O Frango Atirador no Oscar
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Oscar 2011 - Os Vencedores
Conforme minha pequena e modesta predição, as estatuetas douradas foram mesmo distribuídas irmanamente de modo que ninguém ficasse muito chateado. Só, provavelmente esqueceram, nesta repartição, de destinar algunzinho para o "Bravura Indômita" dos Irmãos Cohen, que de 10 indicações acabou saindo com as mãos vazias. Mas se por um lado houve sim este equilíbrio, e um filme como "A Origem" acabaria por ter o mesmo número de prêmios que "O Discurso do Rei", e seu mais forte concorrente "A Rede Social", um a menos; é certo que os do Monarca Gago têm irrefutável maior relevância, o que lhe garante, com efeito, a consagração como o GRANDE da noite; tendo sido esta a parte principal onde errei em meus chutes, julgando que não parariam nas mesmas mãos os prêmios de filme e direção. Mas como todo palpite, esta-se sujeito a errar. E, de todo modo, foram apenas palpites e nada mais que isso.
Sinceramente não vi "O Discurso do Rei", e, sinceramente, não verei. Talvez, dia desses, quando passar num Telecine da vida ou coisa assim, mas, em princípio, não me desperta nenhum interesse, nem agora de posse de um Oscar de melhor filme.
No mais, confirmadas as barbadas dos páreos: "Toy Story 3" justamente premiado como animação; Natalie Portman, cuja interpretação não me convenceu (mas não sou eu que voto), como melhor atriz; "A Origem" com os prêmios técnicos; Colin Firth emplacando como Rei Gago; e roteiros, original e adaptado, destinados ao Rei e a Rede.
Mas legal mesmo foi ver Trent Reznor, dos Nine Inch Nails, costumeiramente tão rebelde, arredio e anti-social, subir ao palco, dentro do protocolo, de smoking e visivelmente emocionado, para receber o Oscar de Melhor Trilha Sonora. O cara, que é um baita músico, extremamente criativo e inventivo, e já vinha montando ótimos sets pra cinema como em "Assassinos por Natureza" e "Estrada Perdida", agora teve o coroamento desta investidura no mundo do cinema com uma premiação desta importância.
Destaque positivo, desta vez, para a dupla de apresentadores da festa, Anne Hathaway e James Franco. Discretos, charmosos, engraçados na hora certa, com bom ritmo e condução, sem exageros... Ambos bem, no fim das contas. A cerimônia ficou legal com eles. Não ficou tão cansativa. Fraquinho mesmo foi aquele coral infantil com "Somewhere Over the Rainbow", mas ainda bem que já estava acabando.
Segue abaixo a lista com todos os vencedores da noite de ontem:
Melhor Filme:
O Discurso do Rei (The King’s Speech)
Melhor Diretor:
Tom Hooper – O discurso do Rei (The King’s Speech)
Melhor Ator:
Colin Firth – O Discurso do Rei (The King’s Speech)
Melhor Atriz:
Natalie Portman – Cisne Negro (Black Swan)
Melhor Ator Coadjuvante:
Christian Bale – O vencedor (The Fighter)
Melhor Atriz Coadjuvante:
Melissa Leo – O vencedor (The Fighter)
Melhor Longa Animado:
Toy Story 3
Melhor Filme em Língua Estrangeira:
Em um mundo melhor (In a Better World)
Melhor Direção de Arte:
Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Melhor Fotografia:
A Origem (Inception)
Melhor Figurino:
Alice no País das Maravilhas (Alice in Woderland)
Melhor Montagem:
A Rede Social (The Social Network)
Melhor Documentário:
Trabalho Interno (Inside Job)
Melhor Documentário em Curta-metragem:
Strangers no More
Melhor Trilha Sonora:
Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social (The Social Network)
Melhor canção original:
We Belong Together – Toy Story 3
Melhor Maquiagem:
O Lobisomem (The Wolfman)
Melhor Curta-metragem de Animação:
The Lost Thing
Melhor Curta-metragem:
God of Love
Melhor Edição de Som:
A Origem (Inception)
Melhor Mixagem de Som:
A Origem (Inception)
Melhor Efeitos Especiais:
A Origem (Inception)
Melhor Roteiro Adaptado:
A Rede Social (The Social Network)
Melhor Roteiro Original:
O Discurso do Rei (The King’s Speech)
C.R.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Oscar 2011 - Indicados para a premiação desta noite
Tenho a impressão que não teremos nenhum grande arrebatador de prêmios e que as honras ficarão bem distribuídas, inclusive entre filme e direção, que acredito não devam para nas mesmas mãos.
(palpite)
Vamos ver.
Abaixo todos os indicados ao Oscar deste ano:
Melhor filme:
- "A Rede Social"
- "O Discurso do Rei"
- "Cisne Negro"
- “O vencedor”
- "A Origem"
- "Toy Story 3"
- “Bravura indômita”
- “Minhas mães e meu pai”
- “127 horas”
- “Inverno da alma”
Melhor diretor:
- David Fincher – “A rede social”
- Tom Hooper – “O discurso do rei”
- Darren Aronofsky – “Cisne negro”
- Joel e Ethan Coen – “Bravura indômita”
- David O. Russell – “O vencedor”
Melhor ator:
- Jesse Eisenberg – “A rede social”
- Colin Firth – “O discurso do rei”
- James Franco – “127 horas”
- Jeff Bridges – “Bravura indômita”
- Javier Bardem – “Biutiful”
Melhor atriz:
- Annette Bening – “Minhas mães e meu pai”
- Natalie Portman – “Cisne negro”
- Nicole Kidman - “Rabbit hole”
- Michelle Williams - “Blue valentine”
- Jennifer Lawrence - “Inverno da alma”
Melhor ator coadjuvante:
- Mark Ruffalo – “Minhas mães e meu pai”
- Geoffrey Rush – “O discurso do rei”
- Christian Bale – “O vencedor”
- Jeremy Renner – “Atração perigosa”
- John Hawkes – "Inverno da alma"
Melhor atriz coadjuvante:
- Helena Bonham Carter – “O discurso do rei”
- Melissa Leo – “O vencedor”
- Amy Adams – “O vencedor”
- Hailee Steinfeld – “Bravura indômita”
- Jacki Weaver - “Reino animal”
Melhor roteiro original:
- “Cisne negro”
- “Minhas mães e meu pai”
- “O vencedor”
- “A origem”
- “O discurso do rei”
Melhor roteiro adaptado:
- “A rede social”
- “127 horas”
- “Bravura indômita”
- “Toy Story 3”
- "Inverno da alma"
Melhor longa-metragem de animação:
- "Como treinar o seu dragão"
- "O mágico"
- "Toy Story 3"
Melhor direção de arte:
- "Alice no País das Maravilhas"
- "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "Bravura indômita"
Melhor fotografia
- "Cisne negro"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "A rede social"
- "Bravura indômita"
Melhor figurino
- "Alice no País das Maravilhas"
- "I am love"
- "O discurso do rei"
- "Bravura indômita"
- "The tempest"
Melhor documentário (longa-metragem)
- "Exit through the gift shop"
- "Gasland"
- "Inside job"
- "Restrepo"
- "Lixo extraordinário"
Melhor documentário (curta-metragem)
- "Killing in the name"
- "Poster girl"
- "Strangers no more"
- "Sun come up"
- "The warriors of Qiugang"
Melhor edição
- "Cisne negro"
- "O vencedor"
- "O discurso do rei"
- "127 horas"
- "A rede social"
Melhor filme de língua estrangeira
- "Biutiful"(México)
- "Dogtooth" (Grécia)
- "In a better world" (Dinamarca)
- "Incendies" (Canadá)
- "Outside the law" (Argélia)
Melhor trilha sonora original
- "Como treinar seu dragão" - John Powell
- "A origem" - Hans Zimmer
- "O discurso do rei" - Alexandre Desplat
- "127 horas" - A.R. Rahman
- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor canção original
- "Coming home", de "Country Strong"
- "I see the light", de "Enrolados"
- "If I rise", de "127 horas"
- "We belong together", de "Toy Story 3"
Melhor curta-metragem
- "The confession"
- "The crush"
- "God of love"
- "Na wewe"
- "Wish 143"
Melhor curta-metragem de animação
- "Day and night"
- "The gruffalo"
- "Let's pollute"
- "The lost thing"
- "Madagascar, carnet de voyage"
Melhor edição de som
- "A origem"
- "Toy Story 3"
- "Tron: o legado"
- "Bravura indômita"
- "Incontrolável"
Melhor mixagem de som
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "Salt"
- "A rede social"
- "Bravura indômita"
Melhores efeitos visuais
- "Alice no País das Maravilhas"
- Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"
- "Além da vida"
- "A origem"
- "Homem de Ferro 2"
Melhor maquiagem
- "Minha versão para o amor"
- "Caminho da liberdade"
- "O lobisomem"
Globo e TNT transmitem a festa, o canal aberto, começará só depois que os 'Brothers' definirem anjos, líderes, emparedados e tudo mais, ali pela meia-noite, já a TNT promete abrir a trasmissão já a partir das 21h, como "Tapete Vermelho" e às 22h com o início da cerimônia. Pra quem tem esta opção, é muito mais negócio.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
The Young Gods - "L'Eau Rouge" (1989)
"...porque o som é algo que realmente você não pode controlar."
Franz Treichler,
vocalista e líder do
The Young Gods
vocalista e líder do
The Young Gods
Em 1989, na escolha anual da Revista Showbizz, aparecia lá um tal de "L'Eau Rouge" de uma banda suíça chamada The Young Gods como disco internacional do ano escolhido pela crítica. Não fazia a menor ideia do que se tratava a tal da banda e, na verdade, não procurei conhecer imediatamente, ainda que tivesse ficado um bocado curioso. Só fui procurar ouvir anos depois, já na época em que os downloads eram bem comuns e encontrar coisas como esta já era bastante fácil. Baixei então o tal "L'Eau Rouge" sem a menor ideia do que iria encontrar, não procurei sequer saber o gênero, a linha ou o tipo se som. Como, costumeiramente, as escolhas da crítica da revista eram bem criteriosas, imaginei que encontraria algo, no mínimo interesante, bacana, legal. Mas "L'Eau Rouge", já ao iniciar, mostrava que superaria minhas expectativas, e efetivamente o fez. Era uma espécie de som industrial mas como eu nunca tinha ouvido antes, com inserções de orquestra, de bandas folclóricas, de ritmos tradicionais, com samples inusitados e originais, tudo com muita agressividade sonora e embalado por uma voz rouca e rasgada cantando todas as faixas em francês.
Quando começa "La Fille de La Mort", com suas graciosas repetições à boulevard, não se pode imaginar que venha a se transmutar numa trilha sonora de um pesadelo, num caos sonoro, num clímax barulhento e apocalíptico conduzindo a um final fantástico e arrasador. Emenda, já na sequência, com "Rue des Tempêtes" abrindo com uma breve introdução de violinos que logo descambam para samples de guitarras enlouquecidas e viscerais.
A faixa que dá nome ao disco traz uma batida bem marcada, e por sua vez também explode em guitarras barulhentas no refrão; "Charlotte" dá um alívio no peso e remete às músicas tradicionais francesas com um interessantíssimo sampler de acordeão; "Longe Route" é um foguete devastador; a ótima "Les Enfants" deixa bem evidente a proposta de integração do eletrônico industrial com a música clássica, numa composição intensa recheada de elementos orquestrais pré-gravados trabalhados minuciosamente em estúdio; e pondo o ponto final de maneira explêndida vem a destruidora "Pas Mal" carregada de barulhentas colagens de guitarras.
Ouvi o "L'Eau Rouge" tardiamente em relação a seu lançamento, mas analisando retroativamente fica evidente a enorme influência do som dos caras na música pop de um modo geral, mas sobretudo no cenário do metal-industrial e da música eletrônica, admitida por nomes como Chemical Brothers, Ministry e Nine Inch Nails e até pelo mestre Bowie.
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FAIXAS:
- "La Fille de la Mort" (Young Gods) – 7:58
- "Rue des Tempêtes" (Young Gods) – 2:51
- "L'Eau Rouge" (Young Gods) – 4:20
- "Charlotte" (Young Gods) – 2:02
- "Lougue Route" (Young Gods) – 3:41
- "Crier les Chiens" (Young Gods) – 3:15
- "Ville Nôtre" (Young Gods) – 4:07
- "Les Enfants" (Young Gods) – 5:32
- "L'Amourir" (Young Gods) – 4:17
- "Pas Mal" (Young Gods) – 2:45
Ouça:
The Young Gods L'Eau Rouge
Cly Reis
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
cotidianas #68
A vantagem de trabalhar em obra, muitas vezes, é o que a gente ouve dos funcionários. Certa vez, um pintor que trabalhava numa reforma conosco, relatava bem-humorado o seguinte caso que tento reproduzir da forma mais fiel possível:
- Hihihihi! Não quero mais saber de mulher, não! Não é que eu virei viado. Só não quero mais saber de mulher, assim, pra ter pra mim. Só quero agora é ficar sabendo quem é corno pra ficar rindo da cara deles. Hihihi! Depois que eu cheguei um dia em casa e encontrei o cara temperando a carne na minha mulher em cima do fogão eu decidi que não queria mais saber de mulher. Agora é só essas aí, de pegar por aí. Mulher de ser minha, mesmo, nunca mais. Só fico agora rindo dos corno quem nem eu. Hihihihi!
E ria-se com gosto, como se o mero conhecimento das infidelidades alheias lhe servisse de consolo por ter certeza de não ser o único.
-Hihihi! - ria-se ele, bem feliz.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Tim Maia - "Tim Maia" (1970)
"Eu estou tocando música com influência americana, mas com muita raiz brasileira também porque eu aprendi a tocar violão aqui, meu conhecimento harmônico foi todo aqui."
Tim Maia para o "Pasquim" em 1970
Já começa com um rock pegado, carregado no xaxado mas com uma pitada de música negra americana. Assim é "Coroné Antônio Bento" a primeira faixa deste álbum histórico da música brasileira e um dos mais importantes do seu contexto geral. E esta é a tônica da obra, o álbum "TimMaia" de 1970: música brasileira, cheia de raizes, de origens, mas com influências consideráveis da black-music da terra do Tio Sam. Tudo isso fruto da temporada americana de Tim, pouco antes de gravar seu primeiro álbum. Lá, nos EUA, Tim absorvia James Brown, Stevie Wonder, Ray Charles e trouxe consigo na bagagem o que de melhor conseguiu tirar da musicalidade deles agregando ao seu universo e formação musical, obtendo disso, então um extraordinário resultado.
"Jurema" e "Flamengo" são puro funk-soul ao melhor estilo Mr. Dynamite, com sonoridade toda à americana porém, ambas, com títulos bem brasileiros; "Padre Cícero" é outra carregada de regionalismos e brasilidades, fundindo a tradição religiosa brasileira com a sonoridade gospel americana; "Cristina", que aparece em duas versões, sobremaneira na parte um, mais lenta, tem um baixo marcante bem suingado e muito bonito que serve de moldura qualificada para Tim deitar seu vocal imponente e poderoso.
Destaque também para as baladas 'Primavera" e "Azul da Cor do Mar", outros dois shows de interpretação no vozeirão afinadíssimo e singular de Tim.
Em época de caixas (Box da Universal Music) e reedições (Coleção Abril) das obras do Síndico, nada mais justo que destacar este grande disco aqui nos FUNDAMENTAIS.
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FAIXAS:
- "Coroné Antônio Bento" (Luiz Wanderley / João do Vale)
- "Cristina" (Carlos Imperial / Tim Maia)
- "Jurema" (Maia)
- "Padre Cícero" (Cassiano / Maia)
- "Flamengo" (Maia)
- "Você fingiu" (Cassiano)
- "Eu Amo Você" (Silvio Rochael / Cassiano)
- "Primavera" (Vai Chuva) (Rochael / Cassiano)
- "Risos" (Fábio Imperial / Paulo Imperial)
- "Azul Da Cor Do Mar" (Maia)
- "Cristina nº 2" (Carlos Imperial / Tim Maia)
- "Tributo à Booker Pittman" (Cláudio Roditi)
Ouça:
Tim Maia 1970
Cly Reis
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Box Bob Dylan - "The Witmark Demos: 1962-1964"
Saiu há pouco e está por aí, pelas bocas, uma caixa de raridades de Bob Dylan. "The Witmark Demos: 1962-1964" é um material bem curioso, especialmente para fãs. Fãs mesmo, pois talvez o público em geral, mesmo apreciadores do cantor, não curtam tanto por se tratar quase que exclusivamente de versões demos, gravações incompletas, fragmentos, gravados bem espontâneamente por Dylan em um gravador de rolo no escritório da gravadora. Tudo bem puro, bem bruto, sem acabamento nem produção. O material traz 2 CD's reunindo 47 faixas no total, além de um livro com fotos da época. Por se tratarem, às vezes, apenas de testes ou ensaios, algumas das canções chegam a ter menos de um minuto e outras apresentam até mesmo 'defeitos' como pigarros e ruídos no ambiente, mas certamente o material, gravado entre 62 e 64, época que vai do álbum de estreia, "Bob Dylan" até o "Another Side...", é uma daquelas pérolas para fãs.
Caixa Bob Dylan -"The Witmark Demos: 1962-1964"
The Bootleg Series - Vol. 9
CD duplo (47 faixas) + livro
Sony Music
R$ 48,80
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Caixa Bob Dylan -"The Witmark Demos: 1962-1964"
The Bootleg Series - Vol. 9
CD duplo (47 faixas) + livro
Sony Music
R$ 48,80
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
"Cisne Negro", de Darren Aronofsky (2010)
O filme é lamentável!
Fraco, fraco, fraco.
Absolutamente previsível da primeira à última cena. Um roteiro extremamente mal desenvolvido com diálogos medíocres e rasos. Um suspense-terror com pouquíssimo impacto talvez adequado para filmes de adolescentes. Pouquíssimos méritos, efetivos, de direção; tipo aquilo que se possa dizer que só foi assim ou assado porque uma 'batuta' de mestre levou àquele resultado. Não! Pelo contrário: o glorioso Darren Aronofsky não faz muito mais do que tirar da lona e levar para o palco seu último filme "O Lutador", igualmente fraco e rasteiro. Só que lá era um lutador tentando tirar um paizão de dentro de si e neste é uma bailarina tentando extrair de si um lado negro; e tudo isso para AMBOS mergulharem (literalmente) em câmera lenta sobre o espectador a caminho de seus respectivos 'cantos do cisne'. É lógico que é um exagero mas os filmes tem, sim, muita semelhança, especialmente no que diz respeito a seus deficientes desenvolvimentos. Tem algum ponto a favor no jogo de espelhos e tal, mas não passa muito disso.Como disse, concordei, enfim em quase tudo como colunista dO Globo. Ele ainda salientou a deficiência técnica da atriz no que diz respeito à dança, mas aí não vou querer dar palpite porque não entendo especificamente do assunto ainda que todo leigo tenha sua opinião sobre qualquer assunto e, me pareça, que até nisso ele tem razão. O que acho mesmo é que está sendo superestimada é a atuação da atriz, Natalie Portmann, vancedora do Globo de Ouro e favorita para o Oscar, em uma interpretação para mim, no mínimo, muito comunzinha, e arriscando-me a dizer até, excessivamente afetada e inexpressiva.
O duro de tudo isso é o cara sair do cinema e comentar com a esposa que achou o filme uma droga e ela achar que o cara não gostou porque não gosta de balé.
Meu Deus!!!! Muitas pessoas parecem não entender que não tem nada a ver com assistir a um filme de guerra, de boxe, de futebol, de romance, etc. O importante é ver um FILME.
Não tem nada a ver com não gostar de balé. Não gostei do filme porque eu gosto de cinema. Só isso.
por Cly Reis
sábado, 19 de fevereiro de 2011
cotidianas #67 - Super
Chega!
Estou cansado de ser desrespeitado, de ser humilhado, roubado, vilipendiado. De ter que ficar acuado, sempre com medo, sempre com nada.
Chega. Não mais permitirei que nos tratem assim. A partir deste momento assumo minha forma ultra; meu outro-eu. Sim, revelo-lhes: sou súper. Sou superior.
Não posso mais aceitar tais barbáries, este abuso, este barulho; esta balbúrdia. Por isso revelar-lhes-ei, irmãos, tenho super-poderes. Tenho-os, sim. Tenho Nervos-de-Aço, tenho Pés-de-Vento, tenho os Olhos-de-Fogo, jogo fogo pelas ventas. E, não tenham dúvida, usarei tais poderes contra tudo. Usá-los-ei contra todos que se me interponham o caminho.
Não se preocupem, não mais permitirei que gigantes nos pisem. Colocar-me-ei em frente a carros em altas velocidade destes muitos celerados que por aí andam, tomarei por meus os desacatos que vocês, irmãos, vieram a sofrer, recuperarei seu dinheiro levado por falsos cristos, interpor-me-ei à frente das balas dos revólveres que disparam por aí sem origem nem destino certo. Não se preocupem mais, eu estou aqui.
E eu posso tudo isso.
Eu posso tudo!
...
Ou não?
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Estou cansado de ser desrespeitado, de ser humilhado, roubado, vilipendiado. De ter que ficar acuado, sempre com medo, sempre com nada.
Chega. Não mais permitirei que nos tratem assim. A partir deste momento assumo minha forma ultra; meu outro-eu. Sim, revelo-lhes: sou súper. Sou superior.
Não posso mais aceitar tais barbáries, este abuso, este barulho; esta balbúrdia. Por isso revelar-lhes-ei, irmãos, tenho super-poderes. Tenho-os, sim. Tenho Nervos-de-Aço, tenho Pés-de-Vento, tenho os Olhos-de-Fogo, jogo fogo pelas ventas. E, não tenham dúvida, usarei tais poderes contra tudo. Usá-los-ei contra todos que se me interponham o caminho.
Não se preocupem, não mais permitirei que gigantes nos pisem. Colocar-me-ei em frente a carros em altas velocidade destes muitos celerados que por aí andam, tomarei por meus os desacatos que vocês, irmãos, vieram a sofrer, recuperarei seu dinheiro levado por falsos cristos, interpor-me-ei à frente das balas dos revólveres que disparam por aí sem origem nem destino certo. Não se preocupem mais, eu estou aqui.
E eu posso tudo isso.
Eu posso tudo!
...
Ou não?
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ARQUIVO DE VIAGEM - Fernando de Noronha
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| vista da Baía dos Porcos do alto do mirante do Sancho |
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| Tartaruga marinha recolhida para marcação por biólogos do Projeto Tamar na Baía do Sueste |
Não vi de perto mas pude avistar de cima, da Baía dos Golfinhos, as piruetas e saltos do golfinho-rotador, espécie assídua na ilha, que frequenta tranquilamente a baía em bandos praticamente ao longo de todos os dias do ano. Espetáculo simplesmente incrível e emocionante.
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| O Morro do Pico visto da Praia da Conceição |
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| As piscinas naturais da Ponta das Caracas aqui com a maré cheia |
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| A Baía do Sueste |
A propósito de infra-estrutura urbana, excetuando o asfalto que realmente não é recomendável até por uma questão de preservação ambiental, deve-se dizer que Fernando de Noronha é um lugar estritamente recomendado para férias e pequenas temporadas, uma vez que suas condições de permanência prolongada ou de vida são mínimas. A água é a mesma do mar, só que dessalinizada, porém quando a estação tem algum problema a população local chega a ficar 10 dias sem água; a energia elétrica é obtida por um grande gerador a diesel, abastecido periodicamente por embarcações vindas de Recife, e que é responsável pela energia da ilha inteira; só há uma escola e pelo que soubemos esta sofre com falta de professores e os que lecionam lá são bastante despreparados; não existe sequer uma UTI ou uma maternidade no local; tudo é muito caro pela dificuldade de se obter qualquer coisa, uma vez que a maioria dos artigos, sejam eles alimentícios, de higiene, domésticos, de lazer ou qualquer outro tipo, tem que vir de Natal ou de Recife; e além de tudo isso, tudo o que existe de bom ou bem estruturado é voltado para o turista e não para a população local.
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| Peixes em um pequeno tanque natural na praia do Boldró |
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| Dentro do Forte Nsa. Sra. dos Remédios |
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| Vista do Mirante do Boldró. O pôr-do-sol entre os Dois Irmãos |
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
The Velvet Underground & Nico - "The Velvet Underground & Nico" (1967)
"Andy Warhol me disse que estávamos fazendo na música o mesmo que ele na pintura, no cinema e na literatura."
Lou Reed
"Todos nós sabíamos que algo revolucionário estava acontecendo. A gente sentiu isso. As coisas não pareceriam estranhas e novas se alguma barreira não estivesse sendo quebrada."
Andy Warhol
No embalo da exposicão de Andy Warhol aqui no Rio, aproveito pra destacar aqui nos FUNDAMENTAIS um dos discos mais influentes de todos os tempos, "The Velvet Underground and Nico" de 1967. Como uma espécie de 'tentáculo' musical do projeto multimídia de Warhol, que também incluía artes plásticas, cinema, moda e literatura, o Velvet Underground apadrinhado pelo gênio da pop-art, era composto por músicos extremamente inventivos, ainda que nem todos brilhantes, como eram os casos da limitada percussionista Maureen Tucker e do esforçado Sterling Morrisson, por outro lado destacavam-se especialmente o guitarrista e vocalista Lou Reed com suas influências folk, suas levadas pesadas e letras cáusticas; e o multi-instrumentista criativíssimo John Cale, cara técnico, metódico mas aberto a todas as possibilidades e experimentações musicais. No entanto o projeto musical de Warhol ficaria completo mesmo com o acréscimo da modelo alemã Nico, agregando aos vocais da banda sua voz singela e aveludada, cheia de sotaque e sex-appeal apesar de toda a relutância inicial de Lou Reed. O resultado de tudo isso, Warhol+Velvet+Nico, foi um álbum brilhante, notável, uma referência musical e artística, um dos discos mais influentes da hstória do rock.
![]() |
| O produtor (na verdade, financiador) Andy Wahol |
"Venus in Furs", a melhor do álbum e uma das maiores da história do rock, é um épico arrastado com uma batida marcial, pontuada pela viola elétrica de Cale e com Reed, desta vez, cantando de maneira quase hipnótica.
"Heroin" outra das grandiosas do disco vai serpenteando como uma montanha-russa sonora com variações de aceleração, intensidade, ênfases e ruídos como fundo para que Reed conte detalhadamente o uso e as sensações causadas pela droga, com a bateria de Mo Tucker chegando a parecer desordenada em determinados momentos e com tudo culminando numa loucura instrumental total e o violino alucinado de Cale 'bagunce' tudo de vez num final caótico-apoteótico. Aliás, bagunça mesmo (num bom sentido), é o que não falta em "European Son" que chega a ficar praticamente inaudível tal a aceleração, a mistura de sons, as microfonias, a distorção que alcança; mas afinal o que seria do Sonic Youth, do Jesus and Mary Chain, do My Bloody Valentine sem isso?
| Nico, a vocalista que Warhol praticamente impôs mas que deu grande contribuição |
De resto tem também a galopante e elétrica "Run Run Run", tem outra interpretação bárbara de Reed em "There She Goes Again" falando sobre prostituição, tem outra vez o violino esquizofrênico de Cale em "The Black Angel's Death Song", cara... todas demais, porra!
O disco na época não foi lá muito apreciado; vendeu mal e não obteve grande sucesso. Sua importância foi sendo notada aos poucos e já na década seguinte se sentiria sua influência com a explosão do punk rock. Mas foi só um pouco depois ainda, com o passar do tempo, que se reconheceu definitivamente seu justo status de obra-prima.
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FAIXAS:
- "Sunday Morning" (Reed, Cale) - 2:56
- "I'm Waiting for the Man" - 4:39
- "Femme Fatale" - 2:38
- "Venus in Furs" - 5:12
- "Run Run Run" - 4:22
- "All Tomorrow's Parties" - 6:00
- "Heroin" - 7:12
- "There She Goes Again" - 2:41
- "I'll Be Your Mirror" - 2:14
- "The Black Angel's Death Song" (Reed, Cale) - 3:11
- "European Son" (Reed, Cale, Morrison, Tucker) - 7:46
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Ouça:The Velvet Underground & Nico 1967
Cly Reis
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Ramones - Rocket to Russia (1977)
"Fui vê-los no CBGB's e consegui um lugar na frente sem nenhum problema (...) Eles entraram, e me apaixonei por eles. Achei que estavam fazendo a coisa certa. Eram rápidos, e eu gostava de rapidez (...) Rock'n roll tem que ser rápido. Adorei."
Danny Fields,
ex-empresário da banda
ex-empresário da banda
Tá certo que o que viríamos a conhecer como punk já vinha tomando forma a algum tempo, mas foi com os americanos conhecidos como Ramones que a identidade sonora e visual deste estilo se consolidou efetivamente. Músicas curtas, rápidas, composições com três ou quatro acordes, som básico e cru. O visual? Desleixado, sujo, cabelos desgrenhados, jeans surrados e jaquetas de couro.
O primeiro álbum, homônimo à banda foi sem dúvida o responsável por apresentar os Ramones ao mundo e difundir sua sonoridade, mas foi no terceiro que eles capricharam, melhoraram em relação a eles mesmos demonstraram influências, experimentaram mais e nos apresentaram então um discaço cheio de pérolas do rock'n roll.
"Rocket to Russia" de 1977 tem um pouco mais de trabalho de estúdio e por consequência canções mais bem acabadas. Não que isso fosse crucial para uma banda punk mas este empenho mínimo já foi o suficiente para evidenciar, numa sequência de trabalho, que ali não estavam apenas mais um bando de garotos fazendo barulho.
O disco traz as ótimas "I Don't Care", "Rockaway Beach", a clássica "Sheena is a Punk Rocker" e a excelente releitura de "Surfin' Bird" do Trashmen que é uma daqueles casos em que a cover talvez tenha se tornado maior que a original.
Depois deles o subgênero punk tomou rumos variados, assumiu formas, agregou um monte de coisas e influenciou tudo o que veio depois dele. Dali a pouco, no outro lado do oceano, na Terra da Rainha, o troço todo ficaria mais agressivo, mais raivoso, ganharia doses de ódio, fúria e protesto, não só nas letras e no som como nas roupas com outros caras também importantíssimos neste processo todo chamado Sex Pistols, mas fazendo-se justiça, foi com os Ramones que a coisa toda começou ganhou cara de verdade e "Rocket to Russia" representa o melhor produto dos caras no seu período inicial de existência.
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FAIXAS:
1. "Cretin Hop"
2. "Rockaway Beach"
3. "Here Today, Gone Tomorrow"
4. "Locket Love"
5. "I Don't Care"
6. "Sheena Is a Punk Rocker"
7. "We're A Happy Family"
8. "Teenage Lobotomy"
9. "Do You Wanna Dance?"
10. "I Wanna Be Well"
11. "I Can't Give You Anything"
12. "Ramona"
13. "Surfin' Bird" (White/Frazier/Harris/Wilson) 2:37
14. "Why Is It Always This Way"
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Ouça:
Ramones Rocket To Russia
Cly Reis
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Warhol TV - Exposição - Oi Futuro - Rio de Janeiro - RJ

Abriu hoje aqui no Rio a exposição Warhol TV que mostra esta outra faceta midiática do multiartista Andy Warhol: seus trabalhos e produções para a telinha. Normalmente conhecido por suas obras de art-pop com figuras múltiplas e coloridas de Marilyn Monroe, as desfocadas de Elvis, ou as latas de feijão e sopa, o artista multimídia aparece nesta exposição em vídeos experimentais, clipes, pequenos filmes, entrevistas, aparições em programas de TV e mesmo apresentando alguns. Tipo da exposição pra ir com tempo, com calma, pra ver sem pressa. Alguns vídeos serão mais longos, outros mais curtos, mas certamente é algo pra se assitir e não pra dar uma passada de olhos.
Pretendo ir no fim-de-semana. Depois comento mais um pouco sobre as impressões do que terei visto lá no local.
Andy Wahol
Nascido Andy Warhola em Pittsburgh, Pensilvânia em 6 de agosto de 1928, morreu em 22 de fevereiro de 1987. Era o quarto filho de Ondrej Warhola e Ulja, cujo primeiro filho nasceu na sua terra natal e morreu antes de sua migração para os Estados Unidos. Seus pais eram imigrantes da classe operária originários de Mikó (hoje chamada Miková), no nordeste da Eslováquia, então parte do Império Austro-Húngaro. O pai de Warhol emigrou para os E.U. em 1914 e sua mãe se juntou a ele em 1921, após a morte dos avós de Andy Warhol. Seu pai trabalhou em uma mina de carvão. A família vivia na Rua Beelen, 55, e mais tarde na Rua Dawson, 3252, em Oakland, um bairro de Pittsburgh. A família era católica bizantina e frequentava a igreja bizantina de São João Crisóstomo em Pittsburgh. Andy Warhol tinha dois irmãos mais velhos, Ján e Pavol, que nasceram na atual Eslováquia. O filho de Pavol, James Warhola, tornou-se um bem sucedido ilustrador de livros para crianças.
Nos primeiros anos de estudo, Warhol teve coreia, uma doença do sistema nervoso que provoca movimentos involuntários das extremidades, que se acredita ser uma complicação da escarlatina e causa manchas de pigmentação na pele. Ele tornou-se um hipocondríaco, desenvolvendo um medo de hospitais e médicos. Muitas vezes de cama quando criança, tornou-se um excluído entre os seus colegas de escola, ligando-se fortemente com sua mãe. Às vezes quando estava confinado à cama, desenhava, ouvia rádio e colecionava imagens de estrelas de cinema ao redor de sua cama. Warhol depois descreveu esse período como muito importante no desenvolvimento da sua personalidade, do conjunto de suas habilidades e de suas preferências.
Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em design.
Logo após mudou para Nova York e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Galley onde exibe quinze desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos é mostrada em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o MOMA, Museu de Arte Moderna, em 1956. Passa a assinar Warhol.
O anos 1960 marcam uma guinada na sua carreira de artista plástico e passa a se utilizar dos motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a pop art com a reprodução mecânica e seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Michael Jackson, Elvis Presley, Pelé, Che Guevara e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos serialmente com variações de cores.
Além das serigrafias Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.
Em 1968, Valerie Solanas, fundadora e único membro da SCUM (Society for Cutting Up Men - Sociedade para eliminar os homens) invade o estúdio de Warhol e o fere com três tiros, mas o ataque não é fatal e Warhol se recupera, depois de se submeter a uma cirurgia que durou cinco horas. Este fato é tema do filme "I shot Andy Warhol" (Eu atirei em Andy Warhol), dirigido por Mary Harron, em 1996.
Em 1987, ele foi operado à vesícula biliar. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Ele era célebre há 35 anos. De facto, a sua conhecida frase: In the future everyone will be famous for fifteen minutes (No futuro todos serão famosos durante quinze minutos), só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e em que a arte será distribuída por meios de produção de massa.
fonte: Wikipédia
**************** Exposição WARHOL TV
Local: Oi Futuro Flamengo
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63, tel. (21) 3131-3060.
Período: de hoje (02 de fevereiro a 03 de abril
Horário: 11h às 20h (fecha 2ª).
Entrada: Grátis
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