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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Estarei fora nos próximos dias, até depois da virada de ano, e até por isso gostaria de deixar, desde, já minha saudação de ano-novo aos meus amigos e eventuais leitores.

domingo, 28 de dezembro de 2008

"Cloverfield-Monstro", de Matt Reeves (2008)




Peguei pra ver neste feriadão de Natal "Cloverfield- Monstro" que já me impressionara por um pequeno trailer que havia visto. A idéia de câmera na mão já recomendava bem o filme. Além disso o fato de aparecer freqüentemente nem listas de melhores do ano, boas críticas e tudo mais, me deixavam curioso para vê-lo mas ácabava sempre protelando e passando outros na frente na hora da locação.

Realmente "Cloverfield" justifica as boas opiniões a seu respeito.

O conceito documental não fica vazio uma vez que a proposta é que ele pareça quase casual. O documentarista de uma festa de despedida, de repente topa com um fato maior e passa a registrá-lo como qualquer um de nós faria se, por exemplo, estivessemos em um aniversário e vissemos aterrisar um disco voador. Evidentemente iríamos voltar a lente da câmera para o momento histórico e talvez único. É o que acontece quando depois de um tremor todo mundo sai pra rua e vê qua alguma coisa está destruindo Nova Iorque. O câmera-man, o irmão do homenageado, que ficou de gaiato nessa função não desliga o equipamento e passa a filmar tudo, ciente de que aquilo poderia vir a ser um registro futuro importante.

O barato deste formato de filmagem é o realismo das cenas, a tensão quase como se estivéssemos presentes na correria, na fuga, no desespero.

O monstro em si, mesmo aparecendo meio de relance nos primeiros momentos, já se mostra assustador e confirma mais ainda esse terror quando é mostrado integralmente mais adiante no filme e traduz satisfatóriamente aquela vontade dos produtores de ter um monstro americano aos moldes do que um Godzila representa para o Japão, ainda nos dias de hoje. Sua origem é desconhecida, no entanto, em determinado momento o "filmador" levanta a possibilidade deste ser uma criação do próprio governo, dada a maneira como as autoridades tentam conduzir a coisa toda.

Um outro barato, que é fundamental principalmente na concepção do final do filme, é o fato de que a fita na qual está sendo gravada a festinha e por conseqüência onde acabam sendo registradas a tragédia, a fuga e tudo mais, era uma fita particular do dono da casa onde estavam registrados momentos íntimos dele com a garota pela qual ele estava apaixonado. Várias vezes no filme há pequenas inserções "casuais" desse fundo da fita, bem como se fosse uma gravação amadora na qual a última gravação ficou ali. Na maior parte das vezes estes flashes do "resto" da gravação não tem importância alguma, mas no final acaba fechando bem o filme e dando algum significado.

Um cena bem legal é a da cabeça da estátua da Liberdade caindo sobre a rua, passando pertinho do cara da câmera.

Nada fora do comum, genial ou esetacular. "Cloverfield - Monstro" é  um bom entretenimento, sem arrependimento.


Cly Reis

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Madagascar 2 - A Grande Escapada", de Tom McGrath e Erc Darnell (2008)



Assisti na semana passada a "Madagascar 2" com uma boa expectativa gerada pela surpreendente qualidade do primeiro.
Saí meio decepcionado.
Vale como entretenimento e meramente por isso. Ele não acrescenta qause nada ao primeiro e por isso acaba não justificando sua existência.
Ora, sabemos o porquê da sua existência: As cifras astronômicas geradas pelo original. Cifras estas que vão se repetindo e superando, mas que creio, em grande parte, por espectadores como eu que acharam naquela história infantil do primeiro, algo mais que um filme só PARA CRIANÇAS.
Neste segundo, percebendo que o original foi atingiu um público além do que os idealizadores imaginavam, focaram a seqüência também nesta fatia de público e aí se perderam um pouco.
Não fica inocente e primário o suficiente para ser infantil, não chega a ser adolescente e fica abaixo de qualquer exigência para um público adulto, no que diz respeito à história, personagens , roteiro, etc.
Essa confusão de público-alvo gera até algumas situações embaraçosas quanto ao "politicamente correto" (e aí não falo só em relação às crianças), como por exemplo nas partes em que o leão Alex tem uma briga com a velhinha da estação do primeiro filme (que aparece sem propósito neste outro) e BATE nesta senhora. É lógico que o bicho perde a briga mas não me parece muito adequado como exemplo, lição ou postura, mostrar que um personagem carismático da história bata deliberadamente numa senhora idosa. Em outra os pingüins organizados e malandros que agem em grupo, e que também ganham mais destaque do que mereciam na seqüência, simulam um acidente para ROUBAR turistas e também jogam a velha de um carro em movimento. E ainda em outra situação os turistas novaiorquinos já refeitos e organizados no meio da floresta capturam o leão e planejam comê-lo. Matar um animal de uma reserva e comê-lo? Peraí um pouquinho! Que que é isso?
Fraco e além disso, excessivamente politicamente incorreto.

Cly Reis

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coluna dEle #5


Antes do Natal, nada melhor do que uma palavrinha dEle.
Com vocês... Vocês sabem quem.

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Olá! Boas!
Sei que, principalmente aí no Brasil, a coisa não tá lá muito boa com esse aguaceiro todo que tá caindo mas Eu juro que tô tentando dar um jeito. O Pedrinho e Eu, aqui, estamos tentando arrumar as coisas e daqui a pouquinho tudo vai voltar ao normal.
O pessoal implora por Mim, outros me põe a culpa, se perguntam como é que Eu posso estar fazendo uma coisa dessas, se Eu não estou vendo isso, olhando pra eles e tal, mas, galera, o papo é que tudo isso é culpa de vocês aí embaixo. Vocês detonam todo o sistema, acabam com a camada, superaquecem o troço... Pô! Daí o meu equipamento todo funde, cara!
Mas paciência, galera, e não percam a fé que o Pedro e a Bárbara, Yansã, para muitos, prometem dar um jeito em breve.
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Vi o show da Madonna aqui de cima.
Não consegui ingresso e, sinceramente, AINDA BEM, porque Eu não ia querer ficar naquelas filas enormes.
Legal o show! Preferia os discos anteriores mas esse não é mau, não. Discordo do dono do blog que diz que o disco é um lixo.
Curti mesmo "Like a Prayer". Essa levantou a galera. O pessoal acha que Eu não vou gostar por causa dessa coisa de religião e tal, mas isso é bobagem. Até senti falta daquela performance herética de "Live to Tell" da turnê anterior, que ela ficava, tipo, pregada numa cruz.
Sinistro!
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O Paulinho (São Paulo pra vocês) tá aqui todo feliz porque o time dele foi campeão.
Parabéns, aí, tricolores!
Dizem que Eu ajudo que trabalha e é verdade. Os caras são organizados, aplicam bem os recursos, se preparam e tudo mais, o resultado é esse. Na verdade Eu não ajudo, Eu só não atrapalho.
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E o Natal, hein! Correria, compras, shopping lotado, trânsito... Essa época é uma loucura!
Eu, cuidando desses problemas todos de enchentes, aqueles muçulmanos se matando uns aos outros e executivos se jogando de janelas por causa da crise mundial, nem tive tempo de comprar os presentes da família.
Vou tentar providenciar amanhã.
E o pior é que no Meu caso tenho que comprar um a mais. De Natal e de aniversário pro meu guri.
Pelo calendário de vocês ele tá fazendo 2008 aninhos.
Aí que Eu noto como tô velho.
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A propósito: não se esqueçam que este é o verdadeiro motivo do Natal. Cantem um parabéns pro meu filhote.
Mas pra quem não acredita, e eu dou todo o direito de não acreditarem, pelo menos entrem naquele clima de paz, falô?
Só na paz!
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Feliz Natal e um grande 2009 pra todo mundo.
De Minha parte vou fazer o possível para que seja muito bom
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Sugestões, críticas, súplicas, desejos, vontades pelo e-mail




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna, show de constrangimentos




Vi no filme "Na Cama com Madonna" o trechos da turnê Blonde Ambition e fiquei fascinado. Quis ver aquilo! No entanto a turnê seguinte, que acabou passando pelo Brasil, foi a Girlie Show, que apesar de não ser tão boa quanto a anterior, de não ter os figurinos do Gaultier nem a performance libidinosa de "Like a Virgin" foi um belo espetáculo e me proporcionou boas surpresas.
Anos depois resolvi ir ver novamente a Madonna ao vivo pelo mero fato de ser a Madonna. Sabia já que o álbum "Hard Candy" era um horror porém guardava a expectativa de que o SHOW, o ESPETÁCULO, o TUDO, valesse a pena.
Olha, foi um CIRCO DO LAMENTÁVEL. A começar pela chegada, entrada, acesso. Pra começar não divulgaram a hora de abertura dos portões (porque provavelmente ninguém, lá, tinha muita certeza, mesmo) e eu imaginando que para um show com todos os ingressos vendidos a meses, com gente dormindo na fila pra entrar, os portões fossem abertos pela manhã, talvez com boa vontade, às duas ou três da tarde. Não! Chego às 16:40 para um show que está previsto para as 20h, as filas serpenteiam o Maracanã e os portões ainda não estão abertos. A notícia era de que abririam às 17 e no entanto só abrem mesmo às 17:40. OK! Só que quando abrem, a fila não anda pelo mero fato de que ela tinha tantas voltas que criava vários pontos de "furo" e não havia sequer um cidadão de organização do evento pra orientar, ordenar a fila ou no mínimo se fazer presente para intimidar os bicões.
Cara, muita SORTE não ter havido um grande tumulto. Fosse pela pressa de entrada, uma vez que o tempo passava, a hora do evento se aproximava e nada do pessoal entrar, fosse pela desordem das filas e a irritação crescente.
Tá bem. Superado isso vem a espera pro show. Normal, nada demais e o show só começa com meia-hora de atraso (plenamente aceitável) só que debaixo de um 'caldo' que resolveu cair bem na hora do show.
Aí começam os micos do show em si: Madonna com 'medo' da chuva não sai de baixo da parte principal do palco durante toda a primeira música e parte da segunda, enquanto uns enxugadores ficam passando insistentemente panos na passarela do palco. Simplesmente ridículo!
E quando a loira resolve ir até a ponta da passarela, guitarra em punho, vai salvaguradada por um guarda-chuveiro. Isso mesmo. Um cidadão parado como um dois-de-paus atrás dela com um guarda-chuva. Nunca vi disso num show mesmo que estivesse caindo o mundo! Pior que isso mesmo só o tombo que a 'material girl' levou na tal da passarela molhada, com o segurança correndo imediata e inutilmente para socorrê-la.
Além desses maus momentos, por assim dizer, o show foi fraco. Não sei porque tive esperança que algumas faixas ruins crescessem ao vivo. Não, não aconteceu nem poderia. As músicas do último disco são piores do que as da Cristina Aguilera.
Os figurinos que normalmente são destaque nos espetáculos da blondie, estavam pouquíssimo elaborados e os cenários, se é que se pode chamar um conjunto de telões de cenário, eram pouquíssimo inspirados. Se bem que os telões do palco até que funcionaram bem na nova "Here comes the Rain Again" onde os efeitos de água ficaram muito bons e impressionantes, causando um excelente espetáculo visual e também deram sua contribuição em "She's not Me" que soou como uma despedida com Madonna renegando todas as imagens do seu passado, com bailarinas caracterizando suas fases no palco e com o telão passando todas suas antigas facetas.
Musicalmente destaque para a ótima versão pesadinha de "Borderline", que é uma música que não gosto originalmente, mas que cheia de guitarras e de ímpeto, ganhou outra cara. E também para a imortal "Vogue" que já foi executada de várias maneiras e desta vez sobreviveu ilesa a uma mistura com o novo hit "4 Minutes".
No mais, "Ray of Light" e principalmente "Like a Prayer" foram as que levantaram a galera, mas pra completar o festival de constrangimentos, o show fecha com a péssima "Give it 2 Me" na qual a rainha do pop resolve oferecer o microfone ao público mesmo com a canção sendo executada em playback. O resultado é a voz do público com voz de Madonna.
Lamentável!


Cly Reis

domingo, 14 de dezembro de 2008

Madonna no Maraca "Sticky & Sweet Tour"





Showzinho da Madonna hoje...
Como já dissera em outro momento não tenho maiores expectativas quanto à parte musical uma vez que o último disco é um lixo. Fica valendo pelas antigas.
Além disso, li em algum lugar que o show é bem monumental e cheio de parafernálias, o que de certa forma é sempre é o que se espera de um show da Madonna. Madonna não é só música (e muitas vezes nem isso, até por que sabemos das limitações dela), é muita performance, visual, coreografias, multimídia, glamour, figurinos e tudo mais. Sim, tudo isso também que grande parte do público quer ver.
Daqui a pouco estarei me encaminhando para lá. É aqui pertinho, no Maraca.
Amanhã lhes conto como é que foi.








Cly Reis

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lou Reed - "Berlin" (1973)



"As pessoas não gostaram de 'Berlin' porque ele é muito real."
Lou Reed


Fui hoje a caminho do trabalho ouvindo o grande "Berlin" do Lou Reed.
"Berlin" é um álbum que, é algo assim como, uma pequena ópera-rock na qual o cantor aborda faixa a faixa assuntos como desespero, tristeza e principalmente o suicídio, mas de uma maneira tão artística e melódica que o clima tão pesado acaba não se impondo, prevalecendo sim a beleza e sensibilidade da obra.
Após uma abertura cheia de ruídos e vozes, que é a faixa título "Berlin", o disco abre efetivamente com "Lady Day" com toda uma magnitude que uma faixa deve ter para abrir um álbum desse porte. O álbum encontra pontos altos nas duas "Caroline Says", em "Oh, Jim" que não por acaso remete muito ao Velvet, até por ser uma regravação de uma canção daquela banda, e na fantástica "The Kids" que conta com uma espécie de "solo" de choro infantil, isso sem falar da redundantemente triste "Sad Song" que fecha a obra.
E eu ainda me atrevo a falar em pontos altos...
Tudo são pontos altos!
É um grande disco da primeira à ultima.
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FAIXAS:
  1. "Berlin" – 3:23
  2. "Lady Day" – 3:40
  3. "Men of Good Fortune" – 4:37
  4. "Caroline Says I" – 3:57
  5. "How Do You Think It Feels" – 3:42
  6. "Oh, Jim" – 5:13
  7. "Caroline Says II" – 4:10
  8. "The Kids" – 7:55
  9. "The Bed" – 5:51
  10. "Sad Song" – 6:55
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Ouça:
Lou Reed Berlin


Cly Reis

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "O Doismorrense"




A despropósito desse conversê de futebór e tudo mais. Essas coisa de Internacionar ganhá essas copa americana, São Paulo ganhá treis veiz seguido e meia-dúzia no todo... Tudo isso é bobage! Pôca coisa! Bom mesmo era o time do Doismorrense de 1907. Que escrete aquele!!!
O golêro era o Cambraia. Prego, Marafo, Morrão e Panete fazío a defesa. Miscorete, Caiana e Restilo no meio. Uca, Xinapre e Zuninga fazia a linha. Cambraia não tinha uma das mão mas mesmo assim foi o melhor golquíper que eu já vi agarrá. Dos béque o Morrão era daqueles que deixava passá a bola mas nunca o atacante e o Marafo jogava mais na crasse. Nas lateral o Prego era magricela mas ligêro que nem sei, e Panete jogava com uma catiguria tar que foi até arremedada depois pelo tar de Nilton Santos. Os arf... Ah, os arf! Miscorete era um imperador no conduzimento da pelota, Caiana era agudo e Restilo aquele armador que pisava na bola, olhava e maquinava o jogo na cabeça. Na linha da frente o Uca era quase que um farso ponta-direita, Zuninga era rápido que nem que um corisco e o Xinapre não perdoava quando o caroço caía pingando pra ele na frente do golêro diversário.
Tudo isso com o comando do inesquecíver Arlindo Cachaça. Que treinêro! O homem que inovô no futebór. Nada de 4-4-2 ou de 3-5-2. Arlindo inventou o revolucionário esquema 1-10. Um pega cas mão e os otro chuta. Mais tarde o mesmo Arlindo Cachaça assombrô o mundo de novo, perfeiçoando o póprio sistema 1-10. Agora um podia pegar cas mão e os otro chutá só que PÁ FRENTE. Aquilo foi praticamente o princípio utilizado pela Laranja Mecânica muito tempo depois nas Copa de 74.
Inter campeão invictamente? São Paulo 18 jogos sem perdê? Hmmmfff!!! Faço pôco! O Doismorrense ficou 5 ano, dois mêis e 22 dia sem perdê. Foro 426 jôgo sem sabê o que era derrota. E mesmo assim no jogo que perdeu foi ladroage do juiz, que não se dava com o Arlindo Cachaça e quis prejudicá ele. Tanto foi ladroage que o póprio juiz, o Armando Feitosa Barros, feiz o gôlo da vitória do Província, entrando ele mesmo com a bola de baixo do braço dentro da golêra. Pode uma cousa dessa?
Foi uma revorta geral!
O jogo acabô em paulêra!
Aliáis nem acabô.
Teve invasão de campo, briga na torcida, 25 prisão e treis morte. Mas foi o jogo que ficô marcado pra sempre como o dia que o Doismorrense perdeu.
Robado! Robado!


postado por Chico Lorotta

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Inter, O Grande


"E quando Alexandre viu a extensão de seus domínios, ele chorou, pois não tinha mais mundos a conquistar."



A citação refere-se a Alexandre, O Grande, mas podemos facilamente comparar com o Internacional.
Campeão Gaúcho inúmeras vezes, Campeão Brasileiro por três vezes, sendo o único invicto; Campeão da Libertadores da América; Campeão do Mundo no mesmo ano e a partir da Libertadores, Campeão da Recopa Sulamericana, formando assim a Tríplice Coroa. E agora Campeão da Copa Sulamericana.

O que mais buscar?

Chegaram a sugerir que jogássemos a Champions League da Europa, mas não teria graça, pois já vencemos o campeão espanhol da temporada 2006, o Barcelona no Mundial da FIFA, e o campeão alemão, Stuttgart, e o italiano, Internazionale, da temporada 2007 na Copa Dubai. Não... Nem a UEFA seria páreo para nós.

Vamos ter que ir para outro planeta talvez. Disputar a Copa Interplanetária quem sabe... É, talvez isso, porque aqui na Terra não tem mais graça.

Campeão de Tudo!

É muito bom ser colorado!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

100 Melhores filmes de 2008





O jornal britânico Times acaba de divulgar sua lista dos 100 melhores filmes de 2008.

Devo admitir que não vi a maioria deles mas me parece muito justo e inevitável que o ótimo Cavaleiro das Trevas aparecesse.

Curiosidade a indicação para Linha de Passe do brasileiro Walter Salles que na minha opinião não foi lá tudo isso.

Veja abaixo a lista da Times, que não está em ordem de preferência :


Batman - O Cavaleiro das Trevas

Gomorra

Man on Wire

Sangue Negro

Time and Winds

4 meses, 3 semanas, 2 dias

Aleksandra

Appalosa - Uma Cidade Sem Lei

Ji Jie Hao

Austrália

Rebobine, Por Favor

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto

Bigga than Ben

Blindsight

Black White + Gray

O Grande Chefe

O Menino do Pijama Listrado

Queime Depois de Ler

California Dreamin'

A Troca

Chocolate

Cloverfield - O Monstro

A Complete History of My Sexual Failures

Couscous
Três Vezes Amor

O Escafandro e a Borboleta

Donkey Punch

Do Outro Lado

Quatro Minutos

Frost/Nixon

Garage

Garbage Warrior

Medo da Verdade

Half Moon- Halla Bol

Simplesmente Feliz

Hellboy II - O Exército Dourado

High School Musical 3: Ano da Formatura

Um Louco Apaixonado

Hunger- I.O.U.S.A.

Il y longtemps que je t'aime

Na Mira do Chefe

In a Search of a Midnight Kiss

No Vale das Sombras

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Homem de Ferro

Jar City

Jodhaa Akbar

Joy Division

Juno

Kamikaze Girls

Kenny

Kung Fu Panda

Zona do Crime

Linha de Passe

Desejo e Perigo

Mad Detective

Mamma Mia!

Memórias do Subdesenvolvimento

Mongol

Meu Irmão é Filho Único

Meu Winnipeg

Onde os Fracos Não Têm Vez

Agente 117

Sobre o Tempo e a Cidade

Out of the Blue

P2 - Sem Saída

Persepolis
Ponyo On The Cliff By The Sea

007 Quantum of Solace

Quarentena
Caos Calmo

O Casamento de Rachel

Guerra Sem Cortes

RocknRolla

A Grande Roubada

Rolling Stones - Shine a Light

O Silêncio de Lorna

Somers Town

As Crônicas de Spiderwick

Em Busca da Vida

Os Estranhos

Horas de Verão

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco Da Rua Fleet

Um Táxi Para a Escuridão

O Advogado do Terror

Thoda Pyaar Thoda Magic

Sob as Bombas

Unrelated

Vicky Cristina Barcelona

W.- Doidão

Wall-E

Lírios D'Água

Valsa com Bashir

The Wave

We Are Together

What Just Happened

XXY

Vocês, Os Vivos

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sangue de craque na família

O Rolo Compressor Colorado de 1945.
Tio Adão é o quarto agachado, da esq. para a dir.
Adão em destaque
na foto
Dando uma olhada no retrospecto dos jogos de Internacional e Estudiantes, que fazem o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana hoje à noite, descobri não só que o Colorado nunca perdeu para o clube argentino, como também que em um dos confrontos em 1948, meu tio em segundo grau, Adãozinho, marcou um dos gols na vitória por 3x1. Adão Nunes Dornelles era irmão de minha avó Isaura Dornelles que depois veio a ter acrescido o Reis do marido, sobrenome que herdo também.
É, por incrível que pareça eu que não jogo nada tive na família um tio que foi craque de futebol. Craque mesmo! Adãozinho, alcunhado como "o atacante satânico" por Ary Barroso, fez parte do time chamado "Rolo Compressor" do Internacional, na década de 40 com destaque, chegando inclusive à seleção brasileira que disputou a Copa de 50 na qual jogou duas partidas, tendo ainda uma passagem de sucesso pelo Flamengo após a Copa.
Bom jogar não jogo muito mesmo, mas talvez por causa desse sangue futebolista eu seja tão apaixonado por futebol.
Tomara que meu "achado" na internet seja um bom presságio para a decisão de hoje à noite.
Que o Tio Adão esteja lá em cima passando aquela energia positiva e iluminando o Nilmar pra meter uns golaços naqueles argentinos.

Cly Reis

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Inter na final da Sul-Americana


Há quem ache a Copa Sul-Americana desimportante, quem desdenhe dela, quem coloque times reservas e tudo mais. Realmente, é inegável que a grande competição da América do Sul é a Libertadores. Ninguém afirma o contrário. Mas acho que isso não invalida o fato de que a Copa Sul-Americana é a 2° competição mais importante do continente e sendo que neste ano, a primeira já tem seu campeão, cabe aos que tiveram direito à participação neste outro certame internacional, disputar honrosa e honradamente uma competição expressiva, lucrativa e de visibilidade, justificada até pelo mero fato de que a partida da última quarta-feira, semifinal entre Internacional e Chivas Guadalajara, foi transmitida para 64 países. E as cotas de TV? São baixas? Que nada! Tem as cotas e a premiação por fases alcançadas, que também não são tão altas quanto às da Libertadores, mas como eu já salientei, este torneio é o segundo em importância. Não poderia pagar mais ou igual. Estar abaixo da Libertadores não desvaloriza a Sul-Americana. Apenas coloca corretamente a hierarquia das competições.
O fato é que o Sport Club Internacional está na final desta copa e como qualquer um que venha a chagar em uma fase tão avançada, valoriza a competição na qual se encontra e concentra seus esforços nela.
Ora! O Internacional nos últimos dois anos conquistou o principal torneio continental, a Libertadores, e por extensão dela, teve o direito à disputa da Recopa Sul-Americana, a qual venceu também, e agora tem a possibilidade de conquistar o único título continental que não possui e que aliás, nenhum clube brasileiro conquistou. Cara, é mais um título internacional a se somar, além dos que citei, à Copa Dubai conquistada este ano e ao Mundial de Clubes de 2006.


Tem-se falado que ainda este ano por conta desta circunstância envolvendo uma possível punição à Federação Peruana abririam-se três vagas à Libertadores da América, e que uma delas poderia vir a ser do vencedor da Sulamericana. Olha, seria ótimo! Adoraria! E sei que o clube está se mobilizando para que a Conmebol homologue isto. Mas cá entre nós, por tudo isso que coloquei anteriormente: grana, visibilidade, hegemonia em todas as competições continentais em um curto período, mais um título na história, mais um título internacional, mais um título internacional no ano... Olha, por tudo isso, independente de dar vaga para a Libertadores ou não, eu quero ganhar a Sulamericana.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

As Melhores Capas de Discos








Grandes capas de discos. Aqui vai uma seleção das 10 melhores capas de discos, na minha modesta opinião.
No topo da minha lista está o Joy Division e seu "Unknown Pleasures" com sua capa minimalista, enigmática, que é na verdade um medidor de pulsos de uma estrela, em uma concepção de Peter Saville que aparece novamente na lista com a ótima capa de "Power, Corruption & Lies" do New Order, banda fruto do Joy, da qual o designer sempre foi colaborador.Outro que faz "dobradinha na minha lista é Andy Wahrol com a famosa capa do Velvet e com a provocante "Sticky Fingers" dos Stones.
Capas como as do PIL (Public Image Ltd.) "Metalbox" e a do Marley em seu "Catch a Fire" podem parecer muito simples numa primeira olhada mas sua concepção, conceito e formato as justificam. "Metalbox" vinha, efetivamente, em uma caixa de metal. O LP ficava em uma lata tipo rolo de filme que funcionava quase que como "proteção" ao ouvinte quanto ao material contido ali. "Catch a Fire", caso não dê pra notar, imita um isqueiro e aí, quanto ao conceito, em tratando-se de Bob Marley, não precisa falar mais nada. Uma curiosidade é que, assim como o álbum do PIL, este foi concebido para o formato vinil e sua capa abria como se fosse o isqueiro, mesmo, para cima.
A do Alice Cooper também pode se enquadrar nessas aparentemente comuns, mas note que a capa imita uma carteira de couro e as do "Sgt. Peppers..." e do "Dark Side..." dispensam comentários.

Dêem uma olhada na lista e se quiserem deixem a sua também.

Menções honrosas também para "Physical Graffiti" do Led com sua capa cheia de janelas, símbolos e enigmas, também para "Mezzanine" do Massive Attack, "Bandwagonesque" do Teenage Funclub, "Highway to Hell do ACDC, "Number of the Beast" do Iron, "In the court of King Crimson", "The Queen is Dead" dos Smiths, "Songs to Learn and Sing" do Echo com foto de Anton Corbjin e "Violator" do Depeche, concebida pelo mesmo, e ainda para a demoníaca "Live Evil" do Black Sabath com suas figuras simbolizando cada um dos seus clássicos.
ABAIXO, AS MINHAS 10 MELHORES:


1. Joy Division, "Unknown Pleasures"; 2. The Velvet Underground and Nico, "The Velvet Underground and Nico; 3. Nirvana, "Nevermind"; 4. PIL, "Metal Box"; 5. The Beatles, "Sargent Pepper's lonely Hearts Club Band"; 6. Alice Cooper, "Billion Dollar Babies; 7. bob Marley and the Wailers, "Catch a Fire"; 8. New Order, "Power, Corruption and Lies"; 9. Pink Floyd, "The Dark Side of the Moon"; 10. The Rolling Stones, "Sticky Fingers"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O bebê da capa de "Nevermind" continua perseguindo a nota de 1 dólar



Olha só que barato!
O bebê que aparece mergulhado numa piscina perseguindo uma nota de dólar na capa de "Nevermind" do Nirvana, uma das melhores de todos os tempos, reeditou a foto 17 anos depois posando novamente, praticamente na mesma pose. A diferença é que desta vez, Spencer Elden, o "bebê", aparece com uma bermuda e não como veio ao mundo, como na foto original.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fellini "O Adeus de Fellini", "Fellini Só Vive Duas Vezes", "3 Lugares Diferentes", "Amor Louco"e "Amanhã é Tarde"


Chegou, para mim, na semana passada uma encomenda que fiz do selo Baratos Afins de São Paulo que é o CD da banda Fellini com os álbuns "O Adeus de Fellini" e o "Fellini só vive duas vezes" juntos num 2 em 1.
Pra quem não sabe a Baratos Afins é uma gravadora independente que atuou mais intensamente nos anos 80 tendo em seu cast bandas como Mercenárias, Smack, Akira S e o próprio Fellini, além de outros nomes do underground do rock brasileiro.
O Fellini nunca foi conhecido do grande público, nunca estourou vendagens nem emplacou hits, mas gozava de um grande respeito de críticos, músicos e do pessoal alternativo desde o seu aparecimento. Lembro que a Bizz, que na época era a maior revista do segmento musical no Brasil, costumava eleger todos os anos os melhores em diversas categorias e na escolha do público dava, Titãs, Legião, Paralamas e para crítica, Fellini. Eu ficava curioso pra saber do que se tratava. Por que esta banda tinha tal simpatia dos especialistas? Só fui conhecer algum tempo depois, num especial na TVE de Porto Alegre, com trechos de um show, acho que realizado na Reitoria da UFRGS. Conheci ali gostei e fiz o processo retroativo, fui buscar os tais dos discos que a Bizz tanto elogiava e relamente não me decepcionaram.
Curiosamente o primeiro disco da banda chama-se "O Adeus de Fellini", um álbum de uma banda pretensiosa (num bom sentido), cheia de gás, ainda com respingos de punk e com bastante influência do rock inglês. Destacam-se "Funziona Senza Vapore", "Rock Europeu", a agressiva e sarcástica"Cultura" e a adorável "História do Fogo".
"Fellini só vive duas vezes", o segundo disco, gravado num mini-estúdio de 4 canais, apenas pelo núcleo da banda, o volcalista Cadão e pelo guitarrista Thomas Pappon, ainda traz esse rock inglês incorporado mas já apresenta alguma queda para o samba e para a bossa-nova, além de muitos experimentalismos, que se dão muito, em parte, por conta da limitação técnica de serem apenas os dois e uma bateria eletrônica, que ainda soa muito crua e pouco trabalhada neste disco.
"Tabu" é um poema declamado sobre uma base samba-canção, "Mãe dos Gatos" e "Socorro" e as duas "Padre Hippie" demonstram bem o experimentalismo e alguma inconseqüência do disco, que tem destaque para "Domingo de Páscoa", a melhor do disco, que também tem uma levada meio samba e traz o "trumpete-bucal" de Cadão Volpato, como ele mesmo definiu.
O resultado destas duas experiências anteriores chega preciso e afinado no terceiro álbum, "3 lugares diferentes", no qual o rock, o pop, o samba, a bassa-nova e os experimentalismos estão todos juntos mas com um produto final muito mais maduro.
Mesmo a batida eletrônica que soava crua para se fazer sambas, neste disco volta aparecer mas fica mais bem entrosada com os outros elementos e a proposta do samba/rock/bossa-nova fica maravilhosa em "Ambos Mundos", "Teu Inglês", "Lavorare Stanca" e "Rio-Bahia". As "doideiras" do disco anterior aparecem também neste mas neste, mais musicais, como em "Rosas" e "Onde o Sol se Esconde". "Massacres da Coletivização" lembra o pop-rock do primeiro disco, "Valsa de la Revolución" mistura espanhol com português com uma letra falada sobre uma base de bateria eletrônica e "Zum Zum Zum Zazoeira" com uns efeitos de bichos na introdução tem um sotaque meio nordestino e soa até meio regionalista.
Depois destes o Fellini trocou de gravadora, saiu da Baratos e foi para a Wop-Bop e lá lançou o bom disco "Amor Louco" no qual esta linguagem samba já estava bem consolidada. A ótima faixa título é doce e delicada, "Cidade Irmã" traz uma poesia urbana cheia de imagens e "Kandinsky Song" é arrebatadora.
Soube que o Fellini tentou ainda mais uma experiência posterior, com o álbum "Amanhã é Tarde", mas que não teria sido muito bem sucedida. Este eu não ouvi e não posso opinar, mas dos que conheço posso dizer que entendo perfeitamente porque a crítica tomava aquele rumo diferente da opinião geral, mesmo diante de álbuns como o "Dois" do Legião e o "Cabeça Dinossauro" dos Titãs, dos quais o ótimo "3 lugares diferentes", por exemplo, é contemporâneo.
Pra quem quiser dar uma conferida, abaixo links de dois trabalhos da banda: "O Adeus de Fellini" e "3 lugares diferentes".

















Ouça:
O Adeus de Fellini
Três Lugares Diferentes

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Coluna dEle #4


Novamente aquela participação toda especial de ninguém menos que Ele.

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Ôpa, tô chegando!
E aí, galera, beleza?
Andei vendo a lista da Première dos mais sexy do cinema e achei legal.
Gostei de ver a Marilyn na primeira posição. Considero uma das minhas boas obras do sexo feminino. Essa Eu dei uma enchidinha, ela ficou fofinha, meio Renascentista, mas ficou bem boa. Até hoje assisto “Quanto mais quente melhor” só por causa dela. Tá bem... Não é só por causa dela. O Lemmon vestido de mulher tá demais também nesse filme (hehehe).
Brando, Valentino, Dean, Clooney. Muito justo. Todos são foda, mesmo. Mas vamos nos ater às mulheres: Brigitte, Sophia com seus peitões, Liz Taylor que tá inexplicavelmente lá atrás na lista, Cardinalle (mmm!!!) e Ava, o melhor animal do mundo, como disse o Cocteau.
Com muito calo na mão Eu fiquei por causa delas... E olha que fui Eu mesmo que as fiz.
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E a corrida do domingo, hein!
Que coisa!
Eu fiquei aqui dizendo pro Pedrinho não abrir o registro. Não abre, não abre. Aí lá no final eu achei que seria só assim pro Massa ganhar e disse “então abre a torneira, Pedrinho”. Desabou a chuva e aí todo mundo viu o que aconteceu. Vettel passou o Hamilton mas o burro do Glock não trocou pneu. A água do Pedro ajudou um pouco mas não muito, né?
Mas de qualquer forma a corrida foi demais. Há muito tempo que eu não via uma assim.
Dizem que Eu sou brasileiro, que fico ajudando. Que nada! É só porque Eu acho o Massa mais piloto. Eu curto mais ver o Massa correr. E já que o Ayrton já tá aqui em cima comigo, acho justo, de repente, que vocês tenham outro cara bom por aí.
Mas aguardem. Eu lhes garanto que o Massa vai lhes dar muitas alegrias.
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Tenho recebido muita reza da torcida do Grêmio pedindo título brasileiro e coisa e tal.
Cara, tentei ajudar, minhas forças quase se esvaíram, mas não dá pra fazer mais que isso com um time daqueles. Tem uns caras muito ruins ali. Vou tentar dar uma força pra vocês irem pelo menos pra Libertadores, mas título, cara, aí nem Eu posso fazer milagre.
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Estréia 6ª. Feira o novo Bond, “Quantum of Solace”. Não gostei do nome. Gostava mais daqueles títulos mais impactantes, mais definitivos, meio dúbios e tal. Também não sou muito do Craig, sempre gostei mais do Roger Moore, que tinha uma cara de cínico do caramba. Mas vou assistir de qualquer maneira. Vi todos até hoje.
A “nêga veia” aqui não entende como é que Eu posso gostar tanto desses filmes de tiro, explosão e tudo mais. Digo pra ela que isso é coisa de homem. Ela não gosta das novelas dela? Então.
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Lembram que Eu comentei de ter lido numa revista aquele lance da Piovani com o Dolabella e de ter avisado que não ia dar certo?
Porra! Não precisava nem ser EU pra saber, né?
Mas sendo Eu quem sou, não tinha a menor dúvida de que a coisa ia mais ou menos por aí.
Eu que fiz os dois e sei o que tem ali dentro.
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E nos "Istêits" deu Obama.
Olha pode ser quem for, Obama, McCain, Schwarzenegger, qualquer um, desde que parem de Me atapalhar, já me serve. De repente a coisa tá meio desajustada em algum lugarejo no globo terrestre, uma coisinha qualquer que só precisaria de um papinho, uma gelada numa mesa, Eu já tô dando um jeitinho pras coisas voltarem às boas, quando chega o Presidente Americano e diz que vai "intervir". Pronto! Bombardeia, desembarca exército e o escambal.
Sabe que que é: é que o Coisa-Ruim, lá debaixo, vê a facilidade que é fazer a cabeça daqueles caras e aí, véio, chega no ouvidinho deles, sopra umas coisinhas e de repente eles estão "amigados" fazendo merda no mundo inteiro e perturbando a Minha ordem. O Bush Jr. é um desses que era muito amigo do Chifrudo.
De minha parte, vou tentar fazer com que o este novo presidente fique longe dessas companhias.

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Por hoje era Uílson!
Até a próxima, pessoal.
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contatos, sugestões, críticas pelo e-mal:

Os mais sexy do cinema



O site Première, especializado em cinema, publicou sua lista dos 100 mais sexy do cinema em todos os tempos. Dessa vez gostei da lista. Tirando uma coisinha aqui, outra ali fora de lugar, como pro exemplo a Halle Berry estar entre os 10, o que acho demais pra bolinha dela, se bem que ruim é que ela não é, né? (Vamos combinar).

James Dean pra mim seria o que viria imediatamente após os três do pódio e Russel Crowe não deveria estar sequer relacionado. Mas são apenas questões de preferência. A lista está boa no geral.

Na ponta a quentíssima Marylin, seguido por Brando e pela Bardot. Trinca insuperável essa, hein!

Vejam aí o top 10:


Marilyn, no topo da lista.
1. Marilyn Monroe

2. Marlon Brando

3. Brigitte Bardot

4. Rudolph Valentino

5. Angelina Jolie

6. James Dean

7. Sean Connery

8. Raquel Welch

9. Brad Pitt

10. Halle Berry


Confira o resto da lista no site da Première no link aí embaixo:


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "Por um tantinho assim"




Hamilton? Massa?
Cês acha qui aquilo foi corrida disputada? Qui aquilo foi final emocionativo?
Hmmff!!! Aquilo num foi, é, nada!
Carrera braba mesmo, com finarzinho de mareá os olho até de domador de touro chucro, foi a que se deu-se em 1849 em Dois Morro.
Naqueles tempo não tinha auto de motor ainda, entonce que a corrida era de carroça mesmo. Era cousa mui concorrida esse páreo e vinha gente do mundo intero pra ver o Grande Prêmio de Dois Morro. Vinha também gente das estranja pra corrê: vinha índio das Ulropa, das Constantinopla, das Pérsia, de Esparta e tudo mais quanto é lugar. Mas os nêgo bão mesmo era um tar de Luiz Amílton, que tinha um potro lindo que puxava a carroça, meio cinzentado que ele batizô Flecha de Prata, e um otro, um colono que chamavam de Felipe “Macarrão”, que tinha esse pelido por adorá um bom prato de massa com guizado. Esse aí tinha uma carroça vermelha, vistosa e um tordilho preto que puxava ela que ele chamava de Ferrado.
O causo é que o tar de Amílton tinha ganhado uma corrida a mais que o Macarrão e por causa disso podia até perdê que mesmo assim ganhava o prêmio, qui era um boi, ofrecimento generoso do Coronézinho . Isso porcausdeque tinha chegado uma vez a mais em segundo, e entonces que o Macarrão, que era mui querido das gente da cidade, tinha que ganhá e o Amílton completá só pra mais de tercêro. Em quátrimo, cínquimo... Qualqué cousa, só num podia ganhá nem sê segundo, nem tercêro.
Pois entonce que começô o troço e o Macarrão num tardô em sartá pra diante. O Flecha de Prata saiu meio que manquitolando mas mesmo assim fico em segundo.
Eles seguiro assim por umas 150 vorta (a corrida ia tê 165) até que começou uma chuvarada. Mais, meu Deus, um toró que tu não faizidéia! Aí, qui como os pangaré começaro a atolá, tivero que ir pras baia trocá as ferradura.
Foi aquele alvorolço: toda a peonada, moiada feito uns pinto, se apurando pra trocá os casco e dá água pros bicho.
E voltaro pra cancha. A peonada do Macarrão foi mais ligera e ele vortô inda na frente. O Amílton vortô atráis e ainda com o tar de Sebastião no cangote dele.
A corrida, foi, foi, até qui chegô a úrtima vorta. O tar do Luiz Amílton já tava atráis, com o tordilho dele rengueando e a água batendo forte, a ainda pra piorá o Sabastião, com seu pangaré meio avermeiado que levava o nome de Toro Encarnado, foi passando. Botô as fuça, botô meio-corpo, corpo intero e tava na frente dele. O Amílton tava em muitíssimo atrais e não ia ganhá mais de jeito manera.
O Macarrão tava mais forgado que peido em bombacha, lá na diantera quando aconteceu o acontecido: na reta derradêra um dos pangaré tropicô e os otro tudo foi junto. Foi aquela misturança de perna de cavalo pra tudo que era lado. Os que vinha traís caía junto. E era lama, bicho caído, carroça quebrada e nisso o Macarrão já tinha cruzado a faxa de ganhador. As gente, tudo encostada na cerca tava numa faceirice igual a piá qui levanta a saia de guria, quando o Amílton apareceu no início do retão só com um pangaré rengo na frente dele e do Sebastião, que já tinha passado ele antes. O potrinho esse, fraquinho que tava, não agüentava nem puxar mais a corroça, até qui o Sebastião foi passando, o Amílton passando, os dois passáro e o potrinho caiu sem força. Agora era só o Amílton comemorá! Não... não era. E não é que o Amílton me tropeça num otro qui tava caído? A claque que tava acabrunhada se ouriçô dinovo. Mas a pista tava mas encharcada que cuêro de nenê mijão e no caí no chão, o Amílton foi deslizando, deslizando, até que parô na berinha da linha de chegada. O povo vibrô di novo achando que não tinha dado pra ele. Mas aí o Intendente Geral que ia dá o aceno de lenço pro ganhador, desceu do palanque foi até a cancha e viu que a crina do bicho tinha passado da linha. E pronto: o Amílton chegou em tercêro por causa da crina do bicho.
O dia foi de muita tristeza pra gringaiada que queria vê o Macarrão ganhá. O Luiz Amílton comemorô feito lôco e carneou o boi qui ganhô pra fazer uma churrascada pros seus.
O Macarrão ficou sorumbático uns dia, mas logo se recompôs e depois ganhô muitas e muitas otras temporada.
Foi a carrera mais impressionante que teve em Dois Morro e em qualqué lugar do mundo, podetêcerteza.
Por uma crina de cavalo!


postado por Chico Lorotta

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

The Who 'Live at Leeds" (1970)




"O melhor álbum de rock ao vivo de todos os tempos."
The New York Times


Vim ouvindo hoje no carro The Who “Live at Leeds”. Pra mim o melhor álbum ao vivo de todos os tempos. The Who é rock puro na sua essência e certamente uma das mais influentes bandas para estilos e gerações que se seguiriam, tendo, por exemplo, uma música gravada posteriormente pelos Sex Pistols, “Substitute”.
O disco saiu originalmente em 1970 em LP com apenas seis faixas e com uma capa que era uma espécie de pacote de papel pardo. Quando lançado em CD em 1996 agregou o restante do show e consolidou o set-list definitivo. “Summertime Blues” de Eddie Cochram ganha uma ótima versão,“Young Man Blues” está “matadora”, com Keith Moon endiabrado no final, “My Generation” fica quilométrica e recheada por diversas inserções. O álbum original fecha “Magic Bus” é simplesmente mágica.
Em 2001 uma versão luxo trouxe um segundo CD com a ópera-rock Tommy, que é legal também mas o clássico mesmo é o CD-1.

The Who “Live at Leeds”
CD 1
  1. "Heaven and Hell" (Entwistle) – 5:09
  2. "I Can't Explain" (Townshend) – 2:26
  3. "Fortune Teller" (Neville and Spellman) – 3:22
  4. "Tattoo" (Townshend) – 3:00
  5. "Young Man Blues" (Allison) – 5:56
  6. "Substitute" (Townshend) – 3:04
  7. "Happy Jack" (Townshend) – 2:13
  8. "I'm a Boy" (Townshend) – 2:45
  9. "A Quick One, While He's Away" (Townshend) – 8:51
  10. "Summertime Blues" (Capehart and Cochran) – 3:34
  11. "Shakin' All Over" (Kidd) – 4:34
  12. "My Generation" (Townshend) – 15:24
  13. "Magic Bus" (Townshend) – 8:21
CD 2
Tommy
  1. "Overture" (Townshend) – 6:53
  2. "It's a Boy" (Townshend) – 0:31
  3. "1921" (Townshend) – 2:26
  4. "Amazing Journey" (Townshend) – 3:18
  5. "Sparks" (Townshend) – 4:23
  6. "Eyesight to the Blind" a.k.a. "Born Blind" (Sonny Boy Williamson) – 1:58
  7. "Christmas" (Townshend) – 3:19
  8. "The Acid Queen" (Townshend) – 3:35
  9. "Pinball Wizard" (Townshend) – 2:25
  10. "Do You Think It's Alright?" (Townshend) – 0:22
  11. "Fiddle About" (Entwistle) – 1:13
  12. "Tommy, Can You Hear Me?" (Townshend) – 0:55
  13. "There's a Doctor" (Townshend) – 0:23
  14. "Go to the Mirror!" (Townshend) – 3:24
  15. "Smash The Mirror" (Townshend) – 1:19
  16. "Miracle Cure" (Townshend) – 0:13
  17. "Sally Simpson" (Townshend) – 4:01
  18. "I'm Free" (Townshend) – 2:39
  19. "Tommy's Holiday Camp" (Keith Moon) – 1:00
  20. "We're Not Gonna Take It" (Townshend) – 8:48
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OUÇA:
The Who Live at Leeds Deluxe Edition


Cly Reis

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "O Meio-Voto"



Também aproveitarei este espaço para contar algumas histórias de um lugar mui, mui bonito, chamado Dois Morro. Trata-se é uma cidade que fica entre a Província Cisplatina e a Província de São Pedro, ali no Rio Grande. Muita gente diz que nem existe esse lugar, dada a grandiosidade dos acontecimentos que lá se passam. Não aparece no mapa, por problemas de direito de imagem, mas que existe, existe e existe bem!. Mas essas conversas da inexistência de Dois Morro é só inveja dessas outras cidadezinhas como Paris, Londres, Rio, que não chegam perto da grandiosidade de Dois Morro.
Pra falar a verdade eu nem vou contar os causos de Dois Morro. Vou deixar que um antigo morador da cidade, nascido e criado lá, se encarregue destes relatos históricos.
Contarei aqui a partir de hoje com a colaboração do meu compadre Chico Lorotta.
Com vocês os Causo de Dois Morro:

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Buenas! Coméquicêsvai?
Já qui tamo nessépoca de elegimento de prefeito e vereadorias, queria aproveitá pra contá um causo que eu sealembrei que aconteceu no preito de 1926. Cês tão achando que essa diferencia nos Rio de Janeiro foi apertada? Que aquilo ali foi eleiçã equilibrada? É porque cês num viro a de Dois Morro de milnovcentsvintceis!
Concorria o Coronel Agripino Roncoso, dono de terra, respeitado, home de bem e de muita poderância; e o Seu Hermenegildo da Farmácia, que não tinha tanto influenciamento e dinherância, mas tamém era mui respeitado e querido da populagem, por causa da sua boa prosa, simpaticismo, bondeza e por sê um home do povo, mesmo.
A campanhice eleitoresca foi desigualitária: o Coronel distribuía charque, dava churrascada e mais churrascada, fechava o putero e distribuía as chinoca pra peonada, enquanto que o Seu Hermenegildo fazia o que sempre feiz: trocava uma idéia com um ali no bolicho, tomava uma cachaça com outro ali adiante, dava um purgante de grátis pra quem tivesse de necessitamento e distribuía uns, tipo que uns, santinho com a fotografia dele e com o númbero pra votagem, que ele mandô fazê coas economia lá da drogaria.
Assim se seguiu o Coronel Roncoso fazendo uso de suas maneira e recur$$o pra ganhar a disputância e o Hermenegildo indo mais pela simpatia.
Até que chegou o dia do votacionamento! Aquele dia foi um alvorolço: as gente pra lá e pra cá de cavalo, de apé, de carroça, de tudo. Só pra ir votar.
No fim da tarde, quando acabou o troço, fôro pras apuaração. Contaro, contaro, contaro e era um voto aqui, otro ali. Um pro Coronel, otro pro Hermenegildo, um pro Hermenegildo, otro pro Coronel. Até qui quase seis meis dispois, porcaus do populamento sê muito grande, se chegou no último papelito (naquela época era a tar da célula eleitoral). Pois então que contaro tudo e não é que o Coronel Roncoso ganhou o preito por meio voto? Meio voto!!! Poi sim!
A festança foi grande. Teve, foi, uma bailanta que durou treis dia seguido. Coisa linda de se vê! A peonada tudo bêbada vomitando pelos canto.
Passada a festa foi que se veio a se sabê que a diferência de meio voto se deu-se por causdeque tinha um peão lá, um índio mui do indignado que não queria saber de votá no Coronel e tinha alardeado aos quatro vento, por todas as banda esse decisionamento, de modo a todo mundo tê sabiência.
Foi então que o Coronel resolveu aplicar um corretivo no tar. Foi éntão ele que mandou uns capanga dele cortá as perna do vivente de modo a ele não í votá. Mas adiantô? Que nada! Taura brabo, insitente, não ia se michá só por causa de um taiozinho nas perna.
Foi. Foi votá. Mal alcançô a urna mas conseguiu. O pobrema é que pramodefavorecimento do Coronel, o tar do juíz eleitorense, que já tava "no bolso", deu um jeito de só fazê valê só meio voto o do xirú de meio corpo. Aí que o preito que ia acabar empatado, foi vencido pelo Coronel Roncoso por meio voto, que aliás foi o nome pelo qual o gaudério ficou conhecido, Meio-voto.
Que barbaridade, hein! Judiação com o vivente!
Foi a disputa eleitorense mais peleada de Dois Morro e por conta do corretivo dado no cidadão o Coronel Roncoso se relegeu mais treis veiz até que veio a morrê com um tiro de espingarda, muitos anos dispois.



postado por Chico Lorotta