dig Your Own Hole" e a "Surrender" como um dos melhores trabalhos dos caras.
(E pensar que eu hesitei...)

FAIXAS:
1. "Snow" 5:07
2. "Escape Velocity" 11:57
3. "Another World" 5:40
4. "Dissolve" 6:21
5. "Horse Power" 5:51
6. "Swoon" 6:05
7. "K+D+B" 5:39
8. "Wonders of the Deep" 5:12


Clipe de "Swoon" , uma das melhores na minha opinião
The Chemical Brothers - Swoon