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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coluna dEle #8


Pedi pro cara escrever antes da Páscoa mas não o localizei.
Só hoje Ele me aparece com o texto.
É foda! To achando que vou ter que dispensar o colaborador.
De todo modo, aí vai:

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FELIZ PÁSCOA, atrasado, pra todo mundo!
Desculpa aí, galera, Eu não ter postado antes, mas aproveitei o feriadão e fui viajar com a patroa. Afinal de contas Eu também sou filho... Bom... Na verdade Eu não sou exatamante o filho... Bom, não dizem que é tudo a mesma coisa, O Pai, o Filho e o Espírito Santo? Então Eu também sou filho de Deus. Que seja!
O negócio é que a data é mesmo por causa do meu filhão e isso é que importa.
Mas o importante mesmo é que na Sexta-Feira fiz um salmãozinho na brasa e ontem me entupi de chocolate (hehehe).
O pior é que depois Eu, mesmo com toda essa idade, fico todo cheio de espinhas na cara.
Pode?


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Podem achar irresponsabilidade Minha ter viajado nesse momento delicado lá na Itália, com esses tremores e tal, mas deixei uma equipe cuidando desse assunto.
Mas ocaso é que sei que quem deve se pronunciar oficialmente, no fim das contas sou Eu mesmo e queria dizer que lamento muito mas isso tá meio que além do meu controle, atualmente.
São essas rachaduras, aí, ó. E quando roça uma na outra aí é foda! A gente aqui em cima tenta dar um jeito, amenizar, evitar que aconteça, mas vocês aí tem que compreender que não é que nem uma rachadura no teto da casa que é só dar uma massa, uma pintura e tá novo. É um pouco mais delicado que isso. E realmente a “casa” aí, ta ficando velha, cara. E como toda a casa velha, começa a dar problema. É vazamento, é piso soltando e é rachaura também.
Vocês já viram aquela lá nos States que quase atravessa a Califórnia? Putz!
Saint Andreas Fault eles chamam, não? Quando essa começar a mexer mesmo vai me dar trabalho. E o pior é não tenho muito o que fazer a essas alturas.


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Mudando de assunto: E o tal do Adriano, hein?
Esses caras Me racham a cara de vergonha!
A gente ajuda, sabe... Menino pobre, sabe jogar bola, vai crescendo, crescendo, chega em time grande, e é Seleção, e aí o fulano resolve que não quer mais nada disso. Quer ficar soltando pipa na favela.
Ah, tá de sacanagem!
Depois dizem que Eu dou biscoito pra quem não tem dente e talvez seja verdade. Acho que vou cuidar melhor de para quem dar os biscoitos.
Depois não vem pedir que Eu ajude e papapapá e toda aquela conversa fiada.
Tá rasgando dinheiro, vai acabar na merda!


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Outro que não se ajuda é o tal do Hamilton.
Já falei sobre esse filho aqui, né?
Ô caraterzinho, hein!
Já não é a primeira nem a segunda...
Toma jeito, rapaz!


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Era isso aí que Eu queria comentar.
A gente se encontra na próxima.
Juízo, hein!
Que Eu lhes abençoe e fiquem Comigo.


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sexta-feira, 3 de abril de 2009

O melhor Inter de todos os tempos

Ainda no clima do Centenário Colorado, e acompanhando uma idéia corrente de se montar o time de todos os tempos, aí vai o meu:
Taffarel, Paulinho, Figueroa, Mauro Galvão e Oreco; Dunga, Falcão e Fernandão (que desloquei para o meio para poder fazer parte do time); Tesourinha, Larry e Carlitos.



em pé: Paulinho, Taffarel, Figueroa, Falcão, Mauro Galvão e Oreco.
agachados: Tesourinha, Dunga, Larry, Fernandão e Carlitos.

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Destes só vi jogar mesmo Taffarel, Falcão, Galvão, Dunga e Fernandão. Taffarel ainda que não tenha conquistado grandes títulos no clube e tenha uma marca negativa em clássicos, foi dos maiores goleiros da história do futebol, constantemente citado por grandes goleiros da atualidade como referência.
Falcão, me contaram que fui ver no Beira-Rio quando era pequeno (o que não lembro), mas recordo mesmo de ver na Roma e na Seleção. Jogador sem comentários, um extra-classe, além disso decisivo nas conquistas dos anos 70 do Inter.
Mesmo com craques da zaga como Gamarra, o lendário Nena, o preciso Campeão do Mundo Fabiano Eller e o atual guerreiro Índio, ainda fico com Mauro Galvão para formar dupla com Figueroa. Preciso no desarme, técnico na saída de bola, Campeão Brasileiro invicto com 17 anos e com uma carreira profissional impecável (que infelizmente passou pelo Grêmio com o mesmo êxito).
Em Dunga voto mais pelo valor dele no futebol brasileiro e mundial. O Capitão do tetra, símbolo de garra e liderança e que no Inter também teve participação fundamental na sua segunda passagem pelo clube com o gol salvador pra evirtar a queda para a segunda divisão. Será eternamente idolatrado.
E Fernandão. Sobre Fernandão o que dizer? Além de todo o aspecto mítico acerca do fato de ter sido o capitão das grandes conquistas, tem o fato de ter sido no clube um jogador envolvido, e decisivo. Goleador de Libertadores com gol em uma final, carrasco em greNal marcando o histórico gol 1000 logo na sua estéia, jogador que não tremia na frente do gol, além de extremamente identificado com o clube e com a cidade. Jogador histórico da nova geração!
Os outros, os que não vi, o que preciso dizer de Figueroa? Que foi um dos melhores zagueiros de todos os tempos segundo a FIFA? Do legendário Paulinho? Do incontestável craque Tesourinha? Posso dizer que alguns afirmam que teria sido melhor que Garrincha. Sobre Oreco? Que foi campeão mundial em 58 e que só foi reserva porque o titular era nada mais nada menos que Nilton Santos, a "Enciclopédia do Futebol". O que dizer do "Cerebral' Larry matador de greNal? Posso dizer que simplesmente ele fez 4 gols no principal rival na inauguração do estádio deles. E sobre Carlitos? Simplesmente o maior goleador da história do clube.
Mesmo não os tendo visto jogar, seus nomes, seus números, suas marcas e suas lendas os justificam.
Infelizmente só posso escalar 11 neste simbólico time principal. Muitos ficam de fora como Tinga, Nena, Valdomiro, Índio, Manga, meu tio Adãozinho, Dadá Maravilha, Sóbis, entre tantos outros. Mas igualmente tem lugar reservado na história alvi-rubra hoje e nos próximos cem anos. E nos próximos cem, e nos próximos, e nos próximos...


Cly Reis

quarta-feira, 1 de abril de 2009

100 anos do Sport Club Internacional


Visitando o site do meu clube do coração, esta semana, encontrei lá destacado um texto do jornalista Mauro Beting homenagenado o clube que completará 100 anos de fundação no próximo sábado.

Na condição de colorado fanático não posso deixar de ficar emocionado com textos como este e de exibí-lo aqui.


INTERNACIONAL, 100



Naquela noite de 1969, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio. Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas. Era a última cerimônica antes da inauguração do Beira-Rio. Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006.
Ficou tudo escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele entrevado ano brasileiro de 1969. Em 14 de dezembro de 1975, a tarde de Porto Alegre estava cinza. Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70. O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979.
0 Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Tentaram jogar bola no clube alemão – não deixaram. Tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais.
Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado. Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante no Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais. Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola.
Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril. Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo inovador no preparo atlético e no apetite por gols. O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru. Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro, com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio, gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair.
Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário. Aquele time de excluídos que, em 100 anos, hoje tem o sétimo maior número de sócios do planeta. São mais de 83 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento. Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto. Uma bandeira vermelha pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente. Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste 4 de abril vai nascer mais vermelho.



Mauro Betting

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Entre os muros da escola", de Laurent Cantet (2008)



Fui assistir ontem ao filme “Entre os muros da escola”, premiado na edição 2008 do Festival de Cannes com a Palma de Ouro. Já vi grandes filmes que receberam esta premiação e vi também outros que me passaram a impressão de que o prêmio fora “muita areia para o caminhãozinho” daquela obra. Acho que nunca vi um Palma de Ouro terrível. Vi alguns contestáveis como “Yol” ou “A enguia”, só para citar alguns, e este “Entre os muros da escola” acho que se esquadra nesta categoria.
Tem lá seus méritos, uma boa intenção, mas me parece que o ingrediente CINEMA fica para trás. Pois vejamos, então: o filme na maior parte do tempo se passa dentro de uma sala de aula com situações corriqueiras do dia-a-dia de uma escola pública (a minha surpresa ficou na verdade por conta de que em uma escola pública francesa, a situação fosse tão parecida com as brasileiras). Mas até aí não é mérito nem demérito. O problema que eu vejo, enquanto filme, é que estas cenas de sala de aula, praticamente não tem nada de especial e as vendo repetidamente o filme fica desgastante e cansativo.
É como se uma sala de aula de uma escola brasileira tivesse um circuito interno e assistíssemos a situações cotidianas de deficiência de aprendizado, indisciplina, desinteresse e comportamento, só que o diretor transforma estas situações em uma longa mas com pouco arrojo cinematográfico.
Pode-se argumentar que um espaço restrito como uma sala de aula não permite arroubos nem ousadias e é verdade mas pode ter cortes mais bem articulados, captação de emoções nos rostos, entre outros recursos que, mesmo quando aparecem, são um tanto mal explorados. Pode-se também argumentar que o enfoque, a ênfase do filme reside nos dilemas, conflitos, temas levantados, o ensino, a diversidade cultural, etc., mas colocado de maneira tão superficial não sei se atende ao que se propõe.
Da maneira como foi filmado e com os temas tão crus, fica parecendo meramente um documentário. E quando digo crus, não reclamo pelo fato de serem temas eventualmente polêmicos, fortes, relevantes ou impactantes. Os classifico assim exatamente porque são pouco aprofundados. Não precisa-se fazer uma dissertação sobre cada um deles, mas se não os leva um pouco adiante, fica um pouco vazio.
As questões extraclasse que influem no rendimento, no aprendizado, no comportamento dos alunos, os sinais dos tempos, os hábitos e as personalidades dos indivíduos tudo isso tem seu valor no filme, seu valor humano e seu valor de análise, assim como é um barato e até um espelho o fato de remeter à nossa época de escola (principalmente para quem como eu estudou em escola pública). Só fico com a impressão de que é um FILME superestimado e que mesmo com o mérito de levar-nos à constatação inevitável, que a situação em uma escola pública de um país desenvolvido de primeiro-mundo é muito parecida com a daqui, e provavelmente com a de vários outros lugares do mundo, não vejo isto como sendo suficiente para sustentar o filme.


Cly Reis

segunda-feira, 23 de março de 2009

Kraftwerk - Festival Just A Fest - Praça da Apoteose - RJ (20/03/09)




Há algum tempo atrás fui assistir a uma apresentação "despretensiosa" em um domingo de manhã no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, de Paulinho da Viola e surpreendentemente, pra mim que já tinha visto U2, Madonna, Cure ao vivo, aquele pequeno show superou em qualidade estes de monstros do pop rock, os quais aprecio muitíssimo. O show do sambista brasiliero só veio a ser superado na minha avaliação, pelo do Pearl Jam em Porto Alegre em 2005. Nem gostava tanto dos caras na época mas fui ver só porque há tempos não havia um show grande em POA e aquela era uma oportunidade, e, NOSSA!, o Pearl Jam destruiu! Quase pôs a baixo o Gigantinho. Um repertório consagrado e de tirar o fôlego, com uma intensidade, vibração e garra que foram de arrepiar, incrementado pela participação de Marky Ramone tocando bateria em "I believe in miracle" dos próprios Ramones. Aquilo foi quase inacreditável.

E eis que na última sexta-feira o Peral Jam perdeu o seu trono!

Sempre tivera grande expectativa para ver ao vivo o Kraftwerk, mas às vezes, a própria expectativa exagerada frustra. Que nada!!! Kraftwerk ao vivo foi tudo o que eu imaginava, queria ver e ouvir ( e + um pouco ainda!).
Pra quem acha que um show do Kraftwerk não passa de quatro caras parados mexendo nos seus laptops com programações pré-gravadas e com um monte imagens passando num telão ao fundo, não nota, com certeza, a profundidade, a penetração, o trabalho de composições que são preciosas e elaboradas, e que são executadas AO VIVO (sim) com a precisão de um relógio, de uma máquina, que é exatamente o conceito com o qual o grupo trabalha, e que é lógico, traz bases pré-gavadas também, mas até mesmo o próprio Radiohead que viria depois apresentava este recurso também. As imagens projetadas, por sua vez, são parte componente do espetáculo, uma vez que estão sincronizadas às letras, a ruidos, às batidas de forma ativa e integrada e se por uma lado, não se vê uma performance ativa e vibrante dos membros da banda, o contexto visual o faz por eles. E é essa a idéia!
"The Man Machine" na abertura já sai dando esse recado: nós somos "homens-máquina", e daí pra frente são só clássicos e composições geniais. "Radioactivity" destruidora com seu conceito RADIO-RADIOATIVIDADE-ENERGIA perfeitamente integrado em som, imagem e performance, "Trans-Europe Express" emenda "Metal on Metal" em outra seqüência de arrepiar, "Aerodynamic" como parte de "Tour de France" trouxe fotos antigas e trechos de filmes antigos da volta ciclística da França, que interagiam admiravelmente com a música. "Showroom Dummies" cantada em francês virou "Les Manequins" e completou o passeio musical de moda e estilo da banda com "The Model".
Depois de um intervalinho em que a banda sai do palco, eles retornam em roupas com detalhes fosfluorescentes lembrando o visual do disco "Electric Café" e, acabam o show exatamente com uma música deste álbum, "Music Non Stop", como sempre toda misturada com "Boing Boom Tschak" e Technopop".
A propósito deste intervalo, todo mundo está careca de saber que em algum momento os robôs vão ser colocados no palco e vão se mover naquela espécie de balé mecânico, mas é sempre uma expectativa vê-los e é um barato quando eles substituem a banda no palco durante "Robots", pelo tempo suficiente para aquela pausinha para a água. Afinal de contas, eles também são gente. (?)

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OUTROS TOQUES:

1. Nem com o Cure que é minha banda do coração fiquei tão REPLETO quanto, agora, assistindo ao show do Kraftwerk.

2. Felizmente cheguei ao Sambódromo já ao final do show do Los Hermanos e só tive que agüentar duas músicas. Nossa! Eles me impressionaram! São muito PIORES do que pareciam.
É muito ruim!

3. Minha intenção antes de ver o show dos alemães era a de ficar mais um pouco no show do Radiohead, pelo menos pra ver os caras tocando "Creep", mas acabando o show dos "robôs", me pergunta se eu, com a alma cheia, vou ficar vendo Radiohead? Quem vê Kraftwerk não fica pra ver Radiohead.

4. Não fui o único a ir embora. É lógico que não esvaziou o local, não ficou às moscas, mas notei pelos menos umas 50, 60 pessoas indo embora. Outros que, como eu, não precisavam de mais nada.

5. Todo mundo sabe da influência do Kraftwerk para a música eletrônica em geral, mas por esses dias, vendo as publicações que faziam referência ao show, li algumas manifestações impressionantes, mas que não ficam muito longe da verdade, como por exemplo que o Kraftwerk seria possivelmente a banda mais influentes do século passado ao lado apenas dos Beatles e também li que figuraria entre as cinco maiores bandas de pop/rock de todos os tempos. Exagero? Provavelmente não.

6. Complemento dizendo que na minha opinião a música do Kraftwerk é a continuidade da tradição alemã de música clássica representada por nomes como Händel, Bach, Orff entre outros, tendo dado o passo adiante em modernidade que é necessário em todas as épocas, para todas as artes, em todas as culturas, fazendo a interação de linguagens como a arquitetura, as artes-plásticas, o design e a tecnologia alemãs, traduzindo todos estes elementos em MÚSICA.


Cly Reis

sexta-feira, 20 de março de 2009

Coluna dEle #7


Hoje conto novamente com a ilustre participação dEle

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Tô na área, se derrubar é pênalti!
E aí, falou? Beleza?
Por falar em área e pênalti, fico contente em ver o Ronaldo se recuperando. Venho tentando ajudar mas mesmo com toda a "ferramenta" que Eu dei pro cara jogar toda aquela bola, parece que ele insiste em estragar tudo, ora comendo demais, ora comendo traveco na rua.
Mas sou fã do Ronaldo. Sou fã, mesmo. Torço pra que se recupere legal, mas, cá entre nós, pra quem Eu apontei o dedo e disse "esse é o cara", foi outro.
Mas, tem uma coisa, né, só quem fez as coisas que eu faria se estivesse aí embaixo foi o 10 do Santos.
O negão era foda jogando! Até dei aquela "mãozinha" pro Maradona em 86, mas só quem teve os meus superpoderes, aí, foi o Édson.
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Vamos ver o Ronaldo contra o Santos. Vou ficar ligado atentamente ao clássico do domingo.
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A propósito de representantes Meus na Terra, tem neguinho Me rachando a cara de vergonha!
Esses caras, aí, de batina que dizem que estão falando em Meu nome quando afirmam que aborto é pior do estupro.
Peraí um pouquinho! Deve ser porque ele não é mulher. Ou quem sabe até seja, lá, pros coroinhas e menininhos de seminário, mas mesmo assim com certeza não sabe o que é um marmanjo podre abusando do que se tem de mais Sagrado: o seu corpo. Bom... Talvez ele saiba e goste.
Mas o caso é o seguinte. Nessas aí, não falem em meu nome. Me incluam fora dessa
Eu é que excomungo esse fulano.
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Estranho é parece que só agora o mundo inteiro descobriu que tem barbado sem-vergonha comendo criancinha.
Cara, Me cobram muito de como é que Eu deixo fazerem isso, como é que Eu deixo isso acontecer, mas, véio, não posso ficar intereferindo em tudo o tempo inteiro senão as coisas aí embaixo não andam. É um pouco com vocês também de tomarem juízo e pararem de fazer merda e de darem um jeito de fazer a justiça de verdade. E olha que quando eu digo FAZEREM JUSTIÇA não estou sugerindo "nada" específico, ainda que às vezes até Eu mesmo tenha vontade de arrancar o pau desses filhas-das-puta. Mas Eu deixo a bola rolar, deixo o jogo seguir. Um dia, independente do que você, meu leitor, acredite, a conta vai ser cobrada, cara. Seja Comigo no Juízo Final pra quem acha que é assim, seja na outra vida pra quem acha que tudo continua, seja lá embaixo com o Coisa-Ruim pra quem tem medo dele... Ah, mas que tem volta tem!
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E falando em morrer, porra, e o Clodovil morreu, hein!
Não tô lamentando pela morte dele, não. Tô lamentando porque agora quem vai ter que agüentar o cara sou Eu aqui em cima.
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Bom, vou parando por aqui hoje.
A Maria, aqui tá reclamando que eu ecrevi muito palavrão dessa vez.
Vou tentar me conter mais nas próximas se é que o dono do blog vai voltar a me convidar pra escrever depois de ter desfilado todos esse vocabulário "bonito".
Fui!!!

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Siouxsie & the Banshees "Nocturne" (1983)


"Siouxsie and the Banshees 
é uma das poucas bandas 
que se pode recomendar
 toda a discografia."
Kid Vinil



Vim ouvindo no carro entusiasmadamente o "Nocturne", álbum ao vivo da Siouxsie & the Banshees.
Cara, o que é aquele álbum?
Gravado no Royal Albert Hall em Londres, é outro dos que certamente figuram entre os melhores discos ao vivo da hist´ria do rock.
A "doida" introdução de Stravinsky - fantástica-, abre "Israel" que já entra com o baixo marcante e seguro de Steve Severin, no primeiro momento do disco e já dos pontos altos.
"Paradise Place" é uma pedrada agressiva e certeira. "Melt" mesmo sem os bandolins da original mantém o clima sombrio e sensual, muito graças à habilidade e técnica de Robert Smith do Cure, que participa dese álbum e curiosamente toca como jamais tocou antes mesmo na própria banda.
"Slowdive" por exemplo que tinha violino na sua versão original, nem sente falta desse elemento, uma vez que a guitarra de Smith dá conta do recado e confere mais "pegada" à canção.
Em "Cascade" o show fica por conta de Budgie que destrói com sua batida complexa e elaborada que invariavelmente aparece com grande qualidade em quase todas as faixas.
"Helter Skelter" é outro grande momento, "Nightshift" também é destaque, e "Eve White, Eve Black" introduzindo para a longa "Voodoo Dolly" é verdadeiramente sinistra e estas fecham o show e o álbum em grande estilo.
O show também resultou num filme da banda no qual se pode notar a presença de Robert Smith que, estranhamente, apesar da grande performance musical, quase não se mexe no palco. Mas ele não é dançarino, mesmo...

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FAIXAS:
  1. Intro - The Rite Of Spring
  2. Israel
  3. Dear Prudence
  4. Paradise Place
  5. Melt!
  6. Cascade
  7. Pulled To Bits
  8. Nightshift
  9. Sin In My Heart
  10. Slowdive
  11. Painted Bird
  12. Happy House
  13. Switch
  14. Spellbound
  15. Helter Skelter
  16. Eve White / Eve Black
  17. Voodoo Dolly

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Ouça:



Cly Reis


terça-feira, 17 de março de 2009

The 13th. Floor Elevators "The Psychedelic Sounds of the 13th. Floor Elevators" (1966)




"Rocky Erikson e seus 13th. Floor Elevators
 foram basicamente a primeira banda de rock psicodélico
lá por 1965.
Johhny Depp, ator e músico




Não sei como é que eu cheguei até aqui na minha vida sem ter ouvido The 13th. Floor Elevators!
Fiquei curioso para ouvi-los depois que li sobre o álbum ‘The Psychedelic Sounds of the 13th. Floor Elevators”, no livro “1001 Discos para ouvir antes de morrer”, que mencionava, por exemplo, o fato do Primal Scream ter gravado a música deles “Slip Inside this House”. Achei que só pelo fato de ter merecido uma releitura em 1992 de uma banda tão vanguarda como o Primal Scream, já recomendaria bem a música em questão e a própria banda.
Não me enganei!
“Slip Inside this House” é realmente grandiosa e é tão boa quanto sua versão posterior (cada uma com méritos diferentes, é claro), só que não era do mesmo disco. Esta compõe o álbum “Easter Everywhere” e o que eu queria era ouvir o “Psychedelic Sounds...”.
Fui ouvir o tal do disco e é simplesmente demais. A capa já é uma viagem e dá uma mostra do que nos espera. O álbum com todo seu psicodelismo, é praticamente um precursor do que se chamou de “madchester”, cenário no qual figuraram bandas como o próprio Primal Scream, Stone Roses, Ride e outros tantos. Criativos, doidos, ousados, fizeram uma mistura sonora que ia desde um ensaio de progressivo a uma tendência punk. Músicas como “Reverberation”, também regravada pelo Jesus & Mary Chain, mostram claramente que os Elevators foram uma das fontes que os irmãos Reid beberam para consolidar sua sonoridade. “You’re Gonna Miss Me” é fantástica, “Kingdom of Heaven” é um blues ácido psicodélico, “Roller Coaster” é uma verdadeira montanha-russa com sua inconstância de ritmo e “Fire Engine” mantém a doideira mas com uma veia de surf music tradicional.
Imperdoável que nunca tivesse ouvido falar nessa banda vendo hoje o quão influentes eles foram e continuam sendo.
Bom, antes tarde do que nunca para eu ter descoberto o 13th. Floor Elevators.
Acesso pelo elevador principal pros caras!
Destino: décimo terceiro andar.
Sobe, sobe, sobe... até ficar bem alto.

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FAIXAS:
  1. "You Don't Know (How Young You Are)" (Powell St. John)
  2. "Through the Rhythm" (T. Hall, S. Sutherland)
  3. "Monkey Island" (Powell St. John)
  4. "Roller Coaster" (T. Hall, R. Erickson)
  5. "Fire Engine" (T. Hall, S. Sutherland, R. Erickson)
  6. "Reverberation" (T. Hall, S. Sutherland. R. Erickson)
  7. "Tried to Hide"* (T. Hall, S. Sutherland)
  8. "You're Gonna Miss Me" (R. Erickson)
  9. "I've Seen Your Face Before (Splash 1)" (C. Hall, R. Erickson)
  10. "Don't Fall Down" (T. Hall, R. Erickson)
  11. "The Kingdom Of Heaven (Is Within You)" (Powell St. John)  
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Ouça:

segunda-feira, 16 de março de 2009

"Estômago", de Marcos Jorge (2007)




Bom, como já disse em outra ocasião, não tenho muito compromisso com os “atualismos”, e sendo assim me dou ao direito de comentar algo passado com a mesma intensidade de uma estréia, ainda que você, eventual leitor, já esteja careca de conhecer, ter visto, ouvido falar, escutado e etc.
Vi finalmente no sábado, em DVD, o elogiadíssimo “Estômago”, do diretor Marcos Jorge pelo qual guardava grande expectativa.
Multiindicado a prêmios e multipremiado, “Estômago” é um bom filme. Nada excepcional, mas um bom filme. Méritos principalmte para o roteiro bem elaborado, intercalando a introdução ao personagem, um nordestino recém chegado a São Paulo, ao seu destino em um presídio. O filme vai nos dando as peças no decorrer deste jogo de tempo, para desvendarmos o porquê e Nonato ter acabado na cadeia. Entre se apaixonar por uma prostituta, ver seu talento para cozinhar descoberto por um dono de restaurante italiano numa espelunca onde começou a trabalhar quase que por acaso, vemos Nonato já na cadeia, igualmente conquistando brutos presidiários com o sabor da sua comida.
Não é uma comédia chega a ser divertido até mesmo por conta da inocência do protagonista em diversas situações.
No fim das contas o filme acaba nos mostrando que para sobreviver, quem puder engolir o outro, tem que engolir, senão será engolido.

AVISO: Almoce, jante ou faça um lanche antes de ver o filme, porque senão vai dar uma fome!


Cly Reis

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ministry - "Psalm 69 - The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs" (1992)


A melhor música de todos os tempos


"...com o walkman derretendo nos ouvidos, eu tenho a impressão de estar ouvindo a melhor música de todos os tempos"

André Barcinski, crítico musical, sobre "Jesus Built My Hot Rod"



Sempre lembro desta crítica do André Barcinski na ShowBizz quando ouço "Jesus Built my Hotrod" do Ministry. Exagero! Mas compreendo a empolgação do colunista ouvindo aquela loucura acelerada hardcore quase inconsequente, com o vocal bêbado e praticamente descontrolado do amigo e convidado da banda, Gibby Haynes, numa composição que curiosamente remete muito ao rock'n roll mais clássico lá do início de tudo.
O disco do qual faz parte, "Psalm 69" de 1992, já abre com a pedrada "N.W.O." com diversas inserções eletrônicas, aparecendo até um sample de uma fala do Bush-pai, compondo com as pesadíssimas guitarras e o vocal rouco rasgado, uma verdadeira avalanche sonora.
Segue com a igualmente pesadíssima "Just One Fix" com sua bateria estourando, "Hero" com sua levada bem hardcore e "TV II", um thrash metal aceleradíssimo que se interrompe para a entrada de um vocal berrado. O curioso é que, mesmo com toda essa fúria, "TV II" sempre me lembrou "Ego Sum Abbas", uma das partes de "Carmina Burana" de Carl Orff, por sua composição de interromper a melodia e entrar voz e assim continuamente; além de uma certa agressividade e "peso" que mesmo a composição clássica apresenta.
"Scarecrow" parece um longo sobrevôo de uma ave sobre uma presa com seus 8 minutos de duração conduzidos numa batida pesada e quase marcial.
A faixa título do álbum, "Psalm 69" é uma obra de arte de metal e industrial com sua mistura de elementos de música clássica, coral e metal . A introdução, como se fosse o côro do fim-do-mundo com camadas de colagens de vozes de pregações religiosas, é interrompida por uma estridente guitarra que entra de sola e introduz um vocal cavernoso entremeado por samples.
Depois disso ainda vem "Corrosion", outra tempesatade sonora, porém esta mais com ênfase na bateria, preenchida com samples, efeitos e um constante alarme nuclear ao fundo funcionando como base da música.
O álbum fecha com "Grace", uma sobreposição de efeitos e colagens que serve quase que como vinheta de encerramento de uma grande disco.
Não, não! "Jesus Built My Hotrod" não é uma música tão fantástica assim. Talvez para os padrões do que representa: metal, industrial, peso, etc. Não sei. Mas, graças ao Sr. André Barcinski, assim que Gibby Haynes começa a balbuciar no início da faixa, logo vem à minha cabeça "vai começar a melhor música de todos os tempos".
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FAIXAS:
  1. "N.W.O." - 5:31 (Jourgensen, Barker)
  2. "Just One Fix" - 5:11 (Jourgensen, Barker, Rieflin, Balch)
  3. "TV II" - 3:04 (Jourgensen, Barker, Scaccia, Rieflin, Connelly)
  4. "Hero" - 4:13 (Jourgensen, Barker, Rieflin)
  5. "Jesus Built My Hotrod" - 4:51 (Jourgensen, Barker, Balch, Rieflin, Haynes)
  6. "Scare Crow" - 8:21 (Jourgensen, Barker, Scaccia, Rieflin, Balch)
  7. "Psalm 69" - 5:29 (Jourgensen, Barker)
  8. "Corrosion" - 4:56 (Jourgensen, Barker)
  9. "Grace" - 3:05 (Jourgensen, Barker)
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Ouça:
Ministry Psalm 69


Cly Reis



segunda-feira, 9 de março de 2009

"Quem quer ser um milionário?", de Danny Boyle (2008)



Sábado fui ver o "Quem quer ser um milionário?".
O filme é bom, mesmo. Bem legal.
Consegue reunir ingredientes interessantes o suficiente para "pegar" o espectador.
Com imagens bem realistas de uma favela indiana e da pobreza em que vivem seus habitantes, o filme apresenta um retrato social cru, retratando toda a dificuldade da vida nas ruas e a violência desse universo, contrapondo no entanto com bom humor em algumas situações inusitadas e divertidas, e com o romance vivido pelo protagonista Jamal e sua amada Latika.
Além destes elementos que garantem o interesse crescente, fica no ar, intercalando com o decorrer da trama, a expectativa sobre o desfecho da participação de Jamal, já adulto, em um programa milionário de perguntas e respostas na TV, no qual ele está prestes a se tornar um milinário, e cujas cenas são apresentados de forma brilhante pelo diretor Danny Boyle (Trainspotting) ora como bastidores, ora como se estivéssemos assistindo na TV, também.
Não é o melhor filme de todos os tempos, não é sequer o melhor dos útimos tempos mas tem méritos os suficiente para ter ganho os prêmios que ganhou neste ano se comparado, por exemplo, ao seu mais forte concorrente "Benjamim Button".
Tenso, forte, dinâmico, romântico, colorido e divertido!
Vale o ingresso.

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Anotem o que eu digo:
um filme assim, com este tipo de retrato social, ganhando a categoria principal do Oscar, acaba de abrir definitivamente as portas para que um filme brasileiro ganhe em breve uma estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, que é tão aspirada por nós brasileiros nos últimos tempos, mas que às vezes dá na trave exatamente porque a academia não gostam muito dessa coisa de realidade social de países mais pobres.
Talvez caia o preconceito, afinal este ano mesmo já cairam alguns como, por exemplo, um deste filme mesmo, que falado parcialmente em outra língua, coisa que eles não aprovam muito para a categoria principal; ou mesmo o tabu de Heath Ledger que foi premiado por uma produção inspirada em quadrinhos, o que também não é muito do gosto da Academia de Artes Ciematogáraficas de Hollwood, além do fato de ser um prêmio póstumo, o que também era uma barreira até então.


Cly Reis

domingo, 8 de março de 2009

PRESENTES

Fui adoravelemente agraciado nestes últimos dias com "mimos" do meu pessoal lá do Sul, mais especificamente meu irmão Daniel e meus primos coloradíssimos, Lê e Lucas.


Do meu irmão recebi pelas mãos da nossa "véia" um CD com tributos a Joy Division/ New Order e ainda do The Smiths do projeto The Strings Quarter Tribute que costuma fazer regravações deste tipo, adaptadas para violinos, de bandas de pop e rock.

Uma jóia!
A execução em cordas das canções do Joy só demonstram o quanto, na sua simplicidade, a banda compunha obras riquíssimas; e no caso do New Order mostra tudo que, eventualmente, algum sintetizador ou programação eletrônica pudessem ter vindo a esconder.
Quanto aos Smiths todo mundo sabe e nota o primor com que Johnny Marr sempre compôs cada melodia e esta qualidade só fica mais evidenciada com este tipo de interpretação.





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Dos primos recebi um maravilhoso livro que para nós da família Reis todo um valor emocional além do aspecto clubístico relevante, por se tratar de uma publicação sobre o S.C. Internacional.
Trata-se do livro "Rolo Compressor", do jornalista gaúcho Kenny Braga, que resgata a história da máquina de jogar futebol dos anos 40, no qual figurou com destaque o craque Adãozinho, nada mais nada menos do que nosso tio.
Não só por conta do tio Adão mas a leitura é deleitosa para qualquer apreciador de futebol e sobremaneira para um colorado.

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Adorei os presentes!
Obrigado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

cotidianas #86 - Carnaval




Segue abaixo um trecho de "Serafim Ponte-Grande" de Oswald de Andrade, que considero uma figura muito bonita sobre o tema, além, é claro de brilhantemente escrita:

"Negros martelam metralhadoras.
Uma trincheira real onde se digere pinga-com-pólvora!
Famílias dinastas d'África, que perderam tudo no eito das fazendas -fausto, dignidade carnavalesca e humana, liberdade e fome
- uma noite acordando com as garras no sonho de uma bateria.
Viva a negrada! Sapeca fogo."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Frango Atirador


Oscar 2009




Gostei muito de ver que Heath Ledger, com sua brilhante atuação como Coringa em "O Cavaleiro das Trevas", levou o Oscar de coadjuvante derrubando as restrições da Academia, não apenas quanto a homenagens póstumas mas também quanto a personagens de quadrinhos.
Mais que merecida premiação.

Também gostei do fato de "O Curioso Caso de Benjamin Button" não ter ganho os principais prêmios, principalmente o de melhor filme. Ainda que reconheça o valor da direção de David Fincher, e mesmo sem ter visto ainda o grande vencedor "Quem quer ser um milionário", no qual aposto mais na qualidade, tenho certeza desde que assisti que "O Curioso Caso..." não tinha essa bola toda pra levar a grande estatueta da noite.

De resto achei a festa meio pobrinha. O Mestre de Cerimônias, Hugh "Wolverine" Jackman até brincou com a situação atual de crise mundial em um dos números musicais mas a coisa toda não me parece ter ficado só no campo da sátira. Acho que a contenção de gastos chegou a Hollywood também.

No geral, mesmo não tendo visto ainda todos os vencedores, me pareceu sem muitas grandes injustiças a premiação.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coluna dEle #6


Consegui, ainda antes do Carnaval, mais uma daquelas tão esperadas participações neste blog.
Com vocês: Ele.


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E aí foliões e folioas!
Tudo na boa?Se preparando pro Carnaval e tudo mais? É isso aí.
Não vou dar aqule monte de recomendações que as autoridades dão, tipo, não beber demais, não trepar sem camisinha e tal, porque todo mundo tá careca de saber e se vão fazer o certo ou não, tá na cabeça de cada um. Pra isso que Eu dei o livre arbítrio pra vocês.
O que Eu sei mesmo é que Eu é que não vou pagar uma fortuna pelo ingresso no Rio ou ficar sendo esmagado nas ruas de Salvador. Vou é aproveitar esses diazinhos, aí, e dar uma descansada. Afinal de contas Eu também sou filho de Deus... Quer dizer, não sou exatamente filho... Bom, vocês entenderam.
Sei que tem umas "coisinhas" pra resolver pelo mundo afora- a ronha lá em Israel, a eliminação do Vasco, crise mundial- mas vou deixar um pouco na mão do Meu pessoal de apoio pra manter tudo, no mínimo, sob controle que daí na volta a gente vê.
Pelo menos as chuvas aqui no Brasil a gente já deu uma estancada, só que agora Me pareceu aquele probleminha de neve lá pra cima. Deixei com o Pedrinho pra ele se virar com essa bonca.
Ai, ai! Eu que me acuda!

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Ainda a propósito de Carnaval, sei que ninguém tá dando a mínima pra isso mas, a rigor mesmo, assim que acabarem os festejos, na quarta-feira de cinzas, começa a Quaresma, viu aí, galera?
E aí começa a contagem regressiva pra Páscoa, que marca o momento que, depois da barbaridade que fizeram com meu o guri, Eu o chamei pra vir pra cá Comigo onde é a verdadeira casa dele, só que algumas pessoas viram quando ele acordou e tal depois da curcificação e aí a coisa se espalhou e o evento ficou famoso e tradicional.
Oficialmente, a partir de quarta-feira até o Sábado de Aleluia não se pode comer carne. Então, aí galera, vamos respeitar a tradição cristã, valeu?
Hehe!!! Bem capaz! Tô de sacanagem, só.
Vou deixar de fazer o Meu churrasquinho todo domingo por causa de tradição?
No máximo, no máximo, na Sexta-feira Santa um Salmãozinho no forno, mas até lá...

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Começou outro BBB, né?
Cara, eu não assisto até porque eu já tenho o Meu BBB e pode crer que tem muitos participantes numa casa bem grande pra Eu cuidar.
De todo modo, já não aguento esse mais esse programa de tanto que se comenta por aí. Quem beijou quem, quem fez sexo com quem, quem tá tramando contra quem... Que coisa pequena, pessoal! Eu observo tudo isso no meu BBB mas por questões profissionais.
O ruim do meu Big Brother é que às vezes alguns que Eu não quero, acabam sendo eliminados e outros que tenho vontade de mandar embora, acabam ficando.
É que Eu não gosto de jogar sujo e detonar os caras só porque não vou com a lata deles.
Vocês acham que Eu não tinha vontade de botar o Bush num paredão, por exemplo?

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E a propósito de pessoas que poderiam ir pro paredão: e o tal do Deputado Edimar, lá de Minas, hein?
Putz! Aquele castelo do cara acho que é maior do que a Minha morada celestial aqui em cima.

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Bom, conforme disse vou tirar uma folga por esses dias.
Já que é Carnaval, vou deixar tudo nas mãos do Rei Momo.

Fui!




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ELVIS

Sempre gostei de desenhar.
Qualquer coisa.
Desenho técnico, que é da minha área; desenho artístico (até pinto uns quadros de vez em quando); um rabisco qualquer num pedaço de papel que se transforma em alguma coisa; ou quadrinhos, no que me arrisco também às vezes.
Desde pequeno leio HQ's e adorava, na época, copiar a pose dos super-heróis, os movimentos dos corpos, as anatomias e tudo mais. Às vezes copiava a revista inteira só pra ver se conseguia fazer igual.
Mais tarde, por brincadeira, fazia no trabalho tirinhas de situações que aconteciam com amigos. Fatos engraçados, contados por eles mesmos, contados por outros, "lendas" que se espalhavam e mentiras deslavadas que viravam fato nas minhas "historinhas". Alguém tropeçava, caía da escada, brigava com o namorado... Pronto: virava quadrinhos e todo mundo via.
Sempre fui estimulado a fazer disso algo profissional ou rentável, mas na verdade ainda que considere que tem algum valor, nunca tive a intenção de ir tão longe. Sempre foi hobby ou brincadeira.
O mais "profissional" que cheguei foi quando participei de um site muito qualificado, tipo revista eletrônica, chamado 359 On Line, de um pessoal do jornalismo da PUC/RS.
Na época, fazia as tirinhas de um peixinho chamado Pix que até era bem apreciada, até onde sei, mas com o surgimento do "Procurando Nemo" achei que fossem me julgar um imitador, ainda que o meu Pix tenha sido criado antes dele.
Bom, hoje como criei este espaço para minha livre e total expressão em todas as formas, volto às tirinhas, desta vez com um personagem que sempre tive na cabeça mas que nunca tinha conseguido saber exatamente como funcionaria. Tinha algum esboço, uma tirinha experimental que outra, e agora, na ausência do Pix, resolvi pô-lo pra funcionar.


Com vocês a partir de hoje, o ELVIS:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher (2009)




Fui ao cinema neste último final de semana assistir ao tal "O Curioso Caso de Benjamin Button".

Legalzinho. Nada demais. Não saí arependido do cinema, mas também não saí empolgado.

O barato de contar a vida de trás pra frente faz pensar que, no fim das contas, tudo é só uma questão de ordem e que o processo basicamente é o mesmo, e que de uma forma ou de outra tudo tem seu tempo.

Brad Pitt não convence. É um ator em evidente evolução desde suas primeiras aparições, mas mesmo em um papel tão favorável para se consolidar como um grande ator, faz um "feijãozinho com arroz" bem mais ou menos. Quanto ao diretor David Fincher, este sim , mostra claros progressos enquanto cineasta e não apenas como ex-diretor de clipes da Madonna. Não eu que não tivesse gostado de filmes como "Seven", por exemplo, que acho um dos melhores filmes dos últimos 20 anos, mas ali ainda parece muito agarrado a uma fórmula MTV de filmar.

Resumindo: não vale as 13 indicações que recebeu ao Oscar.

Bonzinho. Só isso.


Cly Reis

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Massive Attack "Blue Lines" (1991)



"O que nós estávamos tentando fazer era criar dance music para a cabeça, e não para os pés."
Daddy G


Há alguns anos atrás quando ouvi o "Mezzanine" do Massive Attack fiquei muito impressionado. A sensual "Angel", a doce "Teardrop", o climão de "Inertia Creeps" fazem deste um álbum de primeira linha no gênero que foi batizado como Trip-Hop, do qual o Massive á um dos precursores. Anos depois acabei, por boas referências, ouvindo o primeiro álbum, "Blue Lines" de 1991, que para minha surpresa é ainda melhor.
"Blue Lines" tem uma linha mais soul, mais swingada, com influências mais evidentes de jazz e raggae. O baixo matador e agressivo de "Safe from Harm", com o vocal feminino poderosos da convidada Shara Nelson, já dá o cartão de visitas do que vai ser o álbum. A mesma cantora também empresta sua bela voz para "Unfinished Sympathy", "Lately" e "Daydreaming", sendo que esta última conta com a participação de Tricky, que por sua vez ainda aparece em "Five Man Army" e Blue Lines".
"One Love" com vocal de outro convidado, Horace Andy, é outro destaque e "Lately", propositalmente primária com sua programação de base repetitiva é adorável e graciosa. "Hymn of the Big Wheel", com participação de Neneh Cherry, fecha o disco em mais um exemplar grandioso desta fusão de elementos que a banda consegue criar.
Acordei com "Hymn..." na cabeça hoje e "Blue Lines" do Massive Attack está sendo minha trilha sonora do carro.
Ótima trilha!

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FAIXAS:
  1. Safe from Harm
  2. One Love
  3. Blue Lines
  4. Be Thankful for What You’ve Got
  5. Five Man Army
  6. Unfinished Sympathy
  7. Daydreaming
  8. Lately
  9. Hymn of the Big Wheel
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MASSIVE ATTACK:
Robert "3D" Del Naja : vocais - teclados
Grantley "Daddy G" Marshall :  vocais
Andrew "Mushroom" Vowles :  teclados
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Ouça:
Massive Attack Blue Lines



Cly Reis

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"A Marca da Maldade", de Orson Welles (1958)





"A Marca da Maldade"
("Touch of Evil") de Orson Welles, para mim, o melhor filme do diretor, contrariando a opinião geral que exalta "Cidadão Kane", tem um Welles mais maduro atrás das câmeras e por consequência tem um produto final mais bem acabado. 
O filme traz a investigação de um policial intruso num meio completamente viciado em corrupções e esquemas na fronteira dos Estados Unidos com o México. 
Um jogo genial de luz e sombras, de movimentos, de tomadas e planos, de fotografia, além de uma atuação impecável de Welles como o asqueroso policial corrupto Quinlan tornam esse clássico algo único. Isso sem falar no famoso plano-sequência inicial, um dos mais famosos e emblemáticos desta técnica na história do cinema. A cena toda, por si só, já é uma verdadeira bomba-relógio: a ação começa com uma bomba sendo acionada e colocada debaixo de um carro que parte e ao qual passamos a acompanhar enquanto ao seu redor desenrolam-se situações corriqueiras como a de um casal conversando, que no caso é o do detetive Vargas (Charlton Heston) e sua esposa (Janeth Leigh), prestes a cruzarem a fronteira do México para os Estados Unidos. Numa coreografia mágica de elementos em cena e um magistral jogo de luz e sombras, embalados pela precisa trilha sonora de Henry Mancini, depois de estabelecida a tensão pela existência de uma bomba e a expectativa pelo momento de sua explosão, pelo entra e sai do carro no enquadramento, a cena só é interrompida pela explosão que desencadeia então toda a ação do filme. Obra prima do genial Orson Welles.
Com certeza "Touch of Evil" faz parte da minha lista dos 10 mais do cinema.

O honesto detetive Vargas (Charlton Heston) só de olho no corrupto Quinlan (Welles)


 



Cly Reis

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Kraftwerk confirmado





Confirmado!!!
Os "robôs" estão de volta.
Agora já está até no site do festival. O tal do JUST A FEST vai ter Los Hermanos (aaarrgghhh!!!), um tal de Vanguard que eu nem sei do que se trata e a "atração principal", o Radiohead. Mas cá entre nós, a atração principal fica por conta dos 'homens-máquina" do Kraftwerk, tanto é que nem o próprio site do festival consegue esconder colocando na página de divulgação do evento e venda de ingressos, logo a seguir da chamada do Radiohead a informação: "CONFIRMADA PARTICIPAÇÃO DO KRAFTWERK".
É pelo que todos estão esperando na verdade.


Dêem uma olhada aí no site do festival

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Primal Scream "XTRMNTR" (2000)


Acordei com uma música na cabeça hoje, o que é bem comum, e, como de costume peguei o disco correspondente para ouvir no carro. A música era "Kill all Hippies" que abre o álbum "XTRMNTR" do Primal Scream.
Estava pensando essses dias em me livrar deste CD já que quase não o ouço apesar de adorar "Kill all Hipies" particularmente. Mas hoje ouvindo com total atenção e colocando-o sob o crivo final de "fica ou sai da minha discoteca", cheguei à conclusão que ele não é mau disco. Não é tudo isso, mas ruim não é, não. É bem interessante, até. O problema dele é o parâmetro, e o parâmetro chama-se "Screamadelica" que é o álbum da banda de 1991, que é simplesmente fora do comum e é com certeza um dos melhores dos anos 90 e referência do pop-rock britânico.
O "XTRMNTR" tem seus méritos. Além da já citada, excepcional, "Kill...", tem a violenta "Accelerator" que lembra muito a sonoridade dos Stooges, a boa "Swastika Eyes" e a doce "Keep your Dreams" que é Primal Scream na essência.
Tem uns experimentalismos eletrônicos meio fora de lugar e que meio que se excedem um pouco no conjunto, mas não é um disco ruim não.
Decisão final: (ainda que fosse só por causa de "Kill all Hippies") Vou mantê-lo. Vou mantê-lo na discoteca, sim.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Os Causo de Dois Morro - "A Mulher-Butiá"




Tô vendo muita dessa falação de mulé fruta hoje em dia. É Mulé-Melancia pra cá, Mulé-Jaca pra lá, Mulé-Isso, Mulé-Aquilo. Hmmfff!!! Faço poco causo! Nenhuma si compara com a Mulé-Butiá que tinha lá em Dois Morro. Aquilo sim qui era muié!
Butiá, pros que não aconhece, é uma frutinha titiquinha assim, redondinha, amarelinha, doce e meiazedinha que nóis, prncipalmentemente quando é piá, gosta de coiê da árvre nos mato.
O causo é que tinha uma alemôa lá em Dois Morro qui os cabêlo era da cor de butiá. Além disso era pequenucha, dessas bem socadinha meio atarracada, sabe, e de uma boniteza de doê os óio.
Daí qui a indiada qui ficava lambendo os beiço pela Ivonette -esse era o nome da chinoca- botô o apelido de Mulhé-Butiá, até purque, como ela não dava muita confiança pros peão, uns dizio qui ela era uma loira azeda, o que só ajudou mais ainda pra colaborá no nome.
Eu falando assim vocêis num deve imaginá, mas era uma belezura de animar aquela fêmea: aqueles cabelo amarelo qui escorria os ombro qui nem a cascata do Caracol, uns óio azul qui nem qui o céu em dia de domingo, umas côxa grossa qui parecia umas tóra de figuera, umas têta mais bem boa qui nem qui as vaca da fazenda do Coronel Roncoso e umas anca qui parecia uma égua procriadêra.
Sei qui a Ivonette ficou meia qui mal-falada depois de alguns tempo purque se arresolveu saí de Dois Morro e í pros Rio de Janêro e se arrebolá com umas música muito batucada e com uns palavrório cheio de safadêza. Aí qui quando ela vortô, os pessoar dizio qui na verdade ela era mesmo Mulhé-Butiá não porcausa do cabelo amarelo, mas de verdade purque era boa de se comê no mato.
Que mardade com a Ivonette!



postado por Chico Lorotta

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Kraftwerk volta ao Brasil



Ao que parece, surpreendentemente, o grande Kraftwerk volta ao Brasil em março, e incrivelmente, ABRINDO para o Radiohead.
É, parace piada que um mito como o Kraftwerk não seja a atração principal em um evento junto com uma banda que não é lá tudo isso, como é o caso do pessoalzinho do seu Yorke.

Mas tudo bem! O importante é que venha!
Não está 100% confirmado. O site do tal do festival Just a Fest diz que as atrações convidadas ainda estão por confirmar, mas várias outras fontes como jornais e sites já listam os alemães como uma das atrações do festival.
O evento deve acontecer apenas aqui no Rio, no dia 20 de março, e em São Paulo no dia 22.
Vou esperar ainda a batida de martelo quanto ao Kraftwerk mas, em se confirmando, vou tratar de garantir o meu ingresso.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Melhores Pop e Rock de 2008

As principais revistas, jornais e sites do meio musical pelo mundo afora divulgaram neste final de ano os melhores álbuns e bandas eleitos por seus leitores e visitantes.
O que chma a atenção, principalmente, é a confirmação dos chamados "indies" como destaques. Estes, os alternativos que já vinham crescendo e aparecendo bem nos últimos anos tomam conta agora e em posições de destaque inclusive em publicações bem tradicionais.
Destaco aqui duas bandas sobre as quais escrevi durante o ano passado e que foram indicadas em várias destas mídias. Uma delas, já bem conhecida mas que lançou um álbum até certo ponto surpreendente, foi o Portishead com seu "Third". O disco da banda beliscou a 2a. posição nos jornais New York Times e The New Yorker além do site Pitchfork, a 3a. na revista Spin,a 4a.no Guardian Unlimited, a 7a. na publicação francesa Les Inrockuptibles e a 9a. no jornal The Observer, além de ter sido o 3o. álbum mais ouvido na Last FM e ter garantido o primeiríssimo posto na Uncut.
Outro dos comentados aqui no SPIN 1/2 foi a boa revelação MGMT com o ótimo "Oracular Spectacular" que me fez sair de casa pra ver uma "aposta" no Tim Festival (e valeu a pena). "Oracular Spectacular" pegou um 5o. lugar no Guardian, 6o. no The Observer, um décimo lugar na Spin, foi o medalha de prata entre os mais ouvidos na Last FM e pegou ouro no NME (New Musical Express) e na Les Inrockuptibles.
Outra banda também citado aqui, o The Ting Tings, aparece na lista da Last FM na quinta posição e o também apreciado por est blogueiro, o soturno Nick Cave aparece bem também em várias listas, como na Uncut, no Sunday Times, na Billboard e na Q Magazine. Dos que já são mais mainstream, o Metallica com "Death Magnetic" pinta em várias paradas e o REM pega uma 9a. posição no Sunday Times. Curiosidade é o aparecimento dos veterano Neil Young na Metacritic.com com seu "Sugar Mountain Live", e de Bob Dylan na Rolling Stone, com "Tell Tale Signs".
No geral, quem mais aparece em quase todas as listas é o popular Coldplay que, do que eu ouvi do tal álbum "Viva La Vida", não me impressionou muito, o Fleet Foxes, que devo admitir não conhecer, e o TV on Radio que eu acho que já ouvi mas que, se não me chamou atenção, não deve ser lá essas coisas, mas prometo dar uma chance a eles.


Confiram abaixo as principais listas internacionais:


Billboard
1.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
2.Santogold "Santogold"
3.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
4.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
5.Elbow "The Seldon Seen Kid"
6.Coldplay "Viva La Vida"
7.Nick Cave "Dig!!! Lazarus, Dig!!!"
8.Metallica "Death Magnetic"
9.Adele "19"
10.Lil Wayne "The Carter III"


NME (New Musical Express)
1.MGMT "Oracular Spectacular"
2.TV on Radio "Dear Science"
3.Glasvegas "Glasvegas"
4.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
5.Foals "Antidotes"
6.Metronomy "Nights Out"
7.Santogold "Santogold"
8.Mystery Jets "21"
9.Kings of Leon "Only by the Night"
10.Frendly Fires "Friendly Fires"


Rolling Stone
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Bob Dylan "Tell Tale Signs"
3.Lil Wayne "The Carter III"
4.My Morning Jacket "Evil Urges"
5.John Mellencamp "Life, Death, Love and Freedom"
6.Santogold "Santogold"
7.Coldplay "Viva La Vida"
8.Beck "Modern Guilt"
9.Metallica "Death Magnetic"
10.Vampire Weekend "Vampire Weekend"


Les Inrockuptibles
1.MGMT "Oracular spectacular"
2.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
3.Vampire Weekend 'Vampire Weekend"
4.Santogold "Santogold"
5.The Last Shadow Puppets "The Age of Understatement"
6.Kanye West "808's and Heartbreaks"
7.Portishead "Third"
8.TV on Radio "Dear Science"
9.Sébastien Tellier "Sexuality"
10.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"


The New York Times
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Portishead "Third"
3.Toumani Diabate "The Mande Variations"
4.Erykah Badu "New Amerykah part one"
5.Department of Eagles "In Ear Park"
6.Jamey Johnson "That Lonesome Song"
7.Wolf Parade "At Mount Zoomer"
8.Deerhunter "Microcastle"
9.Laura Marling "Alas, I Cannot Swim"
10.Santogold "Santogold"


The New Yorker
1.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
2.Portishead "Third"
3.The VEry Best "Esau Mwamwaya & Radioclit Are the Best"
4.Dungen "4"
5.Taylor Swift "Fearless"
6.Lil Wayne "The Carter III"
7.Ashton Shepard "Sounds so Good"
8.Benga "Diary of an Afro Warrior"
9.Flyng Lotus "LA EP 1x3"
10.Cat Power "Jukebox"


The Observer
1.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
2.Amadou and Mariam "Welcome to Mali"
3.Elbow "The Seldon Seen Kid"
4.Glasvegas "Glasvegas"
5.Kings of Leon "Only by the Night"
6.MGMT "Oracular Spectacular"
7.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
8.Kanye West "808's and Heartbreaks"
9.Portishead "Third"
10.TV on Radio "Dear Science"


Spin
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Lil Wayne "The Carter III"
3.Portishead "Third"
4.Fucked Up "The Chemistry of Common Life"
5.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
6.Santogold "Santogold"
7.Deerhunter "Microcastle"
8.Hot Chip "Made in the Dark"
9.Coldpaly "Viva la Vida"
10.MGMT "Oracular Spectacular"


Uncut
1.Portishead "Third"
2.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
3.TV on Radio "Dear Science"
4.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
5.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
6.Elbow "The Seldon Seen Kid"
7.Neon Neon "Stainless Style"
8.Nick Cave "Dig!!! Lazarus, Dig!!!"
9.Kings of Leon "Only by the Night"
10.Paul Weller "22 Dreams"


Guardian Unlimited
1.TV on Radio "Dear Science"
2.Bon Iver "For Emma, Forever Ago"
3.Elbow "The Seldon Seen Kid"
4.Portishead "Third"
5.MGMT "Oracular Spectacular"
6.Fleet Foxes "Fleet Foxes"
7.Vampire Weekend "Vampire Weekend"
8.Glasvegas "Glasvegas"
9.Erykah Badu "New Amerikah part one"
10.Lil Wayne "The Carter III"


OUÇA AÍ OS 5 PRIMEIROS DA LAST FM:

Last FM
1.Coldplay "Viva La Vida"
http://www.lastfm.com.br/music/Coldplay/Viva+La+Vida+Or+Death+And+All+His+Friends

2.MGMT "Oracular Spectacular"
http://www.lastfm.com.br/music/MGMT/Oracular+Spectacular

3.Portishead "Third"
http://www.lastfm.com.br/music/portishead/third

4.Nine Inch Nails "Ghosts I-IV"
http://www.lastfm.com.br/music/Nine+Inch+Nails/Ghosts+I-IV

5.The Ting Tings "We Started Nothing"
http://www.lastfm.com.br/music/The+Ting+Tings/We+Started+Nothing

6.The Kooks "Konk"
7.Death Cab for Cutie 'Narrow Stars"
8.Hot Chip "Made in the Dark"
9.Jack Johnson "Sleep Though the Static"
10.Sigur Ros "Meõ Seõ í Eyrum Viõ Spilum Endalust"