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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Morphine - "Cure for Pain" (1993)



“Obrigado Palestrina!
É uma linda noite!
É ótimo estar aqui e quero dedicar uma canção super-sexy a todos vocês…”
últimas palavras ditas por Mark Sandman
antes de sofrer um infarto fulminante no palco



Uma formação, no mínimo, curiosa: uma bateria, um sax e um contrabaixo. Sem guitarra. Isso mesmo. E mais: o baixo, funcionado como centro musical,  tendo apenas duas cordas e na maior parte das vezes apresentando afinações um tanto peculiares. Com esta ousadia o Morphine trouxe em “Cure for Pain” de 1993 uma adorável mistura de rock, jazz, country e funk como poucas vezes se viu na hisória do rock.
A primeira faixa de trabalho da banda, a espetacular “Buena” é um jazz-rock alucinado bem pontuado num baixo embrigado e oscilante alternando com rompantes arrasadores do saxofone.
“Thusday” é outra das melhores, parecida com “Buena” até, bem impetuosa e pegada, trazendo um pouco mais de elementos de funk; “Sheila”, mais um destaque, é um pouco mais lenta e com mais ênfase no sax; e “In Spite of Me”, também bem legal, tocada no bandolim é uma das poucas que traz um elemento de corda que não seja o baixo aleijado de Mark Sandman (apenas 3 faixas tem alguma intervenção de guitarras).
Boas também, "Head With Wings" com o sax mandando ver, "Mary Won't You Call My Name?" com uma levada maiscountry; e a embalada "All Wrong" com seu ritmo todo quebrado.
Outro dos casos de um artista de altíssima qualidade e potencial que morreu cedo demais. Certamente o Morphine ainda teria muita coisa interessante para mostrar. Deixaram apenas quatro discos antes que Mark Sandman sofresse um infarto durante um show na cidade de Palestrina, na Itália.
Uma pena. Mas por outro lado, uma sorte que tenha dado tempo de nos deixarem um disco como “Cure for Pain”.
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FAIXAS:
  1. "Dawna" - 0:44 
  2. "Buena" - 3:19
  3. "I'm Free Now" - 3:24
  4. "All Wrong" - 3:40
  5. "Candy" - 3:14
  6. "A Head With Wings" - 3:39
  7. "In Spite of Me" - 2:34 
  8. "Thursday" - 3:26
  9. "Cure for Pain" - 3:13
  10. "Mary Won't You Call My Name?" - 2:29
  11. "Let's Take a Trip Together" - 2:59 
  12. "Sheila" - 2:49
  13. "Miles Davis' Funeral" - 1:41 

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Ouça:
Morphine Cure for Pain



Cly Reis

Pix

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

cotidianas #130 - "Zerovinteum"


Rio, cidade-desespero
A vida é boa mas só vive quem não tem medo
Olho aberto malandragem não tem dó
Rio de Janeiro, cidade hardcore.
Arrastão na praia não tem problema algum
Chacina de menores é aqui 021
Polícia, cocaína, Comando Vermelho
Sarajevo é brincadeira, aqui é o Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, demorô, é agora
Pra se virar tem que aprender na rua
O que não se aprende na escola
Segurança é subjetiva
Melhor ficar com um olho no padre e outro na missa
Situações acontecem sobre um calor inominável
Beleza convive lado a lado com um dia-dia miserável
Mesmo assim, não troco por lugar algum
Já disse: este é o meu lar.
Aqui, 021 "Cuidado pra não se queimar na praia do arrastão"
É...
Rio de Janeiro
"Aqui fazem sua segurança assasinando menor"
É...
Rio de Janeiro
"A cidade é maravilhosa mas se liga, mermão"
É...
Rio de Janeiro
"Então fica de olho aberto malandragem não tem dó"
É...
Rio de Janeiro
É muito fácil falar de coisas tão belas
De frente pro mar mas de costas pra favela
De lá de cima o que se vê é um enorme mar de sangue
Chacinas brutais,uma porrada de gangue
O Pão de Açúcar de lá o diabo amassou
Esse é o Rio e se você não conhece, bacana,
Tome cuidado, as aparências enganam
Aqui a lei do silêncio fala mais alto
Te calam por bem ou vai pro mato
Mas de repente invadem a minha área, todos fardados
Eu tô ficando loco, ou tem alguma coisa errada?
Brincando com a vida do povo, então se liga na parada
Porque hoje ninguém sabe, ninguém viu.
Um dia alguns se cansam e "pow!", guerra civil
Porque como diz o ditado, quando 1 não quer 2 não brigam
Mas já que cê tá pedindo, segura a ira
Porque a cabeça é fria, mas o sangue não é de barata
Esse é o Rio, mermão, o veneno da lata.
How how how faz o Papai Noel
Pow pow pow e nego não vai pro céu
Digo V de veneta, lírica bereta
Black Alien e família, soem as trombetas
Tomando de assalto a cidade que brilha
Mãos ao alto, vamos dançar a quadrilha 288 é formação de quadrilha
Nome:Gustavo Ribeiro, a descrição do elemento
Primeiro é o olho vermelho, na mente, no momento
Como diz o Bispo, eu sou artista, esse é meu lixo
Acesso ao som restrito aos peritos
O dialeto se dito é um perigo, amigo
Para o consumo da alma sem abrigo
O ritmo e a raiva, a raiva e o ritmo
"Cuidado pra não se queimar na praia do arrastão"
É...
Rio de Janeiro
"Aqui fazem sua segurança assasinando menor"
É...
Rio de Janeiro
"A cidade é maravilhosa mas se liga, mermão"
É...
Rio de Janeiro
"Então fica de olho aberto malandragem não tem dó"
É...
Rio de Janeiro

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"Zerovinteum" - Planet Hemp



20 de janeiro - Dia de São Sebastião
padroeiro do Rio de Janeiro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pix

Deep Purple - "Made in Japan" (1972)

“Ainda adoro o rock n’ roll,
mas, para dizer a verdade,
não costumo ouvir nem mesmo 
as minhas gravações de rock,
pois prefiro uma música com mais substância.
É legal de tocar, mas não de ficar ouvindo.”
Ritchie Blackmore



Quando o assunto é Deep Purple a primeira coisa que me vem à cabeça é o vinil "Made In Japan" de 1972 que eu tive o prazer de escutar aos nove anos. Sim, aos nove! Quando eu não tinha o que fazer, eu e minha amiguinha ficávamos mexendo nos discos do irmão dela. Entre um vinil e outro, escutávamos coisas do tipo Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Janis Joplin, Jethro Thull, Rolling Stones, The Police, ACDC e bem de vez em quando rolava uma Xuxa também, afinal éramos crianças. Mas o que predominava era o rock! Foi ai que começou minha paixão por música boa...
E uma das músicas do D.P. que mais me deixou alucinada com a guitarra mais fascinante que já havia escutado até então, foi a maravilhosa 'Strange Kind Of Woman', como um grito de início de Ian Gillan e os riffs e solos de Ritchie Blackmore deslumbrantes. Aliás, no meio dessa música tem um belo duelo de guitarra-vocal com Gillan e Blackmore que ao vivo sempre termina com um extremamente longo, grito estridente de Gillan.
A canção foi originalmente chamada de "Prostitute". Gillan introduziu a música no Deep Purple: "Era sobre um amigo nosso que se relacionou com uma mulher e foi uma história triste. Eles se casaram, e alguns dias depois ela morreu”. Mas o fato é que esta música não é sobre uma mulher, mas sim uma compilação de emoções e decepções, e tal pacote foi nomeado Nancy.
E voltando ao assunto gritos estridentes, não posso deixar de destacar também a maravilhosa 'Child In Time' com os inacreditáveis agudos de Gillan e o solo de Jon Lord nos teclados, aliás, a banda inteira faz uma baita contribuição de solos inexplicáveis nessa música!
Não, eu não vou falar sobre 'Smoke On The Water', essa música nem precisa de comentários né?! É simplesmente o hino da banda!
O álbum que eu escutava, do grito inicial até o grito final e que, nove anos depois, finalmente encontrei em CD esse disco que com certeza marcou minha infância.
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FAIXAS:
1. Highway Star
2. Child In Time
3. Smoke On The Water
4. The Mule
5. Strange Kind Of Woman
6. Lazy
7. Space Truckin'

*em 1998 foi lançada uma edição remasterizada com um disco extra com mais 3 faixas:
1. Black Night
2. Speed King
3. Lucille
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Ouça:
Deep Purple Made In Japan