Estarei fora nos próximos dias, até depois da virada de ano, e até por isso gostaria de deixar, desde, já minha saudação de ano-novo aos meus amigos e eventuais leitores.
Peguei pra ver neste feriadão de Natal "Cloverfield- Monstro" que já me impressionara por um pequeno trailer que havia visto. A idéia de câmera na mão já recomendava bem o filme. Além disso o fato de aparecer freqüentemente nem listas de melhores do ano, boas críticas e tudo mais, me deixavam curioso para vê-lo mas ácabava sempre protelando e passando outros na frente na hora da locação.
O monstro em si, mesmo aparecendo meio de relance nos primeiros momentos, já se mostra assustador e confirma mais ainda esse terror quando é mostrado integralmente mais adiante no filme e traduz satisfatóriamente aquela vontade dos produtores de ter um monstro americano aos moldes do que um Godzila representa para o Japão, ainda nos dias de hoje. Sua origem é desconhecida, no entanto, em determinado momento o "filmador" levanta a possibilidade deste ser uma criação do próprio governo, dada a maneira como as autoridades tentam conduzir a coisa toda.
Assisti na semana passada a "Madagascar 2" com uma boa expectativa gerada pela surpreendente qualidade do primeiro.
Vi no filme "Na Cama com Madonna" o trechos da turnê Blonde Ambition e fiquei fascinado. Quis ver aquilo! No entanto a turnê seguinte, que acabou passando pelo Brasil, foi a Girlie Show, que apesar de não ser tão boa quanto a anterior, de não ter os figurinos do Gaultier nem a performance libidinosa de "Like a Virgin" foi um belo espetáculo e me proporcionou boas surpresas.

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| O Rolo Compressor Colorado de 1945. Tio Adão é o quarto agachado, da esq. para a dir. |
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| Adão em destaque na foto |



Curiosamente o primeiro disco da banda chama-se "O Adeus de Fellini", um álbum de uma banda pretensiosa (num bom sentido), cheia de gás, ainda com respingos de punk e com bastante influência do rock inglês. Destacam-se "Funziona Senza Vapore", "Rock Europeu", a agressiva e sarcástica"Cultura" e a adorável "História do Fogo".
"Tabu" é um poema declamado sobre uma base samba-canção, "Mãe dos Gatos" e "Socorro" e as duas "Padre Hippie" demonstram bem o experimentalismo e alguma inconseqüência do disco, que tem destaque para "Domingo de Páscoa", a melhor do disco, que também tem uma levada meio samba e traz o "trumpete-bucal" de Cadão Volpato, como ele mesmo definiu.
Mesmo a batida eletrônica que soava crua para se fazer sambas, neste disco volta aparecer mas fica mais bem entrosada com os outros elementos e a proposta do samba/rock/bossa-nova fica maravilhosa em "Ambos Mundos", "Teu Inglês", "Lavorare Stanca" e "Rio-Bahia". As "doideiras" do disco anterior aparecem também neste mas neste, mais musicais, como em "Rosas" e "Onde o Sol se Esconde". "Massacres da Coletivização" lembra o pop-rock do primeiro disco, "Valsa de la Revolución" mistura espanhol com português com uma letra falada sobre uma base de bateria eletrônica e "Zum Zum Zum Zazoeira" com uns efeitos de bichos na introdução tem um sotaque meio nordestino e soa até meio regionalista.
Pra quem quiser dar uma conferida, abaixo links de dois trabalhos da banda: "O Adeus de Fellini" e "3 lugares diferentes".