Curta no Facebook

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A volta do The Smiths Cover - Rio Rock & Blues Club - Lapa - Rio de Janeiro 17/04/2010


A competentíssima banda que homenageio os Smiths.
Em princípio nem deveria ir. Tinha uma viagem marcada para o outro dia e ainda que não tivesse exatamente que acordar CEDO, voltar de madrugada de um showzinho num bar sempre é um pouco desgastante, deixa sonos atrasados, aquela ressaca e tal. Mas como na véspera, por conta da fumaça do vulcão islandês, já se anunciava um provável cancelamento de voo, fui, aí sim mais tranquilo, sem muito daquele peso de ter que acordar bem no outro dia. Outro motivo foi quis levar meu grande amigo Júnior, que mostrara-se um tanto decepcionado por ter perdido a apresentação anterior para a qual eu o convidara e à qual eu elogiara tanto, e que agora sim, desta vez, poderia ir. Mas além disso tudo, tem também outro fato: incrivelmente acabou-se criando um vínculo legal dos integrantes da banda comigo. Tudo por causa da despretensiosa postagem sobre o show anterior dos caras lá mesmo no RR&BC, que segundo eles elevou o nome da banda, fez uma baita propaganda e tudo mais. Fico satisfeito. Como disse ao vocalista Roberto, de modo algum era a intenção rasgar-seda pra ninguém, nem divulgar nada, até porque nem os conhecia e mesmo porque meu blogzinho não tem todo esse alcance pra levar o nome de alguém aos 4 cantos do mundo.


Devidamente fardado.
Mas vamos ao que interessa que foi o show em si. Desta vez, apesar de contar com o palco principal, com uma casa mais cheia e com o status de um dos melhores shows da casa, tiveram que ganhar o público aos poucos. Da outra vez, a resposta foi mais imediata, me parece. Deve-se um pouco ao fato de que muitos que estava ali foram pelo boca-a-boca e tiveram que ser convencidos, tiveram que ver justificado o alarde. Mas pela reação ao final com "Bigmouth Strikes Again", sendo entoada pela galera em peso, acho que não se decepcionaram.
O espaço mais amplo no palco e, creio, uma maior auto-confiança depois da aprovação da primeira apresentação no bar, fizeram bem para o Morrissey-Cover que desta vez se soltou mais nos trejeitos, poses e caracterizações do ídolo inglês, imitando-o muito bem.
Olha eu aí com o Morrisey
(e não é que parece mesmo?)
Nosso Johnny "Flávio Chaves" Marr matou a pau principalmente com "Girl Afraid", que foi graciosamente oferecida a mim, mas que espero que não pelas razões erradas de entenderem que eu tivesse duvidado que conseguissem executá-la bem. Se bem me lembro a própria banda relutou em tocá-la da outra vez duvidando um pouco do seu próprio potencial. Obrigadão, mas não duvidei de vocês! Posso interpretar que fui o grande homenageado da noite. Além da canção já mencionada e um pequeno discurso de agradecimento pela postagem no blog, recebi ainda "Rubber Ring" que eu havia pedido na comunidade do Orkut e que ficou espetacular.
Show foda mais uma vez.
O Júnior que estava comigo, pelas manifestações para mim mesmo, e no Orkut, parece também ter gostado muitíssimo.
Ótimo show novamente. Parabéns, amigos (acho que posso chamá-los assim, não?).



Cly Reis

Björk - "Jòga"

E no fim das contas não deu pra viajar!
O Eyjafallajokull resolveu jorrar seu magma e espalhar sua nuvem de fumaça por toda a Europa deixando o continente praticamente isolado.
A força da natureza foi maior do que os nossos desejos, vontades, necessidades, expectativas. (E não é sempre assim?)
Mas tudo bem. Acontece. E, aliás, tem acontecido por toda a parte e com cada vez maior frequência.
É, amigos, enchentes monstruosas, terremotos cada vez mais intensos, nevascas brutais e vulcões furiosos devem ser sinal de alguma coisa.
Nem sou tão trágico ou alarmista a ponto de estar prenunciando um final dos tempos, mas digo, sim, que a Terra está gritando, pedindo socorro, reclamando do quanto a tratamos mal até hoje.

*****************************

Como disse no post anterior, a Islândia só estava no mapa-múndi até hoje por causa da existência da Björk, e como disse um amigo meu, já que a erupção de criatividade dela cessou, o Eyjafallajokull, por sua vez, resolveu botar pra quebrar.
Essa coisa toda de Islândia, Björk, vulcão, Terra pedindo socorro, força da natureza, me lembrou o ótimo clipe de "Jòga" que tem muito a ver com tudo isso, pelas imagens e pela sutileza da mensagem contida.
Como diz a letra, "estado de emergência".

Agora é replanejar o restinho de férias.
Mas vam'lá!
Sem problemas.


"Björk - Jòga"



C.R.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

ELVIS

Caetano Veloso - "Transa" (1972)

"Chamei os amigos para gravar em Londres(...) "Transa" foi  meu primeiro disco de grupo, gravado quase como um show ao vivo".
Caetano Veloso



 No embalo do meu retorno a Londres, deu vontade de falar de um dos grandes discos brasileiros de todos os tempos, intimamente ligado à capital inglesa: “Transa” de Caetano Veloso, de 1972.
Gravado no exílio do cantor na época da ditadura militar, álbum é uma fantástica mistura de sons, tendências, línguas e costumes. Tem regionalismos junto com rock’n roll, inglês com português, gíria com poesia, berimbau com guitarra... Tudo resultado de uma criatividade que estava prenhe, precisando ser expelida, manifestada. Uma vontade de ser brasileiro mesmo estando fora. E parece que é exatamente isto que Caetano consegue transmitir quando mistura as línguas e linguagens: assimilar, experimentar, sem perder suas raízes.
O início, com “You Don’t Know Me”, uma balada que vai se encorpando aos poucos, tem sua letra em inglês toda “invadida” por pedaços em português, como o trecho de “A Hora do Adeus” de Luiz Gonzaga, e ‘Saudosismo” do próprio Caetano, com a voz de Bebel Gilberto.
“Nine Out of Ten” que a segue, é espetacular em sua sonoridade toda cheia de embalo e ritmo. Caetano mesmo afirma ser esta sua melhor letra em inglês. Em inglês, sim, mas, assim como na anterior, com incursões em português, mas nesta, genialmente mais integradas na letra (“I’m Alive and VIVO, MUITO VIVO, VIVO, VIVO”). Caetano diz sobre esta música: “Tem a Nine out of Ten, a minha melhor música em inglês. É histórica. É a primeira vez que uma música brasileira toca alguns compassos de reggae, uma vinheta no começo e no fim. Muito antes de John Lennon, de Mick Jagger e até de Paul McCartney. Eu e o Péricles Cavalcanti descobrimos o reggae em Portobelo Road e me encantou logo. Bob Marley e The Wailers foram a melhor coisa dos anos 70.”
Caetano utiliza-se da poesia barroca de Gregório de Mattos para compor “Triste Bahia”, a mais experimental do disco, repleta de idas e vindas sonoras, regionalismos, linguagem coloquial, versos de folclore e cantigas populares.
Em “It’s a Long Way”, uma doce e melancólica canção, minha favorita do disco aliás, volta a se utilizar muito fortemente do recurso bilíngüe, depois dos primeiros versos totalmente em inglês, passa para a língua natal novamente com linguagem coloquial, dísticos populares e jogos de roda (“os olhos da cobra verde/ hoje foi que ARREPAREI/ se ARREPARASSE a mais tempo/ não amava quem amei”)
Sobre “Mora na Filosofia”, de Monsueto Menezes, um samba lento, marcado no violão, Caetano diz: “Mora na Filosofia, que é um grande samba, uma grande letra e o Monsueto é um gênio. Me orgulho imensamente deste som que a gente tirou em grupo".
Segue “Neolithic Man”, que é a que gosto menos no disco e fecha com o ótimo e embalado rock’n roll acústico e curtinho "Nostalgia (That's What Rock'n Roll Is All About)".
O álbum contou com arranjos e participações especialíssimas de amigos que estavam em Londres na época, entre eles Jards Macalé e Péricles Cavalcanti, mas que, curiosamente, por negligência no acabamento gráfico, não foram creditados no encarte original. O fato é que o próprio Caetano faz questão de lembrar estas participações e salientar que elas foram extremamente estimulantes para o trabalho em torno do álbum naquelas circunstâncias de exílio, saudades, solidão; e, ouvindo “Transa”, não é difícil notar o quanto as companhias contribuíram para a qualidade e resultado final da obra.

***************************************************

FAIXAS:
  1. "You Don't Know Me" (Caetano Veloso) – 3:49
  2. "Nine Out of Ten" (Caetano Veloso) – 4:57
  3. "Triste Bahia" (Gregório de Matos Guerra, Caetano Veloso) – 9:47
  4. "It's a Long Way" (Caetano Veloso) – 6:07
  5. "Mora na Filosofia" (Monsueto Menezes, Arnaldo Passos) – 6:16
  6. "Neolithic Man" (Caetano Veloso) – 4:55
  7. "Nostalgia (That's What Rock'n Roll Is All About)" (Caetano Veloso) – 1:22
************************************
Ouça:
Caetano Veloso Transa


Cly Reis

terça-feira, 13 de abril de 2010

Moby - "Play" (1999)

Moby é certamente um dos artistas mais criativos e importantes das últimas décadas no cenário musical geral e não apenas no eletrônico. Moby já transcendeu a isso. Não pelo fato, que eu nem aprovo muito, de estar pegando em guitarras e se aventurando mais do que devia nos microfones ultimamente, mas sim porque a extensão do que produz como música, como sonoridade, como possibilidades, chega muito mais longe do que uma pick-up, um deck, uma rave.
Acompanho Moby mais ou menos desde que pintou por aí, e desde a badalada “Go”, passando por ‘Next is the E”, “UHF”, “Thousand’, viu-se então o cara chegar ao seu grau máximo de qualidade em “Play”.
“Play” é daqueles álbuns que o artista acertou. Pensou em alguma coisa e deu certo, tentou uma evolução em relação ao próprio som e deu também, brincou com elementos diferentes e pimba! Golaço.
O álbum abre em grande estilo, já com uma das melhores do disco, a descontraidíssima “Honey”, seguida da excelente “Find My Baby”, com aquele sampler de vocal blues que não perde a raiz mesmo com a batida eletrônica.
“Why Does my Heart Feel So Bad” ao contrário de “Honey”, é melancólica, mas não menos excitante a seu modo. Notável na sua tristeza, é extremamente bem trabalhada em cada detalhe contando com um belíssimo vocal gospel.
"Bodyrock” é, como sugere o nome e como confirma o clipe, pra não parar de mexer. É mesmo um corpo em movimento pela música, ou música movendo o corpo, ou música em movimento. Tudo isso! É elétrica, empolgante, entusiasmante.
“Natural Blues”, mais uma das minhas favoritas, com seu sampler de vocal bluseiro, é outra das boas misturas que Moby arrisca na obra e o resultado fica admirável.
Ao longo de suas 18 faixas Moby vai intercalando momentos de introspecção, como “Guitar, Flute & Strings”, faixas mais vibrantes, como “Machete” e algumas experimentações sonoras como em "7" ou "If Things Were Perfect", contudo, incrivelmente conseguindo manter uma unidade e uma identidade, fazendo assim de “Play” um disco singular no âmbito da música eletrônica e um marco no gênero.
Depois de tudo isso o encerramento e daqueles que justificam um grande disco: “My Weekness”com seu coro celestial numa atmosfera etérea fazem uma despedida relaxante.
Elogia-se muito o álbum “18”, sucessor de “Play”. Particularmente não gosto tanto, e como disse, acho que ele anda se aventurando demais nos microfones, mas não invalida todo o talento e inovação deste que é um dos principais nomes da música nos últimos anos.
************************

FAIXAS:
1."Honey" 3:27
2."Find My Baby" 3:58
3."Porcelain" 4:01
4."Why Does My Heart Feel So Bad?" 4:23
5."South Side" 3:48
6."Rushing" 2:58
7."Bodyrock" 3:34
8."Natural Blues" 4:12
9."Machete" 3:36
10."7" 1:00
11."Run On" 3:44
12."Down Slow" 1:32
13."If Things Were Perfect" 4:16
14."Everloving" 3:24
15."Inside" 4:46
16."Guitar Flute & String" 2:07
17."The Sky Is Broken" 4:16
18."My Weakness" 3:37


*******************************


Ouça:
Moby Play


Cly Reis

Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore (1988)




Hoje, no dia do beijo, nada melhor do que falar de um dos grandes filmes das últimas décadas, o belo "Cinema Paradiso".
O que que ele tem a ver com beijo?
Ah! A belíssima cena final na qual o protagonista, Toto, recebe o que o projecionista da cidadezinha, onde morou quando criança, havia deixado para ele antes de morrer. Sabendo da morte do amigo do cinema, Toto, já um homem, retorna à sua cidade natal para uma última homenagem àquele que, mesmo turrão, bravo às vezes, lhe incitara na paixão pelo cinema estimulando-o incllusive a ser um diretor de sucesso. Lá vem à memória suas lembranças de infância, alegrias e tristezas do lugar onde nascera e vivera boa parte da vida.
Na época, no cinema, o padre local fiscalizava, por assim dizer, as sessões de cinema, mandando parar as projeções e cortar das películas todas as cenas de beijo ou mais insinuantes, deixando, na época, a criançada doida de curiosidade para ver. Como um último presente ao garoto preferido, anos depois, o projecionista Alfredo deixa uma encomenda para que fosse entregue a Toto quando falecesse. E o que Toto recebe é uma edição com as cenas 'proibidas" do padre.
Cara, eu, apaixonado por cinema como sou, sempre choro na cena em que Toto vê o filme que Alfredo deixou pra ele. Lindíssimo.
Uma belíssima homenagem ao cinema. Filme de apaixonados pela sétima-arte.
Muito clássico, muito neo-realista, muito Rosselini, muito Fellini. Um baita filme!
Ganhou uma pá de prêmios por aí mas destaque, mesmo, é para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
"Cinema Paradiso" é um daqueles que tem seu lugar de destaque garantido na história do cinema.
Curta aí a cena dos beijos proibidos:



titulo original: (Nuovo Cinema Paradiso)
lançamento: 1988 (Itália)
direção: Giuseppe Tornatore
duração: 123 min
gênero: Drama




Cly Reis

sábado, 10 de abril de 2010

cotidianas #22- "Um estranho chamado João" *



* baseada na canção "Matita Perê",
de Tom Jobim e Paulo César Pìnheiro



Matita Perê
No jardim das rosas
De sonho e medo
Pelos canteiros de espinhos e flores
Lá, quero ver você
Olerê, Olará, você me pegar

Madrugada fria de estranho sonho
Acordou João, cachorro latia
João abriu a porta
O sonho existia

Que João fugisse
Que João partisse
Que João sumisse do mundo
De nem Deus achar, Ierê

Manhã noiteira de força viagem
Leva em dianteira um dia de vantagem
Folha de palmeira apaga a passagem
O chão, na palma da mão, o chão, o chão

E manhã redonda de pedras altas
Cruzou fronteira de servidão
Olerê, quero ver
Olerê

E por maus caminhos de toda sorte
Buscando a vida, encontrando a morte
Pela meia rosa do quadrante Norte
João, João

Um tal de Chico chamado Antônio
Num cavalo baio que era um burro velho
Que na barra fria já cruzado o rio
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
Aliás Horácio, vulgo Simão
Lá um chamado Tião
Chamado João

Recebendo aviso entortou caminho
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Na meia vida de adiadas mortes
Um estranho chamado João

No clarão das águas
No deserto negro
A perder mais nada
Corajoso medo
Lá quero ver você

Por sete caminhos de setenta sortes
Setecentas vidas e sete mil mortes
Esse um, João, João
E deu dia claro
E deu noite escura
E deu meia-noite no coração
Olerê, quero ver
Olerê

Passa sete serras
Passa cana brava
No brejo das almas
Tudo terminava
No caminho velho onde a lama trava
Lá no todo-fim-é-bom
Se acabou João

No Jardim das rosas
De sonho e medo
No clarão das águas
No deserto negro
Lá, quero ver você
Lerê, lará
Você me pegar

sexta-feira, 9 de abril de 2010

The Cure relança "Disintegration" em edição de luxo

O The Cure vai lançar em maio uma reedição pra lá de especial do ótimo álbum “Disintegration” de 1989. A super-edição de luxo vem com três CD’s: o álbum original (já com as 2 faixas que não saíram no LP da época, Last Dance e Homesick); um outro disco com raridades e demos; e ainda o álbum ao vivo “Entreat” mais completo que na sua edição original, com o show do Wembley Arena, na íntegra.

Disintegration” é considerado um dos melhores álbuns da banda e juntamente com “Pornography” e “Bloodflowers”, compõe um espécie de trilogia dark, que inclusive rendeu o DVD ao vivo “Trilogy” no qual a banda toca as músicas destes três álbuns.
Nunca esquecendo que Kyle, do South Park, no episódio da Barbra Streisend Mecha, declarou para o próprio Robert Smith que “Disintegration” é o melhor disco do mundo.
Nem tanto, Kyle. Nem tanto.
Mas é um baita disco!

Confira abaixo o que vem no álbum triplo “Disintegration – deluxe edition” que sai em 24 de maio:

Disc 1: Disintegration

1. “Plainsong”
2. “Pictures Of You”
3. “Closedown”
4. “Lovesong”
5. “Last Dance”
6. “Lullaby”
7. “Fascination Street”
8. “Prayers For Rain”
9. “The Same Deep Water As You”
10. “Disintegration”
11. “Homesick”
12. “Untitled”

Disc 2: Rarities (1988-1989)

1. “Prayers For Rain” rs Home Demo (instrumental) 04/88
2. “Pictures Of You” rs Home Demo (instrumental) 04/88
3. “Fascination Street” rs Home Demo (instrumental) 04/88
4. “Homesick” band Rehearsal (instrumental) 06/88
5. “Fear Of Ghosts” band Rehearsal (instrumental) 06/88
6. “Noheart” band Rehearsal (instrumental) 06/88*
7. “Esten” band Demo (instrumental) 09/88*
8. “Closedown” band Demo (instrumental) 09/88
9. “Lovesong” band Demo (instrumental) 09/88
10. “2late (alt Version)” band Demo (instrumental) 09/88
11. “The Same Deep Water As You” band Demo (instrumental) 09/88
12. “Disintegration” band Demo (instrumental) 09/88
13. “Untitled (alt Version)” studio Rough (instrumental) 11/88
14. “Babble (alt Version)” studio Rough (instrumental) 11/88
15. “Plainsong” studio Rough (guide Vocal) 11/88
16. “Last Dance” studio Rough (guide Vocal) 11/88
17. “Lullaby” studio Rough (guide Vocal) 11/88
18. “Out Of Mind” studio Rough (guide Vocal) 11/88
19. “Delirious Night” rough Mix (vocal) 12/88*
20. “Pirate Ships” (rs Solo) Rough Mix (vocal) 12/89*

All previously unreleased versions
(*Previously unreleased song)

Disc 3: Entreat Plus

1. “Plainsong”*
2. “Pictures Of You”
3. “Closedown”
4. “Lovesong”*
5. “Last Dance”
6. “Lullaby”*
7. “Fascination Street”
8. “Prayers For Rain”
9. “The Same Deep Water As You”*
10. “Disintegration”
11. “Homesick”
12. “Untitled”

Recorded live at Wembley Arena 1989; remixed by Rs 2009


C.R.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Frango Atirador

Os Causo de Dois Morro - A Maió Enchente de Tod'os Tempo

Enchente?
Ah! Uma vez teve uma grande em Dois Morro.
Mas foi temporal, temporal, mesmo! Coisa séria! Não esses chusvisco que deu nos Rio de Janêro.
Muita família perdeu tudo, muita gente morta perdeu até a vida. Coisa triste de se vê.
Muita gente dasabrigada porque deixaro os abrigo no varal e as água levo.
Quem morava no costado do morro da direita, principarmente, ficaro tudo debaxo da terra desbarrancada e os que moravo no costado do morro da esquerda... tamém.
Quem pôde se sarvá subiu pros alto dos morro purqui lá a água não arcançava, mas pors que não correro a tempo...
Sem mentira, choveu 25 dia e 24 noite seguida, sem pará. As gente tudo já tavo inté que achando que ío virá sapo. Foi aí qui apareceu um senhor de idade, numa barca grande, cheia de bicho. Só pedimo pr’ele sarvá os anemar da cidade que nóis se virava. Nóis ficava lá, bem em cima do morro da esquerda, qui é 2 centímetro mais arto, e não tinha pobrema. Mas os bicho, coitado, num ío tê chance com um aguacêro daqueles.
Então o véio esse que se chamava-se Noé, botô um casarzinho de cada bicho na barca: um profiteróle fêmeo e um profiteróle macho; um muffin fêmeo e um muffin macho,; uma vaca (daquelas que dava uísque pelas teta) fêmea e um vaco macho, e assim foi com ôtros bicho da rica falna doismorrense.
Quando a água deu de baixá, o Seu Noé trôsse os bicho de vorta. Os profiteróle, sem vergonha qui éro, já tinho feito muito remelexo no barco do véio e já tinho té procriado mais uns vinte. Os mãfi se comportaro direito e dexaro pra fazê senvergonhice qunado chegasse nas toca deles; mas o importante foi que a bicharada de Dois Morro se sarvô e depois que a chuva passô, tudo vortô alnormal.
Muito tempo dispois qui a Nhá Benta, uma senhôra mui religiosa, quase santa, nos contô qui leu num Livro Santo qui o tar de Noé era o Noé mesmo, duma Arca famosa e coisa e tar; e que aquela água toda era um tar de Delúver... Delúveo... de luva... É. Arguma coisa’ssim.


postado por Chico Lorotta

Morre Malcolm McLaren

E morreu Malcolm McLaren.
Um oportunista? Um visionário? Um filha-da-puta? Um gênio? Um talento?
Um pouco de tudo isso.
McLaren, entre tantas incursões no mundo pop, tentativas, sucessos, fracassos, teve sobremaneira, o mérito de inventar o Sex Pistols e dar uma cara para o punk.
Não, ele não criou um guarda-roupa, não criou um estilo, nem uma linguagem. Ela estava ali! A coisa toda era um porcesso. Ele só viu isso no momento certo e encontrou os "instrumentos" certos: quatro jovens de classe pobre, operéria, cheios de indignação e um líder-vocalista, cheio de fúria e verso rascante. Deu no que deu: Sex Pistols. E "Nevermind The Bollocks", deles, não só mudou a história da música, como também do comportamento. E Malcolm McLaren, por mais chato que fosse (e era), foi parte importantíssima de tudo isso.
Aos 64 anos e vítima de um câncer, McLaren foi fazer companhia a seu pupilo Syd Vicious.





C.R.

Chemical Brothers "Escape Velocity"

Saiu nova música dos Bródi!
É!
O novo álbum, que se chamará "Further", e que terá um curta-metragem para cada uma das suas 8 faixas, só sai mesmo em junho, mas por enquanto, nós fãs já podemos ir curtindo uma palhinha do que será o novo disco.
Não trata-se de um clipe, exatamente; é apenas o áudio com um gráfico. Mas o que importa é o som mesmo, não?
Então, saca aí:

sábado, 3 de abril de 2010

Editors "Papillon"

Conheci ontem na VH1 Mega Hits e achei um barato - tanto a música quanto o video - "Papillon" do Editors.
Vou tentar ouvir mais coisas dos caras mas a primeira impressão é boa.
Fiquem com o clipe:

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Frango Atirador

"Ilha do Medo", de Martin Scorsese (2010)



Fã de Martin Scorsese como sou, fui no último sábado assistir a "Ilha do Medo", no cinema.
Mais um bom filme deste que é um dos maiores diretores de todos os tempos. Não entra na lista das suas grandes obras como "Taxi Driver", "Os Bons Companheiros" ou "Touro Indomnável", mas  não faz feio, não.Scorsese constrói em "Ilha do Medo" um verdadeiro labitinto psicológico e nos convida a entrar nele. Montando magistralmente e com calma a teia da trama, aos poucos coloca o espectador de tal forma diante dos fatos, que acaba por nos causar as mesmas confusões que afligem a cabaça do detetive Daniels, vivido por Leonardo DiCaprio. No filme, o Detetive Tedy Daniels é chamado a uma instituição penal para presos com distúrbios mentais, situada em uma ilha, a fim de solucionar o desaparecimento ou fuga de uma paciente. Desde sua chegada tudo parece muito estranho e vai ficando mais ainda: os médicos, a paciente, as circunstâncias da fuga, os métodos da entidade, e o próprio detetive Daniels e sua cabeça perturbada pela morte, anos antes, da esposa. A ilha presídio é mostrada sempre com um aspecto sinistro, quase macabro, com pedras escuras, mar revolto, névoas densas, céu cor de chumbo, deixando invariavelmente as cenas e imagens pesadíssimas.
Mesmo não sendo uma obra-prima deste mestre do cinema, mostra com certeza, que ele não se acomodou com um Oscar na estante e à sombra dele passou a fazer filminhos pra "galera". O que se vê em "Ilha do Medo" é exatamente o contrário: um cineasta que mesmo já tendo conquistado tudo, e que ao longo de sua carreira conseguiu agradar o público mais exigente e o público comum, e além disso é saudado pela crítica (o que é difícil), ainda se mostra inquieto, arrisca e busca novos caminhos. E, diga-se de passagem, se sai muito bem nesta experiência. 

*************************************

Ponto negativo, pra mim, é essa preferência do diretor por Leonardo DiCaprio em todos os seus últimos filmes.
Cara, não consigo ver nele um grande ator e nem vê-lo com perfil para um papel com este da "Ilha do Medo", por exemplo. Um detetive durão, violento, veterano da 2° guerra. Não sei... Não me cai.
Pode ser um pouco de preconceito meu por tê-lo visto com cara de garoto fazendo papeis de menino bonito, como "rei do mundo" em "Titanic", mas devo dizer que tento não associar a estas coisas e sim enxergar porquê Martin Scorsese gosta tanto de DiCaprio.
Ainda não consegui.




Cly Reis

segunda-feira, 29 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

Treino classificatório para o GP Brasil Class 1 de Motonáutica - Enseada de Botafogo - Rio de Janeiro (27/03/10)

Estava eu almoçando no Porcão Rio's (que luxo, hein!) e aproveitei, de quebra pra dar uma olhada nos "barquinhos" que cruzavam a enseada de Botafogo em altíssima velocidade nos treinos para o 1° Grande Prêmio Brasil de Motonáutica, classe 1. Foram só os treinos hoje. A prova mesmo é amanhã, mas já deu pra tirar uma febre de como é a parada. Como eu imaginava, apesar da velocidade e do excitante barulho dos motores, não é tão emocionante. Não fiquei ligadaço. Dei uma olhada, curti um pouquinho e voltei pra dentro, para o almoço.
Provavelmente amanhã, na corrida mesmo, esteja mais vibrante. Espero que a organização incremente a coisa com telões, DJ's, narração, como aconteceu, há uns dois anos atrás, no Red Bull Air Racing, ali mesmo, na Praia de Botafogo.
Mas, de todo modo, não vou lá amanhã ver a prova. Se tanto, vou conferir no SporTV.


C.R.

terça-feira, 23 de março de 2010

ESG - "Come Away With ESG" (1983)


Meu amigo Júnior, que volta e meia me vem com alguma coisa bem interessante para ouvir ou para ver, desta vez me recomendou que ouvisse uma tal de ESG. O mote era que se tratava de algo meio jazz, mas bem contemporâneo com elementos eletrônicos e tal. E, cara, não é que o negócio é bom pra caramba?

Bem por aí, mesmo: loops básicos e irados de baixo muito funk, percussões quase afro-latinas, uma pegada super disco-music, e com uma improvável mas verdadeira influência do punk que em nada torna agressivo ou forte demais o som da banda; e tudo isso conduzido por uma voz feminina descontraída e jovial muito próximo ao que viria a ser o estilo house anos depois.
A influência do punk é mais atestada ainda pelos antecedentes da banda, que além de ser contemporânea do final do movimento, chegou a ser produzida por Martin Hannet (Joy Division e Magazine) no seu primeiro EP de 1981.
“Come Away With ESG” de 1983 que é todo esse liquidificador de estilos, tem como destaques a ótima e super-dançante “Dance” e a melhor ainda “Moody (Spaced Out)”, mas todo o disco é muito bom.
Escutado hoje, à distância da época de seu lançamento, faz-nos notar toda a importância do ESG em formações de estilos posteriores como o já mencionado house e outras vertentes da música eletrônica como o trip-hop, além do rap, do hip-hop e de diversos estilos dentro da música pop em geral.
Como é que eu nunca tinha ouvido falar do ESG antes, hein???
(Bom… Antes tarde do que nunca)
Já chega para mim com status de disco fundamental.
*********************************
FAIXAS:
  1. "Come Away" – 3:15
  2. "Dance" – 4:32
  3. "Parking Lot Blues" – 2:53
  4. "You Make No Sense" – 2:20
  5. "Chistelle" – 1:54
  6. "About You" – 2:05
  7. "It's Alright" – 2:38
  8. "Moody (Spaced Out)" – 4:18
  9. "Tiny Sticks" – 3:02
  10. "The Beat" – 2:17
  11. "My Love for You" – 2:54

********************************
Ouça:
Come Away With ESG

Cly Reis

"[REC]" de Jaume Balagueró e Paco Plaza (2007)







" 'Continua gravando TUDO!
'Por tu puta madre' ".





Puta que pariu! Alucinante, frenético, assutador, claustrofóbico. Tudo isso é pouco pra descrever o ótimo terror "[REC]” dos espanhóis Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Estava há tempo pra pegar esse filme na locadora mas deixava pra depois, pegava algum lançamento, priorizava algum que minha mulher pudesse ver também (ela não gosta de terror) e ia deixando este pra trás. Por que demorei tanto?
É um daqueles poucos filmes de terror que verdadeiramente me deram “cagaço”. Me deixou com o coração saindo pela boca de ansiedade e expectativa, principalmente nos dez minutos finais quando o cerco se fecha. Talvez, ao lado do “Atividade Paranormal” tenha sido destes filmes de “cinema-verdade” com câmera na mão o tempo todo, o que mais me impressionou.
O lance todo é o seguinte: uma repórter e o câmera-man, vão fazer uma matéria sobre a rotina da noite de um corpo de bombeiros para um desses programas da madrugada. Ela está completamente entediada e sem expectativa, mas entende que algum chamado importante para os bombeiros, estando ela ali, pode ser a chance profissional da sua vida. Acontece uma ocorrência e ela e o câmera vão acompanhar dois bombeiros a um edifício onde uma senhora, ao que parece se trancara no apartamento sem querer sair. Aparentemente uma chamada pequena, insignificante.
Que nada!
Aí é que o bicho pega!
No socorro a velha ataca e morde um policial, joga um bombeiro mordido pelo vão da escada e como, de fora, as autoridades trancam, lacram o prédio e não permitem que o grupo de policiais, bombeiros, moradores, a equipe de reportagem e o ferido saiam do prédio, já em pânico todos começam a se perguntar o que está acontecendo ali.
Se revela uma espécie de infecção transmitida pela saliva, o que faz com que todos os atacados passem a agir da mesma forma agressiva transformando o prédio numa espécie de casa dos horrores pois aos poucos os infectados vão atacando a outros e a legião de zumbis vai aumentando num espaço, pequeno, restrito do qual não se tem pra onde fugir. É só escadaria pra cima e pra baixo com a câmera na mão.
O barato é que o recurso “documentário” nessa correria desenfreada, em “[REC]” faz com que o espectador sinta-se dentro do filme, praticamente percorrendo os corredores estreitos, sentindo a expectativa de entrar em um apartamento, ou esquivando-se na poltrona pra não ser agarrado por um morto-vivo.
O legal também, que eu soube depois é que para manter o medo, a surpresa, a sensação dos próprios atores, os diretores não liberavam todo o script para o elenco antes, passando a eles as cenas apenas na última hora. O artifício deu certo, mesmo. Tem cenas que a gente vê que os próprios atores levam susto. Ficou muito real e natural.
Pra piorar (ou melhorar) tem a surpresa da tal Menina-Medeiros que está presa num apartamento isolado. Nossa! Não vou contar muito pra não estragar pra quem não viu, mas aquilo ali é repugnante, terrível e assutador; e esta parte do filme; é LITERALMENTE de tirar o fôlego.
Dos melhores e mais assustadores filmes de terror que já vi na vida. Daqueles de ficar desconfiado ao andar no corredor da própria casa no escuro.
Muito Foda!



Cly Reis



segunda-feira, 22 de março de 2010

"Andrei Rublev" de Andrei Tarkovsky (1966)




Aluguei dia desses para assistir a “Andrei Rublev” de Andrei Tarkowski, um dos meus diretores preferidos. Sou apaixonado, sobremaneira, por “O Sacrifício”, último filme do diretor russo que ao longo de sua filmografia consolidou uma linguagem muito peculiar, bem intimista, psicológica, minuciosa e plasticamente impecável. Em “Andrei Rublev”, ele se utiliza das mais de 3 horas de duração do filme para construir com paciência, sobretudo, os aspectos psicológicos profundos dos conflitos pessoais de um monge pintor de ícones religiosos no século XV. Mesmo tendo sua ação passada em um momento histórico de conflitos feudais e invasões bárbaras na União Soviética, Tarkovsky não anseia por conta disso criar um épico. O período somente lhe serve como inserção de ambiente, como confrontação para o personagem principal com aquela realidade. Não recorre a grande ênfase em figurinos ou cenários para localizar a história, o faz de forma sutil, precisa e útil; até porque, naquele caso, tudo isso é o que há de menor importância: Andrei Rublev está à procura do interior das coisas. Do interior de si mesmo. Da inspiração, da fé, da verdade. Mas o exterior; o mundo, a violência, a crueldade, os sentimentos vis, a ausência de amor, o fazem refletir sobre suas vocações para a arte e para a religião.

A fotografia e beleza plástica 
da cena do cavalo
O filme, dividido em capítulos, é repleto de situações emocionantes, fotografias belíssimas e cenas de beleza plástica incríveis, mas o episódio final, do jovem sineiro incumbido pelo príncipe de fazer um sino,e que, salvo sua inexperiência mas com um comprometimento e determinação incríveis, faz recender em Andrei a vontade de pintar novamente após ver a entrega daquele rapaz à sua tarefa. Belíssimo.

“Andrei Rublev”, como de costume na carreira do diretor, traça um grande painel psicológico de personagens complexos; traz em si um exercício artístico-estético profundo e uma reflexão sobre as motivações do artista. Ainda prefiro os últimos filmes do diretor, falecido em 1986, como “Stalker”, “Nostalgia” e o já citado “O Sacrifício”, mas “Andei Rublev”, em absoluto, não decepciona e apresenta as características que veríamos posteriormente bem aperfeiçoadas e solidificadas como marcas registradas de Tarkovski, que é para mim e para um monte de criticos e amantes do cinema, um dos mais importantes diretores de todos os tempos.





Cly Reis

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Telephone" - Lady GaGa & Beyoncé

Cara, não tinha visto ainda e achei bem legal o novo clipe da Lady GaGa. Nem curto muito sonoramente. Acho que ela é muuuuito mais imagem do que tenha algo a acrescentar musicalmente, ainda que, pelo conjunto moda-estilo-música-atitude-mídia, ela tenha grantido seu lugar de destaque no cenário pop atual.
No clipe em questão, de "Telephone", o que chama a atenção é a série de referências legais das mais variadas, desde as cinematográficas, como as de Tarantino (notem na Pussy Wagon de Kill Bill e nos créditos de abertura e encerramento) e as de Ridley Scott (a cena final do clipe copia Thelma e Louise); passando por "Thriller" de Michael Jackson (notem na dança quando ela sai do presídio) indo até a arte-pop de Andy Wahrol e Lichenstein presente em vários momentos.
O clipe é dirigido pelo ótimo Jonas Akerlund do polêmico "Smack my Bitch Up" do Prodigy e de diversas colaborações com Madonna, que é outra das referências evidentes do clipe. Bom, no caso de Madonna, não só no clipe, mas na carreira da Lady GaGa.
Curta aí. Bem legal:




fonte: blog Freak Show Business

terça-feira, 16 de março de 2010

Morrissey - "Ganglord"

Para nós, fãs do cantor inglês, o novo clipe da música que fazia parte do single "The Youngest Was the most Loved", lançado em 2006 e que agora faz parte da coletânea de lados B e bootlegs chamada "Swords".
Curta aí:

segunda-feira, 15 de março de 2010

"O Segredo de Seus Olhos", de Juan José Campanella (2009)




Um envolvente misto de suspense, romance e policial, com deliciosas pitadas de humor e uma leve cutucada política, é um pouco do que pode-se dizer sobre "O Segredo de Seus Olhos", vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.
A trama toda é a de um ex-funcionário de um tribunal que resolve escrever um romance sobre um crime que investigou há anos atrás e recorre às suas memórias para refazer a trajetória dos fatos, se deparar novamente com eles e, de certa forma, ter a chance de reescrever a história.
O roteiro bem elaborado com uma ótima condução da trama, as caracterizações muitíssimo bem construídas dos personagens, diálogos naturalíssimos e bem cotidianos, e as brilhantes atuações da trinca principal de atores, sobretudo do bêbado (hilário) Sandoval, são alguns dos grandes méritos desta produção argentina que não à toa alcançou o que alcançou.
Por incrível que possa parecer, minha curiosidade inicial pelo filme deu-se porque li sobre um plano-sequência longo que se passava dentro do estádio do Racing. Não era só pelo fato de ser num estádio de futebol, o que já era interessante para mim que sou um apaixonado, mas também porque adoro os clássicos planos-sequência como o do início de "A Marca da Maldade" do Welles, o de "Boogie-Nights" ou o d"O Jogador" do Altmann. Este, de "O Segredo de Seus Olhos" certamente pode-se incluir desde já entre os melhores da catagoria, vindo desde uma tomada aérea sobre o estádio, entrando no campo, indo pra arquibancada, explodindo num momento de gol entre a torcida, e culminando numa perseguição às correrias pelo interior e escadarias do estádio, até acabar dentro do campo rente ao gramado. Demais!
Vale pelo plano sequência mas vale por todo o resto. O interesse do filme não se resume a isso.




Cly Reis

São Paulo Indy 300 - Um fiasco!

E a Fórmula Indy em São Paulo, hein!
Lamentável!
O mico do ano!
Um pista totalmente sem condições, originalmente imprópria para a prática da modalidade e não adequada para recebê-la.
(e o impressionante foi a organização do envento, os técnicos, os diretores de prova, seja lá quem for, não terem percebido que a pista era assim e que a coisa podia ficar daquele jeito.
E a transmissão da Band? Nossa!
Amadora! Amadoríssima.
Desinformação, cortes contínuos, tomadas inúteis e ridículas. Nunca mostravam a reta principal inteira, provavelmente por causa da poeira que levantava quando os carros passavam. Isso tudo sem falar que, pra não carregar nas críticas à pista e à organização (da qual a Band fazia parte), ficavam tentando tapar o sol com a peneira e desviar dos assuntos relevantes ou amenizar a coisa. E falar em "sol com a peneira" também só pode ser brincadeira da minha parte, né? Só se fosse a CHUVA com a peneira - e aliás, que chuva. O que só piorou a droga da pista que se já estava sem aderência virou um sabãozinho só, e ainda depois que parou de chover, não escoava a água. Cruzes!
O pessoal do twitter muito inteligente e oportunamente chamou a prova de SP Curling 300. é, tava mais pra curling, mesmo. Aliás o twitter era só zoação.
E esa foi a primeira prova de Indy no Brasil: pilotos reclamando, twitteiros zoando, o Luciano do Valle constrangidamente empolgado, a pista poeirenta, depois alagada.
Será que teremos no ano que vem?

*****************************
Nem vou falar da prova porque na verdade nem gosto uito de Fórmula Indy. Assisti mais pela curiosidade de ver uma prova em circuito de rua em São Paulo.
Em todo caso, a que possa interessar, vai aí a colocação:

1º) Will Power (AUS/Team Penske), 2h00min59s5693


2º) Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport), a 1s8581

3º) Vitor Meira (BRA/A.J. Foyt Racing), a 9s7094

4º) Raphael Matos (BRA/Luczo Dragon-de Ferran), a 10s4235

5º) Dan Wheldon (ING/Panther Racing), a 10s8883

6º) Scott Dixon (NZL/Target Chip Ganassi), a 11s3473

7º) Dario Franchitti (ESC/Target Chip Ganassi), a 12s0579

8º) Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold Racing), a 12s1654

9º) Helio Castroneves (BRA/Team Penske), a 12s7411

10º) Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport), a 13s4850

O Beijo no Gramado

A cena do volante Willians, do Flamengo, dando um beijo de desculpas no atacante Phillipe Coutinho, em quem acabara de cometer pênalti, numa falta grotesca, no cássico Vasco x Flamengo, disputado ontem no Maracanã, lembrou-me muito à do filme "O Beijo no Asfalto", onde Tarcísio Meira se abaixa no meio da rua e dá um beijo na boca de Ney Latorraca, recém um atropelado.
Curiosamente, o fato atual se assemelha também ao filme por igualmente suscitar piadinhas e especulações preconceituosas, mas no fundo, salvo algum exagero do volante, ou alguma preservação que ele devesse ter guardado contra as línguas afiadas, achei legal uma atitude dessas no futebol de hoje. Um cuidado quanto a ter cometido um exagero de virilidade, uma preocupação com a integridde física do outro. Isso é legal!
Willians demonstrou saber que falta é do jogo. Acontece! Só não precisa tirar a perna do outro fora. Mostrou que ali todos são colegas de profissão e que está todo mundo no mesmo barco, e que poderia ser ele, Willians, estendido no gramado. Enfim, um beijo cheio de significados mas todos eles positivos.

domingo, 14 de março de 2010

O Frango Atirador

U2 Cover - Rio Rock & Blues Club - Lapa - Rio de Janeiro (13/03/2010)






Infelizmente não poderei manifestar aqui tanto entusiasmo quanto o que tive ao ver o The Smiths Cover. Tinha boa expectativa para ver a banda, ainda mais com toda a propaganda que a própria casa fez, dizendo que tinha encontrado uma banda à altura de fazer um cover de um nome tão significativo do rock e coisa e tal, mas o que se viu foi um showzinho bem mais-ou-menos.
Os músicos até que eram bons, principalmente o bateirista que demonstrava um pouco mais de entusiasmo e pegada em contrapartida aos outros membros que pareciam meio sonolentos; mas fazendo bem seus papéis, o que era mais importante; mas o vocalista... além de não ter uma voz muito apropriada para o que se dispôs (muito grave para um Bono-cover), tinha SÉRIOS problemas de pronúncia de inglês e em absoluto, não era nem um pouco carismático.
Não chegou a ser programa perdido. Sempre é bom sair de casa e curtir um rock'n roll numa noite de sábado, mas esperava mais de um grupo cover que se especializou especificamente em uma banda e penso que deveriam primar por se aproximar ao máximo das características daqueles que imitam. Caso contrário, se for só para interpretar uma música do U2, ou seja lá de quem for, não precisa ser cover DAQUELA banda. Então qualquer uma dessas por aí, da noite, que tocam sucessos em geral, clássicos, his populares, vai lá e lasca um "Pride" sem compromisso de soar U2, de executar tal qual, etc. Uma banda cover, acho que tem esse compromisso.
É até covardia comparar com o show do The Smiths Cover que aconteceu lá, no mesmo lugar, mas, ao passo que aquele fora quase uma catarse, um êxtase geral, neste para que se faça uma ideia eu fui embora antes do final.
Uma pena.

Cly Reis

terça-feira, 9 de março de 2010

Os Causo de Dois Morro - O saculejo de terra

Tô lendo nas gazeta e nos periódico aí que tem tido uns tremimento de terra acontecendo. Como é que se diz, mesmo? Terremoto, não é?

Faço poco dessas mexidinha de chão! Grande mesmo foi a tremida que deu em Dois Morro em 1345. Ah, aquilo é que foi saculejo! Foi mais ou menos uns 15 degrau na escala Herbert-Richards, e olha que só ia até 6 naquela época.
O remelexo foi tão grande, mas tão grande que depois que passô, nos otros dia, os leite das vaca já saio milk-shake, os ovo das galinha já saío com clara-em-neve e gemada, e os pêlo das oveia até viraro blusão de lã.
É! Procês tere uma idéia, o praneta Terra só ficô assim, viradinho meio que pro lado, porcausa da tremeção de 1345.
Foi um susto gerar: as pessôa achavo que o mundo ia se escabaçá. Teve suicídio, genocídio, morticídio e Seu Dulcídio por causa do fenônimo.
E o peor de tudo isso porcausa duma coisinha boba. O que se deu-se foi que o Coroné Neoponciano sortô a boiada dele e a bicharada saiu correndo portera afora pelo pasto. aAí que fez aquele barulhão todo, aquela tremeção e o pessoar se assutô. Vê se pode uma cousa dessa! O Coroné tinha era mutcha cabeça de gado, mesmo, hem!

postado por Chico Lorotta