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quarta-feira, 31 de março de 2010

O Frango Atirador

"Ilha do Medo", de Martin Scorsese (2010)



Fã de Martin Scorsese como sou, fui no último sábado assistir a "Ilha do Medo", no cinema.
Mais um bom filme deste que é um dos maiores diretores de todos os tempos. Não entra na lista das suas grandes obras como "Taxi Driver", "Os Bons Companheiros" ou "Touro Indomnável", mas  não faz feio, não.Scorsese constrói em "Ilha do Medo" um verdadeiro labitinto psicológico e nos convida a entrar nele. Montando magistralmente e com calma a teia da trama, aos poucos coloca o espectador de tal forma diante dos fatos, que acaba por nos causar as mesmas confusões que afligem a cabaça do detetive Daniels, vivido por Leonardo DiCaprio. No filme, o Detetive Tedy Daniels é chamado a uma instituição penal para presos com distúrbios mentais, situada em uma ilha, a fim de solucionar o desaparecimento ou fuga de uma paciente. Desde sua chegada tudo parece muito estranho e vai ficando mais ainda: os médicos, a paciente, as circunstâncias da fuga, os métodos da entidade, e o próprio detetive Daniels e sua cabeça perturbada pela morte, anos antes, da esposa. A ilha presídio é mostrada sempre com um aspecto sinistro, quase macabro, com pedras escuras, mar revolto, névoas densas, céu cor de chumbo, deixando invariavelmente as cenas e imagens pesadíssimas.
Mesmo não sendo uma obra-prima deste mestre do cinema, mostra com certeza, que ele não se acomodou com um Oscar na estante e à sombra dele passou a fazer filminhos pra "galera". O que se vê em "Ilha do Medo" é exatamente o contrário: um cineasta que mesmo já tendo conquistado tudo, e que ao longo de sua carreira conseguiu agradar o público mais exigente e o público comum, e além disso é saudado pela crítica (o que é difícil), ainda se mostra inquieto, arrisca e busca novos caminhos. E, diga-se de passagem, se sai muito bem nesta experiência. 

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Ponto negativo, pra mim, é essa preferência do diretor por Leonardo DiCaprio em todos os seus últimos filmes.
Cara, não consigo ver nele um grande ator e nem vê-lo com perfil para um papel com este da "Ilha do Medo", por exemplo. Um detetive durão, violento, veterano da 2° guerra. Não sei... Não me cai.
Pode ser um pouco de preconceito meu por tê-lo visto com cara de garoto fazendo papeis de menino bonito, como "rei do mundo" em "Titanic", mas devo dizer que tento não associar a estas coisas e sim enxergar porquê Martin Scorsese gosta tanto de DiCaprio.
Ainda não consegui.




Cly Reis

segunda-feira, 29 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

Treino classificatório para o GP Brasil Class 1 de Motonáutica - Enseada de Botafogo - Rio de Janeiro (27/03/10)

Estava eu almoçando no Porcão Rio's (que luxo, hein!) e aproveitei, de quebra pra dar uma olhada nos "barquinhos" que cruzavam a enseada de Botafogo em altíssima velocidade nos treinos para o 1° Grande Prêmio Brasil de Motonáutica, classe 1. Foram só os treinos hoje. A prova mesmo é amanhã, mas já deu pra tirar uma febre de como é a parada. Como eu imaginava, apesar da velocidade e do excitante barulho dos motores, não é tão emocionante. Não fiquei ligadaço. Dei uma olhada, curti um pouquinho e voltei pra dentro, para o almoço.
Provavelmente amanhã, na corrida mesmo, esteja mais vibrante. Espero que a organização incremente a coisa com telões, DJ's, narração, como aconteceu, há uns dois anos atrás, no Red Bull Air Racing, ali mesmo, na Praia de Botafogo.
Mas, de todo modo, não vou lá amanhã ver a prova. Se tanto, vou conferir no SporTV.


C.R.

terça-feira, 23 de março de 2010

ESG - "Come Away With ESG" (1983)


Meu amigo Júnior, que volta e meia me vem com alguma coisa bem interessante para ouvir ou para ver, desta vez me recomendou que ouvisse uma tal de ESG. O mote era que se tratava de algo meio jazz, mas bem contemporâneo com elementos eletrônicos e tal. E, cara, não é que o negócio é bom pra caramba?

Bem por aí, mesmo: loops básicos e irados de baixo muito funk, percussões quase afro-latinas, uma pegada super disco-music, e com uma improvável mas verdadeira influência do punk que em nada torna agressivo ou forte demais o som da banda; e tudo isso conduzido por uma voz feminina descontraída e jovial muito próximo ao que viria a ser o estilo house anos depois.
A influência do punk é mais atestada ainda pelos antecedentes da banda, que além de ser contemporânea do final do movimento, chegou a ser produzida por Martin Hannet (Joy Division e Magazine) no seu primeiro EP de 1981.
“Come Away With ESG” de 1983 que é todo esse liquidificador de estilos, tem como destaques a ótima e super-dançante “Dance” e a melhor ainda “Moody (Spaced Out)”, mas todo o disco é muito bom.
Escutado hoje, à distância da época de seu lançamento, faz-nos notar toda a importância do ESG em formações de estilos posteriores como o já mencionado house e outras vertentes da música eletrônica como o trip-hop, além do rap, do hip-hop e de diversos estilos dentro da música pop em geral.
Como é que eu nunca tinha ouvido falar do ESG antes, hein???
(Bom… Antes tarde do que nunca)
Já chega para mim com status de disco fundamental.
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FAIXAS:
  1. "Come Away" – 3:15
  2. "Dance" – 4:32
  3. "Parking Lot Blues" – 2:53
  4. "You Make No Sense" – 2:20
  5. "Chistelle" – 1:54
  6. "About You" – 2:05
  7. "It's Alright" – 2:38
  8. "Moody (Spaced Out)" – 4:18
  9. "Tiny Sticks" – 3:02
  10. "The Beat" – 2:17
  11. "My Love for You" – 2:54

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Ouça:
Come Away With ESG

Cly Reis

"[REC]" de Jaume Balagueró e Paco Plaza (2007)







" 'Continua gravando TUDO!
'Por tu puta madre' ".





Puta que pariu! Alucinante, frenético, assutador, claustrofóbico. Tudo isso é pouco pra descrever o ótimo terror "[REC]” dos espanhóis Jaume Balagueró e Paco Plaza.
Estava há tempo pra pegar esse filme na locadora mas deixava pra depois, pegava algum lançamento, priorizava algum que minha mulher pudesse ver também (ela não gosta de terror) e ia deixando este pra trás. Por que demorei tanto?
É um daqueles poucos filmes de terror que verdadeiramente me deram “cagaço”. Me deixou com o coração saindo pela boca de ansiedade e expectativa, principalmente nos dez minutos finais quando o cerco se fecha. Talvez, ao lado do “Atividade Paranormal” tenha sido destes filmes de “cinema-verdade” com câmera na mão o tempo todo, o que mais me impressionou.
O lance todo é o seguinte: uma repórter e o câmera-man, vão fazer uma matéria sobre a rotina da noite de um corpo de bombeiros para um desses programas da madrugada. Ela está completamente entediada e sem expectativa, mas entende que algum chamado importante para os bombeiros, estando ela ali, pode ser a chance profissional da sua vida. Acontece uma ocorrência e ela e o câmera vão acompanhar dois bombeiros a um edifício onde uma senhora, ao que parece se trancara no apartamento sem querer sair. Aparentemente uma chamada pequena, insignificante.
Que nada!
Aí é que o bicho pega!
No socorro a velha ataca e morde um policial, joga um bombeiro mordido pelo vão da escada e como, de fora, as autoridades trancam, lacram o prédio e não permitem que o grupo de policiais, bombeiros, moradores, a equipe de reportagem e o ferido saiam do prédio, já em pânico todos começam a se perguntar o que está acontecendo ali.
Se revela uma espécie de infecção transmitida pela saliva, o que faz com que todos os atacados passem a agir da mesma forma agressiva transformando o prédio numa espécie de casa dos horrores pois aos poucos os infectados vão atacando a outros e a legião de zumbis vai aumentando num espaço, pequeno, restrito do qual não se tem pra onde fugir. É só escadaria pra cima e pra baixo com a câmera na mão.
O barato é que o recurso “documentário” nessa correria desenfreada, em “[REC]” faz com que o espectador sinta-se dentro do filme, praticamente percorrendo os corredores estreitos, sentindo a expectativa de entrar em um apartamento, ou esquivando-se na poltrona pra não ser agarrado por um morto-vivo.
O legal também, que eu soube depois é que para manter o medo, a surpresa, a sensação dos próprios atores, os diretores não liberavam todo o script para o elenco antes, passando a eles as cenas apenas na última hora. O artifício deu certo, mesmo. Tem cenas que a gente vê que os próprios atores levam susto. Ficou muito real e natural.
Pra piorar (ou melhorar) tem a surpresa da tal Menina-Medeiros que está presa num apartamento isolado. Nossa! Não vou contar muito pra não estragar pra quem não viu, mas aquilo ali é repugnante, terrível e assutador; e esta parte do filme; é LITERALMENTE de tirar o fôlego.
Dos melhores e mais assustadores filmes de terror que já vi na vida. Daqueles de ficar desconfiado ao andar no corredor da própria casa no escuro.
Muito Foda!



Cly Reis



segunda-feira, 22 de março de 2010

"Andrei Rublev" de Andrei Tarkovsky (1966)




Aluguei dia desses para assistir a “Andrei Rublev” de Andrei Tarkowski, um dos meus diretores preferidos. Sou apaixonado, sobremaneira, por “O Sacrifício”, último filme do diretor russo que ao longo de sua filmografia consolidou uma linguagem muito peculiar, bem intimista, psicológica, minuciosa e plasticamente impecável. Em “Andrei Rublev”, ele se utiliza das mais de 3 horas de duração do filme para construir com paciência, sobretudo, os aspectos psicológicos profundos dos conflitos pessoais de um monge pintor de ícones religiosos no século XV. Mesmo tendo sua ação passada em um momento histórico de conflitos feudais e invasões bárbaras na União Soviética, Tarkovsky não anseia por conta disso criar um épico. O período somente lhe serve como inserção de ambiente, como confrontação para o personagem principal com aquela realidade. Não recorre a grande ênfase em figurinos ou cenários para localizar a história, o faz de forma sutil, precisa e útil; até porque, naquele caso, tudo isso é o que há de menor importância: Andrei Rublev está à procura do interior das coisas. Do interior de si mesmo. Da inspiração, da fé, da verdade. Mas o exterior; o mundo, a violência, a crueldade, os sentimentos vis, a ausência de amor, o fazem refletir sobre suas vocações para a arte e para a religião.

A fotografia e beleza plástica 
da cena do cavalo
O filme, dividido em capítulos, é repleto de situações emocionantes, fotografias belíssimas e cenas de beleza plástica incríveis, mas o episódio final, do jovem sineiro incumbido pelo príncipe de fazer um sino,e que, salvo sua inexperiência mas com um comprometimento e determinação incríveis, faz recender em Andrei a vontade de pintar novamente após ver a entrega daquele rapaz à sua tarefa. Belíssimo.

“Andrei Rublev”, como de costume na carreira do diretor, traça um grande painel psicológico de personagens complexos; traz em si um exercício artístico-estético profundo e uma reflexão sobre as motivações do artista. Ainda prefiro os últimos filmes do diretor, falecido em 1986, como “Stalker”, “Nostalgia” e o já citado “O Sacrifício”, mas “Andei Rublev”, em absoluto, não decepciona e apresenta as características que veríamos posteriormente bem aperfeiçoadas e solidificadas como marcas registradas de Tarkovski, que é para mim e para um monte de criticos e amantes do cinema, um dos mais importantes diretores de todos os tempos.





Cly Reis

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Telephone" - Lady GaGa & Beyoncé

Cara, não tinha visto ainda e achei bem legal o novo clipe da Lady GaGa. Nem curto muito sonoramente. Acho que ela é muuuuito mais imagem do que tenha algo a acrescentar musicalmente, ainda que, pelo conjunto moda-estilo-música-atitude-mídia, ela tenha grantido seu lugar de destaque no cenário pop atual.
No clipe em questão, de "Telephone", o que chama a atenção é a série de referências legais das mais variadas, desde as cinematográficas, como as de Tarantino (notem na Pussy Wagon de Kill Bill e nos créditos de abertura e encerramento) e as de Ridley Scott (a cena final do clipe copia Thelma e Louise); passando por "Thriller" de Michael Jackson (notem na dança quando ela sai do presídio) indo até a arte-pop de Andy Wahrol e Lichenstein presente em vários momentos.
O clipe é dirigido pelo ótimo Jonas Akerlund do polêmico "Smack my Bitch Up" do Prodigy e de diversas colaborações com Madonna, que é outra das referências evidentes do clipe. Bom, no caso de Madonna, não só no clipe, mas na carreira da Lady GaGa.
Curta aí. Bem legal:




fonte: blog Freak Show Business

terça-feira, 16 de março de 2010

Morrissey - "Ganglord"

Para nós, fãs do cantor inglês, o novo clipe da música que fazia parte do single "The Youngest Was the most Loved", lançado em 2006 e que agora faz parte da coletânea de lados B e bootlegs chamada "Swords".
Curta aí:

segunda-feira, 15 de março de 2010

"O Segredo de Seus Olhos", de Juan José Campanella (2009)




Um envolvente misto de suspense, romance e policial, com deliciosas pitadas de humor e uma leve cutucada política, é um pouco do que pode-se dizer sobre "O Segredo de Seus Olhos", vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.
A trama toda é a de um ex-funcionário de um tribunal que resolve escrever um romance sobre um crime que investigou há anos atrás e recorre às suas memórias para refazer a trajetória dos fatos, se deparar novamente com eles e, de certa forma, ter a chance de reescrever a história.
O roteiro bem elaborado com uma ótima condução da trama, as caracterizações muitíssimo bem construídas dos personagens, diálogos naturalíssimos e bem cotidianos, e as brilhantes atuações da trinca principal de atores, sobretudo do bêbado (hilário) Sandoval, são alguns dos grandes méritos desta produção argentina que não à toa alcançou o que alcançou.
Por incrível que possa parecer, minha curiosidade inicial pelo filme deu-se porque li sobre um plano-sequência longo que se passava dentro do estádio do Racing. Não era só pelo fato de ser num estádio de futebol, o que já era interessante para mim que sou um apaixonado, mas também porque adoro os clássicos planos-sequência como o do início de "A Marca da Maldade" do Welles, o de "Boogie-Nights" ou o d"O Jogador" do Altmann. Este, de "O Segredo de Seus Olhos" certamente pode-se incluir desde já entre os melhores da catagoria, vindo desde uma tomada aérea sobre o estádio, entrando no campo, indo pra arquibancada, explodindo num momento de gol entre a torcida, e culminando numa perseguição às correrias pelo interior e escadarias do estádio, até acabar dentro do campo rente ao gramado. Demais!
Vale pelo plano sequência mas vale por todo o resto. O interesse do filme não se resume a isso.




Cly Reis

São Paulo Indy 300 - Um fiasco!

E a Fórmula Indy em São Paulo, hein!
Lamentável!
O mico do ano!
Um pista totalmente sem condições, originalmente imprópria para a prática da modalidade e não adequada para recebê-la.
(e o impressionante foi a organização do envento, os técnicos, os diretores de prova, seja lá quem for, não terem percebido que a pista era assim e que a coisa podia ficar daquele jeito.
E a transmissão da Band? Nossa!
Amadora! Amadoríssima.
Desinformação, cortes contínuos, tomadas inúteis e ridículas. Nunca mostravam a reta principal inteira, provavelmente por causa da poeira que levantava quando os carros passavam. Isso tudo sem falar que, pra não carregar nas críticas à pista e à organização (da qual a Band fazia parte), ficavam tentando tapar o sol com a peneira e desviar dos assuntos relevantes ou amenizar a coisa. E falar em "sol com a peneira" também só pode ser brincadeira da minha parte, né? Só se fosse a CHUVA com a peneira - e aliás, que chuva. O que só piorou a droga da pista que se já estava sem aderência virou um sabãozinho só, e ainda depois que parou de chover, não escoava a água. Cruzes!
O pessoal do twitter muito inteligente e oportunamente chamou a prova de SP Curling 300. é, tava mais pra curling, mesmo. Aliás o twitter era só zoação.
E esa foi a primeira prova de Indy no Brasil: pilotos reclamando, twitteiros zoando, o Luciano do Valle constrangidamente empolgado, a pista poeirenta, depois alagada.
Será que teremos no ano que vem?

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Nem vou falar da prova porque na verdade nem gosto uito de Fórmula Indy. Assisti mais pela curiosidade de ver uma prova em circuito de rua em São Paulo.
Em todo caso, a que possa interessar, vai aí a colocação:

1º) Will Power (AUS/Team Penske), 2h00min59s5693


2º) Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport), a 1s8581

3º) Vitor Meira (BRA/A.J. Foyt Racing), a 9s7094

4º) Raphael Matos (BRA/Luczo Dragon-de Ferran), a 10s4235

5º) Dan Wheldon (ING/Panther Racing), a 10s8883

6º) Scott Dixon (NZL/Target Chip Ganassi), a 11s3473

7º) Dario Franchitti (ESC/Target Chip Ganassi), a 12s0579

8º) Mike Conway (ING/Dreyer & Reinbold Racing), a 12s1654

9º) Helio Castroneves (BRA/Team Penske), a 12s7411

10º) Tony Kanaan (BRA/Andretti Autosport), a 13s4850

O Beijo no Gramado

A cena do volante Willians, do Flamengo, dando um beijo de desculpas no atacante Phillipe Coutinho, em quem acabara de cometer pênalti, numa falta grotesca, no cássico Vasco x Flamengo, disputado ontem no Maracanã, lembrou-me muito à do filme "O Beijo no Asfalto", onde Tarcísio Meira se abaixa no meio da rua e dá um beijo na boca de Ney Latorraca, recém um atropelado.
Curiosamente, o fato atual se assemelha também ao filme por igualmente suscitar piadinhas e especulações preconceituosas, mas no fundo, salvo algum exagero do volante, ou alguma preservação que ele devesse ter guardado contra as línguas afiadas, achei legal uma atitude dessas no futebol de hoje. Um cuidado quanto a ter cometido um exagero de virilidade, uma preocupação com a integridde física do outro. Isso é legal!
Willians demonstrou saber que falta é do jogo. Acontece! Só não precisa tirar a perna do outro fora. Mostrou que ali todos são colegas de profissão e que está todo mundo no mesmo barco, e que poderia ser ele, Willians, estendido no gramado. Enfim, um beijo cheio de significados mas todos eles positivos.

domingo, 14 de março de 2010

O Frango Atirador

U2 Cover - Rio Rock & Blues Club - Lapa - Rio de Janeiro (13/03/2010)






Infelizmente não poderei manifestar aqui tanto entusiasmo quanto o que tive ao ver o The Smiths Cover. Tinha boa expectativa para ver a banda, ainda mais com toda a propaganda que a própria casa fez, dizendo que tinha encontrado uma banda à altura de fazer um cover de um nome tão significativo do rock e coisa e tal, mas o que se viu foi um showzinho bem mais-ou-menos.
Os músicos até que eram bons, principalmente o bateirista que demonstrava um pouco mais de entusiasmo e pegada em contrapartida aos outros membros que pareciam meio sonolentos; mas fazendo bem seus papéis, o que era mais importante; mas o vocalista... além de não ter uma voz muito apropriada para o que se dispôs (muito grave para um Bono-cover), tinha SÉRIOS problemas de pronúncia de inglês e em absoluto, não era nem um pouco carismático.
Não chegou a ser programa perdido. Sempre é bom sair de casa e curtir um rock'n roll numa noite de sábado, mas esperava mais de um grupo cover que se especializou especificamente em uma banda e penso que deveriam primar por se aproximar ao máximo das características daqueles que imitam. Caso contrário, se for só para interpretar uma música do U2, ou seja lá de quem for, não precisa ser cover DAQUELA banda. Então qualquer uma dessas por aí, da noite, que tocam sucessos em geral, clássicos, his populares, vai lá e lasca um "Pride" sem compromisso de soar U2, de executar tal qual, etc. Uma banda cover, acho que tem esse compromisso.
É até covardia comparar com o show do The Smiths Cover que aconteceu lá, no mesmo lugar, mas, ao passo que aquele fora quase uma catarse, um êxtase geral, neste para que se faça uma ideia eu fui embora antes do final.
Uma pena.

Cly Reis

terça-feira, 9 de março de 2010

Os Causo de Dois Morro - O saculejo de terra

Tô lendo nas gazeta e nos periódico aí que tem tido uns tremimento de terra acontecendo. Como é que se diz, mesmo? Terremoto, não é?

Faço poco dessas mexidinha de chão! Grande mesmo foi a tremida que deu em Dois Morro em 1345. Ah, aquilo é que foi saculejo! Foi mais ou menos uns 15 degrau na escala Herbert-Richards, e olha que só ia até 6 naquela época.
O remelexo foi tão grande, mas tão grande que depois que passô, nos otros dia, os leite das vaca já saio milk-shake, os ovo das galinha já saío com clara-em-neve e gemada, e os pêlo das oveia até viraro blusão de lã.
É! Procês tere uma idéia, o praneta Terra só ficô assim, viradinho meio que pro lado, porcausa da tremeção de 1345.
Foi um susto gerar: as pessôa achavo que o mundo ia se escabaçá. Teve suicídio, genocídio, morticídio e Seu Dulcídio por causa do fenônimo.
E o peor de tudo isso porcausa duma coisinha boba. O que se deu-se foi que o Coroné Neoponciano sortô a boiada dele e a bicharada saiu correndo portera afora pelo pasto. aAí que fez aquele barulhão todo, aquela tremeção e o pessoar se assutô. Vê se pode uma cousa dessa! O Coroné tinha era mutcha cabeça de gado, mesmo, hem!

postado por Chico Lorotta

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar 2010 - Premiados





E "Guerra ao Terror" levou o melhor filme.
E levou melhor direção! Pela primeira vez uma mulher. (será que não teve um pouco de média pelo fato da cerimônia ser na véspera do Dia Internacional da Mulher?)
A vitória do longa de Kethrin Bigelow não chegou a ser uma zebra mas me surpreendeu um pouco por causa do tamanho do investimento, repercussão e inovações técnicas de "Avatar". Achei que a Academia fosse exatamente premiar o que faz da indústria cinematográfica o grande negócio que é. Mas, isso é lá com eles.
No mais, sem grandes surpresas na minha opinião nas demais categorias.
Achei legal Sandra Bullock ter levado o sua primeira estatueta; lamentei um pouco por "A Fita Branca" não ter ganho filme estrangeiro mas acredito que tenha ficado em boas mãos com "O segredo dos seus olhos" (que deve ser meu próximo programa cinematográfico); e achei justíssimo o prêmio para Christoph Waltz como coadjuvante de "Bastardos Inglórios", filme que eu gostaria que tivesse ganho mais, mas que sabemos, não faz o tipo da Academia.


Veja abaixo a lista dos vencedores:



Melhor filme: "Guerra ao terror"



Melhor direção: Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”


Melhor atriz: Sandra Bullock, "Um sonho possível"


Melhor ator: Jeff Bridges, “Coração louco”


Melhor filme estrangeiro: “O segredo dos seus olhos” (Argentina)


Melhor edição (montagem): “Guerra ao terror”


Melhor documentário: “The cove”


Melhores efeitos visuais: “Avatar”


Melhor trilha sonora: “Up – Altas aventuras”


Melhor fotografia: “Avatar”


Melhor mixagem de som: “Guerra ao terror”


Melhor edição de som: “Guerra ao terror”


Melhor figurino: “The young Victoria”


Melhor direção de arte: “Avatar”


Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, “Preciosa”


Melhor roteiro adaptado: “Preciosa”


Melhor maquiagem: “Star trek”


Melhor curta-metragem: “The new tenants”


Melhor documentário em curta-metragem: “Music by Prudence”


Melhor curta-metragem de animação: “Logorama”


Melhor roteiro original: “Guerra ao terror”


Melhor canção: “The weary kind”, de “Coração louco"


Melhor animação: “Up – Altas aventuras”


Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”

domingo, 7 de março de 2010

Oscar 2010



Rola hoje à noite em Los Angeles a cerimônia do Oscar. Fora alguma grande zebra, "Avatar" leva os prêmios principais e também os técnicos. Na verdade não vi o filme mas sabemos que a academia gosta desse tipo de suprprodução, grande apelo, grandes bilheterias e tal. O que impulsiona a indústria, mesmo.
De resto torço pelo máximo possível de estatuetas para Tarantino e sua turma, com o bom "Bastardos Inglórios", indicado em 8 catergorias, incluindo filme e diretor. Particularmente, como já havia dito, acharei merecidíssimo se Christoph Waltz levar o prêmio de coadjuvante pelo seu papel de Cel. Landa.
Também gostei demais da atuação de Carey Mulligham em "Educação" apesar de saber do brilhante papel que faz Gabourey Sidiba em "Preciosa", que pode ser surpresa também  em outras categorias.
Queria ter visto antes da premiação "O Segredo de Seus Olhos",mas da categoria Filme Estrangeiro, só vi mesmo "A Fita Branca" que me deixou ótima impressão, mas que acho que não leva a de filme, mas seria justíssimo se ganahasse fotografia.
Novidade também este ano é o fato de termos 10 indicados na categoria melhor filme. Acho que desqualifica um pouco - tem anos que mal se arranja 5 pra competir -, mas vá lá.
Veja abaixo as listas dos incdicados em todas as categorias:

Melhor Filme

Avatar
Um Sonho Possível
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa - Uma História de Esperança 
Um Homem Sério 
Up - Altas Aventuras 
Amor Sem Escalas 

Melhor Diretor

James Cameron - Avatar 
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror 
Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios
Lee Daniels - Preciosa - Uma História de Esperança
Jason Reitman - Amor Sem Escalas 

Melhor Ator

Jeff Bridges - Coração Louco 
George Clooney - Amor Sem Escalas 
Colin Firth - Direito de Amar 
Morgan Freeman - Invictus 
Jeremy Renner - Guerra ao Terror 

Ator Coadjuvante

Matt Damon - Invictus 
Woody Harrelson - O Mensageiro 
Christopher Plummer - The Last Station
Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso 
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Melhor Atriz

Sandra Bullock - Um Sonho Possível 
Helen Mirren - The Last Station 
Carey Mulligan - Educação
Gabourey Sidibe - Preciosa - Uma História de Esperança 
Meryl Streep - Julie e Julia 

Melhor Atriz Coadjuvante

Penelope Cruz - Nine 
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas 
Maggie Gyllenhaal - Coração Louco 
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas
Mo'Nique - Preciosa - Uma História de Esperança

Melhor Roteiro Adaptado

Distrito 9 
Educação
In The Loop 
Preciosa - Uma História de Esperança 
Amor Sem Escalas

Melhor Roteiro Original

Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
O Mensageiro 
Um Homem Sério 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Animação Longa-Metragem

Coraline 
O Fantástico Sr. Raposo 
A Princesa e o Sapo 
The Secret of Kells 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Animação Curta-Metragem

French Roast 
Granny O´Grimn´s Sleeping Beauty 
The Lady and the Reaper (La Dama e la Muerte) 
Logorama 
A Matter of Loaf and Death 

Melhor Filme Estrangeiro

Ajami (Israel)
O Segredo dos Seus Olhos (Argentina )
O Leite da Amargura (Peru )
O Profeta (França )
A Fita Branca (Alemanha )

Melhor Documentário Longa-Metragem

Burma Vj 
The Cove 
Food Inc. 
The Most Dangerous Man In America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home 

Melhor Documentário Curta-Metragem

Province
The Last Campaign of Governos Booth Gardner 
The Last Truck: Closing of a GM Plant 
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin 

Melhor Curta-Metragem

The Door 
Instead of Abracadabra 
Kavi 
Miracle Fish 
The New Tenants 

Melhor Direção de Arte

Avatar
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus 
Nine 
Sherlock Holmes
The Young Victoria 

Melhor Fotografia

Avatar 
Harry Potter e o Enigma do Príncipe 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios
A Fita Branca

Melhor Figurino

Brilho de Uma Paixão 
Coco Antes de Chanel 
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus 
Nine 
The Young Victoria 

Melhor Montagem

Avatar
Distrito 9 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios
Preciosa - Uma História de Esperança

Melhor Trilha Sonora Original

Avatar 
O Fantástico Sr. Raposo
Guerra ao Terror 
Sherlock Holmes 
Up - Altas Aventuras

Melhor Canção Original

"Almost There" - A Princesa e o Sapo 
"Down in New Orleans" - A Princesa e o Sapo 
"Loin De Paname" - Paris 36 
"Take it All" - Nine 
"The Weary Kind" - Coração Louco 

Melhor Edição de Som

Avatar
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios
Star Trek 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Mixagem de Som

Avatar 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios
Star Trek 
Transformers: A Vingança dos Derrotados 

Melhores Efeitos Especiais

Avatar
Distrito 9 
Star Trek 

Melhor Maquiagem

Il Divo
Star Trek
The Young Victoria


A cerimônia comandada por Steve Martin e Alec Baldwin, começa às 22h (horário de Brasília).
Globo e TNT transmitem para o Brasil.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cotidianas #19 - A Andréia, a Andréia, a Andréia...



A bola, rebatida no zagueiro, sobra limpa para ele. Ali, na frente do gol, só ele e o goleiro. Prepara o chute. Naquele átimo, naquela fração de segundo; o goleiro ali, esperando por ele; um tropel de pensamentos inundou sua mente – Andréia, a casa, o filho, Andréia, a separação, aquele cara, Andréia, aquele cara . E antes de soltar a perna no chute fatal ainda pensou “esse é pra ti, desgraçada”.

Enquadrou o corpo pra tirar do goleiro e deu na bola. Só teve tempo de ver a branqunha se perder no horizonte acima do travessão antes de ouvir o muxoxo e a lamentação geral. Levou as mãos à cabeça e ficou ali parado, perto da marca do pênalti, como se esperasse que a bola pingasse novamente para ele tão fácil como aquela. Ou que o diretor de TV da emissora que transmitia o jogo desse um “retroceder”, a jogada voltasse e ele tivesse a chance novamente. Ou que acordasse na manhã do jogo e aquele sonho tivesse servido de aviso para bater rasteiro. Ou... Não! Nada disso. Errara na cara do gol. Em outros tempos nunca que erraria um gol daqueles.

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-Vamos falar, aqui, com o Maicon. E aí, Maicon, e aquele lance, hein? Podia ter sido o gol do título. Quando a fase não tá boa a bola não entra, mesmo...

- É, a bola caiu ali pra mim, mas eu tive a infelicidade de pegar um pouco embaixo demais e a bola subiu. Fazer o quê? Agora é continuar trabalhando com a mesma seriedade, com muita garra pra buscar o título no ano que vem. Eu queria pedir desculpas pra torcida. Eu sei que eu podia ter decidido o jogo, eles podia tá comemorando o título agora, mas aconteceu; eu também tô muito chateado; mas eles tem que compreender que todo mundo é humano e quem tá ali dentro tá sujeito a errar.

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A torcida nunca perdoou o Maicon por ter perdido aquele gol na decisão, nem a ausência de gols que se deu a partir daquele dia. Antes do jogo já fazia cinco jogos que não balançava as redes, mas depois daquilo, então, ficou mais doze sem marcar. Inaceitável para um centroavante.

Acabou saindo do clube. Rodou alguns times grandes sem muito sucesso e hoje joga num time da segunda divisão do estado. Também já não exibe a mesma forma física e já não faz tantos gols quanto antes.
A Andréia casou de novo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

"Educação", de Lone Scherfig (2009)


Fui, no último sábado, ao cinema assistir a Educação”, dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, mesmo sem muita empolgação inicial, valendo mais pela curiosidade, mesmo.
Ele confirmou a minha expectativa. Programinha bom, filme legal mas nada, assim, pra ir pra casa impressionado ou pra recomendar fervorosamente aos amigos. Bom filme.
O lance todo é que uma adolescente inglesa estudiosa, inteligente, sagaz, com ambições de cursar Oxford, acaba se envolvendo com um homem mais velho e aí a vida dela cheia de rotinas e assuntos curriculares estudantis, ganha o incremento de novas experiências, que quisesse ou não, de uma forma ou de outra, contribuiriam para sua educação. Uma outra educação. Diferente do que os livros, os pais e a escola propunham.
Essa coisa toda de garota com um coroa conquistador, sacana e tal, a gente já tá cansado de ver em outros filmes, e isso meio que desmerece um pouco o argumento, o bacana,e sustentado por uma ótima atuação de Carey Mulligham, é a sede de conhecer da garota, a volúpia dela por vida, e sua fascinação e receptividade que cada coisa nova traz a ela. Esta sede de conhecer, que pode parecer uma coisa banal e fútil, não se aplica apenas aos prazeres mundanos até então desconhecidos por ela apresentados pelo homem e pelo casal com quem saem; mas vale também para CONHECIMENTO, pois, mesmo em dado momento abalada nos seus objetivos acadêmicos, não deixa de desfilar cultura mesmo nestes encontros e diante de pessoas mais vividas e assimilar sempre mais com estas novas experiências.
As cenas de festas, bares, curtições dos casais, me lembraram um pouco esteticamente, os filmes da Nouvelle-Vague, principalmente “Jules et Jim”. Aquela coisa solta, despreocupada, típica dos bon-vivents franceses dos anos 50. Acredito que a referência tenha sido proposital, até por causa do gosto da menina pelo idioma francês, utilizado charmosamente por ela em diversas ocasiões, e pela vontade dela de conhecer e viver em Paris, símbolo de arte e bom gosto da época.
Chama a atenção negativamente as tamanhas ingenuidades, tanto da família quanto da menina, o que não sei se é problema do argumento do filme, se a cultura de famílias inglesas permitiriam o aceso tão rápido e tão direto de um homem mais velho a uma filha adolescente em tão pouco tempo, ou se realmente, com base nas memórias de Lynn Barber, teria ocorrido exatamente assim.
Como disse, não é de se recomendar fervorosamente aos amigos. Fervorosamente, não, por favor. Mas pode-se recomendar, sim, sem susto.



Cly Reis

Loura Devassa barrada

Vi por aí que tiraram a Paris Hilton do ar. Suspenderam a veiculação pública do comercial da cerveja da loirinha.

Olha, na boa, isso me parece mais uma ação por interesse de alguma concorrente do que propriamente interesses públicos.

Alega-se que a campanha é apelativa, machista, diminui a imagem da mulher, é incitadora do consumo excessivo de álcool. Não vejo nada disso! É mais uma campanha.Tantas outras não tem mulheres gostosas semi-nuas? Não tem aquela outra que encosta um caminhão do lado do bar e o carinha faz aquela cara de “tudo isso pra mim!”? A outra não sugere que quem bebe tal cerveja é mais guerreiro, mais perseverante do que os outros? Ah!!! Qualé! Então não encham o saco!

Pra mim alguma das concorrentes no ramo botou um “laranja” qualquer ou um grupo já previamente predisposto a estar incomodado com qualquer coisa, como tantos que existem por aí, para ingressar no Ministério Público com a reclamação, e aí, é lógico, o MP acata considerando interesse público.

Como eu disse na postagem anterior, nem curto muito a tal da Devassa, não acho a Paris tudo isso, não estou fazendo aqui a defesa da cerveja, só acho que tudo isso não passa de mais uma bobagem, mais uma babaquice, e o pior é que sustentada por velhas demagogias.



C.R.

terça-feira, 2 de março de 2010

The Rolling Stones "Exile on Main St." (1972)


Entre muitas drogas, álcool, discussões, brigas e polêmicas, os Rolling Stones em 1972 lançavam aquele que seria o único álbum duplo de sua discografia e ainda hoje considerado por grande parte da crítica, o melhor da banda. “Exile on Main St.” curiosamente, apesar das boas vendas, causou algum estranhamento no público e desagrado à gravadora pelo tratamento diferente dado a cada música, o que, além do resultado fonográfico considerado irregular, saíra muito caro por conta do longo período que a banda permanecera em estúdio. Este é outro detalhe importante deste disco que, sem falar na grande qualidade da obra, é envolvido por grandes curiosidades: a maioria das músicas eram sobras dos dois álbuns anteriores e foram levadas para terem um “tratamento” diferente e aí então comporem um álbum e o interessante é que mesmo com origens diferentes e não tendo sido pensadas para uma obra ou conceito específico conseguem ter uma unidade e coesão a ponto de receberem até hoje tamanho destaque. A banda foi gravá-lo na França e alugou uma antiga casa que tinha servido na 2° guerra como quartel-general da Gestapo. Consta que a própria banda diz ter sido afetada pelas vibrações do lugar o que teria contribuído em parte para (um dos) quase fim da banda por conta das freqüentes brigas de Jagger e Richards. Daí já vem outra curiosidade: Jagger, insatisfeito com o resultado que estava se apresentando, meio que largou de mão o material gravado e aí que Richards achou de dar o tratamento que bem entendia, enchendo a sonoridade de metais e vocais gospel. O fato de estar insatisfeito com o que vinha sendo feito talvez tenha servido de estímulo a Mick Jagger que acaba tendo uma performance vocal incrível no disco. Pra completar, a capa cheia de bizarrices, esquisitices, absurdos e abominações já era uma mostra do que estava contido ali dentro, refletindo, em parte, o que se passara com a banda, o ambiente e a atmosfera das gravações. O resultado de tudo isso é o disco mais chapado, criativo e experimental dos Stones e um dos melhores de todos os tempos.

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FAIXAS:
1. Rocks Off
2. Rip This Joint
3. Shake Your Hips
4. Casino Boogie
5. Tumbling Dice
6. Sweet Virginia
7. Torn and Frayed
8. Sweet Black Angel
9. Loving Cup
10. Happy
11. Turd on the Run
12. Ventilator Blues
13. I Just Want to See His Face
14. Let It Loose
15. All Down the Line
16. Stop Breaking Down
17. Shine a Light
18. Soul Survivor
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Ouça:
The Rolling Stones Exile On Main Street