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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coluna dEle #6


Consegui, ainda antes do Carnaval, mais uma daquelas tão esperadas participações neste blog.
Com vocês: Ele.


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E aí foliões e folioas!
Tudo na boa?Se preparando pro Carnaval e tudo mais? É isso aí.
Não vou dar aqule monte de recomendações que as autoridades dão, tipo, não beber demais, não trepar sem camisinha e tal, porque todo mundo tá careca de saber e se vão fazer o certo ou não, tá na cabeça de cada um. Pra isso que Eu dei o livre arbítrio pra vocês.
O que Eu sei mesmo é que Eu é que não vou pagar uma fortuna pelo ingresso no Rio ou ficar sendo esmagado nas ruas de Salvador. Vou é aproveitar esses diazinhos, aí, e dar uma descansada. Afinal de contas Eu também sou filho de Deus... Quer dizer, não sou exatamente filho... Bom, vocês entenderam.
Sei que tem umas "coisinhas" pra resolver pelo mundo afora- a ronha lá em Israel, a eliminação do Vasco, crise mundial- mas vou deixar um pouco na mão do Meu pessoal de apoio pra manter tudo, no mínimo, sob controle que daí na volta a gente vê.
Pelo menos as chuvas aqui no Brasil a gente já deu uma estancada, só que agora Me pareceu aquele probleminha de neve lá pra cima. Deixei com o Pedrinho pra ele se virar com essa bonca.
Ai, ai! Eu que me acuda!

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Ainda a propósito de Carnaval, sei que ninguém tá dando a mínima pra isso mas, a rigor mesmo, assim que acabarem os festejos, na quarta-feira de cinzas, começa a Quaresma, viu aí, galera?
E aí começa a contagem regressiva pra Páscoa, que marca o momento que, depois da barbaridade que fizeram com meu o guri, Eu o chamei pra vir pra cá Comigo onde é a verdadeira casa dele, só que algumas pessoas viram quando ele acordou e tal depois da curcificação e aí a coisa se espalhou e o evento ficou famoso e tradicional.
Oficialmente, a partir de quarta-feira até o Sábado de Aleluia não se pode comer carne. Então, aí galera, vamos respeitar a tradição cristã, valeu?
Hehe!!! Bem capaz! Tô de sacanagem, só.
Vou deixar de fazer o Meu churrasquinho todo domingo por causa de tradição?
No máximo, no máximo, na Sexta-feira Santa um Salmãozinho no forno, mas até lá...

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Começou outro BBB, né?
Cara, eu não assisto até porque eu já tenho o Meu BBB e pode crer que tem muitos participantes numa casa bem grande pra Eu cuidar.
De todo modo, já não aguento esse mais esse programa de tanto que se comenta por aí. Quem beijou quem, quem fez sexo com quem, quem tá tramando contra quem... Que coisa pequena, pessoal! Eu observo tudo isso no meu BBB mas por questões profissionais.
O ruim do meu Big Brother é que às vezes alguns que Eu não quero, acabam sendo eliminados e outros que tenho vontade de mandar embora, acabam ficando.
É que Eu não gosto de jogar sujo e detonar os caras só porque não vou com a lata deles.
Vocês acham que Eu não tinha vontade de botar o Bush num paredão, por exemplo?

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E a propósito de pessoas que poderiam ir pro paredão: e o tal do Deputado Edimar, lá de Minas, hein?
Putz! Aquele castelo do cara acho que é maior do que a Minha morada celestial aqui em cima.

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Bom, conforme disse vou tirar uma folga por esses dias.
Já que é Carnaval, vou deixar tudo nas mãos do Rei Momo.

Fui!




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ELVIS

Sempre gostei de desenhar.
Qualquer coisa.
Desenho técnico, que é da minha área; desenho artístico (até pinto uns quadros de vez em quando); um rabisco qualquer num pedaço de papel que se transforma em alguma coisa; ou quadrinhos, no que me arrisco também às vezes.
Desde pequeno leio HQ's e adorava, na época, copiar a pose dos super-heróis, os movimentos dos corpos, as anatomias e tudo mais. Às vezes copiava a revista inteira só pra ver se conseguia fazer igual.
Mais tarde, por brincadeira, fazia no trabalho tirinhas de situações que aconteciam com amigos. Fatos engraçados, contados por eles mesmos, contados por outros, "lendas" que se espalhavam e mentiras deslavadas que viravam fato nas minhas "historinhas". Alguém tropeçava, caía da escada, brigava com o namorado... Pronto: virava quadrinhos e todo mundo via.
Sempre fui estimulado a fazer disso algo profissional ou rentável, mas na verdade ainda que considere que tem algum valor, nunca tive a intenção de ir tão longe. Sempre foi hobby ou brincadeira.
O mais "profissional" que cheguei foi quando participei de um site muito qualificado, tipo revista eletrônica, chamado 359 On Line, de um pessoal do jornalismo da PUC/RS.
Na época, fazia as tirinhas de um peixinho chamado Pix que até era bem apreciada, até onde sei, mas com o surgimento do "Procurando Nemo" achei que fossem me julgar um imitador, ainda que o meu Pix tenha sido criado antes dele.
Bom, hoje como criei este espaço para minha livre e total expressão em todas as formas, volto às tirinhas, desta vez com um personagem que sempre tive na cabeça mas que nunca tinha conseguido saber exatamente como funcionaria. Tinha algum esboço, uma tirinha experimental que outra, e agora, na ausência do Pix, resolvi pô-lo pra funcionar.


Com vocês a partir de hoje, o ELVIS:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher (2009)




Fui ao cinema neste último final de semana assistir ao tal "O Curioso Caso de Benjamin Button".

Legalzinho. Nada demais. Não saí arependido do cinema, mas também não saí empolgado.

O barato de contar a vida de trás pra frente faz pensar que, no fim das contas, tudo é só uma questão de ordem e que o processo basicamente é o mesmo, e que de uma forma ou de outra tudo tem seu tempo.

Brad Pitt não convence. É um ator em evidente evolução desde suas primeiras aparições, mas mesmo em um papel tão favorável para se consolidar como um grande ator, faz um "feijãozinho com arroz" bem mais ou menos. Quanto ao diretor David Fincher, este sim , mostra claros progressos enquanto cineasta e não apenas como ex-diretor de clipes da Madonna. Não eu que não tivesse gostado de filmes como "Seven", por exemplo, que acho um dos melhores filmes dos últimos 20 anos, mas ali ainda parece muito agarrado a uma fórmula MTV de filmar.

Resumindo: não vale as 13 indicações que recebeu ao Oscar.

Bonzinho. Só isso.


Cly Reis

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Massive Attack "Blue Lines" (1991)



"O que nós estávamos tentando fazer era criar dance music para a cabeça, e não para os pés."
Daddy G


Há alguns anos atrás quando ouvi o "Mezzanine" do Massive Attack fiquei muito impressionado. A sensual "Angel", a doce "Teardrop", o climão de "Inertia Creeps" fazem deste um álbum de primeira linha no gênero que foi batizado como Trip-Hop, do qual o Massive á um dos precursores. Anos depois acabei, por boas referências, ouvindo o primeiro álbum, "Blue Lines" de 1991, que para minha surpresa é ainda melhor.
"Blue Lines" tem uma linha mais soul, mais swingada, com influências mais evidentes de jazz e raggae. O baixo matador e agressivo de "Safe from Harm", com o vocal feminino poderosos da convidada Shara Nelson, já dá o cartão de visitas do que vai ser o álbum. A mesma cantora também empresta sua bela voz para "Unfinished Sympathy", "Lately" e "Daydreaming", sendo que esta última conta com a participação de Tricky, que por sua vez ainda aparece em "Five Man Army" e Blue Lines".
"One Love" com vocal de outro convidado, Horace Andy, é outro destaque e "Lately", propositalmente primária com sua programação de base repetitiva é adorável e graciosa. "Hymn of the Big Wheel", com participação de Neneh Cherry, fecha o disco em mais um exemplar grandioso desta fusão de elementos que a banda consegue criar.
Acordei com "Hymn..." na cabeça hoje e "Blue Lines" do Massive Attack está sendo minha trilha sonora do carro.
Ótima trilha!

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FAIXAS:
  1. Safe from Harm
  2. One Love
  3. Blue Lines
  4. Be Thankful for What You’ve Got
  5. Five Man Army
  6. Unfinished Sympathy
  7. Daydreaming
  8. Lately
  9. Hymn of the Big Wheel
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MASSIVE ATTACK:
Robert "3D" Del Naja : vocais - teclados
Grantley "Daddy G" Marshall :  vocais
Andrew "Mushroom" Vowles :  teclados
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Ouça:
Massive Attack Blue Lines



Cly Reis

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"A Marca da Maldade", de Orson Welles (1958)





"A Marca da Maldade"
("Touch of Evil") de Orson Welles, para mim, o melhor filme do diretor, contrariando a opinião geral que exalta "Cidadão Kane", tem um Welles mais maduro atrás das câmeras e por consequência tem um produto final mais bem acabado. 
O filme traz a investigação de um policial intruso num meio completamente viciado em corrupções e esquemas na fronteira dos Estados Unidos com o México. 
Um jogo genial de luz e sombras, de movimentos, de tomadas e planos, de fotografia, além de uma atuação impecável de Welles como o asqueroso policial corrupto Quinlan tornam esse clássico algo único. Isso sem falar no famoso plano-sequência inicial, um dos mais famosos e emblemáticos desta técnica na história do cinema. A cena toda, por si só, já é uma verdadeira bomba-relógio: a ação começa com uma bomba sendo acionada e colocada debaixo de um carro que parte e ao qual passamos a acompanhar enquanto ao seu redor desenrolam-se situações corriqueiras como a de um casal conversando, que no caso é o do detetive Vargas (Charlton Heston) e sua esposa (Janeth Leigh), prestes a cruzarem a fronteira do México para os Estados Unidos. Numa coreografia mágica de elementos em cena e um magistral jogo de luz e sombras, embalados pela precisa trilha sonora de Henry Mancini, depois de estabelecida a tensão pela existência de uma bomba e a expectativa pelo momento de sua explosão, pelo entra e sai do carro no enquadramento, a cena só é interrompida pela explosão que desencadeia então toda a ação do filme. Obra prima do genial Orson Welles.
Com certeza "Touch of Evil" faz parte da minha lista dos 10 mais do cinema.

O honesto detetive Vargas (Charlton Heston) só de olho no corrupto Quinlan (Welles)


 



Cly Reis

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Kraftwerk confirmado





Confirmado!!!
Os "robôs" estão de volta.
Agora já está até no site do festival. O tal do JUST A FEST vai ter Los Hermanos (aaarrgghhh!!!), um tal de Vanguard que eu nem sei do que se trata e a "atração principal", o Radiohead. Mas cá entre nós, a atração principal fica por conta dos 'homens-máquina" do Kraftwerk, tanto é que nem o próprio site do festival consegue esconder colocando na página de divulgação do evento e venda de ingressos, logo a seguir da chamada do Radiohead a informação: "CONFIRMADA PARTICIPAÇÃO DO KRAFTWERK".
É pelo que todos estão esperando na verdade.


Dêem uma olhada aí no site do festival

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Primal Scream "XTRMNTR" (2000)


Acordei com uma música na cabeça hoje, o que é bem comum, e, como de costume peguei o disco correspondente para ouvir no carro. A música era "Kill all Hippies" que abre o álbum "XTRMNTR" do Primal Scream.
Estava pensando essses dias em me livrar deste CD já que quase não o ouço apesar de adorar "Kill all Hipies" particularmente. Mas hoje ouvindo com total atenção e colocando-o sob o crivo final de "fica ou sai da minha discoteca", cheguei à conclusão que ele não é mau disco. Não é tudo isso, mas ruim não é, não. É bem interessante, até. O problema dele é o parâmetro, e o parâmetro chama-se "Screamadelica" que é o álbum da banda de 1991, que é simplesmente fora do comum e é com certeza um dos melhores dos anos 90 e referência do pop-rock britânico.
O "XTRMNTR" tem seus méritos. Além da já citada, excepcional, "Kill...", tem a violenta "Accelerator" que lembra muito a sonoridade dos Stooges, a boa "Swastika Eyes" e a doce "Keep your Dreams" que é Primal Scream na essência.
Tem uns experimentalismos eletrônicos meio fora de lugar e que meio que se excedem um pouco no conjunto, mas não é um disco ruim não.
Decisão final: (ainda que fosse só por causa de "Kill all Hippies") Vou mantê-lo. Vou mantê-lo na discoteca, sim.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Os Causo de Dois Morro - "A Mulher-Butiá"




Tô vendo muita dessa falação de mulé fruta hoje em dia. É Mulé-Melancia pra cá, Mulé-Jaca pra lá, Mulé-Isso, Mulé-Aquilo. Hmmfff!!! Faço poco causo! Nenhuma si compara com a Mulé-Butiá que tinha lá em Dois Morro. Aquilo sim qui era muié!
Butiá, pros que não aconhece, é uma frutinha titiquinha assim, redondinha, amarelinha, doce e meiazedinha que nóis, prncipalmentemente quando é piá, gosta de coiê da árvre nos mato.
O causo é que tinha uma alemôa lá em Dois Morro qui os cabêlo era da cor de butiá. Além disso era pequenucha, dessas bem socadinha meio atarracada, sabe, e de uma boniteza de doê os óio.
Daí qui a indiada qui ficava lambendo os beiço pela Ivonette -esse era o nome da chinoca- botô o apelido de Mulhé-Butiá, até purque, como ela não dava muita confiança pros peão, uns dizio qui ela era uma loira azeda, o que só ajudou mais ainda pra colaborá no nome.
Eu falando assim vocêis num deve imaginá, mas era uma belezura de animar aquela fêmea: aqueles cabelo amarelo qui escorria os ombro qui nem a cascata do Caracol, uns óio azul qui nem qui o céu em dia de domingo, umas côxa grossa qui parecia umas tóra de figuera, umas têta mais bem boa qui nem qui as vaca da fazenda do Coronel Roncoso e umas anca qui parecia uma égua procriadêra.
Sei qui a Ivonette ficou meia qui mal-falada depois de alguns tempo purque se arresolveu saí de Dois Morro e í pros Rio de Janêro e se arrebolá com umas música muito batucada e com uns palavrório cheio de safadêza. Aí qui quando ela vortô, os pessoar dizio qui na verdade ela era mesmo Mulhé-Butiá não porcausa do cabelo amarelo, mas de verdade purque era boa de se comê no mato.
Que mardade com a Ivonette!



postado por Chico Lorotta

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Kraftwerk volta ao Brasil



Ao que parece, surpreendentemente, o grande Kraftwerk volta ao Brasil em março, e incrivelmente, ABRINDO para o Radiohead.
É, parace piada que um mito como o Kraftwerk não seja a atração principal em um evento junto com uma banda que não é lá tudo isso, como é o caso do pessoalzinho do seu Yorke.

Mas tudo bem! O importante é que venha!
Não está 100% confirmado. O site do tal do festival Just a Fest diz que as atrações convidadas ainda estão por confirmar, mas várias outras fontes como jornais e sites já listam os alemães como uma das atrações do festival.
O evento deve acontecer apenas aqui no Rio, no dia 20 de março, e em São Paulo no dia 22.
Vou esperar ainda a batida de martelo quanto ao Kraftwerk mas, em se confirmando, vou tratar de garantir o meu ingresso.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Melhores Pop e Rock de 2008

As principais revistas, jornais e sites do meio musical pelo mundo afora divulgaram neste final de ano os melhores álbuns e bandas eleitos por seus leitores e visitantes.
O que chma a atenção, principalmente, é a confirmação dos chamados "indies" como destaques. Estes, os alternativos que já vinham crescendo e aparecendo bem nos últimos anos tomam conta agora e em posições de destaque inclusive em publicações bem tradicionais.
Destaco aqui duas bandas sobre as quais escrevi durante o ano passado e que foram indicadas em várias destas mídias. Uma delas, já bem conhecida mas que lançou um álbum até certo ponto surpreendente, foi o Portishead com seu "Third". O disco da banda beliscou a 2a. posição nos jornais New York Times e The New Yorker além do site Pitchfork, a 3a. na revista Spin,a 4a.no Guardian Unlimited, a 7a. na publicação francesa Les Inrockuptibles e a 9a. no jornal The Observer, além de ter sido o 3o. álbum mais ouvido na Last FM e ter garantido o primeiríssimo posto na Uncut.
Outro dos comentados aqui no SPIN 1/2 foi a boa revelação MGMT com o ótimo "Oracular Spectacular" que me fez sair de casa pra ver uma "aposta" no Tim Festival (e valeu a pena). "Oracular Spectacular" pegou um 5o. lugar no Guardian, 6o. no The Observer, um décimo lugar na Spin, foi o medalha de prata entre os mais ouvidos na Last FM e pegou ouro no NME (New Musical Express) e na Les Inrockuptibles.
Outra banda também citado aqui, o The Ting Tings, aparece na lista da Last FM na quinta posição e o também apreciado por est blogueiro, o soturno Nick Cave aparece bem também em várias listas, como na Uncut, no Sunday Times, na Billboard e na Q Magazine. Dos que já são mais mainstream, o Metallica com "Death Magnetic" pinta em várias paradas e o REM pega uma 9a. posição no Sunday Times. Curiosidade é o aparecimento dos veterano Neil Young na Metacritic.com com seu "Sugar Mountain Live", e de Bob Dylan na Rolling Stone, com "Tell Tale Signs".
No geral, quem mais aparece em quase todas as listas é o popular Coldplay que, do que eu ouvi do tal álbum "Viva La Vida", não me impressionou muito, o Fleet Foxes, que devo admitir não conhecer, e o TV on Radio que eu acho que já ouvi mas que, se não me chamou atenção, não deve ser lá essas coisas, mas prometo dar uma chance a eles.


Confiram abaixo as principais listas internacionais:


Billboard
1.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
2.Santogold "Santogold"
3.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
4.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
5.Elbow "The Seldon Seen Kid"
6.Coldplay "Viva La Vida"
7.Nick Cave "Dig!!! Lazarus, Dig!!!"
8.Metallica "Death Magnetic"
9.Adele "19"
10.Lil Wayne "The Carter III"


NME (New Musical Express)
1.MGMT "Oracular Spectacular"
2.TV on Radio "Dear Science"
3.Glasvegas "Glasvegas"
4.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
5.Foals "Antidotes"
6.Metronomy "Nights Out"
7.Santogold "Santogold"
8.Mystery Jets "21"
9.Kings of Leon "Only by the Night"
10.Frendly Fires "Friendly Fires"


Rolling Stone
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Bob Dylan "Tell Tale Signs"
3.Lil Wayne "The Carter III"
4.My Morning Jacket "Evil Urges"
5.John Mellencamp "Life, Death, Love and Freedom"
6.Santogold "Santogold"
7.Coldplay "Viva La Vida"
8.Beck "Modern Guilt"
9.Metallica "Death Magnetic"
10.Vampire Weekend "Vampire Weekend"


Les Inrockuptibles
1.MGMT "Oracular spectacular"
2.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
3.Vampire Weekend 'Vampire Weekend"
4.Santogold "Santogold"
5.The Last Shadow Puppets "The Age of Understatement"
6.Kanye West "808's and Heartbreaks"
7.Portishead "Third"
8.TV on Radio "Dear Science"
9.Sébastien Tellier "Sexuality"
10.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"


The New York Times
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Portishead "Third"
3.Toumani Diabate "The Mande Variations"
4.Erykah Badu "New Amerykah part one"
5.Department of Eagles "In Ear Park"
6.Jamey Johnson "That Lonesome Song"
7.Wolf Parade "At Mount Zoomer"
8.Deerhunter "Microcastle"
9.Laura Marling "Alas, I Cannot Swim"
10.Santogold "Santogold"


The New Yorker
1.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
2.Portishead "Third"
3.The VEry Best "Esau Mwamwaya & Radioclit Are the Best"
4.Dungen "4"
5.Taylor Swift "Fearless"
6.Lil Wayne "The Carter III"
7.Ashton Shepard "Sounds so Good"
8.Benga "Diary of an Afro Warrior"
9.Flyng Lotus "LA EP 1x3"
10.Cat Power "Jukebox"


The Observer
1.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
2.Amadou and Mariam "Welcome to Mali"
3.Elbow "The Seldon Seen Kid"
4.Glasvegas "Glasvegas"
5.Kings of Leon "Only by the Night"
6.MGMT "Oracular Spectacular"
7.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
8.Kanye West "808's and Heartbreaks"
9.Portishead "Third"
10.TV on Radio "Dear Science"


Spin
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Lil Wayne "The Carter III"
3.Portishead "Third"
4.Fucked Up "The Chemistry of Common Life"
5.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
6.Santogold "Santogold"
7.Deerhunter "Microcastle"
8.Hot Chip "Made in the Dark"
9.Coldpaly "Viva la Vida"
10.MGMT "Oracular Spectacular"


Uncut
1.Portishead "Third"
2.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
3.TV on Radio "Dear Science"
4.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
5.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
6.Elbow "The Seldon Seen Kid"
7.Neon Neon "Stainless Style"
8.Nick Cave "Dig!!! Lazarus, Dig!!!"
9.Kings of Leon "Only by the Night"
10.Paul Weller "22 Dreams"


Guardian Unlimited
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
3.Elbow "The Seldon Seen Kid"
4.Portishead "Third"
5.MGMT "Oracular Spectacular"
6.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
7.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
8.Glasvegas "Glasvegas"
9.Erykah Badu "New Amerikah part one"
10.Lil Wayne "The Carter III"


OUÇA AÍ OS 5 PRIMEIROS DA LAST FM:

Last FM
1.Coldplay "Viva La Vida"
http://www.lastfm.com.br/music/Coldplay/Viva+La+Vida+Or+Death+And+All+His+Friends

2.MGMT "Oracular Spectacular"
http://www.lastfm.com.br/music/MGMT/Oracular+Spectacular

3.Portishead "Third"
http://www.lastfm.com.br/music/portishead/third

4.Nine Inch Nails "Ghosts I-IV"
http://www.lastfm.com.br/music/Nine+Inch+Nails/Ghosts+I-IV

5.The Ting Tings "We Started Nothing"
http://www.lastfm.com.br/music/The+Ting+Tings/We+Started+Nothing

6.The Kooks "Konk"
7.Death Cab for Cutie 'Narrow Stars"
8.Hot Chip "Made in the Dark"
9.Jack Johnson "Sleep Though the Static"
10.Sigur Ros "Meõ Seõ í Eyrum Viõ Spilum Endalust"

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Estarei fora nos próximos dias, até depois da virada de ano, e até por isso gostaria de deixar, desde, já minha saudação de ano-novo aos meus amigos e eventuais leitores.

domingo, 28 de dezembro de 2008

"Cloverfield-Monstro", de Matt Reeves (2008)




Peguei pra ver neste feriadão de Natal "Cloverfield- Monstro" que já me impressionara por um pequeno trailer que havia visto. A idéia de câmera na mão já recomendava bem o filme. Além disso o fato de aparecer freqüentemente nem listas de melhores do ano, boas críticas e tudo mais, me deixavam curioso para vê-lo mas ácabava sempre protelando e passando outros na frente na hora da locação.

Realmente "Cloverfield" justifica as boas opiniões a seu respeito.

O conceito documental não fica vazio uma vez que a proposta é que ele pareça quase casual. O documentarista de uma festa de despedida, de repente topa com um fato maior e passa a registrá-lo como qualquer um de nós faria se, por exemplo, estivessemos em um aniversário e vissemos aterrisar um disco voador. Evidentemente iríamos voltar a lente da câmera para o momento histórico e talvez único. É o que acontece quando depois de um tremor todo mundo sai pra rua e vê qua alguma coisa está destruindo Nova Iorque. O câmera-man, o irmão do homenageado, que ficou de gaiato nessa função não desliga o equipamento e passa a filmar tudo, ciente de que aquilo poderia vir a ser um registro futuro importante.

O barato deste formato de filmagem é o realismo das cenas, a tensão quase como se estivéssemos presentes na correria, na fuga, no desespero.

O monstro em si, mesmo aparecendo meio de relance nos primeiros momentos, já se mostra assustador e confirma mais ainda esse terror quando é mostrado integralmente mais adiante no filme e traduz satisfatóriamente aquela vontade dos produtores de ter um monstro americano aos moldes do que um Godzila representa para o Japão, ainda nos dias de hoje. Sua origem é desconhecida, no entanto, em determinado momento o "filmador" levanta a possibilidade deste ser uma criação do próprio governo, dada a maneira como as autoridades tentam conduzir a coisa toda.

Um outro barato, que é fundamental principalmente na concepção do final do filme, é o fato de que a fita na qual está sendo gravada a festinha e por conseqüência onde acabam sendo registradas a tragédia, a fuga e tudo mais, era uma fita particular do dono da casa onde estavam registrados momentos íntimos dele com a garota pela qual ele estava apaixonado. Várias vezes no filme há pequenas inserções "casuais" desse fundo da fita, bem como se fosse uma gravação amadora na qual a última gravação ficou ali. Na maior parte das vezes estes flashes do "resto" da gravação não tem importância alguma, mas no final acaba fechando bem o filme e dando algum significado.

Um cena bem legal é a da cabeça da estátua da Liberdade caindo sobre a rua, passando pertinho do cara da câmera.

Nada fora do comum, genial ou esetacular. "Cloverfield - Monstro" é  um bom entretenimento, sem arrependimento.


Cly Reis

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Madagascar 2 - A Grande Escapada", de Tom McGrath e Erc Darnell (2008)



Assisti na semana passada a "Madagascar 2" com uma boa expectativa gerada pela surpreendente qualidade do primeiro.
Saí meio decepcionado.
Vale como entretenimento e meramente por isso. Ele não acrescenta qause nada ao primeiro e por isso acaba não justificando sua existência.
Ora, sabemos o porquê da sua existência: As cifras astronômicas geradas pelo original. Cifras estas que vão se repetindo e superando, mas que creio, em grande parte, por espectadores como eu que acharam naquela história infantil do primeiro, algo mais que um filme só PARA CRIANÇAS.
Neste segundo, percebendo que o original foi atingiu um público além do que os idealizadores imaginavam, focaram a seqüência também nesta fatia de público e aí se perderam um pouco.
Não fica inocente e primário o suficiente para ser infantil, não chega a ser adolescente e fica abaixo de qualquer exigência para um público adulto, no que diz respeito à história, personagens , roteiro, etc.
Essa confusão de público-alvo gera até algumas situações embaraçosas quanto ao "politicamente correto" (e aí não falo só em relação às crianças), como por exemplo nas partes em que o leão Alex tem uma briga com a velhinha da estação do primeiro filme (que aparece sem propósito neste outro) e BATE nesta senhora. É lógico que o bicho perde a briga mas não me parece muito adequado como exemplo, lição ou postura, mostrar que um personagem carismático da história bata deliberadamente numa senhora idosa. Em outra os pingüins organizados e malandros que agem em grupo, e que também ganham mais destaque do que mereciam na seqüência, simulam um acidente para ROUBAR turistas e também jogam a velha de um carro em movimento. E ainda em outra situação os turistas novaiorquinos já refeitos e organizados no meio da floresta capturam o leão e planejam comê-lo. Matar um animal de uma reserva e comê-lo? Peraí um pouquinho! Que que é isso?
Fraco e além disso, excessivamente politicamente incorreto.

Cly Reis

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coluna dEle #5


Antes do Natal, nada melhor do que uma palavrinha dEle.
Com vocês... Vocês sabem quem.

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Olá! Boas!
Sei que, principalmente aí no Brasil, a coisa não tá lá muito boa com esse aguaceiro todo que tá caindo mas Eu juro que tô tentando dar um jeito. O Pedrinho e Eu, aqui, estamos tentando arrumar as coisas e daqui a pouquinho tudo vai voltar ao normal.
O pessoal implora por Mim, outros me põe a culpa, se perguntam como é que Eu posso estar fazendo uma coisa dessas, se Eu não estou vendo isso, olhando pra eles e tal, mas, galera, o papo é que tudo isso é culpa de vocês aí embaixo. Vocês detonam todo o sistema, acabam com a camada, superaquecem o troço... Pô! Daí o meu equipamento todo funde, cara!
Mas paciência, galera, e não percam a fé que o Pedro e a Bárbara, Yansã, para muitos, prometem dar um jeito em breve.
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Vi o show da Madonna aqui de cima.
Não consegui ingresso e, sinceramente, AINDA BEM, porque Eu não ia querer ficar naquelas filas enormes.
Legal o show! Preferia os discos anteriores mas esse não é mau, não. Discordo do dono do blog que diz que o disco é um lixo.
Curti mesmo "Like a Prayer". Essa levantou a galera. O pessoal acha que Eu não vou gostar por causa dessa coisa de religião e tal, mas isso é bobagem. Até senti falta daquela performance herética de "Live to Tell" da turnê anterior, que ela ficava, tipo, pregada numa cruz.
Sinistro!
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O Paulinho (São Paulo pra vocês) tá aqui todo feliz porque o time dele foi campeão.
Parabéns, aí, tricolores!
Dizem que Eu ajudo que trabalha e é verdade. Os caras são organizados, aplicam bem os recursos, se preparam e tudo mais, o resultado é esse. Na verdade Eu não ajudo, Eu só não atrapalho.
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E o Natal, hein! Correria, compras, shopping lotado, trânsito... Essa época é uma loucura!
Eu, cuidando desses problemas todos de enchentes, aqueles muçulmanos se matando uns aos outros e executivos se jogando de janelas por causa da crise mundial, nem tive tempo de comprar os presentes da família.
Vou tentar providenciar amanhã.
E o pior é que no Meu caso tenho que comprar um a mais. De Natal e de aniversário pro meu guri.
Pelo calendário de vocês ele tá fazendo 2008 aninhos.
Aí que Eu noto como tô velho.
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A propósito: não se esqueçam que este é o verdadeiro motivo do Natal. Cantem um parabéns pro meu filhote.
Mas pra quem não acredita, e eu dou todo o direito de não acreditarem, pelo menos entrem naquele clima de paz, falô?
Só na paz!
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Feliz Natal e um grande 2009 pra todo mundo.
De Minha parte vou fazer o possível para que seja muito bom
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Sugestões, críticas, súplicas, desejos, vontades pelo e-mail




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna, show de constrangimentos




Vi no filme "Na Cama com Madonna" o trechos da turnê Blonde Ambition e fiquei fascinado. Quis ver aquilo! No entanto a turnê seguinte, que acabou passando pelo Brasil, foi a Girlie Show, que apesar de não ser tão boa quanto a anterior, de não ter os figurinos do Gaultier nem a performance libidinosa de "Like a Virgin" foi um belo espetáculo e me proporcionou boas surpresas.
Anos depois resolvi ir ver novamente a Madonna ao vivo pelo mero fato de ser a Madonna. Sabia já que o álbum "Hard Candy" era um horror porém guardava a expectativa de que o SHOW, o ESPETÁCULO, o TUDO, valesse a pena.
Olha, foi um CIRCO DO LAMENTÁVEL. A começar pela chegada, entrada, acesso. Pra começar não divulgaram a hora de abertura dos portões (porque provavelmente ninguém, lá, tinha muita certeza, mesmo) e eu imaginando que para um show com todos os ingressos vendidos a meses, com gente dormindo na fila pra entrar, os portões fossem abertos pela manhã, talvez com boa vontade, às duas ou três da tarde. Não! Chego às 16:40 para um show que está previsto para as 20h, as filas serpenteiam o Maracanã e os portões ainda não estão abertos. A notícia era de que abririam às 17 e no entanto só abrem mesmo às 17:40. OK! Só que quando abrem, a fila não anda pelo mero fato de que ela tinha tantas voltas que criava vários pontos de "furo" e não havia sequer um cidadão de organização do evento pra orientar, ordenar a fila ou no mínimo se fazer presente para intimidar os bicões.
Cara, muita SORTE não ter havido um grande tumulto. Fosse pela pressa de entrada, uma vez que o tempo passava, a hora do evento se aproximava e nada do pessoal entrar, fosse pela desordem das filas e a irritação crescente.
Tá bem. Superado isso vem a espera pro show. Normal, nada demais e o show só começa com meia-hora de atraso (plenamente aceitável) só que debaixo de um 'caldo' que resolveu cair bem na hora do show.
Aí começam os micos do show em si: Madonna com 'medo' da chuva não sai de baixo da parte principal do palco durante toda a primeira música e parte da segunda, enquanto uns enxugadores ficam passando insistentemente panos na passarela do palco. Simplesmente ridículo!
E quando a loira resolve ir até a ponta da passarela, guitarra em punho, vai salvaguradada por um guarda-chuveiro. Isso mesmo. Um cidadão parado como um dois-de-paus atrás dela com um guarda-chuva. Nunca vi disso num show mesmo que estivesse caindo o mundo! Pior que isso mesmo só o tombo que a 'material girl' levou na tal da passarela molhada, com o segurança correndo imediata e inutilmente para socorrê-la.
Além desses maus momentos, por assim dizer, o show foi fraco. Não sei porque tive esperança que algumas faixas ruins crescessem ao vivo. Não, não aconteceu nem poderia. As músicas do último disco são piores do que as da Cristina Aguilera.
Os figurinos que normalmente são destaque nos espetáculos da blondie, estavam pouquíssimo elaborados e os cenários, se é que se pode chamar um conjunto de telões de cenário, eram pouquíssimo inspirados. Se bem que os telões do palco até que funcionaram bem na nova "Here comes the Rain Again" onde os efeitos de água ficaram muito bons e impressionantes, causando um excelente espetáculo visual e também deram sua contribuição em "She's not Me" que soou como uma despedida com Madonna renegando todas as imagens do seu passado, com bailarinas caracterizando suas fases no palco e com o telão passando todas suas antigas facetas.
Musicalmente destaque para a ótima versão pesadinha de "Borderline", que é uma música que não gosto originalmente, mas que cheia de guitarras e de ímpeto, ganhou outra cara. E também para a imortal "Vogue" que já foi executada de várias maneiras e desta vez sobreviveu ilesa a uma mistura com o novo hit "4 Minutes".
No mais, "Ray of Light" e principalmente "Like a Prayer" foram as que levantaram a galera, mas pra completar o festival de constrangimentos, o show fecha com a péssima "Give it 2 Me" na qual a rainha do pop resolve oferecer o microfone ao público mesmo com a canção sendo executada em playback. O resultado é a voz do público com voz de Madonna.
Lamentável!


Cly Reis

domingo, 14 de dezembro de 2008

Madonna no Maraca "Sticky & Sweet Tour"





Showzinho da Madonna hoje...
Como já dissera em outro momento não tenho maiores expectativas quanto à parte musical uma vez que o último disco é um lixo. Fica valendo pelas antigas.
Além disso, li em algum lugar que o show é bem monumental e cheio de parafernálias, o que de certa forma é sempre é o que se espera de um show da Madonna. Madonna não é só música (e muitas vezes nem isso, até por que sabemos das limitações dela), é muita performance, visual, coreografias, multimídia, glamour, figurinos e tudo mais. Sim, tudo isso também que grande parte do público quer ver.
Daqui a pouco estarei me encaminhando para lá. É aqui pertinho, no Maraca.
Amanhã lhes conto como é que foi.








Cly Reis

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lou Reed - "Berlin" (1973)



"As pessoas não gostaram de 'Berlin' porque ele é muito real."
Lou Reed


Fui hoje a caminho do trabalho ouvindo o grande "Berlin" do Lou Reed.
"Berlin" é um álbum que, é algo assim como, uma pequena ópera-rock na qual o cantor aborda faixa a faixa assuntos como desespero, tristeza e principalmente o suicídio, mas de uma maneira tão artística e melódica que o clima tão pesado acaba não se impondo, prevalecendo sim a beleza e sensibilidade da obra.
Após uma abertura cheia de ruídos e vozes, que é a faixa título "Berlin", o disco abre efetivamente com "Lady Day" com toda uma magnitude que uma faixa deve ter para abrir um álbum desse porte. O álbum encontra pontos altos nas duas "Caroline Says", em "Oh, Jim" que não por acaso remete muito ao Velvet, até por ser uma regravação de uma canção daquela banda, e na fantástica "The Kids" que conta com uma espécie de "solo" de choro infantil, isso sem falar da redundantemente triste "Sad Song" que fecha a obra.
E eu ainda me atrevo a falar em pontos altos...
Tudo são pontos altos!
É um grande disco da primeira à ultima.
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FAIXAS:
  1. "Berlin" – 3:23
  2. "Lady Day" – 3:40
  3. "Men of Good Fortune" – 4:37
  4. "Caroline Says I" – 3:57
  5. "How Do You Think It Feels" – 3:42
  6. "Oh, Jim" – 5:13
  7. "Caroline Says II" – 4:10
  8. "The Kids" – 7:55
  9. "The Bed" – 5:51
  10. "Sad Song" – 6:55
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Ouça:
Lou Reed Berlin


Cly Reis

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os Causo de Dois Morro - "O Doismorrense"




A despropósito desse conversê de futebór e tudo mais. Essas coisa de Internacionar ganhá essas copa americana, São Paulo ganhá treis veiz seguido e meia-dúzia no todo... Tudo isso é bobage! Pôca coisa! Bom mesmo era o time do Doismorrense de 1907. Que escrete aquele!!!
O golêro era o Cambraia. Prego, Marafo, Morrão e Panete fazío a defesa. Miscorete, Caiana e Restilo no meio. Uca, Xinapre e Zuninga fazia a linha. Cambraia não tinha uma das mão mas mesmo assim foi o melhor golquíper que eu já vi agarrá. Dos béque o Morrão era daqueles que deixava passá a bola mas nunca o atacante e o Marafo jogava mais na crasse. Nas lateral o Prego era magricela mas ligêro que nem sei, e Panete jogava com uma catiguria tar que foi até arremedada depois pelo tar de Nilton Santos. Os arf... Ah, os arf! Miscorete era um imperador no conduzimento da pelota, Caiana era agudo e Restilo aquele armador que pisava na bola, olhava e maquinava o jogo na cabeça. Na linha da frente o Uca era quase que um farso ponta-direita, Zuninga era rápido que nem que um corisco e o Xinapre não perdoava quando o caroço caía pingando pra ele na frente do golêro diversário.
Tudo isso com o comando do inesquecíver Arlindo Cachaça. Que treinêro! O homem que inovô no futebór. Nada de 4-4-2 ou de 3-5-2. Arlindo inventou o revolucionário esquema 1-10. Um pega cas mão e os otro chuta. Mais tarde o mesmo Arlindo Cachaça assombrô o mundo de novo, perfeiçoando o póprio sistema 1-10. Agora um podia pegar cas mão e os otro chutá só que PÁ FRENTE. Aquilo foi praticamente o princípio utilizado pela Laranja Mecânica muito tempo depois nas Copa de 74.
Inter campeão invictamente? São Paulo 18 jogos sem perdê? Hmmmfff!!! Faço pôco! O Doismorrense ficou 5 ano, dois mêis e 22 dia sem perdê. Foro 426 jôgo sem sabê o que era derrota. E mesmo assim no jogo que perdeu foi ladroage do juiz, que não se dava com o Arlindo Cachaça e quis prejudicá ele. Tanto foi ladroage que o póprio juiz, o Armando Feitosa Barros, feiz o gôlo da vitória do Província, entrando ele mesmo com a bola de baixo do braço dentro da golêra. Pode uma cousa dessa?
Foi uma revorta geral!
O jogo acabô em paulêra!
Aliáis nem acabô.
Teve invasão de campo, briga na torcida, 25 prisão e treis morte. Mas foi o jogo que ficô marcado pra sempre como o dia que o Doismorrense perdeu.
Robado! Robado!


postado por Chico Lorotta

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Inter, O Grande


"E quando Alexandre viu a extensão de seus domínios, ele chorou, pois não tinha mais mundos a conquistar."



A citação refere-se a Alexandre, O Grande, mas podemos facilamente comparar com o Internacional.
Campeão Gaúcho inúmeras vezes, Campeão Brasileiro por três vezes, sendo o único invicto; Campeão da Libertadores da América; Campeão do Mundo no mesmo ano e a partir da Libertadores, Campeão da Recopa Sulamericana, formando assim a Tríplice Coroa. E agora Campeão da Copa Sulamericana.

O que mais buscar?

Chegaram a sugerir que jogássemos a Champions League da Europa, mas não teria graça, pois já vencemos o campeão espanhol da temporada 2006, o Barcelona no Mundial da FIFA, e o campeão alemão, Stuttgart, e o italiano, Internazionale, da temporada 2007 na Copa Dubai. Não... Nem a UEFA seria páreo para nós.

Vamos ter que ir para outro planeta talvez. Disputar a Copa Interplanetária quem sabe... É, talvez isso, porque aqui na Terra não tem mais graça.

Campeão de Tudo!

É muito bom ser colorado!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

100 Melhores filmes de 2008





O jornal britânico Times acaba de divulgar sua lista dos 100 melhores filmes de 2008.

Devo admitir que não vi a maioria deles mas me parece muito justo e inevitável que o ótimo Cavaleiro das Trevas aparecesse.

Curiosidade a indicação para Linha de Passe do brasileiro Walter Salles que na minha opinião não foi lá tudo isso.

Veja abaixo a lista da Times, que não está em ordem de preferência :


Batman - O Cavaleiro das Trevas

Gomorra

Man on Wire

Sangue Negro

Time and Winds

4 meses, 3 semanas, 2 dias

Aleksandra

Appalosa - Uma Cidade Sem Lei

Ji Jie Hao

Austrália

Rebobine, Por Favor

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto

Bigga than Ben

Blindsight

Black White + Gray

O Grande Chefe

O Menino do Pijama Listrado

Queime Depois de Ler

California Dreamin'

A Troca

Chocolate

Cloverfield - O Monstro

A Complete History of My Sexual Failures

Couscous
Três Vezes Amor

O Escafandro e a Borboleta

Donkey Punch

Do Outro Lado

Quatro Minutos

Frost/Nixon

Garage

Garbage Warrior

Medo da Verdade

Half Moon- Halla Bol

Simplesmente Feliz

Hellboy II - O Exército Dourado

High School Musical 3: Ano da Formatura

Um Louco Apaixonado

Hunger- I.O.U.S.A.

Il y longtemps que je t'aime

Na Mira do Chefe

In a Search of a Midnight Kiss

No Vale das Sombras

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Homem de Ferro

Jar City

Jodhaa Akbar

Joy Division

Juno

Kamikaze Girls

Kenny

Kung Fu Panda

Zona do Crime

Linha de Passe

Desejo e Perigo

Mad Detective

Mamma Mia!

Memórias do Subdesenvolvimento

Mongol

Meu Irmão é Filho Único

Meu Winnipeg

Onde os Fracos Não Têm Vez

Agente 117

Sobre o Tempo e a Cidade

Out of the Blue

P2 - Sem Saída

Persepolis
Ponyo On The Cliff By The Sea

007 Quantum of Solace

Quarentena
Caos Calmo

O Casamento de Rachel

Guerra Sem Cortes

RocknRolla

A Grande Roubada

Rolling Stones - Shine a Light

O Silêncio de Lorna

Somers Town

As Crônicas de Spiderwick

Em Busca da Vida

Os Estranhos

Horas de Verão

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco Da Rua Fleet

Um Táxi Para a Escuridão

O Advogado do Terror

Thoda Pyaar Thoda Magic

Sob as Bombas

Unrelated

Vicky Cristina Barcelona

W.- Doidão

Wall-E

Lírios D'Água

Valsa com Bashir

The Wave

We Are Together

What Just Happened

XXY

Vocês, Os Vivos

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sangue de craque na família

O Rolo Compressor Colorado de 1945.
Tio Adão é o quarto agachado, da esq. para a dir.
Adão em destaque
na foto
Dando uma olhada no retrospecto dos jogos de Internacional e Estudiantes, que fazem o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana hoje à noite, descobri não só que o Colorado nunca perdeu para o clube argentino, como também que em um dos confrontos em 1948, meu tio em segundo grau, Adãozinho, marcou um dos gols na vitória por 3x1. Adão Nunes Dornelles era irmão de minha avó Isaura Dornelles que depois veio a ter acrescido o Reis do marido, sobrenome que herdo também.
É, por incrível que pareça eu que não jogo nada tive na família um tio que foi craque de futebol. Craque mesmo! Adãozinho, alcunhado como "o atacante satânico" por Ary Barroso, fez parte do time chamado "Rolo Compressor" do Internacional, na década de 40 com destaque, chegando inclusive à seleção brasileira que disputou a Copa de 50 na qual jogou duas partidas, tendo ainda uma passagem de sucesso pelo Flamengo após a Copa.
Bom jogar não jogo muito mesmo, mas talvez por causa desse sangue futebolista eu seja tão apaixonado por futebol.
Tomara que meu "achado" na internet seja um bom presságio para a decisão de hoje à noite.
Que o Tio Adão esteja lá em cima passando aquela energia positiva e iluminando o Nilmar pra meter uns golaços naqueles argentinos.

Cly Reis

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Inter na final da Sul-Americana


Há quem ache a Copa Sul-Americana desimportante, quem desdenhe dela, quem coloque times reservas e tudo mais. Realmente, é inegável que a grande competição da América do Sul é a Libertadores. Ninguém afirma o contrário. Mas acho que isso não invalida o fato de que a Copa Sul-Americana é a 2° competição mais importante do continente e sendo que neste ano, a primeira já tem seu campeão, cabe aos que tiveram direito à participação neste outro certame internacional, disputar honrosa e honradamente uma competição expressiva, lucrativa e de visibilidade, justificada até pelo mero fato de que a partida da última quarta-feira, semifinal entre Internacional e Chivas Guadalajara, foi transmitida para 64 países. E as cotas de TV? São baixas? Que nada! Tem as cotas e a premiação por fases alcançadas, que também não são tão altas quanto às da Libertadores, mas como eu já salientei, este torneio é o segundo em importância. Não poderia pagar mais ou igual. Estar abaixo da Libertadores não desvaloriza a Sul-Americana. Apenas coloca corretamente a hierarquia das competições.
O fato é que o Sport Club Internacional está na final desta copa e como qualquer um que venha a chagar em uma fase tão avançada, valoriza a competição na qual se encontra e concentra seus esforços nela.
Ora! O Internacional nos últimos dois anos conquistou o principal torneio continental, a Libertadores, e por extensão dela, teve o direito à disputa da Recopa Sul-Americana, a qual venceu também, e agora tem a possibilidade de conquistar o único título continental que não possui e que aliás, nenhum clube brasileiro conquistou. Cara, é mais um título internacional a se somar, além dos que citei, à Copa Dubai conquistada este ano e ao Mundial de Clubes de 2006.


Tem-se falado que ainda este ano por conta desta circunstância envolvendo uma possível punição à Federação Peruana abririam-se três vagas à Libertadores da América, e que uma delas poderia vir a ser do vencedor da Sulamericana. Olha, seria ótimo! Adoraria! E sei que o clube está se mobilizando para que a Conmebol homologue isto. Mas cá entre nós, por tudo isso que coloquei anteriormente: grana, visibilidade, hegemonia em todas as competições continentais em um curto período, mais um título na história, mais um título internacional, mais um título internacional no ano... Olha, por tudo isso, independente de dar vaga para a Libertadores ou não, eu quero ganhar a Sulamericana.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

As Melhores Capas de Discos








Grandes capas de discos. Aqui vai uma seleção das 10 melhores capas de discos, na minha modesta opinião.
No topo da minha lista está o Joy Division e seu "Unknown Pleasures" com sua capa minimalista, enigmática, que é na verdade um medidor de pulsos de uma estrela, em uma concepção de Peter Saville que aparece novamente na lista com a ótima capa de "Power, Corruption & Lies" do New Order, banda fruto do Joy, da qual o designer sempre foi colaborador.Outro que faz "dobradinha na minha lista é Andy Wahrol com a famosa capa do Velvet e com a provocante "Sticky Fingers" dos Stones.
Capas como as do PIL (Public Image Ltd.) "Metalbox" e a do Marley em seu "Catch a Fire" podem parecer muito simples numa primeira olhada mas sua concepção, conceito e formato as justificam. "Metalbox" vinha, efetivamente, em uma caixa de metal. O LP ficava em uma lata tipo rolo de filme que funcionava quase que como "proteção" ao ouvinte quanto ao material contido ali. "Catch a Fire", caso não dê pra notar, imita um isqueiro e aí, quanto ao conceito, em tratando-se de Bob Marley, não precisa falar mais nada. Uma curiosidade é que, assim como o álbum do PIL, este foi concebido para o formato vinil e sua capa abria como se fosse o isqueiro, mesmo, para cima.
A do Alice Cooper também pode se enquadrar nessas aparentemente comuns, mas note que a capa imita uma carteira de couro e as do "Sgt. Peppers..." e do "Dark Side..." dispensam comentários.

Dêem uma olhada na lista e se quiserem deixem a sua também.

Menções honrosas também para "Physical Graffiti" do Led com sua capa cheia de janelas, símbolos e enigmas, também para "Mezzanine" do Massive Attack, "Bandwagonesque" do Teenage Funclub, "Highway to Hell do ACDC, "Number of the Beast" do Iron, "In the court of King Crimson", "The Queen is Dead" dos Smiths, "Songs to Learn and Sing" do Echo com foto de Anton Corbjin e "Violator" do Depeche, concebida pelo mesmo, e ainda para a demoníaca "Live Evil" do Black Sabath com suas figuras simbolizando cada um dos seus clássicos.
ABAIXO, AS MINHAS 10 MELHORES:


1. Joy Division, "Unknown Pleasures"; 2. The Velvet Underground and Nico, "The Velvet Underground and Nico; 3. Nirvana, "Nevermind"; 4. PIL, "Metal Box"; 5. The Beatles, "Sargent Pepper's lonely Hearts Club Band"; 6. Alice Cooper, "Billion Dollar Babies; 7. bob Marley and the Wailers, "Catch a Fire"; 8. New Order, "Power, Corruption and Lies"; 9. Pink Floyd, "The Dark Side of the Moon"; 10. The Rolling Stones, "Sticky Fingers"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O bebê da capa de "Nevermind" continua perseguindo a nota de 1 dólar



Olha só que barato!
O bebê que aparece mergulhado numa piscina perseguindo uma nota de dólar na capa de "Nevermind" do Nirvana, uma das melhores de todos os tempos, reeditou a foto 17 anos depois posando novamente, praticamente na mesma pose. A diferença é que desta vez, Spencer Elden, o "bebê", aparece com uma bermuda e não como veio ao mundo, como na foto original.