Curta no Facebook

Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Música da Cabeça - Programa #479


Ô, santinha, bem que podia dar uma ajudinha e matar essa eleição no primeiro turno, né? A base de reza, o MDC desta semana também tem, claro, música. The Modern Lovers, Guinga, Parliament, Richard Strauss, Luis Fernando Verissimo e Madonna lançam seus cantos de fé. Botando fé na urna, o programa vai ao ar hoje, 21h, na consagrada Rádio Elétrica. Produção, apresentação e "faz o L": Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Música da Cabeça - Programa #478

 

Vamos ser bem sinceros com vocês: no MDC de hoje não vai rolar John Coltrane. Mas nem precisa, pois já serve a homenagem que a gente faz pelos 100 anos de seu nascimento. E sob a sua egrégora, teremos, isso sim, Jackson do Pandeiro, Filó Machado, The Smashing Pumpkins, Secos & Molhados e George Benson. No Cabeção, Arrigo Barnabé. Emitindo os sons de Deus, o programa vai ao ar às 21h na jazzística Rádio Elétrica. Produção, apresentação e um amor supremo: Daniel Rodrigues 


www.radioeletrica.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Música da Cabeça - Programa #477

 

Se você se sentiu num ringue nos últimos dias, não estranhe, pois não foi só você. Com esse clima no STF, afinal, não tem como ser diferente. Pedindo vistas, o MDC de hoje reprisa sua edição nº 107, de maio de 2019, quando já falávamos do Supremo por aqui. Naquela feita, rolou  The Cure, Can, Noel Rosa, Terry Riley, Seu Jorge, Simon & Garfunkel e mais. Sem ligação com Vorcaro, entramos no ar 21h na insuspeita Rádio Elétrica. Produção, apresentação sem medo da PF: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Popol Vuh - “Letzte Tage - Letzte Nächte” (1976)

 

"Uma visão do Popol Vuh.
Uma visão das coisas claras veio do lado mar,
A descrição das nossas sombras.
Uma visão da vida clara, como é chamada."
Trecho do "Popol Vuh", o livro sagrado dos Maias (século XVI)

O movimento krautrock alemão foi marcado pela diversidade e pelo avanço tecnológico. Embora todos os grupos e artistas se aproximem de um mesmo motivador inicial, o cenário da Alemanha pós-guerra e os efeitos da reindustrialização do país, as diferenças entre as bandas e artistas se tornariam marcantes à medida que os trabalhos desses músicos iam se desenvolvendo. E a tecnologia, princípio fundamental a toda geração da nova música alemã de meados dos anos 60, desdobrou-se de formas distintas na musicalidade de cada um. Kraftwerk, Klaus Schulze e Neu!, por exemplo, optaram pelo uso sistemático dos sintetizadores e sequenciadores, tornando-se seguidores naturais da linha de Darmstadt de Stockhausen e Boulez. Can, Gong e Faust, no entanto, foram aos poucos assumindo sonoridades mais psicodélicas e progressivas, dando aos sons das máquinas um papel complementar aos arranjos.

No caso da Popol Vuh, banda de Munique idealizada pelo viajandão Florian Fricke, estudante de piano de cauda e composição na Universidade de Freiburg – e crítico de cinema em tempo parcial, além de amigo do cineasta Werner Herzog – essa dicotomia entre eletrônico e analógico se dá noutra dimensão: no convívio quase dual entre o clássico e o moderno. Isso porque, depois do primeiro disco, “Affenstunde”, de 1970, a Popol Vuh tornou-se deliberadamente anacrônica, abandonando paulatinamente moogs, sintetizadores e afins. O negócio era manejar instrumentos acústicos como tanpura, oboé, cítara e percussões africanas das mais diversas. De sonoridades que vão do folk ao hindu, marcando álbuns como “In Den Gärten Pharaos” (1971), “Hosiana Mantra” (1972) e “Das Hohelied Salomos” (1975), eles chegam, em 1976, a seu melhor resultado:  o enigmático e deslumbrante “Letzte Tage - Letzte Nächte”, que completa 50 anos de lançamento em 2026.

Entre os muitos músicos alemães que, na década de 1970, olharam para a Índia e o Extremo Oriente na busca de absorverem a espiritualidade oriental, Fricke é o maior exemplo. Seu trabalho é uma exploração constante do mesmo tema: como expressar a espiritualidade mais pessoal, profunda e austera por meio da música clássica ocidental, da música sacra e do rock profano. O nome da banda diz tudo: uma homenagem direta ao livro sagrado dos Maias, redigido na Mesoamérica no século XVI. Por isso, a Popol Vuh pode estar na Baviera do século XVIII, na Amazônia do Século XVI, na Índia védica de 1500 a.C., na Jerusalém do período bíblico ou num futuro distópico imaginado. Mas nunca no tempo presente. “Letzte...”, certamente o disco mais rock da banda, é permeado por todas essas referências.

Fricke e Daniel Fichelscher (responsáveis pela maioria dos instrumentos das gravações), travam um duelo musical, que expõe com inédita clareza a natureza dialética da Popol Vuh, a qual se equilibra entre sagrado e profano, classicismo e modernidade, teutonismo e psicodelia. “A dialética entre os dois é um espetáculo por si só: a guitarra é o demônio que salta em cada passagem, enquanto o piano é o anjo que tenta manter o calor e a tranquilidade. A guitarra é puro caos hedonista, enquanto o piano é ordens ascéticas e clássicas”, descreve o historiador cultural ítalo-americano Piero Scaruffi. Por falar em guitarras, as de “Der Grosse Krieger”, faixa de abertura, não só chamam para si o protagonismo como em muito lembram a sonoridade da The Cure e, especialmente, o estilo de tocar de Robert Smith. 

Essa parecença não é infundada, visto que, dark, o som da Popol Vuh é quase gothic-punk, o que se nota também em instrumentais como “Oh Wie Nah Ist Der Weg Hinab”. Música-irmã desta, “Oh Wie Weit Ist Der Weg Hinauf" vem em seguida como numa resposta. Ritualística, traz nas vozes das cantoras Djong Yun e Renate Knaup vocalises, que fazem lembrar o mantra hinduísta ao deus Krishna (“Haram Dei Raram Dei Haram Dei Ra”), mas sem deixar de dialogar com o rock progressivo.

Depois da folk “In Deine Hände”, “Kirye” comprova aquilo que Scaruffi salienta, que é a contribuição lírico-sacra de Fricke. A despeito da carga de rock prog engendrado por Fichelscher, não é na guitarra, mas no piano que esta canção é forjada. Melódica e suplicante, a se ver pelo significado da palavra originária do grego antigo ("Senhor, tende piedade de nós"), “Kyrie” também vai ganhando intensidade no entoar das vozes femininas e da guitarra. Na sequência, “Haram Dei Raram Dei Haram Dei Ra” repete a melodia de “Oh Wie Weit Ist Der Weg Hinauf", só que agora trazendo como título as palavras de chamamento à energia divina Bhakti Yoga presente na letra. 

Talvez as duas mais bonitas faixas do álbum são também as que o encerram em um clima elevado. A primeira é “Dort Ist Der Weg”, um rock experimental que antevê a sonoridade de bandas do pós-punk europeu como a já mencionada The Cure. Um rock com influências das culturas indianas, germânicas, britânicas, célticas e romani, algo que também se poderia já chamar de world music (e que se exacerbaria no som da Popol Vuh em “City Raga”, de 1995). 

Já a faixa-título é ainda melhor. Ela antecipa a sonoridade de outros ilustres britânicos da cena alternativa: a Cocteau Twins. E não a Twins tristonha da primeira fase, mas a sua versão dream pop, como uma música feita para (e por) os anjos. Afora a guitarra etérea, que em muito lembra a de Robin Guthrie, as vozes de Djong e Renate cantando juntas aumentam ainda mais a semelhança com os escoceses, que usavam o vocal de Liz Frazer em overdub, produzindo um efeito de vozes paralelas e complementares muito parecido. Além disso, a própria melodia climática faz remeter aquilo que a Cocteau Twins faria anos mais tarde em discos célebres como “Heaven or Las Vegas”. 

Fricke continuaria comandando a Popol Vuh por mais vários anos até sua morte, em 2001, produzindo invariavelmente bons discos, entre eles trilhas sonoras para filmes do amigo Werner Herzog, como as de “Aguirre: A Cólera dos Deuses”, “Coração de Cristal”, “Fitzcarraldo” e “Cobra Verde”. Mas embora a abismal musicalidade da Fricke e seus ascetas, eles nunca fizeram um trabalho tão emblemático como “Letzte...”, onde conseguiram dar outras (e inéditas) cores à tecnológica krautrock e provar que, independente das maquinarias, sejam as do presente ou as do passado, a centralidade na alma continua sendo o que move a arte.

〠〠〠〠〠〠〠〠〠〠

FAIXAS:
1. "Der Große Krieger" - 3:15 (Daniel Fichelscher)
2. "Oh Wie Nah Ist Der Weg Hinab" - 4:36
3. "Oh Wie Weit Ist Der Weg Hinauf" - 4:30
4. "In Deine Hände" - 3:00
5. "Kyrie" - 4:38
6. "Haram Dei Raram Dei Haram Dei Ra" - 1:30
7. "Dort Ist Der Weg" - 4:30 (Fichelscher/Fricke)
8. "Letzte Tage - Letzte Nächte" - 4:20 (Fichelscher/Fricke)
Todas as composições de autoria de Florian Fricke, exceto indicadas

************
OUÇA:
“Letzte Tage - Letzte Nächte” 

〠〠〠〠〠〠〠〠〠〠

Daniel Rodrigues


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Música da Cabeça - Programa #476

 

Já que tá todo mundo entrando nessa de trend de anos 80, pensamos: por que não entrar também? Afinal, o MDC nunca deixou de rodar a música da "década perdida", que em termos de música não tem nada de perdida. Hoje mesmo, só pra ter ideia, vai ter Michael Jackson, Legião Urbana, Bauhaus, Nei Lisboa e Sonic Youth. Mas tem também a galera nova (Thundercat), dos 90 (Black Grape, Aimée Mann) e os eternos (Gilberto Gil, Elton John, Milton Nascimento). Caracterizando-se em todas as épocas, o programa vai ao ar às 21h na oitentista Rádio Elétrica. Produção, apresentação e visual espalhafatoso: Daniel Rodrigues



www.radioeletrica.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

The Seeds - “The Seeds” (1966)


"Sky Saxton era um guerreiro espiritual que me dizia que os músicos eram os profetas vivos do mundo."
Billy Corgan


Os deuses do rock talvez não sejam tão generosos com as garage bands. Enquanto as grandes bandas do mainstream faziam sucesso, vendiam milhões de discos e conquistavam todas as menininhas, as bandas de garagem, muitas vezes tão inventivas e revolucionárias quanto, ficavam à margem como patinhos feios. Uma dessas joias subvalorizadas é a The Seeds. Surgida na efervescente Los Angeles dos anos 60, a banda liderada pelo intrépido Sky Saxton tinha suas raízes no melhor do blues de Chicago e fazia, tal outras garage bands da época, como The Sonics, The Chocolate Watch Band, Monks, The Electric Prunes e The Troggs, um som altamente psicodélico e arrojado, união da onda hippie e do punk, que começava a se formar.

Com a devida má produção do próprio Saxton (afinal, garage band que se preze tem som cru em estúdio e no palco), “The Seeds”, primeiro e homônimo disco da banda, completa 60 anos com o mesmo vigor adolescente e rebelde de quando foi gravado. Se a trajetória da banda começa com a suave “Can't Seem To Make You Mine”, faixa de abertura do disco, na sequência engatam quatro pedradas: “No Escape”, “Lose Your Mind”, "Evil Hoodoo" e “Girl I Want You”. Cartão de visitas devidamente apresentado.

A sonoridade da Seeds era formada, primeiramente, pela presença e pelo vocal marcante de Saxton, cujo timbre é algo entre o anasalado de Van Morrison jovem e rasgado de Mick Jagger. Como os recursos de efeitos de guitarra eram parcos, criavam jeitos para que sua música soasse mais ruidosa. Sem o saxofone áspero da Sonics ou condições de estúdio um pouco melhores, Saxton e cia. distorciam a saída do alto-falante, metiam um moog a la The Doors ou, simplesmente... tocavam mais alto! Mas o principal, a qualidade do que compunham, era prioridade. Em cima dos acordes clássicos inspirados em Little Richards e nos gêneros negros da música pop, esmeravam-se em inventar riffs, texturas, ritmos, atmosferas. Tudo que provocasse sujeira e psicodelia. Se havia menos recurso, sobrava criatividade. 

A embalada “Pushin' Too Hard”, das melhores deles, é o melhor exemplo. Música que podia tranquilamente fazer parte do repertório da The Stranglers (até por causa do moog frenético), é a de maior sucesso do grupo e tão emblemática quanto outros hinos da garage band, como "Louie Louie", “Witch” e “Wild Thing”. A letra, reflexo das aspirações daquela geração, diz: “Bem, tudo que eu quero é apenas ser livre/ Viver minha vida do jeito que eu quero ser/ Tudo que eu quero é apenas me divertir/ Viver minha vida como se ela apenas tivesse começado”. Já “Try To Understand”, muito The Kinks, é também das melhores.

Outras em que o blues prevalece, porém com a pegada suja da Seeds, são “Nobody Spoil My Fun”, “It's A Hard Life” e “You Can't Be Trusted”, quase uma segunda “Pushing...”. Fechando essa pequena joia do Psychedelic Rock sessentista, “Excuse Excuse”, sonzeira com um riff simples e supercriativo, o princípio do punk. Um blues tradicional, ao estilo dos mestres Howlin’ Wolf e Muddy Waters, é o que encerra o álbum de estreia da banda com a faixa “Fallin' In Love”, tão mal produzida que nem a voz do vocalista se escuta direito sem que isso seja proposital. Mas tudo bem: é pra ser assim mesmo! Crueza, sangue, rebeldia, psicodelia. Rock.

A Seeds lançaria naquele mesmo ano seu segundo disco, “A Web of Sound” e, logo em seguida, o terceiro e último álbum da banda, “Future”. Meses depois, irrequieto e espiritualista, Sax se juntava à comuna Source Family, liderada pelo Padre Yod, iniciando uma intensa jornada espiritual e com quem gravou vários álbuns experimentais da banda Ya Ho Wha. A Seeds seria retomada por Saxon nos anos 2000 com formações diferentes e com relativo sucesso nas turnês que fez pela Europa e Estados Unidos. Pouco antes de morrer, em 2008, Saxton foi reverenciado pelo amigo Billy Corgan, gravando com a The Smashing Pumpkins e aparecendo no videoclipe da canção não coincidentemente intitulada “Superchrist”. Pioneiros do movimento "Flower Power/Punk", Saxton e sua The Seeds mereciam, só por conta disso, mais consideração dos deuses do rock.

🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸

FAIXAS:
1. "Can't Seem To Make You Mine" - 2:56
2. 'No Escape" (Jan Savage/Jimmy Lawrence) - 2:08 
3. "Lose Your Mind" - 2:11
4. "Evil Hoodoo" - 5:00
5. "Girl I Want You" - 2:15
6. "Pushin' Too Hard" - 3:03
7. "Try To Understand" - 2:45
8. "Nobody Spoil My Fun" - 3:50
9. "It's A Hard Life" - 2:38
10. "You Can't Be Trusted" - 2:05
11. "Excuse, Excuse" - 2:20
12. "Fallin' In Love"- 2:47
Todas as composições de autoria de Sky Saxton, exceto indicada

🎸🎸🎸🎸🎸🎸🎸


Daniel Rodrigues

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Música da Cabeça - Programa #475

 

Traduzir a vida através de simples formas circulares foi a marca da obra de Yayoi Kusama, a quem a gente reverencia. Sem toda a genialidade dela, também arriscamos pintar no MDC de hoje nossas bolinhas, que carregam dentro de si muita música. Exemplos? The Avalanches, Stevie Wonder, Chico Buarque, Mário Reis, Beto Guetes e mais. No quadro especial, um Cabeça dos Outros. Repetindo padrões, mas sempre diferente, o programa se circunscreve às 21h na esférica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e polka dots: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Promoção ClyBlog 18 anos "1986 - O Ano que o Rock Nacional Acertou"

 


E o grande ganhador da promoção de 18 anos do ClyBlog, sorteando um exemplar do livro '1986 - O Ano Que o Rock Nacional Acertou", foi Raphael Lima, que deixou seu LIKE 💖no Instagram e garantiu o seu exemplar desse incrível livro que celebra o rock brasileiro dos anos 80 e que conta com a participação dos dois irmãos aqui do ClyBlog, Cly Reis e Daniel Rodrigues.

Parabéns, Raphael!

Entraremos em contato para as providências de envio.


Aos demais que participaram, muito obrigado por nos acompanharem.

É sempre muito bom ter vocês conosco.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Música da Cabeça - Programa #474

 

Quem disse que super-herói não existe?! Que o Homem-Aranha combatia os criminosos se sabia, mas que ele metia a porrada em supremacista branco é novidade! Enchendo a mão contra esse imbecis, o MDC veste sua fantasia e aciona os superpoderes de Rufus & Chaka Kahn, Nelson Sargento, The Velvet Underground, Marisa Monte e mais. O bloco especial, Cabeção, traz ainda a compositora e pianista mexicana Consuelo Velasquez. Cada vez mais fãs do Spider-Man, temos nosso programa hoje, 21h, na confrontadora Rádio Elétrica. Produção, apresentação e super-força: Daniel Rodrigues



www.radioeletrica.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Música da Cabeça - Programa #473

 

Não adianta: agora o negócio é cair de vez nas Eleições - e nos debates! Então, respira e curte a reprise do MDC 282, de agosto de 2022, quando estávamos já envoltos neste mesmo clima nas Eleições passadas. Naquela vez, tivemos Beastie Boys, Elza Soares, Milton Nascimento, Kraftwerk, Maria Rita, Nonato Buzar e mais. Pausinha estratégica antes de o bicho pegar, o programa vai ao ar às 21h na debatedora Rádio Elétrica. Produção e apresentação: Daniel Rodrigues   


www.radioeletreica.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Música da Cabeça - Programa #472


Olhe para o céu! Que beleza, né? Ah, você pensou que estávamos falando do eclipse? Que nada, pois bonito mesmo está o MDC desta semana. Como um corpo em  passagem pela frente do sol, o programa se ilumina com a música de Nirvana, Tim Maia, Elza Soares, The Who e Dorival Caymmi, além de um Sete-List a ver, justamente, com o eclipse. Promovendo o encontro dos astros, o MDC pode ser observado a olhos nu hoje, 21h, na astronômica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e fenômeno raro: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Lido Especial ClyBlog 18 anos - "1986 - O Ano que o Rock Nacional Acertou", vários autores com organização de Karina Faria, Lauro Arreguy e Chico Izidro

 




"Somos feitos de anos 80"

Cly Reis



Adoro falar de música. Desde que a música entrou na minha vida é assim. E foi exatamente na metade dos anos 80, quando coisas até então difíceis, muito restritas e até proibidas, começaram a chegar para nós, ainda adolescentes,  que o mundo começou a abrir-se à nossa frente. Encontrava-se Sex Pistols, Iron Maiden, Black Sabbath em supermercados e nós consumimos aquilo como comida. Aqueles punks, aqueles metaleiros, aqueles satanistas, agora estavam ao nosso alcance em lojas de departamentos.

Tudo era descobertas e era um grande barato trocar ideias com pessoas que se identificavam com aquelas coisas. Chegávamos a passar madrugadas falando de som com amigos, sobre discos, instrumentistas, preferências, montando listas.

Aquele contexto de coisas novas chegando, combinado com o fim da ditadura militar, incentivara jovens a colocar tudo pra fora, manifestar sua criatividade, colocar sua opinião, e a música era um recurso mais que apropriado para este fim. A juventude oitentista, literalmente, faria ouvir sua voz.

O sistema estava abalado, o punk havia mostrado o caminho de que não precisava de muito para fazer uma música, as tecnologias de gravação haviam dado um salto, os jovens estavam loucos para dar seu recado, e a indústria fotográfica estava sedenta por sangue novo. Assim, uma nova geração começava a mostrar a que viera e o auge dessa expressão, me parece ter acontecido em 1986.

A seção ÁLBUNS FUNDAMENTAIS do clyblog, criada exatamente a partir desse gosto por falar sobre música e grandes discos que gostamos, que admiramos, já vinha revelando esse protagonismo do ano de 1986. No nosso tradicional levantamento anual e cumulativo de discos e artistas que são destacados na seção, esse ano em especial é um dos que mais têm grandes álbuns lembrados, e, no âmbito nacional especialmente, tem diversos grandes representantes.

Nada mais justo que agora, completando 40 anos dessas obras relevantes, elas recebessem o merecido reconhecimento com uma publicação que trata exatamente sobre aquele ano mágico e inspirado da música brasileira.

Tenho a honra e o prazer de fazer parte de um qualificadíssimo time de colaboradores que deram seu depoimento sobre algum álbum lançado naquele incrível 1986. Alguns desses discos que mudaram nossas cabeças, mudaram nossas vidas, nos influenciaram, inspiraram, ou apenas renderam bons papos com amigos. "1986 - O Ano que o Rock Nacional Acertou", organizado por Karina Faria, Lauro Arreguy e Chico Izidro, é, antes de tudo, um trabalho de pessoas apaixonadas por música, pessoas que mantém aquele gosto de falar sobre letras, rimas, riffs, melodias, e que entendem o quanto aquele momento, há quarenta anos atrás, foi importante para suas formações. Afinal, todos nós que vivemos aquela época, que ouvimos aquelas coisas fascinantes, que gravávamos fita cassete das rádios FM, que compramos vinis na Mesbla, somos, de certa forma, feitos de anos 80.


🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮🕮



"Eu devia essa reverência ao BRock de 1986"
Daniel Rodrigues



Um dos maiores baratos do clyblog é escrever sobre os discos que gostamos. Desde quando comprávamos, nos anos 80, a revista Bizz, o que mais atraía a meu irmão e a mim era a última sessão, chamada Discoteca Básica. Nem quando a revista passou por uma reformulação para pior, nos anos 90, transformando-se em Showbizz, a parte onde se falava dos discos clássicos perdera sua qualidade. Não à toa, Cly e eu levamos essa ideia para nosso blog – que este ano está completando 18 anos com, inclusive, mais e mais resenhas musicais –, prosseguindo com o prazer de falar sobre os discos que gostamos na seção ÁLBUNS FUNDAMENTAIS.

Mas parecia que nos faltava registrar essa paixão para a posteridade. De tantas coisas que já produzimos, havia um hiato: fora o que está no blog, nada desses textos musicais se materializara noutro formato. Não que o ambiente online não cumpra esse papel em parte, mas é diferente de um volume impresso, né? Pois o convite que recebi por meio dos amigos e colegas Chico Izidro e Lauro Arreguy para integrar o grupo de autores do livro “1986 - O Ano que o Rock Nacional Acertou", organizado pelos dois em parceria com Karina Faria, veio para fechar esse ciclo. Isso, a mim e a meu irmão, tanto que o convite foi estendido a ele e, mais uma vez, estamos nós participando de uma publicação juntos: eu, com a resenha do álbum de estreia da Hanoi-Hanoi, e Cly, com “Selvagem?”, da Paralamas do Sucesso.

Curiosamente, nesses anos todos de blog, dos mais 200 ÁLBUNS FUNDAMENTAIS que já escrevi, por mais que admire e saiba da importância, nenhum é sobre o rock brasileiro de 1986 – diferentemente de Cly, que abordou vários dos clássicos do BRock deste fatídico ano. De brasileiros, falei apenas sobre artistas da MPB: Caetano Veloso e Zeca Pagodinho em seus LPs homônimos daquele ano. Estava mais do que na hora de, enfim, abordar, como diz o próprio livro, os discos que fizeram esta história quarentona.

Caprichado e feito com o esmero de quem é apaixonado por música como nós, o livro traz coisas maravilhosas, que ainda estou sorvendo aos poucos, mas que muito já me agradou o que li. O time de autores já fala por si. A curadoria dos títulos selecionados, idem. Estão listados discos de inegável importância (“Vivendo e Não Aprendendo”, da Ira!, e “Capital Inicial”, por exemplo); outros de grande sucesso comercial (“Rádio Pirata Ao Vivo”, da RPM); outros cultuados (“Só se Vive Duas Vezes”, da Fellini, ou “Desastre Mental”, da Herva Doce), outros emblemáticos (a coletânea “Rock Grande do Sul”, “Viva”, da Camisa de Vênus, ou ainda “O Futuro é Vortex”, d'Os Replicantes). O ano de 1986 é tão marcante que é dele que saem dois dos melhores discos não apenas do rock nacional, mas da música brasileira de todos os tempos: “Cabeça Dinossauro”, da Titãs, e “Dois”, da Legião Urbana. 

Estão todos lá, todos devidamente resenhados, refletidos, sorvidos, elaborados. Algo especial aconteceu naquele ano de 1986 para o rock brasileiro, que certamente nenhum outro ano repetirá. “1986 - O Ano que o Rock Nacional Acertou" nos dá pistas mas, antes de mais nada, nos remete a um momento especial de nossas vidas, que segue reverberando através dos sons das guitarras brazucas até hoje em nossos corações. 


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Peter Tosh - "Bush Doctor" (1978)



por Zeca Azevedo

"Em 'Don't Look Back' eu faço mais um dueto com Peter Tosh do que somente backing vocal. Eu me esforcei ao máximo."
Mick Jagger


Quem se fia somente nas infames listas de "melhores álbuns" perde MUITA coisa, pois o que não nos falta, a essa altura do jogo do tempo, são álbuns musicais lindos. Eles existem em número maior do que podemos contar. Lançado em 1978 pelo selo dos Rolling Stones, "Bush Doctor", de Peter Tosh, é um álbum perfeito, que registra o lado mais melódico e acessível do reggae sem deixar de mandar vários recados importantes pelas letras. 

A figura e o legado de Tosh foram eclipsados pelos de Bob Marley, mesmo que aquele seja, assim como este, um dos Wailers originais. Tosh morreu cedo, mas depois de Marley: este partiu em 1981, aquele foi assassinado por canalhas que invadiram a casa dele atrás de dinheiro em 1987. Antes de morrer, Tosh foi torturado pelos criminosos para revelar onde escondia seu dinheiro. Tosh disse aos assaltantes que não tinha nenhuma grana à mão naquele momento. Impiedosos, os criminosos deram dois tiros na cabeça de Tosh e mataram também alguns amigos dele. 

Tosh deixou discografia pequena como artista solo: sete LPs de estúdio e um ao vivo foram editados enquanto ele estava vivo. Todos são excelentes e merecem audições repetidas, especialmente no calor do verão, que parece pedir o ritmo doce e dolente do reggae "roots". O destaque de "Bush Doctor" é a versão de "Don't Look Back", clássico dos Temptations, que conta com a participação de Mick Jagger, que rodou bastante em rádio no Brasil à época.

*************

A reedição de "Bush Doctor" em CD, de 2002, traz 6 faixas extras: "Lesson In My Life (Outtake)", "Soon Come (Long Version)", "I'm The Toughest (Long Version)"Bush Doctor (Long Version)", "(You Gotta Walk) Don't Look Back (Version)" e "Tough Rock Soft Stones (Previously Unreleased)".

🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵

FAIXAS:
1. "(You Gotta Walk) Don't Look Back" (Ronald White/Smokey Robinson) - 5:20
2. "Pick Myself Up" - 4:02
3. "I'm The Toughest" - 3:57
4 "Soon Come" - 3:59
5 "'Moses' - The Prophet" - 3:39
6. "Bush Doctor" - 4:08
7. "Stand Firm" - 6:12
8. "Dem Ha Fe Get A Beatin'" - 4:15
9. "Creation" - 6:35
Todas as composições de autoria de Peter Tosh, exceto indicada

🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵🎵

OUÇA:
Peter Tosh - "Bush Doctor"

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Música da Cabeça - Programa #471



Enquanto a nave do Musk vai parar desgovernada na Lua, o MDC mantém seus pés na Terra e sem causar estrago. Na rota certa, o programa de hoje vai te levar às nuvens sem sair do chão com Airto Moreira, Criolo, The Cure, Gil Scott-Heron, Mário Quintana e mais. No quadro especial, Cabeça dos Outro homenageando Ney Matogrosso. Viajando só na boa, o MDC ganha a estratosfera às 21h na lunar Rádio Elétrica. Produção, apresentação e pouso calculado: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Música da Cabeça - Programa #470


O MDC especial de nº 470 merece coisa também especial, né? Então, que tal um superquadro Cabeção celebrando o centenário do mestre Moacir Santos? É isso que terá hoje, 21h, trazendo e reverenciando a obra do Ouro Negro da música brasileira. Além disso, têm, claro, as músicas da nossa mente e os quadros fixos de sempre. Essencial como Moa, a edição de data fechada do Música da Cabeça escreve sua partitura no pentagrama da Rádio Elétrica. Produção, apresentação e batuta: Daniel Rodrigues 


www.radioeletrica.com


terça-feira, 28 de julho de 2026

Capas de K7 X - "Rolling Stones"

 







RODRIGUES, Daniel
"Rolling Stones"
Arte para fita cassete doméstica sobre coletânea da Rolling Stones pela gravadora PolyGram
Recorte, colagem e letras transferíveis sobre papel revista
9,5 x 10,3 cm
S/D

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Música da Cabeça - Programa #469

Tá certo que o Gavi já tinha se sagrado campeão com sua Espanha, mas que a situação dele não tá totalmente fácil aí, não tá. Assim é o MDC também: vencedor, mas matando um leão por dia. Agora que a Copa acabou, a gente segue nossa vida com o perrengue nosso de cada dia, mas sempre com música e, desta vez, na companhia de Stereolab, Jorge Benjor, Rolling Stones, Arthur Verocai, Prince e mais. No quatro, especial, um rescaldo da Copa em um Sete-List. Sem dedo na cara, o programa vai ao ar hoje às 21h na pacífica Rádio Elétrica. Produção, apresentação e esquece Copa, que agora tudo é Eleições: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com

domingo, 19 de julho de 2026

Copa do Mundo Joy Division - GRANDE FINAL

 




DISORDER VS TRANSMISSION


Disorder e Transmission, as duas grandes finalistas da Copa do Mundo Joy Division, entram no gramado.

Perfilam-se ao redor do grande círculo de acordo com o novo cerimonial da FIFA e ouvem a execução de "Atmosphere", que foi eliminada mas continua sendo o hino da banda. Escolhem os lados, a saída de bola, prestam um minuto de silêncio a Ian Curtis que teria completado 70 anos nesta última quarta-feira, e estão prontas pro jogo.

Contagem regressiva: 3,5, 0, 1, 2, 5..... Go!!!

E começa o jogo!

Agora é com nossos especialistas. Como será que cada um dos nossos mestres joydivisianos irá definir a parada?

⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽


CLY REIS:

Dois times com estilos parecidos, jogo acelerado, velocidade, duas baterias brilhantes, linhas de baixo marcantes e interpretações inspiradas. Jogo lá e cá, trocação pura.

Transmission é um clássico, tem um dos refrões mais conhecidos do grupo, mas poucos álbuns na história tem uma abertura como Disorder. O que se sente ao começar um disco ouvindo aquela introdução pela primeira vez é algo único.

Disorder pode ter perdido o sentimento mas tem o espírito, e na base da garra se impõe e vence o jogo.

DISORDER 1 X TRANSMISSION 0

**********

LUNA GENTILE:

O clássico começou eletrizante: Disorder abriu o placar com sua urgência característica, impulsionada pelo baixo pulsante de Peter Hook e pela bateria impecável de Stephen Morris. Mas Transmission respondeu rapidamente, encaixando uma jogada coletiva construída por sua batida hipnótica e pelo refrão explosivo, empatando a partida antes do intervalo.

No segundo tempo, o jogo ficou aberto. Disorder voltou a pressionar com guitarras afiadas, mudanças de ritmo e a interpretação intensa de Ian, recuperando a vantagem fazendo 2x1. Porém, Transmission mostrou mais eficiência: controlou a posse, acelerou as transições e aproveitou duas falhas da defesa para marcar os gols da virada. A torcida entrou no clima e o estádio inteiro parecia obedecer ao comando de "dance to the radio".

Nos minutos finais, Disorder lançou o time todo ao ataque, acertou uma bola na trave e obrigou o goleiro a fazer uma grande defesa, mas o placar permaneceu em 3 x 2. E Transmission é a grande campeã, uma das faixas mais fluentes na história do pós-punk.

DISORDER 2 X TRANSMISSION 3

***********

ROBERTO SULZBACH:

De um lado, Transmission, que carrega em si tudo que a banda tinha de mais visceral e urgente. Do outro, Disorder, o portal para a realidade manchesteriana de Joy Division e para a mente do genial Ian Curtis.

Os dois times jogam de maneira intensa, entrosada. Transmission vai para cima de cara, ao ritmo dançante de sua batida. Disorder inicia mais retraída, cansada dos últimos grandes confrontos que encarou. Sendo assim, Transmission abre o placar: 1 a 0, querendo ainda mais.

Mas futebol é detalhe: uma jogada construída na base da insistência, erro da defesa, e a bola entra. Foi para 1 a 1, à base da raça de Disorder, com o estádio inteiro percebendo que a decisão vai ser no detalhe.

Perto dos minutos finais, Disorder encontra a fresta que precisava. Foi o lance de quem quer mais. A bola sobra na entrada da área depois de uma bola dividida, e o time que abriu o portal, que deu o pontapé inicial nessa história, marca o gol que sonhava desde o início.

DISORDER 2 X TRANSMISSION 1

*********

DANIEL RODRIGUES:

Pode-se dizer uma final surpreendente, de dois times não necessariamente favoritos, mas que fizeram por onde para chegar onde chegaram. Direta ou indiretamente, Disorder e Transmission derrubaram clássicos consagrados, como Decades, She's Lost Control, Love Will Tear Us Apart e Atmosphere. Ou seja: estão longe de serem azarões. Uma, Com essa confiança toda, eles entram em campo para a grande final. Como todo jogo importante, muito estudo de cada lado. Jogo bom, mas estratégico, sem dar margem para erro. Disorder, mais atrevida e ligeira (afinal, é talvez a única da Joy composta em nota Sol, o que a torna a mais "alegre" da banda), assusta, mas desperdiça as oportunidades que cria. E diante de um forte adversário, não dá pra ratear.

Até que, na construção, no volume, na categoria, Transmission - que também sabe ser agressiva - aproveita a momentânea "desordem" da defesa adversária e faz o seu. É o gol da vitória. É o gol do título! E que privilégio: não precisa nem adotar música de outra banda pra cantar com a galera. Vai de Transmission mesmo!

DISORDER 0 X TRANSMISSION 1


************

PLACARES SOMADOS

DISORDER 5 X TRANSMISSION 5


* O regulamento da International Blog, em seu artigo 3,5,0,1,2, 5, Go!, Exercise One, estabelece que em caso de empate entre os votantes, o resultado será decidido no saldo de gols. Persistindo o empate, o resultado final será decidido por um convidado, também especialista na obra da banda.


PRORROGAÇÃO


*convidado desempate

CHRISTIAN ORDOQUE:

Caraio!!!

Transmission! 

DISORDER 5 X TRANSMISSION 6



Pode comemorar!
Com dancinha, com dancinha...

🎵🎶🎵Dance, dance, dance, dance to the radio!🎵🎶🎵


sexta-feira, 17 de julho de 2026

COPA DO MUNDO JOY DIVISION - O Caminho Até a Final

 


Não pensem que foi tranquila a estrada. Nossas duas finalistas tiveram um caminho duro para chegar à grande decisão. E não teria como ser diferente, qualquer música do Joy Division é uma grande obra e, deste modo, toda a comparação entre duas delas deixa um fã num sério dilema: qual é a melhor?

Felizmente, no dia a dia, ouvindo o Ian Curtis nosso de cada dia, no fone de ouvido, no computador, na vitrola, não temos essa preocupação de definir uma superior, mas aqui resolvemos complicar pra nós mesmos e nos incumbir da tarefa de escolher a maior música do Joy Division.

DISORDER, a abertura do primeiro álbum, o único álbum lançado, na verdade, com Ian Curtis ainda em vida, Unknown Pleasures, foi uma das que conseguiu chegar, com muito custo, a essa disputa final; TRANSMISSION, nunca lançada em álbum, reunida a outras na célebre coletânea póstuma Susbtance, um dos maiores clássicos da banda, será sua grande rival, teve que entrar ainda em uma fase preliminar para só então entrar definitivamente no certame e, como se não bastasse, precisou ainda derrubar gigantes para chegar até aqui.

Vamos relembrar então como foi a trajetória de cada uma das nossas finalistas?

Vamos lá então: o longo e árduo caminho de Disorder e Transmission até a finalíssima, na busca pela eternidade... 

A Copa Eterna.


⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽


  • DISORDER

1ª FASE: Incubation

OITAVAS-DE-FINAIS: Something Must Break

QUARTAS-DE-FINAIS: Candidate

SEMIFINAL: New Dawn Fades


DISORDER



  • TRANSMISSION

FASE PRELIMINAR: Leader of Men

1ª FASE: Insight

OITAVAS-DE-FINAIS: Shadowplay

QUARTAS-DE-FINAIS: Love Will Tear Us Apart

SEMIFINAL: Decades


TRANSMISSION



quarta-feira, 15 de julho de 2026

Música da Cabeça -Programa #468


A Copa tá se encaminhando para a decisão, mas não adianta: todos os chaveamentos levam ao MDC desta semana. Não poderia ser diferente, afinal temos também "protagonistas", como Lou Reed, Cornelius, Milton Nascimento, Cocteau Twins, Parliament e mais. No quadro especial, um Cabeça dos Outros. Aparecendo na hora que precisa, o programa põe a bola no campo às 21h na decisiva Rádio Elétrica. Produção, apresentação e apostas abertas: Daniel Rodrigues


www.radioeletrica.com