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terça-feira, 14 de abril de 2020

"Nasce Uma Estrela", de Frank Pierson (1976) vs. "Nasce Uma Estrela", de Bradley Cooper (2018)




"Nasce Uma Estrela" de 1976 parece um daqueles times que sai marcando alto e pressionando no campo de ataque logo no início do jogo. Os primeiros 20 minutos do filme são intensos! Toda a parte do show, a expectativa do público, a insatisfação com o atraso do artista, a chegada do astro, a apresentação muito rockstar, a saída, o pós-show, tudo é de tirar o fôlego e, como um time que dá um abafa no adversário nos primeiros minutos, uma grande possibilidade é de que aconteça um gol naquela pressão. O novo "Nasce Uma Estrela", de 2018, até também tem a situação do show, mas muito menos impactante e sem o grau de envolvimento que o outro causa. Nisso, não dá  outra: 1x0 para o original logo no início.
Mas sabemos que não tem como manter um ritmo desses o jogo inteiro e, como seria natural, o original acaba perdendo o fôlego. Assim, não demora para que o remake tome as rédeas da partida com um jogo organizado de quem não  se desesperou quando a situação era desfavorável. O desenvolvimento ali na meiúca, no miolo, onde o jogo acontece acaba garantindo o empate para "Nasce Uma Estrela" 2018. Enquanto o original desperdiça seu tempo, ali pela metade do filme com "videoclipes" românticos e momentos "fofos" do casal, a versão atual desenvolve o enredo e trabalha melhor a trama.
Em resumo, ambas as versões, com algumas pequenas diferenças, tratam de um músico problemático envolvido com drogas e álcool, que, por acaso, descobre uma cantora num bar qualquer desses da vida, acaba se apaixonando por ela mas, paralelamente ao romance, vai jogando fora sua própria carreira por conta dos vícios e atitudes, enquanto ela vai brilhando cada vez mais.
A verdade é que a refilmagem é mais time, ou melhor, mais filme. Tem uma estrutura melhor, escolhas técnicas mais acertadas e algum brilho do surpreendentemente talentoso 
Bradley Cooper na direção. O resultado óbvio da imposição técnica e de qualidade é uma merecida virada no placar.
Time por time, embora eu tenha gostado muito daquele jeitão rock'n tipo do antigo protagonista, Bradley Cooper é mais ator que Kris Kristofferson e dá uma resposta melhor quando é chamado a cantar. É mais um gol pró remake 2018 que abre diferença no placar. 3x1.
Já do lado feminino, não tem como ignorar que Barbra Streisend, mesmo com aquele seu futebolzinho insosso, já tem uma Bola de Ouro na estante, ou seja, um Oscar, e mesmo que seja algo tipo a inexplicável premiação do Modric em 2018, a estatueta tá lá brilhando e polida e ninguém tira isso dela. Enquanto isso, do outro lado, Lady Gaga, por mais que também tenha sido indicada ao prêmio da FIFA, tenho que admitir que não me impressionou lá essas coisas, mesmo com a grande expectativa que criei por conta dos efusivos elogios à atuação da moça. Tipo aquele jogador novo que o time contrata, que todo mundo diz que é  o bicho, que vai arrebentar e aí o cara vai ver o jogo e pensa, "tamo bem arranjado...". No duelo das protagonistas, a estrela do time decide e diminui para o time de 1976. 3x2.


Barbra Streisend e Kris Kristofferson - "Evergreen" (1976)




Lady Gaga e Bradley Cooper - "Shallow" (2018)


Mas aí começa a guerra de torcidas e cada uma começa a entoar seu canto de guerra. Nesse quesito, embora a grudenta "Shallow" da nova versão, tenha atingido grande popularidade e seja cantada a plenos pulmões por seus fiéis torcedores, a não menos melosa "Evergreen", assim como a música da refilmagem, levou o Prêmio Púskas, ou melhor, o Oscar de Canção Original, e, assim, não tem como dar vantagem para qualquer uma delas sobre a outra. Um gol pra cada lado.
E não há  tempo pra mais nada!
Jogo de muitos gols mas engana-se quem acha que foi um jogão. É que às vezes dois times fracos acabam proporcionando um espetáculo até interessante exatamente pela vulnerabilidade de seus sistemas defensivos e foi exatamente o que aconteceu aqui.


Até gosto mais do estilo roqueirão de Kris Kristofferson, no original,
mas, como ator, Bradleu Coooper tem mais bola e, de quebra,
é bastante promissor como técnico, digo..., como diretor.


O time do estreante na casamata, treinador da nova geração,
Bradley Cooler supera um adversário de tradição e põe a primeira estrela na camisa.





por Cly Reis

domingo, 27 de janeiro de 2019

"Nasce Uma Estrela", de Bradley Cooper (2018)



A música é algo fascinante e contagiante, o cinema igualmente, os dois juntos então... ♡. Imagina então quando esse encontro é muito bem feito. É o caso do fabuloso "Nasce Uma Estrela" dirigido por Bradley Cooper e estrelado por ele mesmo e por uma atriz chamada Stefani Germanota, que talvez você conheça como Lady Gaga.
O experiente músico Jackson Maine (Bradley Cooper) descobre a jovem artista desconhecida Ally (Lady Gaga) por quem acaba se apaixonando. Ela está prestes a desistir de seu sonho de se tornar uma cantora de sucesso, até que Jack a convence a mudar de ideia. Porém, apesar de a carreira de Ally decolar, o relacionamento pessoal entre os dois começa a desandar à medida que Jack luta contra seus próprios demônios e problemas com álcool.
Um dos aspectos que pode ser um descuido do filme mas que não tira o seu brilho é o fato de explorar pouco o mundo externo. Ele se relaciona demais com os dois personagens principais explorando pouco a relação deles com o mundo fazendo assim com que as consequências de suas ações fiquem no micro. No final das contas, temos cenas importantes, situações relevantes mas das quais resultam pouco impacto no mundo musical, no mainstream, na cultura pop.
Lady Gaga, muito mais do que um

rostinho bonito e uma bela voz.
Porém qualquer defeito cai perante a ótima direção de Bradley Cooper. O seu trabalho com a câmera é algo de chorar de tão lindo, seu enquadramento de personagem, sublime, e a forma como mostra as cenas de show faz a gente se sentir praticamente dentro do palco.
A trilha é perfeita e chega a ser impossível não cantarolar as músicas do filme.  Lady Gaga fabulosa, o filme faz questão de desconstruir a imagem visual que temos dela, desde a primeira cena, e funciona maravilhosamente bem, mas, na minha opinião, a atuação de Bradley Cooper está simplesmente de outro mundo. O cara engole todo mundo quando está em cena. Você não vê o ator, apenas o personagem.
É o tipo de filme, que vai ganhando força conforme ele vai passando e a porrada vai ficando cada vez mais forte. Cuidado para não ir a lona no final do filme.
Não esperava muito desse longa e, sinceramente, fui surpreendido. Trabalho que é brilhantemente dirigido por um diretor que claramente sabe o que quer quando está com a câmera na mão. Uma bela história de amor, um bom recorte de como é a conturbada vida da fama. Um longa para ser visto e escutado porque ele não desafina em nenhum momento.
Podem dar o Oscar pra esse cara, por favor!




por Vagner Rodrigues

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

"Sniper Americano", de Clint Eastwood (2015)


O novo herói de Clint Eastwood
por Paulo Moreira




  Clint Eastwood tem baseado sua carreira como realizador na busca e identificação do herói americano. Ou do anti-herói. Desde o começo de sua carreira, no seriado “Rawhide” ou nos gloriosos spaghetti-westerns de Sérgio Leone, Clint se interessa pela figura mítica que, em tempos idos, salvava o mundo de suas mazelas.
 Assim aconteceu com “Dirty Harry”, o vigilante que fazia a justiça pelas próprias mãos. Só que poucos notaram que Harry Callahan era um policial. Portanto, autorizado pela sociedade para fazê-lo. Seus cowboys – o pistoleiro sem nome de “High Plains Drifter” ou “Josey Wales, o fora -da-lei” - reforçavam este mito, destruído depois pelo próprio Clint em “O Cavaleiro Solitário” onde interpretava um pregador e, especialmente em “Os Imperdoáveis”, onde o personagem Will Munny era um pistoleiro aposentado. Mesmo nos filmes em que não protagoniza, como “Um Mundo Perfeito”, “Sobre Meninos e Lobos” e “Invictus”, a figura do herói aparece, mesmo que combalida. Por outro lado, em filmes como “Bird”, “A Conquista da Honra” e “J.Edgar”, o herói é falho, humano, cheio de defeitos, como o Walt Kowalski de “Gran Torino”, um ex-combatente de guerra que odeia seus vizinhos descendentes de coreanos, mas que passa a vê-los com outros olhos, diante de uma ameaça maior. Se antigamente Eastwood acreditava no poder do herói, a partir de um determinado momento, começa a analisar as causas desta mitologia ufanista reforçada em inúmeros filmes vindos de Hollywood.
Bradley Cooper como um herói de guerra
cheio de conflitos internos
   Seu filme mais recente, “Sniper Americano” segue esta trilha. Chris Kyle, interpretado com sensibilidade por Bradley Cooper, é um jovem americano fixado no mito do cowboy e do culto às armas, além de uma postura masculina, incentivada por seu pai. Aos 30 anos, depois de ver o ataque às Torres Gêmeas, Kyle se alista e se transforma num sniper, atirador de elite, que consegue o status de “ter matado mais de 160 pessoas” no Iraque. Através de flashbacks, o diretor procura explicar as motivações de um jovem americano em servir à pátria, mesmo que isso seja prejudicial à sua vida civil e, especialmente, seu casamento. Os dramas de consciência de Chris Kyle são muito bem colocados na primeira missão que vemos. Uma criança carrega uma granada em direção às tropas americanas e o sniper tem de decidir se mata ou não o jovem. Este conflito irá se repetir durante todo o filme, mesmo que Kyle sempre tenha consigo a certeza de servir a pátria. O interessante é que este é o mesmo Clint Eastwood que fez “O Destemido Senhor da Guerra”, onde usava a ficção para defender a invasão americana em Granada no ano de 1983. Apesar de seu passado republicano, o diretor parece ter enxergado além da visão maniqueísta de mocinhos e bandidos. Ele conduz com habilidade as cenas de combate, alternando-as com a vida cotidiana de Kyle com sua esposa (Sienna Miller) e seus filhos.
   Depois de um grande tempo para se readaptar à vida em sociedade, espantando seus fantasmas, Kyle chega ao final do filme aparentemente pronto para enfrentar o dia-a-dia. Uma análise mais simplista poderia dizer que “Sniper Americano” é um filme ufanista. Clint Eastwood usa todo seu arsenal narrativo – aprendido certamente com o seu mestre Don Siegel – e impede o discurso final. Aos 85 anos a serem completados em maio, podemos exagerar e dizer que Clint Eastwood chegou em sua maturidade criativa. Grande e poderoso filme.


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Consigo Mesmo Sob a Mira

por Daniel Rodrigues




Bradley muito bem no papel do sniper Chris Kyle
   Há anos acompanho direto nas salas de cinema cada estreia de Clint Eastwood, um mestre por trás das câmeras que, como ator, foi dirigido por grandes cineastas (Leone, Siegel, De Sica, Cimino) e aprendeu muito bem com eles. Meu acompanhamento tão de perto de sua obra não é à toa, pois, mesmo já dirigindo desde os anos 70, foi desde os 80 que Eastwood se estabeleceu como um dos maiores de sua arte no cinema atual. Não só pela capacidade de contar bem uma história, com classe e sensibilidade, mas por sua abordagem invariavelmente consciente e pessoal dos temas, muitas vezes revelando mazelas de sua própria sociedade, a dos Estados Unidos.
   Pois mais uma vez o velho Eastwood, no auge de seus 84 anos, toca em feridas mal curadas de seu povo. E que ferida. O ótimo “Sniper Americano”, produção concorrente ao Oscar de Melhor Filme e mais 5 estatuetas (ator, roteiro adaptado, edição, edição de som e mixagem de som), não apenas traz um assunto espinhoso como, para além disso, atinge o talvez mais maléfico problema dos norte-americanos para com o mundo e consigo mesmos: a cultura bélica e armamentícia. Adaptação do livro “American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History”, conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper, muito bem no papel), um atirador de elite das forças especiais da marinha americana que, durante cerca de dez anos de operação militar no Iraque, matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação. Um sucesso tão funesto como este não poderia, entretanto, ter saído impune na forma de ver de Eastwood. As marcas são perceptíveis quando o soldado retoma a “vida normal” ao retornar da guerra. Ele não sai do front, nem quando não está fisicamente nele. A objetividade cega, pueril e insensível de Chris o mutila psicologicamente tanto quanto seus ex-colegas que perderem partes do corpo físico. Ele é incapaz de amar a esposa, de sensibilizar-se e nem de se considerar a “Lenda” como o chamam: sua sina é apenas “defender seu território” a qualquer preço.
    Até aí, outros filmes também mostraram os traumas de guerra e as dificuldades sociais de ex-combatentes das várias que os EUA já se enfiaram, de “Sob o Domínio do Mal”, de 1962 (Coréia) e “Taxi Driver”, de 1976 (Vietnã), a “A Volta dos Bravos”, de 2006, (Iraque) para ficar em apenas três guerras e três títulos. Ocorre que, desta vez, é Eastwood quem volta suas lentes para o problema, e isso é de uma dimensão muito maior no atual cinema de Hollywood. Com um olhar sem hipocrisia – embora ele não esconda seu patriotismo –, Eastwood vai mais fundo no entendimento psicológico da questão. Não é só a guerra e seus problemas posteriores: o nascedouro é essencial de ser compreendido. Ao contar a biografia de Chris até chegar ao exército, o cineasta deixa claro o quanto está incutida nas raízes do norte-americano o mito às armas e ao combate. Caubói fracassado que atirava em animais desde criança para brincar de mira, o personagem se transforma (após assistir pela TV sobre um atentado terrorista à Embaixada dos EUA no Iraque e, principalmente, os ataques do 11 de Setembro), em um militar combativo e sedento por justiça. Suas fragilidades e frustrações são, assim, camufladas pelo uniforme e até ganham status de qualidade, uma vez que se transfiguram em capacidade de combater com competência e assertividade.
    Com este substrato, Eastwood nos dá uma aula de condução narrativa. Além das construções psicológicas precisas das personagens, os flashbacks da infância de Chris, quando ele aprende em casa com o pai a lei de Talião, e o presente, antes de ir para a guerra ou entre uma operação e outra, se indistinguem. Igualmente, as cenas que intercalam rapidamente entre a brutal preparação na SEAL e início de sua relação com a esposa até o casamento dão bem a ideia de que este pensamento bélico faz para do dia a dia. Mais que isso: de que nada é superior a tal. Se Chris é elevado a herói por seus feitos, como cidadão ele é totalmente deslocado, sem capacidade de interagir e viver com felicidade. A visão de Eastwood transparece até na fotografia, que muda apenas quando a história se passa no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, seja passado ou presente, a luz, a coloração e a textura são as mesmas, pois tudo faz parte de um único nefasto e contínuo ideário selvagem ao mesmo tempo assassino e suicida.
    Por falar em fotografia, a do craque Tom Stern (de clássicos como “Beleza Americana” e “Cão Branco” e das parcerias com Eastwood em vários filmes como “Dirty Harry na Lista Negra”, “Bird” e “Os Imperdoáveis”),  é brilhante. Principalmente nas excelentes cenas de batalha, as quais não se restringem somente ao PV do ângulo privilegiado do atirador, mas também de campo, com travellings, câmera na mão e panorâmicas muito bem executadas. O conceito fotográfico lembra bastante o de outras referenciais realizações sobre o tema das guerras promovidas pelos EUA contra países islâmicos: “Guerra ao Terror” (Bigelow, 2008), também Iraque, e “O Grande Herói” (Berg, 2014), no Afeganistão. Ponto alto e de total diferenciação em “Sniper”, no entanto, é a sequência da tempestade de areia, justo no momento em que se travava um tiroteio entre a tropa americana e os soldados de Bin Laden. Nesta, Stern consegue um resultado interessantíssimo, pois totalmente inteligível para o espectador mesmo numa fotografia em que se desenham apenas vultos escurecidos sobre uma textura granulada marrom esverdeada.
    Tudo isso é mérito de Clint Eastwood, certo? Os norte-americanos não acham bem assim. Como se sabe, a Academia do Oscar acompanha em muito o sistema, haja vista as preferências, vícios e injustiças históricas que já se promoveram na premiação. Neste caso, “Sniper Americano” concorre e é dos favoritos, mas não aquele que o fez chegar a esse patamar. Estranho, né? Nem tanto, pois talvez Eastwood, com sua clareza e olhar sem concessões (como já fizera muito bem em “Gran Torino”, “Sobre Meninos e Lobos”, principalmente), talvez tenha ido um pouco longe na densa análise do ser do norte-americano. A característica do belicismo e do mito ao caubói está no cerne da sociedade, e expô-la de maneira tão real – ou seja, não escondendo que há consequências para este tipo de atitude – é vexatório na mentalidade auto-heroica e competitiva daquele país. Afinal, isso justifica uma série de atos e políticas que sustentam o poderia dos EUA.
    Além do mais, o “gelo” que a Academia dá a Eastwood, como já fizera com os igualmente opiniáticos e figurões Spielberg, Copolla e Scorsese, também é uma maneira de dizer: “Velho, nós te exaltamos e nos orgulhamos do teu talento, mas tu já ganhaste duas estatuetas (“Os Imperdoáveis” e “Menina de Ouro”, 1992 e 2004, respectivamente), então: baixa a bola”.
    Espero sinceramente que pelo menos o Melhor Filme venha para “Sniper Americano”, o mais hollywoodiano dos postulantes junto com “Selma” e “A Teoria de Tudo”. Embora não tenha visto todos, parece-me que "Birdman""Whiplash""O Grande Hotel Budapeste" e "Boyhood" (que tem o agravante de já ter levado o também yankee Globo de Ouro), os outros concorrentes nesta categoria distanciam-se mais do “cinemão”, o que dá vantagem ao filme de Eastwood.  Ainda mais considerando que, depois de uma fase de necessária renovação em que, no início dos anos 2000, a Academia premiou como Melhor Filme produções de linha alternativa, como “Crash” e "Quem Quer Ser Um Milionário?", a mesma voltou a um julgamento mais tradicional nos últimos anos. Tenho certeza de que, se ganhar, Eastwood subirá ao palco do Dolby Theatre, em Los Angeles, com aquele sorriso simpático e sábio no rosto de quem se sentirá indiretamente vencedor também como diretor.