segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
sábado, 27 de dezembro de 2025
Capas de K7 VIII - "Prong"
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
“Rebordosa”, de Erick Leal - Museu de Arte Moderna de Santa Maria (MASM) - Santa Maria/RS.
Além de passear um pouco e transitar a pé por Santa Maria nos dias em que estive na cidade por conta do festival Santa Maria Cinema e Vídeo, no final de outubro, num começo de tarde dei uma escapada para conhecer o Museu de Arte Moderna de Santa Maria, o MASM. Um bonito espaço, mas um tanto sucateado. Do que estava exposto, interessante a do artista visual rosariense Erick Leal, “Rebordosa”.
Com uma estética instigante, que absorve a luz avermelhada e a textura do neon, “Rebordosa”, com curadoria de Leonardo Penna, põe sob crítica a cultura gaúcha, cuja narrativa de “pertencimento” e “tradição” é, na verdade, uma falácia repleta de “excessos, sombras, resíduos”. Habitando o que Leal chama de “tapera neon”, este espaço entre tradição e desejo se localizada em torno dessa história. O queer, o marginal, o kitsch, o punk se entrelaçam, a exemplo da estética relacional de Joseph Beuys, a bombacha, a espora, as comidas, o homem (?) campeiro.
Em época de revisão dos valores tradicionais (quanto mais um inexplicável “orgulho” como termo definidor de um povo, como é para o gaúcho), mesmo que uma visita rápida, esta mostra provocativa e debochada do MASM foi suficiente para sair de lá refletindo. Assim que deve ser.
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| Série "Entreveiro". Sexualidade e macheza |
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| Lambe-lambe de 2025 |
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| Parede com as gravuras da série Entreveiro" |
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| Erick se vale da técnica do lambe-lambe, tradicional da cultura urbaba |
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| Símbolos gauchescos revisitados e questionados |
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| Mais gravuras de Erick |
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| Instalação "Laço Frouxo". Estética relacional muito bem empregada |
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| Outra instalação bastante instigante e crítica |
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| "Bate", objeto arte de 2025, pra fechar a exposição |
Daniel Rodrigues
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Capas de K7 VII - "Elastica"
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
Zumbi - Senhor das Guerras, Senhor das Demandas
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| Zumbi - Senhor das Guerras, Senhor das Demandas - REIS, Cly arte estilo HQ inspirada na canção "África Brasil (Zumbi)", de Jorge Ben |
Ouça: África Brasil (Zumbi) - Jorge Ben
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
sábado, 8 de novembro de 2025
Jardim Esculturas - Museu de Arte Brasileira - Fundação Armando Alvares Penteado (MAB FAAP) - São Paulo/SP
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| Fachada do histórico prédio projetado pelo francês Augueste Perret para a FAAP |
Com projeto arquitetônico do francês Auguste Perret, um dos mais importantes arquitetos da primeira metade do século 20, o belo edifício-sede da FAAP, de 1947, é conhecido por abrigar um painel de vitrais assinado por artistas como Lasar Segall, Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake.
Porém, além destes atributos, que normalmente já seriam suficientes para justificar uma visita a FAAP, há também atração a céu aberto no próprio jardim. Ali, tanto na área frontal quanto na interna, é possível encontrar esculturas de grande porte permanentes de ótimos artistas brasileiros, como Bruno Giorgi, Sérgio Camargo e Amílcar de Castro. Aliás, não só de brasileiros, mas também o austríaco Franz Weissman ("Estrutura Vazada", de 1978).
Há obras ainda, entre outros artistas, de Arcangelo Ianelli, com a linda "Forma Rompida" (1999), Maria Guilhermina e do gaúcho Cleber Machado, com duas: "Avesso II" (aço inox, aço carbono e titânio, de 2007) e "Pré-Octopus VIII" (ferro e cristal temperado em poliéster, 1981).
Ou seja: mesmo que não se vá a alguma exposição específica, é muito legal dar uma passeada pelo menos no pátio do campus da FAAP. Já vale por uma vista.
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| Já na entrada, um Amílcar de Castro, sempre exuberante |
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| Do austríaco Franz Weissman, "Estrutura Vazada", de 1978 |
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| Do paulista Caciporé Torres, obra em aço inox de 1976 |
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| O gaúcho Cléber Machado com uma de suas esculturas, "Avesso II" |
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| Uma das maravilhas de Bruno Giorgi, feita em mármore, dos destaques do jardim |
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| Outra preciosidade de Giorgi: "Esfinge, c", em bronze patinado, de 1953 |
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| Detalhe de "Forma Rompida", de Arcangeli Ianelli (mármore Espírito Santo, 1999) |
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| Próxima a de Ianelli, outra escultura em mármore, esta de Sérgio Camargo: "Chiaro" (1973) |
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| O expressivo "Monumento à Gravura", de Maria Guilermina (pedra esteatita, 1979) |
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| Na parte lateral do prédio, ainda há outro Weissman: "Estrutura em Diagonal", de 1978 |
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| E outro Machado, o já mencionado "Pré-Octopus VIII" |
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| E a "Praça do Sol", assinada por três alunos de Arquitetura e Urbanismo da FAAP: Andréa dos Reis, Lígia Martins e Sílvia de Freitas (2002) |
terça-feira, 28 de outubro de 2025
Exposição "Cinco Ensaios sobre o Masp - Renoir", de Pierre-Auguste Renoir - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) - São Paulo/SP
Já passou um bom tempo, visto que foi lá em junho, mas não poderia deixar de fazer minimamente um registro desta pequena, mas enorme em beleza, exposição que Leocádia e eu presenciamos (mais uma) no Masp, em São Paulo: a do pintor francês Pierre-Auguste Renoir (1841-1919). Pai de um dos cineastas que mais admiro, Jean Renoir (responsável por obras indissociáveis à história do cinema, como “A Regra do Jogo” e “Boudu Salvo das Águas”), este referencial pintor deu os passos iniciais da geração impressionista de Monet, Cézanne e Manet. Porém, dono de uma técnica de impressão de luz adorável, com pinceladas soltas, tonalidades vibrantes e um olhar sensível para cenas do cotidiano, retratos e paisagens, Renoir é desses colossos da história da arte.
O que vimos no Masp foi, no entanto, uma mostra de sua maestria em 12 pinturas, que ficaram expostas no novo prédio do museu, o edifício Pietro Maria Bardi, ao lado do famoso edifício do mesmo museu, na Av. Paulista, até final de agosto dentro do ciclo Cinco Ensaios sobre o Masp. A seleção, embora diminuta, oferece um panorama abrangente da trajetória do artista. Dentre elas, estão as pinturas de alguns dos seus filhos, Claude e Jean, usando técnica de tinta a óleo opaca.
Conhecido por seus retratos femininos, os da condessa de Pourtalès, óleo sobre tela de 1877, bem como o de Marthe Bérard, de dois anos adiante, são exemplares em técnica. Lindo também o retrato "Menina com as espigas", em que a vivacidade dos olhos contrasta com a pincelada difusa do entorno do rosto.
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| "Retrato da condessa de Pourtalès", uma das 12 belas obras de Renoir expostas no MASP |
Porém, é impossível não vidrar naquele que é talvez o seu quadro mais conhecido: "Rosa e azul – As meninas Cahen d’Anvers" (1881), que retrata as pequenas Elisabeth e Alice, tão maravilhosamente pintado, que dá a impressão de que elas estão vivas. Ele não se opunha ao movimento dos seus modelos durante o ato da pintura, o que dava um caráter naturalista e bastante moderno à sua arte.
Há também os belos nus “Lise à beira do Sena” (1870) e “Banhista enxugando o braço direito” (1912). Contudo, não era só com o pincel trabalhava Renoir: também tem a imponente escultura em bronze “Vênus Vitoriosa”, de sua última fase, e que muito lembra suas rechonchudas banhistas.
Para finalizar esse breve, mas empolgante passeio pela obra de Renoir, um realista retrato, “O pintor Le Coeur caçando na floresta de Fontainebleau” (1866), em que o destaque maior fica não para o retratado, mas para a cena na natureza e a forma como o artista mistura as cores. Privilégio ver Renoir, assim, presencialmente, mesmo que numa pequena amostragem de sua grande obra.
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| O filho Claude retratado pela palheta do pai |
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| Outro filho pequeno, o posteriormente ilustre Jean, em "Quatro Cabeças" (1903-04) |
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| Esmero dos retratos femininos (Marthe Bérard) |
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| O impressionante realismo de "Menina com as espigas" |
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| Por falar em impressionante, o que dizer de "Rosa e Azul", um dos quadros mais famosos do mundo? |
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| Os nus, que remete à Mitologia Grega |
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| A banhista de Renoir |
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| Já no fim da vida, o artista aventurou-se com excelência na escultura |
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| Retrato sob uma perspectiva diferente e inovadora para a época |


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